terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Nova estrutura de fertilizantes é inaugurada com capacidade de 100 mil toneladas por ano


Com investimento de R$ 4,5 milhões, a Yara Brasil inaugurou, na quarta-feira (5), um novo centro de distribuição em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.. Segundo a empresa, a estrutura amplia a capacidade operacional da unidade para 100 mil toneladas de fertilizantes por ano, fortalece o atendimento a produtores da região e consolida o município como um polo logístico estratégico no Sul do país.

A unidade passa a contar com capacidade estática de 16 mil toneladas em big bags e potencial para movimentar, anualmente, 100 mil toneladas de produtos, volume equivalente a quase 20 caminhões carregados por dia. Além disso, deve aumentar a eficiência logística, reduzir gargalos no armazenamento e melhorar o fluxo de abastecimento aos produtores rurais atendidos pela unidade. A companhia também informou a abertura de 10 novos postos de trabalho diretos com o início da nova estrutura.

“A nova estrutura permitirá maior segurança no armazenamento, eficiência operacional e redução de gargalos logísticos, atendendo melhor e com mais qualidade os produtores da região. Nosso investimento reforça o compromisso da Yara com o desenvolvimento do agronegócio no Estado e o fortalecimento da competitividade regional”, afirmou Lucas Elizalde, diretor de Operações da Regional Sul da Yara.

Com o aporte de R$ 4,5 milhões, a empresa busca consolidar Cruz Alta como um hub regional de mistura e distribuição de fertilizantes. Ainda segundo a Yara, o armazém será dedicado exclusivamente ao portfólio de alta tecnologia da companhia, com linhas como YaraBasa, YaraBasa FULL, YaraMila e YaraBela.

A expectativa é de crescimento de 25% no faturamento em volume da unidade. Na prática, a ampliação pode reforçar a presença da companhia no mercado regional e ampliar a capacidade de atendimento não apenas no Rio Grande do Sul, mas também em outros estados, favorecidos pela localização logística do município. Com a nova estrutura, a expectativa é de maior robustez na armazenagem e movimentação de fertilizantes, em um momento em que eficiência logística e disponibilidade de insumos seguem no centro das decisões do agronegócio. Para a Yara, a inauguração representa um avanço operacional; para o setor, o movimento sinaliza um reforço na infraestrutura de distribuição de fertilizantes no Rio Grande do Sul.

 





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Guerra no Oriente Médio freia mercado do boi



Mercado do boi tem menos negócios e cautela



Foto: Divulgação

A análise desta sexta-feira (6) do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, aponta que as cotações do boi gordo permaneceram estáveis na comparação diária, embora a dinâmica do mercado tenha mudado ao longo da semana.

Segundo a consultoria, a falta de previsibilidade reduziu o volume de negócios no mercado pecuário. A incerteza em relação aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio levou compradores a adotarem postura cautelosa, enquanto parte da indústria frigorífica diminuiu o ritmo de abates para alongar as escalas e negociar com mais tranquilidade. De acordo com a análise, “a falta de clareza sobre os desdobramentos da guerra no Oriente Médio deixou os compradores na retranca”.

O desempenho das vendas de carne no fim de semana também passou a ser considerado fator relevante para o mercado. Nesse contexto, alguns compradores passaram a oferecer preços menores para a arroba. Apesar disso, os vendedores mantiveram as pedidas. Conforme o informativo, “a ponta vendedora esteve firme, não cedeu e aguardou, com calma, o desenrolar da situação”.

Ainda de acordo com a análise da Scot Consultoria, o mercado segue marcado por especulações. No comércio externo, os embarques de carne bovina registraram bom desempenho em fevereiro de 2026, mês que se destacou em faturamento ao alcançar US$ 1,3 bilhão. O principal destino continua sendo o continente asiático, impulsionado pela demanda chinesa.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, a China respondeu por 47,8% dos embarques brasileiros de carne bovina. A expectativa do setor é de manutenção desse ritmo em março.

A consultoria também destaca que a escalada do conflito no Oriente Médio acendeu um alerta no mercado internacional. A região é uma importante consumidora e também funciona como entreposto no comércio global da proteína. Com possíveis portos fechados, ainda não há clareza sobre os efeitos na dinâmica do comércio internacional da carne bovina e sobre o comportamento da demanda nas próximas semanas, cenário que pode influenciar o mercado brasileiro.





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Colheita do arroz ganha ritmo em março


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, a cultura do arroz no Rio Grande do Sul avança para a fase final do ciclo, com progresso gradual da colheita. Ainda assim, predominam lavouras nas fases de granação e maturação.

Segundo a entidade, as condições meteorológicas registradas no período contribuíram para o andamento dos trabalhos no campo. A alternância entre instabilidades e dias ensolarados favoreceu a redução da umidade dos grãos e permitiu maior intensificação das operações de colheita. A elevada radiação solar observada ao longo de janeiro e fevereiro também colaborou para o enchimento dos grãos e para a consolidação do potencial produtivo das lavouras.

Em áreas implantadas mais tardiamente, que ainda se encontram em floração, as temperaturas próximas ou inferiores a 10 °C e episódios de calor intenso associados à baixa umidade relativa do ar podem ter provocado esterilidade de flores e falhas na granação. Apesar desses registros pontuais, o quadro geral da produção é considerado dentro da normalidade. De acordo com a Emater/RS-Ascar, há expectativa de safra cheia nas principais regiões produtoras. A disponibilidade hídrica nos sistemas irrigados é considerada satisfatória, com manejo contínuo da lâmina d’água e redução gradual da demanda à medida que as lavouras se aproximam da maturação plena.

A área cultivada no estado é estimada em 891.908 hectares, conforme dados do IRGA. A produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, o período começou com instabilidade climática, mas a partir de 26 de fevereiro houve predominância de tempo firme, o que favoreceu o início das atividades de colheita. Na Fronteira Oeste, municípios como Alegrete, Maçambará e Rosário do Sul já colheram cerca de 5% da área cultivada. Na Campanha, em Dom Pedrito, a colheita deve começar nos próximos dias. Já as lavouras implantadas em dezembro permanecem em floração e podem ter sido afetadas pelas baixas temperaturas registradas no período, com mínimas próximas de 10 °C em diversos municípios e 8,8 °C em Hulha Negra.

Na região administrativa de Pelotas, 54% das lavouras estão em granação, 30% em maturação, 10% já foram colhidas, 3% permanecem em florescimento e 2% em desenvolvimento vegetativo. A expectativa é de intensificação da colheita ao longo de março. O desenvolvimento das plantas é considerado adequado para a época, influenciado pela elevada radiação solar registrada durante o verão.

Na região de Santa Maria, a colheita alcança 10% da área, enquanto cerca de 40% das lavouras estão em maturação. As projeções indicam safra cheia, especialmente em áreas conduzidas com manejo adequado de irrigação.

Na região de Santa Rosa, as lavouras encontram-se em fases reprodutivas e de maturação, apresentando comportamento fisiológico considerado estável. As chuvas recentes reforçaram a disponibilidade de água para os sistemas irrigados, embora a demanda esteja diminuindo com a proximidade do encerramento do ciclo.

Já na região de Soledade, 45% dos talhões estão em enchimento de grãos, 40% em maturação e 15% em colheita. A radiação solar elevada contribuiu para o desenvolvimento das lavouras. Por outro lado, picos de temperatura combinados com baixa umidade relativa do ar podem causar esterilidade de flores e falhas nas panículas. A disponibilidade de água em reservatórios e mananciais é considerada suficiente para manter a irrigação até o final do ciclo, enquanto o monitoramento fitossanitário se concentra no controle de percevejos e brusone, com intervenções quando necessárias.





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UE aprova pré-listing para gelatina e colágeno do Brasil



EU aprova pré-listing para gelatina e colágeno, facilitando exportação do Brasil



Foto: Pixabay

Entre os dias 4 e 5 de março, foi realizado, em Brasília, o Mecanismo Sanitário e Fitossanitário (SPS) entre Brasil e União Europeia. Na reunião, foi aprovado o mecanismo de pré-listing para estabelecimentos brasileiros de gelatina e colágeno.

Na prática, o pré-listing simplifica o processo de autorização para exportação desses produtos ao bloco europeu. Utilizados em segmentos como alimentos, medicamentos e cosméticos, a gelatina e o colágeno passam a contar com um caminho mais direto para acessar o mercado europeu. A aprovação do pré-listing reforça a confiança da União Europeia nos controles sanitários adotados pelo Brasil nessa área.

Participaram, pelo lado europeu, representantes da DG Santé e da DG Trade, áreas da Comissão Europeia responsáveis, respectivamente, por saúde e segurança dos alimentos e por comércio. Pelo lado brasileiro, estiveram presentes representantes da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), ambas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O encontro faz parte do diálogo técnico mantido entre Brasil e União Europeia para tratar das regras sanitárias e fitossanitárias que envolvem o comércio de produtos agropecuários.

Vale destacar que o avanço ocorre em um momento de maior aproximação entre Mercosul e União Europeia, com a assinatura do acordo após 26 anos de negociações.

 





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Tempestades e frio marcam fim de semana no Sul


A passagem de uma frente fria deve provocar mudanças nas condições do tempo no centro-sul do Brasil ao longo do fim de semana, com previsão de tempestades, volumes elevados de chuva e queda nas temperaturas. As informações são do Meteored.

Segundo o Meteored, “previsões indicam que este final de semana será marcado pela ocorrência de tempestades e chuvas expressivas, junto a uma queda significativa das temperaturas em todo o centro-sul do Brasil”.

De acordo com a previsão, as pancadas de chuva começam a se formar na Região Sul nesta sexta-feira (6) com o avanço de uma frente fria proveniente do sul da América do Sul. Ao longo do sábado (7), o sistema meteorológico deve se intensificar, inicialmente configurando um cavado, caracterizado por uma área de baixa pressão, e posteriormente evoluindo para um ciclone extratropical.

Ainda conforme o Meteored, a atuação desse sistema pode provocar rajadas de vento de até 70 km/h no litoral do Rio Grande do Sul durante o sábado (7). No domingo (8), as rajadas devem atingir também áreas costeiras de Santa Catarina e do Paraná, com possibilidade de deslocamento de dunas de areia sobre construções localizadas na orla.

O sistema também deve impulsionar uma frente fria em direção ao norte do país, favorecendo a manutenção de chuvas intensas em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste ao longo do fim de semana. As pancadas devem ocorrer principalmente entre a tarde e a noite.

A previsão indica que as chuvas devem atingir de forma abrangente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste entre sexta-feira (6) e domingo (8). Entre as exceções estão o noroeste do Paraná, o sudoeste e o leste de Mato Grosso do Sul e o extremo oeste de São Paulo, onde ainda deve predominar tempo firme.

De acordo com o Meteored, alguns municípios do Sudeste e do Centro-Oeste podem registrar acumulados de até 100 milímetros até o final de domingo (8).

Além das chuvas, a frente fria será acompanhada por uma massa de ar frio que deve provocar queda nas temperaturas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O ar frio começa a avançar pelo Rio Grande do Sul no sábado (7) e, no domingo (8), deve alcançar áreas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e o sul de Minas Gerais.

A tendência é de queda perceptível das temperaturas já no domingo (8), com intensificação nos dias seguintes. Nos primeiros dias da próxima semana, o resfriamento também deve atingir estados como Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e parte de Goiás.

Ainda conforme a previsão do Meteored, as temperaturas mínimas podem chegar a cerca de 10 °C na Região Sul e no sul de Minas Gerais entre segunda-feira (9) e terça-feira (10). Apesar da queda, não há previsão de frio extremo ou ocorrência de geadas no país.





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Safra de oliva ganha ritmo no Rio Grande do Sul



Safra de oliva avança em regiões do estado



Foto: Pixabay

A colheita de oliva avança em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com expectativa de produção positiva em alguns municípios. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, a colheita vem se intensificando nos pomares localizados em São Gabriel. De acordo com o relatório da Emater/RS-Ascar, “os produtores estão se surpreendendo positivamente com a produtividade das cultivares em colheita, e há expectativas ainda melhores para a cultivar Koroneiki, que apresenta carga muito elevada e deve ser colhida nas próximas semanas”.

Segundo o informativo, após duas safras com resultados negativos — incluindo casos em que produtores deixaram de colher devido à inviabilidade econômica da operação —, a produção de azeitonas no município deve superar o volume registrado na safra 2022/2023. O desempenho é atribuído às condições climáticas registradas no período e ao início da produção em pomares jovens. O rendimento das frutas processadas até o momento em lagar do município alcança 12% na extração de azeite.

Na região administrativa de Santa Maria, em Cachoeira do Sul, a falta de chuvas regulares no último mês elevou a demanda por água nos pomares de oliva e de noz-pecã. Conforme a Emater/RS-Ascar, nas áreas irrigadas os produtores passaram a utilizar os sistemas para compensar a ausência de umidade, enquanto os níveis dos reservatórios começam a apresentar redução gradual.

Na região de Soledade, as oliveiras estão em fase inicial de colheita e a expectativa é de produção elevada. Em Encruzilhada do Sul, há cerca de mil hectares cultivados com oliveiras, embora parte da área ainda não esteja em fase produtiva.

Já na região administrativa de Pelotas, o trabalho de colheita continua e os produtores mantêm expectativa positiva em relação ao volume da safra, segundo o informativo da Emater/RS-Ascar.





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Brasil registra recordes na suinocultura em 2025


O desempenho da suinocultura brasileira em 2025 registrou novos recordes de produção, exportação, importação e disponibilidade interna de carne suína. As informações constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).

De acordo com o Departamento de Economia Rural, os resultados consideram os primeiros dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e informações do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo o boletim, “o desempenho da suinocultura brasileira em 2025 foi marcado pelo estabelecimento de novos recordes na atividade”.

Em 2025, a produção nacional alcançou 5,598 milhões de toneladas de carne suína, volume 4,5% superior ao registrado em 2024, que até então detinha o recorde da série histórica iniciada em 1997. O resultado foi obtido a partir do abate de 60,15 milhões de suínos, número 3,4% maior que o do ano anterior e também o maior já registrado.

Do total produzido, cerca de 1,471 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado externo, o equivalente a 26,3% da produção nacional. As exportações cresceram 12,7% em relação a 2024, estabelecendo um novo patamar para o setor.

O levantamento também aponta que as importações de carne suína atingiram 22,853 mil toneladas, o maior volume já registrado. O total corresponde a 0,4% da produção nacional e representa aumento de 18,3% em relação ao ano anterior, superando em 1,1% o recorde anterior, alcançado em 2022. Do volume importado, 95,2% corresponderam a miudezas, 4,5% a carne suína in natura e 0,3% a carne suína industrializada.

A disponibilidade interna chegou a 4,150 milhões de toneladas, também o maior volume da série histórica. O resultado representa aumento de 2,0% em comparação com 2024 e de 0,9% frente ao recorde anterior, registrado em 2023.

Segundo o boletim do Departamento de Economia Rural, as perspectivas para 2026 indicam a possibilidade de novos recordes, especialmente na produção e nas exportações de carne suína, mantendo a trajetória de crescimento do setor.





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Produtores intensificam colheita de mandioca


A cultura da mandioca segue em desenvolvimento e colheita em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Santa Rosa, a área cultivada soma 6.329 hectares, com produtividade inicial estimada em 17.052 quilos por hectare. Segundo o informativo da Emater/RS-Ascar, “a cultura apresenta bom desenvolvimento, plantas sadias e manejo adequado nas áreas cultivadas”. A colheita avança gradualmente e já alcança cerca de 15% da área.

Ainda conforme o levantamento, a qualidade do produto destinado ao consumo é considerada adequada, enquanto os produtores mantêm o controle de plantas invasoras nas lavouras. As agroindústrias que processam mandioca descascada e congelada operam com estoques considerados satisfatórios, com preços de R$ 7,50 por quilo.

Na comercialização direta ao consumidor, a mandioca com casca é vendida a cerca de R$ 6,00 por quilo. Já o produto descascado varia entre R$ 8,00 e R$ 12,00 por quilo, dependendo do ponto de venda. Também há oferta de produtos congelados oriundos de unidades familiares, com preços entre R$ 5,50 e R$ 7,00 por quilo.

Na região administrativa de Soledade, a cultura encontra-se nas fases de desenvolvimento vegetativo e formação de raízes. O início da colheita já foi registrado em áreas com variedades de ciclo precoce.

Na região de Lajeado, no município de Cruzeiro do Sul, a mandioca está em fase de colheita e comercialização. De acordo com o informativo da Emater/RS-Ascar, houve leve atraso em relação ao ano anterior, e a colheita deve se intensificar ao longo deste mês conforme o ritmo das vendas. O levantamento aponta ainda que as plantas apresentam desenvolvimento regular e sanidade nas áreas cultivadas. O preço recebido pelo agricultor está em torno de R$ 40,00 por caixa de 22 quilos.





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Massa de ar frio marca primeiro frio do outono


Uma massa de ar polar deve provocar queda de temperaturas no centro-sul do Brasil nos próximos dias, marcando o primeiro episódio de frio do outono meteorológico. As informações são do serviço de meteorologia Meteored.

De acordo com a análise da Meteored, enquanto o outono astronômico começa em 20 de março, às 11h45, o outono meteorológico compreende o período entre 1º de março e 31 de maio. Segundo a instituição, “essa divisão trimestral facilita o monitoramento, a organização e a comparação de dados históricos de temperatura, precipitação e outros elementos climáticos”.

Ainda conforme a análise, o outono é considerado uma estação de transição, reunindo características do verão e do inverno. Mapas climatológicos do Instituto Nacional de Meteorologia indicam redução gradual das temperaturas no centro-sul e diminuição das precipitações no Brasil central e no Sudeste, regiões que passam por período seco durante o inverno.

Segundo a Meteored, as condições meteorológicas devem se aproximar gradualmente das características típicas do inverno. A instituição ressalta que “ao contrário do que vem sendo veiculado em algumas mídias digitais, este frio não será extremo ou fora do comum”.

Entre sexta-feira (6) e sábado (7), uma frente fria deve se formar e provocar chuvas irregulares na Região Sul. Conforme a previsão da Meteored, em algumas áreas as precipitações podem ocorrer em forma de tempestades, enquanto em outras localidades pode não haver registro de chuva.

Nas áreas onde houver precipitação, as temperaturas máximas devem diminuir. Ainda assim, a massa de ar quente que atua entre o Paraguai e o oeste das regiões Sul e Centro-Oeste permanece até domingo (8), com possibilidade de temperaturas superiores a 40°C.

No domingo (8), a frente fria deve atuar entre Santa Catarina e o Sudeste. De acordo com a Meteored, a massa de ar frio poderá provocar mínimas em torno de 10°C nas serras gaúcha e catarinense, enquanto no restante do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e centro-leste do Paraná as temperaturas ao amanhecer devem ficar próximas de 15°C.

Durante a tarde, a sensação de frio deve ocorrer principalmente em áreas de maior altitude no leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nas demais regiões, as temperaturas voltam a subir ao longo do dia.

A partir de segunda-feira (9), a massa de ar frio deve ganhar força. Segundo a Meteored, as mínimas próximas de 10°C devem permanecer nas áreas serranas da Região Sul, enquanto valores em torno de 15°C devem abranger uma área maior entre as regiões Sul, parte do Sudeste e do Centro-Oeste durante o amanhecer.

A massa de ar quente perde intensidade e as temperaturas máximas devem ficar abaixo da média em várias áreas do país, influenciadas tanto pela atuação do ar frio quanto pela presença de chuvas. Em áreas das serras gaúcha e catarinense, as temperaturas podem registrar até 8°C abaixo da média.

Nessas regiões, a amplitude térmica deve ser reduzida, e as temperaturas máximas podem não ultrapassar 14°C ao longo do dia.

A terça-feira (10) tende a ser o dia mais frio do período. De acordo com a Meteored, as mínimas entre 10°C e 12°C devem persistir em áreas elevadas e alcançar também a faixa leste do Sudeste.

As temperaturas máximas devem variar entre 18°C e 21°C em uma área que inclui o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e a faixa leste de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Esse padrão de temperaturas mais baixas deve permanecer até quarta-feira (11). Já na quinta-feira (12), a atuação do frio deve ficar restrita às áreas mais elevadas da faixa leste entre as regiões Sul e Sudeste.





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Expodireto Cotrijal 2026 abre com estrutura ampliada e expectativa de movimentar o agro


A Expodireto Cotrijal 2026 começa nesta segunda-feira, 9 de março, em Não-Me-Toque (RS), e segue até sexta-feira, 13 de março, reunindo fabricantes de máquinas, bancos, cooperativas e empresas de insumos em um momento decisivo para o agronegócio. A feira volta a ser observada como um importante termômetro do investimento rural no país.

Realizado desde 2000, o evento chega à nova edição em um cenário de maior cautela no campo. Após safras marcadas por custos elevados, crédito mais restrito e rentabilidade pressionada, produtores devem adotar postura mais seletiva, especialmente diante de preços internacionais mais acomodados para soja e milho e de juros ainda altos.

Na edição de 2025, a feira movimentou cerca de R$ 7,9 bilhões em negócios, com destaque para financiamentos de máquinas agrícolas, estruturas de armazenagem e ferramentas de agricultura de precisão. O resultado mostrou recuperação em relação ao ano anterior, mas também reforçou uma mudança no perfil dos investimentos, cada vez mais concentrados em eficiência e retorno prático.

Em 2026, a expectativa é de que a demanda se concentre em tecnologias capazes de elevar a produtividade e reduzir custos operacionais. Soluções voltadas à conectividade no campo, monitoramento digital de lavouras e aplicação mais precisa de insumos tendem a ganhar espaço, enquanto investimentos maiores podem ser adiados.

Com cerca de 600 expositores em uma área de 131 hectares, a Expodireto funciona como uma vitrine de negócios e tendências do agro. Além da exposição de tecnologias, a presença de bancos e cooperativas transforma o parque em um centro de negociações, com operações fechadas diretamente no local durante os cinco dias de evento.

A feira também tem peso estratégico para o mercado por reunir tradings, cooperativas exportadoras e visitantes estrangeiros. Durante o encontro, são frequentes tratativas envolvendo compra futura de grãos, barter e contratos de fornecimento, o que reforça o papel da Expodireto como um dos principais pontos de encontro do calendário agrícola nacional.

Entre as novidades da edição está o novo traçado da ERS-142, em frente ao parque. A mudança, em um trecho de cerca de dois quilômetros, altera o acesso aos estacionamentos e deve permitir a ampliação da área da feira em 42 mil metros quadrados, com previsão de uso já na edição de 2027.

O público contará com três estacionamentos e cerca de 12,5 mil vagas. O valor é de R$ 50 por dia ou R$ 220 para os cinco dias. Os estacionamentos abrem às 7h, enquanto o acesso ao parque, que é gratuito, ocorre das 8h às 18h.

Na área de alimentação, a feira terá três pontos de almoço, além de espaços para lanches, totens de autoatendimento e venda antecipada pela internet. O almoço custará R$ 55 para adultos e R$ 35 para crianças de 8 a 12 anos, com bebida incluída. O parque também contará com produtos da agricultura familiar e pontos de venda de picolés.

 





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