sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Edição genética promete revolucionar a cotonicultura



A meta é desenvolver uma planta de uso duplo



A meta é desenvolver uma planta de uso duplo
A meta é desenvolver uma planta de uso duplo – Foto: Canva

Um projeto de pesquisa nos Estados Unidos está utilizando técnicas avançadas de edição genética, como o CRISPR-Cas12a, para criar variedades de algodão Upland mais produtivas, com fibras de qualidade semelhante ao Pima, sementes mais nutritivas e resistência à murcha de Fusarium (FOV4), uma doença que tem causado prejuízos significativos à cultura em várias regiões. A meta é desenvolver uma planta de uso duplo, voltada tanto para a produção de fibras quanto para sementes de alto valor, aumentando a sustentabilidade econômica e ambiental para os produtores.

A iniciativa, intitulada Building Better Cotton: Gene Editing to Improve Oil, Protein and Fiber Quality in Upland Cotton, é financiada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA-NIFA) e pela Cotton Incorporated. Ela se baseia em descobertas de um estudo anterior e agora avança para transformar esses conhecimentos em aplicações práticas, unindo biotecnologia, melhoramento genético e inovação em campo.

O trabalho é liderado pelo geneticista vegetal Christopher Saski, do College of Agriculture, Forestry and Life Sciences da Clemson University, com participação de Don Jones, da Cotton Incorporated, e da cientista Sonika Kumar, especialista em cultura de tecidos e regeneração de plantas. Kumar é responsável pela seleção de genes candidatos e pelo desenvolvimento de linhas geneticamente modificadas, tendo criado um dos sistemas de edição genética de algodão mais eficientes já registrados.

Entre os integrantes da equipe está Jacob Johnson, mestrando em Ciências Vegetais e Ambientais na Clemson, que atua nas etapas de engenharia genética, biologia molecular e redação científica. Além de contribuir diretamente para o avanço do projeto, Johnson adquire experiência para seguir carreira acadêmica e pretende cursar doutorado na área de biotecnologia agrícola.

 





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Mercados globais de carne suína instáveis



A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global



A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global
A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global – Foto: Pixabay

O comércio global de proteínas segue marcado por incertezas, com negociações comerciais entre os EUA e a China mantendo a instabilidade nos mercados de carne suína. Segundo o Rabobank, embora a China tenha reduzido suas importações norte-americanas nos últimos anos devido ao aumento da produção local, o país ainda é um importante comprador de miúdos suínos dos EUA, e o desfecho dessas negociações pode afetar todo o comércio internacional. Paralelamente, o rápido crescimento das exportações brasileiras e o leve aumento dos embarques europeus em 2025 ampliam a concorrência por novos mercados.

A sanidade do rebanho continua sendo um desafio global. Doenças como a peste suína africana (PSA) na Ásia e Europa, o vírus da síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos (PRRSv) na América do Norte e Espanha, e a febre aftosa, pressionam produtores e aumentam a incerteza comercial. Estratégias como biossegurança avançada, automação e operações não tripuladas são essenciais para reduzir esses riscos.

No setor de grãos, os preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentam queda, impulsionados por boas condições climáticas nos EUA e uma safra robusta no Brasil. Já soja e farelo de soja mostram comportamento misto: os mandatos propostos para biocombustíveis pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) para 2026 e 2027 sustentam a soja, mas exercem pressão de baixa sobre o farelo. Esses fatores combinados indicam que a volatilidade nos mercados de proteínas e grãos deve permanecer em 2025, exigindo atenção de produtores, exportadores e investidores.





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produtividade do trigo se mantém após frente fria



Estado inicia colheita com mercado favorável




Foto: Canva

O Paraná registrou as primeiras áreas colhidas de trigo nesta semana, representando menos de 0,5% dos 833 mil hectares destinados à cultura no estado. O levantamento consta no Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado na quinta-feira (14) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo os analistas do Deral, as colheitas iniciais ocorreram principalmente na região de Londrina e apresentaram produtividade dentro da normalidade, sem impactos das geadas registradas no inverno. O órgão ressalta, no entanto, que o volume ainda é incipiente e que o avanço dos trabalhos poderá indicar cenários distintos nas próximas semanas.

“Ainda assim, o resultado inicial dentro da normalidade é um ponto a se comemorar, considerando que a região deve ser uma das mais afetadas pela frente fria registrada no final de junho”, informa o boletim.

O documento também destaca que a qualidade do trigo colhido deve corresponder à classificação prevista no momento da escolha das variedades pelos produtores. Entre as cultivares mais plantadas, mais da metade é apta a gerar trigo da classe “pão” e um pouco menos da metade trigo da classe “melhorador”. O Deral alerta que as condições climáticas ao longo do ciclo podem alterar essa proporção, inclusive para patamares mais favoráveis.

Em relação ao mercado, o preço médio nas principais praças paranaenses está em R$ 76,00 por saca, registrando leve queda em relação a julho e permanecendo praticamente estável frente ao mesmo período de 2024. Conforme o boletim, o valor pode ser considerado positivo diante da desvalorização do dólar e da retração dos preços internacionais, que foi mais intensa do que no mercado doméstico.

Para os produtores que iniciaram a colheita e obtiveram produtividade normal e boa qualidade, as margens sobre os custos variáveis são positivas, ainda que pouco expressivas.





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Pastagens mostram recuperação parcial


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (14) pela Emater/RS-Ascar indica que as pastagens cultivadas no Rio Grande do Sul apresentaram resposta fisiológica positiva nas áreas com lotação adequada, especialmente onde houve aplicação de fertilizantes nitrogenados e orgânicos. “Os campos nativos ainda enfrentam limitações, mas em algumas regiões já iniciaram a rebrota”, informou o boletim.

Apesar da variação climática, houve recuperação em áreas mais drenadas, e as pastagens de inverno retomaram o desenvolvimento, sobretudo as implantadas de forma mais tardia. Segue também o preparo de áreas para semeadura de milho para silagem e de forrageiras anuais de verão.

Na região de Bagé, as pastagens de inverno tiveram leve recuperação, mas em áreas de aveia e azevém o potencial produtivo esperado não foi alcançado. Em Quaraí, a umidade favoreceu a incidência de fungos. Em Hulha Negra, pastagens com trevo apresentaram condições adequadas para pastejo e corte, com previsão de fenação em setembro. Em Santa Margarida do Sul, áreas foram arrendadas para engorda de animais, como alternativa de renda.

Em Caxias do Sul, o frio e a chuva limitaram os manejos e os pastejos, que ocorreram de forma restrita para evitar danos às plantas e ao solo.

Em Frederico Westphalen, o clima aliado às adubações nitrogenadas favoreceu a rebrota, a melhoria da qualidade nutricional e o aumento da oferta de forragem. Na região de Ijuí, as pastagens de aveia-preta e aveia-branca estão em floração, enquanto trigo de pastoreio e azevém permanecem em fase vegetativa com boa qualidade nutricional.

Já em Passo Fundo, fatores edafoclimáticos limitaram o crescimento vegetal, exigindo ajustes de lotação e interrupção das adubações.

Em Pelotas, as condições variaram: enquanto municípios como Arroio Grande, Canguçu e São José do Norte registraram bom desenvolvimento das pastagens de inverno, em localidades como Capão do Leão, Piratini e Rio Grande o frio, as geadas e a baixa radiação solar prejudicaram o crescimento.

Na região de Santa Maria, a alta umidade e o excesso de lotação comprometeram o desenvolvimento das pastagens e atrasaram o crescimento do azevém. Em Júlio de Castilhos, lavouras de triticale para silagem tiveram bom desempenho, reduzindo custos com alimentação suplementar.

Na região de Santa Rosa, as pastagens se recuperaram e apresentam menor risco de arranquio. Em Erechim e Soledade, o frio e a umidade prejudicaram o rebrote de aveia e azevém, mas os pastejos continuaram, mesmo com menor oferta. A aveia comum, de modo geral, está em fase avançada de crescimento e perde qualidade.





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Moagem no Centro-Sul atinge 50,22 milhões de toneladas na segunda metade de julho


 Na segunda quinzena de julho, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 50,22 milhões de toneladas ante a 51,59 milhões da safra 2024/2025 – o que representa uma queda de 2,66%. No acumulado da safra 2025/2026 até 1º de agosto, a moagem atingiu 306,24 milhões de toneladas, ante 334,95 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – retração de 8,57%.

Operaram na segunda quinzena de julho 257 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 237 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período, na safra 24/25, operaram 261 unidades produtoras, sendo 241 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e 11 usinas flex.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de julho atingiu apenas 139,62 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 147,29 kg por tonelada na safra 2024/2025 – uma queda de 5,21%. No acumulado da safra, o indicador marca 126,85 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 4,77% na comparação com o valor observado na mesma posição no ciclo anterior.

O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, destaca que “o nível de ATR da safra 2025/2026 é o menor observado em 10 anos. Só no ciclo 2015/2016, registramos um indicador qualidade inferior ao contabilizado até o momento no Centro-Sul”.  

O executivo esclarece que o setor vive uma situação atípica nesta safra, pois normalmente há uma relação inversa entre produtividade agrícola e qualidade da matéria-prima. “Neste ano, o regime de chuvas foi desfavorável em ambas as fases críticas do ciclo da cana-de-açúcar. No verão, a precipitação abaixo do ideal comprometeu o desenvolvimento das lavouras e reduziu a produtividade (TCH). Já durante a colheita, o clima mais úmido prejudicou a concentração de ATR na planta. Como consequência, a safra 2025/2026 apresenta queda simultânea nos indicadores de qualidade (ATR) e de produtividade (TCH)”, explica Rodrigues.

De fato, dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam que, no acumulado de abril a julho, a produtividade agrícola registrou queda de 10% na média do Centro-Sul na comparação com o valor observado em igual período do ciclo 2024/2025, atingindo apenas 79,84 toneladas de cana por hectare neste ciclo.

“A queda de 10% no TCH somada à perda de 5% no ATR geraram uma redução próxima a 15% na quantidade de ATR por hectare colhido (TAH), prejudicando a quantidade de produtos extraída por unidade de área. Com exceção do norte do Paraná e da região de Assis em São Paulo, a queda de TAH é generalizada em todo o Centro-Sul, chegando a atingir 18,0% em Goiás, 18,8% em São José do Rio Preto, 23,4% em Minas Gerais e 25,2% em Ribeirão Preto”, explica Rodrigues.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda quinzena de julho totalizou 3,61 milhões de toneladas, registrando queda de 0,80% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/2025 (3,64 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até 1ª de agosto, a fabricação do adoçante totalizou 19,27 milhões de toneladas, contra 20,89 milhões de toneladas do ciclo anterior – redução expressiva de 7,76%.

Na segunda metade de julho, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,28 bilhões de litros, sendo 1,40 bilhão de litros de etanol hidratado (-13,54%) e 880,40 milhões de litros de etanol anidro (-6,57%). No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 13,88 bilhões de litros (-11,96%), sendo 8,84 bilhões de etanol hidratado (-11,85%) e 5,05 bilhões de anidro (-12,15%).

Do total de etanol obtido na segunda quinzena de julho, 17,21% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 392,43 milhões de litros neste ano, contra 344,76 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 13,83%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 2,95 bilhões de litros.

Vendas de etanol

No mês de julho, as vendas de etanol totalizaram 2,93 bilhões de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,09 bilhão de litros – avanço de 1,06% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,84 milhão de litros.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,75 bilhão de litros, o que representa uma retração de 5,58% em relação ao mesmo período da safra anterior. As vendas de etanol anidro, por sua vez, atingiram a marca de 1,07 bilhão de litros, registrando um avanço de 6,02%.

No acumulado desde o início da safra até primeiro de agosto, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 11,48 bilhões de litros (-2,73%). O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 7,32 bilhões de litros (-5,20%), enquanto o de anidro alcançou 4,16 bilhões de litros (+1,96%).





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Clima e mercado reduzem produção de feijão no Paraná



Instabilidade no mercado leva produtor a plantar milho




Foto: Canva

Segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Paraná concluiu a colheita de feijão, mas enfrentou perdas de qualidade e rendimento nas lavouras mais tardias. “Após a colheita, observou-se redução de qualidade e rendimento devido a intempéries climáticas, o que afetou algumas áreas agrícolas ao longo do ciclo da cultura”, informou a Conab.

A companhia destacou que a área plantada diminuiu em relação à safra anterior, reflexo da substituição de lavouras de feijão por milho. Em muitas propriedades onde havia intenção de plantar feijão, optou-se pelo milho.

Apesar de a leguminosa ter registrado bons resultados de comercialização recentemente, a entidade ressaltou que “a instabilidade dos preços, quando comparada com o milho, que apresentou maior estabilidade comercial e demanda, influenciou a decisão dos produtores nesta safra”.





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Safras argentinas: milho perto da conclusão


A Argentina finalizou a colheita de sorgo granífero da safra 2024/25, com produção total estimada em 3,1 milhões de toneladas. Segundo dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires, o rendimento médio alcançou 35,1 qq/ha, ligeiramente abaixo da média das últimas cinco safras, mas ainda assim 100 mil toneladas acima do volume registrado na campanha anterior. As regiões Núcleo e Centro-Norte de Córdoba se destacaram com os melhores resultados, apresentando 57 qq/ha e 52,8 qq/ha, respectivamente, enquanto áreas do NEA e Centro-Norte de Santa Fe sofreram com estresse hídrico, registrando 26,5 qq/ha e 32,4 qq/ha.

O plantio de girassol para a campanha 2025/26 já cobre 12,8% da área projetada, impulsionado pela boa umidade do solo, mesmo sem chuvas recentes, especialmente nas zonas primícias, que avançam acima da média histórica. Quanto ao trigo, o clima favoreceu a recuperação de áreas afetadas por excesso de água, embora ainda haja registros de alagamentos. No norte do país, cerca de metade da área implantada já se encontra em estágios avançados de desenvolvimento, mas novas chuvas seriam ideais para manter o potencial de rendimento.

A colheita do milho destinado a grão avançou para 94,6% do total estimado, com rendimento médio de 72,1 qq/ha. Os melhores resultados foram observados no Centro-Norte de Córdoba (80,4 qq/ha), na província de Entre Ríos (69,4 qq/ha) e na zona Núcleo Norte (93,9 qq/ha). Nas regiões mais atrasadas, no centro e sul de Buenos Aires, a colheita cobre 83,9% da área, com rendimento médio de 69,4 qq/ha. A previsão de produção para a safra 2024/25 se mantém em 49 milhões de toneladas.

Enquanto isso, os primeiros levantamentos para a safra 2025/26 começam em algumas áreas do centro de Santa Fé e Entre Ríos, com condições favoráveis de temperatura do solo e disponibilidade hídrica permitindo o início do plantio. O cenário reforça a importância de monitorar a evolução climática para garantir produtividade e eficiência nas próximas safras.

 





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mercado fecha semana com alta em São Paulo



Preços do boi gordo variam conforme a região




Foto: Canva

De acordo com análise divulgada na sexta-feira (15) pelo informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou alta de R$ 2,00 por arroba para as fêmeas e para o “boi China” em São Paulo, enquanto o preço do boi gordo permaneceu estável. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a sete dias.

No Acre, as cotações se mantiveram inalteradas em relação ao dia anterior, sem referência para o “boi China”.

Na região Oeste do Maranhão, houve elevação de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo e para a novilha, enquanto o preço da vaca não apresentou variação. As escalas de abate também estavam, em média, em sete dias.

Em Alagoas, o cenário foi de estabilidade para o boi gordo e a vaca, com queda de R$ 5,00 por arroba na cotação da novilha. Não houve referência para o “boi China” na região.

No Rio de Janeiro, o preço da novilha subiu R$ 2,00 por arroba, enquanto o boi gordo e a vaca não tiveram alterações de cotação.





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Clima favorece produção de erva-mate


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14) aponta variações na produção, comercialização e condições climáticas da cultura da erva-mate no Rio Grande do Sul.

Na região de Erechim, onde a lavoura ocupa 6.850 hectares, o preço pago pela arroba ficou em R$ 17,00 na indústria, valor considerado abaixo do esperado pelos produtores. No dia 21 de setembro, o município participará do Concurso Árvores Gigantes de Erva-Mate com quatro exemplares.

Em Frederico Westphalen, novos ervais estão sendo implantados em sistemas agroflorestais adensados e também de cultivo isolado. “As condições climáticas colaboraram com a pega das mudas e a produção de folhas”, informou a Emater. Os preços variaram entre R$ 16,00 e R$ 20,00/arroba, tanto para chimarrão quanto para tererê, destinados à indústria e à exportação. Na região das Missões, produtores legalizados relataram concorrência desleal de ervateiras clandestinas que vendem diretamente ao consumidor final.

Em Lajeado, a cultura está em período de hibernação. Agricultores realizam plantio e replantio, mas sem previsão de aumento da área cultivada. A arroba da erva-mate convencional foi negociada entre R$ 15,00 e R$ 18,50; a nativa, a R$ 20,00; a nativa sombreada, a R$ 21,00; e a orgânica, a R$ 22,00. A produção teve alta de aproximadamente 20%, enquanto a procura caiu 5%, pressionando os preços. O excedente de contratos com a indústria foi comercializado a R$ 12,00/arroba. Em Putinga, houve queda de folhas devido ao período prolongado de nebulosidade e umidade. No polo Alto Taquari, que soma cerca de 20 mil hectares, avança o processo para obter a indicação geográfica da produção, com análises químicas já concluídas.

Em Passo Fundo, mudas em fase de rustificação são vendidas de R$ 1,10 a R$ 1,80/unidade. Em Machadinho, a erva-mate comum foi comercializada a R$ 17,50/arroba, e a cultivar Cambona 4, a R$ 20,00. O mesmo valor foi pago pela erva-mate processada pelo sistema barbaquá, tanto no município quanto em Mato Castelhano.

Na região de Soledade, continuam os plantios e replantios. A produtividade é considerada satisfatória, mas a demanda segue abaixo do esperado. O preço ao produtor variou entre R$ 14,00 e R$ 18,00/arroba.





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Tarifaço dos EUA reduz competitividade do arroz brasileiro em mercado…


A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) reforça sua preocupação com os efeitos do decreto do governo dos Estados Unidos que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, incluindo o arroz beneficiado. A medida, que atinge a cadeia orizícola brasileira, passou a vigorar nesta quarta-feira (6).

Os Estados Unidos são hoje um dos mercados mais importantes para o arroz brasileiro, respondendo por 13% do valor exportado de arroz branco no ano passado, variedade de mais alta qualidade e maior valor agregado. De 2021 a 2024, as exportações para o país aumentaram mais de 50%, considerando somente o grão beneficiado.

Trata-se de uma parceria construída ao longo de anos de investimento e promoção, responsáveis por tornar a qualidade do nosso arroz amplamente reconhecida e com remuneração compatível com seu valor agregado. A aceitação do produto brasileiro pelo consumidor norte-americano indica potencial de absorção de volumes ainda maiores, com ampliação dos negócios entre os países.

Essa relação, contudo, apresenta assimetrias importantes: enquanto os Estados Unidos encontram facilidade para substituir o grão brasileiro, o Brasil mantém nesse mercado um canal estratégico para escoamento de cerca de 10% do volume total beneficiado – percentual relevante para a sustentabilidade da atividade, considerando o quadro de oferta e demanda ajustado no país.

A imposição de um aumento tarifário tão expressivo elimina, na prática, a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, culminando em perdas estimadas de até US$ 25 milhões por ano para a indústria arrozeira nacional. E o cenário é preocupante em longo prazo, uma vez que excedentes de arroz no mercado interno tendem a gerar desequilíbrio de preços, comprometendo a viabilidade econômica do segmento.

Diante dos riscos impostos ao setor, a Abiarroz reafirma a necessidade de avanço nas negociações por parte do governo brasileiro, com postura diligente e altiva, mas também cautelosa, considerando a vulnerabilidade de setores como o arrozeiro. A entidade seguirá trabalhando pela manutenção do arroz brasileiro em mercados estratégicos e pela competitividade e sustentabilidade da cadeia orizícola nacional.

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