quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Soja tem ganho de até 13% com polinização de abelhas



Estudo confirma impacto das abelhas na sojicultura



Foto: Pixabay

O dia 3 de outubro marca a data nacional das abelhas, insetos reconhecidos como fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas. Responsáveis pela polinização de cerca de 90% das plantas com flores do planeta, segundo a Embrapa, elas exercem papel que vai além da produção de mel, com impacto direto na produtividade agrícola.

Nas lavouras brasileiras, essa contribuição tem sido confirmada por pesquisas. A soja, embora não seja uma planta melífera clássica, mostrou ganhos expressivos quando cultivada em áreas com presença de abelhas. Um estudo conduzido pela BASF Soluções para Agricultura, em parceria com a Embrapa e o Senar, apontou aumento de até 13% na produtividade.

A partir dessa iniciativa, foi validado um protocolo de Boas Práticas Agrícolas e Apícolas, que orienta a integração entre agricultores e apicultores. Como resultado, foi elaborada a cartilha gratuita “Boas práticas para integração entre apicultura e sojicultura”, com recomendações sobre comunicação entre produtores, manejo de colmeias e atenção aos horários de aplicação de defensivos. O objetivo é promover uma convivência adequada entre as atividades.

Os resultados práticos também foram observados por apicultores. O gaúcho Aldo Machado relatou ganhos acima da média nacional em seus apiários instalados próximos às plantações de soja. “Nós tivemos apiários que deram mais de 50kg só na soja, o que representa duas vezes a média nacional. E é um mel de qualidade, de difícil cristalização, bem aromático e claro. Ou seja, um mel excelente para mesa”, afirmou. Para ele, o diálogo entre agricultores e apicultores e o manejo adequado dos defensivos resultam em benefícios para todos. “É um negócio perfeito. Esse ano estou direcionando as abelhas mais para soja do que para o eucalipto”, acrescentou.

A empresa destaca que os aprendizados obtidos servirão como base para novos projetos. “Além de manter o foco na conservação dos polinizadores, queremos ampliar nosso impacto com iniciativas educacionais que fortaleçam a conscientização ambiental nas comunidades agrícolas”, disse Camila Leonelli, gerente sênior de Estratégia de Sustentabilidade da empresa.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja opera em meio a incertezas


De acordo com dados divulgados pela Hedgepoint Global Markets, setembro foi marcado por movimentos relevantes no cenário internacional da soja e de óleos vegetais. A redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros dos Estados Unidos reforçou a percepção de início de um ciclo de afrouxamento monetário, em resposta ao desaquecimento da economia. Esse corte reduziu o diferencial de juros frente ao Brasil, valorizou o real e trouxe impactos à competitividade do agronegócio no comércio externo.

No mercado global, a ausência de acordo comercial entre Estados Unidos e China mantém tarifas sobre produtos agrícolas americanos, o que reduz a atratividade da soja norte-americana. Essa lacuna tem sido preenchida pelo Brasil, e também pela Argentina, que ganhou espaço com estímulos fiscais recentes.

No campo climático, a transição para o fenômeno La Niña surge como fator de risco. O padrão pode provocar seca no sul do Brasil e da Argentina entre outubro e dezembro, aumentando a volatilidade no chamado mercado climático da América do Sul.

Segundo as informações, o setor de soja opera em meio a incertezas. Entre os fatores de sustentação estão a demanda por biocombustíveis e a menor safra nos Estados Unidos. Por outro lado, a pressão vem de estoques elevados na China e da ampla oferta na América do Sul.

A China mantém estoques de 43 a 44 milhões de toneladas, suficientes para quase três meses de consumo interno. A expectativa é de importações de 106,5 milhões de toneladas na temporada 2024/25 e 112 milhões em 2025/26. O Brasil segue como principal fornecedor, enquanto os Estados Unidos perdem espaço devido às tarifas e a Argentina aproveita sua vantagem fiscal temporária.

Nos Estados Unidos, a safra 2025/26 deve alcançar 117 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior, diante da redução da área plantada. A colheita avança em ritmo normal, mas as condições de lavouras têm piorado. As exportações seguem lentas, pressionadas pela ausência da China, enquanto o consumo interno de óleo de soja para biocombustíveis se fortalece.

O Brasil consolidou a liderança no mercado internacional, com estimativa de produção de 171,6 milhões de toneladas em 2024/25 e projeção de 178 milhões para 2025/26. As exportações devem alcançar 109 milhões de toneladas nesta temporada e 112 milhões no próximo ciclo. A política de biocombustíveis, com a mistura B15 em vigor, sustenta parte da demanda doméstica, mas as margens de esmagamento recuaram.

Na Argentina, a produção de soja em 2025/26 está estimada em 48,5 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior. O país ganhou espaço nas exportações com o corte temporário de impostos, registrando volumes atípicos de vendas no curto período de isenção. A perspectiva é de expansão no esmagamento e manutenção da liderança no mercado de farelo e derivados.

No setor de óleo de palma, Indonésia e Malásia projetam crescimento da produção em 2025/26. As exportações da Indonésia devem atingir 24 milhões de toneladas, enquanto a Malásia deve embarcar 16 milhões. A Índia, principal importadora mundial, deve ampliar suas compras para 8,7 milhões de toneladas, favorecida pela redução de tarifas. O diferencial de preços em relação ao óleo de soja devolveu competitividade ao produto da palma, fortalecendo sua recuperação.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Campanha de sazonalidade da uva reforça qualidade



“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva”


“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva"
“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva” – Foto: Arquivo Agrolink

A International Fresh Produce Association (IFPA) iniciou no varejo brasileiro sua campanha de sazonalidade da uva, com o objetivo de ampliar a presença da fruta no dia a dia dos consumidores. A ação busca destacar atributos nutricionais, qualidade e versatilidade da uva, aproveitando o momento de safra para impulsionar vendas e fortalecer a cadeia produtiva.

Segundo a entidade, a iniciativa é estratégica para consolidar a fruta no mercado nacional, reforçando sua imagem junto ao consumidor e estimulando diferentes formas de consumo. Campanhas desse tipo também são vistas como fundamentais para gerar valor a produtores e distribuidores, além de incentivar o consumo regular da fruta.

No campo, a safra de 2025 vem apresentando condições favoráveis, com clima mais adequado em comparação a 2024 e qualidade considerada elevada. Apesar da tarifa aplicada às vendas para os Estados Unidos, o mercado segue aquecido, com boas expectativas para exportações à Europa e outros continentes, além de preços competitivos no mercado interno.

Com esse cenário, a campanha da IFPA reforça a relevância da uva como produto de destaque na fruticultura brasileira. A estratégia busca não apenas estimular o consumo no país, mas também valorizar a produção nacional e ampliar oportunidades para toda a cadeia do setor.

“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva, reforçando que a fruta está com qualidade e preços excelentes e deve fazer parte da rotina alimentar. Campanhas de sazonalidade são fundamentais para movimentar o mercado, gerar valor para produtores e distribuidores e, ao mesmo tempo, inspirar os consumidores a redescobrirem a uva em diferentes formas de consumo”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Goiás divulga resultado preliminar do PAA 2025



Mais de 180 municípios atendidos pelo PAA Goiás



Foto: Pixabay

O Governo de Goiás divulgou o resultado preliminar do Programa de Aquisição de Alimentos do Estado de Goiás (PAA Goiás) 2025. A iniciativa, liderada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em parceria com a Emater Goiás e a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), destinará R$ 30 milhões para agricultores familiares em 181 municípios, abrangendo mais de 73% do estado.

De acordo com o governo, nesta edição foram registrados 3.126 cadastros pela Plataforma PAA Goiás, número que representou registro de participação. Após análise da documentação, 2.809 propostas foram consideradas aptas. Dentre eles, 2.015 produtores foram classificados para fornecimento imediato, enquanto 794 foram contratados em cadastro de reserva.

O processo de avaliação ocorreu entre 8 e 29 de setembro. Conforme previsto em edital, os produtores podem interpor recursos administrativos até esta quinta-feira (2), de forma exclusiva pela Plataforma PAA Goiás.

As próximas fases do programa incluem a definição das entidades sociais responsáveis ??pela recepção e distribuição dos alimentos e a publicação do calendário de entregas. A expectativa é de que os benefícios ocorram de forma parcelada entre novembro de 2025 e julho de 2026.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do leite e derivados recuam em Goiás



Leite em pó integral tem menor retração no estado



Foto: Pixabay

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa) divulgou nesta quinta-feira (1º) o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano referente a setembro de 2025.

O documento, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, aponta detalhadamente nos preços médios da cesta de lácteos no atacado do estado, com variação ponderada de -4,63% em relação ao mês anterior.

De acordo com o boletim, o leite em pó integral apresentou menor retração, com queda de 2,62%. O creme a granel registou uma maior desvalorização no período, acumulando retorno de 9,98%. Outros produtos que também sofreram queda incluem o leite UHT integral (-3,90%), o leite condensado (-4,40%) e o queijo muçarela (-5,48%).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tomate editado combate deficiência de vitamina



A deficiência de vitamina D é um problema global


A deficiência de vitamina D é um problema global
A deficiência de vitamina D é um problema global – Foto: Canva

Investigadores do Centro John Innes e do Instituto Quadram, no Reino Unido, iniciaram um dos primeiros ensaios clínicos com alimentos geneticamente editados para avaliar se tomates biofortificados podem aumentar os níveis de vitamina D no organismo. O estudo ViTaL-D recrutará 76 participantes com baixos níveis de vitamina D, que consumirã uma porção diária de sopa de tomate durante três semanas, com o objetivo de verificar o impacto no sangue da forma ativa dessa vitamina, essencial para a saúde óssea, muscular e imunológica.

A deficiência de vitamina D é um problema global, afetando cerca de um em cada cinco britânicos no inverno e quase um bilhão de pessoas no mundo, especialmente veganos, idosos e pessoas com pouca exposição solar. Como plantas geralmente não contêm vitamina D, a equipe do Centro John Innes desenvolveu tomates cujos genes foram editados para acumular provitamina D3, que se transforma em vitamina D3 após exposição à luz solar ou UVB, sem alterar aparência, crescimento ou produtividade das plantas. Cada fruto contém níveis equivalentes à vitamina D de dois ovos ou 28 g de atum.

No estudo, os participantes receberão quatro tipos de sopa diferentes, incluindo tomates biofortificados e tomates expostos à luz UV, e terão sua exposição solar monitorada. Além de análises de sangue, poderão fornecer amostras opcionais de urina e saliva, permitindo avaliar a absorção e conversão da vitamina D pelo organismo.

“Nosso objetivo é compreender melhor como essas novas fontes de vitamina D podem suprir deficiências nutricionais e melhorar a saúde de populações em risco”, afirma o professor Martin Warren, do Instituto Quadram. Para a professora Cathie Martin, do Centro John Innes, a iniciativa demonstra como técnicas avançadas de edição genética podem enriquecer alimentos comuns com micronutrientes essenciais, oferecendo uma abordagem inovadora e sustentável para combater a deficiência de vitamina D.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Equipamentos inteligentes melhoram a produtividade



Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência


Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência
Insvestir em tecnologia não é apenas uma questão de eficiência – Foto: Arquivo Agrolink

A agricultura moderna exige cada vez mais precisão, eficiência e proteção dos investimentos no campo. Segundo Alex Galdino, Consultor Técnico Comercial da Coopercitrus, soluções tecnológicas têm se mostrado essenciais para aumentar a produtividade e reduzir desperdícios, permitindo que o produtor trabalhe com mais segurança e controle sobre cada etapa da lavoura.

Entre as ferramentas disponíveis, o GPS Agrícola GT-500 se destaca por oferecer aplicações precisas de defensivos, fertilizantes e sulcamento em culturas como cana-de-açúcar e café, garantindo curvas de nível paralelas com até 25 cm de variação e permitindo que cada operação seja feita com máxima eficiência. Já o Monitor de Plantio GTF-400 proporciona controle total da plantadeira, com contagem de sementes por linha, velocímetro integrado, hectarímetro digital e alertas de falha de linha ou densidade, evitando perdas e otimizando a produtividade.

O Sensor de Barras SB-300 também é uma tecnologia importante, projetada para pulverizadores. Ele auxilia no controle da altura das barras, prolonga a vida útil de bicos e barras e garante aplicações mais seguras e precisas, protegendo tanto o equipamento quanto a lavoura.

Investir em tecnologia no campo, segundo Galdino, não é apenas uma questão de eficiência, mas também de proteger o investimento, garantindo que cada operação seja feita com precisão, segurança e produtividade. As soluções TERRIS, oferecidas pela Coopercitrus, são ideais para produtores que buscam inovação e alta performance em suas lavouras. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Orgânico, químico ou biológico: qual adubo escolher?



Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo


Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo
Cada tipo de fertilizante tem um efeito no solo – Foto: Divulgação

O uso correto de adubos é essencial para garantir a saúde do solo e o crescimento das plantas, seja na agricultura ou em hortas caseiras. Segundo Karoline Torezani, bióloga do CEUB, o adubo ajuda a reter água, protege as raízes e aumenta a produtividade, mas cada tipo possui características diferentes.

O adubo orgânico, feito de resíduos vegetais ou animais, fortalece o solo a longo prazo, enquanto o químico oferece nutrientes concentrados de absorção rápida. Já os biológicos usam microrganismos que estimulam o crescimento, sendo uma alternativa sustentável. Muitas vezes, a combinação entre eles traz melhores resultados.

“Há ainda os adubos biológicos, que utilizam microrganismos capazes de aumentar a disponibilidade de nutrientes e estimular o crescimento, representando uma alternativa sustentável em muitos sistemas de cultivo. Na prática, muitas vezes a melhor solução é combinar o químico, que dá efeito rápido, com o orgânico, que fortalece o solo a longo prazo”, explica a especialista.

Apesar dos benefícios, o uso exagerado pode prejudicar o solo e poluir rios e lagos. Por isso, técnicas como rotação de culturas, agricultura de precisão e adubação verde são recomendadas para equilibrar produtividade e preservação ambiental. O grande desafio, conclui a especialista, é produzir mais sem comprometer os recursos naturais, garantindo um solo saudável para as próximas gerações. “Para reduzir esses impactos, práticas como a rotação de culturas, a agricultura de precisão e o uso equilibrado de diferentes adubações são estratégias importantes”, reforça.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Defensivos para milho caem 7% na segunda safra


O mercado de defensivos agrícolas para a segunda safra de milho movimentou US$ 2,36 bilhões em 2025, queda de 7% frente aos US$ 2,523 bilhões de 2024, aponta levantamento FarmTrak milho 2025, da Kynetec Brasil. A redução média de 13% nos preços dos produtos e a desvalorização do real diante do dólar, de 16%, explicam boa parte do resultado, mesmo com aumento de 6% na área plantada, que chegou a 16,9 milhões de hectares.

O estudo mostra ainda crescimento de 11% na adoção de tecnologias e elevação de 24% na área potencial tratada (PAT), que atingiu 386 milhões de hectares, refletindo o avanço do manejo fitossanitário diante da pressão de pragas, doenças e plantas daninhas. Entre os produtos, os inseticidas foliares seguem líderes, com US$ 891 milhões, seguidos de fungicidas foliares (US$ 500 milhões) e herbicidas (US$ 466 milhões).

“Fatores como plantio de soja no período adequado, mercado de etanol e exportação de milho em grão favoreceram a expansão dos cultivos”, afirma o especialista em pesquisas da Kynetec, Cristiano Limberger.

Adoção de nematicidas saltou de 33% para 44% da área cultivada, enquanto fungicidas ‘premium’ chegaram a 51% de penetração, com 1,4 aplicação média por ciclo. O número de aplicações de inseticidas para lagartas subiu de 2,3 para 2,8, refletindo maior atenção ao manejo de pragas.

Mato Grosso permanece como maior polo produtor da segunda safra, com 43% da área, seguido pelo Paraná (16%), Goiás e Mato Grosso do Sul (13% cada). O levantamento envolveu 2,2 mil entrevistas com produtores em toda a fronteira agrícola do milho na segunda safra. “Importante reforçar que em 2025 o avanço do manejo fitossanitário refletiu um forte cenário de pressão de pragas, doenças fúngicas e dificuldades no controle de plantas daninhas específicas”, resume Limberger.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Primavera começa com La Niña e exige atenção do campo



A estiagem prevista compromete a umidade do solo


A estiagem prevista compromete a umidade do solo
A estiagem prevista compromete a umidade do solo – Foto: Pixabay

A chegada da primavera no sul do Brasil deve ocorrer sob a influência do fenômeno La Niña, que aumenta a chance de chuvas abaixo da média e períodos de estiagem, segundo a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI. O cenário acende alerta para produtores rurais, já que tanto a colheita de trigo quanto o plantio da safra de verão, como soja e milho, podem ser afetados.

A estiagem prevista compromete a umidade do solo, podendo atrasar o plantio de verão e reduzir a qualidade dos grãos de trigo ainda em campo. Para enfrentar o período, a especialista recomenda acompanhamento constante das previsões climáticas e a adoção de práticas de manejo que reduzam os impactos da falta de chuva.

“O início da primavera deve ser mais seco, comprometendo a umidade do solo. Isso pode atrasar o plantio da safra de verão e reduzir a qualidade do trigo que ainda está em campo. A recomendação é que o produtor acompanhe de perto as previsões climáticas e adote práticas de manejo para mitigar os efeitos da falta de chuva”, explica a professora Maquiel Vidal, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI.

No setor pecuário, a combinação de calor e chuvas esparsas favorece pragas como a mosca-dos-chifres, que prejudicam a saúde animal. Entre as medidas preventivas indicadas estão o plantio direto, a rotação de culturas, o uso de irrigação, sementes resistentes ao déficit hídrico e estratégias de manejo integrado de pragas.

“Apesar dos desafios, o produtor pode transformar este período em oportunidade se planejar o plantio de acordo com as condições climáticas e adotar práticas sustentáveis. A resiliência é uma marca do agronegócio do Sul, e a primavera é um momento estratégico para confirmar isso”, completa Maquiel Vidal.

 





Source link