quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Algodão inicia outubro em queda e atinge menor preço em dois anos



Entre os principais vetores da queda está a baixa paridade de exportação



Foto: Pixabay

Os preços do algodão em pluma abriram outubro em forte retração, segundo o Cepea. No dia 3, a cotação doméstica atingiu o menor patamar em mais de dois anos, influenciada por fatores internacionais e domésticos. Entre os principais vetores da queda está a baixa paridade de exportação, que recuou ao menor valor nominal desde dezembro de 2020. A desvalorização do dólar frente ao real agrava a competitividade externa da pluma brasileira, pressionando o mercado interno.

Além disso, os estoques globais elevados contribuem para um cenário de oferta abundante. No Brasil, a colheita recorde da última safra começa a ser comercializada com mais intensidade no spot, aumentando a disponibilidade e impactando as cotações.

Diante desse contexto, parte dos vendedores opta por reduzir os preços para viabilizar negócios, fazer caixa ou liquidar estoques específicos. Ainda assim, a demanda permanece contida, refletindo cautela na reposição por parte das indústrias.

A combinação de oferta elevada, baixa atratividade exportadora e consumo interno retraído cria um ambiente desafiador para o setor algodoeiro. Os próximos movimentos dependerão da recuperação do dólar e do apetite da indústria nacional. Com a proximidade do período de planejamento da nova safra, o comportamento dos preços nas próximas semanas será decisivo para as decisões de plantio e comercialização do ciclo 2025/26.





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Produção de citros cresce 17,2% em Minas Gerais


A cadeia produtiva de citros segue em expansão em Minas Gerais, mesmo diante de um cenário de desafios para o setor no mundo. Dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apontam que, entre janeiro e agosto de 2025, a produção total alcançou 1,48 milhão de toneladas, crescimento de 17,2% em relação ao mesmo período de 2024. A produtividade média estadual foi de 24,37 toneladas por hectare, em uma área de 85.198,45 hectares cultivados.

A laranja continua como principal cultura da citricultura estadual. De acordo com o levantamento, responde por 90,3% da produção, somando 1,13 milhão de toneladas no período, com aumento de 21% na comparação anual.

O controle sanitário das lavouras tem sido uma das frentes de atuação do Instituto Mineiro de Agropecuária, que acompanha os pomares desde os primeiros registros da doença no Estado, há cerca de duas décadas. Em 2024, foram monitoradas 409 plantações, emitidas 773 autorizações para entrada de mudas e realizadas 1.742 fiscalizações em propriedades rurais. A instituição também mantém o programa Viva Citros, voltado à educação e prevenção.

Os municípios de Comendador Gomes e Prata lideram a produção de laranja. Entre janeiro e agosto de 2025, as exportações somaram 11,1 toneladas, com receita de US$ 32 mil.

A tangerina ocupa a segunda posição no ranking, com volume de 243,4 mil toneladas, o que representa 9,3% do total produzido no Estado. O aumento foi de 5,2% no período. Belo Vale responde por 14,1% da produção, seguida de Campanha (13,5%) e Brumadinho (9,7%).

O limão aparece em terceiro lugar, com 100,7 mil toneladas produzidas no acumulado de janeiro a agosto de 2025, alta de 9% frente ao mesmo período de 2024. Jaíba concentra 47% da produção estadual, enquanto Matias Cardoso responde por 15,9%. As exportações somaram 1,5 mil toneladas, com receita de US$ 1,2 milhão.





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Clima instável causa preocupação nos cafeicultores



O clima, mais uma vez, adiciona incertezas à cadeia cafeeira



Foto: Divulgação

As lavouras de café arábica tiveram uma boa floração após as chuvas que caíram no Sudeste do Brasil a partir de 20 de setembro. A informação é do Cepea, que aponta esse evento como importante para a retomada da produtividade na safra 2026/27. Contudo, o cenário climático segue instável. O calor excessivo e a irregularidade das chuvas colocam em risco o pegamento das flores, etapa essencial para garantir uma carga frutífera robusta no próximo ciclo.

O clima, mais uma vez, adiciona incertezas à cadeia cafeeira, que busca se recuperar após sucessivos anos marcados por quebras de safra. Caso as floradas não se consolidem, o potencial produtivo da temporada 2026/27 pode ser comprometido. Frente à instabilidade, muitos produtores optam por segurar a comercialização. Com caixa equilibrado, aguardam melhores oportunidades de preço, evitando negociar neste momento de volatilidade.

A postura mais cautelosa reduz o volume de negócios no mercado físico, o que, por sua vez, contribui para certa sustentação nas cotações, apesar das incertezas climáticas.

O setor acompanha com atenção os próximos 30 dias, período decisivo para o pegamento das floradas. Se as chuvas não se regularizarem, os impactos podem ser sentidos já no planejamento de médio prazo da cafeicultura brasileira.





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Brasil e Índia avançam em diálogo comercial bilateral


Representantes dos governos do Brasil e da Índia se reuniram em Nova Délhi, na terça-feira (7), para a 7ª Reunião do Mecanismo de Monitoramento do Comércio Bilateral Índia-Brasil (TMM). O objetivo foi aprofundar o diálogo e o comércio como trocas comerciais entre os dois países.

A delegação brasileira foi liderada pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, e contou com representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Embaixada do Brasil em Nova Délhi. O lado indiano foi chefiado pelo secretário de Comércio, Rajesh Agrawl, com a presença de representantes de diferentes órgãos do governo.

O encontro serviu para debater a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial MERCOSUL-Índia, firmado em 2004, que abrange especificações comerciais para um número restrito de produtos. A avaliação levou à aprovação, pelo Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior, da renovação do mandato para negociações de ampliação. A reunião também antecedeu a visita do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin à Índia, prevista para este mês de outubro.

Foram abordados temas relacionados ao certificado de origem eletrônico, barreiras comerciais para produtos como calçados, feijão e erva-mate, investimentos, propriedade intelectual e cooperação em áreas como energia e assuntos financeiros. Também foram tratadas questões multilaterais ligadas à reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), ao comércio internacional na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP-30) e à atuação conjunta nos BRICS.

Criado em 2008, o mecanismo tem a função de dar tratamento ágil a questões específicas do comércio bilateral, buscando remover barreiras e diversificar o fluxo comercial.

A 6ª reunião do mecanismo foi realizada em outubro de 2023, em Brasília.

A Índia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia e apresenta potencial para expansão e fortalecimento dessa relação. Em 2024, o fluxo comercial entre os dois países somava 12,1 bilhões de dólares.





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Solo ácido? Saiba identificar os sinais e corrigir



Corrigindo o pH do solo, ela ativa os nutrientes


 Corrigindo o pH do solo, ela ativa os nutrientes
Corrigindo o pH do solo, ela ativa os nutrientes – Foto: Nadia Borges

O solo pode estar dando sinais claros de que precisa de atenção. Segundo informações da calcário Milenium, sintomas como baixo crescimento das plantas, adubação sem efeito, pasto amarelado e raízes curtas indicam acidez e solo mal corrigido, um dos principais gargalos da produtividade agrícola. Reconhecer esses sinais é essencial para tomar decisões corretas e evitar perdas na lavoura ou pastagem.

A calagem surge como a base de qualquer estratégia de manejo. Corrigindo o pH do solo, ela ativa os nutrientes, melhora a absorção de cálcio e magnésio e fortalece o desenvolvimento das raízes. Com isso, plantas e pastagens ganham vigor, aumentando a produtividade e a qualidade da produção. Ignorar a necessidade de calagem pode comprometer todo o investimento em adubação e manejo agrícola.

Entre os sintomas mais perceptíveis estão o crescimento travado das plantas, mesmo com a aplicação de adubos, e a falta de resposta à adubação, sinal de bloqueio nutricional causado pelo solo ácido. Pastagens amareladas, sem vigor ou com folhas finas também podem indicar deficiência de cálcio e magnésio, nutrientes fundamentais para o desenvolvimento vegetal e a resistência a estresses climáticos.

Além disso, a acidez do solo prejudica o aprofundamento das raízes, reduzindo a formação de palhada e a cobertura vegetal, que são vitais para proteger o solo da erosão, conservar a umidade e garantir a fertilidade ao longo do tempo. Observar esses sinais e realizar a calagem corretamente é fundamental para transformar um solo fraco em um solo produtivo e sustentável. As informações foram publicadas no LinkedIn.

 





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Melhoramento genético eleva produtividade do milho


A produção de grãos no Brasil deve alcançar 333,3 milhões de toneladas em 2025, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, com crescimento de 13,9% em relação a 2024. O milho se destaca nesse cenário, liderando tanto em volume quanto em produtividade, especialmente na segunda safra, e consolidando-se como protagonista do agro nacional. A genética avançada tem papel decisivo nesse desempenho, garantindo estabilidade e eficiência nas lavouras.

Por trás de cada híbrido existe um processo complexo que vai dos laboratórios de pesquisa genética até os campos de ensaio. Pesquisadores analisam o genoma do milho em busca de características como produtividade, resistência a doenças e tolerância a seca e calor. Linhagens complementares são cruzadas e avaliadas em diferentes solos e climas do país, até que se obtenha um híbrido confiável, adaptado e produtivo.

“A base de tudo está no DNA da planta e na interação do genótipo com o ambiente. Pesquisadores analisam o genoma do milho em busca de características como produtividade, resistência a doenças, tolerância à seca e ao calor. Com um dos bancos genéticos mais robustos do setor, nós exploramos a diversidade presente em milhares de linhagens para desenvolver híbridos superiores, adaptados às mais diversas condições do campo brasileiro”, explica Cristian Rafael Brzezinski, Global Corn Research Manager da GDM, empresa líder global no melhoramento genético de sementes.

A biotecnologia adiciona novas camadas a esse processo, com eventos transgênicos, como o gene Bt para proteção contra pragas, e técnicas de edição gênica como CRISPR-Cas9, que permitem ajustes precisos no DNA da própria planta, acelerando o desenvolvimento de híbridos mais resistentes sem inserir genes externos. Cada semente passa por testes rigorosos de Valor de Cultivo e Uso (VCU) para comprovar sanidade, estabilidade e produtividade antes de chegar ao agricultor.

“Antes de chegar ao mercado, cada novo híbrido desenvolvido pela GDM passa por grande rede de testes em condições de manejo semelhantes ao dos agricultores e ensaios de Valor de Cultivo e Uso (VCU), exigidos pelo Ministério da Agricultura, que atestam produtividade, sanidade e estabilidade em todas as regiões edafoclimáticas recomendadas. Somente após essa validação científica e regulatória é que a produção comercial começa garantindo ao agricultor uma semente de alta performance, pronta para entregar resultado”, conta Andre Gradowski de Figueiredo, Development Corn Manager da GDM.

 





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Safra de trigo deve cair 6,5% no Brasil


A produção de trigo no Brasil para a safra 2024/25 apresenta reduções significativas em alguns estados, enquanto outros registram crescimento, conforme levantamento realizado pela TF Agroeconômica. Os dados obtidos são fundamentais para o mercado brasileiro, pois orientam decisões estratégicas de importação e exportação, influenciando preços e planejamento da cadeia produtiva. A análise detalhada por estado mostra um cenário misto, refletindo diferenças climáticas, manejo agrícola e histórico de produtividade.

No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a expectativa de colheita caiu 18,24% em relação à safra anterior, passando de 3,91 milhões de toneladas para cerca de 3,2 milhões. Santa Catarina também deve registrar queda, de 460,7 mil toneladas para 374,5 mil, recuo de 18,71%. Estados do Centro-Oeste, como Goiás e Bahia, enfrentam perdas ainda mais expressivas, de 25,4% e 34,21%, respectivamente, impactando diretamente o fornecimento regional e a necessidade de ajustes nas estratégias de comercialização.

Por outro lado, Mato Grosso do Sul deve apresentar crescimento significativo de 88,19%, passando de 44,9 mil toneladas para 84,5 mil, impulsionado por condições climáticas favoráveis e incremento no investimento em tecnologia agrícola. Paraná e Distrito Federal também registram evolução positiva, com aumento de 12,78% e 15,62%, respectivamente, enquanto Minas Gerais tem um incremento mais modesto, de 4,37%. No total, a produção nacional de trigo deve atingir 7,38 milhões de toneladas, representando queda de 6,48% em relação à safra 2023/24, que alcançou 7,88 milhões. 

 





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Silício pode proteger milho RR do glifosato



Estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema


Estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema
Estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema – Foto: Pixabay

A Universidade de Rio Verde (UniRV) iniciou um projeto de iniciação científica voltado ao estudo do uso de Silício na redução dos danos causados pelo herbicida glifosato em plantas de milho RR, conforme explica Renan Souza Silva, Doutor em Fisiologia Vegetal. O objetivo é compreender como o Silício pode atenuar os efeitos fitotóxicos do herbicida, contribuindo para um melhor desempenho fisiológico das plantas e maior produtividade.

O estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema, como o Trabalho de Conclusão de Curso da aluna Emanuelle Stoco, do IF Goiano, que apresentou resultados promissores na mitigação dos efeitos do glifosato em algodão RR Flex por meio do uso de um mix de aminoácidos. Essas investigações reforçam a importância de compreender as interações entre herbicidas e fisiologia vegetal, evidenciando o potencial do silício como aliado na proteção das culturas.

Além de gerar conhecimento fundamental, a pesquisa busca subsidiar práticas de manejo de plantas daninhas mais eficientes, seguras e sustentáveis, alinhadas às necessidades da agricultura moderna. Espera-se que os resultados orientem estratégias que aumentem a tolerância das plantas a estresses químicos, favorecendo produtividade e sustentabilidade no campo.

A UniRV também destaca o interesse em parcerias com outras instituições para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas, promovendo intercâmbio de conhecimento e formação científica na área de fisiologia vegetal e manejo químico de culturas agrícolas, fortalecendo a inovação e o avanço científico no setor.

 





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Estoques certificados em queda impulsionam preços do café



Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026


Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026
Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026 – Foto: Sheila Flores

O mercado de café encerrou a primeira semana de outubro com um tom positivo, impulsionado pelas expectativas em torno da florada no Brasil e pela redução nos estoques certificados de café arábica. Apesar da movimentação limitada no volume de negócios, devido à participação de parte dos players no 16º Coffee Forum and Dinner, realizado nos dias 2 e 3 de outubro em Basel, os preços futuros mostraram valorização tanto em Nova Iorque quanto em Londres. O cenário climático no Brasil e as incertezas sobre tarifas de exportação seguem como fatores centrais que definem o comportamento do mercado.

Segundo a StoneX, o contrato mais ativo de café arábica em Nova Iorque avançou 3,4%, ou 1.270 pontos, encerrando a sexta-feira cotado a US¢ 390,75 por libra-peso. Em Londres, o contrato com vencimento em novembro registrou alta de 7,8%, fechando a semana a 4.527 dólares por tonelada. 

Analistas destacam que, embora o clima favorável ao início da florada seja um ponto positivo, as incertezas relacionadas às tarifas comerciais e à disponibilidade de café de qualidade certificada podem limitar os ganhos de curto prazo. O mercado também tem observado um comportamento mais contido de parte dos investidores, que se dividem entre operações de hedge e especulação, aguardando sinais mais claros sobre o volume de produção e exportação no país.

Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026, e pequenas variações climáticas podem afetar diretamente a produtividade e a qualidade do grão. O acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e das políticas de comércio internacional será determinante para os preços nos próximos meses, à medida que o mercado busca equilíbrio entre oferta e demanda em um cenário global ainda sensível a mudanças nas exportações e nos estoques.

 





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Instituto de Zootecnia lança nova tecnologia no 1º encontro de…


O exame que permite a seleção de búfalos para maior rendimento de queijo começa a ser oferecido pelo Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, e deve melhorar a produtividade da muçarela.

Estudo desenvolvido pelo Instituto avaliou o gene responsável pela produção da proteína kappa-caseína, possibilitando o desenvolvimento de nova tecnologia que deve impulsionar o setor. A pesquisa analisou 600 bubalinos pertencentes a criadores associados à Associação Brasileira de Criadores de Búfalo (ABCB) localizados em diferentes cidades do Estado de São Paulo. “Nós desenvolvemos e padronizamos metodologia para genotipar o gene CSN3 da caseína cujo alelo B está associado a maior rendimento de queijo. Ou seja, o leite dos animais que têm esse alelo vão produzir maior quantidade de queijo”, comenta o pesquisador do IZ Anibal Vercesi Filho, orientador da pesquisa.

Produtores que participaram da pesquisa receberam os primeiros laudos durante o 1º Encontro de Bubalinocultura do IZ e comemoraram a conquista. Caio Rossato foi um dos que obteve os resultados dos exames durante o evento, que aconteceu em Nova Odessa, no último dia 10. “Nossa expectativa é usar esses resultados para aumentar a produtividade do rebanho e diminuir os custos de produção”, diz o produtor.

O legítimo queijo muçarela é confeccionado com leite 100% de búfala, tem sabor, textura e aroma específico e agradável, e tem maior valor nutricional e comercial, quando comparado ao queijo tipo muçarela de vaca. Há alguns anos, o IZ também desenvolveu o teste que possibilita a certificação do leite 100% búfalas,  garantindo segurança alimentar para os consumidores e maior retorno econômico para a cadeia do leite bubalino. Agora o novo exame de kappa-caseína vai propiciar maior rendimento do queijo, impulsionando ainda mais o setor.

A abertura do evento, que reuniu estudantes, pesquisadores técnicos e produtores, contou com as presenças do coordenador do IZ, Enilson Ribeiro, e do diretor da ABCB, Simon Fernandes Riess. Dando ínicio à programação, o pesquisador Nélcio Antonio Tonizza de Carvalho falou sobre o rebanho do IZ, trazendo atualizações sobre manejo com ênfase em reprodução. Na sequência, o pesquisador Rodrigo Giglioti abordou as análises feitas no IZ que garantem o Selo de Pureza do leite de búfalas.

Flávia Fernanda Carneiro Santana, que realizou a pesquisa com a kappa-caseína durante o mestrado, comentou sobre o trabalho e como foi desenvolvida a metodologia, e Vercesi discutiu projetos futuros, salientando a importância de buscar marcadores genéticos associados a produtividade, eficiência e saúde. Um destes projetos, em parceria com a Unesp de Botucatu, objetiva buscar marcadores associados a Eficiência Alimentar de Búfalos tanto para produção de carne quanto de leite.

Finalizando o evento, uma mesa redonda proporcionou o contato direto entre os produtores, pesquisadores e alunos, trazendo à tona a discussão dos principais desafios do setor e possíveis soluções, contribuindo para o crescimento de todos e avanços na bubalinocultura de leite.

Renato Amaral, técnico da ABCB, prestigiou o evento. Para ele os  trabalhos do IZ são fundamentais para o crescimento da cadeia produtiva de bubalinos. “A gente traz as demandas do produtor, o IZ desenvolve tecnologias para resolver os desafios e levamos as tecnologias para o produtor, gerando desenvolvimento tecnológico e produtivo para cadeia”, enfatiza.





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