quinta-feira, março 19, 2026

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Reunião entre China e EUA pode derrubar a soja



Reunião vai ocorrer nos próximos momentos


Caso haja acordo e a China volte a comprar soja americana, os preços devem cair
Caso haja acordo e a China volte a comprar soja americana, os preços devem cair – Foto: Canva

O mercado da soja vive um momento de incerteza e depende diretamente dos rumos da política internacional e do clima. Segundo análise da TF Agroeconômica, a próxima reunião entre Donald Trump e Xi Jinping será determinante para a tendência de preços. 

Caso haja acordo e a China volte a comprar soja americana, os contratos em Chicago (CBOT) devem subir e os preços no Brasil cair, o que indicaria a venda imediata. Por outro lado, se a China optar por reduzir a dependência dos EUA e priorizar apenas a América do Sul, a CBOT pode cair, mas o Brasil manteria preços relativamente altos, ainda que o lucro do produtor seja reduzido diante do aumento da safra local.

Entre os fatores de alta, destacam-se a expectativa de auxílio bilionário de Trump aos agricultores americanos, estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, o que pode sustentar os preços no curto prazo. No Brasil, a demanda firme por óleo de soja se mantém mesmo diante da queda do petróleo e do feriado da Semana Dourada na China, refletindo a procura por biocombustíveis e os estoques estáveis de óleos vegetais. Além disso, as exportações brasileiras continuam aquecidas: em setembro, foram estimadas em 7,14 milhões de toneladas, número menor que em agosto, mas bem acima do mesmo período de 2024.

Já do lado baixista, o mercado enfrenta pressão com a falta de relatórios do USDA devido à paralisação do governo americano, o que aumenta o pessimismo dos investidores. Soma-se a isso o ritmo acelerado da colheita nos EUA, favorecido pelo clima seco, ainda que haja risco de queda de produtividade estimada em quase 1%. Outro ponto de peso é a ausência da China no mercado americano, fator que deixa em aberto duas possibilidades: retomada das compras, beneficiando Chicago, ou consolidação da preferência pela América do Sul, o que manteria os preços brasileiros relativamente firmes.





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Soja em Chicago fecha em baixa no dia


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (03) em queda, após um dia de forte volatilidade. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento refletiu o rápido avanço da colheita nos Estados Unidos e a ausência de dados oficiais em meio à paralisação do governo norte-americano, o que trouxe cautela ao mercado e limitou a força compradora.

O contrato para novembro caiu 0,56%, ou -5,75 cents/bushel, fechando a US$ 1.018,00. Já a posição de janeiro recuou 0,46%, ou -4,75 cents/bushel, cotada a US$ 1.037,00. No farelo, outubro fechou em baixa de 0,22%, a US$ 270,7/ton curta, enquanto o óleo de soja encerrou o dia com queda de 0,78%, a US$ 49,43/libra-peso. Ainda assim, a semana acumulou ganhos modestos para a oleaginosa e para o farelo.

No acumulado semanal, a soja avançou 0,42% (+4,25 cents/bushel), o farelo subiu 0,7% (+1,9/ton curta), enquanto o óleo recuou -0,34% (-0,17/libra-peso). A alta vista em parte da semana foi sustentada pela expectativa de anúncio de um pacote de auxílio do governo Trump, estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, para apoiar agricultores afetados pela guerra comercial e pela ausência das compras chinesas.

Ainda assim, a pressão da China continua sendo determinante. Para tentar reduzir os impactos da perda do maior cliente dos EUA, produtores, associações e governo buscam ampliar exportações para destinos alternativos como Nigéria, Vietnã e Bangladesh. No entanto, segundo análise da Reuters, esses mercados ainda não têm peso suficiente para compensar a ausência chinesa, o que mantém o setor sob forte incerteza.

 





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Confira como a soja encerrou a semana


O mercado gaúcho da soja, segundo a TF Agroeconômica, segue atento à volatilidade internacional, já que a Bolsa de Chicago encerrou o dia em queda. “Preços reportados para pagamento em 15/10 (entrega set/out) ficaram em R$ 136,60 (+1,19%) porto. No interior os preços seguiram firmes, a depender da praça. R$ 130,00 (+0,78%) Cruz Alta – Pgto 30/10; R$ 130,00 (+0,78%) Passo Fundo – Pgto 30/10; R$ 130,00 (+0,78%) Santa Rosa / Sa~o Luiz – Pgto 30/10. Preços de pedra em Panambi ficaram em R$ 120,00 hoje”, comenta.

A comercialização da soja em Santa Catarina segue alinhada ao desempenho portuário do Sul, com Paranaguá servindo como principal referência. “O indicador CEPEA apontou o preço disponível em R$ 134,39 por saca, refletindo uma paridade direta para o escoamento da produção. No cenário externo, os contratos futuros de novembro de 2025 em Chicago recuaram -0,51%, cotados a US$ 10,17 por bushel, movimento que pressiona as margens de tradings e reduz a atratividade de vendas imediatas. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,39”, completa.

O Paraná sustenta preços estáveis e aproveita alívio nos custos logísticos. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,04 (-0,11%). Em Cascavel, o preço foi 127,51 (-0,02%). Em Maringá, o preço foi de R$ 127,13 (+0,07%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,27 (-0,03%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 134,39. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Apesar da euforia no campo, o mercado físico do Mato Grosso do Sul segue contido, com preço de balcão em R$ 117,00 por saca, refletindo cautela na comercialização. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,54 (+1,10%), Campo Grande em R$ 123,54 (+1,10%), Maracaju em R$ 123,54 (+1,10%), Chapadão do Sul a R$ 120,09 (-0,05%), Sidrolândia a em R$ 123,54 (+1,10%)”, informa.

No mercado do Mato Grosso, a soja disponível acompanha a pressão internacional, com a CBOT recuando, sem divulgação muito precisa de cotações locais ou prêmios neste dia. “Campo Verde: R$ 121,08 (+0,16%). Lucas do Rio Verde: R$ 116,44 (+0,65%), Nova Mutum: R$ 116,44 (+0,65%). Primavera do Leste: R$ 121,08 (+0,08%). Rondonópolis: R$ 121,08 (+0,08%). Sorriso: R$ 115,69”, conclui.

 





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Não se iluda com o milho



No Brasil, o cenário externo também pressiona


No Brasil, o cenário externo também pressiona
No Brasil, o cenário externo também pressiona – Foto: Pixabay

O mercado de milho segue em movimento de recuperação no Brasil neste segundo semestre, ainda que de forma bastante lenta, influenciado pelos baixos preços de exportação. Segundo informações da TF Agroeconômica, a expectativa é de que os produtores consigam realizar vendas a preços melhores do que os registrados no primeiro semestre. 

No entanto, o alerta é para não se iludir: após a colheita, o custo do carregamento das posições pode comprometer a lucratividade. A consultoria destaca que, caso os preços oferecidos estejam abaixo dos valores projetados para outubro em diante, o produtor já deveria ter aproveitado oportunidades anteriores, evitando perdas.

Entre os fatores de alta, chama atenção a relutância dos agricultores norte-americanos em aceitar os preços atuais, o que limitou parte da oferta e sustentou leve valorização em Chicago. Além disso, o bom ritmo das exportações ajuda a manter suporte ao mercado, embora a paralisação do governo dos EUA reduza a transparência dos relatórios do USDA. Por outro lado, os fatores de baixa continuam pesando: a colheita acelerada e abundante nos Estados Unidos, com condições climáticas favoráveis, reforça projeções de safra próximas a 420 milhões de toneladas, acima de estimativas anteriores.

No Brasil, o cenário externo também pressiona. Os embarques de milho foram 12% menores em volume e 10% em receita no acumulado do ano, segundo dados do Ministério da Economia. Apesar da melhora em setembro, a exportação do primeiro semestre foi considerada fraca. Hoje, os preços brasileiros estão em média US$ 10/t acima dos americanos nos principais destinos, reflexo da queda acentuada na CBOT diante da safra recorde norte-americana.





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Milho encerra semana em queda em Chicago e com ajustes na B3


O mercado de milho encerrou a semana com resultados distintos entre Brasil e Estados Unidos. Segundo informações da TF Agroeconômica, a B3 registrou fechamento misto nesta sexta-feira (3), refletindo os movimentos do mercado físico, enquanto em Chicago o cereal acumulou perdas diante da cautela dos investidores.

Na B3, as cotações da safra atual recuaram, mas os contratos da próxima safra conseguiram leves ganhos. O vencimento de novembro/25 fechou em R$ 65,98, alta de R$ 0,27 no dia e queda de R$ 0,24 na semana. Já o contrato de janeiro/26 subiu R$ 0,20 no dia, para R$ 68,48, mas caiu R$ 0,61 na semana. O março/26 encerrou a R$ 70,94, com leve baixa de R$ 0,06 no dia e recuo semanal de R$ 0,91. Apesar da maior competitividade dos preços brasileiros nos últimos dias, o milho nacional ainda segue caro em relação ao produto americano.

No mercado físico, o indicador Cepea apontou alta de 0,31% no dia e de 0,67% na semana, sustentada pela demanda das fábricas de etanol. Parte dos produtores, no entanto, segue retendo seus lotes à espera de preços mais atrativos.

Em Chicago, o milho fechou o dia e a semana em baixa, pressionado pelo avanço da colheita e pela perspectiva da maior safra americana da história. O contrato de dezembro caiu 0,65% no dia, a US$ 419,00/bushel, acumulando queda semanal de 0,71% (-US$ 3,00). O março recuou 0,51%, a US$ 435,75/bushel. A indefinição sobre a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, devido à paralisação do governo americano, reforçou a cautela dos investidores. As informações foram divulgadas nesta manhã de segunda-feira.

 





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