terça-feira, março 17, 2026

Política & Agro

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Desafios do Brasil na presidência da COP30


Dentro de exatamente um mês, grande parte dos olhos do mundo estarão voltados para a região Norte do Brasil, mais especificamente a região amazônica. Em 10 de novembro, começará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém. 

O encontro internacional na capital paraense seguirá até o dia 21. São esperadas delegações de governos e organizações da sociedade civil de todas as partes do planeta para buscar soluções para o aquecimento global e a mudança climática.

Enquanto a cidade faz ajustes de infraestrutura, logística e acomodações, especialistas e negociadores brasileiros se esforçam para chegar a consensos que ajudem a salvar o planeta e os povos.

Na última semana, o secretário Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Aloisio Lopes de Melo, uma das principais autoridades do governo brasileiro no tema, traçou os principais desafios e assuntos de interesse do Brasil, país que ocupa a presidência da COP30.

Ele participou de um encontro com representantes de instituições científicas, na sede da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), no Rio de Janeiro.

“É uma responsabilidade enorme do governo brasileiro ser a presidência nesse momento tão crítico”, ressaltou.

Na ocasião, os especialistas participantes do encontro pediram mais poder de decisão da ciência na COP30. 

Aloisio Melo é uma das vozes que participam da elaboração do Plano Clima, a política nacional para enfrentamento das mudanças climáticas, com ações previstas entre 2024 e 2035.

Com base na apresentação do secretário nacional, a Agência Brasil elaborou um guia sobre os principais desafios da presidência brasileira da COP30.

Na avaliação do secretário, o Brasil ocupa a presidência do encontro em um contexto “bastante complexo”, com conflitos políticos e bélicos, fazendo com que o primeiro desafio seja o fortalecimento do multilateralismo.

“O primeiro desafio é a necessidade de afirmar esse arcabouço multilateral como necessário, fundamental e efetivo para enfrentar a mudança do clima”, afirma ele, se referindo a protocolos como o Acordo de Paris, que limita o aumento da temperatura a 1,5° Celsius (C) acima dos níveis pré-industriais.

“Tem que mostrar que é necessário, para uma ação de enfrentamento da mudança do clima, um esforço coordenado internacionalmente”, diz Melo. “Tem um bombardeio ao sistema multilateral, e essa COP tem que mostrar que esse sistema é capaz de dar resposta e de mostrar ação”, completa.

Outro desafio e a ambição dos países. Segundo ele, a base do Acordo de Paris é de países apresentando suas contribuições voluntárias para manter a trajetória de limitar o aumento de 1,5° C. “Isso depende de que os países apresentem seus compromissos e, depois, que esses compromissos sejam suficientes para nos conduzir a essa trajetória”.

Melo aponta que cerca de 50 nações entregaram Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) e aproximadamente 100 não o fizeram, mas apresentaram compromissos.

No início deste ano, o Acordo de Paris sofreu um revés, com o anúncio do então recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que deixaria o tratado internacional. 

Por outro lado, o Brasil revisou a Política Nacional sobre Mudança do Clima para alinhar compromissos ao Acordo de Paris e avançar rumo a emissões líquidas (diferença entre emissão e captura) de gases do efeito estufa zero até 2050.

O secretário nacional destaca que, no setor privado, a inovação em torno da descarbonização já é um direcionador assumido em várias indústrias e setores.

“As métricas estão claras, as estratégias e a agenda tecnológica estão bastantes definidas”.

Segundo ele, esse encontro de mundos público e privado mostra que os entes estão em movimento.

Mais um desafio é o financiamento, que enfrenta a necessidade de mobilizar US$ 1,3 trilhão até 2035. “São números bastante astronômicos”.

Aloisio Melo diz que “muita gente” está trabalhando nessa busca, e cita conversas que envolvem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ministros da pasta de outros países.

“Mas tem uma pergunta a se fazer: qual desse montante é o valor que vai ser destinado à agenda de pesquisa, desenvolvimento, inovação e implementação, ajudar os países, em especial os em desenvolvimento, a implementar efetivamente as medidas?”, questiona.

O secretário nacional considera que a COP30 terá o marco de “falar seriamente” sobre adaptação. “A presidência colocou isso com agenda prioritária”.

“É uma agenda muito densa em informação, conhecimento”, diz o secretário, acrescentando que a adaptação é uma prioridade também do Plano Clima brasileiro. Ele espera que a COP consiga aprovar um marco de indicadores de adaptação.

Aloisio Melo destacou que a equipe brasileira fez parte do grupo internacional que elencou a proposta de 100 indicadores globais de adaptação que deverá ser validada. “Vai ser referência para os países a partir de agora, se for aprovada”.

O secretário classifica a transição energética como um dos temas mais sensíveis e complexos da COP30. Ele lembra que está acordado entre os países o afastamento dos combustíveis fósseis, triplicar o uso de energias renováveis globalmente e duplicar a eficiência energética.

“A nossa perspectiva do MMA é que essa COP tem que criar o caminho para que os países definam claramente qual é o passo a passo para chegar a zero ou ao mínimo possível de uso de combustíveis fósseis”.

Aloisio pede que um acordo internacional tenha indicadores para endereçar questões socioeconômicas e fiscais relevantes.

“Países produtores, como nós, somos dependentes dessa receita, do ponto de vista para fechar conta de governo, tem impacto macroeconômico, tem impacto distributivo”, pondera.

Mas Melo é taxativo: “se não endereçarmos isso, que são 70% das emissões globais, a gente não está falando seriamente de enfrentar a mudança do clima”.

Um tema que terá atenção na COP30 é a questão do desmatamento e degradação florestal. Melo cita o Fundo Tropical das Florestas (TFFF), uma espécie de recompensa para países que preservam suas florestas tropicais. “A gente vai ser aportador nesse fundo”.

O secretário Nacional de Mudança do Clima chama atenção ainda para novos conhecimentos que precisam ser adquiridos. Ele cita o exemplo dos oceanos.

“O tema dos oceanos ganhou muita relevância ao longo do tempo, inclusive do ponto de vista da ação climática”, diz. “Mas, certamente, ainda há muitas demandas para entender melhor a interação entre oceano e clima, o que está ocorrendo com o oceano, e entender melhor os potenciais impactos para o sistema climático, mas também para os sistemas humanos”, completa.





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STF suspende julgamento sobre projeto para obra da Ferrogrão



STF interrompe análise sobre a constitucionalidade do projeto Ferrogrão


Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quarta-feira (8) o julgamento sobre a legalidade do projeto de construção da Ferrogrão, nova ferrovia que ligará Sinop, no norte de Mato Grosso, a Itaituba, no Pará. A votação sobre a constitucionalidade da construção foi iniciada na sessão de hoje, mas após os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, Flávio Dino pediu vista do processo. Não há data para retomada do caso.

A construção da Ferrogrão é articulada desde o governo do ex-presidente Michel Temer, que editou uma medida provisória (MP) para tratar da questão. Em seguida, a MP foi convertida na Lei 13.452/2017. Sob a justificativa de resolver problemas de escoamento da produção agrícola, as normas alteraram os limites do Parque Nacional do Jamanxim, localizado no Pará, para permitir a construção da ferrovia.

O caso chegou ao Supremo por meio de uma ação protocolada pelo PSOL. O partido alegou que medidas ambientais não foram cumpridas e que o traçado da ferrovia pode trazer prejuízos para as comunidades indígenas que estão nas proximidades do parque. Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes votou pela constitucionalidade da lei que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim.

No entendimento de Moraes, as normas previram a compensação ambiental da área reduzida do parque e não houve prejuízo considerável para o meio ambiente. O relator também descartou impactos para as comunidades indígenas.

“Ela [ferrovia] não passa por nenhuma terra indígena. O maior impacto registrado seria na Terra Indígena Praia do Mangue, que fica a quatro quilômetros de distância do traçado da ferrovia”, afirmou. O voto do relator foi seguido pelo ministro Luís Roberto Barroso. Faltam os votos de nove ministros.





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Mercado de grãos inicia sexta em queda


Os mercados de grãos iniciaram esta sexta-feira (10) com movimento de baixa nas principais bolsas internacionais, influenciados pela força do dólar e pelo cenário macroeconômico global. Segundo a TF Agroeconômica, a tendência do dia é de cautela, com os investidores atentos à situação do trigo, soja e milho em meio à paralisação do governo norte-americano, que suspendeu a divulgação do relatório WASDE do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No trigo, os contratos de dezembro/25 em Chicago recuaram para US$ 505,50 por bushel, pressionados pela valorização do dólar. No Brasil, os preços regionais divergem: o Cepea aponta R$ 1.242,83/tonelada no Paraná (+0,71%) e R$ 1.186,12/tonelada no Rio Grande do Sul (-0,24%). Há rumores de que a Conab estuda lançar um PEPRO voltado a cooperativas e produtores do RS, com foco no atendimento de até 200 mil toneladas destinadas ao Norte e Nordeste, o que poderia demandar cerca de R$ 75 milhões em recursos. A proposta busca equilibrar a competitividade frente ao trigo argentino, que mantém prêmios atrativos.

A soja também opera em baixa, com o contrato novembro/25 recuando 7,75 cents, a US$ 1.014,50/bushel. A volta da China ao mercado, após o feriado nacional, impulsionou compras de seis carregamentos de soja brasileira e dois da nova safra, além de cotações pedidas à Argentina. Contudo, a realização de lucros pelos fundos limitou ganhos em Chicago. No Brasil, o Cepea registrou R$ 131,95 no interior do Paraná (+0,04%) e R$ 136,72 em Paranaguá (-0,16%). O feriado argentino reduziu a liquidez regional.

O milho acompanha a tendência de queda, cotado a US$ 417,25/bushel para dezembro/25. O recuo é sustentado pela colheita recorde nos EUA e pela redução da previsão de importação da China para 6 milhões de toneladas na safra 2025/26. No mercado interno, o Cepea apontou R$ 65,19 (-0,17%), enquanto na B3 o contrato novembro/25 subiu 0,64%, a R$ 67,24. 

 





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O futuro do agro passa por bioinsumos e digitalização



A agricultura digital também ganha força com drones


A agricultura digital também ganha força com drones
A agricultura digital também ganha força com drones – Foto: Divulgação

A pressão global por alimentos cresce rapidamente. Segundo a FAO, até 2050 será necessário produzir 60% mais comida para atender quase 10 bilhões de pessoas, em meio a desafios como as mudanças climáticas, a perda de áreas agricultáveis e a escassez de recursos naturais. Nesse contexto, o Brasil desponta como protagonista na transformação agrícola, com agtechs e foodtechs desenvolvendo soluções que unem produtividade e sustentabilidade, enquanto plataformas como a Arara Seed ampliam o acesso a financiamento e conectam investidores ao setor.

Entre os principais movimentos que moldam o futuro do agro, a recuperação de pastagens degradadas se destaca. O país possui 164 milhões de hectares de pastagens, dos quais 28 milhões estão degradados, segundo Embrapa e MapBiomas. A regeneração dessas áreas pode elevar a produtividade sem necessidade de abrir novas fronteiras, atraindo bilhões em investimentos e fortalecendo a agricultura de baixo carbono.

Outro pilar é o avanço dos bioinsumos, que devem movimentar US$ 30 bilhões globalmente até 2030. No Brasil, o segmento cresce mais de 30% ao ano, impulsionado por startups de biotecnologia e pelo Programa Nacional de Bioinsumos. Essas soluções reduzem custos, melhoram a saúde do solo e aumentam a rastreabilidade — fator crucial para mercados internacionais exigentes.

A agricultura digital também ganha força com drones, sensores e inteligência artificial, permitindo ganhos médios de 25% na produtividade e redução de 30% no uso de insumos, segundo a Accenture. Aliada à expansão do 5G, a automação transforma o campo em um ambiente de decisões mais assertivas e sustentáveis.

“A recuperação dessas áreas é apontada como uma das maiores oportunidades globais de regeneração agrícola e climática, capaz de atrair bilhões em investimentos e elevar a produtividade sem necessidade de abrir novas fronteiras”,  afirma Henrique Galvani, CEO da startup.





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BAT Brasil cria tecnologia inovadora para o cultivo do tabaco



Parque tecnológico reforça compromisso com o desenvolvimento do agro brasileiro


Foto: Divulgação

Projeto criado no BAT Brazil Labs, segundo maior parque tecnológico privado da América Latina reforça compromisso com o desenvolvimento do agro brasileiro

 

A BAT Brasil acaba de entrar com um pedido de patente, no INPI, de uma tecnologia capaz de antecipar riscos climáticos e produtivos que possam gerar impactos na cultura do tabaco. Por meio de inteligência artificial e aprendizagem de máquina, a solução inovadora ajuda a prever indicadores-chave, permitindo ações de mitigação para garantir a qualidade da colheita em cada safra.

 

Desenvolvido no BAT Brazil Labs (BBL), centro de inovação e pesquisa em Cachoeirinha (RS) e o segundo maior parque tecnológico privado da América Latina, o projeto contou com a participação de três bolsistas do CNPq, ao longo de três anos. A metodologia, estruturada em três fases – analítica, preditiva e prescritiva – utiliza dados climáticos históricos, algoritmos de aprendizado de máquina e resultados de campo para oferecer recomendações de manejo em tempo real – com potencial para ser aplicado em diferentes cadeias agrícolas.

 

A solução já apresenta resultados expressivos. Durante o El Niño de 2024, o piloto do projeto evitou perdas de mais de 11 milhões de quilos de tabaco no Brasil e 5 milhões no México, outro país atendido pelo centro de excelência. A companhia também registrou um aumento de 8,2% na produtividade da última safra (2023/24).

 

“A BAT Brasil tem a inovação em seu DNA. Essa solução alia tecnologia à tradição da nossa produção agrícola, garantindo a qualidade do tabaco e melhores resultados para nossos produtores integrados. Com isso, temos previsibilidade diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes, permitindo a mitigação de riscos a partir da adoção de práticas sustentáveis”, afirma Maurício Cantisani, diretor de Tabaco da BAT Brasil para a América do Sul.

 

A solução deu tão certo no Brasil que agora é exportada para outros mercados do grupo BAT. Além do México, a tecnologia é empregada em Bangladesh, Paquistão e Croácia.

 

Presença feminina e parcerias com centros acadêmicos

 

Com meio século de história, o BAT Brazil Labs vem se consolidando como um dos maiores polos privados de tecnologia e inovação da América Latina. Com 222 colaboradores, sendo 59% mulheres — das quais 45% ocupam cargos de liderança —, o BBL é um exemplo de diversidade e protagonismo feminino em ciência e tecnologia.

 

O centro também reúne um time altamente qualificado, com 52% dos profissionais com pós-graduação, mestrado, doutorado ou pós-doutorado. Outra marca é a parceria com mais de 10 instituições acadêmicas, entre universidades e centros de ensino, além da parceria com o Instituto Caldeira, maior hub de inovação do estado do Rio Grande do Sul.





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Fim da MP 1.303 coloca governo em xeque fiscal



“A caducidade da medida representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões”


“A caducidade da medida representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões"
“A caducidade da medida representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões” – Foto: Canva

A caducidade da Medida Provisória nº 1.303, que previa a tributação unificada de investimentos, apostas e rendas financeiras, reacendeu preocupações sobre a previsibilidade fiscal e a autonomia do Executivo para criar tributos sem aprovação do Congresso. Segundo especialistas, a perda de validade mantém em vigor as regras anteriores e pressiona o governo a buscar alternativas fiscais.

Para o tributarista Carlos Crosara, do Natal & Manssur Advogados, a MP “deixa de existir no mundo jurídico e de produzir efeitos a partir de sua caducidade, mas os atos praticados enquanto vigorava permanecem válidos”. Ele esclarece que, diferentemente de uma declaração de inconstitucionalidade, os efeitos são ex nunc, sem direito automático à restituição de tributos pagos.

O advogado Marcelo Costa Censoni Filho, do Censoni Advogados Associados, destaca que a caducidade representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões na previsão de arrecadação para 2026, mantendo integralmente o sistema anterior e sem aplicação das novas alíquotas. Segundo ele, isso deve levar o governo a adotar medidas de contenção de gastos e elevar tributos como IOF e IPI por decreto.

“A caducidade da medida representa um rombo estimado em R$ 17 bilhões na previsão de arrecadação para 2026, o que deve levar o governo a adotar medidas de contenção de gastos e a elevar tributos como IOF e IPI por decreto”, comenta.

Luís Garcia, do MLD Advogados Associados, reforça que pagamentos realizados sob normas válidas produzem efeitos legítimos e eficazes. Ele alerta que o governo pode recorrer a tributos regulatórios e medidas sobre investimentos isentos, como LCI e LCA, mostrando o desafio de equilibrar ajuste fiscal e incentivo à economia real.

 





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Tecnologia impulsiona agro mediterrâneo



“França, Itália e Espanha representam 60% de todo o mercado mediterrâneo”


“França, Itália e Espanha representam 60% de todo o mercado mediterrâneo”
“França, Itália e Espanha representam 60% de todo o mercado mediterrâneo” – Foto: Divulgação

As economias do Mediterrâneo vêm mostrando forte resiliência diante da instabilidade global, registrando crescimento superior ao mundial e europeu. Esse desempenho positivo reflete-se no mercado de máquinas agrícolas, que aumentou seu valor de 12,3 bilhões de euros em 2019 para 16,4 bilhões em 2024, segundo dados da FederUnacoma, associação italiana que representa fabricantes do setor. Investimentos em tecnologia são apontados como essenciais para explorar o potencial agrícola da região e preservar o equilíbrio ambiental.

Regiões como os Bálcãs, Turquia e Oriente Médio tiveram altas expressivas: 120%, 390% e mais de 90%, respectivamente, entre 2019 e 2024. O Norte da África também cresceu 21% no período, com faturamento de 859 milhões de euros. Previsões indicam que o mercado mediterrâneo de tecnologia agrícola deve atingir cerca de 17 bilhões de euros em 2028, consolidando o papel da região como um polo estratégico, especialmente em produtos agrícolas de alto valor e transporte marítimo eficiente.

“França, Itália e Espanha representam 60% de todo o mercado mediterrâneo”, explicou Mariateresa Maschio, presidente da FederUnacoma (associação italiana que representa fabricantes de máquinas agrícolas). “Mas regiões como os Bálcãs e o Oriente Médio registraram taxas de crescimento extremamente boas”, completa.

A Agrilevante, feira de tecnologias para a agricultura mediterrânea, que abre em Bari no dia 9 de outubro, busca fortalecer essa tendência, oferecendo uma plataforma para inovação e expansão dos mercados locais, alinhada ao aumento da demanda por soluções tecnológicas que maximizem a produtividade agrícola.

“Esses objetivos exigem um salto quântico em equipamentos tecnológicos para explorar plenamente o potencial agrícola da bacia, e essa é precisamente a missão da Agrilevante, feira criada pela FederUnacoma como plataforma para esses novos mercados”, concluiu a presidente da FederUnacoma.

 





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Chuva atrasa plantio e limita oferta de arroz no RS



Oferta de arroz em casca segue limitada no Rio Grande do Sul



Foto: Nadia Borges

Com foco na semeadura da safra 2025/26, a oferta de arroz em casca segue limitada no Rio Grande do Sul, segundo levantamento do Cepea. A situação se agravou nas últimas semanas devido às chuvas intensas que atingiram o estado, comprometendo o cronograma de plantio em diversas microrregiões.

O impacto climático gerou um alerta entre orizicultores e agentes do setor. Com o solo encharcado e áreas alagadas, o plantio enfrenta atrasos significativos, o que pode comprometer a janela ideal da safra. O RS responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz.

Apesar da menor oferta da matéria-prima, compradores do arroz beneficiado relatam dificuldades na comercialização do produto final. Os preços do arroz industrializado encontram resistência no mercado, limitando reajustes na aquisição do arroz em casca. Colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os lotes negociados recentemente representam menos da metade do volume usualmente comprado, evidenciando um mercado desaquecido na ponta final da cadeia.

O cenário reforça o desafio de equilíbrio entre produção e demanda. De um lado, produtores lidam com incertezas climáticas e dificuldades operacionais; de outro, a indústria enfrenta estoques elevados e baixa liquidez.

Se as chuvas persistirem e comprometerem ainda mais o avanço da semeadura, o abastecimento futuro pode ser afetado, aumentando a pressão sobre os preços no início de 2026. 

 





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Algodão inicia outubro em queda e atinge menor preço em dois anos



Entre os principais vetores da queda está a baixa paridade de exportação



Foto: Pixabay

Os preços do algodão em pluma abriram outubro em forte retração, segundo o Cepea. No dia 3, a cotação doméstica atingiu o menor patamar em mais de dois anos, influenciada por fatores internacionais e domésticos. Entre os principais vetores da queda está a baixa paridade de exportação, que recuou ao menor valor nominal desde dezembro de 2020. A desvalorização do dólar frente ao real agrava a competitividade externa da pluma brasileira, pressionando o mercado interno.

Além disso, os estoques globais elevados contribuem para um cenário de oferta abundante. No Brasil, a colheita recorde da última safra começa a ser comercializada com mais intensidade no spot, aumentando a disponibilidade e impactando as cotações.

Diante desse contexto, parte dos vendedores opta por reduzir os preços para viabilizar negócios, fazer caixa ou liquidar estoques específicos. Ainda assim, a demanda permanece contida, refletindo cautela na reposição por parte das indústrias.

A combinação de oferta elevada, baixa atratividade exportadora e consumo interno retraído cria um ambiente desafiador para o setor algodoeiro. Os próximos movimentos dependerão da recuperação do dólar e do apetite da indústria nacional. Com a proximidade do período de planejamento da nova safra, o comportamento dos preços nas próximas semanas será decisivo para as decisões de plantio e comercialização do ciclo 2025/26.





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Produção de citros cresce 17,2% em Minas Gerais


A cadeia produtiva de citros segue em expansão em Minas Gerais, mesmo diante de um cenário de desafios para o setor no mundo. Dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apontam que, entre janeiro e agosto de 2025, a produção total alcançou 1,48 milhão de toneladas, crescimento de 17,2% em relação ao mesmo período de 2024. A produtividade média estadual foi de 24,37 toneladas por hectare, em uma área de 85.198,45 hectares cultivados.

A laranja continua como principal cultura da citricultura estadual. De acordo com o levantamento, responde por 90,3% da produção, somando 1,13 milhão de toneladas no período, com aumento de 21% na comparação anual.

O controle sanitário das lavouras tem sido uma das frentes de atuação do Instituto Mineiro de Agropecuária, que acompanha os pomares desde os primeiros registros da doença no Estado, há cerca de duas décadas. Em 2024, foram monitoradas 409 plantações, emitidas 773 autorizações para entrada de mudas e realizadas 1.742 fiscalizações em propriedades rurais. A instituição também mantém o programa Viva Citros, voltado à educação e prevenção.

Os municípios de Comendador Gomes e Prata lideram a produção de laranja. Entre janeiro e agosto de 2025, as exportações somaram 11,1 toneladas, com receita de US$ 32 mil.

A tangerina ocupa a segunda posição no ranking, com volume de 243,4 mil toneladas, o que representa 9,3% do total produzido no Estado. O aumento foi de 5,2% no período. Belo Vale responde por 14,1% da produção, seguida de Campanha (13,5%) e Brumadinho (9,7%).

O limão aparece em terceiro lugar, com 100,7 mil toneladas produzidas no acumulado de janeiro a agosto de 2025, alta de 9% frente ao mesmo período de 2024. Jaíba concentra 47% da produção estadual, enquanto Matias Cardoso responde por 15,9%. As exportações somaram 1,5 mil toneladas, com receita de US$ 1,2 milhão.





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