quinta-feira, março 12, 2026

Política & Agro

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Taxar os agroquímicos é a solução?



A proposta se apoia na ideia de que elevar impostos reduziria o uso desses insumos


A proposta se apoia na ideia de que elevar impostos reduziria o uso desses insumos
A proposta se apoia na ideia de que elevar impostos reduziria o uso desses insumos – Foto: Canva

O debate sobre a tributação de agroquímicos voltou ao centro das discussões nacionais, impulsionado por iniciativas que defendem taxas destinadas a corrigir supostos impactos ambientais. As informações são de Luis Eduardo Pacifici Rangel, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Ex-secretário de Defesa Agropecuária e Ex-Diretor de Análises Econômicas e Políticas Públicas do MAPA.

A proposta se apoia na ideia de que elevar impostos reduziria o uso desses insumos, mas estudos recentes mostram que essa lógica não se aplica ao setor agrícola. Pesquisadores da Universidade de Brasília apontam que a demanda por agroquímicos tem elasticidade-preço praticamente nula, o que significa que o uso não diminui mesmo diante de aumentos de custo. O efeito direto seria apenas o encarecimento da produção, pressionando os preços dos alimentos sem gerar benefícios ambientais.

As análises destacam que esses insumos são essenciais para a produtividade e integrados ao sistema de manejo das lavouras, o que os coloca dentro do princípio constitucional da essencialidade. A recomposição de tributos como ICMS e IPI poderia elevar significativamente os custos de culturas como algodão, soja e milho, com impacto sobre produtores e consumidores. O estudo ressalta ainda que penalizar bens essenciais distorce o mercado e ameaça a segurança alimentar, reforçando que a adoção de práticas sustentáveis avança por inovação, e não por coerção. 

“Taxar agroquímicos não é “corrigir o mercado”, é distorcê-lo. A teoria e a evidência empírica mostram que a seletividade tributária é o caminho mais racional: ela equilibra eficiência econômica, justiça fiscal e sustentabilidade. A agricultura sustentável não nasce da penalização, mas da inovação e da coerência científica” conclui.

 





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Cresce a preocupação com nematoides nas lavouras



O aumento populacional desses organismos tende a afetar o crescimento das raízes


O aumento populacional desses organismos tende a afetar o crescimento das raízes
O aumento populacional desses organismos tende a afetar o crescimento das raízes – Foto: Nadia Borges

Os nematoides vêm ganhando espaço nas lavouras e exigem atenção redobrada na condução das principais culturas. Esses organismos apresentam elevada capacidade de reprodução e, quando chegam ao sistema radicular das plantas, comprometem o desenvolvimento e reduzem o potencial produtivo. Nos solos agrícolas existe grande diversidade de espécies, algumas com funções benéficas ao ecossistema, outras atuando como predadoras e contribuindo para o equilíbrio biológico. Entre elas estão os fitoparasitas, que atacam raízes de soja, milho e algodão.

O aumento populacional desses organismos tende a afetar o crescimento das raízes e a absorção de nutrientes, o que, segundo a ORÍGEO, pode resultar em perdas consistentes para a produção agrícola. Para enfrentar o problema, são necessárias práticas combinadas, entre elas rotação de culturas, agricultura regenerativa, variedades resistentes e ações que reduzam a presença dos nematoides no solo. Monitoramento frequente e identificação correta das espécies orientam o momento de intervenção.

“Quando suas populações aumentam, esses organismos passam a comprometer o desenvolvimento das plantas, afetando o crescimento das raízes e a absorção de nutrientes. O resultado pode ser uma consistente redução do desempenho das lavouras e perdas para a produção agrícola”, explica João Brússolo, gerente de campanhas da ORÍGEO.

“Insumos feitos com microrganismos e peptídeos naturais atuam de diferentes maneiras, reduzem risco de resistência e ainda contribuem para o bom desenvolvimento das plantas. São alternativas que acompanham a demanda por uma agricultura com menor impacto ambiental”, destaca o especialista da ORÍGEO.

 





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Cresce entrega nacional de insumos agrícolas


O mercado brasileiro de fertilizantes manteve trajetória de crescimento em 2025, acompanhando a demanda das principais regiões produtoras e o ritmo da safra. Em setembro, as entregas somaram 5,38 milhões de toneladas, avanço de 11,3% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando o volume informado foi de 484 milhões de toneladas. No acumulado de janeiro a setembro, o total atingiu 35,86 milhões de toneladas, alta de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024, que havia registrado 32,80 milhões de toneladas.

A distribuição permaneceu concentrada nos estados de maior peso agrícola. Mato Grosso liderou o consumo ao alcançar 22,5% do total nacional, o equivalente a 8,08 milhões de toneladas. Paraná registrou 4,51 milhões de toneladas, seguido por São Paulo, com 3,74 milhões, e Rio Grande do Sul, com 3,54 milhões. Goiás chegou a 3,53 milhões de toneladas, enquanto Minas Gerais contabilizou 3,22 milhões e Bahia registrou 2,43 milhões de toneladas.

A produção nacional de fertilizantes intermediários terminou setembro com 713 mil toneladas, resultado 6,3% superior ao do mesmo mês de 2024. De janeiro a setembro, o volume produzido alcançou 5,57 milhões de toneladas, avanço de 6,6% em comparação às 5,23 milhões do ano anterior. As importações somaram 3,91 milhões de toneladas em setembro, queda de 7,4%. No acumulado, porém, o total importado chegou a 31,49 milhões de toneladas, aumento de 8,4% em relação às 29,05 milhões registradas em 2024. O Porto de Paranaguá respondeu por oito milhões de toneladas, equivalente a 25,5% do total nacional. As informações são da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA).

 





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Tecnologias ampliam controle de nematoides no campo



Essa abordagem tem priorizado soluções capazes de atuar diretamente na raíz


Essa abordagem tem priorizado soluções capazes de atuar diretamente no sistema radicular
Essa abordagem tem priorizado soluções capazes de atuar diretamente no sistema radicular – Foto: Emater MG

O avanço de práticas voltadas ao manejo de solo tem impulsionado novas combinações tecnológicas no cultivo de café, especialmente em áreas que buscam melhorar a sanidade e o vigor das plantas. A integração de produtos com diferentes modos de ação começa a ganhar espaço como alternativa para ampliar o controle de agentes que afetam o desenvolvimento radicular e comprometeriam o desempenho das lavouras ao longo dos ciclos. 

Essa abordagem tem priorizado soluções capazes de atuar diretamente no sistema radicular, oferecendo proteção e estimulando a formação de raízes mais ativas, condição vista como essencial para sustentar produtividade em ambientes cada vez mais desafiadores. Nesse contexto, a consultora de vendas da Dipagro, Mariana Michalczuk, iniciou um protocolo no café utilizando Vaniva, produto da Syngenta que reúne ação fungicida e nematicida e incorpora a tecnologia Tymirium. 

De acordo com a consultora, a proposta é explorar a proteção contra nematoides e doenças de solo proporcionada pelo produto, ao mesmo tempo em que se observa seu efeito sobre o fortalecimento das raízes. Para ampliar os resultados, ela associou o Certano, bionematicida indicado para atuar no solo estimulando o desenvolvimento radicular e contribuindo para práticas de manejo consideradas mais sustentáveis dentro dos sistemas produtivos.

A combinação, explica Mariana, busca oferecer controle mais amplo de nematoides e patógenos presentes no solo, resultando em plantas mais resistentes e com maior capacidade de resposta ao longo das etapas de desenvolvimento. A estratégia integra soluções químicas e biológicas em um mesmo protocolo, com o objetivo de sustentar a produtividade e fortalecer a sanidade das lavouras. O acompanhamento das áreas tratadas segue em andamento para avaliar o desempenho das tecnologias e seus efeitos ao longo do ciclo.

 





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Demanda firme sustenta transporte de grãos nos EUA



O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado


O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado
O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado – Foto: Foto: Portos RS

A demanda pelo transporte de grãos nos Estados Unidos manteve ritmo firme ao longo de 2025, com volumes de barcaças e vagões acima da média recente. Dados do relatório de 4 de dezembro apontam que a movimentação ferroviária de grãos Classe 1 superou a média dos três anos anteriores, refletindo um fluxo consistente das cargas pelo país.

O carregamento de vagões manteve-se em patamar elevado durante grande parte do ano. Nas últimas doze semanas, o volume ficou 9% acima da média, acompanhado por melhora nos indicadores de serviço. A velocidade dos trens, segundo a autoridade responsável, superou em 3% a referência das mesmas semanas, reforçando a eficiência do transporte terrestre.

A ausência da China no mercado de soja em outubro reduziu a pressão sobre o mercado secundário de trens. No ano passado, viagens de uma das principais operadoras custavam em média 1.280 dólares por vagão, enquanto em outubro deste ano o valor médio caiu para cerca de 680 dólares por vagão.

No transporte fluvial, o total de grãos enviado por barcaças no acumulado do ano cresceu 13%, alcançando 29,7 milhões de toneladas, resultado 10% acima da média. Os embarques de soja e trigo ficaram abaixo do esperado, mas a demanda pode reagir caso se confirmem compras recentes da China.

A atividade de carregamento de navios no Golfo do México e no Noroeste do Pacífico manteve estabilidade. No Golfo, a média semanal foi de 28 navios até 28 de novembro, ante 27 no mesmo período do ano anterior. No Noroeste do Pacífico, a média de treze embarcações permaneceu inalterada. Segundo o relatório, a suspensão temporária de tarifas entre Estados Unidos e China tende a favorecer o comércio, embora possa elevar custos do frete marítimo.

 





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Semeadura do arroz se aproxima do fim no RS


A semeadura do arroz irrigado no Rio Grande do Sul entra na fase final, impulsionada pelo período de tempo seco que predominou nos últimos dias. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4), os produtores concentraram esforços no “estabelecimento uniforme da lâmina d’água para maximizar a eficiência dos herbicidas e das adubações”. A instituição ressalta que a ausência de chuvas e as temperaturas elevadas têm retardado essa etapa por elevar a demanda hídrica para a saturação do solo.

Onde a irrigação já está estabilizada, as lavouras demonstram bom desempenho, favorecidas pela radiação solar disponível e pela resposta adequada à adubação nitrogenada. No entanto, a Emater/RS-Ascar aponta que, em áreas implantadas tardiamente e sob déficit hídrico inicial, “já se observa a ocorrência de emergência levemente desuniforme”.

Segundo o informativo, parte dos rizicultores poderá reduzir ou interromper o plantio devido a limitações de financiamento e à retração dos preços, o que deve resultar em uma intenção de cultivo menor do que a inicialmente estimada. A área prevista para a safra é de 920.081 hectares, conforme o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), enquanto a produtividade estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura avançou nos municípios mais atrasados, mas há registros de desistência do cultivo “inclusive em áreas já entaipadas”, motivada pela janela tardia de implantação e pelos preços baixos. A semeadura está concluída em Alegrete; alcança 97% em Rosário do Sul; 95% em Quaraí; e permanece estagnada em 85% dos 64.125 hectares previstos em Itaqui, onde há possibilidade de perda de potencial produtivo devido aos atrasos e ao baixo investimento.

Na região de Pelotas, 99% da área está implantada e as lavouras encontram-se integralmente na fase vegetativa. O manejo de irrigação, adubação e controle fitossanitário segue sem registros relevantes. Em Santa Maria, a Emater/RS-Ascar informa que a área prevista tende a não se confirmar por dificuldades de crédito e pelo baixo preço do arroz. A semeadura supera 85% da área estimada e, em Cachoeira do Sul, alcança 91% dos 26.330 hectares previstos.

Na região de Soledade, a falta de chuvas nas últimas duas semanas favoreceu o aumento do ritmo de plantio, que chega a 95% da área estimada. As lavouras apresentam “ótimo estabelecimento e desenvolvimento inicial vigoroso”, segundo os técnicos, com manejo hídrico em andamento e incremento de massa foliar. De acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), o prazo final de semeadura regional encerra em 20 de dezembro.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos registrou leve aumento de 0,04% na semana. O valor passou de R$ 54,68 para R$ 54,70, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Resistência a fungicidas avança no Brasil e exige soluções mais eficientes no manejo


A resistência a Fungicidas é um dos maiores desafios da agricultura moderna e, muitas vezes, se comporta como o uso repetido de alguns medicamentos humanos: quanto mais frequente, menor a eficácia. No campo, quando o mesmo princípio ativo é utilizado constantemente, o organismo ou, neste caso, o fungo, desenvolve formas de se defender. Com o tempo, deixa de responder ao tratamento, reduzindo a eficácia do controle e comprometendo a sanidade da lavoura.

“Na agricultura, a pressão de seleção favorece a sobrevivência dos fungos menos sensíveis. Eles se multiplicam e transmitem essa característica para as próximas gerações. O resultado é uma população resistente e um controle cada vez mais difícil. Por isso, monitorar, alternar e rotacionar fungicidas é essencial para preservar a eficácia das moléculas e garantir uma produtividade sustentável”, explica Paulo Moraes Gonçalves, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Ourofino Agrociência. 

A resistência a fungicidas é vista globalmente como um dos principais riscos emergentes para a segurança alimentar, segundo estudos internacionais monitorados por redes como o Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas (FRAC) e seu braço brasileiro, o FRAC-BR, responsável por mapear mutações, grupos químicos de maior risco e incidência de resistência nas principais culturas. 

Segundo o FRAC-BR, a resistência é especialmente crítica na soja, uma cultura que enfrenta alta pressão de seleção devido ao uso intensivo de fungicidas para controlar doenças. Nos últimos anos, alguns fungos acumularam resistência parcial aos três principais grupos químicos utilizados no manejo: Triazóis (resistência detectada desde 2006/2007); Estrobilurinas (resistência registrada entre 2011 e 2013) e Carboxamidas (SDHI), resistência identificada entre 2016 e 2017.

A Mancha-parda (Septoria glycines), também apresenta casos de resistência a estrobilurinas, carboxamidas e benzimidazóis. Esses quadros ocorrem devido a mutações genéticas que alteram o local de ação do fungicida, reduzindo sua capacidade de interação com o patógeno. O impacto econômico é expressivo: estima-se que, só na soja, as perdas de produtividade associadas à resistência cheguem a 20% ao ano, dependendo da região e do manejo adotado.

Dotte: tecnologia premium para enfrentar a resistência com eficiência

É nesse cenário que o Dotte, fungicida premium da Ourofino Agrociência, se destaca como uma das soluções mais completas para o manejo fitossanitário. Criado com foco na agricultura tropical, o produto reúne atributos tecnológicos que potencializam o desempenho no campo e reduzem perdas, além de se integrar às principais estratégias de manejo recomendadas pelo FRAC-BR, contribuindo para reduzir a pressão de seleção e preservar a vida útil das moléculas.

 

Entre seus diferenciais estão:

– Triazol de alta performance: reconhecido pela melhor performance do mercado no controle das principais doenças que apresentam risco de resistência, atuando com precisão e consistência.

– Alta concentração de ativos: mais ingrediente ativo por litro, permitindo menor volume aplicado, otimização logística e redução do impacto ambiental.

– Alta adesividade: maior fixação nas folhas, reduzindo perdas por lavagem e aumentando a eficiência em cenários de chuva frequente.

– Absorção gradual: a planta absorve o fungicida progressivamente, garantindo seletividade e performance estável ao longo do tempo.

– Fotoproteção: a tecnologia evita a degradação dos ativos pela luz solar, prolongando a eficácia mesmo em regiões de alta radiação.

– Ação sistêmica: o produto se movimenta dentro da planta, protegendo diferentes partes da folhagem e ampliando o espectro de ação.

– Formulação estável e homogênea: favorece a aplicação, evita entupimento de bicos e oferece segurança operacional.

Para o especialista da Ourofino Agrociência, a manutenção da sanidade da lavoura ao longo do ciclo exige proteção contínua, especialmente diante da crescente resistência de patógenos-chave nas principais culturas brasileiras. “O Dotte, com formulação premium de alta fixação e ação sistêmica, assegura maior proteção foliar e contribui diretamente para a preservação do potencial produtivo”, destaca.

Ao combinar ciência, tecnologia e performance específica para a agricultura tropical, o Dotte reforça o compromisso da Ourofino Agrociência em reimaginar o manejo fitossanitário. Tudo isso para apoiar o produtor e construir lavouras mais saudáveis e resilientes.

 





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Índice global de alimentos cai em novembro



O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos


O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos
O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos – Foto: Pixabay

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO recuou pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 125 pontos em novembro, queda de 1,2% ante outubro. No comparativo anual, o indicador ficou 2,1% abaixo de novembro de 2024 e permanece 21,9% distante do pico de março de 2022. A redução foi puxada por baixas nos segmentos de laticínios, carnes, açúcar e óleos vegetais, contrariando a alta registrada nos cereais.

O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos, embora ainda 5,3% inferior ao de um ano antes. O trigo subiu 2,5%, sustentado por possíveis compras da China nos Estados Unidos, por incertezas logísticas no Mar Negro e por expectativas de redução de área na Rússia. Milho, cevada e sorgo também registraram alta, influenciados por demanda firme por produto brasileiro e por atrasos no campo devido às chuvas em Argentina e Brasil. O arroz foi exceção, com queda de 1,5%, reflexo da boa colheita no Hemisfério Norte e da demanda fraca de importação.

Entre os óleos vegetais, o índice caiu 2,6% e atingiu o menor nível em cinco meses, refletindo recuos de palma, canola e girassol, compensando a leve alta do óleo de soja, apoiado pelo uso crescente no biodiesel no Brasil. No grupo das carnes, a queda foi de 0,8%, influenciada pela desvalorização de suínos e aves, enquanto bovinos ficaram estáveis e ovinos subiram. Laticínios recuaram 3,1% e completaram cinco meses de queda. O açúcar apresentou o movimento mais intenso, com baixa de 5,9% em novembro e de 30% em relação ao ano anterior, marcando o menor patamar desde dezembro de 2020.

 





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Falta de chuva pode reduzir qualidade da silagem



RS prevê boa produtividade, mas clima pressiona



Foto: Nadia Borges

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar aponta que, apesar das estimativas elevadas de produtividade do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul, a falta de chuvas começa a preocupar produtores em diversas regiões. Segundo o documento, o estresse hídrico pode comprometer características importantes da planta, como a proporção de colmo verde e a formação dos grãos.

A Emater afirma que, diante desse cenário, alguns agricultores avaliam antecipar a colheita para evitar perdas maiores. “A possibilidade de deterioração das características da planta pode levar à antecipação da colheita”, indica o informativo, ressaltando que a decisão pode ocorrer mesmo com leve redução da qualidade da silagem.

A estimativa da instituição é de que o Estado destine 366.067 hectares ao milho para silagem, com produtividade projetada em 38.338 kg por hectare.

Na região administrativa de Erechim, a semeadura já está concluída. De acordo com o levantamento, 5% das lavouras estão em crescimento vegetativo e 95% em início de pendoamento e espigamento. O informativo registra que “o valor da silagem ensacada está em R$ 650,00 por tonelada”.

Na região de Pelotas, a dificuldade continua sendo a comercialização. Conforme a Emater, o preço da silagem a granel varia entre R$ 200,00 e R$ 250,00 por tonelada, valores descritos como inferiores aos pretendidos pelos produtores.





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Federarroz alerta que novas regras do piso mínimo de frete agravam crise na orizicultura gaúcha



Entidade aponta que atualização do MDF-e amplia custos


Foto: Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) alerta que a vigência da Nota Técnica 2025.001 v1.03 do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), válida desde 6 de outubro, aprofunda o quadro de dificuldades enfrentado pelos produtores de arroz no Estado. Segundo a nota, a atualização, decorrente da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas prevista na Lei nº 13.703 de 2018, introduz mecanismos automáticos de fiscalização, com cruzamento de dados e possibilidade de autuações diante de divergências.

O documento informa que as novas regras exigem atualização de sistemas internos, revisão de processos operacionais e capacitação das equipes responsáveis pelo preenchimento das informações fiscais. A entidade destaca que essas adaptações elevam custos e aumentam o risco de interrupções logísticas caso sejam identificadas inconsistências no cumprimento das normas.

A Federarroz ressalta que a mudança ocorre em uma safra marcada por prejuízo médio entre vinte e trinta reais por saco comercializado, o que, conforme registra a nota, “agrava ainda mais a severa crise que atravessa o setor orizícola gaúcho”. A entidade afirma que a persistência desse cenário pode comprometer a continuidade da atividade no Rio Grande do Sul, responsável por mais de setenta por cento da produção nacional, com reflexos diretos sobre a segurança alimentar do país.

O documento conclui que a entidade seguirá monitorando a situação e adotando “as medidas estratégicas necessárias à defesa dos interesses dos produtores rurais”. A Federarroz acrescenta que vai judicializar a questão, na medida em que a situação aprofunda concorrência desleal com arroz importado, vez que, segundo informações, a nova tabela não incide no transporte internacional, fato que prejudica ainda mais a combalida economia gaúcha e nacional.





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