quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Lei amplia acesso ao Garantia-Safra para agricultores


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou na quinta-feira (16) a Lei 15.236, de 2025, que facilita o acesso de agricultores familiares ao Garantia-Safra e torna mais ágil o pagamento do benefício. Publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (17), a nova norma reduz exigências, amplia a cobertura do programa e permite novas formas de uso dos recursos para fortalecer a produção no campo.

O texto altera a Lei 10.420, de 2002, e reduz de 50% para 40% o percentual mínimo de perda de safra exigido para o agricultor receber o benefício. A mudança contempla produtores que sofrem com estiagens e enchentes, mas que até agora ficavam de fora por não alcançarem o limite anterior. A medida também tem como objetivo garantir que o auxílio chegue com mais rapidez a famílias afetadas por eventos climáticos extremos. 

A nova lei flexibiliza o pagamento pelo governo, que poderá ser feito em até três parcelas mensais ou em parcela única, quando houver situação de emergência nacional, estado de calamidade pública, pandemia ou epidemia.

A sanção de Lula encerra a tramitação do PL 1.282/2024, do deputado Carlos Veras (PT-PE), que teve como relatora a senadora Augusta Brito (PT-CE). O texto foi aprovado pelo Plenário do Senado em setembro, com o objetivo de tornar o Garantia-Safra mais acessível e eficaz no atendimento a famílias de baixa renda afetadas por perdas de safra.

Outro avanço é a ampliação da área de cobertura do Garantia-Safra. Agricultores familiares de municípios fora da região tradicional da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) poderão aderir ao programa, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo órgão gestor.

A gestão do fundo e das normas operacionais passa a ser de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Além de assegurar renda emergencial a quem perde a produção, a lei permite que parte dos recursos do fundo seja usada em ações voltadas à convivência com o semiárido, ao aumento da capacidade produtiva e à adaptação às mudanças climáticas.

A expectativa é que as novas regras reforcem o apoio à agricultura familiar e contribuam para a sustentabilidade econômica e ambiental das pequenas propriedades rurais.

A sanção encerra a tramitação do PL 1.282/2024, do deputado Carlos Veras (PT-PE), que teve como relatora a senadora Augusta Brito (PT-CE). O texto foi aprovado pelo Plenário em 23 de setembro, com o objetivo de tornar o programa mais acessível e eficaz no atendimento a famílias de baixa renda afetadas por perdas de safra.

 





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Clima seco favorece semeadura do arroz no RS


A semeadura do arroz avançou de forma gradual no estado, acompanhando as variações climáticas regionais, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar. O período seco das últimas semanas favoreceu a preparação do solo e o plantio nas principais regiões produtoras, especialmente nas áreas previamente niveladas.

Em alguns locais próximos a cursos d’água, o excesso de umidade ainda limita o acesso do maquinário e provoca atrasos no início da semeadura. A implantação das lavouras está entre o início e o meio do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). A área semeada varia entre 15% e 60%, conforme a região. “A maioria dos cultivos apresenta emergência uniforme, bom vigor inicial e desenvolvimento vegetativo dentro da normalidade”, destaca o informativo.

A expectativa é de redução da área cultivada devido a fatores econômicos e logísticos, principalmente em regiões com concorrência da soja. A estimativa de área é de 920.081 hectares, com produtividade projetada em 8.752 kg/ha.

Na Fronteira Oeste, produtores com maior capacidade operacional intensificaram o plantio. Em Uruguaiana, projeta-se uma redução expressiva da área cultivada, estimada em 71 mil hectares. Em São Borja, o avanço do plantio está limitado a menos de mil hectares devido à umidade do solo. Já em Dom Pedrito, a semeadura está mais adiantada e deve alcançar 36 mil hectares.

Na região de Pelotas, 61% da área estimada já foi semeada, impulsionada pelo clima seco e ensolarado. Em Santa Maria, a semeadura atinge 7% da área prevista e deve avançar com a redução das chuvas. Em Santa Rosa, as dificuldades no preparo do solo provocam atrasos e tendência de redução da área plantada para evitar concorrência com a colheita da soja. Na região de Soledade, 15% da área foi semeada, com parte em sistema pré-germinado e parte em solo seco.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos apresentou recuo de 0,59%, passando de R$ 59,07 para R$ 58,72 na semana, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Silvicultura se consolida como importante pilar do agronegócio paulista, com…


Segundo o relatório Panorama da Indústria Florestal Paulista, o estado tem 1,29 milhão de hectares com um Valor Bruto da Produção de R$ 4,45 bilhões

A silvicultura, impulsionada principalmente pelas culturas de eucalipto e pinus, se firmou como uma das grandes forças do agronegócio paulista e brasileiro. A produção desses gêneros registrou um crescimento de 31,7% entre 2022 e 2023, evidenciando a relevância do segmento para a economia. Os dados fazem parte do relatório produzido pela Indústria Florestal Paulista (Florestar), e divulgado em setembro de 2025, que traz uma análise completa dos valores econômicos, sociais e ambientais do setor. “Esses resultados reforçam a vocação da área no fornecimento de matéria-prima para a indústria de alta escala. Um exemplo é a produção de resina de pinus. São Paulo é hoje o maior produtor de resina do Brasil, respondendo por 59% do Valor Bruto da Produção (VBP) e da quantidade nacional”, destaca Fernanda Abilio, diretora da Florestar. 

A pesquisa mostra que a cadeia produtiva baseada em eucalipto e pinus alia crescimento econômico, conservação ambiental e qualidade de vida. Atualmente, mais de cinco mil bioprodutos são gerados a partir das florestas plantadas. A celulose, por exemplo, tem aplicações diversas, começando pela fabricação de papel e embalagens; passando pela indústria alimentícia, como estabilizante e substituto de gordura, produção de tripas artificiais para embutidos; e na chamada celulose fluff, base de absorventes femininos e fraldas descartáveis. O pinus, por sua vez, é fonte de madeira para produtos serrados, móveis, construção civil, resinas aplicadas em vernizes, tintas, adesivos, colas e vedantes, entre outros. 

Mais de 12% da área nacional 

O levantamento da Indústria Florestal Paulista (Florestar) aponta que São Paulo é um dos principais estados brasileiros com florestas plantadas, somando 1,29 milhão de hectares, o equivalente a 12,6% da área nacional. O eucalipto predomina com 1 milhão de hectares, seguido por 154 mil hectares de pinus, 124 mil hectares de seringueira e sete mil de outros gêneros. Nos últimos quatro anos, a área cultivada cresceu mais de 68 mil hectares (6%), principalmente em áreas com algum grau de degradação reestabelecendo a produtividade ao solo, sendo 85% em novos plantios de eucalipto. “Essa base industrial é sustentada por uma extensa rede de serviços especializados, como empresas de silvicultura, colheita, transporte de madeira, fornecimento de insumos e suporte técnico”, explica Fernanda. 

As florestas plantadas estão presentes em 76% dos municípios paulistas, com grande concentração em regiões como Avaré, Bauru, Botucatu, Capão Bonito, Itapetininga e Itapeva, que respondem por 46% do total plantado no estado. Além das condições naturais favoráveis, São Paulo se destaca por sua infraestrutura logística, com malhas rodoviária, ferroviária, hidroviária e acesso ao Porto de Santos. “Esse conjunto facilita o escoamento da produção e amplia a competitividade do setor no mercado nacional e internacional”, acrescenta a diretora da Florestar. 

Com movimentação de R$ 4,45 bilhões em Valor Bruto da Produção (14,1% do total brasileiro), o setor florestal paulista é o que mais emprega no país, com mais de 877 mil vagas diretas e indiretas. No comércio exterior, São Paulo também mantém protagonismo: em 2024, foram US$ 3,29 bilhões em exportações. 19,5% do total nacional do setor florestal, um crescimento de 15,9% em relação ao ano anterior. Ao todo, 5,62 milhões de toneladas de produtos florestais foram exportados, com destaque para celulose (52,4%), papel (35,8%) e resina (5,1%). Os principais destinos foram China (33,7%), Estados Unidos (9,8%), Países Baixos (5,3%), Itália (4,7%) e Peru (4,6%). 





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BAT Brasil conquista 3º lugar no Prêmio Glassdoor


A BAT Brasil foi reconhecida como uma das 5 melhores empresas do segmento indústria e manufatura para trabalhar no Brasil pelo Glassdoor e é uma das vencedoras do prêmio Employer Branding Awards 2025. A plataforma é referência global em avaliação de organizações por meio da opinião de colaboradores e ex-colaboradores.

A conquista do terceiro lugar do ranking reforça a estratégia da multinacional de fortalecer sua marca empregadora e evidencia práticas de inclusão, inovação e desenvolvimento de talentos. O resultado consolida a companhia como referência para profissionais que buscam crescimento acelerado e aprimoramento contínuo em um ambiente de trabalho que promove inclusão e bem-estar para os colaboradores.

Os critérios considerados pelo Glassdoor, que agora faz parte do site de empregos Indeed, incluem uma análise minuciosa das avaliações anônimas de colaboradores e ex-colaboradores, sem qualquer indicação externa, garantindo que a qualidade da experiência de trabalho na BAT Brasil seja atestada de forma genuína.

“Nada é mais gratificante do que receber o reconhecimento dos nossos próprios talentos. O que faz a diferença é saber que eles sentem orgulho de trabalhar aqui, que se sentem cuidados, ouvidos e desafiados na medida certa. A cultura da BAT Brasil é viva, diversa e colaborativa. A gente acredita em um ambiente leve, com espaço para trocar, aprender e crescer junto. E esse prêmio mostra que essa energia é verdadeira e é vivida na prática todos os dias”, afirma Júlia Vannucci, gerente de Talento e Cultura da companhia.

Para entrar na lista de empresas brasileiras premiadas, uma organização deve ter recebido pelo menos 30 avaliações em cada um dos nove atributos analisados pelo Glassdoor: avaliação geral da empresa, oportunidades de carreira, remuneração e benefícios, cultura e valores, diversidade e inclusão, alta liderança, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, recomendação a um amigo e perspectiva de negócios para seis meses. A lista final foi elaborada com base nas empresas com as melhores avaliações no Brasil até julho de 2025.

Além do pacote de remuneração, benefícios competitivos e oportunidades de carreira, as avaliações de colaboradores e ex-colaboradores da BAT Brasil no Glassdoor destacam o ambiente colaborativo e a riqueza da cultura da empresa. Entre as iniciativas promovidas pela empresa estão a escuta ativa dos funcionários, programas de treinamento e reconhecimento, flexibilidade e oportunidade de desenvolvimento de uma carreira internacional.

Ações de Diversidade e Inclusão também são aspectos de destaque na BAT Brasil devido à ampliação do programa de aceleração feminina, a certificação como a melhor empresa para a comunidade LGBTQIAP+ trabalhar, as ações afirmativas para a contratação e desenvolvimento de pessoas negras e grupos de cultura dedicados à inclusão.

“O Employer Branding Awards serve como um guia para profissionais que buscam empresas que realmente valorizam as pessoas. Com base nas avaliações publicadas no Glassdoor, os candidatos brasileiros podem fazer escolhas de carreira mais conscientes e encontrar ambientes que estejam alinhados aos seus valores e aspirações”, afirma Lucas Rizzardo, diretor de Vendas do Indeed no Brasil.

Esse compromisso com pessoas e talentos é fortalecido pelas iniciativas de marca empregadora, que consolidam a BAT como um lugar que combina desempenho, inovação e cuidado com quem faz a empresa acontecer. O prêmio do Glassdoor é o resultado direto dessas ações, que tornam a experiência de trabalhar na BAT reconhecida e valorizada.

Quer trabalhar na BAT Brasil? Verifique as vagas abertas (inscrições no site):

Especialista de Suprimentos Agrícolas – (Localização: Santa Cruz do Sul, RS)

Estágio em Recursos Humanos – Nível Superior – (Localização: Mafra, SC)

Estágio em Suprimentos – (Localização: São Paulo, SP)

Analista de Logística (Banco de Talentos) – (Localização: Brasil)

Coordenador (a) de Logística (Banco de Talentos)- (Localização: Brasil)

 





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Bahia se prepara para iniciar plantio de feijão



Expectativa de leve alta na área de feijão em 2025/26



Foto: Canva

O primeiro levantamento da safra de grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a semeadura de feijão ainda não foi iniciada na Bahia. Segundo o órgão, o atual período tem sido voltado ao preparo das áreas que receberão a cultura.

A escassez de chuvas nas principais regiões produtoras ao longo do último mês tem dificultado o avanço das atividades de campo. A expectativa é que o plantio comece entre outubro e novembro.

A Conab informou que há uma previsão inicial de aumento na área destinada ao feijão em relação ao ano passado, impulsionada principalmente pelas regiões norte e oeste do estado. O ciclo mais curto da leguminosa permite melhor adequação ao cronograma das culturas de segunda safra e favorece a comercialização do grão.

“A expansão do cultivo está relacionada à viabilidade produtiva e comercial, além da facilidade de inserção do feijão no planejamento agrícola da região”, destacou o levantamento.





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Produtores relatam baixa qualidade de material de plantio



Plantio de mandioca alcança 89% da área prevista



Foto: Canva

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar mostra que o plantio de mandioca atingiu 89% da área prevista na região administrativa de Santa Rosa, onde a estimativa ultrapassa 6 mil hectares. Produtores relatam baixa disponibilidade de material propagativo e baixo vigor das manivas adquiridas, o que tem influenciado o andamento das atividades.

O preço da mandioca descascada e congelada nas agroindústrias está em R$ 7,50 por quilo. Para o consumidor final, o valor da mandioca com casca permanece em R$ 7,50/kg, enquanto a descascada varia de R$ 8,00 a R$ 12,00/kg.

Na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, a comercialização segue em ritmo regular. Com a elevada produtividade, a caixa de 20 quilos com casca é vendida entre R$ 20,00 e R$ 25,00. No campo, foram registradas ocorrências de podridão radicular, murcha, necrose foliar, escurecimento e amolecimento das raízes, além de exsudação fétida nas plantas afetadas.

Na região de Soledade, o plantio foi finalizado no Baixo Vale do Rio Pardo e segue no Alto da Serra do Botucaraí. O preço permanece estável, variando de R$ 20,00 a R$ 25,00 por caixa de 22 quilos.

 





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Clima ameno reduz ritmo de lavouras de milho-verde



Milho-verde tem baixa oferta e ritmo lento no RS



Foto: Pixabay

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar aponta que o desenvolvimento das lavouras de milho-verde está lento na região administrativa de Lajeado, em Bom Princípio, devido ao clima ameno e às noites mais frias. Mesmo com as chuvas mais regulares, que deixaram algumas áreas mais úmidas, o plantio pôde ser realizado.

Atualmente, poucas lavouras estão em produção, e a oferta no mercado é baixa. O preço permanece estável, com média de R$ 4,00 por bandeja com três espigas.

De acordo com o Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e a Emater/RS-Ascar, o Censo Olerícola 2025 registra a presença da cultura em 169 unidades produtivas, com área total de 289,78 hectares na região. Os principais municípios produtores são Bom Princípio, Cruzeiro do Sul, Vale Real, São Sebastião do Caí, Feliz, São José do Hortêncio, Colinas e Linha Nova.

“Apesar do ritmo mais lento de desenvolvimento, o plantio avançou com as condições climáticas mais regulares”, destaca o informativo.





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Frio reduz oferta e tomate encarece no RS



Tomate tem aumento de preço na Ceasa/Serra



Foto: Canva

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar aponta aumento no preço do tomate na Ceasa/Serra, na região administrativa de Caxias do Sul. O valor passou de R$ 5,06 para R$ 5,33 por quilo, após um período de queda.

Segundo o informativo, o produto comercializado tem vindo de outras regiões do país. O frio do inverno reduziu a produção local, mesmo em cultivos protegidos. Nas áreas mais baixas e próximas aos rios, já foram implantadas lavouras voltadas à colheita precoce.

As chuvas frequentes afetaram parte dos cultivos e atrasaram o cronograma de algumas propriedades. A maior parte das áreas de produção deve ser transplantada em outubro e novembro, com colheita prevista para os primeiros meses de 2026.

“O aumento de preço reflete a menor oferta regional devido ao impacto do frio sobre a produção”, aponta o informativo.





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Estratégias aumentam confiança em bioinsumos


De acordo com o artigo “Estratégias de mercado no uso de bioinsumos para o produtor rural movimentam setor”, publicado por Fellipe Parreira, Gerente de Portfólio e Acesso ao Mercado no Grupo GIROAgro, no setor industrial existem divisões claras entre empresas químicas e biológicas. Entretanto, para o produtor rural, essa distinção se torna pouco relevante. “O desafio é único: obter soluções eficazes para melhorar a produtividade e a saúde de sua lavoura de forma segura e confiável”, afirma.

O objetivo das empresas que atuam com fertilizantes e bioinsumos vai além de levar o produto ao campo; é necessário gerar segurança para o agricultor. Isso ocorre por meio de estratégias como a experimentação in loco, que respeita manejo, variedade e condições locais. A prática proporciona comprovação concreta dos benefícios das tecnologias.

Segundo Parreira, trabalhar com consultores técnicos de confiança do produtor é fundamental. “Tais profissionais, respeitados e acreditando no campo, são verdadeiros multiplicadores de benefícios quanto às soluções oferecidas”, explica. Investir em capacitação e relacionamento permite validar cientificamente as tecnologias e influenciar o produtor final. Com isso, cria-se um ecossistema de referências inclusivo para produtores influentes, cuja marca está associada a resultados comprovados. Isso transforma a adoção de bioinsumos de uma compra por impulso em um processo confiável e sustentado por resultados práticos e evidências locais.

De acordo com a Fiesp-Deagro, a principal motivação do produtor para utilizar produtos biológicos é a eficiência comprovada dos bioinsumos. No Brasil, há mais de 140 empresas e 600 produtos registrados, gerando complexidade na escolha. O produtor avalia não apenas o desempenho em sacas por hectare, mas a segurança de receber o resultado prometido.

Parreira observa que o produtor enfrenta variáveis incertas, como mudanças climáticas, preços de commodities e custos de insumos. “Diante de ofertas que entregam duas, três ou quatro sacas a mais, ele muitas vezes opta por aquele insumo que lhe garante maior segurança e previsibilidade, mesmo oferecendo tecnicamente um resultado menor”, afirma.

A segurança, segundo ele, é promovida por programas de demonstração de campo, como o “Liga dos Campeões” da VIVAbio, que reúne cerca de 300 áreas demonstrativas em diferentes regiões, com dados consistentes sobre os efeitos das tecnologias aplicadas. Cooperativas e revendas desempenham papel essencial no atendimento a pequenos e médios produtores, oferecendo estrutura, qualificação técnica e comunicação clara. Inovações industriais, como bioinsumos que não exigem armazenamento em freezer, ampliam o acesso a produtos com validade estendida em temperatura ambiente.

A Fiesp-Deagro aponta que o custo pode ser um desafio para o mercado, mas o produtor prioriza o custo-benefício real. Produtos de maior valor, que garantem eficácia, são preferidos por oferecerem retorno mais seguro.

O mercado de bioinsumos cresceu mais de 30% no último ano e deve representar até 25% do valor dos produtos químicos convencionais. O crescimento é impulsionado por desempenho técnico, sustentabilidade, saúde ambiental e qualidade dos alimentos. Em síntese, o mercado de bioinsumos busca agregar valor, segurança e sustentabilidade ao produtor rural. A experimentação local, capacitação de consultores e comunicação sólida são apontadas como estratégias para acelerar a adoção desses produtos no agronegócio brasileiro.





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Fase de desenvolvimento varia entre cultivares de uva



Uva tem bom desenvolvimento em Caxias do Sul



Foto: Divulgação

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar mostra que as videiras na região administrativa de Caxias do Sul apresentam bom vigor e sanidade no dossel vegetativo, além de uniformidade de brotação e número de cachos, especialmente na variedade Isabel.

Segundo o informativo, alguns produtores relataram paralisação no desenvolvimento dos cachos da variedade Bordô em função do frio atípico para o período. “O clima mais frio impactou diretamente o desenvolvimento da Bordô, o que exige atenção no manejo”, aponta o boletim. Os tratamentos fitossanitários seguem para prevenir e controlar doenças.

Na região de Frederico Westphalen, as variedades estão em diferentes fases de desenvolvimento: Vênus, de grão ervilha ao início de compactação do cacho; Bordô, de 25% de flores abertas a pleno florescimento; Niágara Rosada e Branca, de 80% de flores abertas a grão ervilha; Seyve Villard, do início do florescimento à frutificação; Carmem, do florescimento à limpeza do cacho; e Lorena, do alongamento da inflorescência ao pleno florescimento. Os produtores realizam manejo da copa, eliminação de brotos, desponta, desfolha, adubação, monitoramento de doenças e amarração dos ramos para evitar quebras.

Em Santa Rosa, ainda há floração em alguns parreirais, mas a maior parte das videiras já apresenta desenvolvimento de bagas, que chegam a 0,5 cm em variedades precoces. A ocorrência de antracnose foi registrada em função das chuvas recorrentes e dos ventos intensos.





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