sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Boi gordo e “boi China” registram alta em São Paulo


De acordo com a análise desta terça-feira (7) do informativo Tem Boi na Linha, publicado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo abriu o dia com alta de R$ 2,00 por arroba e o “boi China” com aumento de R$ 3,00 por arroba em São Paulo. Para as fêmeas, as cotações permaneceram estáveis. As escalas de abate nas indústrias atendiam, em média, a nove dias.

Segundo a consultoria, “o escoamento da carne ainda não estava dentro do esperado, mas a chegada do quinto dia útil do mês poderia impulsionar as vendas”. Além disso, parte das indústrias vinha oferecendo valores mais altos para completar as escalas de abate. A Scot também destacou que “a exportação de carne bovina in natura seguia com excelente desempenho”, fator que contribuiu para a sustentação dos preços no mercado interno.

No Espírito Santo, o “boi China” registrou alta de R$ 3,00 por arroba, enquanto a vaca teve aumento de R$ 5,00 por arroba. As demais categorias mantiveram estabilidade. As escalas de abate no estado estavam, em média, para cinco dias.

Na região Oeste do Maranhão, após a elevação registrada no dia anterior para todas as categorias, os preços permaneceram sem alteração. Em Alagoas, a cotação da vaca recuou R$ 5,00 por arroba, enquanto os valores do boi gordo e da novilha se mantiveram inalterados.

Em relação ao mercado externo, a exportação de carne bovina in natura alcançou volume recorde em setembro, com 314,7 mil toneladas embarcadas — o maior da história. A média diária foi de 14,3 mil toneladas, aumento de 25,1% em relação a setembro de 2024. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação anual.





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Doença viral em bovinos na Espanha acende alerta



O alerta surgiu após três novilhas apresentarem febre e lesões


O alerta surgiu após três novilhas apresentarem febre e lesões
O alerta surgiu após três novilhas apresentarem febre e lesões – Foto: Bing

No sábado, 4 de outubro de 2025, a pecuária europeia foi novamente abalada pela confirmação do primeiro caso de Dermatite Nodular Contagiosa (DNC) em bovinos na Espanha. O foco foi detectado em uma fazenda localizada na região de Alt Empordà, na Catalunha, levando o governo espanhol a adotar medidas imediatas de contenção. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária, Pescas e Alimentação da Catalunha, a doença foi confirmada por testes realizados no Laboratório Veterinário Central de Algete, em Madrid.

O alerta surgiu após três novilhas apresentarem febre e lesões cutâneas em um rebanho de 123 animais. As autoridades isolaram a propriedade e enviaram amostras para análise, que confirmaram a presença do vírus por PCR. A DNC, que já provocou 67 surtos na França e 47 na Itália, não é transmissível a humanos, mas representa uma grave ameaça econômica e sanitária para a bovinicultura europeia. As medidas incluem o abate sanitário do rebanho, eliminação de materiais contaminados e investigação epidemiológica para identificar a origem da infecção.

Causada por um vírus da família *Poxviridae*, a doença é transmitida por insetos hematófagos, como moscas e mosquitos, além do contato direto entre animais. Ela provoca febre, perda de apetite, queda na produção de leite e nódulos na pele, com mortalidade próxima de 10% e morbidade de até 45%. O governo espanhol também delimitou zonas de proteção (raio de 20 km) e vigilância (50 km) para conter o vírus. Embora o Brasil e Portugal ainda sejam considerados livres da doença, o avanço da DNC na Europa acende um alerta sobre os riscos de disseminação e os impactos para o comércio internacional de carne bovina.

 





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safra 2025/26 de milho deve cair 4%



Consumo interestadual também contribui para o cenário de retração



Foto: USDA

A projeção de oferta de milho em Mato Grosso para a safra 2025/26 foi reduzida para 53,29 milhões de toneladas, queda de 4,05% em relação à temporada anterior. Os dados são do boletim mais recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A retração reflete a expectativa de menor produção, após o recorde histórico colhido na última safra.

No mesmo período, a demanda estadual também apresenta retração, estimada em 52,67 milhões de toneladas — 2,40% abaixo do registrado em 2024/25. A principal pressão vem do mercado externo, com previsão de recuo de 7,06% nas exportações, que devem somar 26,10 milhões de toneladas.

Além da menor demanda internacional, o consumo interestadual também contribui para o cenário de retração, com queda de 3,61%, totalizando 8,00 milhões de toneladas. Por outro lado, o consumo interno de Mato Grosso é o único indicador em alta: avanço de 5,61%, alcançando 18,57 milhões de toneladas. O crescimento está associado à entrada em operação de novas usinas de etanol de milho, ampliação da capacidade industrial e maior demanda do setor pecuário por ração.

Com esse balanço entre oferta e demanda, os estoques finais da safra 2025/26 devem cair drasticamente. A estimativa é de 616,59 mil toneladas, volume 60,77% inferior ao da safra anterior. O indicador acende alerta para a possível pressão sobre preços e a necessidade de ajustes logísticos e comerciais ao longo do próximo ciclo.





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Goiás investe R$ 5,6 milhões em maquinário rural



Goiás entrega 17 máquinas a municípios rurais



Foto: Pixabay

Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entregou nesta segunda-feira (6) um total de 17 equipamentos a 15 municípios goianos dentro do Programa Mecaniza Campo. O investimento, de R$ 5,6 milhões, foi viabilizado por emendas parlamentares do deputado federal José Nelto.

Foram entregues 15 retroescavadeiras aos municípios de Bom Jardim de Goiás, Bonfinópolis, Catalão, Carmo do Rio Verde, Ceres, Itajá, Formosa, Leopoldo de Bulhões, Matrinchã, Montividiu do Norte, Paranaiguara, Porangatu, Rubiataba e Uirapuru. Já as duas pás carregadeiras foram destinadas a Aparecida de Goiânia.

O Programa Mecaniza Campo foi criado em 2019 com o objetivo de fortalecer a infraestrutura rural e apoiar as prefeituras na execução de serviços como preparo do solo, recuperação de estradas vicinais e suporte logístico às cadeias produtivas.

De acordo com a Seapa, “a iniciativa garante que os municípios possam desenvolver ações que favoreçam a produção rural e melhorem as condições de escoamento e trabalho no campo”. Desde sua criação, o programa já repassou mais de 1.200 máquinas a 243 municípios, somando R$ 236,5 milhões em investimentos.





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Nidera Sementes tem impulsionado a produção de soja e milho no Brasil há 20 anos



Nidera lançou uma campanha institucional que valoriza agricultores e parceiros


Foto: Bing

A Nidera Sementes, marca da Syngenta Seeds, completa 20 anos de atuação no Brasil em 2025. Fundada em 1920, na Holanda, a marca se consolidou no mercado nacional no início dos anos 2000, assumindo posição de destaque no mercado nacional da soja e dos híbridos de milho adaptados a diferentes regiões agrícolas do país. 

O lançamento de materiais precoces, como a NA 5909 RG, que se tornou um marco em produtividade e rusticidade da soja, foi fundamental para a consolidação do sistema de segunda safra, especialmente no Cerrado. A antecipação da colheita com cultivares mais precoces abriu uma janela de plantio mais segura para o milho, transformando a dinâmica da produção de grãos no país e viabilizando um aumento significativo da produção nacional. No segmento de milho, a marca também investiu no desenvolvimento de híbridos com bom potencial produtivo e tolerância a estresses hídricos e doenças, fatores cruciais para o sucesso da safrinha, que chega a responder por cerca de 80% da produção nacional do grão, segundo a Agroconsult. 

“O agro brasileiro é dinâmico e desafiador, e a Nidera Sementes tem mostrado, nestes 20 anos, capacidade de antecipar tendências e entregar soluções que geram valor para toda a cadeia. Para a Syngenta, é um orgulho a presença dessa marca no país, que segue desempenhando um papel estratégico para garantir ao agricultor as melhores opções em genética e inovação. Seguiremos investindo em ciência e sustentabilidade para apoiar os produtores em uma nova fase da agricultura, marcada pela digitalização, pela resiliência climática e pela busca por maior eficiência produtiva”, afirma Carlos Hentschke, Presidente da Syngenta Seeds no Brasil.

Para celebrar as suas duas décadas, a Nidera lançou uma campanha institucional que valoriza agricultores e parceiros da cadeia produtiva, destacando sua trajetória no agro brasileiro. Entre os principais desafios elencados para o futuro, estão a necessidade de adaptação climática, ganhos de produtividade e maior sustentabilidade na produção de sementes. Os vídeos podem ser assistidos no canal do Youtube da marca.

 





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Exportações de amendoim batem recorde em 2025



São Paulo lidera produção e exportação de amendoim



Foto: Pixabay

As exportações de amendoim do Brasil atingiram um volume recorde em 2025, após um período de retração nas vendas externas. De janeiro a agosto, foram exportadas mais de 180 mil toneladas, com faturamento de US$ 222 milhões, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA – Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA). O volume representa crescimento de 26% em relação ao mesmo período de 2024.

De acordo com o IEA, “a safra atual exportada foi de 100% de grãos paulistas”. Entre os principais destinos estão Rússia, com 22% do volume; China, com 21%; Argélia, com 11%; e Países Baixos, com 7%. O instituto também destacou o aumento expressivo das exportações para o mercado chinês, que alcançaram 35 mil toneladas em curto período.

Atualmente, a produção nacional é estimada em cerca de 1 milhão de toneladas, destinadas aos segmentos de confeitaria e óleo. O desempenho mantém o Brasil na sexta posição entre os maiores exportadores de grãos de alta qualidade.

Outro ponto de destaque foi o avanço das exportações de óleo de amendoim, que cresceram mais de 170% na safra 2024/2025, totalizando 98 mil toneladas. O produto foi destinado principalmente à China, com 87%, e à Itália, com 13%.

O Estado de São Paulo mantém a liderança nacional na produção, respondendo por aproximadamente 86% do total cultivado no país. Segundo o IEA, a produção paulista supera 700 mil toneladas anuais, com destaque para os municípios de Tupã, Marília e Jaboticabal.





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Wine South America projeta crescimento em 2026


A próxima Wine South America, uma das principais feiras profissionais de vinhos da América Latina, já tem data marcada: será de 12 a 14 de maio de 2026, em Bento Gonçalves (RS), a capital brasileira do vinho. A edição de 2025 foi histórica, registrando crescimento de 20% no número de marcas expositoras, geração de mais de R$ 100 milhões em negócios e a presença de mais de 7 mil compradores de todas as regiões do Brasil e de 19 países, consolidando a feira como plataforma essencial de negócios no primeiro semestre.

Para 2026, a expectativa é de crescimento ainda maior, com a ampliação da participação de vinícolas nacionais e internacionais, além do fortalecimento da presença de importadoras. Portugal e Itália confirmaram o interesse em expandir seus espaços, a Grécia já confirmou uma presença maior que a de 2025, e o Cone Sul – Argentina, Chile e Uruguai – deve crescer sua participação tradicional, evidenciando o alcance internacional da feira e o crescente interesse global pelo mercado brasileiro.

“A cada edição, a Wine South America cresce em relevância para os principais players do setor. Nosso compromisso é oferecer um ambiente cada vez mais estratégico para negócios, onde expositores e compradores encontrem oportunidades reais de expansão no mercado brasileiro e internacional”, destaca Marcos Milanez, diretor do evento. “Estar na Wine South America é se posicionar diante dos principais compradores, distribuidores e especialistas do setor. Em 2026, queremos ampliar ainda mais esse alcance, reforçando o papel da feira como vitrine estratégica para produtores de diferentes regiões do mundo”, acrescenta Milanez.

A Serra Gaúcha, maior região produtora de vinhos do Brasil e palco da feira, deve receber um número recorde de vinícolas brasileiras em 2026. Em 2025, foram 200 marcas nacionais de terroirs como Serra e Campanha Gaúcha, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Serra Catarinense, Vales da Uva Goethe, Cerrado Goiano, Vale do São Francisco, Serra da Mantiqueira e Brasília, que estreou no evento e já confirmou seu retorno. Marcas tradicionais como Casa Valduga, Miolo, Aurora, Don Guerino, Pizzato e Nova Aliança já garantiram presença, ao lado de entidades como Aprobelo (Monte Belo do Sul), Afavin (Farroupilha), Aprovale (Vale dos Vinhedos) e Altos Montes (Flores da Cunha).

“A realização da Wine South America na Serra Gaúcha não fortalece apenas as vinícolas nacionais, mas todo o setor vitivinícola brasileiro. É uma oportunidade de mostrar a força da nossa produção e conectar a região a compradores de todo o mundo”, ressalta Daniel Panizzi, vice-presidente do Consevitis-RS.

Itália em destaque

Na edição de 2025, a Itália consolidou-se como protagonista internacional, com participação recorde de mais de 80 marcas – mais que o dobro em relação à edição anterior – apoiadas pela ICE, que é a Agência para a promoção no exterior e a internacionalização das empresas italianas, via Departamento para a promoção de intercâmbios da Embaixada da Itália (ITA – Italian Trade Agency). Para 2026, a expectativa é de um espaço ainda maior e mais representativo.

“A Wine South America é hoje uma vitrine estratégica para os vinhos italianos no Brasil e na América Latina. O crescimento da participação italiana reflete a confiança no potencial da feira e a importância do mercado brasileiro como destino para nossos produtores”, afirma Milena Del Grosso, diretora da Agência ICE.

Destaque também para o projeto Wines of Portugal, que trouxe 11 produtores dentro de um grupo de mais de 25 vinícolas portuguesas, exibindo a diversidade de terroirs como Douro, Alentejo, Vinho Verde, Dão, Bairrada e Lisboa.

“Viemos para a WSA especialmente para diversificar a distribuição de nossos produtos. Estamos bem representados no Brasil, mas queremos alcançar mais regiões. Para isso, buscamos uma feira profissional que consegue chegar em pontos que normalmente não iríamos de outra forma. A WSA conta com rodadas de negócios que certamente é um ponto que se destaca bastante para contatos”, destaca Daniela Costa, gerente de área do Wines of Portugal.

Mercado em franco crescimento

O desempenho do mercado brasileiro reforça a relevância da WSA e o potencial da feira em antecipar negociações para o inverno, um dos períodos mais relevantes para o consumo de vinhos no Brasil. Neste ano, o mercado brasileiro de vinhos demonstrou resiliência e expansão no primeiro trimestre de 2025, com um volume total comercializado de 82,5 milhões de litros, acréscimo de 7% em relação ao ano anterior de acordo com a Ideal BI Consulting. O principal motor desse crescimento foram as importações. Com base nesse cenário, a expectativa é que o mercado total de vinhos no Brasil possa superar a marca de R$ 22 bilhões em 2025, demonstrando notável resiliência frente à atual situação econômica, ainda segundo a Ideal BI Consulting.

Plataforma de negócios e conhecimento

Destinada exclusivamente ao público profissional do mercado de vinhos – como varejistas, importadores, exportadores e supermercadistas, a feira é organizada pela Milanez & Milaneze, empresa do Grupo Veronafiere que detém o know-how da Vinitaly, referência mundial no setor há mais de 55 anos.

Além da área expositiva, a próxima edição contará novamente com uma robusta área de conteúdos, oferecendo palestras de mercado, masterclasses e degustações de alta qualidade, reforçando o papel da Wine South America como espaço de negócios e também de conhecimento para o setor.





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Exportações de carne suína batem recorde


As exportações brasileiras de carne suína alcançaram em setembro o maior volume mensal já registrado pelo setor, totalizando 151,6 mil toneladas, entre produtos in natura e processados, um aumento de 25,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 120,4 mil toneladas. A receita obtida também foi recorde, chegando a US$ 368,4 milhões, alta de 29,9% sobre os US$ 283,7 milhões do ano passado.

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou 1,121 milhão de toneladas de carne suína, 13,2% a mais que no mesmo período de 2024 (990,7 mil toneladas). Em receita, o crescimento foi de 24,6%, totalizando US$ 2,702 bilhões frente a US$ 2,169 bilhões do ano anterior.

Entre os principais destinos, as Filipinas lideram, com 49 mil toneladas importadas em setembro, um crescimento de 73,9% na comparação anual. Outros mercados com alta expressiva incluem Vietnã (+39,8%), México (+55,8%), Argentina (+82,2%) e Geórgia (+120%). China (-18,2%), Chile (-13,7%) e Hong Kong (-5,3%) registraram recuos.

No cenário interno, Santa Catarina segue como maior exportador, com 72,7 mil toneladas em setembro (+17,4%). Rio Grande do Sul vem em seguida, com 35,7 mil toneladas (+39,6%), seguido por Paraná (25,3 mil toneladas, +35,5%), Mato Grosso (3,9 mil toneladas, +19,1%) e Minas Gerais (2,9 mil toneladas, -10,6%).

“Embora seja o principal destino, as Filipinas não são o único impulsionador da forte demanda pelo produto brasileiro, que cresce em taxas significativamente elevadas em mercados estratégicos. A tendência é de continuidade da demanda, com o fechamento do ano com resultados recordes”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 





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Pecuária de Mato Grosso vive bom momento com valorização da arroba e protagonismo nas exportações


O bom momento do mercado pecuário mato-grossense foi destaque no painel de abertura do 4º Encontro Técnico de Pecuária, realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), no último sábado (04), em Rondonópolis. O coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, chamou atenção para o fato de o preço da arroba em Mato Grosso ter se igualado ao de São Paulo, tradicional referência nacional. “O preço da arroba trabalhou próximo de R$ 300 em Mato Grosso, igualando-se a São Paulo em alguns momentos. É um dos poucos anos, onde isso aconteceu na história da pecuária brasileira”, afirmou.

Segundo Fabbri, a principal explicação para esse comportamento atípico de mercado está na força das exportações. “Tivemos uma habilitação massiva de plantas frigoríficas para exportar à China nos últimos dois anos, envolvendo os estados de MT, MS, PA e RO. Isso aumentou a demanda por boiadas mais precoces (até 30 meses) para exportação ao país, principal comprador internacional da carne brasileira, mantendo os preços da arroba em patamares elevados nesses estados”, destacou.

Mesmo com o aumento das tarifas de exportação para os EUA neste ano – até então, segundo principal comprador da carne bovina brasileira –, que inicialmente gerou apreensão no setor, os resultados superaram as expectativas. “Tivemos a China comprando um dos maiores volumes de carne bovina da história do Brasil nos últimos três meses, e outros países comprando mais carne do Brasil (como México e Rússia). Isso compensou o impacto do tarifaço americano e permitiu ao Brasil bater recordes de exportação em julho, agosto e setembro”, explicou.

A China foi o principal destino da carne bovina de Mato Grosso, de janeiro a agosto de 2025, respondendo por 62,57% das exportações, seguida por Rússia (7,39%) e Estados Unidos (6,12%). Os dados são da plataforma Comex Stat, reunidos pela equipe de internacionalização do Sistema FIEMT (Federação das Indústrias de Mato Grosso). “Exportação para a China, principalmente, exige precocidade. E a exigência de precocidade envolve técnica, envolve aumento de produtividade, envolve maior giro de produção”, destacou Fabbri.

Mato Grosso lidera as exportações da carne bovina, respondendo por 23% do total comercializado pelo Brasil com outros países. De janeiro a agosto, o estado exportou 451,4 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 2,303 bilhões. Continua em destaque com o maior rebanho bovino com 32,1 milhões de cabeças. 

Ciência como aliada da produtividade e da rentabilidade

Além do cenário positivo no mercado, o evento reforçou o papel fundamental da ciência no avanço da produtividade do setor. Para o pesquisador de pecuária da Fundação MT, Thiago Trento, os resultados de pesquisas científicas são decisivos para melhorar a rentabilidade das fazendas. “Estudos em nutrição, genética, manejo e sanidade, por exemplo, contribuem para aumentar a produtividade animal, promovendo maior ganho de peso, produção de leite e taxa de reprodução”, explicou o pesquisador. “Animais geneticamente mais adaptados e alimentados com dietas balanceadas apresentam melhor desempenho, gerando mais produto por unidade e reduzindo o custo por quilo produzido”, ressaltou.

A aplicação do conhecimento científico, segundo o pesquisador, vai além da produção, orientando o uso eficiente de insumos como fertilizantes, água e energia. “Pesquisas que comprovam práticas sustentáveis possibilitam o acesso a mercados diferenciados, certificações e programas de crédito de carbono, gerando novas fontes de receita”, disse.

Para o pecuarista Marcelo Vendrame, que também é presidente do conselho curador da Fundação MT, a ciência tem sido fundamental no desenvolvimento da pecuária. “Somente para exemplificar, olhemos para os dados de área de pastagem versus produção de carne nos últimos 20 anos, mostram um ganho de eficiência gigantesco, isso devido a utilização de pesquisas”, afirmou.

O avanço tecnológico no campo também esteve presente no debate. O analista de Data Science da Fundação MT, Pedro Thiago, apresentou as principais metodologias usadas hoje para transformar dados em decisões estratégicas no setor. “O foco da minha palestra foi mostrar como métodos estatísticos e algoritmos computacionais estão sendo aplicados para resolver problemas de predição e classificação na pecuária”, explicou.

De acordo com o analista, a coleta eficiente de dados por sensores e dispositivos já permite, por exemplo, estimar com antecedência a perda de eficiência produtiva e econômica durante o confinamento. “A análise de dados agrega valor ao apoiar decisões que aumentam a eficiência do sistema produtivo. Mas, para isso, é fundamental que os algoritmos sejam alimentados com dados robustos e de qualidade”, alertou Pedro Thiago.

“A principal mudança que está acontecendo é o uso de IA (inteligência artificial) na produção. Hoje temos muitos dados e o cruzamento de dados com previsão de clima, preços, mercados vão revolucionar nosso modelo de gestão da pecuária”, afirmou o pecuarista Marcelo Vendrame.

Desafios no custo de produção e perspectivas para 2026

Apesar do bom momento, o custo de reposição segue como ponto de atenção. “O bezerro subiu mais que a arroba do boi gordo. Isso exige que o pecuarista aproveite o cenário atual para fazer caixa e investir na estrutura da fazenda”, orientou o coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

Depois de dois anos difíceis, 2025 tem sido um ano de recuperação para o setor. A perspectiva para 2026 é de preços firmes, mas com margens mais apertadas, em razão dos custos de reposição. Conflitos geopolíticos e medidas protecionistas continuarão exigindo atenção e resiliência dos pecuaristas. “Todo ano na agropecuária é um ano atípico. É preciso serenidade e boas ferramentas de gestão para lidar com um cenário sempre desafiador”, concluiu Fabbri.





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Abate de novilhos atinge recorde histórico em Mato Grosso



Boi gordo mantém preço mesmo com abate elevado



Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (6), a participação de novilhos no total de machos abatidos em setembro de 2025 foi a maior da série histórica no estado.

Mato Grosso registrou o abate de 656,31 mil cabeças de bovinos, o que representa retração de 0,67% em relação a agosto. A participação de machos foi de 55,97%, o maior percentual dos últimos 11 meses. No total, foram 367,37 mil machos abatidos, o terceiro maior volume já registrado.

Entre os animais abatidos, os novilhos de 12 a 24 meses representaram 59,83% do total de machos, com 219,78 mil cabeças, configurando o segundo maior volume da série histórica. Segundo o Imea, “esse cenário reflete a maior presença de machos em confinamento, o que ampliou a oferta estadual”.

Apesar do aumento no abate, os preços do boi gordo permaneceram estáveis, sustentados pela demanda externa. Para o quarto trimestre de 2025, o instituto projeta estabilidade, mas ressalta que “o abate elevado de machos jovens pode reduzir a oferta a médio prazo, adicionando viés de alta às cotações”.





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