segunda-feira, junho 15, 2026

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Missão apoiada pelo Mapa amplia oportunidades para frutas brasileiras


OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apoiou a missão comercial da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) à Índia, com o objetivo de ampliar oportunidades para a fruticultura brasileira em um dos maiores mercados consumidores do mundo. A agenda aproximou exportadores nacionais de importadores, redes varejistas e operadores logísticos locais, com foco em produtos como abacate, limão tahiti e maçã.

A iniciativa contou com o apoio do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, em articulação com a Embaixada do Brasil em Nova Délhi. Durante a missão, a comitiva percorreu diferentes elos da cadeia de distribuição de frutas e participou de reuniões voltadas à prospecção de negócios e à ampliação da presença de produtos brasileiros no mercado indiano.

Em Nova Délhi, a programação incluiu visita ao Azadpur Subzi Mandi, principal centro atacadista de frutas e hortaliças da capital indiana, além de mercados tradicionais, frutarias, lojas de produtos orgânicos e estabelecimentos especializados na comercialização de produtos importados.

Durante os encontros, representantes do setor varejista demonstraram interesse na importação de frutas brasileiras, evidenciando o potencial de ampliação da presença desses produtos no mercado local.

A missão também visitou a empresa Suri Agrofresh, em Kundli, no estado de Haryana, onde a delegação conheceu estruturas de armazenagem refrigerada e discutiu com importadores aspectos relacionados à logística, aos requisitos sanitários e às condições comerciais para a entrada de frutas brasileiras no país.

A etapa em Nova Délhi foi encerrada com o evento Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes, realizado na Residência Oficial da Embaixada do Brasil. O encontro reuniu autoridades, importadores e representantes do setor privado indiano para a apresentação de produtos brasileiros e das oportunidades de negócios vinculadas à fruticultura nacional.

Na ocasião, foi lançado o Centro de Distribuição Móvel (CDM), iniciativa da Adidância Agrícola em Nova Délhi voltada à promoção de produtos brasileiros na Índia. Por meio de um QR Code, os visitantes podem acessar informações sobre produtos, empresas e oportunidades comerciais, com atendimento em português, inglês e hindi.

Após a programação na capital indiana, a comitiva seguiu para Mumbai, onde participou da Fresh India Show 2026, realizada no CIDCO Exhibition Centre. A agenda incluiu ainda visita ao Porto de Mumbai para avaliação das condições logísticas para a importação de frutas frescas.

A Índia é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, e reúne um mercado consumidor amplo e diversificado. A missão ocorre em um contexto de expansão da fruticultura brasileira no comércio internacional. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de frutas frescas registraram crescimento superior a 20% em valor e de 13% em volume, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Desde 2023, foram abertas 34 novas oportunidades de exportação para frutas brasileiras, ampliando o acesso dos produtos nacionais aos mercados internacionais.





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Tarifas dos Estados Unidos poupam carne bovina, café e suco de laranja do Brasil


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O novo pacote tarifário anunciado pelo governo dos Estados Unidos na noite desta terça-feira (2) contra 60 parceiros comerciais não será aplicado a uma ampla lista de produtos incluídos na Tabela Harmonizada de Tarifas dos Estados Unidos (HTSUS). Segundo decisão publicada no Federal Register, o Brasil ficaria sujeito a tarifa de 12,5%, mas itens como carne bovina, suco de laranja, café e celulose aparecem entre os produtos isentos.

O anexo da decisão tem 75 páginas e detalha os códigos tarifários que ficariam fora da cobrança adicional de 10% ou 12,5%, a depender do país. No caso brasileiro, a lista de exceções inclui produtos com peso nas exportações do agronegócio e da indústria de base, além de petróleo, terras raras, metais e aviões.

Para o setor agropecuário, a exclusão de carne bovina, café e suco de laranja reduz, em princípio, o alcance direto da medida sobre segmentos relevantes da pauta exportadora brasileira para o mercado americano. A decisão também preserva a celulose, produto com participação importante nas vendas externas do país.

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O texto oficial informa que a sobretaxa foi sugerida em razão do que o governo americano classificou como fracasso no combate ao trabalho forçado. Até o momento, o conteúdo disponível não detalha, de forma completa, os critérios produto a produto para as isenções nem informa, no material apresentado, o cronograma integral de eventual implementação da medida.

O documento também prevê tratamento específico para a indústria têxtil. Segundo o texto, haverá um mecanismo para reduzir a tarifa incidente sobre determinado volume de importação de vestuário destinado ao mercado dos Estados Unidos.

Na prática, a lista de isenções limita o efeito imediato do tarifaço sobre parte das cadeias exportadoras brasileiras. Ainda assim, a extensão final do impacto dependerá da efetivação da medida, da regulamentação complementar e da confirmação dos códigos tarifários alcançados em cada segmento.

Do ponto de vista técnico, o próximo passo é acompanhar a regulamentação da decisão no mercado americano e a eventual confirmação de vigência para cada item da HTSUS. Sem essa etapa, ainda não há base suficiente para medir com precisão o efeito total da medida sobre o fluxo de exportações brasileiras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Frente fria derruba temperaturas e provoca chuva forte durante o feriado prolongado


Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A atuação de uma frente fria no oceano, associada a áreas de alta pressão, mantém o tempo instável em parte do litoral do Sudeste e do Nordeste entre esta quarta-feira (3) e a próxima sexta-feira (5). Segundo a Climatempo, o sistema favorece a entrada de umidade marítima, mantém o céu encoberto em áreas costeiras e provoca chuva em diferentes regiões do país, enquanto o interior segue sob influência do ar seco.

Sul

Quarta-feira

O tempo segue firme na maior parte da região devido à atuação de uma área de alta pressão. Ainda assim, há chance de chuva fraca e isolada no litoral do Paraná, de Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul por causa da circulação de umidade marítima. As manhãs continuam frias, principalmente nas áreas serranas.

Quinta-feira

O tempo permanece estável em praticamente toda a Região Sul. Apenas pontos isolados do litoral paranaense e do sul gaúcho podem registrar chuva fraca. A nebulosidade aumenta no Rio Grande do Sul, e há possibilidade de geada isolada em áreas de serra.

Sexta-feira

A alta pressão mantém o tempo firme na maior parte da região. Ainda pode chover fraco e de forma isolada no litoral do Paraná e de Santa Catarina. As temperaturas seguem baixas no amanhecer, mas sobem gradualmente durante a tarde.

Sudeste

Quarta-feira

A infiltração marítima mantém o tempo instável principalmente no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Há previsão de chuva fraca a moderada desde cedo, com possibilidade de pancadas mais fortes entre a Região dos Lagos e o litoral norte fluminense. Em São Paulo, a capital pode ter garoa na madrugada e máxima de 21°C.

Quinta-feira

A umidade marítima continua favorecendo chuva fraca a moderada entre o litoral paulista, Rio de Janeiro, Espírito Santo e áreas do leste de Minas Gerais. Há possibilidade de nevoeiro pela manhã em diferentes pontos da região. Na capital paulista, o dia será de muitas nuvens e temperaturas amenas, com máxima em torno de 21°C.

Sexta-feira

Uma massa de ar frio de origem marítima mantém muitas nuvens e chuva fraca a moderada no litoral do Sudeste, principalmente entre Rio de Janeiro, Espírito Santo, sul paulista e nordeste mineiro. Em São Paulo, a madrugada pode ter nevoeiro, mas o sol aparece mais à tarde.

Centro-Oeste

Quarta-feira

O predomínio é de tempo firme em praticamente toda a região. Apenas o extremo norte de Mato Grosso pode registrar chuva fraca e isolada. As temperaturas seguem elevadas à tarde, e a umidade relativa do ar fica baixa em áreas de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quinta-feira

O tempo continua estável em quase toda a região. No sul de Mato Grosso do Sul e leste de Goiás, os ventos de sul e sudeste deixam as temperaturas mais agradáveis. O ar seco continua predominando no interior.

Sexta-feira

A atuação de uma massa de ar seco mantém o tempo firme em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Apenas áreas do extremo norte de Mato Grosso podem registrar chuva isolada. O calor aumenta durante a tarde.

Nordeste

Quarta-feira

A circulação marítima e a atuação da ZCIT favorecem chuva entre o litoral da Bahia e Pernambuco. Há risco de temporais em Salvador e entre Pernambuco e Alagoas, além de perigo para chuva volumosa no litoral pernambucano. No interior, o tempo segue seco e quente.

Quinta-feira

As pancadas continuam entre o litoral do Rio Grande do Norte e Pernambuco, além de Sergipe e Bahia. As chuvas podem ocorrer com moderada a forte intensidade, especialmente entre Pernambuco e Alagoas. No interior, a baixa umidade continua predominando.

Sexta-feira

A chuva continua concentrada entre Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Entre Salvador e Porto Seguro, há previsão de pancadas moderadas a fortes. Já o interior segue sob influência do ar seco e do calor.

Norte

Quarta-feira

O calor e a elevada umidade mantêm pancadas fortes em Roraima, Amapá, norte do Amazonas e do Pará. Há risco de temporais principalmente nas áreas mais ao norte da região. Rondônia, Tocantins e sul do Amazonas seguem com tempo mais estável.

Quinta-feira

A combinação entre calor, umidade e atuação da ZCIT mantém chuva moderada a forte em Roraima, Amapá e norte do Amazonas e Pará. Há risco de temporais nas áreas mais ao norte da região.

Sexta-feira

O cenário de instabilidade continua predominando em Roraima, Amapá, Amazonas e norte do Pará, com possibilidade de temporais isolados. Já Tocantins, Acre, Rondônia e sul do Pará seguem com tempo mais firme e sensação de abafamento.

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China, UE e El Niño devem pressionar pecuária no segundo semestre, avalia economista


5º Fórum da Pecuária: o evento que vai guiar o setor da carne brasileira
5º Fórum da Pecuária: o evento que vai guiar o setor da carne brasileira

A possível chegada de um forte El Niño a partir deste mês de junho deve aumentar os desafios para a pecuária brasileira no segundo semestre de 2026. Além das preocupações com o esgotamento da cota de exportação da China e das restrições impostas pela União Europeia, o setor ainda pode enfrentar perdas relacionadas à piora das pastagens provocada pelo clima.

A avaliação é do economista da FGV Agro, Felippe Serigati, que vê um cenário mais desafiador principalmente para a região Centro-Norte do país.

“O próprio El Niño tende a prejudicar a qualidade das pastagens, principalmente na região centro-norte do país. Você vai ter um aumento de custo ou um ganho de peso menor dos animais”, afirmou.

Segundo meteorologistas, o fenômeno climático deve começar a atuar em junho, mas os efeitos mais intensos devem ocorrer a partir da primavera, coincidindo com o período de plantio e desenvolvimento das principais culturas brasileiras. A tendência é de temperaturas acima da média e redução das chuvas em parte do país.

Desafios comerciais e climáticos

Além do clima, a pecuária de corte enfrenta dificuldades no mercado internacional. Um dos principais pontos de atenção é a chamada “cota chinesa”, mecanismo que garante condições tarifárias mais vantajosas para parte das exportações brasileiras de carne bovina ao país asiático.

Serigati lembra que a situação ganha peso justamente porque a China é o principal comprador da carne bovina brasileira.

“Tem esse desafio da cota chinesa e, junto com isso, um desafio mais recente, que foi justamente a retirada do Brasil da lista de exportadores habilitados de carne bovina para a União Europeia”, destacou.

Soja e milho também podem sofrer impactos

As preocupações com o El Niño também se estendem às grandes culturas agrícolas. Segundo o economista, um dos principais riscos para soja e milho é a alteração no calendário de plantio.

“O primeiro impacto pode ser um atraso no plantio da soja. Uma vez atrasando o plantio da soja, você estreita a janela ideal para o milho de segunda safra”, explicou.

Com uma janela mais apertada para o milho safrinha, parte dos produtores pode optar pelo sorgo como alternativa. “Alguns produtores podem preferir dar prioridade ao sorgo porque ele é mais resistente”, afirmou Serigati.

O economista também alerta para o aumento dos custos de produção, principalmente em um momento em que os produtores já trabalham com margens mais apertadas devido aos juros elevados e ao custo dos fertilizantes.

Café entra no radar de preocupação

As culturas permanentes, como o café, também devem sentir os efeitos do fenômeno climático.

Segundo Serigatti, além da redução das chuvas, o El Niño pode elevar as temperaturas em regiões produtoras, criando um ambiente desfavorável ao desenvolvimento das lavouras.

“O café não gosta de um ambiente com escassez hídrica e temperaturas acima da média”, ressaltou.

Seguro rural

Apesar das preocupações, o economista reforça que ainda é cedo para falar em quebra de safra garantida ou em crise generalizada no agro.

“Dizer que, por conta do El Niño, haverá quebra de safra exige muito cuidado. Tem muita água para passar por baixo dessa ponte”, afirmou.

Mesmo assim, ele defende que produtores e governo já considerem estratégias para enfrentar um possível cenário adverso.

Entre as medidas apontadas como fundamentais está o fortalecimento do seguro rural, considerado por Serigati uma das principais ferramentas para tornar a renda do produtor mais resiliente diante das mudanças climáticas.

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Mercado ignora tarifaço e mira negociação: ouça os destaques econômicos do dia


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que os EUA propuseram tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, mas o mercado reagiu com pragmatismo.

O Ibovespa subiu 1,16% aos 174 mil pontos, puxado por Vale e siderúrgicas, e o dólar caiu a R$ 5,00. A leitura é de que há espaço para negociação até a decisão final em 15 de julho. Hoje, foco no ADP, Livro Bege do Fed e produção industrial no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa Milho e Sorgo leva cultivares à Tecnofam 2026


A Embrapa Milho e Sorgo participa da Tecnofam 2026, evento realizado de 9 a 11 de junho na Embrapa Agropecuária Oeste em Dourados-MS. O evento, em sua sexta edição, já se consolidou como a feira da agricultura familiar sul-mato-grossense, resultado da adequação da Embrapa e parceiros às demandas regionais, com o objetivo de dar a oportunidade para agricultores familiares terem contato com soluções tecnológicas, com enfoque na sustentabilidade da produção agropecuária, apresentando alternativas tecnológicas e arranjos de sistemas de produção, assim como maquinários, implementos e equipamentos voltados para a agricultura familiar.

Abaixo, conheça as tecnologias que serão apresentadas pela Embrapa Milho e Sorgo nas estações implantadas no campo.

Milho híbrido Top-cross BRS 2107

O BRS 2107 é um híbrido de milho, de baixo / médio custo, indicado para produção de grãos em lavouras de baixo investimento. É uma cultivar de ciclo precoce-normal, com baixa porcentagem de acamamento e quebramento, apresentando adaptabilidade ampla e estabilidade para plantios de safra e de segunda safra em todo o território brasileiro.

O híbrido é moderadamente resistente à mancha-de-diplodia e à cercosporiose e moderadamente suscetível aos enfezamentos. Em razão do vigor dos seus parentais, o híbrido apresenta baixo custo na produção de sementes, encaixando-se como alternativa viável para sistemas de produção onde se tem menor uso de insumos (menor investimento), como é o caso de grande parte da agricultura familiar. Além disso, é recomendando para regiões e épocas de maior risco, como a safrinha tardia, que é mais sujeita à escassez hídrica.

Clique aqui para saber onde encontrar. 

Milho híbrido triplo BRS 3046

O híbrido de milho verde BRS 3046, desenvolvido pela Embrapa, é recomendado para as regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e o estado do Paraná (Norte, Nordeste e Oeste), para plantios em safra e em segunda safra. Pode ser também usado na produção de grãos e de silagem.

Muito importante para os pequenos e médios produtores, o BRS 3046, além de trazer a marca Embrapa, chega para ampliar o mercado consumidor do milho verde in natura e da culinária. Com ele, a elaboração de pratos como pamonha, mingau, canjica, curau, bolos e tortas ganha força porque tem um excelente rendimento.

O BRS 3046 é um milho superior agronomicamente a outros híbridos disponíveis no mercado. Ele pode ser plantado durante todo o ano; é superprecoce e com florescimento masculino em 60,5 dias; tem grãos de cor amarelo alaranjado; espiga com comprimento médio de 18 centímetros; e produtividade média de 30 mil a 40 mil espigas por hectare. Ele é resistente a algumas doenças, como por exemplo, a ferrugem comum.

Clique aqui para saber onde encontrar.

Milho BRS 4104

Como resultado do esforço da Embrapa em desenvolver produtos biofortificados, a Embrapa Milho e Sorgo disponibiliza para o mercado o milho pró-vitamina A, BRS 4104, que possui maiores concentrações de carotenoides precursores da vitamina A nos grãos – entre 2,5 e 3,2 vezes maiores do que os valores encontrados no milho comum. O BRS 4104 é uma cultivar de milho tipo variedade, com ciclo superprecoce.

Onde encontrar: clique aqui.

Milheto BRS 1502

A variedade de milheto BRS 1502 apresenta bons níveis de produtividade, com alta estabilidade de produção, e é recomendada para a produção em condições de risco, ou seja, para plantios em sucessão, em áreas com deficiência hídrica e altas temperaturas, encontradas principalmente em áreas de cerrados do Sudeste e Centro-Oeste e norte do Paraná.

Pode ser usada como produtora de grãos, de forragem e de palhada de alta qualidade, com crescimento rápido, alta capacidade de rebrota e de extração de nutrientes. Tem boa resistência ao acamamento e quebramento. É má hospedeira para o nematoide Meloidogyne javanica. Essa variedade pode ser cultivada nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, para plantios em safra e em segunda safra, sem restrição de altitude.

Onde encontrar. 

Sorgo forrageiro BRS 661

O sorgo forrageiro BRS 661 foi desenvolvido para atender à demanda por cultivares com potencial produtivo superior, especialmente para sistemas de produção de silagem com baixo custo. É uma alternativa para pecuaristas e agricultores, proporcionando alta produtividade de massa verde (superior a 70 t/ha) com excelente qualidade nutricional. Atinge o ponto de colheita em torno de 110 a 130 dias após o plantio, dependendo da região, e possui alta capacidade de rebrota.

A cultivar é recomendada para a safra de verão e segunda safra. A adaptabilidade a diversos sistemas de produção de forragem torna a cultivar uma escolha versátil e estratégica para o Sudeste, o Centro-Oeste e o Nordeste, regiões para onde ela é recomendada.

Destaques

– Alta produtividade de matéria verde;

– Tolerância ao acamamento;

– Tolerância ao estresse hídrico;

– Tolerância ao alumínio;

– Alta capacidade de rebrota;

– Boa sanidade foliar.

Clique aqui para saber onde encontrar.

Tecnofam – O evento é realizado desde 2014, de dois em dois anos e se consolidou como a feira da agricultura familiar sul-mato-grossense. A Tecnofam é resultado da atuação conjunta da Embrapa e instituições parceiras na busca por soluções alinhadas às demandas regionais e tem como foco a difusão do conhecimento e de tecnologias inovadoras e de baixo custo para fortalecer a produção da agricultura e da agroindústria familiar. A construção coletiva da Tecnofam é o que sustenta sua relevância e crescimento ao longo de suas edições.

O evento é uma oportunidade para que os participantes tenham contato direto com soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade da agricultura familiar e possam realizar trocas, inclusive interinstitucionais, que atendam suas demandas e necessidades. A realização de um evento desse porte somente é possível com parcerias de inúmeras instituições e organizações, que se unem em prol de um objetivo comum de fomentar o acesso ao conhecimento sobre tecnologias, produtos e serviços que favoreçam os produtores e envolvidos na cadeia produtiva da Agricultura Familiar.

Parcerias – Confira as instituições parceiras na página da Tecnofam 2026: www.embrapa.br/agropecuaria-oeste/tecnofam-2026/realizadores  

Serviço

Evento: Feira de Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar – Tecnofam 2026

Data: 9 a 11 de junho de 2026

Local: Embrapa Agropecuária Oeste (Rodovia BR 163, Km 253,6 – Dourados, MS)

Instagram: @tecnofam.oficial  

Site: www.embrapa.br/agropecuaria-oeste/tecnofam-2026/





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AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso revisa para cima safra de algodão



Produção de algodão deve alcançar 6,27 mi de t



Foto: Divulgação

A estimativa divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária aponta aumento na produtividade do algodão em Mato Grosso na safra 2025/26. Segundo a análise semanal do instituto, a área cultivada permaneceu estimada em 1,38 milhão de hectares em junho de 2026, o que representa retração de 11,11% em comparação ao ciclo anterior. De acordo com o Imea, a redução está relacionada principalmente ao cenário menos favorável para os preços da fibra e aos elevados custos de produção enfrentados pelos produtores.

Apesar da diminuição da área plantada, a produtividade do algodão em caroço foi revisada para cima. Conforme o levantamento, o rendimento médio aumentou 6,32 arrobas por hectare em relação à projeção de maio, alcançando 304,02 arrobas por hectare. O instituto destaca que o avanço está associado às boas condições observadas nas lavouras nos primeiros meses após o plantio, favorecendo o desenvolvimento vegetativo das plantas e ampliando o potencial produtivo da cultura.

O Imea ressalta, porém, que o desempenho final da safra ainda dependerá das condições climáticas nos próximos meses. Com a revisão positiva da produtividade, a estimativa para a produção de algodão em caroço foi elevada para 6,27 milhões de toneladas, volume 2,12% superior ao projetado anteriormente. Segundo o instituto, a evolução do clima seguirá sendo um dos principais fatores para a consolidação desse resultado.





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Geadas podem ocorrer no Sul e Sudeste nesta semana


Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia indicam que as condições para chuva permanecem sobre áreas das regiões Norte e Nordeste entre quarta-feira (3) e quinta-feira (4). No Norte, as precipitações devem ocorrer principalmente em forma de pancadas isoladas durante a tarde, período de maior aquecimento. Já no Nordeste, a chuva ficará concentrada na faixa litorânea, com atenção especial para o leste da Bahia, incluindo Salvador e o litoral norte do estado. Distúrbios de leste também devem provocar chuva intensa entre Pernambuco e Rio Grande do Norte.

No leste da Região Sudeste, a previsão aponta possibilidade de chuvas fracas e localizadas, sobretudo em áreas próximas ao litoral. Nas demais regiões do país, o tempo tende a permanecer estável e sem previsão de precipitações. O boletim também destaca a possibilidade de geadas fracas e isoladas nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, além da Serra da Mantiqueira.

Na Região Norte, a previsão para quarta e quinta-feira mantém as condições favoráveis à ocorrência de pancadas de chuva no norte do Amazonas e do Pará, além de áreas do Amapá e de Roraima. Segundo o Inmet, as precipitações deverão ser acompanhadas de raios e rajadas de vento localizadas devido à combinação entre calor e elevada umidade. As temperaturas máximas devem variar entre 34°C e 36°C, enquanto a umidade relativa do ar pode ficar em torno de 30% em áreas de Rondônia, Tocantins e sudeste do Pará.

No Nordeste, o transporte de umidade do oceano para o continente, associado à atuação de perturbações atmosféricas, deve manter o tempo instável no leste da Bahia, abrangendo o Recôncavo Baiano e a capital Salvador. A previsão indica chuvas fortes entre Pernambuco e Rio Grande do Norte, com acumulados superiores a 60 milímetros em alguns pontos. No interior da região, as temperaturas permanecem elevadas, com mínimas próximas de 14°C no interior baiano e máximas de até 37°C em áreas do Sertão.

Para a Região Centro-Oeste, o Inmet prevê manutenção do tempo quente e seco, sem expectativa de chuva. As temperaturas mínimas devem oscilar entre 9°C e 11°C em áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul, enquanto as máximas podem alcançar entre 34°C e 36°C em municípios de Mato Grosso e Goiás. Durante a tarde, a umidade relativa do ar deverá ficar próxima dos 30%.

No Sudeste, a circulação marítima continuará favorecendo maior nebulosidade e possibilidade de chuva fraca e isolada em áreas litorâneas. Em partes do Espírito Santo e no nordeste de Minas Gerais, há pequena chance de pancadas acompanhadas de trovoadas em razão da presença de ar frio em níveis mais elevados da atmosfera. O boletim também aponta condições favoráveis à formação de neblina e nevoeiro em áreas do leste paulista, Vale do Paraíba, Rio de Janeiro, sul e leste mineiro e pontos isolados do Espírito Santo.

As temperaturas continuam baixas durante as madrugadas e o início das manhãs na região. As mínimas podem chegar a 4°C no sul de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira e na Serra Fluminense, onde há possibilidade de geadas fracas e localizadas. Já as máximas podem variar entre 30°C e 32°C no norte mineiro. Em algumas áreas do norte de São Paulo, oeste de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, a umidade relativa do ar poderá ficar abaixo dos 30%.

Na Região Sul, a previsão não indica mudanças significativas nas condições do tempo ao longo dos dois dias. As temperaturas mínimas devem variar entre 4°C e 7°C, principalmente nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, onde há possibilidade de geada fraca e isolada. Também permanece a condição para formação de neblina e nevoeiro em localidades da faixa leste, especialmente durante as primeiras horas da manhã. As máximas podem alcançar entre 25°C e 27°C no norte do Paraná.





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China reconhece Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação



Conquista abre espaço para novos negócios



Foto: Divulgação

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o reconhecimento é resultado das negociações conduzidas durante a missão oficial do ministro André de Paula à China, realizada em maio deste ano. Durante encontros com autoridades chinesas das áreas de Agricultura e Comércio, foram apresentados os avanços do sistema brasileiro de defesa agropecuária e reforçado o pedido de reconhecimento do status sanitário nacional.

A decisão chinesa ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. O marco consolidou décadas de ações conduzidas pelos serviços veterinários oficiais, produtores rurais e governos estaduais voltadas ao fortalecimento da sanidade animal.

Durante a missão presidencial à China, realizada em maio de 2025, Brasil e China também assinaram um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Administração-Geral de Aduanas da China na área de medidas sanitárias e fitossanitárias. O acordo ampliou a cooperação bilateral e fortaleceu o diálogo entre os dois países em temas ligados à sanidade animal e vegetal.

Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025. O reconhecimento do status sanitário brasileiro reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e contribui para o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países.

De acordo com o governo federal, a conquista é resultado do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores nas negociações sanitárias e comerciais com o mercado chinês.





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Durigan admite viagem aos EUA para discutir tarifa adicional sobre produtos brasileiros


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (2) que não descarta viajar aos Estados Unidos ou fazer contato direto com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, para tratar da recomendação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), mas ainda não está confirmada, segundo o ministro.

Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Durigan disse que a possibilidade de deslocamento aos Estados Unidos segue em avaliação no âmbito do governo federal. Segundo ele, também há previsão de articulação diplomática por outras frentes.

O ministro informou que o chanceler Mauro Vieira participará nesta quarta-feira (3) de agenda na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde deverá se reunir com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos e responsável pela recomendação tarifária.

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De acordo com Durigan, o aumento de 25% ainda depende de confirmação. Esse ponto é central para o acompanhamento do tema por exportadores brasileiros, já que a fase atual indicada pelo ministro é de tratativas e não de aplicação definitiva da medida.

O conteúdo disponível não informa quais produtos brasileiros seriam alcançados pela tarifa adicional nem apresenta calendário oficial de implementação. Também não há detalhamento, até o momento, sobre os setores potencialmente mais expostos.

Do ponto de vista técnico, a recomendação do USTR insere o tema no campo das negociações comerciais bilaterais. Para cadeias exportadoras, a definição sobre alcance setorial, prazo e formato da eventual cobrança será determinante para medir efeitos sobre competitividade, contratos e fluxo de embarques. Sem essas informações, ainda não é possível estimar impacto específico sobre o agronegócio ou outras áreas exportadoras.

O cenário imediato depende da confirmação ou não da recomendação tarifária pelas autoridades americanas e do resultado das conversas diplomáticas anunciadas pelo governo brasileiro. Até que haja definição oficial sobre produtos atingidos, prazo e regras de aplicação, a dimensão do efeito econômico permanece indefinida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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