terça-feira, março 17, 2026

Política & Agro

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Soja recua em Chicago: Confira



O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%


O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%
O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70% – Foto: USDA

A quinta-feira foi marcada por queda nos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), após duas sessões consecutivas de valorização. De acordo com a TF Agroeconômica, o movimento foi influenciado pela realização de lucros e pela ausência de relatórios oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o que levou os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa diante da falta de referências concretas sobre o mercado.

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%, cotado a US$ 1.022,25 por bushel, enquanto o de janeiro recuou 0,57%, para US$ 1.038,50. Entre os derivados, o farelo de soja para outubro caiu 0,41%, a US$ 269,70 por tonelada curta, e o óleo de soja para o mesmo mês perdeu 1,16%, encerrando a US$ 50,38 por libra-peso. Esses números refletem a acomodação dos preços após as altas recentes, motivadas por especulações sobre uma ajuda financeira do governo americano aos agricultores.

A expectativa de um “programa significativo” de apoio, confirmada pela Secretária de Agricultura Brooke Rollins, havia dado fôlego às cotações, mas a falta de detalhes e prazos concretos gerou incerteza. “A percepção é de que os produtores terão que vender parte da produção para levantar recursos, e o mercado começa a precificar isso”, observou Jack Scoville, analista do Price Group.

Com a não divulgação dos relatórios semanais de exportações e do boletim mensal de oferta e demanda do USDA, os agentes preferiram reduzir posições e proteger ganhos anteriores. A falta dessas balizas oficiais aumentou a volatilidade, reforçando um tom de prudência no mercado internacional da oleaginosa.

 





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Soja manteve estabilidade no Sul


O mercado físico gaúcho da soja manteve estabilidade, segundo informações da TF Agroeconômica, com Não-Me-Toque registrando R$ 120,00 por saca, sem variação no fechamento. “Para pagamento em 15/10, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 136,20/sc, enquanto no interior as referências se mantiveram em torno de R$ 131,00/sc em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Santa Catarina mantém liquidez no mercado, mas custos logísticos avançam com novas regras da ANTT. “O mercado físico catarinense registrou firmeza, com Palma Sola cotada a R$ 122,00 por saca, em alta de +0,83%. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 136,94 (+0,29%)”, completa.

O Paraná acelera o plantio e registra alta nas cotações da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 139,27 (+0,39%). Em Cascavel, o preço foi 128,25 (+0,02%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,57 (-0,89%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 130,42 (-1,74%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 136,94 (+0,29%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul registrou valorização no mercado físico com Ponta Porã em forte alta de +4,07%, alcançando R$ 128,00. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,77 (+1,06%), Campo Grande em R$ 122,77 (+1,06%), Maracaju em R$ 122,77 (+1,06%), Chapadão do Sul a R$ 120,47 (+0,62%), Sidrolândia a em R$ 122,77 (+1,06%)”, informa.

Mato Grosso avança no plantio, mas déficit de armazenagem limita autonomia comercial. “Campo Verde: R$ 125,54 (+1,24%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,07 (+1,40%), Nova Mutum: R$ 119,07 (+1,40%). Primavera do Leste: R$ 121,54 (-1,98%). Rondonópolis: R$ 121,54 (-1,98%). Sorriso: R$ 119,07 (+1,40%)”, conclui.





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Futuros de milho fecham mistos


Os contratos futuros de milho apresentaram comportamento misto nesta quinta-feira (9), refletindo fatores distintos entre o mercado interno e o internacional. Segundo a TF Agroeconômica, a valorização do dólar frente ao real sustentou parte das cotações na B3, enquanto em Chicago o cereal recuou diante da ausência do relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), tradicionalmente divulgado pelo USDA.

No mercado brasileiro, o milho acompanhou a alta da moeda americana e o ritmo da comercialização interna, especialmente voltada às indústrias de etanol nas regiões Centro e Norte, o que deu sustentação aos preços. Já no Sul do país, as vendas seguem lentas, com a demanda concentrada na alimentação animal. Diante desse cenário, o contrato de novembro/25 encerrou o dia em R$ 67,24, com alta de R$ 0,64 no dia e de R$ 1,53 na semana. O janeiro/26 subiu para R$ 69,43, avanço de R$ 0,64 no dia e de R$ 1,15 na semana, enquanto março/26 fechou a R$ 71,95, alta de R$ 0,43 no dia e de R$ 0,95 na semana.

Em Chicago, os futuros do cereal voltaram a cair. O contrato de dezembro recuou 0,95%, fechando a US$ 418,25 por bushel, e o de março perdeu 0,86%, a US$ 434,00. As cotações refletiram o comportamento técnico de vendas, em meio à ausência do WASDE, que costuma balizar o mercado. De acordo com o analista americano Ben Potter, o movimento de queda ocorreu exatamente no horário em que o relatório deveria ter sido divulgado, levantando questionamentos sobre o impacto da falta de dados oficiais.

No cenário global, a China manteve a estimativa de produção de milho em 296,6 milhões de toneladas, mas reduziu suas exportações projetadas de 7 para 6 milhões de toneladas. O governo chinês tem adotado políticas de incentivo à autossuficiência, flexibilizando regras internas para ampliar a produção e reduzir a dependência externa do grão.

 





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Grande oferta de trigo pressiona preços no Sul do país


A ampla disponibilidade de trigo no mercado gaúcho tem pressionado as cotações do cereal nesta semana. Segundo informações da TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul enfrenta forte desequilíbrio entre oferta e demanda, com mais de 2,5 milhões de toneladas ainda disponíveis, o que explica a contínua queda dos preços pagos aos produtores.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as lavouras gaúchas seguem em boas condições, com 58% das áreas em enchimento de grãos e 18% em maturação fisiológica. O potencial produtivo é considerado elevado, podendo superar 3.900 kg/ha nas áreas de maior tecnificação. Entretanto, o excesso de chuvas e as geadas durante o perfilhamento afetaram parte dos cultivos, reduzindo o número de espigas por metro quadrado em algumas regiões. A colheita ainda é incipiente, alcançando menos de 1% da área total cultivada.

No mercado, cerca de 140 mil toneladas da nova safra já foram comercializadas, sendo 90 mil destinadas à exportação — número bem abaixo da média histórica de 350 mil toneladas para este período. Com moinhos locais e de outros estados pouco ativos, produtores têm recorrido ao porto de Rio Grande, onde negócios ocorrem a R$ 1.160,00 sobre rodas, equivalendo a cerca de R$ 1.000,00 no interior. Os preços “de pedra” seguem em queda, variando entre R$ 61,00 e R$ 64,00 por saca nas principais praças do estado.

Em Santa Catarina, a colheita começa lentamente, mas ainda sem volume significativo de vendas. Os preços caíram para R$ 62,00–72,25 por saca, enquanto os moinhos seguem abastecendo-se com trigo de outras regiões. Já no Paraná, com mais de 60% da área colhida, a demanda começa a reagir, elevando levemente os preços — entre R$ 1.220,00 e R$ 1.280,00 a tonelada, conforme o Cepea. O cenário reforça a tendência de curto prazo: o excesso de oferta no Sul mantém pressão sobre os preços internos, mesmo diante de boas perspectivas de produtividade.

 





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Milho segue com pouca movimentação


O milho gaúcho segue com pouca movimentação e negócios quase paralisados, segundo informações da TF Agroeconômica. “O abastecimento interno continua dependente de grãos de outros estados e do Paraguai, enquanto a oferta local é voltada a pequenos consumidores, como granjas e produtores domésticos. As indicações de compra permanecem estáveis, entre R$ 67,00 e R$ 70,00/saca conforme a região, enquanto vendedores pedem de R$ 70,00 a R$ 72,00/saca no interior para setembro. No porto, o preço futuro está em R$ 69,00/saca para fevereiro/26”, comenta.

Semeadura em bom ritmo em Santa Catarina, mas falta de acordo trava o mercado. “Produtores mantêm solicitações próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias oferecem no máximo R$ 70,00/saca. No Planalto Norte, as negociações giram entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanço nas tratativas. A falta de consenso entre as partes mantém o mercado praticamente parado”, completa.

O mercado de milho no Paraná segue sem reação, com negócios lentos e compradores resistentes em elevar as ofertas. “As pedidas dos produtores chegam a R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias não passam de R$ 70,00 CIF, o que mantém o impasse e reduz a liquidez. Mesmo com boa disponibilidade de grãos, o mercado spot segue praticamente parado”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul segue com baixa liquidez e poucas negociações. “As cotações oscilam entre R$ 48,00 e R$ 53,00/saca, com Dourados no topo. Apesar de alguns ajustes pontuais, o cenário segue estável e travado, com produtores relutando em vender a preços menores e compradores atuando com cautela”, conclui.

 





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Petrobras anuncia R$ 2,6 bilhões para indústria naval na Bahia


A retomada de investimentos da Petrobras na indústria naval na Bahia prevê a construção de seis embarcações de apoio marítimo offshore nos próximos anos, que serão fabricadas no estaleiro Enseada, em Maragogipe, município do Recôncavo Baiano, a cerca de 130 quilômetros de Salvador.

Os detalhes foram anunciados nesta quinta-feira (9), em evento na região que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, além de ministros e centenas de trabalhadores do estaleiro.

“Estou aqui para recuperar a indústria naval brasileira, mas os caras que deixaram um estaleiro dessa magnitude parado deveriam ser presos por causarem prejuízos à população brasileira”, afirmou Lula durante o anúncio do investimento bilionária para retomar o projeto.

Pela manhã, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, Lula participou da inauguração da nova fábrica de veículos elétricos e híbridos da chinesa BYD, na antiga fábrica da Ford, fechada em 2021.

As seis embarcações são do tipo ORSV (Oil Spill Response Vessel, em inglês), especializadas em atividades de controle de vazamentos em alto-mar, e serão construídas pela empresa navegação CMM Offshore Brasil, para depois serem repassadas para uso da Petrobras.

O investimento total é estimado em R$ 2,58 bilhões, com previsão de quatro anos para construção e 12 anos de operação para cada contrato. Apenas nessa construção, mais de 5,4 mil empregos, entre diretos e indiretos, serão gerados. Os contratos também exigem 40% de conteúdo local nos componentes usados na fabricação dos barcos.

“Só para lembrar vocês, nós ficamos 8 anos sem que a Petrobras fizesse uma única demanda à indústria naval brasileira. O que nós estamos retomando, portanto, não tem preço”, destacou Magda Chambriard.

Segundo a presidente da Petrobras, a companhia já avançou na contratação de 44 de 48 embarcações planejadas para fabricação no Brasil, em diferentes estaleiros do país. Os barcos, segundo ela, têm porte médio a grande, acima de 1 mil metros quadrados de área livre. De acordo com dados do Ministério de Minas e Energia (MME), a renovação da frota naval no Brasil deve gerar 44 mil empregos e R$ 23 bilhões em investimentos.

De acordo com a estatal, as embarcações que serão construídas na Bahia serão equipadas com um sistema de propulsão híbrida, que combina motores elétricos e baterias com geradores movidos a diesel e biodiesel, além da possibilidade de conversão futura para etanol, capazes de reduzir em até 25% de emissões de dióxido de carbônico (CO2), o principal gás causador do efeito estufa.

Durante o evento, o Ministério de Portos e Aeroportos anunciou investimento de R$ 611,7 milhões para a construção de 80 embarcações destinadas à expansão das atividades no setor naval e aquaviário. Desse total, R$ 550,5 milhões serão recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

O financiamento, de acordo com a pasta, tem potencial de gerar mais de 2 mil empregos diretos. Até o momento, foram construídas quatro embarcações e outras três estão em fabricação.

O Fundo da Marinha Mercante, mantido pelo governo federal, financia a renovação da frota e a reparação de embarcações.

“Aqui, no Estaleiro Enseada, renascem quase 7 mil empregos diretos de qualidade. Salários dignos para melhorar a vida das famílias. Mais de 90% dos postos de trabalho estão sendo ocupados por gente daqui, do Recôncavo Baiano. Mão de obra local, benefício local”, celebrou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

A Petrobras também anunciou a retomada e operação das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia e de Sergipe (Fafen-BA e Fafen-SE), cujas atividades devem começar em janeiro. As plantas vão produzir amônia, ureia perolada e ARLA-32, utilizando contrato que ainda inclui a operação dos Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, em Candeias, na Bahia.

Na Fafen Bahia, o investimento previsto para a retomada da unidade é R$ 38 milhões e a estimativa é de que sejam gerados 750 empregos diretos. Os mesmos valores de investimento e empregos estão previstos para a planta sergipana.

As duas fábricas, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A (ANSA), outra fábrica nacional de fertilizantes da Petrobras, instalada no Paraná, responderão por 20% de toda a produção de fertilizantes consumida pelo setor agrícola brasileiro. Uma nova fábrica em construção no Mato Grosso deve elevar a produção nacional para 35% de toda a demanda nos próximos anos, assegurou a presidente da Petrobras. 

Ainda na Bahia, o governo estadual e a Petrobras assinaram um protocolo de intenções para que a estatal possa utilizar o canteiro de obras de São Roque do Paraguaçu (BA) para o acostamento de plataformas de petróleo. No local, essas plataformas serão descomissionadas parcialmente e, no futuro, poderão ser reconstruídas no mesmo local, gerando novos empregos.

O protocolo também prevê a disponibilização de parte do canteiro para que estado da Bahia utilize a área como apoio à construção da Ponte Salvador-Itaparica.





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Frango mantém alta nos preços impulsionada pela demanda



Preços do frango se mantêm em alta com demanda firme no Brasil


Foto: Divulgação

Os preços do frango vivo e da carne registram novos aumentos na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, o impulso vem da maior demanda típica de início de mês. Pesquisadores ressaltam que o movimento de alta tem se sustentado desde o início de setembro, atravessando inclusive a segunda quinzena – período em que o consumo tradicionalmente recua devido ao menor poder de compra da população.

No mercado de pintainhos de corte, levantamentos do Cepea mostram que o animal completou o segundo mês consecutivo de valorização (agosto e setembro). De acordo com agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, o comportamento é resultado de uma oferta reduzida e de uma demanda firme pelo produto. 





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Melão/Cepea: Oferta limitada e vendas fracas mantêm cotações estáveis na Ceagesp


Na Ceagesp, os preços do melão apresentaram estabilidade nesta semana (15 a 19/09). O amarelo 5 a 8 foi vendido por R$ 54,00/cx de 13 kg. Esse cenário está associado à oferta controlada no entreposto (mesmo diante do avanço das colheitas no RN/CE, essa região tem exportado a maior parte do volume, limitando a oferta doméstica) e ao enfraquecimento das vendas neste início de segunda quinzena.

Para a próxima semana, atacadistas estão atentos a previsões indicando queda das temperaturas.  A ClimaTempo prevê máximas de 18ºC e mínimas de 14ºC na capital paulista, o que associado ao período de fim de mês e à maior entrada gradual de melões, pode pressionar as cotações nos próximos dias. Para variedades nobres, como o orange, o tipo foi vendido por R$ 33,60/cx de 6 kg nesta semana, queda de 7%.

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Citricultores aguardam chuvas e preços sobem



Produtores esperam chuvas para melhorar a florada e qualidade da laranja


Foto: Seane Lennon

Citricultores seguem à espera de um retorno mais consistente das chuvas que garanta uma florada uniforme e vigorosa, apontam levantamentos do Cepea. Até o momento, flores foram abertas em apenas alguns talhões de sequeiro e em lavouras irrigadas. Segundo o Centro de Pesquisas, muitos produtores estão preocupados com as atuais condições fisiológicas das plantas e também das frutas que têm sido enviadas ao mercado de mesa – o baixo índice pluviométrico tem murchado a laranja.

Para os próximos dias, há previsão de chuva nas principais regiões citrícolas do cinturão de São Paulo, contexto que deve contribuir para a manutenção do potencial produtivo dos pomares, mesmo que um pouco atrasado o desenvolvimento da safra quando comparado a anos anteriores. Quanto aos preços, de 6 a 9 de outubro, a laranja pera destinada à indústria foi negociada à média de R$ 50,41/caixa de 40,8 kg, alta de 0,73% em relação à da semana anterior.

Os poucos contratos fechados seguem em torno de R$ 50/cx de 40,8 kg. Para as laranjas de mesa, a pera na árvore é comercializada à média de R$ 60,53/cx de 40,8 kg, aumento de 1,02% sobre a semana anterior. Neste caso, vendedores reportam ao Cepea que a procura segue boa nos últimos dias. 





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Comissão aprova criar incentivos para bancos comunitários de sementes


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6176/13, do deputado Padre João (PT-MG), que cria a política para bancos comunitários de sementes e mudas de plantas locais, tradicionais ou crioulas (plantas adaptadas por povos indígenas, quilombolas ou agricultores familiares tradicionais na América).

A política busca promover a biodiversidade agrícola, a organização comunitária e a capacitação para gerenciamento de banco de sementes e mudas e a manutenção de valores da população tradicional. O trabalho é voltado para agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas e povos tradicionais.

O texto segue agora para o Senado, caso não haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara. A comissão acompanhou o voto do relator, deputado Luiz Couto (PT-PB). Segundo ele, a proposta está de acordo com a Constituição, com as leis e foi escrita de forma clara e correta.

O projeto inclui as comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais na relação de isentos de inscrição no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). Atualmente, já são isentos os agricultores familiares, os assentados da reforma agrária e os indígenas que multipliquem sementes ou mudas para distribuição, troca ou comercialização entre si.

O projeto também amplia o conjunto de profissionais habilitados a desenvolver atividades relacionadas a sementes e mudas, como beneficiamento, análise de laboratório, produção destinada à comercialização e reembalagem. Atualmente, a lei que criou o Sistema Nacional de Sementes e Mudas (Lei 10.711/03) limita a assistência a essas atividades a engenheiros agrônomos e florestais.

Assistência

Pela proposta, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento poderá criar centros de assistência para os povos e populações tradicionais, populações indígenas e pequenos produtores rurais.

O poder público deverá, segundo a proposta, capacitar e treinar os agricultores sobre o cuidado com as mudas e as sementes e os biomas onde as plantas são cultivadas. Além disso, o Executivo deve ajudar a repor as sementes e as mudas usadas, cadastrar os bancos utilizados pelos agricultores e estimular o intercâmbio de conhecimento e de material genético entre as comunidades agrícolas.

A proposta também modifica a Lei de Licitações, para garantir a participação de agricultores familiares, agricultores tradicionais, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais, coletores de sementes, ou suas organizações associativas ou cooperativas, em compras públicas com dispensa de licitação.

 





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