quarta-feira, março 18, 2026

Política & Agro

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Demanda aquece esmagamento de soja no Mato Grosso



Estado processa 1,19 milhões de toneladas de soja em agosto



Foto: USDA

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (15), em agosto de 2025, o esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu 1,19 milhão de toneladas, alta de 0,54% em relação a julho de 2025 e de 15,22% frente a agosto de 2024. O instituto destacou que o resultado foi “impulsionado pela forte demanda interna por subprodutos da oleaginosa e pela procura aquecida pelo farelo de soja no mercado internacional”.

Para ilustrar, o Imea informou que “as exportações do proteico no mês totalizaram 740,99 mil toneladas, aumento de 9,07% quando comparado a julho de 2025 e de 31,83% na comparação com o mesmo período do ano passado”.

Ainda conforme informantes do Imea, “o volume processado em agosto de 2025 só não foi maior porque algumas esmagadoras de menor porte relataram maior dificuldade na compra de soja, diante da menor disponibilidade do grão no estado”.

No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o volume processado somou 9,08 milhões de toneladas, um acréscimo de 5,13% ante o mesmo período de 2024, segundo o instituto.

Por fim, o Imea informou que “a margem bruta das indústrias em agosto fechou na média de R$ 403,37 por tonelada, queda de 7,01% comparado com julho de 2025, motivada pelo aumento dos preços da soja em grão em relação aos coprodutos”.





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déficit hídrico ameaça lavouras em setembro e outubro


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (16) o Boletim Agroclimatológico Mensal para o trimestre de setembro, outubro e novembro de 2025. O documento apresenta tendências climáticas direcionadas às atividades do campo e estimativas dos estoques de água no solo.

Segundo o Inmet, o prognóstico para a Região Norte indica volumes de chuva abaixo da média histórica no trimestre, especialmente na Ilha de Marajó (PA), sudeste do Pará e na região da Cabeça do Cachorro, no Amazonas. “São previstas reduções de até 50 milímetros em relação à climatologia”, informou o órgão. 

Em Roraima, norte do Amapá, porção norte do Amazonas, Acre e Rondônia, são esperados volumes próximos à média histórica. As temperaturas do ar devem permanecer acima da média em toda a região, com elevações de até 2,0 °C. Os estoques de água no solo mostram predomínio de níveis baixos em grande parte do Acre, Rondônia, centro-sul do Amazonas, sudeste do Pará e porções do Amapá, inferiores a 30% em setembro e outubro. Em novembro, há sinais de recuperação em áreas do Acre, sul do Pará e Amazonas, embora persistam déficits em regiões centrais do Amazonas, Amapá e centro-norte do Pará.

“As projeções indicam intensificação das condições de seca no Pará, Amapá, Tocantins, Rondônia e centro-sul do Amazonas com déficits superiores a 100 mm, no mês de setembro. Por outro lado, em novembro, observa-se melhor disponibilidade hídrica no oeste e sudeste do Amazonas, sul do Pará, Acre e Rondônia, o que tende a favorecer a manutenção de culturas perenes tropicais e atividades da agricultura familiar nestas áreas” alertou o boletim.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Na Região Nordeste, o boletim prevê volumes de chuva abaixo da média no Maranhão, Piauí, maior parte do Ceará e porções central e noroeste da Bahia. Em todo o restante da região, as chuvas devem ficar próximas à média. “As temperaturas do ar deverão permanecer acima da média histórica, com valores entre 0,5 °C e 2,0 °C acima da climatologia”, destacou o Inmet. 

Os estoques de água no solo permanecem satisfatórios no litoral, mas no interior não ultrapassam 30%, intensificando o déficit hídrico nos meses de setembro e outubro. “Essas condições podem limitar o desenvolvimento de culturas de sequeiro, tornando essencial a adoção de estratégias de manejo hídrico” informou.

Para o Centro-Oeste, a previsão climática indica volumes de chuva dentro da média em praticamente toda a região, com até 30 milímetros acima da média histórica em áreas de Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. As temperaturas devem ficar entre 1,0 °C e 2,0 °C acima da média histórica. O órgão ressalta que “o déficit hídrico se intensifica em setembro no leste de Mato Grosso e oeste de Goiás”, reduzindo a disponibilidade de água no solo para culturas em maturação. Em novembro, a regularização das chuvas tende a garantir umidade adequada para o plantio de soja e milho.

No Sudeste, são previstos volumes de chuva de até 30 milímetros acima da média histórica no Rio de Janeiro e em áreas de Minas Gerais. As temperaturas devem permanecer acima da média, principalmente em São Paulo e Minas Gerais. 

O armazenamento de água no solo deve ser baixo no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e noroeste paulista em setembro e outubro, com recuperação da umidade em novembro. A escassez hídrica nos dois primeiros meses do trimestre pode comprometer o plantio de soja e milho, além de afetar a florada do café e a manutenção das pastagens.

Para a Região Sul, a previsão indica volumes de chuva acima da média histórica em todo o estado de Santa Catarina, sudeste do Paraná e maior parte do Rio Grande do Sul. “Os maiores volumes, de até 50 milímetros acima da média, são previstos para o nordeste do Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina”, destacou o boletim. 

As temperaturas permanecerão acima da média em toda a região, mas valores abaixo de 13 °C ainda podem ocorrer em áreas mais elevadas. O armazenamento hídrico deve se manter elevado, atingindo valores próximos à capacidade de campo. O excedente hídrico é considerado favorável ao desenvolvimento de culturas de inverno, como trigo, aveia e cevada.

 





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A vantagem silenciosa do Brasil


Muito se fala sobre produtividade, exportações recordes e protagonismo do Brasil na produção de alimentos, mas há uma oportunidade estratégica pouco explorada que pode reposicionar o país na bioeconomia global. Segundo José Carlos de Lima Júnior, Cofundador e Professor da Harven Agribusiness School, transformar resíduos em ativos de valor é um caminho capaz de gerar ganhos ambientais, econômicos e de competitividade.

O que hoje é tratado como subproduto ou passivo ambiental — palha, vinhaça, esterco, bagaço, casca e restos de colheita — pode se converter em biofertilizantes que reduzem a dependência externa, energia renovável em forma de biogás e biometano, além de insumos para proteína animal, biomateriais e até créditos de carbono. Trata-se de um movimento silencioso, ainda fora do centro dos debates sobre soja, milho e carne, mas que carrega o potencial de ser a próxima vantagem competitiva do agronegócio brasileiro.

Entre os fatores que tornam esse cenário promissor estão a redução da vulnerabilidade com insumos importados, a diversificação das fontes de receita do produtor e a maior soberania frente às crescentes barreiras ambientais e comerciais. Esses pontos fortalecem a resiliência e ampliam o poder de negociação do Brasil em um mercado global cada vez mais fragmentado.

Com escala, conhecimento técnico e diversidade produtiva, o país reúne condições únicas para liderar essa transformação. O desafio, porém, está em decidir se o avanço será uma resposta a pressões externas ou se o Brasil assumirá, desde já, o protagonismo de monetizar o “invisível” e consolidar sua posição na bioeconomia mundial.

“O Brasil tem escala, conhecimento técnico e diversidade produtiva para liderar essa transformação. A pergunta que precisamos levar à mesa é “vamos esperar a pressão externa para avançar, ou vamos assumir o protagonismo desde já?”. Tão urgente quanto fazer essa pergunta é avançar na sua resposta”, conclui.

 





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Sul lidera avanço em recuperações judiciais no 2º tri


O Sul do Brasil registrou um dos maiores avanços proporcionais no número de empresas em recuperação judicial no 2º trimestre de 2025. Segundo o Monitor RGF da Recuperação Judicial, a região contabilizou 1.127 companhias com processos ativos, crescimento de 4,5% em relação ao trimestre anterior. O destaque ficou para o Rio Grande do Sul, que passou de 427 para 460 empresas em recuperação, aumento de 7,7%.

Na outra ponta, o Centro-Oeste mostrou estabilidade, com elevação discreta de 1,0% e total de 610 empresas em RJ, mas segue com o maior índice proporcional do país: o IRJ (Índice RGF de Recuperação Judicial) atingiu 2,75. Entre os estados, Goiás lidera com 309 processos ativos, seguido por Mato Grosso (213), enquanto Mato Grosso do Sul e Distrito Federal permanecem com 44 casos cada.

No balanço geral do trimestre, o Sudeste ainda lidera em volume absoluto, com 2.346 empresas em recuperação (+1,6%), mas é no Sul (IRJ de 2,41) e no Centro-Oeste (2,75) que a situação preocupa mais, pois a proporção frente ao total de negócios ativos supera a média nacional. Já o Nordeste registrou queda de 2,3%, com destaque para as reduções na Bahia (-15%), Ceará (-5,6%) e Paraíba (-2,9%). O Norte, por sua vez, somou 161 casos, alta de 5,2%.

“Apesar de o Sudeste ainda liderar em volume absoluto, é no Sul e no Centro-Oeste que os indicadores mais preocupam. A proporção de empresas em recuperação judicial frente ao total de negócios ativos nessas regiões é significativamente mais alta que a média nacional”, analisa Rodrigo Gallegos, sócio da RGF.

 





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o que esperar nos próximos meses?


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (16) a edição do Boletim Agroclimatológico Mensal para o trimestre de setembro, outubro e novembro de 2025. O documento detalha os efeitos da interação entre a superfície dos oceanos e a atmosfera sobre o clima no Brasil e no mundo.

De acordo com o boletim, no Brasil, fenômenos como o El Niño-Oscilação Sul (ENOS), no Oceano Pacífico Equatorial, e o gradiente térmico do Oceano Atlântico Tropical, conhecido como Dipolo do Atlântico, influenciam diretamente as condições climáticas no país. “Quando as águas do Atlântico Tropical Sul estão mais quentes e as do Atlântico Tropical Norte mais frias, há favorecimento à ocorrência de chuvas em grande parte do Norte do Brasil, condição conhecida como Dipolo Negativo”, informou o Inmet. Na situação inversa, “há redução das chuvas na região, caracterizando o Dipolo Positivo.”

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo os dados de agosto de 2025, a anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Atlântico Tropical Norte foi de 0,42 °C, enquanto no Atlântico Tropical Sul ficou em 0,06 °C, configurando condição de neutralidade do Dipolo do Atlântico. O boletim destaca que “o aquecimento observado no Atlântico Norte em relação ao mês anterior contribuiu para o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) para o norte de sua posição climatológica”, o que desfavorece a formação de chuvas ao longo da costa norte do Nordeste.

Fonte: Inmet

No Oceano Pacífico Equatorial, as anomalias médias mensais de TSM na região Niño 3.4, referência para a definição do ENOS, apresentaram valores próximos de zero nos últimos meses, reforçando a persistência das condições de neutralidade. “Os valores de desvios estão entre -0,5 °C e 0,5 °C”, ressaltou o Inmet. 

Fonte: Inmet

A análise do modelo de previsão do ENOS, realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta probabilidade de 57% de permanência das condições neutras durante o trimestre de setembro a novembro. Ainda assim, o boletim observa que “o rápido resfriamento registrado nas últimas semanas sinaliza um possível avanço para condições de La Niña nos próximos meses”.





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Mercado de boi gordo registra queda nas cotações



Exportação de carne bovina sobe 14,6% em setembro



Foto: Canva

De acordo com análise divulgada nesta terça-feira (16) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, houve queda nas cotações do boi gordo, da vaca e da novilha em São Paulo. Segundo o levantamento, “a oferta de bovinos aumentou e o escoamento da carne não acompanhou esse movimento”. A consultoria informou ainda que “algumas indústrias ficaram fora das compras, remanejando as escalas de abate com a boiada já adquirida”.

Esses fatores resultaram em menor preço pago pelos compradores, com redução de R$ 2,00 por arroba para boi gordo, vaca e novilha. Em contrapartida, a Scot Consultoria destacou que “a exportação de carne bovina teve bom desempenho, sustentando a cotação do ‘boi China’, que não mudou”.

No Pará, o dia iniciou com cotações estáveis para a região de Marabá, Redenção e Paragominas.

Na região Noroeste do Paraná, o mercado local registrou queda de R$ 2,00 por arroba para as fêmeas e de R$ 3,00 por arroba para os machos.

Em relação à exportação de carne bovina in natura, até a segunda semana de setembro o volume exportado somou 137,2 mil toneladas, com média diária de 13,7 mil toneladas. O informativo aponta aumento de 14,6% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação ano a ano.





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safra 2025/26 de milho supera média de 5 anos



Mato Grosso encerra segunda safra com recorde



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a estimativa de área colhida nos Estados Unidos para a safra 2025/26 registrou aumento de 1,53% em relação ao relatório do mês anterior, totalizando 36,44 milhões de hectares, o que representa 8,63% acima da temporada 2024/25. O Imea destacou que “no que se refere à produção norte-americana, em setembro de 2025, a estimativa está 13,10% maior que a safra 2024/25 e 15,10% acima da média das últimas cinco temporadas, totalizando 427,11 milhões de toneladas”.

O crescimento da produção nos Estados Unidos é reflexo do desempenho das lavouras, que até 14 de setembro estavam com 67,00% das áreas classificadas como boas ou excelentes, 2,00 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra anterior e 9,60 pontos percentuais superior à média dos últimos cinco anos.

O Imea ressaltou que “a colheita de milho no país segue em fase inicial e, até o dia 14/09, os trabalhos a campo alcançaram 7,00% das áreas, avanço de 3,00 pontos percentuais ante a semana anterior e 1,00 ponto percentual menor que no mesmo período da safra passada”.

De acordo com dados do 12º Levantamento da Safra de Grãos do ciclo 2024/25 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita do milho segunda safra em Mato Grosso atingiu um marco significativo, encerrando-se com elevada produtividade média estadual. O levantamento atribui o resultado à combinação das condições climáticas favoráveis com as práticas agrícolas avançadas, como o uso de sementes de alta qualidade, manejo eficiente de fertilizantes e contenção de pragas, fatores que “culminaram no recorde de produtividade e produção, beneficiando não apenas produtores locais como também o abastecimento nacional e global”.





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Resíduos de papel ganham nova vida na agricultura



A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos


A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos
A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos – Foto: Nadia Borges

Uma pesquisa inovadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA) está transformando resíduos da indústria de papel em hidrogéis à base de nanofibrilas de celulose (NFC), com aplicações práticas e sustentáveis em diversas culturas agrícolas. Segundo os pesquisadores, materiais simples como tubos de papelão podem ser convertidos em hidrogéis avançados, com alta estabilidade e eficiência graças à nanotecnologia, que aumenta a área de contato e fortalece a estrutura do gel.

A tecnologia também pode ser aplicada a outros materiais celulósicos, como cascas e serragens, ampliando as possibilidades de reaproveitamento de resíduos dessa indústria. Os testes realizados indicaram que os hidrogéis são eficazes na germinação de sementes, substituindo o ágar, e no enraizamento de mudas, em alternativa à vermiculita. Além disso, podem ser utilizados no plantio de culturas como café e eucalipto, na forma de discos ou microesferas, de acordo com a etapa de uso.

Outro benefício relevante é a capacidade de armazenamento hídrico dos hidrogéis, que chegam a absorver até 1.500% do seu peso em água. Essa característica permite a liberação gradual da água no solo, auxiliando na mitigação de efeitos de estiagens e promovendo maior resiliência das lavouras.

Além de água, os hidrogéis demonstraram potencial para retenção de nutrientes e fertilizantes, garantindo liberação controlada e reduzindo a poluição causada pelo uso indiscriminado de defensivos agrícolas. Essa inovação abre caminho para soluções mais sustentáveis, eficientes e econômicas no manejo agrícola, integrando tecnologia de ponta e economia circular.

 





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Abrapa participa de encontro internacional de pesquisadores de algodão na Argentina


Com o objetivo de desenvolver uma agenda de trabalho conjunta entre os países produtores de algodão, o ICAC International Cotton Advisory Committee, através da Rede Latino-Americana de Pesquisa e Desenvolvimento do algodão (Alida) e em parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA), realizou, de 9 a 11 de setembro, o XV Encontro Regional de Pesquisadores de algodão da América Latina e Caribe. O evento ocorreu na Estação Experimental Agropecuária de Reconquista, na Argentina, e teve a participação do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, e de representantes do setor algodoeiro de nove países incluindo Paraguai, Peru, Colômbia, Bolívia, Equador, México e Chile.

Desde 1986, o ICAC apoia a organização da Alida e promove edições do encontro a cada dois anos. Em 2025, o tema central foi “Horizontes produtivos do algodão na América Latina e Caribe”. Foram três dias de palestras e atividades voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da região, por meio da colaboração e do intercâmbio de conhecimentos entre os participantes.

O algodão na América Latina

O cultivo de algodão na América Latina é uma prática tradicional da região, que impulsiona a economia e conecta comunidades as suas culturas ancestrais.

O Brasil, que é líder regional de produção, nos últimos anos se tornou uma referência atual em termos de rastreabilidade, de sustentabilidade e qualidade. A Argentina e o Paraguai são outros grandes produtores do continente, que tendem a ampliar a área plantada com a pluma nos próximos anos. O Peru ganhou notoriedade durante o encontro pelo cultivo do algodão Pima, que apesar de ser produzido em pequena quantidade, tem um alto valor agregado e conquistou mercados internacionais de nicho.

Nos demais países, como o Equador e a Bolívia, a cotonicultura é desenvolvida por comunidades indígenas e pequenos agricultores, não tendo grandes produções voltadas à exportação, mas ao uso tradicional e consumo interno, portanto não tendem ao aumento expressivo da produção.

Apesar das diferenças, os países participantes enfrentam problemas em comum, como a estagnação da demanda mundial a falta de tecnologias disponíveis para a melhoria da qualidade e o controle de pragas. Fatores que também foram pautas do evento por elevarem os custos de produção e diminuírem a margem de lucro dos produtores.

Organização e valor agregado do algodão brasileiro

Na primeira apresentação, detalhou o modelo associativo da Abrapa, que reúne 11 associações estaduais responsáveis por 99% da produção nacional de algodão. “Enquanto associação, a Abrapa assume o papel de elevar os padrões da cadeia produtiva brasileira, oferecendo às filiadas programas de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade. Esses três pilares, em conjunto, ajudaram o país a alcançar o patamar de maior exportador global de algodão”, destacou.

Na segunda fala, o diretor apresentou os avanços em rastreabilidade, qualidade da fibra e comercialização da pluma brasileira. Ele explicou que os programas da Abrapa garantem transparência sobre a origem e a qualidade do algodão, desde a fazenda até o consumidor final.

Segundo Portocarrero, “ao longo dos anos, o sistema de rastreabilidade foi ampliado com informações socioambientais, sistemas de georreferenciamento e certificações”. Ele também mencionou o movimento Sou de Algodão e o programa Cotton Brazil, ressaltando a importância de cada iniciativa na promoção da fibra brasileira. “Em 2016, nasceu o movimento Sou de Algodão, que fortaleceu o mercado interno e uniu milhares de marcas em prol da fibra natural e sustentável. Para ampliar a presença internacional, especialmente na Ásia, o programa Cotton Brazil foi fundamental para consolidar o país na liderança das exportações globais”, afirmou.

Portocarrero reforçou ainda que o grande objetivo atual da Abrapa é assegurar excelência e padronização da qualidade da pluma brasileira, de modo a fidelizar clientes e expandir mercados.

Bandeira global

Além da produção, beneficiamento e comercialização da fibra, o encontro abordou o combate ao avanço das fibras sintéticas em detrimento das naturais no setor têxtil. Houve consenso sobre a necessidade de ações conjuntas, inclusive com produtores australianos e americanos, para conscientizar sobre os impactos ambientais e à saúde dos derivados de petróleo.

Resultados do encontro

O encontro promovido pelo ICAC, INTA e Alida reuniu pesquisadores e técnicos da cadeia do algodão latino-americano para trocar experiências e gerar conhecimentos que contribuam para o crescimento sustentável da produção e da área cultivada na região, além de abrir novas oportunidades de desenvolvimento.





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Oferta limitada eleva preço do feijão em setembro



Oferta restrita e clima elevam preços do feijão, safra 2024/25 deve recuar


Foto: Canva

A segunda semana de setembro foi marcada por valorizações no mercado de feijão. Segundo pesquisadores do Cepea, para o tipo carioca de melhor qualidade, a oferta bastante limitada nas principais regiões produtoras manteve os preços em alta.

Além disso, a combinação de clima adverso, de colheita finalizada em importantes regiões e de estratégias de armazenamento reforçaram o movimento de avanço dos preços deste feijão. Quanto ao grão preto, o mercado apresenta sinais de recuperação, ainda que os valores permaneçam abaixo das médias históricas. Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte aos preços vem da retomada pontual da demanda. 

No campo, dados divulgados pela Conab no dia 11 apontam que a safra 2024/25 nacional de feijão deve somar 3,07 milhões de toneladas, recuo de 3,9% em relação ao ciclo anterior. Esse é o resultado da queda de 5,6% na área cultivada e do ganho parcial de 1,8% na produtividade. 





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