terça-feira, março 17, 2026

Política & Agro

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Preço de bezerros sobe em Mato Grosso



Preços dos bezerros sobem devido à menor oferta



Foto: Pixabay

A menor oferta de bezerros em Mato Grosso tem elevado os preços e beneficiado o sistema de cria no estado, segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (22). De acordo com os dados, “o preço do bezerro de 12 meses deflacionado, média de janeiro a setembro de 2025, foi de R$ 12,88/kg para machos e R$ 9,92/kg para fêmeas, aumento de 42,19% e 43,24%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2024”.

O aumento nos preços está relacionado ao maior descarte de fêmeas registrado nos anos anteriores, que resultou em menor disponibilidade de animais jovens. Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), na parcial de maio de 2025, o rebanho de bezerros machos de 0 a 12 meses foi de 4,90 milhões de cabeças, enquanto o de fêmeas somou 4,20 milhões, representando redução de 3,29% e 5,39%, respectivamente, em relação a 2024.

A valorização do preço dos bezerros tende a estimular o sistema de cria no estado, incentivando a retenção de fêmeas e reduzindo o volume de abates de matrizes. Segundo o Imea, “o cenário atual favorece a produção de animais jovens, mantendo o rebanho mais estruturado para os próximos ciclos”.





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A infração ambiental pode conter erros: Fique atento



A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota


A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota
A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota – Foto: Pixabay

O aumento da fiscalização ambiental no Brasil tem gerado preocupação entre produtores rurais, que muitas vezes se deparam com autuações consideradas abusivas. Erros em autos de infração, como coordenadas incorretas, volume de vegetação impreciso ou dados incompletos, podem ser usados como base para defesa, evitando multas indevidas.

A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota, por satélite, e o auto de infração deve respeitar requisitos formais previstos no Decreto Federal nº 6.514/2008, garantindo direito ao contraditório e à ampla defesa. A legitimidade do autuado também é um ponto crítico, especialmente quando fiscais identificam o responsável apenas pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“Esse tipo de penalidade ocorre quando há algum tipo de violação aos recursos naturais ou às normas ambientais. O caso mais comum é o desmatamento ilegal ou o desenvolvimento de atividades sem a devida licença”, explica Karina Testa, advogada cível e ambiental, engenheira florestal e sócia da Álvaro Santos Advocacia e Consultoria no Agro, em Jataí/GO.

Ao ser autuado, o produtor deve agir rapidamente, reunindo documentação, licenças, certificados e, se necessário, laudos técnicos para construir uma defesa consistente. Outro ponto de atenção é a dosimetria das multas, que pode variar significativamente, exigindo análise criteriosa sobre os valores aplicados.

A organização preventiva é a melhor estratégia para reduzir riscos. Manter registros atualizados e planejar atividades com apoio técnico e jurídico aumenta a segurança do produtor, evitando autuações indevidas e garantindo que qualquer defesa seja apresentada dentro do prazo legal.

 





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Safra de cana avança com produtividade acima da média



O mercado de etanol permanece firme


O mercado de etanol permanece firme
O mercado de etanol permanece firme – Foto: Canva

A safra de cana-de-açúcar 2025/26 do Centro-Sul do Brasil avança com ritmo consistente, segundo relatório do Rabobank. Até o final de agosto, foram moídas 404 milhões de toneladas, correspondendo a cerca de dois terços do total previsto. A produtividade média no período de abril a agosto atingiu 79,3 toneladas por hectare, cerca de 8% acima da safra anterior, reacendendo projeções de uma colheita superior a 600 milhões de toneladas.

Em termos de qualidade, o ATR médio por tonelada de cana segue 4% abaixo do registrado na safra passada, enquanto a parcela de cana destinada à produção de açúcar chegou a 52,8%. Apesar do volume moído estar 5% inferior ao ano anterior, a produção de açúcar apresenta apenas 2% de queda em relação à safra anterior, enquanto a produção de etanol ainda registra um déficit de 10%.

O mercado de etanol permanece firme devido à perspectiva de estoques apertados até o final da safra em março. Já o açúcar apresentou queda em alguns estados, incluindo São Paulo, ficando abaixo da paridade com o etanol. Esse cenário pode impactar a decisão sobre o mix de produção no próximo ciclo, dependendo dos custos de liquidação dos contratos de açúcar.

Outro fator que chama atenção é o enfraquecimento do dólar, que atingiu o nível mais baixo desde junho de 2024. A valorização do real preocupa o setor, pois pode pressionar os preços da gasolina e afetar a competitividade do etanol brasileiro. No cenário do milho, a grande safra e os preços firmes do etanol de milho tornam a produção atraente, com produtores podendo adquirir matéria-prima a preços vantajosos, reforçando expectativas de recuperação da produção total de etanol em 2026/27. O clima seco recente também favoreceu altas taxas de moagem, permitindo ritmo intenso nas unidades canavieiras.

 





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Mecânicos precisam se adaptar à era digital


O perfil do mecânico agrícola brasileiro está mudando. Com máquinas cada vez mais conectadas e inteligentes, os profissionais precisam dominar sistemas eletrônicos, sensores e softwares, além do conhecimento mecânico tradicional. A Massey Ferguson mostra essa evolução na terceira temporada do Master Mechanic, reality show que estreia no YouTube nos dias 16, 23 e 30 de outubro.

Nesta edição, o protagonista é o pulverizador MF 500R, equipamento de alta tecnologia que garante aplicações precisas e sustentáveis no campo. Seis mecânicos de diferentes estados do Brasil competem em provas práticas, que envolvem diagnóstico técnico, ajustes mecânicos e uso de ferramentas digitais.

Segundo Bruno Pianca, gerente de serviços da marca, operadores e mecânicos precisam unir habilidades tradicionais e digitais para garantir eficiência no campo. O setor passa por transição, com profissionais experientes se adaptando às novas tecnologias e jovens talentos trazendo familiaridade digital.

“As principais habilidades para o mecânico agrícola hoje envolvem a capacidade de navegar pelas tecnologias presentes, tendo facilidade de acessar um computador, fazer leitura e interpretação de sistemas eletrônicos. Ainda assim, o conhecimento mecânico dos produtos continua sendo essencial, já que, para um diagnóstico preciso, esses dois “mundos” precisam caminhar juntos”, explica.

O reality reforça a importância da capacitação técnica e da valorização dos profissionais que garantem o bom funcionamento das máquinas agrícolas, essenciais para a produtividade e inovação no agronegócio brasileiro. 

“O Master Mechanic reforça o nosso compromisso com a formação técnica no campo e com a valorização dos profissionais que garantem a eficiência das máquinas agrícolas. Acreditamos que reconhecer essas competências é essencial para impulsionar a produtividade e preparar o agro para os desafios de um cenário cada vez mais tecnológico”, afirma Rodrigo Junqueira, gerente-geral da AGCO e vice-presidente da Massey Ferguson América do Sul.

 





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Manifesto do agro pede mais investimentos em logística


Três associações de produtores divulgaram nesta sexta-feira, 19, um manifesto em defesa do agronegócio brasileiro. O documento, assinado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) defende que a logística deixe se ser um gargalo para se transformar em um pilar de competitividade e de crescimento para o País.

As reivindicações são fruto das discussões promovidas durante o 1º Fórum de Geopolítica e Logística, realizado em Brasília no último dia 10 de setembro, e destacam que, apesar de o Brasil ter se consolidado como potência agrícola, os entraves logísticos comprometem prazos, elevam custos e reduzem a competitividade frente a concorrentes internacionais que contam com infraestrutura mais moderna. Além disso, aponta que o déficit de armazéns e o alto “Custo Brasil” pressionam o produtor e limitam a geração de valor.

No texto, as entidades cobram a implementação de políticas de Estado voltadas para:

Rodovias seguras;

Ferrovias integradas e funcionais;

Hidrovias navegáveis;

Portos modernos e menos burocráticos;

Ampliação da capacidade de armazenagem;

Fornecimento estável de energia elétrica para sustentar a produção e a agroindústria.

Para as associações, não há mais espaço para adiar investimentos estruturantes. Elas afirmam que investir em logística significa não apenas dar melhores condições ao setor produtivo, mas também garantir soberania alimentar, geração de emprego e fortalecimento da economia nacional. “A logística é a chave — e ela precisa girar, com o esforço conjunto de produtores, governo, reguladores, financiadores e sociedade”, argumentam.

Clique aqui para ler o documento na íntegra

O evento

O 1º Fórum de Geopolítica e Logística foi organizado pelas Abrapa em parceria com as duas outras associações. O objetivo foi debater os principais desafios para o agro e quais as medidas que devem ser tomadas agora para ampliar as exportações de produtos brasileiros com qualidade e segurança.

Quem estava presente assistiu a dois painéis: um sobre a diversificação dos modais de transporte e escoamento da safra brasileira, e outro sobre a atuação de agências reguladoras e obstáculos da infraestrutura de abastecimento no País.

 





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Combate à podridão da uva madura reúne produtores em SP


Mais de 70 produtores rurais e técnicos agrícolas participaram de dois eventos sobre o combate à podridão da uva madura, uma doença que dizimou lavouras inteiras na região do Circuito das Frutas Paulista. O seminário, realizado em Jundiaí, e um dia de campo, em Elias Fausto, foram promovidos pela Embrapa, Prefeitura e Associação Agrícola de Jundiaí e Sindicato Rural de Indaiatuba, nos dias 16 e 18 de setembro. As ações integram o Plano Emergencial de Controle da doença no Circuito das Frutas Paulista.

O plano foi uma iniciativa que reuniu a Embrapa Territorial (SP) e a Embrapa Uva e Vinho (SP), órgãos estaduais de pesquisa e prefeituras para estabelecer um conjunto de medidas eficientes de controle da doença, causada pelo fungo Glomerella cingulata. A podridão da uva madura dizimou lavouras em Jundiaí, Louveira, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Indaiatuba e Elias Fausto (SP).

Na última safra, 13 propriedades rurais da região foram selecionadas para testar protocolos com a aplicação de fungicidas e a adoção de boas práticas. As que seguiram integralmente as orientações das equipes técnicas registraram índices de recuperação da produção de até 95%. Nas demais, também houve redução da doença, mas em menor intensidade, com taxas de melhoria que chegaram a 70%.

Dia de campo

O dia de campo aconteceu no sítio da família de Atalívio Rufino, que participou do estudo e seguiu rigorosamente as recomendações técnicas. No ano passado, ele perdeu quase toda a sua produção de uva, única fonte de renda da família. Neste ano, ele não teve prejuízos com a doença. Parte dos seus parreirais tem agora cobertura plástica, uma das estratégias para evitar a podridão da uva madura. Foi sob a sombra dessa cobertura que o pesquisador Reginaldo de Souza, da Estação Experimental de Jales da Embrapa Uva e Vinho, explicou no dia de campo como a estratégia funciona e o que mudar no manejo das videiras.

Algumas ruas de parreiras para baixo, o pesquisador Lucas Garrido, também da Embrapa Uva e Vinho, enfatizou para cada grupo de agricultores que recebia: nada substitui a retirada de restos culturais do campo. Ele lembrou que, mesmo que não estejam em contato direto com as plantas, eles podem conter o fungo, que pode chegar aos frutos nas patinhas dos insetos que por ali circulam, por exemplo. Ao lado dele, a pesquisadora Rosemeire Naves, do mesmo centro de pesquisa, apresentou os números obtidos pelos produtores que seguiram as recomendações, durante os estudos. “É possível controlar, se fizer tudo certinho”, frisou.

Seminário Os mesmos temas foram apresentados pelos três pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho em palestras durante o seminário, em Jundiaí. Nesse evento, que reuniu principalmente técnicos, também foram apresentadas tecnologias para a aplicação de produtos. O tema foi abordado pelo pesquisador Hamilton Ramos, do Instituto Agronômico (IAC). Representantes da BASF e da Syngenta participaram e mostraram estratégias disponíveis para combater a doença.

A pesquisa deve continuar, apesar dos bons resultados já obtidos. Os próximos passos foram apresentados no seminário pelos analistas André Farias e Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial. Há a intenção de desenvolver um sistema de avisos e um protocolo consolidado de manejo integrado da doença, mas as equipes estão em busca de financiamento para o trabalho. O IAC e o Instituto Biológico (IB) devem ser parceiros no trabalho.

Participando do dia de campo, a engenheira agrônoma Antonieta Fiori, da Casa da Agricultura de Elias Fausto, lembrou o surgimento da doença no município. O primeiro caso foi relatado a ela em 2016, mas foi controlado. Em 2022, o problema voltou a aparecer, desta vez em um número maior de propriedades e com dificuldade de controle. Os casos explodiram na safra do final de 2023. “Tivemos uma condição muito favorável para o fungo: alta umidade e calor. E aí não era mais só Elias Fausto, era toda a região”, lembrou. No dia de campo, ela observou que os agricultores estão em busca de conhecimento, entendendo que a aplicação de produtos não é o suficiente.

Trabalho unificado

Mingoti, da Embrapa Territorial, também avaliou que a participação de agricultores e técnicos nos dois eventos realizados mostram disposição em aprender. “A interação com os participantes mostrou que há um público interessado no trabalho da pesquisa e que busca se atualizar e aprimorar o manejo da cultura.Se as informações forem aplicadas teremos melhoras na qualidade da produção”, disse. Ele também ressaltou o trabalho conjunto das duas unidades da Embrapa, com órgão estaduais, prefeituras e associações de produtores: “Fizemos o que é esperado da Embrapa, atuamos de forma unificada para atender as demandas da sociedade”.

O protocolo de combate à Glomerela pode variar entre diferentes municípios e, às vezes, até entre propriedades. No entanto, algumas práticas em comum podem ser adotadas para alcançar melhores resultados no controle:





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Tensão EUA-China valoriza soja brasileira apesar de dólar em queda


O mercado global de soja apresentou comportamentos divergentes na última semana, de acordo com análise da Grão Direto. Enquanto nos Estados Unidos a colheita acelerada pressionou negativamente os contratos futuros, no Brasil os preços internos resistiram à queda, sustentados por prêmios de exportação em níveis elevados.

Segundo a Grão Direto, o avanço da colheita nos EUA — que já atinge 5% da área, superando a média histórica — sinaliza uma entrada robusta de oferta no mercado global. Esse fator, somado à ausência de novos anúncios de compras chinesas após contato diplomático entre os presidentes dos EUA e da China, resultou em uma desvalorização de quase 2% no contrato de novembro/25 na Bolsa de Chicago (CBOT).

Em contraste, o mercado brasileiro de soja demonstrou resiliência. Ainda conforme análise da Grão Direto, a valorização dos prêmios nos portos atuou como escudo contra a queda externa e a desvalorização cambial. Em Paranaguá, o preço da saca encerrou a semana a R$ 140, mesmo com o dólar recuando para R$ 5,32.

A firmeza nos prêmios reflete a continuidade das tensões comerciais entre EUA e China, que vêm direcionando a demanda do país asiático para a América do Sul. A Grão Direto ressalta que as projeções da ANEC para setembro — entre 7,2 e 7,85 milhões de toneladas embarcadas — confirmam a forte procura pela soja brasileira, superando com folga o volume registrado no mesmo período de 2024.

Plantio sob cautela e clima como variável-chave

Ainda de acordo com a análise, o mercado agora volta as atenções para o início do plantio da safra 2025/26, que avança de forma lenta em estados como Paraná e Mato Grosso. A regularidade das chuvas nas próximas semanas será determinante para a evolução dos trabalhos de campo.

A Grão Direto também destaca o aumento da probabilidade de ocorrência do fenômeno La Niña durante a primavera. Mesmo em intensidade fraca, o evento climático pode impactar a Região Sul com chuvas abaixo da média, comprometendo o potencial produtivo e adicionando um prêmio de risco climático às negociações futuras.

Outro ponto de atenção para o mercado é o novo relatório do USDA, previsto para esta segunda-feira. Segundo a Grão Direto, a continuidade da colheita nos EUA tende a aumentar a oferta global, encurtando a janela de oportunidade para que o Brasil capitalize os prêmios de exportação ainda em vigor. O momento é estratégico para os exportadores brasileiros. A demanda aquecida, combinada à limitação de tempo antes da consolidação da oferta norte-americana, impõe urgência na comercialização do restante da safra 2024/25. Ao mesmo tempo, o clima e o contexto geopolítico permanecem como variáveis decisivas na formação de preços para os próximos meses.





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Argentina suspende retenciones sobre grãos



A medida se soma a reduções já implementadas desde julho


A medida se soma a reduções já implementadas desde julho
A medida se soma a reduções já implementadas desde julho – Foto: Pixabay

O governo argentino anunciou nesta segunda-feira (22) a eliminação temporária das retenciones, equivalentes às exportações, sobre todos os grãos até o dia 31 de outubro. A medida foi comunicada pelo porta-voz presidencial, Manuel Adorni, que destacou o objetivo de acelerar o ingresso de dólares no país e fortalecer as reservas do Banco Central, que na última semana vendeu US$ 1,1 bilhão em meio à forte pressão cambial. A decisão atinge soja, milho, trigo, girassol e outros cultivos estratégicos.

Segundo Adorni, a iniciativa busca aumentar a competitividade do setor e garantir maior oferta de divisas em um momento de incerteza econômica. Ele também acusou setores opositores de tentar “boicotar o programa de governo” por meio de críticas às medidas. A suspensão das retenciones, que terá efeito até cinco dias após as eleições nacionais, foi interpretada como uma aposta de curto prazo para aliviar a crise cambial.

A medida se soma a reduções já implementadas desde julho, quando o Decreto 526 diminuiu alíquotas sobre grãos e carnes, e segue a linha do presidente Javier Milei de gradualmente encerrar o sistema de tributos às exportações. O governo argumenta que o setor agroexportador, responsável por cerca de US$ 48 bilhões anuais, é essencial para a estabilidade macroeconômica e o crescimento regional. Apesar disso, especialistas lembram que o próprio Executivo condiciona a eliminação definitiva das retenciones à conquista de um superávit fiscal sustentável.

No campo, as reações foram divididas. Nicolás Pino, presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), elogiou a decisão e defendeu que a isenção seja permanente. Já Andrea Sarnari, da Federação Agrária Argentina (FAA), criticou o caráter transitório, destacando que pequenos e médios produtores não terão como se beneficiar, pois já venderam sua produção. Para ela, o impacto positivo deve se concentrar em grandes exportadores capazes de estocar grãos à espera de melhores condições de mercado.

 





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Paraná registra alta de 10,4% na produção de peixes



Tilápia e camarão sustentam piscicultura paranaense



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Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (18), preparado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a produção de carne de peixe manteve crescimento nos últimos anos no Paraná. Em 2024, o valor bruto da produção (VBP) de peixes, considerando o cultivo em cativeiro e captura, chegou a R$ 2,29 bilhões, aumento de 10,4% em relação a 2023.

De acordo com o boletim, a tilápia continua como a principal espécie produzida no estado, respondendo por mais de 80% do VBP. A produção de alevinos aparece em seguida, representando quase 8% do total.

O levantamento aponta que a atividade é específica na região Oeste, nos núcleos regionais de Toledo e Cascavel, responsáveis ??juntos por 73% do VBP da piscicultura paranaense. O núcleo de Paranaguá ocupa a terceira posição, com participação de 6,8% no VBP estadual.

Ainda segundo o boletim, em Paranaguá predomina a pesca de captura marinha, diferentemente das demais regiões, onde o cultivo em cativeiro é a atividade principal. Entre os produtos capturados, destacam-se o camarão em primeiro lugar e, em seguida, os pescados marinhos que englobam diversas espécies.





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Tratores projetados para as demandas da pecuária moderna


Entre os destaques da LS Tractor, os produtores de todo o país poderão ver de perto os equipamentos da Série Plus que aliam toda tecnologia sul-coreana com a robustez, economia de combustível e alta performance nas operações do campo.

A eficiência no campo passa, necessariamente, pela escolha dos equipamentos certos. No manejo da pecuária, onde as tarefas são intensas e diárias, contar com tratores versáteis, robustos e eficientes é um diferencial que garante produtividade, segurança e redução de custos operacionais. É com esse foco que a LS Tractor, fabricante sul-coreana com coração brasileiro, desenvolve soluções inovadoras para o produtor rural.

Entre os destaques apresentados pela marca está a Série Plus, projetada para atender às mais diversas demandas da pecuária moderna. Com modelos de 80 cv, 93 cv e 105 cv, disponíveis nas versões ROPS e cabinada, os tratores da série são equipados com motores Perkins de 4 cilindros, com alto torque, economia de combustível e baixa emissão de poluentes — características essenciais para quem precisa de força, desempenho e eficiência no campo.

Essa é uma linha que atende muito bem à pecuária atual, principalmente pela capacidade operacional na produção de alimentos para o gado, como silagem, além de sua versatilidade em tarefas como limpeza de currais e cochos, manejo de confinamento e distribuição de ração.

Diferenciais técnicos da Série Plus

Motor Perkins – O motor diesel de 4 cilindros, projetado para o trabalho agrícola, é o coração desses modelos. Com desempenho em média 26% superior ao dos concorrentes, o torque disponível e a reserva de torque são elementos cruciais para a operação. O sistema eletrônico de gerenciamento e proteção do motor minimiza falhas, otimiza o desempenho da máquina e garante maior vida útil.

Transmissão LS – Synchro Shuttle com 20 opções de velocidades à frente e 20 à ré. Totalmente sincronizada, inclusive o reversor, é fácil de operar e altamente eficiente no trabalho. O sistema de super-redução (Creeper) permite realizar tarefas que exigem velocidades extremamente baixas.

Tomada de Força (TDP) – Com disponibilidade de potência 15% superior à dos concorrentes diretos e cinco opções de rotação (540, 540E, 540SE, 750 e 1.000 rpm), proporciona grande flexibilidade no uso de implementos. O acionamento eletro-hidráulico garante conforto, precisão e facilidade, enquanto a ergonomia do sistema aumenta a produtividade e a segurança operacional.

Sistema Hidráulico – Com 36% mais rendimento e eficiência operacional, destaca-se pela alta capacidade de levante e maior vazão dos comandos. A presença de três conjuntos de válvulas de controle remoto (VCR) amplia a versatilidade, consolidando a superioridade técnica da Série Plus.

Modelos para demandas especiais

A LS Tractor também desenvolveu modelos voltados para atender demandas específicas do campo. Entre eles estão dois lançamentos recentes:

MT4.70 – Conhecido como o “SUV dos tratores”, é fabricado no Brasil. Projetado para diferentes tipos de propriedades, combina tecnologia, eficiência operacional e o menor consumo de combustível da categoria. Equipado com motor LS Diesel de 4 cilindros e 62 cv, oferece excelente torque e 11% a mais de reserva de torque em relação à média dos concorrentes. Disponível nas versões cabinada ou plataformada (ROPS), conta com transmissão LS de 32 marchas à frente e 16 à ré, reversor sincronizado e super redutor integrado. O sistema hidráulico possui válvula de vazão variável ajustável de 0 a 35 litros/minuto.

MT2.27E – Voltado para a agricultura familiar, é um trator compacto, mas robusto, ideal para mecanizar propriedades que ainda não contam com soluções modernas. Vem equipado com motor LS Diesel de 3 cilindros e 25 cv, além de transmissão LS de 12 marchas à frente e 12 à ré, com reversor sincronizado.

Esses equipamentos foram projetados para trazer ainda mais eficiência e produtividade ao manejo da fazenda.





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