quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Milho segue em baixa liquidez


O mercado de milho gaúcho segue com baixa liquidez e poucas negociações, restritas a pequenos consumidores locais, como granjas e criadores, segundo informações da TF Agroeconômica. “O abastecimento estadual ainda depende da entrada de grãos de outros estados e do Paraguai, já que a oferta interna permanece limitada. As indicações de compra variam entre R$ 67,00 e R$ 70,00/saca, enquanto as pedidas se mantêm firmes entre R$ 70,00 e R$ 72,00/saca. No porto, o preço futuro para fevereiro/26 está em R$ 69,00/saca”, comenta.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado e preços mantêm resistência nas cooperativas. “Produtores continuam firmes em solicitações próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias limitam suas propostas a R$ 70,00/saca, o que mantém o mercado praticamente parado. No Planalto Norte, os negócios seguem pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços significativos”, completa.

Mercado paralisado e preços estáveis refletem falta de estímulo apesar de ótima semeadura no Paraná. “O mercado de milho no Paraná segue com liquidez reduzida e negociações travadas, reflexo da distância entre pedidas e ofertas. Produtores mantêm solicitações próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias limitam propostas a R$ 70,00 CIF, o que impede novos avanços nos negócios. Mesmo com ampla oferta de grãos, o mercado spot permanece praticamente parado”, indica.

No Mato Grosso do Sul, o mercado travado contrasta com a expansão do etanol e da bioenergia. “As cotações seguem entre R$ 48,00 e R$ 52,00/saca, com Dourados mantendo as maiores referências. Mesmo diante de pequenos ajustes, produtores resistem em aceitar preços menores, enquanto a demanda exportadora segue enfraquecida”, conclui.

 





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Instabilidade global do trigo impulsiona discussões no Congresso Brasileiro do Trigo 2025



Volatilidade no mercado internacional e riscos climáticos agravaram cenário global



Foto: Pixabay

O ano de 2025 já começou sob alerta para a cadeia produtiva do trigo. Com elevação nos custos de produção e riscos de quebras em importantes regiões produtoras mundiais, o setor enfrentou um ambiente de incertezas, que impactou desde o campo até a indústria de moagem e panificação.

Durante o principal evento do setor no Brasil, o Congresso Brasileiro do Trigo, realizado em meio a esse cenário instável, os debates se concentraram no fortalecimento da triticultura nacional frente às novas exigências do mercado internacional e às mudanças climáticas. A programação abordou oportunidades de negócio, mudanças no perfil do consumo e os obstáculos enfrentados pelo setor nos últimos ciclos.

Discussões técnicas e mercado em pauta

A edição contou com workshops técnicos direcionados aos profissionais da cadeia tritícola, promovendo discussões sobre qualidade, produtividade e inovação. Além das palestras, o evento funcionou como espaço estratégico de networking, reunindo representantes da indústria, pesquisadores e produtores rurais, fomentando parcerias e negócios em um momento crítico para o setor.

Durante os três dias de programação, especialistas abordaram as perspectivas do comércio mundial do cereal e alternativas para ampliar a competitividade brasileira. A influência crescente das mudanças climáticas sobre a produção e o impacto direto na rentabilidade dos produtores foram temas recorrentes nas discussões.

Impacto para o agro e próximos passos

Com os desafios impostos pelo cenário internacional — como a oscilação dos preços do trigo em bolsas globais e a pressão por sustentabilidade —, o Congresso representou uma tentativa do setor de alinhar estratégias que preservem sua competitividade e sustentabilidade. As conclusões apontaram para a necessidade de inovação, diversificação de mercados e políticas públicas mais eficazes de apoio à produção nacional.

A expectativa é de que os encaminhamentos do evento auxiliem na formulação de ações coordenadas entre os elos da cadeia tritícola, contribuindo para a resiliência do setor nos próximos ciclos agrícolas.





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Trigo tem pouca liquidez no Sul do País


A colheita de trigo avança de forma desigual no Sul do Brasil, com destaque para o Rio Grande do Sul e o Paraná, enquanto Santa Catarina praticamente não iniciou os trabalhos. Segundo informações da TF Agroeconômica, moinhos e exportadores seguem cautelosos, e o mercado interno mostra pouca liquidez diante da valorização do real e da ausência de negócios relevantes.

No Rio Grande do Sul, cerca de 4% das áreas foram colhidas, mas os maiores volumes devem surgir a partir da próxima semana. Mesmo com interesse de moinhos de fora do estado, não houve fechamento de contratos, já que o produto ainda não está disponível nas regiões de maior procura. Os preços ofertados giram em torno de R$ 1.000,00 por tonelada no interior, enquanto vendedores pedem entre R$ 1.050,00 e R$ 1.100,00. No Porto de Rio Grande, o trigo de 12% de proteína foi cotado a R$ 1.170,00 sobre rodas.

Em Santa Catarina, o cenário é de paralisação total. A colheita ainda não começou, e produtores permanecem à espera para definir preços, o que, segundo a TF Agroeconômica, é um erro recorrente. A consultoria alerta que o momento da colheita costuma ter os piores preços do ano e lembra que o mercado futuro permitiria fixar valores mais lucrativos antecipadamente. No estado, os preços pagos aos produtores variam entre R$ 61,00 e R$ 66,00 por saca, dependendo da região.

Já no Paraná, o trigo argentino recuperou parte das perdas recentes, voltando a cotar US$ 205/t para dezembro. No mercado interno, as compras seguem em torno de R$ 1.250 CIF moinhos nos Campos Gerais e Curitiba, com negócios pontuais. No Sudoeste, as vendas ocorrem a R$ 1.230 FOB, enquanto no Norte os preços, entre R$ 1.100 e R$ 1.120, desanimam produtores. A média estadual recuou 0,95% na semana, para R$ 64,32 por saca, ampliando o prejuízo dos triticultores, já que o custo de produção estimado pelo Deral é de R$ 74,63.

 





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Portos RS apresenta propostas para o futuro do porto da capital do Estado


Na quarta-feira (22/10), Porto Alegre recebeu o evento Porto em Movimento, promovido pela Portos RS, com o objetivo de apresentar e debater as ações de manutenção da hidrovia e os projetos de desenvolvimento para o porto da capital do Estado. O evento contou com a presença de representantes da Portos RS, como o presidente Cristiano Klinger, o diretor de Relações Institucionais, Sandro Oliveira, o diretor de Operações, Bruno Almeida, e o gerente de Estratégia Operacional, Matheus Evangelho. Também foram ao encontro operadores e portuários que acompanharam a apresentação das propostas.

Klinger realizou a abertura do encontro, destacando o impacto das futuras obras e ações no porto, bem como o compromisso da Portos RS com o desenvolvimento sustentável. Ele também enfatizou a necessidade de adaptação às novas demandas do mercado e aos desafios das questões climáticas.

O presidente ressaltou a importância do projeto em andamento para o fortalecimento da infraestrutura e a promoção de novas movimentações no porto. Segundo Klinger, a meta é não apenas melhorar a movimentação das cargas já existentes, mas também atrair novas cargas, aproveitando ao máximo o potencial da hidrovia. 

Expansão e investimentos planejados para o porto 

“A execução dessas obras é essencial para garantir a continuidade e a expansão do porto. Não estamos falando de uma obra qualquer, mas de uma estratégia voltada para o desenvolvimento do complexo portuário, com foco na construção de uma operação mais eficiente e sustentável. Com isso, buscamos não só a modernização operacional, mas também uma maior integração e competitividade do porto da capital do Rio Grande do Sul no cenário internacional”, afirmou Klinger.

O evento contou com a apresentação de Evangelho sobre os investimentos planejados para o porto, que incluem ações de modernização e aprimoramento da eficiência operacional. Em seguida, foi apresentado o estudo elaborado pela empresa EC Projetos, contratada pela Portos RS para desenvolver análises de viabilidade técnica, econômica e ambiental. O estudo, ainda em andamento, apresenta cenários para a modernização do porto, com foco em tornar a operação mais eficiente, competitiva e adaptada aos desafios ambientais atuais e futuros.

O encontro também foi uma oportunidade para um diálogo aberto e construtivo, no qual os participantes puderam debater os cenários propostos, sugerir ajustes e alinhar expectativas, reforçando o compromisso com um futuro sustentável para o porto.

A Portos RS continua focada na melhoria da infraestrutura portuária, buscando soluções inovadoras e eficientes para garantir que o Porto de Porto Alegre se destaque cada vez mais como um dos principais centros de movimentação de cargas do Brasil.

 





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Trigo, soja e milho operam com leves ajustes nos mercados globais



No mercado de soja, os preços registram ajustes positivos


No mercado de soja, os preços registram ajustes positivos
No mercado de soja, os preços registram ajustes positivos – Foto: USDA

O trigo segue em leve alta nos mercados internacionais, impulsionado pela proteção de investidores frente à crescente competitividade dos grãos americanos, embora a valorização do dólar e a abundante oferta global limitem novas altas. Segundo a TF Agroeconômica, a colheita no Hemisfério Sul já começou, e fontes privadas apontam que a Argélia adquiriu 600 mil toneladas no último leilão, superando expectativas, com fornecimento vindo principalmente da Romênia, Bulgária e Ucrânia.

No mercado de soja, os preços registram ajustes positivos em Chicago, com destaque para o retorno da China às compras da América do Sul. A TF Agroeconômica indica que compradores chineses adquiriram soja brasileira e argentina para os próximos meses, reativando expectativas sobre um possível acordo comercial. Enquanto isso, condições climáticas secas no Brasil central e chuvas abundantes na Argentina impactam o andamento da colheita, e a ABIOVE elevou a estimativa de produção nacional para 178,5 milhões de toneladas.

O milho também opera em leve alta, sustentado pela escassez de vendas dos agricultores e pela forte valorização do petróleo. Conforme a TF Agroeconômica, o clima predominantemente seco no Centro-Oeste e a expectativa de uma colheita recorde limitam ganhos expressivos, apesar da demanda firme por ração. Os preços no Brasil acompanham as oscilações do mercado internacional, com leve variação diária nos valores da B3 e do CEPEA.

Em resumo, a combinação de fatores climáticos, negociações internacionais e comportamento dos produtores mantém os mercados agrícolas em ajustes moderados, enquanto operadores observam indicadores de oferta e demanda em constante evolução.

 





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IA revoluciona a indústria do trigo no Brasil



O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias


O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias independentes
O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias independentes – Foto: Agrolink

O uso de inteligência artificial (IA) e automação tem transformado a indústria do trigo no Brasil, destacou a TF Agroeconômica durante o 32º Congresso Internacional da Indústria do trigo, promovido pela Abitrigo no Rio de Janeiro. No painel “Do dado ao valor: IA e automação inovando a indústria do trigo”, especialistas discutiram como dados e tecnologia aumentam eficiência, reduzem perdas e permitem compreender melhor o comportamento do consumidor.

Edson Palorca mostrou aplicações práticas da IA na indústria 4.0, como sistemas automatizados de carregamento, ensacadeiras precisas e sensores de selagem, que trazem ganhos concretos para as plantas fabris. “Hoje já vemos sistemas de carregamento a granel automatizados, aplicação precisa de sacos em ensacadeiras e o uso de sensores para garantir a selagem correta das embalagens. Tudo isso representa ganhos concretos para a indústria”, destacou o o gerente de vendas da Haver & Boecker Latinoamericana.

Érica Briones alertou que a tecnologia vai além do modismo, podendo otimizar vendas, logística e precificação, ampliando a competitividade do setor. “A inteligência artificial é hype, bolha e realidade ao mesmo tempo. Mas, acima de tudo, é uma ferramenta poderosa para ampliar a inteligência humana e criar diferenciais de mercado. A transformação começa nos dados que já temos e nos processos que já estão prontos para evoluir”, explicou a product and strategy advisor na Inovação Ninja.

O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias independentes, com mais de 70 mil estabelecimentos e faturamento anual de USD 5,12 bilhões. Preços de trigo acompanham cotações internacionais e o país reúne condições de autossuficiência, representando oportunidade estratégica para segurança alimentar e descarbonização.

 





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Rastreabilidade garante origem e qualidade dos alimentos


 A rastreabilidade de alimentos ganhou papel estratégico no agronegócio brasileiro e, segundo Fernando Andrei Baccarin, presidente da Abrarastro, representa “um pacto de transparência entre todos os elos da cadeia produtiva”. Em uso crescente nos últimos anos, a ferramenta integra tecnologia, gestão e sustentabilidade para garantir origem, qualidade e segurança dos alimentos.

Como funciona

De acordo com Baccarin, “a rastreabilidade foi desenvolvida para transformar o conceito em uma estrutura de gestão integrada”. O sistema vai além de um simples “registro documental”: conecta campo, indústria, distribuição e varejo em um único ecossistema digital, garantindo transparência, segurança e confiabilidade dos dados ao longo de toda a cadeia produtiva.

A plataforma é composta por três camadas principais:

Coleta de dados na origem — o produtor ou cooperativa insere informações sobre plantio, insumos, colheita e transporte por meio de aplicativo ou painel web.

Processamento e validação — os dados passam por filtros automáticos de consistência e são cruzados com bases oficiais (como notas fiscais eletrônicas, lotes e datas).

Consulta e rastreamento — no ponto de venda ou no mercado externo, o consumidor final pode ler o QR Code e visualizar a linha do tempo completa do produto, “desde a propriedade até a gôndola”. Fiscais também podem acessar as informações para análises químicas ou auditorias.

A tecnologia utiliza banco de dados criptografado e operações via blockchain, o que garante que cada registro seja “imutável e auditável”. Também incorpora IoT (Internet das Coisas), com sensores de temperatura e umidade, além de dashboards interativos com gráficos e indicadores de gestão.

Para o produtor, a ferramenta funciona como um “caderno de campo digital inteligente”, acessível por aplicativo, painel web ou até mesmo via WhatsApp. Baccarin lembra que a exigência normativa conjunta do Ministério da Agricultura e da Anvisa, de 2 de fevereiro de 2018, requer o arquivamento das informações por 18 a 24 meses.

Para distribuidores e varejistas, o sistema assegura controle de qualidade e pode ser utilizado como ferramenta de marketing, destacando a origem segura, as boas práticas e a sustentabilidade. “A segurança alimentar e a sustentabilidade acabam caminhando juntas”, afirma o presidente da Abrarastro.

Benefícios da rastreabilidade 

Transparência ampliada — o uso de QR Codes permite transmitir mais informações sem sobrecarregar rótulos e embalagens.

Competitividade — “os dados coletados alimentam indicadores de desempenho; ajudam a reduzir perdas, otimizar o tempo de colheita e validade, melhorando margens e diminuindo riscos”.

Sustentabilidade — integração com módulos de inventário de emissões, códigos GRI e ODS, úteis a empresas que atuam com mercado de carbono ou selos de neutralidade.

Veracidade e governança — a plataforma é totalmente auditável, com trilhas de verificação que impedem alterações posteriores. “Cada informação inserida representa um compromisso com a verdade; qualquer dado incorreto compromete toda a credibilidade do sistema”, ressalta.

O setor agroalimentar já reconhece que a rastreabilidade deixou de ser uma mera obrigação regulatória para se tornar parte essencial da gestão moderna. Conforme Baccarin, “o agronegócio precisa responder com dados reais sobre a origem, os processos produtivos e os impactos ambientais. Essa transparência constrói credibilidade, agrega valor e permite ao produtor conhecer com precisão seus indicadores de eficiência. É uma ferramenta de gestão estratégica, e não apenas de conformidade legal”.

As exigências dos mercados internacionais e das grandes redes varejistas reforçam essa tendência. Para participar de cadeias sustentáveis e economicamente mais atrativas, é preciso comprovar origem e conformidade ambiental, social e trabalhista. “A rastreabilidade documenta essas informações e demonstra o comprometimento com os critérios ESG e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, observa o presidente da Abrarastro.

Apesar dos avanços, Baccarin aponta desafios: “Há uma combinação de fatores — o custo inicial, a falta de cultura digital e a ausência de fiscalização uniforme no país. Parte dos produtores ainda associa a rastreabilidade à burocracia, quando, na verdade, ela representa segurança jurídica e comercial, padroniza o produto e melhora a qualidade”.

Impactos 

Com a linha do tempo completa de cada alimento — “do campo ao consumidor” —, é possível identificar rapidamente desvios de qualidade, uso inadequado de insumos e falhas de armazenamento ou transporte. Baccarin resume: “Esse é o coração da segurança alimentar moderna. Cada lote tem identidade própria e pode ser rastreado com precisão”.

Para o produtor que domina seus dados, a ferramenta proporciona controle, eficiência e competitividade. “As informações coletadas em cada etapa da produção ajudam a planejar safras, reduzir perdas e otimizar o uso de insumos. Quem domina os dados consegue negociar melhor, acessar mercados diferenciados e valorizar o produto”, explica.

E conclui: “A rastreabilidade é mais do que um software — é um pacto de transparência entre todos os elos da cadeia produtiva. A tecnologia garante a integridade das informações, mas o comportamento humano é o que assegura sua veracidade e legitimidade”.





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Mixes de plantas: a revolução sustentável



Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde


Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde
Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde – Foto: Joaquim Bezerra

O uso de mixes de plantas, combinações planejadas de diferentes espécies, vem se consolidando como uma ferramenta essencial para solos mais férteis, produtivos e sustentáveis, com aplicações tanto na agricultura quanto na pecuária. A prática auxilia na recuperação de áreas degradadas, na cobertura vegetal e na produção de forragem de alta qualidade, fortalecendo a sustentabilidade dos sistemas agropecuários.

Entre os principais benefícios está a conservação do solo. Combinar espécies favorece a descompactação das camadas subsuperficiais, aumenta a matéria orgânica e melhora a infiltração e retenção de água. Na produção de forragem, a associação de gramíneas de rápido crescimento com leguminosas de alto valor proteico resulta em pastagens mais nutritivas, digestíveis e produtivas, reduzindo a necessidade de adubação nitrogenada e aumentando a longevidade das áreas cultivadas.

Os mixes também promovem cobertura vegetal eficiente e adubação verde, protegendo o solo contra erosão, controlando plantas daninhas e equilibrando a microbiota. Eles contribuem para o sequestro de carbono e para a manutenção da umidade e da temperatura do solo, reforçando práticas de baixa emissão de carbono e aumentando a resiliência e sustentabilidade dos sistemas agropecuários.

Com a evolução tecnológica, empresas especializadas oferecem mixes industrialmente padronizados, tratados e balanceados, garantindo maior eficiência e assertividade. O portfólio conta com mais de 40 espécies, permitindo combinações adaptadas a diferentes condições de solo, clima e sistemas produtivos. Entre as opções estão SBMix Café, SBMix Cana/Palhada, SBMix Precoce, SBMix Nematoide e SBMix Pastejo, cada uma desenvolvida para atender objetivos específicos de manejo e maximizar benefícios agronômicos.

 





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Sumitomo Biorational Company é criada nos EUA e vai acelerar inovações sustentáveis no agro do Brasil e da América Latina


Nesta segunda, 20/10, em Libertyville, Illinois (EUA), foi anunciada a formação da Sumitomo Biorational Company LLC (SBC) e o Centro Global de Excelência para Inovação em Bioracionais, resultado da integração das empresas Valent BioSciences LLC, MGK e Valent North America LLC, referências mundiais em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de reguladores de crescimento e soluções de origem biológica e natural. 

A nova empresa, subsidiária da Sumitomo Chemical, vai assumir a nova nomenclatura a partir de abril de 2026, e marca um avanço estratégico da Sumitomo Chemical em outras geografias, especialmente no Brasil, onde a demanda por soluções e tecnologias com foco em manejo fisiológico, dentre outras, é crescente. “Para nós, significa maior acesso e com mais agilidade a soluções sustentáveis baseadas em reguladores de crescimento, micro-organismos, extratos botânicos e outros insumos de base biológica, alinhados às exigências globais, ao avanço da agricultura de baixo impacto e condições climáticas que temos por aqui”, afirma o CEO da Sumitomo Chemical América Latina, Nairo Piña.

No segmento de BioRacionais, em 2024, o faturamento da Sumitomo Chemical Brasil cresceu 14% em comparação com o ano anterior. “A expectativa é acelerar esse patamar de crescimento pelos próximos anos com a chegada de grandes inovações que estão em desenvolvimento, e que chegarão mais cedo através dessa rede global de inovação”, afirma Piña. 

Mauro Alberton, diretor de Marketing e Desenvolvimento de Negócios Latam, explica que “essa nova organização vem para reforçar o compromisso de ter duas grandes fontes de inovação: nossa matriz no Japão focada em proteção de cultivos; e a Sumitomo Chemical Biorational, nos EUA, especialista em BioRacionais, que vai ampliar nosso pioneirismo e conhecimento em fisiologia de plantas, principalmente, contribuindo em sua estruturação (acima e abaixo do solo), na maior resistência às intempéries climáticas e aumento do potencial produtivo dos principais cultivos, oferecendo novas oportunidades de manejo e melhores ferramentas ao agricultor brasileiro”.

“Essa consolidação vai impulsionar os negócios em países latino-americanos, onde a Sumitomo Chemical já tem atuação, com ampliação da oferta de soluções sustentáveis, colaborando para maior competitividade no setor de BioRacionais, oferecendo mais opções ao produtor e estimulando práticas agrícolas mais eficientes e responsáveis. Também reforça nosso compromisso com a sustentabilidade, a inovação e nosso papel em oferecer um portfólio mais robusto em BioRacionais aos nossos clientes e parceiros, facilitando o acesso deles à essas tecnologias”, destaca Alexandre Pires, diretor das operações da Sumitomo Chemical no Brasil.

Já Luis Henrique Sanfelice Rahmeier, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento, Regulatório e Sustentabilidade Latam, comenta que “a criação do Centro Global de Excelência para Inovação em BioRacionais evidencia a importância e o compromisso da Sumitomo Chemical em desenvolver a agricultura regenerativa e as práticas de sustentabilidade pela pesquisa, inovação e conhecimento. Para a nossa operação, o Centro de Excelência trará uma significativa eficiência nos processos, pois seremos capazes de aumentar a captura das necessidades do produtor, desenvolver soluções integradas de nossas tecnologias e contar com todo o conhecimento em soluções BioRacionais, com biológicos, micro-organismos,  extratos naturais, reguladores de crescimento e outros, de maneira mais rápida, eficiente e adequada ao produtor brasileiro”.

O executivo Shinsuke (Shin) Shojima será presidente e CEO da Sumitomo Biorational Company LLC (SBC). Com mais de 35 anos de experiência em uma variedade de cargos executivos seniores em toda a Sumitomo Chemical, Shojima gerenciará as práticas globais de saúde agrícola e ambiental para tecnologias BioRacionais.

 





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Safra 25/26 de algodão terá mais área e menos renda



Estudo da Conab indica redução na produtividade do algodão



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (20), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou, em outubro de 2025, a nova estimativa da safra brasileira de algodão 2025/2026. O levantamento marca o início do ciclo com elevação nas projeções de área cultivada.

A expectativa da Conab indica aumento de 2,50% na área de cultivo em relação à temporada anterior, totalizando 2,14 milhões de hectares. Apesar da ampliação da área plantada, a produtividade média do algodão em pluma foi estimada em 125,67 arrobas por hectare, o que representa queda de 3,55% em comparação à safra 2024/2025.

Como consequência da redução na produtividade, a produção nacional de pluma está prevista em 4,03 milhões de toneladas, o que corresponde a uma retração de 1,14% no comparativo entre safras.

De acordo com a Conab, “o recuo previsto inicialmente para o rendimento se dá devido à postura conservadora adotada pela Companhia e às análises climáticas”, mesmo diante do aumento da área cultivada apontado no relatório.





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