sexta-feira, março 20, 2026

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Turismo rural brasileiro cresce e impulsiona seguro viagem



“O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais”


"O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais"
“O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais” – Foto: Canva

O setor de turismo no Brasil apresentou desempenho expressivo nos últimos anos, recebendo mais de 6,6 milhões de turistas, registrando crescimento de 12,6%, gerando receitas superiores a US$ 6,6 bilhões e criando cerca de 190 mil empregos formais. O turismo rural se consolida como uma tendência de 2026, promovendo desenvolvimento sustentável em diversas regiões do país.

O segmento permite experiências autênticas e contato direto com a natureza, incluindo trilhas, passeios a cavalo e vivências na rotina do campo. Por isso, o seguro viagem se torna cada vez mais relevante, oferecendo suporte em emergências médicas, acidentes e outros imprevistos.

“O turismo rural é uma ferramenta poderosa para fortalecer comunidades locais, preservar tradições e conectar os viajantes a diferentes culturas e à natureza”, afirma o especialista Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem, plataforma de contratação de seguro viagem.

Nesse contexto, é possível afirmar que alguns estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul destacam-se como destinos preferidos, oferecendo desde vivências tradicionais no campo até imersão em comunidades locais. A procura por seguro viagem cresce proporcionalmente ao aumento do turismo rural, garantindo segurança tanto para turistas quanto para produtores.

“Com a alta no número de visitantes e a crescente profissionalização do setor, o seguro viagem se mostra um elemento essencial para o crescimento do turismo rural brasileiro e para viajantes que buscam o melhor do campo com segurança”, conclui Reichenbach.

 





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UENP e IDR-Paraná promovem 4º Dia de Campo Orgânico e anunciam biofábrica pública


A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) realizam em 7 de novembro o 4º Dia de Campo Orgânico do Norte Pioneiro, no município de Bandeirantes. O encontro reunirá produtores, pesquisadores e técnicos para apresentar soluções sustentáveis de cultivo e marcará o anúncio da primeira biofábrica pública da região, dedicada à produção de bioinsumos para a agricultura familiar.

O evento será realizado no campus Luiz Meneghel da UENP, e integra o Programa Paraná Mais Orgânico, iniciativa do Governo do Estado que orienta agricultores familiares interessados em produzir alimentos orgânicos e apoia a certificação desses produtores no Paraná.

A programação contará com sete estações de cultivo, com demonstrações práticas de hortaliças, café, milho e feijão. Além das atividades de campo, um pavilhão de expositores apresentará insumos e tecnologias permitidas na produção orgânica, aproximando produtores, pesquisadores e empresas ligadas ao setor.

A estrutura da fábrica será instalada no campus avançado Luiz Meneghel da UENP, mesmo local do evento, e deve atender gratuitamente agricultores familiares e cooperativas do Norte Pioneiro. Os produtos desenvolvidos substituem parte dos fertilizantes e defensivos químicos e reduzem custos e impactos ambientais para os produtores.

A biofábrica funcionará como um laboratório de produção de bioinsumos agrícolas, voltado à multiplicação de microrganismos que favorecem o desenvolvimento das plantas. Entre eles estão bactérias e fungos benéficos que fortalecem o solo, estimulam o crescimento das raízes e atuam no controle biológico de pragas e doenças.

A biofábrica contará com dois contêineres adaptados, equipados com laboratório de controle de qualidade, bioreatores e sistemas climatizados para produção e armazenamento de bioinsumos.

Segundo o professor Rogério Macedo, coordenador do NEAT e organizador do evento, a proposta representa um avanço técnico e social para o Norte Pioneiro. “A biofábrica será a primeira experiência pública instalada em uma universidade estadual com o objetivo de atender agricultores familiares. A cada mês será feita a distribuição de bactérias voltadas ao crescimento de raízes e ao controle biológico de pragas e doenças, beneficiando produtores atendidos pelo Programa Paraná Mais Orgânico, assentamentos e cooperativas da região”, afirmou.

O projeto é desenvolvido pela UENP, por meio do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios (NEAT) e do Centro de Agrotecnologia, em parceria com o IDR-Paraná. A iniciativa também conta com o apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Paraná (SETI), da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial do Estado (SEIA) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Serviço:

4º Dia de Campo Orgânico do Norte Pioneiro

Data: 7 de novembro de 2025, das 8h30 às 17h30

Local: UENP – Campus Luiz Meneghel, Bandeirantes (PR)

Entrada gratuita





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Agro analisa tarifaço e busca novos mercados


Evento mostrou esperança em relação a conversas entre autoridades do Brasil e dos Estados Unidos e a possibilidade de ampliação dos produtos isentos

Um momento de expectativa para as cadeias produtivas que ainda estão sob a ameaça de tarifas de 50% para exportar aos Estados Unidos. Assim as lideranças que participaram do painel “O Impacto do Tarifaço Americano no Agro”, na Casa LIDE, definiram a situação dos produtores nacionais. As conversas entre os governos brasileiro e norte-americano podem ampliar a lista de itens que ficarão fora do tarifaço, como aconteceu com o suco de laranja.

Independente das conversas, todos foram enfáticos sobre a necessidade de buscar sempre novos mercados. O acordo com a União Europeia, que pode ser assinado ainda em 2025, assim como novas parcerias com o Vietnã, o Japão e a Turquia, por exemplo, são vitais para o setor agropecuário, por oferecer caminhos para o escoamento da produção. Vale lembrar que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem armazenamento para apenas 69% de sua produção agrícola, havendo a necessidade de embarque imediato de muitos produtos, para evitar perdas.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Carne Bovina (Abiec), Roberto Perosa, falou dos desafios de se buscar novos destinos para a produção. Para ele, o tarifaço fez com que inviabilizasse a venda de grande parte da produção de carne para os Estados Unidos, direcionada para mercados da Ásia, mas com rentabilidade menor. Já Sarita Rodas, CEO do Grupo Junqueira Rodas, produtora de laranja, disse que a logística para a fruta é mais complexa, uma vez que o suco vai congelado. E a quebra dos laranjais americanos contribuíram para que o suco de laranja fosse excluído já da primeira lista.

“Representamos 2,2 milhões de empregos. O café brasileiro é predominantemente de pequena propriedade, 78% de todos os cafeicultores acessam o Pronaf, então veja o impacto social. Olhando as estatísticas a gente percebe que houve realocação de mercados. Os Estados Unidos representam historicamente 16% de todas as nossas compras, são US$ 2 bilhões. Em 2024 exportamos US$12,95 bilhões e de janeiro a setembro desse ano já contabilizamos US$ 11 bilhões, ou seja, tínhamos a oportunidade de dobrar as nossas exportações antes do anúncio do tarifaço”, explicou Marcos Matos, diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que espera a retirada do café da lista de produtos com tarifa extra de 50%.

O superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em São Paulo (Senar-SP), Mario Biral, reforçou a importância da busca por novos mercados e a necessidade de preparar os profissionais rurais para os desafios que virão, como a maior produção num mesmo espaço. Ele reiterou o trabalho desenvolvido por entidades de pesquisa e de capacitação de mão de obra, unindo a teoria às melhores práticas.

“A capacitação dos profissionais é essencial para que tenhamos um setor agropecuário cada vez mais alinhado com as normas internacionais, prioridade para novos mercados. O Senar tem trabalhado para preparar nossos trabalhadores para os desafios que surgirão, com a diversificação de mercados. A educação será um fator primordial na construção de alternativas para o agro brasileiro”, disse Biral.  

Participaram do evento ainda o empresário e ex-governador de São Paulo, João Dória;  Francisco Maturro, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo em 2022 e da rede LIDE Agronegócio; César de Sousa, sócio da Caramuru Alimentos; Fábio Fernandes, Head Global da Unidade do LIDE; Silvia Coutinho, Head do LIDE Mulher; Aurélio Rocha, presidente do LIDE Mato Grosso do Sul; Diva Cordeiro, presidente do LIDE Tocantins; Victor Bermudez, presidente executivo do LIDE Ribeirão Preto; e Rodrigo Vilaça, Head do LIDE Transporte.





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Curso gratuito do Senar Goiás sobre nutrição do solo


O Brasil é líder mundial na produção de cana-de-açúcar, com destaque para os estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais. Em Goiás, a cultura tem papel fundamental na geração de empregos e no desenvolvimento regional. A safra goiana de cana tem se mantido robusta, com expansão da área plantada e modernização dos processos de cultivo.

A cana é utilizada não apenas para a produção de açúcar e etanol, mas também para bioenergia, alimentação animal e outras aplicações industriais. A demanda por biocombustíveis vem crescendo, impulsionada por políticas de descarbonização e pela busca por fontes renováveis.

Segundo dados do setor sucroenergético, Goiás responde por cerca de 10% da produção nacional, com usinas modernizadas e agricultores cada vez mais conectados a novas tecnologias de cultivo e manejo.

Com o objetivo de fortalecer a base técnica dos produtores rurais e aumentar a produtividade de culturas estratégicas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás) lançou o curso online “Nutrição do Solo para Cultivo de Cana-de-açúcar e Capineira”. A capacitação é gratuita e aborda de forma prática e objetiva as técnicas de adubação e manejo nutricional para canaviais e áreas de produção de capim, levando em conta as particularidades do solo e clima goianos.

A formação é voltada para produtores, trabalhadores rurais, técnicos agrícolas e estudantes do setor agropecuário. O conteúdo abrange adubação da cana-planta e da cana-soca, além de estratégias de manejo para garantir alta produtividade com uso racional de insumos. O curso também foca na correção do solo, uso de fertilizantes de acordo com análise química e boas práticas para manter a fertilidade por mais tempo.

Além da cana, o curso do Senar também aborda técnicas de nutrição do solo para capineiras, áreas destinadas à produção intensiva de forragem para alimentação animal. O tema é especialmente relevante para produtores de leite e carne, que buscam aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos com ração.

O curso é 100% online, gratuito e pode ser acessado pela plataforma de ensino a distância do Senar Goiás. Ao final, os participantes recebem certificado de conclusão. Os interessados podem se inscrever diretamente pelo site: https://ead.senargo.org.br/mat… “Nosso objetivo é oferecer conhecimento técnico de qualidade para quem precisa de soluções práticas para produzir mais e melhor”, destaca o superintendente do Senar Goiás.

 





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Açúcar fecha semana em queda apesar de recuperação nesta 6ª feira


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Os preços do açúcar encerraram a semana em baixa nas bolsas de Nova Iorque e Londres, acumulando perdas expressivas após uma série de quedas consecutivas. Apesar da recuperação observada nesta sexta-feira (19), o movimento não foi suficiente para reverter o recuo semanal, que superou 2% nos contratos mais negociados em NY e 1% em Londres.

Em Nova Iorque, o outubro/25 avançou 0,08 cent (+0,52%), cotado a 15,46 cents/lbp. O março/26 subiu 0,04 cent (+0,25%), negociado a 16,14 cents/lbp. O maio/26 teve ganho de 0,01 cent (+0,06%), a 15,72 cents/lbp, enquanto o julho/26 recuou 0,02 cent (-0,13%), encerrando a 15,58 cents/lbp.

Em Londres, o dezembro/25 registrou alta de US$ 1,10 (+0,24%), a US$ 455,70 por tonelada. O março/26 subiu US$ 2,80 (+0,63%), cotado a US$ 448,90 por tonelada. O maio/26 também ganhou US$ 2,80 (+0,63%), encerrando a US$ 448,70 por tonelada, enquanto o agosto/26 teve valorização de US$ 2,70 (+0,61%), a US$ 448,50 por tonelada.

Na comparação semanal, os preços ficaram em território negativo. Em Nova Iorque, o outubro/25, que havia fechado a 15,79 cents/lbp na sexta-feira anterior (12), acumulou perda de 2,09%. O março/26 caiu 2,30% frente aos 16,52 cents/lbp da semana passada. O maio/26 recuou 2,54% em relação aos 16,13 cents/lbp, e o julho/26 encerrou com queda de 2,38% frente aos 15,96 cents/lbp anteriores.

Em Londres, o dezembro/25 caiu 1,45% frente aos US$ 462,40 por tonelada registrados na semana anterior. O março/26 perdeu 1,36% em comparação com os US$ 455,10 por tonelada. O maio/26 recuou 1,21% em relação aos US$ 454,20 por tonelada do fechamento passado.

As quedas da semana foram intensificadas após a divulgação do relatório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), relativo à segunda quinzena de agosto no Centro-Sul do Brasil, que mostrou aumento na produção de açúcar frente ao mesmo período do ano passado. Além disso, o mercado segue pressionado pelas expectativas de incremento das exportações da Índia, o segundo maior produtor global do adoçante.





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RS projeta 3,7 milhões de toneladas de trigo


A cultura do trigo no Rio Grande do Sul apresenta avanço no ciclo produtivo, conforme dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento mostra predomínio das fases de enchimento de grãos (50%) e de maturação (30%) nas lavouras, com boa uniformidade devido à semeadura realizada dentro das janelas recomendadas pelo zoneamento agrícola.

As condições meteorológicas registradas no período — redução das chuvas, boa luminosidade e temperaturas amenas — favoreceram o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da cultura. Também contribuíram para a manutenção da sanidade foliar e do potencial produtivo. “O clima tem ajudado no desenvolvimento das lavouras e na conservação da qualidade fitossanitária”, aponta o informativo.

Os ventos fortes atingiram cultivos no Centro-Oeste do estado, mas os danos foram pontuais. Já nas áreas semeadas no início da safra — sobretudo no Noroeste, Planalto e Fronteira Oeste —, a colheita atingiu 2% da área cultivada. A expectativa é de bons resultados para o fechamento do ciclo. Em contrapartida, chuvas registradas nas fases de floração e início do enchimento de grãos nas regiões Norte e Noroeste causaram prejuízos localizados.

O estado fitossanitário das lavouras permanece satisfatório, segundo a Emater/RS-Ascar, por conta das condições secas que reduziram a pressão de doenças fúngicas. Ainda assim, há atenção especial para a giberela, doença que preocupa em regiões de maior altitude e áreas em plena floração.

Na fase final do ciclo, produtores aplicam dessecantes para uniformizar a maturação e monitoram a umidade do solo, o que possibilita a entrada segura das máquinas. Algumas áreas no Oeste e na Campanha ainda enfrentam restrições operacionais devido ao excesso de umidade, o que pode causar atrasos pontuais na colheita.

A nova estimativa da safra 2025, com base em dados da primeira quinzena de outubro, indica uma área cultivada de 1.141.224 hectares, redução de 14,26% em relação ao ciclo anterior, quando foram registrados 1.331.013 hectares, segundo o IBGE. A produtividade estimada passou de 2.997 kg/ha no início do plantio para 3.261 kg/ha, aumento de 8,81%. Em comparação à safra 2024, houve elevação de 17,26%, com média de 2.781 kg/ha no ciclo passado.

A produção total estimada é de 3.721.653 toneladas, representando alta de 3,63% em relação à previsão inicial de 3.591.330 toneladas e de 0,57% sobre as 3.700.521 toneladas colhidas no ano anterior.

O preço médio da saca de 60 quilos, de acordo com o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, apresentou queda de 1,90% na comparação com a semana anterior, passando de R$ 64,14 para R$ 62,92.





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“Boi China” tem alta de preço no mercado paulista



Mercado do boi gordo segue firme em outubro



Foto: Kadijah Suleiman

O mercado do boi gordo manteve estabilidade na terceira semana de outubro, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada nesta sexta-feira (17) pela Scot Consultoria. As cotações do boi comum e da vaca permaneceram inalteradas, enquanto o valor da novilha teve alta de R$ 3,00 por arroba.

De acordo com a consultoria, o cenário foi influenciado por uma oferta de bovinos menor em relação ao final de setembro e início de outubro, embora ainda suficiente para atender à demanda. O escoamento de carne apresentou melhora, mesmo abaixo do esperado, o que ajudou a sustentar os preços no mercado. “A redução da oferta e o ritmo consistente das vendas contribuíram para a manutenção das cotações”, aponta a análise.

A cotação do “boi China” registrou aumento de R$ 2,00 por arroba em relação ao dia anterior. A alta foi atribuída ao recorde nas exportações de carne bovina in natura em setembro e ao bom desempenho mantido em outubro. A demanda pelo animal mais jovem seguiu aquecida.

A expectativa no curto prazo é de preços firmes, com atenção para a demanda interna. A redução do poder de compra do consumidor na segunda quinzena do mês pode pressionar o mercado. Já para o gado destinado à exportação, a projeção é de estabilidade, com tendência de alta.

Em Minas Gerais, o mercado apresentou equilíbrio. A oferta de animais, embora menor do que no início de outubro, atendeu à demanda, e o escoamento da carne teve leve avanço. As escalas de abate permaneceram em dez dias em todas as regiões do estado.





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COP30 estimula debates e cursos sobre sustentabilidade



Aulas ficarão disponíveis por seis meses após a conclusão da jornada


Foto: Divulgação

Com a proximidade da COP30, que acontecerá em novembro de 2025 em Belém (PA), a discussão sobre sustentabilidade no agronegócio brasileiro ganha força. Dentro desse contexto, a NetZero Collab lançou a “Jornada Agro 5.0”, um programa de capacitação voltado a executivos, produtores rurais e profissionais do setor que desejam se aprofundar em práticas sustentáveis e tecnologias inovadoras.

Dividida em três etapas — Guia de Bolso, evento de abertura e curso imersivo — a Jornada busca oferecer uma trilha educacional completa, aliando ciência, gestão e inovação. Com temas como Agricultura de Precisão, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, carbono, uso da terra e crédito verde, o curso tem o objetivo de preparar o setor para liderar a transição para uma economia de baixo carbono.

As inscrições continuam abertas pelo site www.netzeroco.com.br/jornadaagro ,  e as aulas ficarão disponíveis por seis meses após a conclusão da jornada.





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Exportações de soja avançam no país e em Goiás


De acordo com a edição de outubro do informativo mensal “Agro em Dados”, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), o Brasil exportou 103 milhões de toneladas do complexo soja entre janeiro e agosto de 2025, crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No estado, o volume exportado atingiu 12,4 milhões de toneladas, alta de 6,6% na comparação anual. Esse resultado garantiu a segunda posição no ranking nacional de exportações, atrás apenas do Mato Grosso. Segundo a publicação, “o desempenho reflete o aumento da produção, a expansão industrial e a posição estratégica do estado para o escoamento da safra, fatores que fortalecem a logística e consolidam Goiás como um dos principais polos exportadores do país”.

Na safra 2024/25, Goiás alcançou também a segunda colocação nacional na produção de soja, com 20,7 milhões de toneladas, ultrapassando o Paraná. A produtividade média foi superior a 69,7 sacas por hectare, a maior do país, com 9,4 sacas acima da média nacional. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esse desempenho está ligado a avanços tecnológicos no manejo e maior adoção de cultivares resistentes.

Em setembro, o mercado físico da soja apresentou retração nos preços após valorização em agosto. O preço médio nacional ficou em R$ 138,77 por saca, queda de 1,2% em relação ao mês anterior e 0,8% abaixo do valor registrado em setembro de 2024, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A análise indica que as margens dos produtores devem ser pressionadas pelo aumento dos custos de produção, especialmente fertilizantes, e pelo custo elevado do capital. “Nesse cenário, estratégias de comercialização escalonada e gestão financeira mais rigorosa tornam-se essenciais para preservar a rentabilidade da safra”, informa o boletim.

 





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Goiás mantém alta produtividade no milho safrinha



Goiás é o segundo estado mais produtivo no milho



Foto: Canva

De acordo com a edição de outubro do informativo mensal “Agro em Dados”, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), a produtividade do milho safrinha vem apresentando avanços desde a safra 2022/23. Nesse período, Goiás consolidou-se como o segundo estado mais produtivo do país, com média de 6,4 toneladas por hectare na safra 2024/25. A segunda safra tem papel estratégico para o estado, com destaque para Rio Verde (Goiás) e Jataí (Goiás), que ocupam a terceira e quinta posição no ranking nacional de produção e área colhida.

Com a colheita concluída no país, os produtores mantêm cautela nas negociações diante da pressão baixista sobre as cotações, influenciada pela ampla oferta global decorrente de safras satisfatórias nos principais países produtores. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estoque final da safra 2024/25 alcançou 12,8 milhões de toneladas, frente a 1,9 milhão registrado na safra 2023/24.

Segundo o boletim, “é importante equilibrar as comercializações para garantir condições adequadas de armazenamento da soja que será colhida na primeira safra de 2025/26”. A publicação destaca ainda que, diante desse cenário, estratégias de proteção de preços e avaliação de diferentes possibilidades de venda tornam-se necessárias. A expectativa é de menor produção na próxima safra, mesmo com aumento na área plantada.

No mercado externo, o acumulado de janeiro a agosto de 2025 apresentou retração no faturamento e volume exportados pelo Brasil para o milho e seus derivados. Em sentido oposto, Goiás registrou crescimento de 49,1% em valor e 44,6% em volume exportado. Esse desempenho foi impulsionado pela ampliação das aquisições por Irã (+1.104,2%), Vietnã (+47,9%), Bangladesh (+149,3%), China (+24,3%) e pela entrada do Egito como novo comprador.





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