Neste contexto, o mercado de farinha também permanece pressionado
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Foto: Canva
A necessidade de capitalização dos produtores continua influenciando as decisões de comercialização da mandioca. Como resultado, a oferta tem aumentado em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, mantendo a pressão sobre os preços e levando a média a registrar a 8ª queda consecutiva, na semana passada.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a expectativa de novas quedas nos preços da raiz, aliada à demanda enfraquecida e ao maior rendimento industrial, resulta em baixa liquidez no mercado de fécula, com as negociações concentradas no cumprimento de contratos já estabelecidos, enquanto as operações envolvendo terceiros seguem reduzidas.
Neste contexto, o mercado de farinha também permanece pressionado, refletindo as cotações mais baixas e o ritmo moderado das vendas. Segundo o Cepea, as negociações concentram-se em compradores habituais, mantendo a liquidez reduzida e a demanda pelo derivado enfraquecida.
No morning call desta terça-feira (2), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a suspensão das negociações entre Irã e EUA disparou o petróleo e elevou a tensão nos mercados.
No Brasil, a curva de juros precifica Selic terminal em 14,25%, com o mercado apostando em apenas mais um corte em 2026. O Ibovespa caiu 0,91% aos 172 mil pontos, enquanto o dólar recuou a R$ 5,02 sustentado pela alta do petróleo. Hoje, foco no JOLTS nos EUA e na prévia da inflação na Zona do Euro.
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Após o anúncio da recomendação de aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgou uma nota afirmando que a decisão ainda é preliminar e pode ser revertida por meio das negociações entre os dois países.
“O relatório não é final e reforça que ainda há tempo para evitar a adoção de novas tarifas. O setor empresarial espera que os dois governos intensifiquem seus esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
A entidade também destacou que o documento divulgado pelo governo norte-americano sinaliza disposição para manter o diálogo e buscar uma solução negociada para os impasses comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
“O relatório reconhece os avanços do diálogo entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, intensificado nas últimas semanas após o encontro entre os presidentes dos dois países em 7 de maio, e sinaliza interesse na continuidade das negociações até a decisão final prevista para 15 de julho. Trata-se de uma janela concreta para a busca de soluções que possam evitar ou revisar as medidas tarifárias propostas”, destacou a Amcham em nota.
Por fim, a entidade reforçou a importância de uma solução negociada para evitar impactos mais severos às exportações brasileiras.
“Nesse contexto, torna-se ainda mais relevante buscar uma solução negociada na investigação 301 envolvendo o Brasil, de forma a evitar um tratamento tarifário mais oneroso para as exportações brasileiras no mercado norte-americano em relação a seus concorrentes de outros países”, concluiu a nota.
Investigação provocou decisão
O governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas parte importante do agronegócio ficou de fora da medida. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (1º) pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que concluiu uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025.
Apesar do endurecimento nas relações comerciais entre os dois países, o documento divulgado pelos norte-americanos prevê uma lista de exceções que inclui diversos produtos ligados ao agronegócio brasileiro, como carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas medicinais e fertilizantes.
Segundo o USTR, a proposta ainda será submetida a consulta pública antes da adoção das medidas definitivas. O prazo legal para a implementação das chamadas “medidas corretivas” termina em 15 de julho de 2026.
O anúncio da Representação de Comércio dos Estados Unidos (USTR) abriu um dos capítulos mais delicados da relação entre Brasília e Washington nos últimos anos.
A proposta de impor tarifas de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros ultrapassa a discussão tradicional sobre balança comercial. A medida ocorre em um momento em que o Brasil busca ampliar sua presença internacional, fortalecer parcerias estratégicas e consolidar instrumentos próprios de política econômica.
Por isso, a discussão vai muito além das exportações.
O comércio é apenas uma parte da história
A investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial americana reúne temas que, à primeira vista, pouco teriam relação entre si.
O relatório menciona o Pix, decisões do Judiciário brasileiro envolvendo plataformas digitais, questões ambientais, regras comerciais e até aspectos relacionados à segurança pública.
A amplitude dos temas levanta uma questão inevitável: estamos diante apenas de uma disputa comercial ou de um movimento mais amplo de pressão política e econômica?
Essa segunda interpretação vem ganhando espaço entre analistas que enxergam na iniciativa americana uma tentativa de ampliar sua influência sobre decisões consideradas estratégicas para o Brasil.
O Pix virou alvo. E isso chama atenção.
Um dos pontos mais curiosos da investigação envolve o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.
O Pix se tornou uma referência internacional ao reduzir custos de transação, ampliar a inclusão financeira e aumentar a concorrência no sistema bancário.
O questionamento americano sugere que o modelo pode criar desequilíbrios competitivos para empresas privadas que atuam no setor de pagamentos.
Para críticos da medida, porém, o debate revela algo maior: o desconforto de parte do sistema financeiro internacional diante de uma solução desenvolvida fora dos grandes centros financeiros globais.
Independentemente da interpretação adotada, o fato é que o Pix deixou de ser apenas uma ferramenta de pagamentos para se transformar em um tema de relevância geopolítica.
A disputa também passa pelas Big Techs
Outro ponto sensível envolve decisões de tribunais brasileiros relacionadas a plataformas digitais como X, Meta e Google.
O relatório americano argumenta que determinadas medidas judiciais criam insegurança regulatória e afetam empresas sediadas nos Estados Unidos.
Do lado brasileiro, a interpretação é diferente.
As decisões são apresentadas como exercício legítimo da soberania nacional e da aplicação das leis brasileiras dentro do próprio território.
O episódio revela uma tendência crescente no mundo: a disputa entre governos nacionais e grandes empresas de tecnologia já não é apenas jurídica. Ela também se tornou econômica e geopolítica.
Meio ambiente e agronegócio entram novamente na discussão
As críticas relacionadas ao desmatamento ilegal também aparecem no relatório.
Embora a preservação ambiental seja uma preocupação legítima e global, setores do agronegócio frequentemente argumentam que a pauta ambiental pode ser utilizada como instrumento de proteção comercial por países desenvolvidos.
O debate não é novo.
Há anos, questões ambientais vêm sendo incorporadas a negociações comerciais, muitas vezes misturando preocupações legítimas com interesses econômicos.
Para um país cuja competitividade está fortemente ligada ao agronegócio, essa combinação exige atenção permanente.
O cronograma favorece Washington
Ao contrário de medidas anunciadas por decreto, a Seção 301 segue um rito formal previsto na legislação americana.
Isso confere maior robustez jurídica ao processo e reduz as possibilidades de reversão rápida.
O calendário também é apertado:
22 de junho: prazo para solicitar participação na audiência pública;
1º de julho: encerramento do recebimento de manifestações por escrito;
6 de julho: audiência pública em Washington;
15 de julho: decisão final sobre a aplicação das tarifas.
Na prática, o governo brasileiro terá poucas semanas para organizar sua defesa diplomática e mobilizar setores afetados.
Quando a segurança entra na mesa, a geopolítica aparece
O contexto ganhou novos contornos após a decisão americana de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Sob a ótica da segurança pública, a medida amplia instrumentos de combate financeiro e cooperação internacional.
Mas seus efeitos ultrapassam essa dimensão.
A classificação aumenta o nível de escrutínio sobre operações financeiras, empresas, cadeias logísticas e transações que possam, direta ou indiretamente, estar relacionadas a atividades ilícitas.
Em um ambiente global cada vez mais sensível ao risco, decisões dessa natureza podem influenciar a percepção de investidores e instituições financeiras internacionais.
O que está realmente em jogo?
A soma desses fatores sugere que o debate não se limita ao comércio exterior.
Pix, Big Techs, meio ambiente, segurança pública e tarifas aparecem reunidos em uma mesma investigação.
É difícil ignorar o componente estratégico dessa combinação.
Isso não significa que todas as alegações americanas sejam infundadas nem que todas as posições brasileiras estejam automaticamente corretas.
Significa apenas que a disputa parece refletir algo maior: a crescente competição por influência econômica, tecnológica e regulatória em um mundo cada vez mais fragmentado.
O desafio brasileiro
Nas próximas semanas, o Brasil terá de responder simultaneamente em três frentes: diplomática, comercial e política.
A defesa dos interesses nacionais exigirá capacidade técnica, articulação internacional e diálogo com os setores afetados.
Mais do que discutir tarifas, o país será chamado a defender sua autonomia regulatória, suas escolhas econômicas e sua posição no cenário internacional.
O resultado dessa disputa poderá dizer muito sobre o espaço que o Brasil pretende ocupar no mundo nas próximas décadas.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
Contando com importantes discussões técnicas e científicas, o 14º Congresso Nacional de Pesquisa do Feijão (Conafe) encerrou a sua programação nesta sexta-feira (29). O evento, referência nacional no âmbito dos estudos sobre a cultura do feijão, começou na última quarta-feira (27), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves (CAMG), em Belo Horizonte. A realização é da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), com apoio da Embrapa Arroz e Feijão.
Nesta edição, o congresso ampliou as discussões ao destacar o feijão como alimento promotor da saúde, norteando debates que conectaram desde o melhoramento genético até os impactos diretos no bem-estar do consumidor final.
“O nosso tema central está muito ligado ao que é considerado um dos maiores desafios da cultura, a diminuição no consumo. Em função disso, buscamos, no 14º Conafe, ter uma diversidade de discussões. Falamos de produção, da confecção dos pratos e intimamente do campo, tratando ao máximo aspectos que perpassam por esse recuo”, ressaltou Fábio Aurélio Martins, pesquisador da Epamig e um dos organizadores do evento.
Segundo Fábio, a pluralidade de participantes e palestrantes, vindos de diferentes localidades, foi, também, um fator agregador para os debates.
“O feijão é um alimento essencial para a África e para o mundo. Sou grato pelos aprendizados adquiridos no evento sobre essa cultura. Também agradeço a oportunidade de estar no Brasil e estudar em um país que representa tanta esperança no campo da agricultura”, afirmou Covenant Lje Egbaji, da Nigéria, estudante da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).
Durante o último dia do evento, os participantes acompanharam os painéis temáticos 6 e 7, que abordaram aspectos como políticas públicas, agricultura familiar, sistemas de cultivo e o cenário da produção de sementes.
Ao longo dos três dias, o público também pôde visitar a área de apresentação de trabalhos científicos, com estudos submetidos por pesquisadores e estudantes de diferentes instituições, previamente avaliados pela Comissão Científica do evento.
Para Trazilbo de Paula, diretor de Pesquisa e Inovação da Epamig, o evento cumpre, mais uma vez, o seu papel de conectar diferentes atores da cadeia produtiva do feijão.
“Tivemos conexões e ensinamentos voltados à importância do feijão na saúde humana. Além disso, vimos como o tema “produção” ganha destaque, despertando o interesse de melhoristas, estudantes, pesquisadores e agricultores que passaram pelo evento”, enfatiza.
“Diante das discussões, percebemos como todos esses aspectos, que já estão sendo tratados nos últimos anos, ganham um realce novo, a partir de experiências adquiridas pelos novos pesquisadores e instituições tradicionais”, acrescenta.
O encerramento do evento contou ainda com a premiação dos melhores trabalhos científicos e homenagens aos profissionais e instituições que contribuíram para a realização do congresso.
A 14º edição do Conafe contou com o patrocínio de Bayer, Crescent Seeds, Syngenta e apoio institucional do Sistema Ocemg.
O governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas parte importante do agronegócio ficou de fora da medida. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (1º) pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que concluiu uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025.
Apesar do endurecimento nas relações comerciais entre os dois países, o documento divulgado pelos norte-americanos prevê uma lista de exceções que inclui diversos produtos ligados ao agro brasileiro, como carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas medicinais, além de fertilizantes.
Segundo o USTR, a proposta ainda será submetida a consulta pública antes da adoção das medidas definitivas. O prazo legal para a implementação das chamadas “medidas corretivas” termina em 15 de julho de 2026.
Investigação mira práticas comerciais do Brasil
A investigação foi aberta em julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O relatório final aponta que políticas e práticas brasileiras seriam “irrazoáveis” e estariam restringindo o comércio norte-americano.
Entre os principais pontos criticados estão questões ligadas ao comércio digital, funcionamento do Pix, proteção de propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e acesso ao mercado de etanol.
No caso do etanol, os EUA alegam que o Brasil deixou de oferecer tratamento tarifário equilibrado ao combustível americano desde 2017. Já sobre o desmatamento, o relatório afirma que o país possui legislação ambiental, mas falha na aplicação efetiva das regras.
Agro escapa de parte das tarifas
Mesmo com a proposta de sobretaxa generalizada, a exclusão de itens agrícolas foi interpretada como um sinal de cautela dos EUA diante da relevância do Brasil no fornecimento global de alimentos e matérias-primas.
Além dos produtos do agro, também ficaram de fora aeronaves e peças de aeronaves, terras raras, produtos farmacêuticos, químicos orgânicos e materiais informativos.
A avaliação é que a retirada de produtos agrícolas da lista ajuda a evitar impactos mais severos sobre cadeias produtivas estratégicas e sobre a inflação de alimentos nos próprios Estados Unidos.
Negociações continuam sem avanço
A decisão do USTR ocorre em meio às negociações entre Brasil e Estados Unidos para tentar evitar novas barreiras comerciais. Um grupo de trabalho foi criado após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em maio deste ano na Casa Branca.
Apesar das conversas recentes, integrantes das negociações afirmaram que ainda não houve avanços suficientes para encerrar o impasse comercial entre os dois países.
A terça-feira (2) será marcada por chuva forte em áreas do litoral do Sudeste e do Nordeste, enquanto a região Sul segue sob influência de uma massa de ar frio, com possibilidade de geada em pontos de serra entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Sul
O tempo permanece firme na maior parte dos estados. Apenas áreas do litoral do Paraná, faixa litorânea de Santa Catarina e litoral norte gaúcho seguem com previsão de chuva fraca a moderada ao longo do dia por causa da circulação de umidade vinda do oceano. Também há chance de chuva isolada no litoral médio do Rio Grande do Sul.
Nas demais áreas da região, o predomínio é de sol entre poucas nuvens. As temperaturas seguem baixas durante a madrugada e o início da manhã, principalmente nas áreas de serra e no interior gaúcho e catarinense. Segundo a Climatempo, há possibilidade de geada pontual entre as serras dos dois estados.
Ainda no Rio Grande do Sul, a atuação de uma massa de ar polar mantém o tempo agradável ao longo do dia. As rajadas de vento podem variar entre 40 e 50 km/h em áreas do sul, sudeste, litoral e interior do estado.
Sudeste
A combinação entre ventos úmidos vindos do oceano e a atuação de um cavado meteorológico favorece a formação de chuva moderada a forte em diferentes áreas da região. Os maiores acumulados devem ocorrer no litoral e sul de São Paulo, onde a infiltração marítima mantém o tempo carregado ao longo do dia.
Também há previsão de chuva mais intensa entre o litoral e interior do Rio de Janeiro, Espírito Santo e áreas da Zona da Mata e interior de Minas Gerais. Já no restante da região, o tempo segue mais estável, com sol entre nuvens.
As temperaturas permanecem mais baixas no centro-sul paulista, Rio de Janeiro, sul capixaba e sul mineiro devido à maior cobertura de nuvens e à entrada de ar frio. Em contrapartida, o extremo noroeste paulista e o Triângulo Mineiro seguem com baixa umidade relativa do ar, que pode ficar abaixo dos 30% durante a tarde.
Centro-Oeste
O tempo firme predomina em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e grande parte de Mato Grosso do Sul. O sol aparece entre poucas nuvens e as temperaturas continuam elevadas durante a tarde.
Apenas pontos isolados do leste de Goiás podem registrar chuva fraca e passageira devido ao calor e à presença de umidade. A umidade relativa do ar segue baixa em diversas áreas da região, especialmente no interior de Mato Grosso e Goiás.
Nordeste
A faixa litorânea continua com chuva frequente por causa da umidade vinda do oceano. Os maiores acumulados devem ocorrer entre Salvador e o sul da Bahia, além do litoral de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Há risco de temporais entre o litoral norte baiano e a região de Ilhéus, além da faixa litorânea do Maranhão e do litoral norte de Pernambuco. Já no interior nordestino, o tempo segue seco e quente, com umidade abaixo dos 30% em áreas do oeste e norte da Bahia, sul do Piauí e centro-sul do Maranhão.
Norte
A região Norte continua concentrando as instabilidades mais expressivas do país. A combinação entre calor, umidade elevada e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece pancadas fortes de chuva em Roraima, Amapá, Amazonas e Pará.
Segundo a Climatempo, há risco de temporais no sul de Roraima, nordeste amazonense e no noroeste e litoral do Pará. Em alguns municípios, os acumulados podem provocar transtornos localizados.
Já Acre, Rondônia, Tocantins e o extremo sul do Amazonas e do Pará seguem com tempo mais firme e predomínio de sol. Em grande parte do Tocantins, a umidade relativa do ar também pode ficar abaixo dos 30%.
Programa Patrulha Rural contempla Buritizal, Cristais Paulista, Itirapuã e Jeriquara com entrega de tratores e motoniveladoras em pacote de anúncios do governo paulista para a região
Nesta quinta-feira (28/05), durante a Caravana 3D em Franca, o Governo de SP, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, realizou a entrega de máquinas agrícolas para municípios da Região Administrativa de Franca. Ao todo, serão destinados cerca de R$ 1,8 milhão em investimentos, contemplando tratores e motoniveladoras para quatro municípios da região.
A iniciativa é fruto de convênios assinados por meio do programa Patrulha Rural, voltado ao fortalecimento da infraestrutura e da produção no campo por meio da entrega de máquinas e equipamentos agrícolas aos municípios paulistas.
Entre os municípios beneficiados estão Buritizal, que recebeu um trator com investimento de cerca de R$ 200 mil, Cristais Paulista, contemplado com uma motoniveladora e um trator, em investimentos que somam aproximadamente R$ 708 mil, Itirapuã, que também recebeu uma motoniveladora e um trator, totalizando cerca de R$ 708 mil, além de Jeriquara, beneficiado com um trator no valor aproximado de R$ 200 mil. Ao todo, os investimentos destinados à região somam cerca de R$ 1,8 milhão, com foco no fortalecimento da infraestrutura rural e na ampliação do apoio aos municípios paulistas.
“Esses maquinários têm impacto direto na vida de quem vive e produz no campo. Estradas rurais em melhores condições significam mais segurança, mais eficiência no escoamento da produção, menos custo para o produtor e melhores condições de acesso para famílias, estudantes, transporte de pacientes e serviços públicos no meio rural. É um investimento que fortalece a produção agropecuária, mas também melhora a cidadania e a qualidade de vida no campo”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
Patrulha Rural
Desde 2023, o Governo de São Paulo já investiu cerca de R$ 240 milhões no programa Patrulha Rural, com a entrega de aproximadamente 640 máquinas e equipamentos agrícolas para mais de 340 municípios paulistas, ampliando a capacidade operacional das prefeituras e fortalecendo o atendimento ao produtor rural.
O objetivo do programa é ampliar a capacidade das prefeituras na manutenção de estradas rurais, apoio logístico ao produtor e execução de serviços que favoreçam o escoamento da produção agropecuária, especialmente para pequenos e médios produtores rurais.
Caravana 3D
A Caravana 3D é uma iniciativa do Governo de São Paulo que percorre as regiões do estado para levar políticas públicas com foco nos três pilares da gestão: desenvolvimento, dignidade e diálogo. A proposta é fortalecer a articulação com os municípios, promovendo entregas e investimentos que considerem as necessidades locais e contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população. A ação já passou pelo ABC, Alto Tietê, Ribeirão Preto, Campinas, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Sorocaba, Presidente Prudente e Itapeva.
A Caravana reforça o compromisso do governo paulista com uma atuação mais próxima e integrada, baseada na escuta do cidadão e no diálogo com lideranças locais. Em cada etapa, são realizadas visitas aos municípios e anúncios de ações concretas nas áreas de saúde, educação, habitação, infraestrutura e segurança.
Contratos futuros recuaram nesta segunda-feira (1º), enquanto o mercado interno segue firme diante da baixa liquidez e da escassez de trigo disponível para comercialização
O mercado do trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (1º) em baixa na Bolsa de Chicago. A pressão veio principalmente da evolução favorável das lavouras nos Estados Unidos, do avanço da colheita em importantes regiões produtoras do Hemisfério Norte e de movimentos técnicos dos fundos de investimento.
No fechamento, o contrato julho/26 foi cotado a 608,6 cents por bushel, com recuo de 16 pontos. O setembro/26 encerrou a sessão a 621,2 cents por bushel, queda de 22 pontos. Já o dezembro/26 fechou em 640,4 cents por bushel, baixa de 24 pontos.
Segundo análises divulgadas ao longo do dia, o mercado acompanhou previsões climáticas favoráveis para áreas produtoras norte-americanas, fator que reduz preocupações com a oferta da nova safra e contribui para pressionar as cotações internacionais. Além disso, a competitividade do trigo da região do Mar Negro continua sendo um elemento importante para limitar avanços mais expressivos em Chicago.
Apesar da retração externa, o cenário brasileiro segue apresentando fundamentos distintos. De acordo com análise da Safras & Mercado, maio terminou com preços firmes no mercado doméstico, mesmo diante da baixa liquidez dos negócios. A consultoria destaca que a oferta disponível continua restrita, enquanto produtores permanecem cautelosos nas negociações.
A sustentação dos preços internos também está relacionada à necessidade de abastecimento dos moinhos e à limitada disponibilidade de trigo de qualidade no Mercosul. O mercado segue acompanhando o desenvolvimento da nova safra brasileira, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país, onde as condições climáticas continuam sendo determinantes para o potencial produtivo.
Outro fator observado pelos agentes do setor é a evolução da safra argentina. O país permanece como principal fornecedor externo do cereal para o Brasil, e qualquer alteração nas perspectivas de produção ou exportação influencia diretamente a formação de preços no mercado nacional.
Com a semeadura avançando no Sul do Brasil e os estoques remanescentes da safra passada cada vez mais ajustados, o mercado deve continuar acompanhando de perto as condições climáticas, o comportamento da demanda industrial e as oscilações das bolsas internacionais nas próximas semanas.
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A proposta foi lançada pela pesquisadora Mariangela Hungria – Foto: Pixabay
A redução da densidade de plantas na soja voltou a ganhar espaço no debate sobre custos de produção. A ideia é testar, em condições reais de lavoura, se populações menores podem manter a produtividade e, ao mesmo tempo, diminuir gastos com sementes e insumos usados na semeadura.
A proposta foi lançada pela pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, que defende a realização de um grande ensaio nacional com a participação de produtores. Reconhecida internacionalmente, premiada em nível mundial e apontada pela Times como uma das pessoas mais influentes do mundo, ela afirma que os resultados desse trabalho não tiveram a visibilidade esperada quando os insumos eram mais abundantes e baratos.
O estudo citado por Mariangela avaliou soja inoculada com Bradyrhizobium elkanii em diferentes densidades de plantas. O material mostra que, em densidades menores, há menos competição por luz e maior disponibilidade por planta. Essa condição favorece a fotossíntese, aumenta a oferta de carbono para os nódulos e estimula a fixação biológica de nitrogênio.
Nos ensaios, a redução da densidade não significou, na maior parte dos casos, perda de produtividade. A produção de grãos foi semelhante entre as densidades avaliadas, com exceção da menor população, de 40 mil plantas por hectare, que apresentou redução de produtividade e alterações no teor de proteína e óleo dos grãos.
A leitura do estudo é que a soja consegue ajustar a fotossíntese e a fixação biológica de nitrogênio para compensar reduções moderadas na densidade de plantas. Para Mariangela, o cenário atual de preços e escassez de insumos torna o tema mais urgente. O desafio aos produtores é separar parcelas nas fazendas, comparar áreas, registrar as observações e enviar os resultados. Se a resposta for confirmada em larga escala, a prática pode representar uma mudança importante nos custos da semeadura.