quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Estoques certificados em queda impulsionam preços do café



Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026


Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026
Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026 – Foto: Sheila Flores

O mercado de café encerrou a primeira semana de outubro com um tom positivo, impulsionado pelas expectativas em torno da florada no Brasil e pela redução nos estoques certificados de café arábica. Apesar da movimentação limitada no volume de negócios, devido à participação de parte dos players no 16º Coffee Forum and Dinner, realizado nos dias 2 e 3 de outubro em Basel, os preços futuros mostraram valorização tanto em Nova Iorque quanto em Londres. O cenário climático no Brasil e as incertezas sobre tarifas de exportação seguem como fatores centrais que definem o comportamento do mercado.

Segundo a StoneX, o contrato mais ativo de café arábica em Nova Iorque avançou 3,4%, ou 1.270 pontos, encerrando a sexta-feira cotado a US¢ 390,75 por libra-peso. Em Londres, o contrato com vencimento em novembro registrou alta de 7,8%, fechando a semana a 4.527 dólares por tonelada. 

Analistas destacam que, embora o clima favorável ao início da florada seja um ponto positivo, as incertezas relacionadas às tarifas comerciais e à disponibilidade de café de qualidade certificada podem limitar os ganhos de curto prazo. O mercado também tem observado um comportamento mais contido de parte dos investidores, que se dividem entre operações de hedge e especulação, aguardando sinais mais claros sobre o volume de produção e exportação no país.

Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026, e pequenas variações climáticas podem afetar diretamente a produtividade e a qualidade do grão. O acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e das políticas de comércio internacional será determinante para os preços nos próximos meses, à medida que o mercado busca equilíbrio entre oferta e demanda em um cenário global ainda sensível a mudanças nas exportações e nos estoques.

 





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Instituto de Zootecnia lança nova tecnologia no 1º encontro de…


O exame que permite a seleção de búfalos para maior rendimento de queijo começa a ser oferecido pelo Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, e deve melhorar a produtividade da muçarela.

Estudo desenvolvido pelo Instituto avaliou o gene responsável pela produção da proteína kappa-caseína, possibilitando o desenvolvimento de nova tecnologia que deve impulsionar o setor. A pesquisa analisou 600 bubalinos pertencentes a criadores associados à Associação Brasileira de Criadores de Búfalo (ABCB) localizados em diferentes cidades do Estado de São Paulo. “Nós desenvolvemos e padronizamos metodologia para genotipar o gene CSN3 da caseína cujo alelo B está associado a maior rendimento de queijo. Ou seja, o leite dos animais que têm esse alelo vão produzir maior quantidade de queijo”, comenta o pesquisador do IZ Anibal Vercesi Filho, orientador da pesquisa.

Produtores que participaram da pesquisa receberam os primeiros laudos durante o 1º Encontro de Bubalinocultura do IZ e comemoraram a conquista. Caio Rossato foi um dos que obteve os resultados dos exames durante o evento, que aconteceu em Nova Odessa, no último dia 10. “Nossa expectativa é usar esses resultados para aumentar a produtividade do rebanho e diminuir os custos de produção”, diz o produtor.

O legítimo queijo muçarela é confeccionado com leite 100% de búfala, tem sabor, textura e aroma específico e agradável, e tem maior valor nutricional e comercial, quando comparado ao queijo tipo muçarela de vaca. Há alguns anos, o IZ também desenvolveu o teste que possibilita a certificação do leite 100% búfalas,  garantindo segurança alimentar para os consumidores e maior retorno econômico para a cadeia do leite bubalino. Agora o novo exame de kappa-caseína vai propiciar maior rendimento do queijo, impulsionando ainda mais o setor.

A abertura do evento, que reuniu estudantes, pesquisadores técnicos e produtores, contou com as presenças do coordenador do IZ, Enilson Ribeiro, e do diretor da ABCB, Simon Fernandes Riess. Dando ínicio à programação, o pesquisador Nélcio Antonio Tonizza de Carvalho falou sobre o rebanho do IZ, trazendo atualizações sobre manejo com ênfase em reprodução. Na sequência, o pesquisador Rodrigo Giglioti abordou as análises feitas no IZ que garantem o Selo de Pureza do leite de búfalas.

Flávia Fernanda Carneiro Santana, que realizou a pesquisa com a kappa-caseína durante o mestrado, comentou sobre o trabalho e como foi desenvolvida a metodologia, e Vercesi discutiu projetos futuros, salientando a importância de buscar marcadores genéticos associados a produtividade, eficiência e saúde. Um destes projetos, em parceria com a Unesp de Botucatu, objetiva buscar marcadores associados a Eficiência Alimentar de Búfalos tanto para produção de carne quanto de leite.

Finalizando o evento, uma mesa redonda proporcionou o contato direto entre os produtores, pesquisadores e alunos, trazendo à tona a discussão dos principais desafios do setor e possíveis soluções, contribuindo para o crescimento de todos e avanços na bubalinocultura de leite.

Renato Amaral, técnico da ABCB, prestigiou o evento. Para ele os  trabalhos do IZ são fundamentais para o crescimento da cadeia produtiva de bubalinos. “A gente traz as demandas do produtor, o IZ desenvolve tecnologias para resolver os desafios e levamos as tecnologias para o produtor, gerando desenvolvimento tecnológico e produtivo para cadeia”, enfatiza.





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Edição genética promete salvar cenouras



O projeto tem foco em variedades de alta precisão


O projeto tem foco em variedades de alta precisão
O projeto tem foco em variedades de alta precisão – Foto: Pixabay

Uma aliança entre empresas da Holanda e do Reino Unido está aplicando edição genética para criar cenouras resistentes a doenças, com potencial para reduzir perdas de até 50% na produção global. A iniciativa envolve a aplicação da tecnologia GEiGS® (Gene Editing induced Gene Silencing), que atua diretamente no genoma da própria planta, sem inserir genes externos, sendo considerada “não transgênica” em diversas regulamentações.

O projeto tem foco em variedades de alta precisão que unem resistência a doenças foliares e transmitidas pelo solo ao melhoramento genético tradicional. As cenouras estão entre os vegetais mais cultivados do mundo, com produção anual superior a 45 milhões de toneladas e previsão de mercado acima de £ 25 bilhões até 2030, mas enfrentam desafios graves de produtividade e qualidade causados por patógenos.

A tecnologia GEiGS® utiliza silenciamento genético direcionado, reaproveitando regiões não codificantes do genoma da própria planta para reforçar suas defesas naturais. As características desenvolvidas são hereditárias e dominantes, oferecendo resistência duradoura sem depender de genes externos. A ideia é combinar biotecnologia de ponta com décadas de experiência em melhoramento genético para gerar soluções sustentáveis para a agricultura.

Para as empresas envolvidas, a colaboração representa um passo estratégico em direção a sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis. A expectativa é que essas cenouras avançem não apenas em produtividade, mas também em sustentabilidade, reduzindo o uso de defensivos químicos e fortalecendo cadeias de produção em escala global.

 





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Diálogos pelo Clima encerra sua jornada com debates sobre a Mata Atlântica


A sétima edição do Diálogos pelo Clima, promovida pela Embrapa, no dia 8 de outubro, no Cubo Itaú, em São Paulo (SP), teve como foco a Mata Atlântica. Essa foi a última parada de uma jornada que percorreu todos os sete biomas brasileiros — Brasília, Cuiabá, Corumbá, Manaus, Porto Alegre e Fortaleza — com o propósito de reunir experiências, desafios e soluções frente às mudanças climáticas. Os resultados desses eventos serão apresentados em uma carta para o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, provavelmente, no fim deste mês.

Ao abrir o evento, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou que esse percurso permitiu colher percepções de produtores, pesquisadores e especialistas de diferentes áreas sobre os principais desafios e oportunidades diante da crise climática. “Todos nós temos um propósito comum: construir práticas mais sustentáveis, garantir a segurança alimentar, preservar os recursos naturais e avançar para uma agricultura de baixo carbono”, afirmou.

A presidente lembrou que o planeta já vive com temperatura 1,5°C acima do período pré-industrial e que os efeitos dos eventos extremos são cada vez mais evidentes. “Nós, que trabalhamos na agricultura, precisamos ser parte da solução climática. Essa é a nossa missão”, disse. Massruhá apresentou exemplos de tecnologias desenvolvidas pela Embrapa e parceiros que já contribuem para a mitigação, como: o café Robusta Amazônico, que sequestra 2,5 vezes mais carbono do que o tradicional; o melhoramento genético de plantas e animais, que tem reduzido em até 75% as emissões de metano; os produtos de baixo carbono e os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), capazes de sequestrar 110 quilos de carbono por árvore ao ano.

Silvia enfatizou ainda a importância das parcerias público-privadas e da inclusão produtiva de pequenos e médios agricultores. “Cooperativas e associações têm papel fundamental nesse processo”, observou. Ela destacou o Projeto Semear Digital, desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com dez pilotos em andamento no País — cinco deles em São Paulo.

A presidente encerrou sua fala convidando o público a conhecer a Casa da Agricultura Sustentável (Agrizone), que será apresentada na COP30, em Belém (PA), com vitrines físicas e virtuais sobre sistemas agroflorestais e ILPF, entre outras tecnologias. “O Brasil foi essencial na revolução verde e hoje é uma potência agroambiental”, afirmou.

A mesa de abertura contou ainda com as presenças do representante da Secretaria-Executiva de Mudanças Climáticas da Prefeitura de São Paulo, Alessandro Bender; do presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag), Jacir Costa; do coordenador de Operações do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA Brasil), Christian Fischer; do superintendente do Senar-SP, Mário Biral, representando o presidente da Faesp, Tirso Meirelles; e do presidente da Academia Latino-Americana do Agronegócio (Alagro Brasil), Manoel Mário.

Como ponto em comum, os participantes destacaram a importância de encerrar a Jornada pelo Clima na Mata Atlântica, bioma que foi berço da agricultura brasileira — com o café, o leite e a cana-de-açúcar — e que hoje enfrenta os maiores desafios decorrentes do crescimento populacional, por abrigar metade da população do País. Os gestores ressaltaram que o Brasil tem uma agricultura de sucesso a apresentar ao mundo durante a conferência internacional de novembro. Baseado na integração entre ciência e saberes tradicionais, o modelo agrícola brasileiro deve seguir equilibrando produção, conservação e inclusão para enfrentar os desafios climáticos presentes e futuros.

O primeiro painel, “Negociações climáticas: como posicionar o setor agropecuário brasileiro”, foi conduzido por Ana Toni, diretora-executiva da COP30 e secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Em seguida, o ex-ministro da Agricultura e enviado especial da COP30 para o tema da Agricultura, Roberto Rodrigues, debateu “Oportunidades e desafios das diferentes agriculturas brasileiras em relação à COP30”, com moderação de Julio Cargnino, diretor-presidente do Canal Rural.

Participando de forma remota, Ana Toni destacou o protagonismo da agricultura nacional na transição para um modelo de desenvolvimento sustentável. “O Brasil chega à próxima conferência das Nações Unidas de maneira mais destacada e bonita”, afirmou. Segundo ela, o País consolida-se como referência mundial em soluções que conciliam produção de alimentos, conservação florestal e redução de emissões.

“O Brasil é um provedor de soluções climáticas, não apenas no campo da energia ou das florestas, mas também da agricultura. Temos tecnologias únicas, desenvolvidas pela Embrapa e por instituições públicas e privadas, que o mundo ainda desconhece”, observou.

A gestora enfatizou que a agricultura tropical e regenerativa será um dos grandes destaques da COP30. “Será a primeira vez que uma conferência do clima acontecerá em um país tropical, o que nos permite mostrar as especificidades da produção sustentável nos trópicos — do manejo florestal aos sistemas agrícolas que regeneram o solo e preservam a biodiversidade”, disse.

Ana Toni apontou ainda que o Brasil vive um momento de convergência entre as agendas climática, econômica e social. “Estamos diante de um novo modelo de desenvolvimento, em que a ação climática se integra às dimensões econômica e social. Essa visão precisa estar presente nas políticas públicas e nos instrumentos econômicos que estamos desenhando”, destacou.

Entre as iniciativas em curso, ela mencionou a criação de uma cesta de instrumentos econômicos voltados à economia de baixo carbono, incluindo mecanismos de mercado — como o artigo 6.4 do Acordo de Paris — e novos fundos de financiamento climático. “Precisamos fortalecer os instrumentos internacionais que acelerem a implementação do que já foi decidido, garantindo rastreabilidade e credibilidade às ações climáticas”, afirmou.

Ela também reforçou o espaço da Embrapa na COP30 — a ‘Agrizone’, onde serão apresentadas tecnologias e soluções para a agricultura sustentável e a adaptação climática. “A Embrapa vem construindo esse caminho há muitos anos, com contribuição essencial para que o Brasil chegue à Conferência com uma pauta sólida e inovadora”, ressaltou.

Por fim, Ana Toni destacou o simbolismo de o Brasil sediar a COP30 na Amazônia, três décadas após a Conferência Rio-92, marco do debate global sobre meio ambiente e desenvolvimento. “Na Rio-92, começamos a entender que natureza e desenvolvimento não são opostos. Agora, teremos a chance de mostrar ao mundo que a agricultura brasileira alia produção, gestão ambiental e compromisso com o clima. É o Brasil que tanto nos orgulha”, concluiu.

Roberto Rodrigues iniciou sua fala agradecendo à Embrapa pela organização da Jornada pelo Clima e destacou sua admiração pela pesquisa agropecuária brasileira. “A Embrapa é uma instituição que presta um serviço extraordinário ao País. A pesquisa foi o que transformou o Brasil de importador em potência agrícola”, afirmou, lembrando os pioneiros da ciência tropical e os avanços que permitiram a expansão sustentável da agricultura nacional.

O ex-ministro defendeu a necessidade de o setor construir uma narrativa unificada para a COP30. “Se o Brasil levar cinquenta pedidos diferentes à Conferência, corre o risco de não ter nenhum atendido”, alertou. Por isso, tem articulado uma proposta única que represente o conjunto do agro brasileiro, envolvendo entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Instituto Pensar Agro (IPA).

“Estamos trabalhando para que todas as vozes do agro se expressem em um único documento, capaz de mostrar a força, a história e as propostas do setor”, explicou.

Rodrigues contou que está coordenando a elaboração de um texto-síntese sobre a trajetória da agricultura brasileira nas últimas cinco décadas, com foco em ciência, tecnologia, inovação e sustentabilidade. O material, produzido com contribuições de diversas instituições e especialistas e será apresentado nos preparativos da COP30.

“O objetivo é mostrar como o sucesso do agro brasileiro se deveu à combinação de pesquisa científica, empreendedorismo e políticas públicas. Essa experiência pode servir de modelo para outros países tropicais, especialmente na América Latina, África e Ásia”, afirmou.

Ele lembrou que o chamado ‘milagre tropical’ foi possível graças ao trabalho de pesquisadores como Alysson Paolinelli, Eliseu Alves e José Cabral, que adaptaram tecnologias ao clima tropical e abriram caminho para uma agricultura mais produtiva e sustentável.

Rodrigues enfatizou que o agronegócio brasileiro tem compromissos inegociáveis com a sustentabilidade. “O agro não admite desmatamento ilegal, invasão de terras públicas ou privadas, incêndio criminoso ou garimpo clandestino. Isso é crime, e crimes devem ser punidos. Esses episódios mancham a imagem do setor e prejudicam todo o País”, alertou.

O documento em elaboração também reunirá proposições sobre crédito agrícola, fertilizantes, defensivos, maquinário, bioeconomia e recuperação de áreas degradadas. Um dos eixos centrais é o aproveitamento de cerca de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas, dos quais, segundo Rodrigues, 20 milhões poderiam ser destinados a sistemas integrados de produção de soja, milho e pecuária, gerando energia, proteína e renda.

O ex-ministro destacou ainda o papel das novas gerações no campo. “Vejo com entusiasmo o retorno dos jovens à agricultura. Eles trazem uma nova mentalidade, conectada à tecnologia e à sustentabilidade. Isso renova o setor e aponta para um futuro promissor”, afirmou.

O circuito de debates Diálogos pelo Clima integra a Jornada pelo Clima, iniciativa da Embrapa que visa debater e esclarecer os desafios e as soluções para uma agricultura de baixo carbono, inclusiva e resiliente à mudança do clima, nos diferentes biomas, e evidenciar a ciência na agropecuária brasileira como um pilar essencial para a transformação sustentável.

A Jornada tem o patrocínio Master do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); a Parceria Institucional do Sebrae; o Apoio Institucional do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); o patrocínio Diamante da Nestlé, do IICA; da Gates Foundation e da Bayer; o patrocínio Ouro da Caixa Econômica Federal; o patrocínio Biomas do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA); o patrocínio Vitrine do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Morfo e da OCP Brasil; e a Parceria de Conteúdo do Canal Rural. A administração dos patrocínios está a cargo da Faped.

 





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Seminário de Irrigação aborda Programa Irriga+ RS



O evento tem entrada gratuita e acontece no Centro Cultural José Rugeri.



Foto: Pixabay

Na terça-feira (14/10), a partir das 13h30, acontece mais uma edição do Seminário de Irrigação no município de Constantina, região do Alto Uruguai. A apresentação tem como objetivo falar sobre a importância da irrigação e o aumento da produtividade, assim como o Programa Irriga+ RS lançado em 2023 pelo governo do Estado, as normas ambientais vigentes e a apresentação de cases de sucesso de produtores rurais.

O evento tem entrada gratuita e acontece no Centro Cultural José Rugeri. O seminário é uma realização das Secretarias da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e Emater/RS-Ascar, com apoio da Prefeitura Municipal de Constantina e entidades parceiras.

A programação conta com a participação da Seapi apresentando os resultados do Programa Irriga+ RS, que encerrou o último edital em julho deste ano e agora está na etapa de estruturação de uma nova fase. O programa prevê apoio financeiro direto ao produtor rural e tem como objetivo mitigar os efeitos da estiagem na produção das culturas gaúchas, principalmente no milho, soja, pastagem, entre outras.

Durante o evento, o técnico da Emater/RS-Ascar Carlos Roberto Olczevski vai abordar o tema “O clima demonstra que irrigar é preciso e manejar bem o sistema de irrigação é necessário para obter bons resultados”. Também serão apresentados cases de sucesso de irrigação, como forma de troca de experiências entre produtores. Um dos cases é sobre irrigação por gotejamento de pomares de citros, apresentado por Ronei Sabadini, de Constatina, e o outro sobre irrigação por aspersão de pastagens, apresentado pela família de Adrieli Agatti Marcolan e Fabiano Cervo, de Novo Xingu.

SERVIÇO

O quê: Seminário de Irrigação em Constantina

Quando: terça-feira (14/10), às 13h30

Onde: Centro Cultural José Rugeri (Rua João Mafessoni, 450)

 





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Polícia diz que metanol foi adicionado, e não gerado em destilação


O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (8) que o metanol encontrado nas garrafas contaminadas examinadas foi adicionado, pois sua concentração é anormal e não configura produto de destilação natural.

O processo de destilação tende a gerar tipos diferentes de álcoois, sendo o metanol um dos leves, que tendem a ficar na parte de cima do volume, seja ele um tonel artesanal, de madeira, ou um industrial de centenas de litros. Essa “cabeça”, como é chamada, tem de ser separada, um processo que os químicos e engenheiros químicos acompanham e coordenam. 

A separação é feita por meio da temperatura, pois o metanol tem ponto de ebulição de 64,7 graus Celsius (ºC), ao passo que o do etanol é 78,4°C. A concentração abaixo de 0,25ml para cada 100ml de volume é aceita pelos órgãos técnicos pois não representa risco para o consumidor.

“Em destilarias profissionais, devidamente operadas por profissionais credenciados pelos CRQs [Conselhos Regionais de Química), esta fração inicial é descartada, uma vez que concentra os álcoois mais leves e tóxicos. No entanto, em produções artesanais ou clandestinas, esse controle muitas vezes não é feito adequadamente, resultando em maior concentração de metanol na bebida final”, explicou em nota técnica o Conselho Regional de Química da Oitava Região/Sergipe (CRQ VIII). Segundo o órgão, doses a partir de 4ml de metanol já podem causar danos como a cegueira, e doses acima de 20ml tem risco de causar morte.

Em todo o país, 24 pessoas foram intoxicadas por metanol após a ingestão de bebidas adulteradas.

Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo, as polícias Civil e Militar, em ações distintas realizadas ontem na cidade de Campinas, mais de 3 mil garrafas de bebidas com suspeita de falsificação. Na ação da Polícia Civil, um homem foi preso em flagrante após a descoberta de uma fábrica clandestina de uísque. Com ele foram encontrados dois galões de 50 litros e 335 garrafas cheias, prontas para o comércio.

Já na ação conduzida pela PM, foram encontradas em um galpão 2,9 mil garrafas com bebidas destiladas. Um homem fugiu do local.

Também na terça, no centro da capital paulista, cerca de 70 mil garrafas foram encontradas em três depósitos clandestinos, utilizados para armazenamento e comercialização. Havia produtos vencidos e sem origem comprovada. Dois homens foram presos em flagrante.

A Justiça do estado autorizou hoje o governo a destruir 100 mil garrafas apreendidas pelas forças de segurança no inquérito que investiga a adulteração de beidas.





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Milho tem semeadura adiantada e bom desenvolvimento


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (2), as condições climáticas com dias secos e boa luminosidade favoreceram o avanço da semeadura do milho em todas as regiões do Estado, que alcançou 72% da área prevista. A umidade adequada do solo possibilitou a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura nas lavouras em estágios entre V6 e V7, além do manejo de plantas daninhas em áreas mais recentes, nos estágios V2 a V4.

O monitoramento da cigarrinha-do-milho, realizado pela Emater/RS-Ascar em conjunto com os produtores, apontou aumento da incidência da praga na região do Alto Uruguai. Também foi registrado crescimento na presença de percevejos. Nesse contexto, a aplicação de Inseticidas combinada ao uso de herbicidas tem sido adotada como alternativa para reduzir custos. Segundo dados preliminares da Emater/RS-Ascar, a área cultivada com milho na safra 2025/2026 deve alcançar 785.030 hectares, com produtividade estimada em 7.376 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, o tempo seco e a luminosidade favoreceram o desenvolvimento das lavouras e o avanço da semeadura, inclusive em áreas de replantio. Em Maçambará, 93% dos 3 mil hectares previstos já foram plantados. Em São Borja, o plantio está praticamente encerrado, restando apenas áreas de terras baixas ainda com excesso de umidade. Os produtores têm realizado o controle de ervas daninhas com herbicidas e a aplicação de fertilizantes nitrogenados e potássicos em cobertura. O monitoramento da cigarrinha-do-milho na região indica baixa incidência do inseto.

Na região de Caxias do Sul, a semeadura segue em andamento, mas a germinação tem ocorrido de forma lenta devido às temperaturas mais baixas, principalmente nos Campos de Cima da Serra, onde se concentram as maiores áreas de cultivo. Em Erechim, 90% da área foi semeada, e as lavouras apresentam bom desenvolvimento. Nas áreas mais adiantadas, iniciou-se a aplicação da adubação nitrogenada em cobertura.

Na região de Ijuí, a semeadura já atinge 94% da área projetada. As lavouras apresentam emergência uniforme, com poucas falhas. Apesar de danos pontuais nas folhas causados por chuvas intensas no período anterior, o potencial produtivo não foi comprometido. As lavouras mais avançadas estão nos estágios V6 a V7 e recebem adubação nitrogenada, enquanto aquelas nos estágios V2 a V4 passam por aplicação de herbicidas. O monitoramento indica baixa incidência da cigarrinha-do-milho.

Em Santa Rosa, 87% da área foi semeada, e as lavouras estão em fase de crescimento vegetativo. As condições climáticas, com chuvas regulares e temperaturas adequadas, têm favorecido o desenvolvimento das plantas. Em Garruchos, não foi detectada presença da cigarrinha-do-milho nas armadilhas de monitoramento, mas em outros municípios, como Guarani das Missões, há registros da praga.

Na região de Soledade, o plantio do milho precoce foi concluído, representando 60% da área cultivada. O preparo das áreas para o plantio intermediário está em andamento. As lavouras recém-semeadas apresentam germinação e emergência adequadas. O monitoramento da cigarrinha-do-milho é constante, e em casos pontuais há aplicação preventiva de inseticidas. Também é feito o acompanhamento de pragas como grilos e percevejos. As primeiras áreas implantadas já começaram a receber a adubação nitrogenada em cobertura.





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Estoques de soja caem mais de 30% em MT e acendem alerta para o mercado



Em contrapartida, o consumo interestadual apresentou avanço



Foto: Expodireto Cotrijal

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) atualizou, em outubro de 2025, os dados da demanda de soja no estado. As exportações para a safra 2024/25 foram reduzidas em 0,97% em relação ao relatório de setembro, totalizando agora 30,50 milhões de toneladas. Em contrapartida, o consumo interestadual apresentou avanço expressivo de 11,99%, atingindo 6,54 milhões de toneladas. Estoques finais caíram mais de 30% no comparativo mensal.

O consumo interno também subiu, embora de forma mais moderada, com alta de 0,32% e estimativa de 13,03 milhões de toneladas. Esse movimento é atribuído à ampliação da capacidade das indústrias esmagadoras no estado, que vêm ampliando sua participação na demanda total pela oleaginosa.

A combinação entre alta na demanda e redução nas exportações provocou queda acentuada nos estoques finais da safra 2024/25, que foram projetados em 0,92 milhão de toneladas — recuo de 32,42% em comparação ao mês anterior. Para a safra 2025/26, o cenário também foi ajustado. As exportações foram novamente revistas para baixo, com recuo de 1,67%, ficando estimadas em 29,33 milhões de toneladas. Já os volumes de consumo interestadual e interno foram mantidos em 4,54 milhões e 13,24 milhões de toneladas, respectivamente.

A diferença na dinâmica da nova safra aparece nos estoques finais, que registraram alta de 5,92% frente à projeção anterior e estão agora estimados em 1 milhão de toneladas. O Imea atribui essa elevação ao ritmo lento da comercialização da soja até o momento. Para produtores e indústrias, o cenário sinaliza a importância de monitorar o ritmo de comercialização e o comportamento das exportações na virada entre as safras 2024/25 e 2025/26.

 





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Boi gordo e “boi China” registram alta em São Paulo


De acordo com a análise desta terça-feira (7) do informativo Tem Boi na Linha, publicado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo abriu o dia com alta de R$ 2,00 por arroba e o “boi China” com aumento de R$ 3,00 por arroba em São Paulo. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate nas indústrias atendiam, em média, a nove dias.

Segundo a consultoria, “o escoamento da carne ainda não estava dentro do esperado, mas a chegada do quinto dia útil do mês poderia impulsionar as vendas”. Além disso, parte das indústrias vinha oferecendo valores mais altos para completar as escalas de abate. A Scot também destacou que “a exportação de carne bovina in natura seguia com excelente desempenho”, fator que contribuiu para a sustentação dos preços no mercado interno.

No Espírito Santo, o “boi China” registrou alta de R$ 3,00 por arroba, enquanto a vaca teve aumento de R$ 5,00 por arroba. As demais categorias mantiveram estabilidade. As escalas de abate no estado estavam, em média, para cinco dias.

Na região Oeste do Maranhão, após a elevação registrada no dia anterior para todas as categorias, os preços permaneceram sem alteração. Em Alagoas, a cotação da vaca recuou R$ 5,00 por arroba, enquanto os valores do boi gordo e da novilha se mantiveram inalterados.

Em relação ao mercado externo, a exportação de carne bovina in natura alcançou volume recorde em setembro, com 314,7 mil toneladas embarcadas — o maior da história. A média diária foi de 14,3 mil toneladas, aumento de 25,1% em relação a setembro de 2024. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação anual.





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Doença viral em bovinos na Espanha acende alerta



O alerta surgiu após três novilhas apresentarem febre e lesões


O alerta surgiu após três novilhas apresentarem febre e lesões
O alerta surgiu após três novilhas apresentarem febre e lesões – Foto: Bing

No sábado, 4 de outubro de 2025, a pecuária europeia foi novamente abalada pela confirmação do primeiro caso de Dermatite Nodular Contagiosa (DNC) em bovinos na Espanha. O foco foi detectado em uma fazenda localizada na região de Alt Empordà, na Catalunha, levando o governo espanhol a adotar medidas imediatas de contenção. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Alimentação da Catalunha, a doença foi confirmada por testes realizados no Laboratório Veterinário Central de Algete, em Madrid.

O alerta surgiu após três novilhas apresentarem febre e lesões cutâneas em um rebanho de 123 animais. As autoridades isolaram a propriedade e enviaram amostras para análise, que confirmaram a presença do vírus por PCR. A DNC, que já provocou 67 surtos na França e 47 na Itália, não é transmissível a humanos, mas representa uma grave ameaça econômica e sanitária para a bovinicultura europeia. As medidas incluem o abate sanitário do rebanho, eliminação de materiais contaminados e investigação epidemiológica para identificar a origem da infecção.

Causada por um vírus da família *Poxviridae*, a doença é transmitida por insetos hematófagos, como moscas e mosquitos, além do contato direto entre animais. Ela provoca febre, perda de apetite, queda na produção de leite e nódulos na pele, com mortalidade próxima de 10% e morbidade de até 45%. O governo espanhol também delimitou zonas de proteção (raio de 20 km) e vigilância (50 km) para conter o vírus. Embora o Brasil e Portugal ainda sejam considerados livres da doença, o avanço da DNC na Europa acende um alerta sobre os riscos de disseminação e os impactos para o comércio internacional de carne bovina.

 





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