quinta-feira, março 12, 2026

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Mercado do boi inicia semana com estabilidade



Exportações de carne bovina crescem 59% na média diária



Foto: Divulgação

De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou estabilidade nas praças paulistas. O boletim aponta que “uma parte dos compradores estava com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testavam preços menores, mas sem negócios concretizados”. As empresas que não contavam com escalas longas “mantinham as ofertas dentro das referências”, o que resultou em preços estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 11 dias.

Na Bahia, o cenário variou conforme a região. No Sul do estado, parte da indústria ficou fora das compras e houve redução na oferta de bovinos, mas o informativo ressalta que “ainda sem alterar o preço de todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em cinco dias. No Oeste baiano, a retração dos vendedores reduziu a oferta e elevou em R$ 3,00/@ a cotação do boi gordo. Já a cotação da vaca e da novilha permaneceu inalterada.

Em Alagoas, a análise registra que não houve mudanças nos preços.

O boletim também destaca o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura. Até a primeira semana de dezembro, o volume embarcado chegou a 76,7 mil toneladas, com média diária de 15,3 mil toneladas, “aumento de 59,1% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 13,4% na comparação anual.





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Exportação de café do Brasil totaliza 36,9 milhões de sacas


Segundo o mais recente relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 3,582 milhões de sacas de 60 kg do produto em novembro, volume que representa queda de 26,7% em relação aos 4,889 milhões aferidos no mesmo mês em 2024. Em receita cambial, contudo, registra-se um incremento de 8,9% no mesmo intervalo comparativo, com os rendimentos saltando de US$ 1,409 bilhão para US$ 1,535 bilhão.

 

Com essa performance, o Brasil chega à exportação de 17,435 milhões de sacas nos cinco primeiros meses do ano safra 2025/26, o que gerou ingressos de US$ 6,723 bilhões. Na comparação com o intervalo entre julho e novembro de 2024, registra-se declínio de 21,7% em volume, mas crescimento de 11,6% em receita.

 

ANO CIVIL

No acumulado dos 11 primeiros meses de 2025, o Brasil exportou 36,868 milhões de sacas de todos os tipos de café, montante que implica queda de 21% frente aos 46,658 milhões de sacas em idêntico período do ano passado. A receita cambial, entretanto, cresce 25,3% no mesmo intervalo comparativo, avançando de US$ 11,377 bilhões para os atuais US$ 14,253 bilhões.

 

“A maior entrada de dólares com os embarques de café do Brasil em novembro, na safra e no acumulado de 2025 reflete as cotações mais elevadas no mercado, com preços médios cerca de 50% superiores aos mesmos períodos antecedentes. Já o recuo no volume era esperado após números recordes em 2024 e menor disponibilidade do produto neste ano”, analisa o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 

Ele completa que o impacto gerado pelos quase quatro meses de tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre a importação dos cafés do Brasil e a dificuldade para embarcar devido à defasagem da infraestrutura portuária no país foram fatores que também afetaram o desempenho do setor.

 

De agosto a novembro deste ano, período de vigência das taxas impostas pelos EUA — 6 de agosto a 21 de novembro, com retroatividade ao dia 13 —, as exportações dos cafés brasileiros aos norte-americanos despencaram 54,9% na comparação com os mesmos quatro meses de 2024, saindo de 2,917 milhões de sacas para 1,315 milhão de sacas.

 

“Após a retirada do tarifaço sobre os cafés arábica, conilon, robusta, torrado e torrado e moído, observamos a retomada dos negócios entre Brasil e EUA, o que implica que deveremos observar melhoras nos números a partir deste mês de dezembro. Contudo, é preciso recordar que o café solúvel, que representa 10% de nossas exportações aos americanos, ainda segue tarifado em 50%, por isso continuaremos trabalhando para que esse produto também seja isento da taxação”, comenta Ferreira.

 

Já a defasagem na infraestrutura dos portos brasileiros e os gargalos logísticos seguem gerando prejuízos milionários aos exportadores de café. De acordo com o levantamento mais recente realizado pelo Cecafé, os associados da entidade tiveram prejuízo de R$ 8,719 milhões com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions, somente em outubro de 2025, devido à impossibilidade de embarque de 2.065 contêineres — 681.590 sacas – do produto.

 

Isso se deu porque 52% dos navios, ou 204 de um total de 393 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Conselho.

 

Somente no Porto de Santos, principal porta de saída dos cafés do Brasil ao exterior, com representatividade de 79% dos embarques no acumulado do ano, o índice de atraso ou alteração de escalas de navios foi de 73% no mês retrasado, o que envolveu 148 do total de 203 porta-contêineres, sendo registrado tempo de espera de até 61 dias.

 

PRINCIPAIS DESTINOS

Apesar do declínio motivado pela taxação, os Estados Unidos permanecem como o principal importador dos cafés do Brasil no acumulado de janeiro ao fim de novembro de 2025, com a importação de 5,042 milhões de sacas, aferindo queda de 32,2% na comparação com os 11 primeiros meses de 2024. Esse volume corresponde a 13,7% dos embarques totais no agregado deste ano.

 

Fechando a lista dos cinco principais destinos dos cafés do Brasil até novembro, aparecem Alemanha, com a importação de 5,003 milhões de sacas e queda de 31% em relação ao mesmo período do ano passado; Itália, com 2,912 milhões de sacas (-21,7%); Japão, com 2,413 milhões de sacas (+17,5%); e Bélgica, com 2,146 milhões de sacas (-47,5%).

 

TIPOS DE CAFÉ

Nos primeiros 11 meses de 2025, o café arábica permanece como a espécie mais exportada pelo Brasil, com o envio de 29,630 milhões de sacas ao exterior. Esse volume equivale a 80,4% do total, ainda que signifique queda de 13,1% em relação a idêntico intervalo antecedente.

 

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com o embarque de 3,773 milhões de sacas (10,2% do total), seguida pelo segmento do café solúvel, com 3,411 milhões de sacas (9,3%), e pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 53.832 sacas (0,1%).

 

CAFÉS DIFERENCIADOS

Os cafés que têm certificados de práticas sustentáveis, qualidade superior ou especiais respondem por 19,6% das exportações totais brasileiras entre janeiro e novembro de 2025, com a remessa de 7,221 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 11% inferior ao registrado no acumulado dos mesmos 11 meses do ano passado.

 

A um preço médio de US$ 432,41 por saca, a receita cambial com os embarques do produto diferenciado foi de US$ 3,122 bilhões, o que corresponde a 21,9% do total obtido com os embarques de janeiro a novembro deste ano. Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, o valor é 42,9% superior.

 

Os EUA lideram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 1,192 milhão de sacas no acumulado de 2025, o equivalente a 16,5% do total desse tipo de produto exportado. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 1,111 milhão de sacas e representatividade de 15,4%; Bélgica, com 729.675 sacas (10,1%); Holanda (Países Baixos), com 691.008 sacas (9,6%); e Itália, com 416.948 sacas (5,8%).

 

PORTOS

Apesar da infraestrutura defasada e a consequente geração de prejuízos aos exportadores com o não embarque de contêineres estufados em seus pátios, o Porto de Santos segue como o principal exportador dos cafés do Brasil em 2025, com o envio de 29,056 milhões de sacas ao exterior e representatividade de 78,8% nos 11 primeiros meses do ano.

 

Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 17,5% ao exportar 6,469 milhões de sacas, e o Porto de Paranaguá (PR), que embarcou 343.974 sacas e tem representatividade de 0,9%.

 





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Bioestimulante fortalece qualidade de frutas



A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da UE


A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia
A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia – Foto: Pixabay

O avanço dos bioestimulantes voltados à melhoria da qualidade dos frutos em culturas perenes ganha novo impulso com a chegada de uma formulação desenvolvida a partir de algas marinhas. A tecnologia foi criada para atuar em atributos que determinam o valor comercial das colheitas, como firmeza, açúcares solúveis e parâmetros nutricionais, fortalecendo o potencial produtivo de diferentes espécies cultivadas na fruticultura europeia.

A solução, apresentada pela Rovensa Next, tem como base a macroalga Ascophyllum nodosum, coletada de forma sustentável no Atlântico Norte. O método de extração, sem uso de produtos químicos e conduzido a baixas temperaturas, preserva polifenóis, manitol, polissacarídeos, alginatos, vitaminas e pigmentos que sustentam elevada atividade biológica. A formulação atua como impulsionadora metabólica e precursora de aminoácidos essenciais relacionados ao crescimento celular, ao metabolismo reprodutivo e ao desenvolvimento dos frutos, criando uma base bioquímica mais robusta para ganhos em qualidade e produtividade.

Ensaios internos e de campo com frutas de caroço, pomáceas, citros e uvas de mesa registraram resultados consistentes. Houve aumento de 19 por cento na firmeza, 10 por cento nos açúcares solúveis e 19 por cento no peso e na produtividade comercial. Os testes também apontaram avanços nutricionais, com elevação de 25 por cento nos carotenoides, 56 por cento nos flavonoides e 46 por cento na atividade antioxidante, mostrando o impacto das biossoluções na valorização das colheitas.

A formulação recebeu reconhecimento no Regulamento de Produtos Fertilizantes da União Europeia como bioestimulante não microbiano destinado à melhoria de atributos de qualidade em culturas lenhosas perenes, habilitando sua comercialização nos 27 países do bloco. 

 





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Instituição destaca mudança no cenário do feijão



O avanço resulta de um conjunto amplo de tipos de feijões


O avanço resulta de um conjunto amplo de tipos de feijões
O avanço resulta de um conjunto amplo de tipos de feijões – Foto: Canva

As exportações brasileiras de feijões alcançaram um novo patamar em 2025, refletindo a consolidação de mais de uma década de esforços do setor. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), 501 mil toneladas foram embarcadas até novembro, volume que confirma a mudança de escala e posicionamento do produto no mercado internacional.

O avanço resulta de um conjunto amplo de tipos de feijões, já que o feijão-carioca ainda tem presença restrita ao chamado mercado de saudade. A base das exportações vem de feijão-preto, mungo verde e preto, além de vermelhos, rajados, caupis e outros especiais. Esse movimento afeta toda a cadeia ao ampliar a influência das referências externas na formação de preços, antes concentrada no atacado interno.

O Instituto Agronômico de Campinas se destaca no processo ao responder por mais de 60 por cento das cultivares exportadas. O trabalho iniciado em 2005 pelos pesquisadores Sérgio Carbonell e Alysson Chioratto ajudou a tornar o feijão brasileiro competitivo, apesar de obstáculos como a pirataria de sementes. A contribuição se soma a equipes da Embrapa, dedicadas aos caupis, e do IDR-Paraná, responsáveis por materiais de Feijão-preto que atendem às demandas de campo, qualidade e consumo.

O novo patamar cria um piso mais claro para as vendas externas. Quando o preço interno recua, exportar pode voltar a ser viável e sustentar a demanda, reduzindo a intensidade das quedas e favorecendo planejamento de área, tecnologia e venda. A maior presença de compradores eleva a disputa por qualidade e impulsiona melhorias em secagem, armazenagem e rastreabilidade.

A estratégia de expansão segue ativa. O projeto com a ApexBrasil inclui agora o gergelim e mira mercados como Arábia Saudita, Argélia, China, Colômbia, Egito, Israel, Indonésia, Jordânia, México e Singapura. O recente acordo fitossanitário com a Rússia reforça a busca por uma rede diversificada de importadores para diminuir a dependência de poucos destinos.





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Análises apontam cenário mais negativo para a soja



Os fatores de baixa pesam mais


Os fatores de baixa pesam mais
Os fatores de baixa pesam mais – Foto: Expodireto Cotrijal

O mercado internacional de soja atravessa um período marcado por sinais divergentes, com indicadores técnicos e fundamentais apontando maior presença de fatores negativos no curto prazo. Nas bolsas externas, o comportamento recente dos contratos reforça a cautela. 

Em dezembro, o vencimento de maio de 2026 atingiu seu maior valor, mas ainda  permanece aberto um gap relevante no intervalo entre 1087,25 e 1095 pontos, que tende a ser preenchido em algum momento. A configuração gráfica indica retorno de formação de cabeça e ombros, sugerindo tendência de baixa, movimento que depende também da retomada ou não das compras chinesas. Segundo a TF Agroeconômica, a expectativa predominante é de correção para baixo.

Entre os vetores de alta, a consultoria destaca que a demanda interna e externa do Brasil segue consistente no médio e longo prazo, ainda que tenha perdido força recentemente. A China mantém interesse pelo produto brasileiro devido à competitividade e à estabilidade nas relações entre os países. Há também expectativa de que o USDA possa reduzir projeções de exportação e esmagamento nos Estados Unidos.

Os fatores de baixa, porém, pesam mais. A lentidão das compras chinesas nos EUA e declarações de autoridades americanas ampliaram a incerteza. Comentários sobre possível redução do fluxo comercial entre os dois países reforçaram o pessimismo. A consultoria lembra que o acordo discutido no fim de outubro não foi formalizado e que as vendas americanas seguem muito abaixo do necessário para sustentar altas recentes. Até agora, os volumes confirmados atendem a menos da metade das metas projetadas. Estimativas privadas também apontam estoques finais maiores no próximo relatório mensal do USDA, o que adiciona pressão ao mercado.

 





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Mercado internacional pressiona preços da soja



A soja americana permanece cara e concentrada em compras realizadas pela China


 A soja americana permanece cara e concentrada em compras realizadas por estatais chinesas
A soja americana permanece cara e concentrada em compras realizadas por estatais chinesas – Foto: Nadia Borges

A volatilidade do mercado internacional manteve a pressão sobre os preços da soja, que encerrou o dia e a semana em baixa diante das incertezas sobre o ritmo das compras chinesas. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário reflete um dilema que tem marcado a atual temporada para os Estados Unidos, com a demanda da China avançando de forma mais lenta do que o esperado após a retomada das relações comerciais entre os dois países. 

A previsão divulgada pela Casa Branca de que os chineses comprariam 12 milhões de toneladas até o fim do ano não foi confirmada, e o governo americano ampliou a expectativa desse prazo até fevereiro. Até agora, o volume oficialmente registrado soma 2,713 milhões de toneladas. 

Diante do atraso na divulgação dos dados, parte do mercado trabalha com estimativas paralelas que alcançam 5 milhões de toneladas, mas as negociações seguem pautadas pelos números oficiais, o que sustenta o sentimento de frustração com a falta de ritmo nas aquisições. A soja americana permanece cara e concentrada em compras realizadas por estatais chinesas, enquanto o Brasil mantém preços mais competitivos e ampliou as vendas em novembro, com alta de 64% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No fechamento do dia, a TF Agroeconômica informou que o contrato de janeiro recuou 1,27%, a 1105,25 cents por bushel, e o de março caiu 1,13%, a 1116,00 cents. O farelo para dezembro caiu 1,23%, para 304,7 dólares por tonelada curta, e o óleo recuou 0,33%, a 51,36 cents por libra. No acumulado da semana, a soja perdeu 2,86%, enquanto o farelo cedeu 3,55% e o óleo caiu 0,69%.

 





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Confira como a soja encerrou a semana


O mercado físico da soja do Rio Grande do Sul registra reação moderada, com indicação de alta em algumas praças e avanço tímido na liquidez, enquanto a exportação sustenta diferenciais positivos sem alterar, porém, a percepção de risco entre os agentes. As informações são da TF Agroeconômica. 

“Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 143,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,00/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Passo Fundo, , Santa Rosa e São Luiz a R$ 137,00 e R$ 138,00 respectivamente”, comenta a consultoria.

Santa Catarina concentrou esforços no fortalecimento das regras do plantio excepcional. “A estabilidade observada em Rio do Sul e a leve valorização em Palma Sola refletem ajustes pontuais à oscilação cambial, mantendo o estado alinhado às dinâmicas de comercialização interestaduais sem alterar o ritmo moderado de negócios. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,26”, completa.

O Paraná mantém um dos ambientes produtivos mais equilibrados do país. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,50. Em Cascavel, o preço foi R$ 131,73. Em Maringá, o preço foi de R$ 131,50. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,74 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 141,26. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica a consultoria.

O Mato Grosso do Sul registrou um dia marcado por movimentos divergentes entre suas principais praças. “Maracaju se destacou com avanço mais vigoroso, impulsionado por compradores que buscaram garantir originação rápida. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,80, Campo Grande em R$ 126,80, Maracaju em R$ 126,80, Chapadão do Sul a R$ 122,84, Sidrolândia a em R$ 126,71”, informa.

No Mato Grosso, a combinação de custos elevados, clima incerto e perda de vigor em algumas lavouras torna o produtor matogrossense mais cauteloso na comercialização, buscando segurar o físico até que o comportamento das chuvas e o andamento das replantas indiquem um cenário mais previsível. “Campo Verde: R$ 123,20. Lucas do Rio Verde: R$ 119,21, Nova Mutum: R$ 119,21. Primavera do Leste: R$ 123,20. Rondonópolis: R$ 123,20. Sorriso: R$ 119,21”, conclui.

 





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alta do milho deve seguir



Outro elemento de alta são as estimativas privadas


Outro elemento de alta são as estimativas privadas
Outro elemento de alta são as estimativas privadas – Foto: Leonardo Gottems

A movimentação recente do mercado internacional de milho confirma a recuperação dos preços ao longo do segundo semestre de 2025, sustentada sobretudo pelo avanço da demanda externa. A tendência de alta deve seguir até o início de 2026, mas especialistas alertam para a necessidade de atenção ao custo de carregamento das posições ainda não comercializadas. Segundo a TF Agroeconômica, o produtor precisa considerar as correções de custos já apresentadas em boletins anteriores para evitar prejuízos.

Entre os fatores de sustentação, o ritmo acelerado das exportações dos Estados Unidos permanece central. De acordo com dados semanais do USDA, as vendas para a temporada 2025/2026 alcançaram 1.994.900 toneladas no fim de outubro, acumulando 37,36 milhões de toneladas, volume 30,68% acima do registrado no ano anterior e equivalente a quase metade da meta recorde projetada pelo órgão. O setor de etanol também contribui para o cenário positivo, com produção diária norte-americana atingindo 1.126.000 barris, resultado que superou marcas anteriores e pode levar a uma revisão na demanda industrial de milho.

Outro elemento de alta são as estimativas privadas que apontam queda nos estoques finais de milho nos Estados Unidos, ligeiramente abaixo da projeção oficial mais recente. No mercado europeu, a redução das compras de milho ucraniano e o aumento da participação de outros fornecedores, como Brasil e Estados Unidos, ampliam oportunidades comerciais para esses países.

Por outro lado, fatores de pressão também influenciam o mercado. A liquidação de contratos por fundos de investimento e o aumento das vendas físicas após o encerramento da safra norte-americana contribuíram para a correção dos preços. No Brasil, a forte desvalorização do real diante do dólar intensificou a oferta de milho, estimulando produtores a aproveitar a relação cambial. Segundo a TF Agroeconômica, esse movimento esteve ligado ao impacto político da candidatura de Flávio Bolsonaro à eleição presidencial de 2026.

 





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Alta do dólar sustenta milho no mercado interno


O mercado de milho encerrou a semana sob influência direta das oscilações cambiais e do comportamento das bolsas internacionais, movimento que marcou as negociações desta sexta-feira. Segundo a TF Agroeconômica, o dia foi marcado pela disparada do dólar no Brasil, que avançou 2,31% na sessão e 1,83% no acumulado semanal, impulsionado por fatores políticos. 

A valorização da moeda americana ajudou a neutralizar a pressão baixista vinda de Chicago e permitiu que o mercado doméstico mantivesse um tom firme. No físico, os preços subiram 2,24% na semana, enquanto o milho FOB nos portos registrou alta de 2,27% no mesmo comparativo.

A demanda interna e externa continua aquecida. Dados da Anec indicaram aumento de 6,5% nas exportações em novembro e previsão de avanço de 37,8% em dezembro frente aos mesmos meses do ano anterior. Mesmo assim, os contratos futuros na B3 tiveram desempenho misto. Janeiro de 2026 fechou o dia em R$ 74,23, com leve queda diária e ganho semanal de R$ 1,01. Março de 2026 encerrou a R$ 76,14, com pequena alta no dia e avanço de R$ 1,23 na semana. Maio de 2026 ficou em R$ 75,52, recuando no pregão e acumulando alta de R$ 1,28 no período.

Em Chicago, o movimento foi mais contido. O milho terminou a sexta-feira praticamente estável e acumulou queda na semana. Dezembro fechou em baixa de 0,23%, a 436,75 cents por bushel, enquanto março recuou 0,56%, para 444,75 cents. A consultoria destacou que o mercado permanece preso a uma faixa estreita de oscilação diária. Com demanda consistente, agentes aguardam possível redução dos estoques finais no relatório do USDA. Apesar da forte safra americana e da concorrência brasileira, o ritmo das exportações dos Estados Unidos segue surpreendendo, mas não impediu recuo semanal de 0,67%, equivalente a três cents por bushel.

 





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Mercado de milho permanece pouco dinâmico


O mercado de milho no Rio Grande do Sul permanece pouco dinâmico, segundo informações da TF Agroeconômica. As negociações seguem restritas a compras pontuais de pequenas indústrias e cooperativas, mesmo com referências entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca (saca 60kg), enquanto a média estadual passou para R$ 62,68, leve alta de 0,80% frente à semana anterior. A falta de estímulos concretos continua travando o avanço das negociações, mantendo o ambiente spot limitado”, comenta.

O mercado de milho em Santa Catarina segue travado, com forte divergência entre produtores e indústrias. “As pedidas continuam próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas seguem ao redor de R$ 70,00/saca, o que impede qualquer avanço nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios ainda aparecem entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, reforçando o ritmo lento no estado”, completa.

O mercado de milho no Paraná segue travado, com poucas negociações e grande distância entre pedidas e ofertas. “As solicitações dos produtores permanecem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias seguem ofertando cerca de R$ 70,00/saca CIF, o que impede qualquer avanço mais consistente. Esse descompasso continua estagnando o ambiente de negociação”, indica.

Nesse cenário, o mercado de milho no Mato Grosso do Sul segue com movimentação limitada. “Temos referências agora entre R$ 52,00 e R$ 56,00/saca após os ajustes recentes. Maracaju continua com as cotações mais altas, enquanto Chapadão do Sul se destacou com avanço mais consistente nos preços”, conclui a consultoria, no encerramento da última semana.

 





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