sábado, março 21, 2026

Política & Agro

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Empresas de distribuição de insumos agropecuários associadas à Andav faturaram R$ 167 bilhões em 2024


O mercado de distribuição de insumos agropecuários alcançou um faturamento de R$ 167 bilhões em 2024, com a área de insumos respondendo por R$ 104 bilhões, a comercialização de grãos, por R$ 36 bilhões, e máquinas, serviços e outros, por R$ 27 bilhões. Os dados da 10ª Pesquisa Nacional da Distribuição, uma iniciativa da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e organização da Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), foram apresentados parcialmente nesta quinta-feira, dia 7 de agosto, durante o Congresso Andav 2025, e referem-se às mais de 3,8 mil distribuidoras associadas à entidade.

A Pesquisa foi apresentada pelo presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, e pela gerente de Inteligência de Mercado da Andav, Christiane Sales, que ressaltaram a maturidade do setor, com 77% dos distribuidores atuando há mais de 11 anos, presença em mais de mil cidades e mais de 17 mil profissionais técnicos capacitados espalhados pelo país, configurando um segmento em constante expansão, com investimentos contínuos em tecnologia, em infraestrutura e abertura de novas unidades.

Em termos de cultura, a liderança fica com a soja (49%), seguida por milho (20%). Em relação aos segmentos, os defensivos químicos responderam por 41%, enquanto os fertilizantes de solo, por 24% e sementes por 20%.

O mercado de distribuição segue crescendo em infraestrutura, com uma alta de 4,9% ante ao número de lojas em janeiro de 2024. A Pesquisa aponta que 43% dos distribuidores pretendem expandir nos próximos três anos, totalizando 551 novas unidades. No que tange ao aspecto tecnológico, o número de empresas que já utilizaram inteligência artificial (IA) cresceu 89% em relação a 2024.

O setor conta com 46 mil colaboradores diretos, está presente em todas as regiões, com forte impacto no desenvolvimento econômico local e na difusão de tecnologias no campo. A pesquisa mostrou que 45% dos associados aumentaram o número de colaboradores.

Em se tratando dos aspectos ESG, a Pesquisa Andav revelou que 80% dos associados realizou alguma atividade de responsabilidade ambiental, 74% realizaram iniciativas sociais e 83% possuem planejamento estratégico definido.





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Suco de laranja fora da tarifa é um alívio


A exclusão do suco de laranja brasileiro da nova tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, trouxe alívio imediato para uma das cadeias mais estratégicas do agro nacional. Segundo Leandro Avelar, CEO da JPA Agro, a medida evitou um colapso que afetaria não só a indústria, mas milhares de produtores no campo. O suco de laranja representa mais de 42% das exportações brasileiras para os EUA, e sua inclusão na tarifa teria impacto direto em bilhões de reais movimentados anualmente.

Entre os cerca de 700 produtos isentos da tarifa, além do suco, estão fertilizantes, madeira tropical e sisal. Já itens como carne bovina, frutas frescas, manga e café seguem sendo penalizados. Avelar destaca que a presença de grandes indústrias brasileiras com operação nos EUA, como Cutrale e Citrosuco, facilitou o diálogo com o governo americano, mas alerta: isso não garante estabilidade a longo prazo.

A instabilidade nas tarifas prejudica especialmente pequenas e médias empresas exportadoras, que operam com margens apertadas. Avelar defende que o Brasil separe diplomacia comercial de disputas políticas, mantendo negociações estratégicas com os EUA — segundo maior parceiro comercial do país. Ele também aponta entraves internos como carga tributária alta, legislação trabalhista ineficiente e infraestrutura precária, que limitam a competitividade nacional.

O cenário ainda é de atenção. A exclusão do suco foi uma vitória, mas produtos como o café — responsável por 17% das exportações brasileiras aos EUA — seguem tarifados. O momento, segundo Avelar, exige articulação inteligente para garantir previsibilidade, segurança jurídica e crescimento sustentável ao agro brasileiro.

“É o momento de deixar o confronto de lado e negociar com inteligência. Precisamos defender nossos interesses, sim, mas com estratégia, protegendo o comércio como um ativo nacional, afinal, o agro brasileiro é importante para o mundo. Mas para consolidar esse papel, precisamos de segurança jurídica, previsibilidade comercial e políticas que incentivem a produtividade. Só assim o Brasil será visto como parceiro confiável”, conclui Leandro.

 





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Boi China tem valorização em dia de mercado firme


O mercado do boi gordo registrou mais um dia de firmeza em São Paulo nesta quinta-feira (7), com destaque para a elevação dos preços da arroba. A análise consta no informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria.

Segundo a publicação, a oferta de boiadas permaneceu restrita, e os vendedores aguardavam por valorizações para realizar negócios. Diante desse cenário, os compradores enfrentaram dificuldades para estender as escalas de abate, operando com prazos curtos. “As escalas de abate estão, em média, para oito dias”, informou a análise.

A arroba do boi gordo e do chamado “boi China” apresentou alta de R$ 2,00, enquanto a arroba da novilha teve valorização de R$ 3,00. Para a vaca, os preços se mantiveram estáveis em relação ao dia anterior.

No Tocantins, a região Sul manteve os mesmos valores do dia anterior, com escalas de abate médias de cinco dias. Já na região Norte do estado, houve alta de R$ 2,00 na arroba do boi gordo. As demais categorias não apresentaram variações, mantendo também escalas médias de cinco dias.

No mercado externo, o desempenho das exportações de carne bovina in natura em julho alcançou volume recorde, somando 276,9 mil toneladas. A média diária foi de 12 mil toneladas, o que representa aumento de 16,7% em relação ao mesmo período de 2024. O preço médio por tonelada exportada foi de US$ 5.551,00, registrando crescimento de 25,9% na comparação anual.

A análise destacou ainda que, na quinta semana de julho, o preço médio da tonelada exportada chegou a US$ 5.591,50, o maior valor registrado desde o início de 2025.





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90% da acácia-negra é usada na geração de energia



Frio impulsiona corte de acácia-negra no RS




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (31), o cultivo de acácia-negra na região administrativa de Caxias do Sul segue com atividades de preparo de novas áreas, tratos culturais, controle de pragas e corte. As condições fitossanitárias das plantações são consideradas adequadas, e os preços registraram leve elevação no período.

Com a queda nas temperaturas, os produtores da região intensificaram o corte e a comercialização da madeira. Segundo a Emater/RS-Ascar, aproximadamente 60% das operações de corte e empilhamento são terceirizadas, o que impacta diretamente na rentabilidade, especialmente nas pequenas propriedades. A maior parte da produção é destinada à geração de energia, que absorve cerca de 90% da matéria-prima, enquanto uma fração menor é usada como escora na construção civil.

Na regional de Lajeado, a acácia-negra tem perdido espaço. Áreas antes ocupadas pela cultura estão sendo substituídas por lavouras de milho e criação de gado de corte.

Na região de Pelotas, a AGEFLOR contabiliza 30.963 hectares cultivados com acácia-negra. Os valores pagos ao produtor variam entre R$ 150,00 por metro cúbico estéreo na propriedade e R$ 200,00 por metro cúbico estéreo de lenha entregue nas unidades consumidoras.

Em Santa Maria, as áreas dedicadas ao cultivo da espécie continuam em redução. Até o momento, não há sinais de implantação de novos plantios na região.





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Imea prevê retomada nos preços do boi em agosto



Boi gordo recuou 3,45% em julho no Mato Grosso




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (4), a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 298,07 em Mato Grosso durante o mês de julho de 2025. O valor representa uma retração de 3,45% em relação ao mês anterior, a maior desvalorização mensal registrada na série histórica do indicador.

O recuo foi atribuído ao alongamento nas escalas de abate, impulsionado pela maior oferta de animais oriundos do pasto, devido à extensão do período de chuvas, e pela disponibilidade de bovinos terminados no primeiro giro de confinamento. Essa combinação resultou em maior volume de oferta e pressão sobre os preços no estado.

De acordo com o levantamento, entre os anos de 2003 e 2025, o mês de julho apresentou valorização no preço da arroba em 15 oportunidades, enquanto o mês de agosto registrou alta em 13 anos. Para 2025, a tendência, segundo o Imea, é de recuperação nos preços da arroba em agosto, diante da expectativa de menor oferta de machos e fêmeas terminadas, fato já sinalizado pelo recente encurtamento das escalas de abate no estado.





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Lei regulamenta produção de cachaça em Minas Gerais



Nova lei busca desburocratizar setor de bebidas




Foto: Divulgação

O Governo de Minas Gerais sancionou a Lei nº 25.424, que trata da inspeção e da fiscalização de produtos de origem vegetal destinados à alimentação humana. A medida é considerada estratégica para desburocratizar o processo de produção e comercialização da cachaça e da aguardente de cana-de-açúcar, bebidas com valor histórico, cultural e gastronômico no estado.

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) informou que a sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado no sábado (2). A nova norma regulamenta a produção das bebidas, exigindo o cumprimento de padrões higiênico-sanitários desde o engarrafamento até o acondicionamento dos produtos.

Segundo a legislação, os estabelecimentos produtores deverão seguir as exigências sanitárias definidas, além de manter a documentação regularizada. O descumprimento das regras pode resultar em penalidades, como multas e até a suspensão da atividade.





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Produtividade do algodão cresce em agosto no Mato Grosso



Chuvas beneficiam algodão da segunda safra




Foto: Canva

A análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (4) indica aumento na estimativa de produtividade média do algodão da safra 2024/25 em Mato Grosso, conforme os dados de agosto de 2025.

A área destinada ao cultivo da cultura foi mantida em 1,52 milhão de hectares. Segundo o Imea, desse total, 297,40 mil hectares correspondem à primeira safra, enquanto 1,22 milhão de hectares são relativos à segunda safra. Apesar de chuvas prolongadas terem afetado algumas lavouras da primeira safra, o instituto relatou que o desenvolvimento do algodão de segunda safra, especialmente o semeado mais tardiamente, apresentou bom desempenho.

Diante do cenário, a produtividade média do algodão em caroço foi estimada em 302,99 arrobas por hectare em agosto, o que representa uma elevação de 2,00% em relação a julho. Com esse resultado, projeta-se uma produção total de 6,92 milhões de toneladas de algodão em caroço para o ciclo 2024/25, o que corresponde a um aumento de 8,21% em comparação com a safra anterior.





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Ceres Agrobank apresenta o novo ciclo de crédito no agronegócio



Instituição reforça compromisso com o agro brasileiro


Foto: Divulgação

Ceres Agrobank confirma presença na Andav 2025 e reforça compromisso com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro

Referência em soluções financeiras para o agronegócio, estará presente na Andav 2025, um dos principais eventos do setor de distribuição de insumos agropecuários do país.

Com um portfólio de produtos e serviços voltados para impulsionar o crescimento sustentável do agro, a Ceres Agrobank apresentará novidades, oportunidades de crédito e linhas de financiamento que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva.

Durante o evento, os visitantes poderão conhecer de perto as soluções inovadoras oferecidas pela instituição, além de contar com uma equipe de especialistas preparada para tirar dúvidas e oferecer as melhores alternativas para cada perfil de negócio.

A participação na Andav 2025 reforça o compromisso da Ceres Agrobank em estar ao lado do produtor rural, fomentando investimentos, apoiando o desenvolvimento de novas tecnologias e fortalecendo o mercado agro brasileiro.

Ceres Agrobank nasceu para fomentar a transformação do agronegócio, com soluções personalizadas e mais justas para captação e distribuição de recursos financeiros.

Uma empresa idealizada por sócios que uniram a experiência no setor agropecuário com o conhecimento do mercado financeiro para trabalhar lado a lado com revendas e agroindústrias.





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Petróleo cai para mínima de 8 semanas com incerteza sobre sanções dos EUA…


Logotipo Reuters

 

Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em queda de cerca de 1%, atingindo uma mínima de oito semanas nesta quarta-feira, depois que os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o progresso nas negociações com Moscou criaram incertezas sobre se os EUA imporiam novas sanções à Rússia.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 1,1%, fechando a US$66,89 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu 1,2%, a US$64,35.

Esses movimentos marcaram o quinto dia consecutivo de perdas para ambos os índices de referência do petróleo, com o Brent fechando em seu nível mais baixo desde 10 de junho e o WTI fechando em seu nível mais baixo desde 5 de junho.

Trump disse nesta quarta-feira que seu enviado especial Steve Witkoff fez “grandes progressos” em sua reunião com o presidente russo Vladimir Putin, enquanto Washington continuava seus preparativos para impor sanções secundárias na sexta-feira.

Trump ameaçou impor sanções adicionais a Moscou se não forem tomadas medidas para acabar com a guerra na Ucrânia.

“Todos concordam que essa guerra deve chegar ao fim, e trabalharemos para isso nos próximos dias e semanas”, disse Trump, sem fornecer mais detalhes.

A Rússia é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, depois dos EUA, portanto, qualquer possível acordo que reduza as sanções tornaria mais fácil para a Rússia exportar mais petróleo.

No início do dia, os preços do petróleo subiram depois que Trump emitiu um decreto impondo uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, afirmando que ela importava direta ou indiretamente petróleo russo. O novo imposto de importação entrará em vigor 21 dias após 7 de agosto.

A Índia, juntamente com a China, é um grande comprador de petróleo russo.

(Reportagem de Scott DiSavino em Nova York, Seher Dareen em Londres, Yuka Obayashi em Tóquio e Jeslyn Lerh em Cingapura)





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Irrigação estratégica garante alta produtividade



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas”



“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas"
“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas” – Foto: Pixabay

A produção de etanol de milho segue em forte expansão no Brasil, especialmente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que concentram as maiores áreas plantadas. A colheita da segunda safra 2024/25 já atinge 53,3% da área, com expectativas de produtividade recorde, segundo dados da Pátria Agronegócios. A consultoria AgRural também elevou a estimativa de produção total do cereal para 136,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo bom desempenho da safrinha, que deve render 108,9 milhões de toneladas.

A irrigação tem desempenhado papel fundamental nesse avanço, permitindo maior estabilidade produtiva, principalmente em regiões com clima irregular. Com o uso da tecnologia, os produtores conseguem elevar a produtividade por hectare, otimizando áreas já cultivadas e evitando a necessidade de desmatamento ou substituição de culturas relevantes como soja e feijão.

“O desafio é aumentar a produção sem substituir culturas igualmente importantes, como soja e feijão. A irrigação potencializa a produtividade numa mesma área, evitando que novas áreas precisem ser abertas exclusivamente para milho”, destaca William Damas, especialista agronômico da Netafim.

No Mato Grosso do Sul, onde a variabilidade climática é mais acentuada, a irrigação tem sido decisiva para reduzir os impactos de anos secos sobre a rentabilidade. Enquanto lavouras não irrigadas sofrem quedas de produtividade, áreas com irrigação mantêm altos rendimentos, assegurando o abastecimento das indústrias de etanol de milho em crescimento na região.

Essa estratégia fortalece a produção de biocombustíveis no país, posicionando o Brasil como referência global na integração entre agricultura de alta performance e geração de energia renovável, com ganhos tanto para o mercado de grãos quanto para o setor energético.

 





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