quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Trigo no Sul: Ofertas abundantes


O mercado de trigo no Sul do Brasil segue pressionado pela oferta elevada e pela cautela dos compradores. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul há ofertas a R$ 1.050/t, mas sem tomadores, refletindo a grande disponibilidade e o baixo volume exportado, que soma apenas 74 mil toneladas, bem abaixo da média histórica. 

Em dólar, os preços do trigo gaúcho estão a US$ 215 sobre rodas e US$ 225 dentro do navio, superiores aos US$ 220 FOB da Argentina. Para dezembro, indicações em reais recuaram para R$ 1.180, com possibilidade de deságio de 20% para trigo de ração. Os preços pagos aos produtores também caíram, chegando a R$ 68,00/saca em Panambi, marcando queda frente ao Paraná.

Em Santa Catarina, a safra ainda não colhida mantém o mercado local parado, e os moinhos buscam abastecimento no RS ou de outros estados. Valores CIF chegam a R$ 1.400, enquanto o preço da pedra recua para R$ 69,33/saca em Canoinhas, R$ 63,00 em Chapecó e R$ 73,00 em Xanxerê. A oferta limitada e os preços considerados baixos dificultam negociações internas.

No Paraná, a colheita avançada aumenta o volume negociado, com negócios CIF entre R$ 1.200 e R$ 1.280, dependendo do frete. O trigo importado mantém preços estáveis, com argentino e paraguaio travando negociações em algumas regiões.

Com a média de preços pagos aos agricultores recuando 3,56% na semana, o custo de produção atualizado pelo Deral em maio atinge R$ 74,63/saca, ampliando o prejuízo teórico para -8,8%. No entanto, o mercado futuro já registrou oportunidades de lucro de cerca de 32%, mostrando que o resultado depende do momento de venda.

 





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Trigo, soja e milho apresentam movimentos cautelosos


O mercado agrícola inicia o dia com oscilações moderadas, sem sinais claros de tendência para trigo, soja e milho. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo nos Estados Unidos registra leves altas, com o contrato Dez/25 cotado a US$ 515,00 e o Dez/26 em US$ 588,25. No Brasil, os preços seguem pressionados: CEPEA Paraná a R$ 1.240,89 e Rio Grande do Sul a R$ 1.214,43, refletindo a abundância de oferta global e o ritmo lento das exportações da União Europeia e de países do Mar Negro.

A soja em Chicago ajusta-se após máximas recentes, com o contrato Nov/25 em US$ 1.022,75 e Mai/26 em US$ 1.068,50. No mercado interno, CEPEA Paraná registra R$ 130,27 no interior e R$ 135,12 em Paranaguá, com altas diárias de 1,17% e 0,51%, respectivamente. A paralisação parcial do governo dos EUA suspendeu temporariamente as atividades do USDA, deixando os traders cautelosos e negociando “às cegas”, enquanto circulam rumores sobre um possível auxílio de US$ 105 por acre para produtores de soja norte-americanos.

O milho apresenta oscilações discretas em Chicago, com Dez/25 cotado a US$ 421,75 e Jul/26 a US$ 455,00. No mercado brasileiro, o contrato B3 Nov/25 encerra a R$ 65,71 e Jul/26 a R$ 69,70, enquanto CEPEA aponta R$ 64,57, alta de 0,40% no dia. Entre os fatores que pressionam o mercado estão o rápido progresso da colheita nos EUA, favorecido pelo clima seco no Centro-Oeste, e o bom ritmo das exportações, cujos números estão temporariamente menos transparentes devido à paralisação do governo americano.

Nos mercados internacionais da América do Sul, o trigo argentino e paraguaio apresenta cotações variadas, com FOB para novembro e dezembro entre US$ 210 e US$ 215, enquanto o milho paraguaio registra valores entre US$ 176 e US$ 205 para outubro e novembro. Esses movimentos destacam a sensibilidade do mercado a fatores climáticos, logísticos e políticos, mantendo produtores e traders em posição de cautela diante da abundância de oferta e incertezas nos relatórios governamentais.

 





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Diferença entre preços do branco e vermelho é a menor desde nov/24



Preços dos ovos brancos e vermelhos caem e diferença atinge menor nível desde 2024


Foto: Pixabay

A diferença entre os preços dos ovos tipos extra brancos e vermelhos, ambos comercializados em Santa Maria de Jetibá (ES), recuou em setembro, sendo a menor desde novembro/24, apontam dados do Cepea. Vale lembrar que esse cenário é visto após os preços das duas variedades de ovos ter alcançado, em março deste ano, uma diferença recorde, considerando-se toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2019 nesta praça.

Desde então, a diferença entre os valores das duas variedades tem recuado de forma contínua. Segundo pesquisadores do Cepea, o estreitamento gradual entre as duas variedades de ovos reflete o aumento da oferta no mercado doméstico ao longo dos últimos meses, que pressionou as cotações da proteína. 

Dados do Cepea mostram que, entre julho e setembro, o preço dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Santa Maria de Jetibá, caiu 14% em relação ao trimestre anterior, em termos reais (dados deflacionados pelo IGD-DI de agosto/25), enquanto que, para os ovos vermelhos, a retração na média trimestral foi ainda mais intensa, de 18% (também em termos reais). 





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Brasil aguarda retorno das exportações de frango para China



Setor de frango espera fim do embargo chinês após inspeção de autoridades


Foto: Divulgação

A China ainda não retomou as compras de carne de frango brasileira – as aquisições estão suspensas desde meados de maio, quando foi registrado um caso de gripe aviária em uma granja comercial do RS –, mas o setor avícola nacional está otimista e à espera de boas notícias nas próximas semanas, apontam pesquisadores do Cepea. Vale lembrar que representantes chineses estiveram no Brasil na segunda quinzena de setembro avaliando a forma que o País administrou a ocorrência do caso da gripe aviária. 

Dados da Secex mostram que, de janeiro a maio, a média mensal de exportação de carne à China era de 45,65 mil de toneladas, quantidade que representava, em média, 10% do total escoado pelo Brasil. Já em junho, julho e agosto, a média de escoamento ao país asiático caiu para 191 toneladas, passando a representar apenas 0,05% dos embarques nacionais nesse período. 

Pesquisadores do Cepea indicam que, caso a China – único país que mantém o embargo sobre a proteína brasileira – retome as compras por aqui, o Brasil está preparado para ofertar carne de frango o suficiente para atender ao país asiático sem comprometer a disponibilidade doméstica e nem impulsionar os valores internos da proteína. 





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Safra de grãos na Argentina mostra bons indicadores


A área projetada para o girassol na Argentina atingiu 2,7 milhões de hectares, impulsionada por uma maior intenção de semeadura no sul agrícola do país. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), 32,4% dessa área já foi implantada, registrando avanço intersemanal de 1,4 ponto percentual e mantendo adiantamento em relação à média dos últimos cinco ciclos e ao ciclo anterior, de 12,3 e 22,1 pontos percentuais, respectivamente. As últimas precipitações favoreceram principalmente o oeste agrícola, incluindo San Luis, centro e sul de Córdoba, além do norte e leste de La Pampa, enquanto regiões do centro-oeste de Buenos Aires e sul de Santa Fé enfrentam excesso hídrico, o que poderá atrasar o início das atividades.

Na cultura do milho, o plantio avançou 7,4 pontos percentuais na última semana, atingindo 19,8% das 7,8 milhões de hectares estimadas para a safra. A boa umidade do solo tem permitido cumprir o cronograma de semeadura antecipada, refletindo avanço interanual de 7 pontos percentuais. No entanto, em áreas do oeste, centro e nordeste de Buenos Aires, a falta de condições de piso e estradas em mau estado tem retardado o ritmo de plantio, enquanto regiões como o centro de Santa Fé e Entre Ríos observam boa resposta à fertilização em lotes já entre V2 e V4.

O trigo também se beneficia das recentes chuvas, com impacto positivo sobre a lavoura. Embora não haja áreas sob condições de restrição hídrica, a umidade é considerada oportuna, especialmente com o aumento das temperaturas, e cerca de 80% do cereal já se encontra em estádio de encanação ou além. As aplicações de defensivos continuam para controle de doenças fúngicas e pragas, enquanto os rendimentos estimados seguem aumentando, aproximando-se dos máximos históricos. Colaboradores do NOA já relatam os primeiros lotes colhidos, com produtividade em torno de 10 qq/ha, alinhada às projeções atuais.

Quanto à cevada, após as chuvas, 88% da área cultivada apresenta condição hídrica adequada ou ótima, e quase 90% das lavouras mantêm estado de cultivo bom ou excelente, em linha com relatórios anteriores. Atualmente, 13% dos lotes iniciaram a espigação e 1% a floração, principalmente nos núcleos norte e sul. No sul de Buenos Aires, a elevada umidade favoreceu a ocorrência de doenças como a “mancha em rede”, intensificando as aplicações de fungicidas. Apesar disso, com 60% das áreas em encanação, 75% dos lotes nos principais núcleos cebadeiros do sul mantêm condição boa ou excelente, sustentada por níveis ótimos de umidade do solo.

 





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Federarroz orienta produtores a repensar área de plantio


A redução da área plantada surge como a principal alternativa para o arroz irrigado enfrentar a próxima safra, segundo informações divulgadas pela Federarroz. O alerta foi reforçado em palestra online nesta quinta-feira (2/10), conduzida pelo presidente da entidade, Denis Nunes, com análise do economista-chefe da Farsul, Antonio da Luz.

O cenário global do arroz é de alerta, com forte pressão da Índia no mercado internacional, estoques elevados e instabilidades econômicas. Durante a palestra “Contexto da Safra de arroz 2025/2026”, Denis Nunes destacou os principais desafios que impactam o setor: variação cambial, juros elevados, instabilidade nos EUA e o crescimento da produção em países asiáticos e norte-americanos.

Segundo a Federarroz, para mitigar os impactos, os produtores devem considerar alternativas como diversificação com pecuária e outras culturas, renegociação de arrendamentos, fortalecimento de associações e aumento das exportações. A principal recomendação prática, no entanto, é a redução da área plantada, ajustada à realidade de cada propriedade, para equilibrar os estoques e evitar queda nos preços internos.

“O choque de realidade é necessário para que tomemos atitudes. São medidas dolorosas, mas que podem evitar o pior cenário”, afirmou Denis Nunes.

Antonio da Luz, economista-chefe da Farsul, foi enfático: “Estamos nos aproximando de um iceberg. Precisamos manobrar agora para evitar a colisão”. Para ele, a recomendação da Conab de ampliar a área semeada é “irresponsável”, considerando os altos estoques e a baixa demanda. “Se isso ocorrer, o preço ao produtor vai desabar”, advertiu.

Entre os fatores que acentuam a preocupação estão a queda de renda da população, o crédito mais restrito e a dificuldade de inserção competitiva do arroz brasileiro no mercado internacional frente a países como Índia, China e Estados Unidos. “Todos os indicadores nos levam à redução da área plantada como única alternativa para ajustar oferta e demanda”, concluiu Da Luz.

Além das ações no campo, a Federarroz também propõe mobilização política. Entre as demandas ao governo federal estão o reforço na fiscalização de importações com riscos fitossanitários, subvenções para comercialização e aumento do preço mínimo do arroz. Já ao governo estadual, a entidade pede o uso da taxa CDO para auxiliar produtores afetados por enchentes, equiparação do ICMS com outros estados e incentivo ao consumo interno do grão.

 





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Brasil mantém liderança na exportação de celulose



A logística também contribui para a competitividade


A logística também contribui para a competitividade
A logística também contribui para a competitividade – Foto: Canva

Os Estados Unidos continuam estruturalmente dependentes das importações de celulose, com a celulose de mercado representando 11% da demanda total em 2024. Segundo análise do Rabobank, o Brasil domina o fornecimento de celulose de fibra curta aos EUA, com participação de 82%, apoiado por baixos custos, eucaliptos de rápido crescimento e fábricas integradas em larga escala. A previsão é que a produção brasileira de fibra curta continue crescendo, impulsionada por novos projetos e expansões planejadas até 2029.

A diferença de preço entre a celulose de fibra longa produzida nos EUA e a brasileira de fibra curta se ampliou para USD 250 a USD 300 por tonelada métrica. Avanços tecnológicos, como o uso de processos enzimáticos e refino mecânico de baixa intensidade, permitem substituir a fibra curta em papéis tissue e embalagens sem comprometer o desempenho, aumentando a competitividade brasileira.

No comércio internacional, a celulose da União Europeia enfrenta tarifa de 15% nos EUA, enquanto a brasileira é tributada a 10% e se beneficia de câmbio favorável e frete competitivo. Esse conjunto garante forte vantagem de custo posto em destino, reforçando a atratividade da celulose brasileira frente a concorrentes globais.

A logística também contribui para a competitividade. A expansão portuária na Costa Leste dos EUA e a proximidade com fábricas consumidoras de fibra virgem no sudeste norte-americano reduzem gargalos no transporte marítimo, facilitando o escoamento. Além disso, a redução das importações chinesas, devido ao aumento da produção doméstica e à desaceleração econômica, amplia oportunidades para a celulose brasileira.

 





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Soja tem ganho de até 13% com polinização de abelhas



Estudo confirma impacto das abelhas na sojicultura



Foto: Pixabay

O dia 3 de outubro marca a data nacional das abelhas, insetos reconhecidos como fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas. Responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas com flores do planeta, segundo a Embrapa, elas exercem papel que vai além da produção de mel, com impacto direto na produtividade agrícola.

Nas lavouras brasileiras, essa contribuição tem sido confirmada por pesquisas. A soja, embora não seja uma planta melífera clássica, mostrou ganhos expressivos quando cultivada em áreas com presença de abelhas. Um estudo conduzido pela BASF Soluções para Agricultura, em parceria com a Embrapa e o Senar, apontou aumento de até 13% na produtividade.

A partir dessa iniciativa, foi validado um protocolo de Boas Práticas Agrícolas e Apícolas, que orienta a integração entre agricultores e apicultores. Como resultado, foi elaborada a cartilha gratuita “Boas práticas para integração entre apicultura e sojicultura”, com recomendações sobre comunicação entre produtores, manejo de colmeias e atenção aos horários de aplicação de defensivos. O objetivo é promover uma convivência adequada entre as atividades.

Os resultados práticos também foram observados por apicultores. O gaúcho Aldo Machado relatou ganhos acima da média nacional em seus apiários instalados próximos às plantações de soja. “Nós tivemos apiários que deram mais de 50kg só na soja, o que representa duas vezes a média nacional. E é um mel de qualidade, de difícil cristalização, bem aromático e claro. Ou seja, um mel excelente para mesa”, afirmou. Para ele, o diálogo entre agricultores e apicultores e o manejo adequado dos defensivos resultam em benefícios para todos. “É um negócio perfeito. Esse ano estou direcionando as abelhas mais para soja do que para o eucalipto”, acrescentou.

A empresa destaca que os aprendizados obtidos servirão como base para novos projetos. “Além de manter o foco na conservação dos polinizadores, queremos ampliar nosso impacto com iniciativas educacionais que fortaleçam a conscientização ambiental nas comunidades agrícolas”, disse Camila Leonelli, gerente sênior de Estratégia de Sustentabilidade da empresa.





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Mercado da soja opera em meio a incertezas


De acordo com dados divulgados pela Hedgepoint Global Markets, setembro foi marcado por movimentos relevantes no cenário internacional da soja e de óleos vegetais. A redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros dos Estados Unidos reforçou a percepção de início de um ciclo de afrouxamento monetário, em resposta ao desaquecimento da economia. Esse corte reduziu o diferencial de juros frente ao Brasil, valorizou o real e trouxe impactos à competitividade do agronegócio no comércio externo.

No mercado global, a ausência de acordo comercial entre Estados Unidos e China mantém tarifas sobre produtos agrícolas americanos, o que reduz a atratividade da soja norte-americana. Essa lacuna tem sido preenchida pelo Brasil, e também pela Argentina, que ganhou espaço com estímulos fiscais recentes.

No campo climático, a transição para o fenômeno La Niña surge como fator de risco. O padrão pode provocar seca no sul do Brasil e da Argentina entre outubro e dezembro, aumentando a volatilidade no chamado mercado climático da América do Sul.

Segundo as informações, o setor de soja opera em meio a incertezas. Entre os fatores de sustentação estão a demanda por biocombustíveis e a menor safra nos Estados Unidos. Por outro lado, a pressão vem de estoques elevados na China e da ampla oferta na América do Sul.

A China mantém estoques de 43 a 44 milhões de toneladas, suficientes para quase três meses de consumo interno. A expectativa é de importações de 106,5 milhões de toneladas na temporada 2024/25 e 112 milhões em 2025/26. O Brasil segue como principal fornecedor, enquanto os Estados Unidos perdem espaço devido às tarifas e a Argentina aproveita sua vantagem fiscal temporária.

Nos Estados Unidos, a safra 2025/26 deve alcançar 117 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior, diante da redução da área plantada. A colheita avança em ritmo normal, mas as condições de lavouras têm piorado. As exportações seguem lentas, pressionadas pela ausência da China, enquanto o consumo interno de óleo de soja para biocombustíveis se fortalece.

O Brasil consolidou a liderança no mercado internacional, com estimativa de produção de 171,6 milhões de toneladas em 2024/25 e projeção de 178 milhões para 2025/26. As exportações devem alcançar 109 milhões de toneladas nesta temporada e 112 milhões no próximo ciclo. A política de biocombustíveis, com a mistura B15 em vigor, sustenta parte da demanda doméstica, mas as margens de esmagamento recuaram.

Na Argentina, a produção de soja em 2025/26 está estimada em 48,5 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior. O país ganhou espaço nas exportações com o corte temporário de impostos, registrando volumes atípicos de vendas no curto período de isenção. A perspectiva é de expansão no esmagamento e manutenção da liderança no mercado de farelo e derivados.

No setor de óleo de palma, Indonésia e Malásia projetam crescimento da produção em 2025/26. As exportações da Indonésia devem atingir 24 milhões de toneladas, enquanto a Malásia deve embarcar 16 milhões. A Índia, principal importadora mundial, deve ampliar suas compras para 8,7 milhões de toneladas, favorecida pela redução de tarifas. O diferencial de preços em relação ao óleo de soja devolveu competitividade ao produto da palma, fortalecendo sua recuperação.





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Campanha de sazonalidade da uva reforça qualidade



“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva”


“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva"
“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva” – Foto: Arquivo Agrolink

A International Fresh Produce Association (IFPA) iniciou no varejo brasileiro sua campanha de sazonalidade da uva, com o objetivo de ampliar a presença da fruta no dia a dia dos consumidores. A ação busca destacar atributos nutricionais, qualidade e versatilidade da uva, aproveitando o momento de safra para impulsionar vendas e fortalecer a cadeia produtiva.

Segundo a entidade, a iniciativa é estratégica para consolidar a fruta no mercado nacional, reforçando sua imagem junto ao consumidor e estimulando diferentes formas de consumo. Campanhas desse tipo também são vistas como fundamentais para gerar valor a produtores e distribuidores, além de incentivar o consumo regular da fruta.

No campo, a safra de 2025 vem apresentando condições favoráveis, com clima mais adequado em comparação a 2024 e qualidade considerada elevada. Apesar da tarifa aplicada às vendas para os Estados Unidos, o mercado segue aquecido, com boas expectativas para exportações à Europa e outros continentes, além de preços competitivos no mercado interno.

Com esse cenário, a campanha da IFPA reforça a relevância da uva como produto de destaque na fruticultura brasileira. A estratégia busca não apenas estimular o consumo no país, mas também valorizar a produção nacional e ampliar oportunidades para toda a cadeia do setor.

“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva, reforçando que a fruta está com qualidade e preços excelentes e deve fazer parte da rotina alimentar. Campanhas de sazonalidade são fundamentais para movimentar o mercado, gerar valor para produtores e distribuidores e, ao mesmo tempo, inspirar os consumidores a redescobrirem a uva em diferentes formas de consumo”, conclui.

 





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