sábado, março 28, 2026

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É melhor ter cautela nas vendas da soja


De acordo com análise da TF Agroeconômica, apesar do lucro atual ainda ser expressivo, girando em torno de 26,30%, a recomendação é de cautela nas vendas de soja. A consultoria, que normalmente orienta a não postergar negociações, mudou sua posição diante de fatores como os baixos estoques finais mundiais apontados no último relatório do USDA. A expectativa é de que haja espaço para valorização, tanto na safra atual, que já opera no topo do canal de tendência, quanto na próxima safra, impulsionada por fundamentos mais positivos que negativos.

Entre os principais fatores de alta estão o excesso de chuvas na Argentina, que pode impactar tanto a qualidade quanto o volume da produção, gerando especulações de perdas entre 1,5 e 2 milhões de toneladas. Soma-se a isso a firmeza do mercado de óleo de soja, influenciado pela extensão dos créditos fiscais para biocombustíveis nos EUA, e as exportações semanais americanas, que vieram acima das expectativas, especialmente com forte demanda do México.

Por outro lado, alguns fatores limitam a alta. O progresso do plantio nos Estados Unidos está acima da média, com 66% da área já semeada, o que traz alívio ao mercado. Além disso, as exportações brasileiras seguem fortes. Segundo a ANEC, a previsão para maio subiu de 14,27 para 14,52 milhões de toneladas, superando os números de abril e de maio do ano passado. Outro ponto de atenção é a escalada tarifária anunciada por Donald Trump contra a União Europeia, com ameaça de tarifas de até 50% a partir de 1º de junho.

Diante desse cenário, a TF Agroeconômica recomenda atenção redobrada. A orientação é aguardar, ao menos, até que se definam as tarifas dos EUA sobre a Europa e que se inicie o consumo mais significativo da soja no Brasil, algo esperado para o mês de julho. No entanto, ressalta que o mercado exige monitoramento constante, dada sua alta volatilidade.

 





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Soja encerra semana em baixa em Chicago


Segundo a TF Agroeconômica, a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (23) em baixa, pressionada pela ameaça do ex-presidente Donald Trump de elevar para 50% as tarifas sobre produtos da União Europeia. Essa possibilidade impacta diretamente o mercado, já que os EUA são o principal fornecedor de soja para o bloco europeu. Até abril, as vendas americanas para a safra 2024/25 somavam 5,28 milhões de toneladas, representando 52,43% do total adquirido pela UE no período.

Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para julho, referência para a safra brasileira, recuou 0,68%, equivalente a US\$ 7,25 cents/bushel, cotado a US\$ 1.060,25. O contrato de agosto caiu 0,61%, ou US\$ 6,50 cents/bushel, encerrando em US\$ 1.056,00. No mercado de derivados, o farelo de soja para julho teve baixa de 0,77%, cotado a US\$ 296,2 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 0,49%, fechando a US\$ 49,35 por libra-peso.

O movimento de baixa nesta sexta foi interpretado pelo mercado como realização de lucros, após uma sequência de altas, especialmente em função do feriado prolongado nos Estados Unidos. A preocupação maior ficou por conta de uma possível ruptura na trégua tarifária entre EUA e União Europeia, o que poderia comprometer os embarques norte-americanos.

Apesar da queda no dia, os contratos acumularam desempenho positivo na semana. A soja fechou com alta semanal de 0,98% (US\$ 10,25 cents/bushel), o farelo avançou 1,47% (US\$ 4,3 por tonelada curta) e o óleo de soja subiu 0,86% (US\$ 0,42 por libra-peso), indicando que, apesar das incertezas comerciais, o mercado segue sustentado por fundamentos favoráveis.

 





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Confira como a soja encerrou a semana


No estado do Rio Grande do Sul, o mercado da soja reagiu com prêmios mais firmes, mas incertezas sobre dívidas limitam avanço dos negócios, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 13/06 na casa de R$ 135,80, marcando alta de 2,11%. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. 04/07 R$ 132,00 Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 04/07. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 118,50 a saca, para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina a colheita acabou e o mercado segue travado. “No mercado, a comercialização permanece travada, afetada pela retração nos prêmios de exportação e queda dos preços internacionais, o que limita a liquidez dos produtores e pode provocar acúmulo de estoques. Os preços no estado variam entre R$ 125,00 e R$ 132,50 por saca, sem avanços significativos nas negociações. Não há dados recentes sobre custos de frete, o que dificulta a análise da rentabilidade total para os produtores. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,66”, completa.

No Paraná, a aproximação do vazio sanitário limita o tempo para escoamento, aumentando a necessidade de uma gestão eficiente dos estoques para evitar perdas e garantir rentabilidade aos produtores. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 134,26, marcando baixa de 0,04%. Em Cascavel, o preço foi 118,57. Em Maringá, o preço foi de R$ 118,97. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 119,90(+0,59%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,76(+0,07%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, a venda precoce do produto pode comprometer a rentabilidade dos produtores diante de uma safra histórica. “Em Dourados, o spot da soja ficou em 119,82(+0,33%), Campo Grande a 119,82(+0,33%), Maracaju a 119,82(+0,33%), Chapadão do Sul a 116,65(-0,51%), Sidrolândia a 119,42”, indica. Mato Grosso colhe safra histórica de soja, mas enfrenta desafios com frete e comercialização lenta. “Campo Verde: R$ 113,41(-0,78%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,62(+1,61%), Nova Mutum: R$ 109,62(+1,61%). Primavera do Leste: R$ 113,41(-0,78%). Rondonópolis: R$ 113,41(-0,78%). Sorriso: R$ 109,62(+1,61%)”, conclui.

 





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saiba identificar os sinais e como recuperar a área com eficiência


A degradação das pastagens é um dos principais gargalos da pecuária brasileira, afetando diretamente a produtividade e a sustentabilidade das propriedades rurais. Segundo o engenheiro agrônomo Ronaldo Trecenti, sinais claros como a perda da capacidade de produção forrageira, surgimento de plantas daninhas, aparecimento de cupins e até erosão do solo indicam que a pastagem entrou em um processo de degradação que exige intervenção urgente.

“Quando a pastagem para de crescer, a lotação diminui e os animais começam a emagrecer, é hora de acender o alerta”, afirma o especialista. “Em estágios mais avançados, aparecem falhas no solo, rebrota de vegetação nativa e até erosão. Aí o sistema já está em fase terminal”, reforça.

Diagnóstico é o primeiro passo para recuperar pastagens degradadas

Antes de pensar em insumos ou tecnologias, o primeiro passo para recuperar uma pastagem degradada é fazer um diagnóstico técnico preciso da área. O processo começa com a identificação do estágio de degradação – que pode variar em seis níveis segundo a Embrapa – e segue com a análise de solo e levantamento zootécnico do rebanho.

“Assim como na medicina, antes de qualquer tratamento, precisamos de exames. É fundamental entender como está o solo, o desempenho dos animais, a taxa de natalidade, o peso ao nascer e ao desmame”, explica Trecenti.

Com base nesse levantamento, o agrônomo pode recomendar corretivos de solo como calcário, gesso e adubação fosfatada e potássica. Em muitos casos, também é indicada a renovação da pastagem com espécies mais produtivas e adaptadas às novas condições do solo.

Espécies forrageiras devem respeitar o bioma local

Outro ponto destacado por Ronaldo Trecenti é a importância da escolha correta das forrageiras conforme o bioma e as condições climáticas de cada região. No Sul, por exemplo, espécies como azevém e aveia se adaptam melhor. Já no Cerrado, predominam as braquiárias e os pânicos.

“O Brasil é um país continental. No Norte, as espécies devem tolerar encharcamento. No semiárido do Nordeste, devem ser resistentes à seca. A orientação técnica é essencial para que a escolha seja assertiva”, pontua.

Benefícios ambientais e econômicos da recuperação de pastagens

A recuperação de áreas degradadas gera impactos positivos não apenas no desempenho do rebanho, mas também na sustentabilidade da atividade pecuária. De acordo com o especialista, pastagens bem manejadas reduzem emissões de gases de efeito estufa e aumentam o sequestro de carbono.

“Um animal bem alimentado emite menos metano. E uma pastagem vigorosa atua como sumidouro de carbono. Isso contribui para neutralizar as emissões da fermentação entérica”, explica Trecenti.

Além disso, o manejo adequado favorece a infiltração da água da chuva, contribuindo para a recarga dos aquíferos. Isso abre espaço para que o produtor seja reconhecido como provedor de serviços ambientais, podendo receber inclusive incentivos financeiros por isso.

Entraves culturais e falta de informação ainda travam o avanço da pecuária sustentável

Apesar dos benefícios econômicos e ambientais, muitos produtores ainda resistem à adoção de práticas mais sustentáveis. Para Trecenti, a principal barreira ainda é cultural.

“O lavoureiro, pela dinâmica da atividade, busca mais conhecimento. Já o pecuarista, por vezes, se acomoda na escala e esquece que a degradação está corroendo os lucros”, analisa.

Outro entrave é a falta de informação técnica de qualidade. Nesse sentido, o especialista reforça a importância de buscar assistência técnica qualificada e de se apoiar em programas públicos e privados de fomento à recuperação de pastagens.

“Com planejamento e orientação, o investimento se paga. E se houver integração lavoura-pecuária-floresta, o retorno pode ser ainda maior. Você coloca o boi na sombra e melhora o conforto do animal e do dono também”, finaliza.

Veja a entrevista na íntegra

Portal Agrolink – Quais sinais indicam que a pastagem entrou em processo de degradação e precisa ser recuperada com urgência?

Ronaldo Trecenti – Existem vários sinais que indicam a degradação da pastagem. O primeiro deles é a perda de capacidade produtiva. Se uma forrageira que produzia 20 toneladas de matéria seca por hectare ao ano passa a produzir 15 ou 10 toneladas, isso já é um alerta. Isso se reflete na menor lotação de animais por área, no capim que cresce menos e nos animais que começam a perder peso.

Com o tempo, surgem falhas no campo, plantas começam a morrer, e o banco de sementes de plantas invasoras se manifesta. Em cada região aparecem diferentes tipos de invasoras. No Cerrado, por exemplo, a vegetação nativa começa a rebrotar. Mais adiante, surgem cupins, sinal de degradação avançada. O estágio final é a erosão do solo — quando o “paciente” já está na UTI.

Portal Agrolink – Quais tecnologias e insumos hoje são considerados aliados fundamentais para recuperar pastagens de forma eficiente?

Ronaldo Trecenti – O primeiro passo é fazer um bom diagnóstico. É como ir ao médico: você precisa de um profissional de confiança para avaliar a situação. Começamos identificando os pastos e o grau de degradação — são seis estágios, segundo a Embrapa.

Em seguida, realizamos a análise de solo e avaliamos o desempenho animal: número de cabeças, ganho de peso, taxa de natalidade, peso ao desmame, entre outros. Com os dados em mãos, definimos os corretivos: calcário, gesso, fosfatagem, potassagem e adubação.

Na maioria das vezes, a recomendação é renovar a pastagem. Se vamos investir na melhoria do solo, é melhor optar por uma forrageira mais exigente, mais responsiva, que entregue maior produção e melhor qualidade para os animais.

Portal Agrolink – A adubação tem papel central nesse processo. O que o produtor precisa considerar ao escolher os produtos e as doses corretas para o tipo de solo?

Ronaldo Trecenti – A adubação precisa ser baseada na análise de solo. É ela que vai apontar se há acidez, deficiência de fósforo, potássio, cálcio ou enxofre. A recomendação técnica deve ser específica para cada gleba.

Não existe espaço para improviso: a aplicação correta, com base técnica, evita desperdícios e garante resposta positiva da pastagem. O solo precisa estar equilibrado para que a planta absorva os nutrientes de forma eficiente.

Portal Agrolink – Como as soluções para recuperação de pastagens variam entre diferentes regiões e biomas brasileiros?

Ronaldo Trecenti – O Brasil é um país continental, com grande diversidade de solos, climas e biomas. No Sul, usamos forrageiras como azevém e aveia, adaptadas ao clima mais frio. No Cerrado, o foco são os capins tropicais, como braquiárias e pânicos.

No Norte, é preciso forrageiras que tolerem encharcamento, devido à umidade. Já no semiárido do Nordeste, precisamos de espécies resistentes à seca. Por isso, é essencial contar com a orientação técnica da Embrapa, da Emater, de consultores e empresas do setor. Só assim é possível fazer escolhas seguras e eficientes.

Portal Agrolink – Quais os benefícios ambientais da recuperação das pastagens, especialmente no contexto atual de preocupação com as emissões e a sustentabilidade?

Ronaldo Trecenti – Os benefícios são diversos, tanto ambientais quanto econômicos. Ao recuperar a pastagem, o produtor aumenta sua renda, melhora a eficiência do sistema, consegue manter mais animais por hectare e aumenta o ganho de peso — em arrobas de carne ou litros de leite.

Do ponto de vista ambiental, ao intensificar a produção, evitamos a abertura de novas áreas. Além disso, pastagens degradadas emitem mais gases de efeito estufa. Um animal mal alimentado, por exemplo, emite mais metano. Já uma pastagem bem manejada sequestra carbono, tanto na parte aérea quanto nas raízes.

Esse balanço ambiental positivo pode levar à produção de carne carbono neutro ou leite carbono zero. Também pode gerar bonificações — um adicional na arroba, no litro de leite ou até mesmo o pagamento por serviços ambientais. E tem mais: uma pastagem bem manejada ajuda na produção de água, aumentando a infiltração da chuva no solo e recarregando aquíferos, como reconhece a Agência Nacional de Águas.





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Wall Street sobe com esperanças comerciais e dados mostram pessimismo de…


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Por Sinéad Carew e Pranav Kashyap

(Reuters) – Os principais índices de Wall Street subiram nesta sexta-feira, atingindo sua quinta alta diária consecutiva, impulsionados pela trégua tarifária entre os Estados Unidos e China anunciada anteriormente na semana, mesmo com dados de pesquisas econômicas mostrando uma deterioração na confiança do consumidor norte-americano.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,70%, para 5.958,47 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,51%, para 19.208,89 pontos. O Dow Jones subiu 0,78%, para 42.650,78 pontos.

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Dia do Milho celebra importância cultural, econômica e nutricional do cereal mais cultivado no mundo


Neste 24 de maio, o Dia Nacional do Milho celebra um dos alimentos mais versáteis e essenciais da agricultura brasileira. Presente em receitas típicas, na alimentação animal, na indústria alimentícia e até farmacêutica, o milho vai muito além das espigas que vemos nas festas juninas. O Brasil é hoje um dos maiores produtores e exportadores mundiais do cereal, com destaque para sua produtividade, potencial de crescimento e inovação tecnológica.

Do grão à espiga: a jornada do milho no campo

Tudo começa com a semente. No Brasil, o melhoramento genético é responsável por até 50% do aumento de produtividade das lavouras, que saltaram de 2,5 para 6 toneladas por hectare em três décadas. Em algumas regiões, essa média chega a ultrapassar 11 toneladas por hectare, e casos pontuais atingem 14 toneladas, evidenciando a eficiência do sistema produtivo e o avanço da pesquisa agrícola.

A expansão da cultura é promissora. Enquanto nos Estados Unidos cerca de 40% da produção é destinada ao etanol, no Brasil esse percentual ainda é de 18%, com 24 usinas em operação e novas unidades em construção. A combinação de clima, solo e tecnologia coloca o país como um dos principais polos de crescimento global do setor.

Um alimento rico em história e nutrientes

De origem indígena caribenha, a palavra “milho” significa “sustento da vida” — e não é à toa. Cada 100 gramas de milho contêm cerca de 360 kcal, aproximadamente 20% das necessidades calóricas diárias de um adulto. Ao contrário do arroz e do trigo, o milho não perde sua casca durante a industrialização, conservando assim suas fibras, fundamentais para a saúde intestinal.

O grão ainda é fonte de vitaminas A e do complexo B, além de ferro, cálcio, óleo vegetal, celulose e açúcares naturais. Tanto que o Ministério da Saúde incorporou ferro e vitamina B9 (ácido fólico) à farinha de milho para combater deficiências nutricionais como a anemia e a mielomeningocele.

Na mesa, no copo e até na farmácia

O milho está presente de inúmeras formas no cotidiano. No Nordeste brasileiro, por exemplo, ele reina absoluto nas lavouras e na culinária, com pratos típicos como canjica, pamonha, cuscuz, polenta, mingaus e bolos. No Brasil, apenas cerca de 5% da produção é consumida diretamente pela população, mas o restante chega ao prato de forma indireta, principalmente através da carne bovina, suína, de aves e peixes alimentados com ração à base de milho.

A versatilidade do milho também se reflete nos produtos industrializados. Ele está presente em balas, biscoitos, pães, chocolates, cervejas, uísques (como o Bourbon), salsichas, geleias, maioneses, sorvetes e até em medicamentos, com mais de 85 antibióticos diferentes utilizando o milho como base na indústria farmacêutica.

A cultura do milho como patrimônio cultural e econômico

Mais do que alimento, o milho é parte da cultura brasileira. Ele é estrela das festas juninas e símbolo da agricultura familiar. Cada “cabelo” da espiga — que, na verdade, são estruturas responsáveis pela polinização — representa o processo natural de reprodução e riqueza biológica do cereal.

Além disso, o potencial produtivo do milho pode ultrapassar 26 toneladas por hectare, o que reforça o papel estratégico do grão na segurança alimentar e no desenvolvimento econômico do país.

 





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Delegação da China visita AgroBrasília durante Dia Internacional


A 25ª edição da Feira AgroBrasília recebeu, nesta sexta-feira (23), uma delegação oficial da Embaixada da China para uma visita de campo ao Parque Tecnológico Ivaldo Cenci. A comitiva, formada por 29 integrantes, contou com a presença da embaixatriz da República Popular da China no Brasil, além de secretários e conselheiros da representação diplomática. A visita integrou a programação do Dia Internacional AgroBrasília, promovido no terceiro dia da feira.

Durante o encontro, os diplomatas participaram de um tour guiado por instalações estratégicas do evento, como a sede da Embrapa Cerrados, os espaços da Aprosoja e da Emater-DF. A atividade buscou apresentar a estrutura do agronegócio regional e ressaltar o papel da feira como vitrine internacional de tecnologias aplicadas ao campo e de soluções sustentáveis desenvolvidas no Planalto Central.

Além da China, representantes de mais de 20 embaixadas compareceram à feira, participando de cerimônia oficial e de uma caminhada pelo Parque Tecnológico. Na ocasião, os diplomatas visitaram estandes de empresas, produtores e instituições de pesquisa. Entre os países presentes estavam Argentina, Camboja, Israel, Myanmar, Nepal, Nigéria, República Democrática do Congo, Nova Zelândia, República Dominicana, República Tcheca, Rússia, Alemanha, El Salvador, Belarus, Uruguai, Haiti, Turquia, Venezuela, Trinidad e Sri Lanka.

A coordenadora da área internacional da AgroBrasília, Ana Paula Cenci, destacou o objetivo da ação. “A AgroBrasília busca proporcionar às delegações internacionais uma imersão na tecnologia e na realidade do campo brasileiro, reforçando laços institucionais e comerciais”.

O Dia Internacional foi promovido pela AgroBrasília com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Embrapa Cerrados, da Secretaria de Relações Internacionais do Governo do Distrito Federal e da Emater-DF.





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Soluções naturais fortalecem a produção de peixes


O crescimento da produção de peixes no Brasil, que em 2024 atingiu 968,7 mil toneladas, representa um avanço de 9,2% em relação ao ano anterior e reforça a importância da aquicultura como fonte estratégica de proteína animal. Atenta a esse cenário, a Phibro Saúde Animal leva à Aquishow Brasil 2025, em Uberlândia (MG), soluções inovadoras que combinam ciência, tecnologia e sustentabilidade.

Entre os principais destaques está a linha PhiShield, composta por vacinas autógenas desenvolvidas a partir de patógenos específicos de cada piscicultura. Com estrutura laboratorial moderna e recursos de diagnóstico molecular, a empresa oferece proteção personalizada para os desafios sanitários do setor, contribuindo para a saúde dos animais e a produtividade das fazendas.

“Nosso objetivo é desenvolver soluções únicas para os desafios dos nossos clientes”, afirma Eduardo Urbinati, Gerente de Negócios Aqua. “Com ação imunomoduladora e antioxidante, o PAQ-Protex fortalece as defesas naturais dos animais, promovendo saúde, bem-estar e melhor desempenho zootécnico, o que se reflete em menor uso de antimicrobianos e maior produtividade”, destaca Bruna Castro, Coordenadora de Território Aqua.

No portfólio nutricional, o PAQ-Protex se destaca por ser o primeiro melhorador de desempenho para aquicultura aprovado pelo MAPA. Formulado com compostos naturais, como saponinas e polifenóis de Quillaja saponaria e Yucca schidigera, o produto atua como imunomodulador e antioxidante, fortalecendo as defesas dos animais e reduzindo a necessidade de antimicrobianos.

“A Aquishow é um dos mais importantes eventos da piscicultura brasileira e, neste ano, ocorre em um polo estratégico da tilapicultura nacional. Para a Phibro, é essencial esse contato direto com mais de 6 mil produtores que estarão presentes”, conclui Eduardo.





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Seis startups vencedoras do edital de inovação são apresentadas na AgroBrasília 2025


Tecnologia, sustentabilidade e soluções para o campo foram os destaques da apresentação dos seis projetos selecionados no edital de inovação promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com a Coopa-DF. O evento ocorreu nesta quinta-feira (22), no AiTec, espaço de tecnologia e inovação da AgroBrasília 2025.

As startups vencedoras receberão, cada uma, um aporte de R$ 150 mil para desenvolver soluções aplicadas diretamente no campo, com prazo de 12 meses para implementação. A expectativa é que os resultados sejam apresentados na próxima edição da feira, em 2026.

Durante a apresentação, Isabela Mendes Gaia, gerente de Difusão de Tecnologias da ABDI, destacou a importância da iniciativa para fortalecer o ecossistema de inovação regional. “É uma alegria muito grande estar aqui. A gente vê o quanto a inovação tem crescido na AgroBrasília, muito pelo esforço da cooperativa, da feira. Isso mostra como a coordenação de ações no ecossistema tem ajudado a impulsionar esse crescimento”, afirmou.

Ela também ressaltou que o momento é de colocar as ideias em prática. “Agora entramos na fase de implementação. As startups estão bastante animadas, e vimos a qualidade das soluções que vêm por aí. São tecnologias que já estão sendo aplicadas em outros lugares e, agora, vão gerar impacto aqui também. É trazer a tecnologia cada vez mais próxima do produtor rural, gerando eficiência, produtividade e competitividade”, completou Isabela.

Franceska Censi, integrante do Conselho de Administração da Coopa-DF, afirmou que a cooperativa se sente honrada em participar do processo. “Estamos muito lisonjeados. É uma grande satisfação poder apoiar essas startups, acreditar nos projetos e ajudá-los a acontecer”, destacou. Para Franceska, o sucesso da iniciativa é fruto de uma construção coletiva. “É um projeto que começou no início do ano, com a assinatura dos contratos, e que só é possível graças à parceria com a ABDI e ao empenho de todos os envolvidos.”

As seis startups vencedoras desenvolverão soluções nas seguintes categorias: controle de máquinas agrícolas; gestão na pecuária; controle de pragas e doenças; armazenamento e pós-colheita; irrigação e gestão hídrica; e prevenção às mudanças climáticas. A expectativa, agora, é acompanhar de perto a implementação das tecnologias no campo e, no próximo ano, conferir os resultados que prometem transformar ainda mais a realidade do agronegócio no Planalto Central.





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tecnologia gaúcha para irrigação sustentável chega ao DF com prêmio no Agro 4.0


Uma solução desenvolvida no Rio Grande do Sul promete revolucionar o manejo da irrigação no Distrito Federal. A startup Raks Tecnologia Agrícola, sediada em São Leopoldo (RS), foi uma das premiadas no edital Agro 4.0, promovido pela ABDI em parceria com a AgroBrasília. A empresa se destaca pelo desenvolvimento de sensores inteligentes de umidade do solo, capazes de orientar o produtor sobre quando e quanto irrigar, otimizando o uso de água e energia elétrica.

“Nosso equipamento é totalmente desenvolvido pela Raks, com tecnologia própria e patenteada. Ele funciona em qualquer tipo de solo, inclusive naqueles com salinidade ou em sistemas de fertirrigação”, explica a fundadora Fabiane Kuhn. O sistema opera com sensores fixos no campo, alimentados por energia solar, que realizam leituras da umidade do solo a cada hora. As informações são enviadas automaticamente para uma plataforma acessível por celular ou computador.

Além de facilitar a vida do produtor, que não precisa mais ir até o campo verificar manualmente as condições do solo, a tecnologia contribui para aumentar a produtividade, economizar recursos e promover práticas agrícolas mais sustentáveis.

Apesar de já atuar em dez estados brasileiros, a Raks chega agora ao Distrito Federal graças ao Agro 4.0. O projeto local, realizado em parceria com a Emater-DF, atenderá sete produtores em sete cadeias produtivas distintas, com foco principalmente na agricultura familiar.

“Cinco dos sete produtores são pequenos, um é médio e um é grande. Vamos trabalhar com culturas bem diversificadas: uva, banana, pastagem, flores, olericultura, grãos e café”, detalha Fabiane. A proposta é testar o sistema em diferentes realidades e regiões do DF, avaliando a aceitação da tecnologia e os resultados no campo.

O cronograma prevê o acompanhamento dos produtores ao longo do ciclo agrícola e, no próximo ano, a apresentação dos resultados na AgroBrasília 2026. A expectativa é comprovar os benefícios em termos de economia de água, redução no custo de energia e ganho de produtividade, além de demonstrar como a inovação pode ser acessível também aos pequenos produtores.

“Para nós, esse prêmio foi não só um reconhecimento do trabalho que desenvolvemos até aqui, mas também uma porta de entrada para um mercado no qual sempre tivemos interesse, mas no qual ainda não atuávamos. E, o mais importante, levando uma tecnologia de ponta para quem, muitas vezes, fica fora desse tipo de solução”, conclui a empreendedora.





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