quarta-feira, março 18, 2026

Política & Agro

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Deusa Ceres 2025 premia destaques da engenharia agronômica


O Prêmio Deusa Ceres, promovido pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP), celebrou em sua 53ª edição os profissionais que transformam conhecimento em produtividade, sustentabilidade e inovação no campo. O nome da premiação remete à deusa Ceres da mitologia greco-romana, divindade da colheita, fertilidade do solo e da agricultura.

“Esse evento proporciona entusiasmo, integração e a AEASP cumpre esse papel: ser o elo central, congregando todos os engenheiros agrônomos do estado de São Paulo. Vale lembrar que nós não escolhemos sozinhos os homenageados. As indicações vêm de entidades de todo o estado e a diretoria executiva apenas vota nos nomes recebidos. Ou seja, é uma escolha da sociedade e não apenas da associação”, destacou Glauco Cortez, presidente da AEASP.

Entre os reconhecimentos da noite, destaque para a Medalha Fernando Costa, em homenagem ao ex-ministro da Agricultura, lembrado por iniciativas como o Parque da Água Branca e a difusão do ensino rural.

Confira as categorias da Medalha Fernando Costa:

Em ação ambiental, o premiado foi Otávio Vieira de Melo. Na assistência Técnica e Extensão Rural, o homenageado da noite foi Gerson Casentini Filho. O destaque na defesa agropecuária ficou para Oswaldo Júlio Vischi Filho. Na área de ensino, quem recebeu a medalha foi Gisele Herbst Vazquez.Para a iniciativa privada, o agrônomo reconhecido foi Michel Henrique Reis dos Santos. E em pesquisa, o contemplado foi Oliveiro Guerreiro Filho.

A cerimônia também entregou a Medalha Joaquim Eugênio de Lima, que leva o nome do agrônomo, jornalista e urbanista responsável pela arborização da Avenida Paulista, em São Paulo (SP). O reconhecimento foi concedido a Joaquim Teotônio Cavalcante Neto, pela sua trajetória no paisagismo.

Já o título de Destaque Empresa ficou com a Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (AENDA), entregue a Luiz Carlos Ribeiro, diretor-executivo da entidade.

“Este reconhecimento ao trabalho da AENDA para a agricultura nacional é fabuloso. Somos uma equipe pequena, mas muito atuante. Hoje contamos com 70 empresas filiadas, que participam ativamente dos comitês e grupos de trabalho. Estar aqui é uma grande honra, e seguimos em frente porque a agricultura brasileira depende cada vez mais de inovação e sustentabilidade.” – afirmou Ribeiro.

Na Comunicação Rural, o prêmio foi para o blog Trilha do Agro, do Portal R7 (Rede Record), idealizado e editado pelo jornalista Valter Puga Júnior.

Vale lembrar que, na edição de 2024, o reconhecimento nessa mesma categoria foi concedido ao Portal Agrolink, pela contribuição significativa ao setor. Com mais de 25 anos de história, o Agrolink se destaca por conectar a população urbana e rural, consolidando-se como fonte essencial de informações para o agronegócio.

Engenheiro Agrônomo do Ano

O momento mais aguardado da noite foi a revelação do Engenheiro Agrônomo do Ano. Em 2025, o título máximo foi concedido a Ondino Cleante Bataglia, referência em ciência do solo, cuja trajetória é marcada por contribuições científicas e dedicação ao desenvolvimento da agronomia brasileira.

“Eu me sinto recompensado por ter dedicado minha trajetória a essa missão. Essa honraria nos traz um sentimento de gratidão e de plenitude. Afinal, são tantos que merecem, e por isso fico ainda mais agradecido por estar aqui”, disse Bataglia.

Inspiração para novas gerações

Mais do que coroar veteranos, o Prêmio Deusa Ceres também serve como inspiração para os jovens que estão entrando no mercado de trabalho.

Bataglia deixou uma mensagem direta aos futuros engenheiros agrônomos. “Não desistam nunca. As dificuldades sempre existiram e sempre vão existir. É preciso persistência, perseverança, humildade e também reconhecer a competência dos colegas. Quem recebe uma medalha é porque conseguiu superar obstáculos. Então, aos jovens, eu digo: sigam em frente, não desanimem”.

Na mesma linha, o presidente da AEASP, Glauco Cortez, reforçou que cada premiado é um exemplo a ser seguido.

“Esse prêmio é, acima de tudo, um incentivo. É uma forma de mostrar às novas gerações que a profissão tem futuro e abre caminhos para quem quer deixar sua marca na agricultura brasileira”, finaliza.





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Abertura de mercados e expansão do pet food marcam a 2º edição da VICTAM LatAm


O setor de alimentação animal brasileiro cresceu 2,2% no primeiro semestre de 2025, atingindo 43,5 milhões de toneladas de rações e concentrados produzidos, segundo Sindirações. A resiliência da indústria reflete não apenas a força do mercado interno, mas também a abertura de novos destinos de exportações como Filipinas, México e Singapura no segmento de suínos, além da consolidação dos Estados Unidos como principais compradores de ovos comerciais brasileiros.

De 16 e 18 de setembro, VICTAM LatAm e a 1º edição da FEED Formulation Latin America devem reunir em São Paulo mais de 250 expositores, 350 marcas do setor e 8 mil profissionais de 30 países da América Latina, reforçando o Brasil como palco estratégico para novos negócios no mercado de indústrias de nutrição animal e processamento de grãos.

Um dos destaques desta edição da VICTAM LatAm é o pet food, que já responde por 53,5% do faturamento da indústria da alimentação animal e produziu 2 milhões de toneladas de rações para cães de gatos apenas no primeiro semestre de 2025, segundo relatório do sindicato apresentado em 10 de setembro. Metade dos expositores confirmados trazem inovações e tecnologias voltadas ao segmento, evidenciando sua força e relevância econômica.

Para Sebas van den Ende, diretor-geral da VICTAM Corporation, o evento simboliza a conexão entre pesquisa, indústria e mercado internacional. “A VICTAM LatAm amplia as oportunidades de negócios, aproximando fornecedores globais, compradores locais e novos destinos de exportação para o Brasil e a América Latina”.

Criada há mais de 60 anos na Holanda, país de origem do evento, a feira se consolidou como referência global em nutrição animal e processamento de grãos. Com a edição do Brasil, a VICTAM, acontece a cada dois anos em quatro continentes: Europa, Ásia, África e América Latina, conectando a indústria local às maiores tendências internacionais.

Serviço

VICTAM LatAm 2025 + Feed Formulation Latin America + Grapas LatAm + Seminário FTI

Data: 16 a 18 de setembro de 2025

Local: Expo Center Norte – São Paulo (SP)

Conferências: das 10 às 17h | Feiras: das 12h às 19h

Credenciamento para visitação: gratuito

Participação nas conferências: mediante inscrições inscricaodeeventos.com.br

Mais informações e programação completa: www.victamlatam.com

 





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de volta às raízes com olhar para o futuro


Sendo sinônimo de qualidade e tecnologia, a Agromen Sementes, fundada em 1972 em Orlândia (SP) por José Ribeiro de Mendonça, consolidou-se no mercado brasileiro alcançando em 2006 a marca de 1 milhão de sacos de milho vendidos, o que representava mais de 10% do mercado agrícola na época.

Em 2007, sua divisão de milho foi adquirida pela DowAgrosciences. 10 anos depois, a marca retornou para a administração da família Mendonça, tendo como protagonista seu portfólio de milho convencional – Jmen Sementes, além de híbridos de sorgo.

Nos últimos anos, a marca firmou parcerias estratégicas em biotecnologia, com empresas como GDM, Neogen, TMG, Monsoy e Biotrigo, licenciando cultivares renomadas de soja e trigo. Inovou também ao reformular seu portfólio, ampliando a oferta de milho de alto desempenho com o lançamento dos transgênicos AGN 2M30 PRO4, AGN 2M40 PRO4 e AGN 2M91 PRO3, e os convencionais JMEN 2M70 e JMEN 2M90.

Para Thiago Mendonça, Diretor Agrícola, a expertise da Agromen e as áreas próprias de produção de sementes foram os principais fatores que favoreceram o retorno da marca para o mercado. “Temos uma estrutura própria, moderna e robusta, que nos garante a qualidade das sementes desde a produção até a expedição. A genética de alta produtividade, o rigoroso controle de qualidade, o portfólio multiculturas e a presença nacional são a receita certa para nosso crescimento ao longo dos próximos anos”, complementou Mendonça.

A Agromen possui uma vasta área plantada nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, sendo 17 mil hectares irrigados. Conta também com um laboratório de Análises de Sementes credenciado junto ao MAPA, e três unidades beneficiadoras de sementes em locais estratégicos, com armazenagem 100% em câmara fria, otimizando a logística pelo país.

Todos os híbridos e cultivares são desenvolvidos com foco em sanidade, vigor, germinação e tolerância às doenças. Arno Simmler, Gerente Nacional de Vendas, afirmou que a adoção de novas culturas, como soja e trigo, acelerou o crescimento da empresa nos últimos anos. “Nossa estratégia é oferecer genética adaptada a cada região, com sementes de alta qualidade e o melhor desempenho no campo, de acordo com a necessidade do produtor rural. Nosso próximo passo será impulsionar os últimos lançamentos de sementes e o forte investimento no portfólio de milho convencional – Jmen Sementes, um grande diferencial para o mercado agrícola atualmente”, acrescentou.

Sobre a Agromen Sementes

Empresa brasileira que investe na pesquisa e desenvolvimento de novos híbridos de Milho e Sorgo, há mais de 50 anos no mercado nacional de sementes, levando produtos adaptados e produtivos para todas as regiões do Brasil. Contamos com produção de sementes em áreas próprias e três unidades de beneficiamento para garantir a qualidade e favorecer nossa logística. Atuamos com portfólio de sementes multiculturas, incluindo também o licenciamento de Soja e Trigo. Para obter mais informações visite www.agromen.com.br.

 





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Porto do Açu realiza primeira exportação de milho do Mato Grosso



Primeira operação do estado movimentou 25 mil toneladas de milho Non-GMO



Foto: Governo Federal

O Porto do Açu, localizado no norte do Estado do Rio de Janeiro, realizou em setembro a primeira exportação de carga oriunda do Mato Grosso. Foram embarcadas 25 mil toneladas de milho não transgênico (Non-GMO) provenientes do Leste do estado, com destino à Europa.

A operação ocorreu no Terminal Multicargas (T-Mult), que, segundo o Porto do Açu, “já movimentou mais de 20 diferentes tipos de carga desde o início de sua operação”. Para manter as características do milho Non-GMO, o terminal informou que o produto não pode ter contato com grãos transgênicos nos armazéns. Atualmente, o T-Mult dispõe de dois armazéns cobertos em área alfandegada, com capacidade estática total de 60 mil toneladas, além de outros dois armazéns na retroárea do terminal, com a mesma capacidade.

O diretor comercial e de terminais do Porto do Açu, João Braz, afirmou que “a abertura desse novo corredor logístico para o escoamento de cargas do Mato Grosso é um passo importante para aumentarmos a eficiência no transporte de grãos brasileiros. No Açu temos flexibilidade para desenvolver soluções logísticas sob medida, com uma operação 100% privada que garante confiabilidade, eficiência e segurança. Além disso, oferecemos tempos mínimos de espera para atracação, pranchas acima da média do mercado e agilidade no atendimento rodoviário”.

Segundo dados, no primeiro semestre o T-Mult movimentou 1,2 milhão de toneladas, volume 45% maior do que no mesmo período do ano passado. Ainda em 2025, a área de cais operacional do terminal contará com 500 metros, calado de 13,1 metros e um segundo berço para operar simultaneamente dois navios do tipo Panamax, com capacidade para transportar até 75 mil toneladas cada.

A capacidade de movimentação do terminal deverá alcançar 2,7 milhões de toneladas ao ano. Considerando a expansão da área de armazenagem, o Porto do Açu projeta duplicar esse volume nos próximos anos.

 





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Compostos do abacaxi reduzem risco de doenças cardíacas


Segundo informações do artigo publicado no portal “Tua Saúde”, revisadas pela nutricionista Karla Leal, o abacaxi é apontado como uma fruta tropical que pode contribuir para a saúde de diferentes maneiras. Entre os efeitos mencionados estão a prevenção de doenças cardiovasculares, o fortalecimento do sistema imunológico, a eliminação de líquidos e o auxílio na perda de peso.

O texto explica que esses efeitos se devem ao fato de a fruta ser rica em vitaminas, minerais, fibras, compostos fenólicos, carotenoides e bromelina — substância associada a propriedades antioxidantes, imunológicas e diuréticas.

Entre os benefícios descritos, o abacaxi é citado como um alimento rico em água e fibras, que aumenta a saciedade entre as refeições e possui propriedades diuréticas, favorecendo a perda de peso. Também é mencionado como uma opção de baixa caloria para dietas voltadas à redução do peso corporal.

De acordo com a análise, a fruta é indicada para pessoas com pressão alta ou predisposição genética para hipertensão, devido ao seu teor de potássio e magnésio, que auxiliam na eliminação de sódio e no relaxamento dos vasos sanguíneos.

O artigo ainda aponta que a presença de vitamina C e polifenóis contribui para fortalecer o sistema imunológico e que o Magnésio, o Potássio e os carboidratos do abacaxi favorecem o rendimento físico, sendo recomendada a ingestão antes ou após atividades físicas para recuperação muscular e prevenção de cãibras.

A publicação acrescenta que compostos antioxidantes presentes na fruta, como vitamina C, polifenóis, carotenos, taninos e bromelina, ajudam a combater radicais livres, reduzindo o risco de câncer. A presença de fitoesteróis, carotenoides e vitamina C também estaria associada à prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto, aterosclerose e AVC.

A bromelina tem efeito anti-inflamatório, podendo auxiliar em condições respiratórias como sinusite e bronquite e problemas digestivos como colite ulcerosa. A fruta também é apontada como antitrombótica e fibrinolítica, ajudando a evitar a formação de coágulos sanguíneos e prevenindo a trombose.





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Menor safra em 20 anos pressiona preços do Carioca



Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão


Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão
Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão – Foto: Ibrafe

O mercado do feijão vive um novo patamar de preços, com o feijão-carioca nota 9 já alcançando R$ 250 por saca em Minas Gerais, enquanto produtores começam a testar valores ainda mais altos. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a movimentação encontra respaldo nos números da Conab de setembro, que projetam uma oferta total de 1,642 milhão de toneladas de Feijões-cores — menor que em 2016. A diferença, no entanto, é que naquela época a produção era quase toda de feijão-carioca, ao passo que hoje há uma fatia expressiva de Vermelho, Rajado e Jalo, resultando na menor safra de Carioca em 20 anos.

Esse cenário reforça a perspectiva de menor disponibilidade do grão mais consumido no Brasil durante os próximos meses de setembro, outubro e novembro. A dúvida que permeia o setor é até onde os preços podem chegar. Embora muitos se perguntem se há espaço para repetir os R$ 400 por saca vistos em 2016, especialistas ponderam que as condições atuais são diferentes: naquele ano, a seca impulsionou alta generalizada em todos os tipos de Feijão, enquanto hoje a existência de estoques de outras variedades pode conter um movimento mais agressivo.

Ainda assim, a firmeza do Feijão-carioca vem acompanhada de sinais de reação no Feijão-preto. Foram reportados negócios acima de R$ 130 por saca, o que acende alerta para possíveis impactos nos leilões de PEP e PEPRO da Conab. A burocracia excessiva que historicamente dificultou a habilitação de adquirentes continua sendo um entrave, a ponto de, em situações anteriores, compradores ficarem sem a subvenção mesmo após efetivarem suas aquisições.





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Pesquisa revela impacto de inseticidas nas abelhas


Uma tese do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da FMVZ/Unesp, câmpus de Botucatu, recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de Tese 2025, na área de “Zootecnia/Recursos Pesqueiros”. A pesquisa, de Isabella Cristina de Castro Lippi e orientada pelo professor Ricardo de Oliveira Orsi, analisou os efeitos de doses letais e subletais do inseticida imidaclopride no transcriptoma de abelhas Apis mellifera africanizadas.

“Quando os genes das abelhas sofrem alterações na expressão, várias funções importantes para o organismo podem ser comprometidas, como imunidade, nutrição, metabolismo, comportamento, visão e até a capacidade de voo. Isso é relevante não só para a saúde das abelhas, mas também para todos nós, já que as abelhas são essenciais para a produção de alimentos como frutas, verduras e castanhas, além de terem papel fundamental na preservação dos ecossistemas”, explica Isabella. “Muitas plantas só conseguem se reproduzir graças à polinização realizada pelas abelhas. Ou seja, quando elas enfrentam ameaças como os agrotóxicos, há riscos tanto para a nossa segurança alimentar quanto para a biodiversidade”, completa.

O estudo revelou que doses subletais podem gerar alterações genéticas mais intensas que as letais, afetando funções essenciais das abelhas, como imunidade, metabolismo, visão, comportamento e capacidade de voo, com impactos diretos na polinização e na segurança alimentar. “Além disso, no Brasil a legislação sobre o uso de agrotóxicos é bem menos rígida que em outros lugares, como a Europa. Por isso, estudos de avaliação de risco, com base em dados científicos sólidos, são fundamentais para subsidiar decisões regulatórias”, indica.

A pesquisa foi conduzida em colmeias experimentais da FMVZ e analisada no IBETEC/Unesp, integrando o Núcleo de Ensino, Ciência e Tecnologia em Apicultura Racional (NECTAR). O trabalho contribui para políticas públicas sobre agrotóxicos e para o desenvolvimento de tecnologias agrícolas mais sustentáveis. 

 





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Atraso na semeadura não impediu recorde do algodão



A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior


A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior
A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior – Foto: Pixabay

A safra 24/25 de algodão em Mato Grosso, maior produtor nacional, segue para resultados históricos, com produtividade média estimada em 308,08 arrobas por hectare, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O bom desempenho é resultado de chuvas fora de época, que beneficiaram o ciclo da cultura e compensaram atrasos no plantio.

Em áreas de pesquisa da Fundação MT, em Sapezal, a produtividade chegou a 393 arrobas por hectare, com talhões atingindo 457 arrobas. Segundo a pesquisadora Daniela Dalla Costa, a escolha da cultivar, manejo da cultura e época de semeadura foram determinantes para esses resultados. “Nós tivemos, nas principais regiões produtoras, uma condição de chuva em momentos decisivos”, explicou.

A área cultivada cresceu 4,18% em relação à safra anterior, alcançando 1,52 milhão de hectares, com produção total estimada em 7,04 milhões de toneladas de algodão em caroço, das quais 2,90 milhões em pluma. O clima favorável ajudou a superar os desafios do plantio tardio e dos custos elevados.

Com a safra quase concluída, produtores já planejam a semeadura da próxima temporada, avaliando áreas mais produtivas para maximizar resultados. O foco também segue na demanda internacional e no fortalecimento de certificações como ABR e Better Cotton, garantindo a competitividade da fibra mato-grossense. “Precisamos continuar investindo em certificações como a ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e o Better Cotton. Mostrar para o mundo que a nossa fibra é natural, não degrada e não deixa resíduos para as futuras gerações”, afirmou o produtor rural e atual presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel.

 





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Trigo que fixa nitrogênio promete economia bilionária



O impacto dessa tecnologia pode ser gigante


O impacto dessa tecnologia pode ser gigante
O impacto dessa tecnologia pode ser gigante – Foto: Seane Lennon

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis desenvolveram um trigo transgênico capaz de estimular bactérias do solo a capturar Nitrogênio do ar, reduzindo a dependência de fertilizantes químicos. A planta produz mais apigenina, substância que ativa essas bactérias fixadoras, garantindo produtividade mesmo com menor uso de adubo, o que pode significar ganhos econômicos e ambientais significativos para os produtores.

O impacto dessa tecnologia pode ser gigante. O trigo responde por cerca de 18% do consumo global de fertilizantes nitrogenados, e apenas nos Estados Unidos, uma redução de 10% nesse gasto poderia representar uma economia de cerca de US$ 1 bilhão por ano. A diminuição no uso de fertilizantes também tende a reduzir emissões de gases de efeito estufa e a poluição de rios e lençóis freáticos, mostrando benefícios ambientais além do econômico.

Nesse contexto, as informações indicam que a  inovação já está patenteada e há planos de expandi-la para outras culturas, como milho e arroz. Essa aplicação ampliaria o alcance da tecnologia, promovendo uma agricultura mais sustentável e eficiente em larga escala. Além disso, o desenvolvimento abre espaço para futuras pesquisas que integrem biotecnologia e manejo do solo, fortalecendo sistemas agrícolas resilientes.

Com essa solução, o futuro do campo pode ser transformado: mais produtividade, menor custo e menor impacto ambiental. O trigo que fixa nitrogênio não é apenas uma promessa científica, mas um passo concreto em direção a uma produção agrícola mais inteligente e sustentável.

 





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Lula diz que não há espaço para negociação com Trump sobre tarifas e rejeita…


Logotipo Reuters

 

Por Lisandra Paraguassu e Brad Haynes

BRASÍLIA (Reuters) – Com as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros subindo para 50% nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro em uma entrevista à Reuters que não vê espaço para negociações diretas com o presidente dos EUA, Donald Trump.

O Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas, disse, e não vai desistir das negociações comerciais, mesmo admitindo que não há, no momento, interlocução. O vice-presidente Geraldo Alckmin está tentando negociar, disse Lula, assim como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. “O que nós não estamos encontrando é interlocução”, afirmou.

No entanto, ele mesmo não tem pressa e, por enquanto nem mesmo intenção de ligar para Trump.

“Pode ter certeza de uma coisa: o dia que a minha intuição me disser que o Trump está disposto a conversar, eu não terei dúvida de ligar para ele. Mas hoje a minha intuição diz que ele não quer conversar. E eu não vou me humilhar”, disse.

Apesar das exportações brasileiras enfrentarem uma das maiores tarifas impostas por Trump, as novas barreiras comerciais dos EUA não deverão causar prejuízos tão drástico à maior economia da América Latina, o que garante ao presidente brasileiro mais fôlego para marcar uma posição mais dura contra o presidente norte-americano do que a maioria dos líderes ocidentais.

“Se os Estados Unidos não querem comprar, nós vamos procurar outro para vender; se a China não quiser comprar, nós vamos procurar outro para vender. Se qualquer país que não quiser comprar, a gente não vai ficar chorando que não quer comprar, nós vamos procurar outros”, disse, lembrando o quanto o comércio internacional do Brasil cresceu nas últimas décadas.

Hoje, o comércio com os Estados Unidos representa apenas 12% da balança comercial brasileira, contra quase 30% da China.

Lula descreveu as relações entre os EUA e o Brasil como no ponto mais baixo em 200 anos, depois que Trump vinculou a nova tarifa à sua exigência de fim do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por tentativa de golpe para permanecer no poder após a derrota na eleição de 2022.

Mas o Supremo Tribunal Federal (STF), que está julgando o caso contra Bolsonaro, “não se importa com o que Trump diz e nem deveria”, disse Lula, acrescentando que Bolsonaro deveria enfrentar outro julgamento por provocar a intervenção de Trump, chamando o ex-presidente de “traidor da pátria”.

“Essas atitudes antipolíticas, anticivilizatórias, é que colocam problemas numa relação, que antes não existia. Nós já tínhamos perdoado a intromissão dos Estados Unidos no golpe de 1964”, disse. “Mas essa não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras para um país soberano como o Brasil. É inadmissível.”

Ao admitir que as negociações estão difíceis, o presidente disse que o foco de seu governo agora é nas medidas compensatórias para amortecer o impacto econômico das tarifas dos EUA, mantendo ao mesmo tempo a responsabilidade fiscal.

“Nós temos que criar condições de ajudar essas empresas. Nós temos a obrigação de cuidar da manutenção dos empregos das pessoas que trabalham nessas empresas. Nós temos a obrigação de ajudar essas empresas a procurar novos mercados para os produtos delas. E nós temos a preocupação de convencer os empresários americanos a brigarem com o Presidente Trump para que possam flexibilizar”, afirmou, sem dar detalhes das medidas que serão anunciadas ainda esta semana.

Ele também disse que planeja telefonar para líderes do grupo Brics de países em desenvolvimento, começando pela Índia e pela China, para discutir a possibilidade de uma resposta conjunta às tarifas dos EUA.

Lula também descreveu planos para criar uma nova política nacional para os recursos minerais estratégicos do Brasil, tratando-os como uma questão de “soberania nacional” para romper com um histórico de exportações de minerais que agregavam pouco valor ao Brasil.





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