quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

enchentes e seca afetam áreas agrícolas europeias



Chuva intensa contrasta com seca em regiões da Europa



Foto: Pexels

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), destacou que as condições climáticas na Europa apresentaram fortes contrastes ao longo da última semana.

Segundo o relatório, “uma forte área de alta pressão sobre o norte da Europa manteve céus ensolarados e temperaturas até 3°C abaixo do normal”, o que favoreceu tanto a colheita das safras de verão quanto a semeadura das culturas de inverno.

Na Europa Central, o sistema de tempestades permaneceu estacionado devido à mesma alta pressão, provocando chuvas de 10 a 100 milímetros entre o leste da França, Itália, Alemanha central e sul, Bálcãs ocidentais e sudoeste da Polônia. “Os volumes de precipitação aumentaram o suprimento de umidade para os grãos e oleaginosas de inverno, mas também causaram inundações localizadas”, informou o boletim. Em algumas áreas do noroeste da Itália, os totais semanais ultrapassaram 200 milímetros, chegando a 262 milímetros.

Enquanto isso, a seca se intensificou na Hungria e no vale do baixo rio Danúbio, sob calor até 5°C acima do normal e céu aberto, o que manteve a umidade do solo severamente limitada para a emergência das lavouras de inverno.

Na Península Ibérica, o tempo seco sustentou um início mais lento do Ano Hidrológico de 2025/26. O boletim observou que “as temperaturas recordes da semana anterior foram substituídas por valores de 3 a 6°C abaixo do normal”. Apesar disso, os remanescentes do furacão Gabrielle trouxeram chuvas localizadas ao norte de Portugal e ao centro-oeste da Espanha logo após o período de monitoramento.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Petróleo fecha em queda por preocupações com grande volume de oferta


Logotipo Reuters

Por Erwin Seba

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo caíram nesta sexta-feira, uma vez que as preocupações com o grande volume de suprimentos e o declínio da demanda superaram as expectativas de que o primeiro corte da taxa de juros do ano pelo Federal Reserve dos Estados Unidos desencadearia mais consumo.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$66,68 por barril, com queda de 1,1%. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA fecharam a US$62,68, com queda de 1,4%.

Ambos os contratos de referência, entretanto, subiram pela segunda semana consecutiva.

“O fornecimento de petróleo continua robusto e a Opep está reduzindo seus cortes na produção de petróleo”, disse Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. “Não vimos nenhum impacto sobre as exportações russas de petróleo” devido às sanções.

O Fed cortou sua taxa de juros em um quarto de ponto percentual na quarta-feira e indicou que mais cortes viriam em seguida, em resposta aos sinais de fraqueza no mercado de trabalho dos EUA.

Os custos de empréstimos mais baixos normalmente aumentam a demanda por petróleo e elevam os preços.

John Kilduff, sócio da Again Capital, disse que futuros cortes de um quarto de ponto percentual nas taxas do Fed provavelmente não impulsionariam os mercados de petróleo porque enfraqueceriam ainda mais o dólar, tornando a compra do petróleo mais cara.

Do lado da demanda, todas as agências de energia, incluindo a Administração de Informações sobre Energia dos EUA, sinalizaram preocupação com o enfraquecimento da demanda, atenuando as expectativas de aumento significativo dos preços no curto prazo, disse Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.

(Reportagem de Erwin Seba em Houston, Stephanie Kelly em Londres; reportagem adicional de Sudarshan Varadhan)





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Paraná registra queda nos preços de fretes


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta segunda-feira (29), na edição de setembro do Boletim Logístico, que a demanda por fretes no Paraná registrou queda em relação a julho, período de pós-safra. Segundo o relatório, houve menos transações de grãos e de vendas, o que pressionou os preços para baixo.

No caso do feijão, os fretes recuaram em Cascavel, com variação de -15,00%, e em Ponta Grossa, com -15,25%. Em Campo Mourão, a demanda apresentou alta de 2,61%. Para o milho, o boletim apontou queda de 7,41% nos fretes com destino ao Rio Grande do Sul e estabilidade em direção a Paranaguá. A Conab informou ainda que a safra 2023/24 já foi totalmente comercializada para milho e soja de primeira safra, além do milho de segunda safra.

Em relação à safra 2024/25, o relatório indicou que 85,4% da produção de milho e 72,9% da soja da primeira safra foram comercializados. Já o milho de segunda safra atingiu 42,1% da produção negociada, com 91% da área colhida. Na região de Toledo, o índice de comercialização foi de 39%, com a colheita concluída em 100% da área.

Sobre o feijão, a Conab destacou que a cultura de primeira safra já foi totalmente colhida, com 98,7% da produção comercializada. No caso do feijão de segunda safra, toda a área também foi colhida, e 77,9% da produção foram vendidos. Em Pato Branco, não houve entrega do produto. Em Ponta Grossa, os fretes destinados ao Rio de Janeiro registraram alta de 1,71% e, para São Paulo, avanço de 5% em comparação com julho.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

fretes recuam 2,23% em agosto


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, na edição de setembro do Boletim Logístico, divulgou nesta segunda-feira (29), que os valores de fretes em São Paulo registraram queda em agosto em comparação com o mês anterior, mesmo diante do aumento no volume de transportes para o porto, movimento que se antecipou à tributação americana. Segundo a Conab, essa estratégia “aumentou bastante as exportações de carnes brasileiras para os Estados Unidos”.

O boletim apontou que algumas praças mantiveram os preços de julho e apenas a média de França ficaram acima do mês anterior. Em contrapartida, muitas rotas registraram queda, o que resultou em média 2,23% inferior.

De janeiro a julho, São Paulo exportou US$ 40,1 bilhões e importou US$ 50,3 bilhões, configurando déficit na balança comercial. O agronegócio somou US$ 16,22 bilhões em exportações, 7,6% abaixo do mesmo período de 2024, e US$ 3,41 bilhões em exportações, alta de 4% em relação ao ano passado. O setor sucroalcooleiro foi de maior participação, com US$ 4,52 bilhões exportados, seguido por carnes (US$ 2,31 bilhões), soja (US$ 1,78 bilhão), produtos florestais (US$ 1,77 bilhão) e sucos (US$ 1,73 bilhão).

As condições climáticas, com chuvas e temperaturas abaixo da média, não impactaram a colheita nem o transporte em agosto. A previsão para setembro indica duas semanas de seca, com chuvas previstas apenas para o fim do mês, ainda abaixo da média, o que pode afetar os caminhos futuros.

O boletim também registrou obras nos trechos das rodovias Antônio Schincariol e Castello Branco. A Conab avaliou que as obras “devem prejudicar o fluxo na estrada, todavia, não devem provocar atrasos nas exportações”.

Quanto ao combustível, o preço do diesel comum foi de R$ 6,02 e o do diesel S-10 de R$ 6,13, ambos com alto de R$ 0,03 frente a julho, reflexo da maior demanda interna.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Colheita recorde de milho em MT pressiona preços logísticos


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, na edição de setembro do Boletim Logístico divulgado nesta segunda-feira (29), que os preços de fretes em Mato Grosso desaceleraram em agosto, após o término da colheita do milho. Segundo a Conab, “a colheita teve início em maio, se intensificou em meados de junho e, em julho, sugeriu-se o momento de maior concentração, com cerca de 60% do milho estadual colhido”. Em agosto, as atividades foram finalizadas, com o saldo remanescente inferior a 10% da área total.

O boletim destacou que a segunda safra de milho de 2025 atingiu produção superior a 53 milhões de toneladas, a maior da série histórica estadual. A Conab explicou que “a elevada oferta gerou saturação da capacidade logística estadual, com milho armazenado a céu aberto ou em silos bolsa”, ou que elevou os preços dos fretes, especialmente em julho. Em agosto, embora os preços tenham caído em algumas rotas, permaneceram acima do registrado no mesmo período da safra anterior.

Os trajetos mais longos para portos como Santos e Paranaguá registraram maiores quedas nos preços, enquanto rotas mais curtas para terminais ferroviários e portos do Arco Norte apresentaram quedas moderadas ou estabilidade. “Essas influências refletem a mudança do perfil do escoamento regional e a necessidade de dar solução logística à enorme quantidade colhida em 2025”, informou a Conab.

A demanda por transporte para os portos do Pará sustentou os preços nessas rotas, considerando a participação crescente desses portos nas exportações estaduais e nacionais. Os pontos de transbordo também ajudaram a manter o fluxo eficiente de escoamento, com trajetórias desse tipo registrando quedas moderadas ou estabilidade nas cotações.

O boletim ressalta que, mesmo com a desaceleração recente, o patamar de preços permanece elevado, devido às grandes safras de soja e milho, à oferta ainda disponível e à demanda interna e externa pelo milho de Mato Grosso. A Conab concluiu que “a tendência é de persistência de certo suporte aos preços nos próximos meses, em função da oferta elevada e da demanda dinâmica”.

Segundo o órgão, o mercado de milho apresenta hoje maior número de agentes com estratégias distintas, o que reduz a volatilidade e mantém os preços de fretes relativamente consistentes. “As perspectivas são de manutenção da cadência relevante de transporte e de patamares alcançados nos fretes rodoviários”, afirmou a Conab.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Algodão baiano rastreável chega ao consumidor final


Você já pensou de onde vem a matéria-prima da toalha de banho ou da roupa que costuma vestir no trabalho? Por meio de um programa de inovação, materiais produzidos com o algodão cultivado na Bahia podem ser rastreados pelo consumidor final a partir de um simples QR Code.

Criado em 2021 pelo Movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o programa Sou ABR possibilita o rastreamento completo de peças produzidas com pelo menos 50% de algodão certificado. A iniciativa permite que os consumidores descubram a fazenda em que o algodão foi produzido e todos os lugares por onde a fibra passou até chegar às prateleiras das lojas.

Alguns dos exemplos de rastreabilidade estão em calças da grife americana Calvin Klein e da rede de varejo C&A. As peças têm a etiqueta “Sou ABR” e basta o cliente apontar a câmera do celular para o QR Code para descobrir que as roupas foram feitas com algodões de mais de 20 fazendas, sendo pelo menos metade delas baianas.

As fazendas ficam nas cidades de São DesidérioJaborandiLuís Eduardo MagalhãesFormosa do Rio Preto e Riachão das Neves e, com a tecnologia, é possível até encontrá-las no mapa.

Segundo a gestora do movimento Sou Algodão, Silmara Ferraresi, o programa está em fase piloto até dezembro deste ano. O objetivo é contribuir para um consumo consciente. “Essa tecnologia traz para o consumidor a segurança de que ele está comprando algo dentro da lei, sem trabalho infantil, com boas práticas sustentáveis”.

Já são milhares de peças rastreáveis de marcas bastante conhecidas no Brasil, como Renner, Reserva, C&A, Calvin Klein e YouCom. A marca baiana Dendezeiro também tem parceria com a iniciativa e já produziu duas peças rastreáveis.

Através da tecnologia, é possível entender toda a cadeia produtiva envolvida nesse processo, incluindo os produtores, as indústrias e também uma etapa fundamental: a análise do algodão. É por meio desse trabalho que o mercado decide em qual produto o algodão plantado e colhido na Bahia será transformado.

A partir da classificação do algodão, as indústrias de fiação, as malharias, tecelagens e as indústrias de confecção irão escolher os fardos para produzir os mais diversos produtos: vestimentas, roupas de cama, toalhas, entre outros produtos.

O algodão usado na fabricação da calça jeans, por exemplo, contém um fio mais resistente do que o utilizado na fabricação de camisas.

Além do consumo no mercado nacional, a Bahia exportou mais de 470 mil toneladas de algodão para ao menos 12 países entre 2024 e 2025.

Fundamental matéria-prima para a indústria têxtil, a commodity produzida principalmente no oeste do estado teve como principais destinos China, Paquistão, Vietnã, Turquia e Bangladesh, que, juntos, concentram 84,9% das exportações brasileiras da fibra.

Segundo a Abapa, as importações desses países somaram mais de 372 mil toneladas no período. As vendas resultaram em um arrecadamento histórico de US$ 630.648.990,00 do total comercializado para os 12 países: US$ 792.508.743,00.

Principais destinos do algodão baiano nos anos de 2024 e 2025

O alto número registrado pela associação é resultado de um momento histórico celebrado pelo Brasil neste ano: em fevereiro o país desbancou os Estados Unidos e, pela primeira vez, se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Os especialistas apontam que o feito é resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo.

A fibra brasileira é considerada muito resistente e, segundo a presidente da Abapa, a agricultora Alessandra Zanotto, a espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado.

“O que a indústria têxtil hoje precisa é de qualidade, um algodão aderente ao produto que ela precisa fazer. O tipo do fio, a grossura, a resistência e também o que a indústria precisa e do conforto de abastecimento”.

“O Brasil se tornou um grande exportador, porque ele consegue garantir esse fornecimento para indústria têxtil lá fora”, ressaltou.

A expectativa dos especialistas e produtores é de que o número de exportações baianas em relação ao algodão continue em crescimento.

Em 5 de agosto, o oeste da Bahia recebeu a 9ª edição da Missão Compradores — iniciativa promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para apresentar o modelo de produção nacional a representantes da indústria têxtil global.

O bom desempenho ainda faz com que cresça o número de empregos diretos e indiretos no setor.

“A gente atrela o aumento da produção a um impacto positivo na economia de modo geral, principalmente no índice de desenvolvimento das pessoas e nas oportunidades de emprego. Por mais que seja uma cultura que necessita e adapta muita inovação em máquinas, ela tem um ciclo longo na lavoura, no campo e isso acaba necessitando de mais pessoas para trabalhar”, explicou Zanotto.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas ganham força no Sul com chegada de frente fria



A Região Sul do Brasil terá uma semana marcada por forte instabilidade



Foto: Pixabay

A Região Sul do Brasil terá uma semana marcada por forte instabilidade, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta vale para todos os estados, com destaque para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os volumes de chuva podem ultrapassar 60 mm. A combinação entre cavados e o avanço de uma frente fria amplia o risco de tempestades, com registro de raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo.

A partir de domingo (05), o sistema frontal intensifica as chuvas, atingindo também o Paraná, sobretudo nas regiões centro-sul, onde são esperados acumulados de até 50 mm. Já no norte do estado e no sudoeste gaúcho, os volumes devem ser mais baixos, ficando em torno de 10 mm.

Clique aqui e acesse AGROTEMPO

Além das chuvas, a previsão aponta queda acentuada na umidade relativa do ar em áreas do norte paranaense, com índices abaixo de 30%, condição atípica para a época e que pode afetar o conforto térmico dos animais e o manejo das lavouras em desenvolvimento.

O cenário exige atenção dos produtores com áreas suscetíveis à erosão, além do planejamento das atividades agrícolas que dependem de janelas de tempo firme. Pancadas fortes podem impactar colheitas em andamento, atrasar tratos culturais e comprometer a logística de escoamento da produção.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Senar Goiás atinge 100 cursos EaD gratuitos no agro



Iniciativa já contabiliza cerca de 300 mil matrículas


Foto: Expodireto Cotrijal

Criado em 2015, o site veio com o objetivo de atender trabalhadores, quem se interessa pelo campo e profissionais do agro que buscavam atualização sem precisar sair de casa. Dez anos depois, a iniciativa já contabiliza cerca de 300 mil matrículas, confirmando a força da educação digital como ferramenta de transformação

As opções são variadas e contemplam praticamente todas as áreas do setor produtivo: produção agrícola, agricultura de precisão, fruticultura, horticultura, bovinocultura de leite e de corte, apicultura, agroindústria, entre outras. O acesso é simples: no site EaD do Senar Goiás, basta digitar a área de interesse no campo de pesquisa e conferir todos os detalhes sobre matrícula e início das aulas.

O catálogo está em constante expansão. Somente nos últimos meses foram lançados cursos como Controle de doenças em bovinos de leite e Nutrição do solo para cultivo de hortaliças. Em outubro, chega mais uma novidade: Nutrição do solo para cultivo de cana-de-açúcar.

Considerado “a maior escola da terra”, o Senar Goiás mostra que também é referência no ensino online, oferecendo conteúdo dinâmico, acessível e capaz de impactar positivamente a vida de milhares de pessoas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Omã e Brasil trocam experiências sobre controle de pragas


A Embrapa Tabuleiros Costeiros recebeu, de 22 a 26 de setembro, a visita de seis pesquisadores e representantes técnicos de Omã, que participaram de capacitação com especialistas da Embrapa no manejo da broca-do-olho do coqueiro Rhynchophorus palmarum praticado no Brasil.

O objetivo é que alguma das tecnologias adotadas no Brasil possa ser adaptada para o manejo do bicudo-vermelho Rhynchophorus ferrugineus no país árabe, situado na costa sudeste da Península Arábica. O bicudo-vermelho é a principal praga das tamareiras em Omã e outros países do Oriente Médio e recentemente foi relatada no Brasil. 

Os pesquisadores Adenir Teodoro, Élio Guzzo e Aldomário Negrisoli, especialistas em pragas agrícolas, conduziram a capacitação técnica durante o encontro no Brasil, que foi um desdobramento da visita de Teodoro e Guzzo realizada em 2024 a Omã.

Fruto de parceria articulada por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a reunião também tratou de possibilidades de cooperação técnico-científica entre a Embrapa e pesquisadores de Omã, junto ao Ministério da Agricultura do sultanato árabe.

Veja abaixo o vídeo com momentos da visita da delegação de Omã ao Brasil

Na segunda (22), as equipes dos dois países apresentaram suas linhas de pesquisa e detalharam trabalhos voltados ao manejo de pragas agrícolas. No mesmo dia, as equipes visitaram laboratórios da Embrapa e viram de perto amostras de de insetos-praga e métodos de controle biológico e comportamental, como armadilhas de baixo custo para captura, inimigos naturais e fungos capazes de colonizar e eliminar os besouros e brocas. 

O segundo e terceiro dias da visita foram reservados para idas a campo para ver de perto plantios experimentais e comerciais, a incidência de pragas nos locais e os métodos de controle aplicados em campo. 

Na terça (23), as equipes visitaram o campo experimental da Embrapa Tabuleiros Costeiros em Itaporanga d’Ajuda, no Litoral Sul de Sergipe, onde são mantidos em campo bancos de conservação genética de coqueiros e experimentos voltados a melhoramento das plantas e sistema de produção. Na quarta (24), a visita ocorreu em fazendas de dendê e coco de Valença, BA, onde equipes da Embrapa e parceiros vêm coletando brocas-do-olho e monitorando sua população. 

Na reunião final, na sexta (26), as equipes discutiram os encaminhamentos para efetivar uma parceria, com apoio da ABC, para desenvolver projetos conjuntos de pesquisa para validar práticas e soluções de manejo do bicudo vermelho em Omã a partir do conhecimento gerado em conjunto. 

De acordo com Antônio Junqueira, coordenador de Cooperação Técnica Para África, Ásia, Oceania e Oriente Médio da ABC, que acompanhou as visitas nos dois países, o próximo passo deverá ser a construção de uma parceria para transferir tecnologia para o controle das pragas, com foco importante na aplicação de métodos sustentáveis baseados em insumos biológicos.

Adenir explica que o bicudo vermelho é considerado a principal praga das palmeiras no mundo, sendo muito mais agressivo e devastador que a broca-do-olho presente no Brasil. O pesquisador destaca que a troca de conhecimento com Omã deverá fortalecer não apenas o controle naquele país, mas também preparar o Brasil para conviver com a praga quando se ele vier a ser detectada nos nossos plantios. 

Para Rashid Al Shidi, diretor de Defesa Agrícola de Omã, o principal objetivo do governo do seu país, através do Ministério da Agricultura do país é promover a evolução da sua agricultura, promovendo uma aliança com as instituições de pesquisa do Brasil em busca de controles efetivos para as suas pragas agrícolas mais importantes.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

La Niña se aproxima e acende alerta para safra de soja


Com o avanço do plantio no Brasil e clima adverso nos Estados Unidos, o mercado da soja vive um momento de instabilidade. Ao mesmo tempo, a decisão da Argentina de zerar impostos sobre exportação pressiona preços e intensifica a competição global. A conjuntura global da soja tem se mostrado desafiadora. O anúncio do governo argentino de isentar temporariamente os impostos de exportação até 31 de outubro aumentou a competitividade dos grãos do país vizinho, impactando diretamente as cotações em Chicago. A expectativa de maior oferta nos embarques de novembro gerou pressão baixista, afetando contratos futuros.

De acordo com a análise de mercado da Grão Direto, nos Estados Unidos, o cenário climático contribui para a instabilidade. A intensificação do clima seco no Meio-Oeste, em plena fase de enchimento e maturação das lavouras, levanta dúvidas sobre o volume e qualidade da safra norte-americana, com riscos de grãos menores e menor teor de óleo.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de novembro de 2025 caiu 1,17%, fechando a US$ 10,14 por bushel. Já o de março de 2026 recuou 1,13%, encerrando a US$ 10,49. No Brasil, o dólar subiu 0,38% na semana, cotado a R$ 5,34, mas sem força para conter o movimento de queda nas principais regiões produtoras.

Com o fim do vazio sanitário em estados como Goiás, o plantio da safra 2025/26 ganhou ritmo. No entanto, os produtores seguem em alerta. Modelos climáticos apontam mais de 70% de chance de ocorrência do fenômeno La Niña entre outubro e dezembro, o que pode comprometer o regime de chuvas no Centro-Oeste, norte de Minas e oeste da Bahia. A previsão também indica temperaturas elevadas, chegando a 40°C em algumas regiões.

Essa combinação de calor e déficit hídrico amplia o risco de estresse térmico nas lavouras em fase inicial, exigindo maior atenção ao manejo e à janela de plantio.

Do lado da demanda, a China já cobriu praticamente toda a necessidade de soja para outubro e cerca de 60% para novembro. Ainda restam de 10 a 11 milhões de toneladas a serem adquiridas até janeiro, mas os preços elevados no Brasil e na Argentina dificultam os negócios. Mesmo com margens apertadas ou negativas, os esmagadores chineses não podem parar de comprar, o que aumenta a pressão sobre o produtor brasileiro.

O ritmo das vendas por parte do produtor brasileiro será determinante: quanto maior a oferta, maior a tendência de recuo nos preços. Ao mesmo tempo, a agressividade argentina com descontos pode limitar qualquer tentativa de valorização. O mercado segue atento à divulgação do relatório Payroll nos EUA, que pode influenciar a política de juros do Federal Reserve. Uma possível redução da taxa básica na próxima reunião do FOMC, em 29 de outubro, poderia impactar o câmbio e as commodities de forma mais ampla.

 





Source link