domingo, junho 14, 2026

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Dólar sobe com payroll forte nos EUA e tensão renovada com o Irã


Dólar sobe com payroll forte nos EUA e tensão renovada com o Irã

O dólar operou em alta nesta sexta-feira (5) no mercado internacional, sustentado por dois vetores: um relatório de emprego dos Estados Unidos acima das projeções e a retomada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Por volta das 16h50, no horário de Brasília, a moeda americana subia a 160,20 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1527 e a libra caía a US$ 1,3340. O índice DXY avançava 0,7%, a 100,069 pontos.

O movimento ganhou força após a divulgação do payroll dos Estados Unidos. O relatório mostrou abertura de 172 mil postos de trabalho em maio, resultado acima do esperado pelo mercado. Segundo a consultoria Capital Economics, o dado reforça a perspectiva de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed), o que tende a dar suporte ao dólar.

No ambiente geopolítico, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que o país pode ampliar o conflito caso não haja acordo e disse que as negociações seguem estagnadas em estágio inicial. A sinalização elevou a busca por ativos considerados mais seguros, entre eles a moeda americana.

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Na Europa, os agentes também acompanham a próxima reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). De acordo com o Swissquote, a expectativa é de alta de juros. Para o Banco da Inglaterra (BoE), a avaliação citada pela instituição é de manutenção das taxas no próximo encontro, embora pressões inflacionárias ainda permaneçam no radar.

No Japão, o dólar voltou a oscilar em torno de 160 ienes. Segundo o Swissquote, esse patamar aumenta a possibilidade de intervenção direta das autoridades japonesas. A instituição também afirma que o Banco do Japão (BoJ) pode ser pressionado a elevar juros para conter a depreciação do iene.

Para o agronegócio, oscilações do dólar seguem no centro do monitoramento por influenciarem custos de insumos, preços de exportação e formação de margens. O material disponível, no entanto, não traz estimativas específicas sobre reflexos imediatos para cadeias agropecuárias brasileiras.

O foco do mercado permanece na trajetória dos juros nas principais economias e na evolução do quadro geopolítico no Oriente Médio. Sem novos dados sobre repasses ao setor produtivo, a leitura técnica imediata é de manutenção da volatilidade no câmbio nos próximos pregões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Conab destina 3,9 toneladas de alimentos a encontro em Brasília


Paraná terá evento sobre PAA com R$ 62 milhões em projetos contratados

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que destinou 3,9 toneladas de alimentos ao I Encontro Nacional de Agentes Populares, realizado entre os dias 4 e 7 de junho, em Brasília (DF). A ação ocorreu em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Segundo a estatal, foram aplicados R$ 55,6 mil na compra de produtos da agricultura familiar por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea.

De acordo com a Conab, os alimentos foram entregues à Cozinha Solidária Popular Dona Nega para o preparo de 6,4 mil refeições, entre café da manhã, almoço e jantar, destinadas a cerca de 800 participantes ao longo da programação. A cesta incluiu itens como 360 quilos de arroz, 150 quilos de feijão, 450 quilos de polpa de frutas, 400 quilos de carne bovina, 300 quilos de carne de frango, 300 quilos de carne suína e 600 quilos de banana, além de hortaliças, raízes e frutas.

A operação foi feita dentro do PAA, programa usado para comprar alimentos produzidos por agricultores familiares e direcioná-los a ações de segurança alimentar. Nesse modelo, a política pública atende dois pontos da cadeia: cria mercado institucional para pequenos produtores e destina os produtos ao consumo coletivo em cozinhas e redes de atendimento.

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Segundo a diretora-executiva de Política Agrícola e Informações da Conab, Naiara Bittencourt, a integração entre o PAA e o Programa Cozinha Solidária tem ampliado a oferta de refeições prontas em ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade. Já o secretário-executivo do MDA, Eric Moura, afirmou que a iniciativa também contribui para manter a demanda por alimentos da agricultura familiar.

Para o setor agropecuário, o dado central é o uso de compra pública como canal de comercialização para produtos frescos e orgânicos. Embora o material divulgado não detalhe o número de agricultores fornecedores nem a origem regional dos alimentos, a operação mostra a utilização do PAA como instrumento de escoamento da produção familiar e de articulação entre abastecimento e política social.

A continuidade desse tipo de operação dependerá do volume de recursos destinados aos programas e da capacidade de execução das compras públicas. No caso desta ação em Brasília, os dados oficiais disponíveis indicam o volume doado, o valor investido e a finalidade de abastecimento, mas não informam a quantidade de fornecedores atendidos nem a distribuição por estado.

Fonte: gov.br

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Quais os principais desafios para a soja brasileira? Congresso reúne lideranças e debate o futuro do setor


Soybean pods on soybean plantation, on farmer open palm hand background, close up.

O futuro da produção de soja no Brasil, os desafios econômicos enfrentados pelos produtores e as perspectivas para as próximas safras estiveram no centro dos debates da 2ª edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja, evento realizado em Brasília.

Entre os principais temas abordados estiveram o endividamento rural, a renegociação de dívidas, o seguro agrícola, os custos de produção, a comercialização da safra e as condições de acesso ao crédito. As discussões ocorreram em um momento de preocupação crescente com a rentabilidade do produtor e o cenário econômico para a próxima temporada.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, destacou a necessidade de união entre as entidades do setor diante do atual contexto econômico e regulatório. “Quando a gente olha todo esse cenário interno do Brasil, vemos um problema muito grande, onde as leis brasileiras hoje trabalham praticamente para inviabilizar a produção”, afirmou.

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A geopolítica também ganhou espaço nos debates. Especialistas avaliaram como as mudanças nas relações comerciais internacionais, as disputas entre grandes potências e as incertezas políticas podem influenciar a tomada de decisão dentro das propriedades rurais e impactar a competitividade da soja brasileira no mercado global.

Outro tema que mobilizou os participantes foi o Plano Safra 2026/27. Representantes do setor defenderam condições mais favoráveis para o financiamento da produção, especialmente diante do atual cenário de juros elevados e do aumento dos custos operacionais.

A eficiência produtiva e o uso de tecnologia foram apontados como fatores essenciais para sustentar a competitividade da agricultura brasileira. ”A nossa eficiência dentro da lavoura tem mostrado a capacidade do produtor brasileiro de proteger sua produção. Com tecnologia, inovação e novas técnicas de manejo, conseguimos defender a produtividade mesmo diante de cenários desafiadores”, afirmou Mauro Osaki, pesquisador da Esalq-USP.

Além das palestras e painéis, o congresso marcou o lançamento de uma cartilha sobre pragas quarentenárias, consideradas uma das principais ameaças fitossanitárias à agricultura nacional. A iniciativa busca orientar produtores sobre medidas preventivas e ferramentas de monitoramento para evitar a entrada e disseminação dessas pragas nas lavouras brasileiras.

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Consumo de energia elétrica cresce 3,8% em abril, informa Empresa de Pesquisa Energética (EPE)


Consumo de energia elétrica cresce 3,8% em abril, informa Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

O consumo nacional de energia elétrica somou 49.591 gigawatts-hora (GWh) em abril, alta de 3,8% na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (5) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O resultado interrompe a sequência de queda registrada nos dois meses anteriores. Todas as regiões do país tiveram crescimento no período.

Entre as regiões, o maior avanço foi registrado no Norte, com 7,6%. Na sequência aparecem Nordeste, com 4,9%, Sudeste, com 3,3%, Sul, com 2,9%, e Centro-Oeste, com 1,6%.

Na divisão por classe de consumo, o segmento residencial cresceu 8,7%, para 16.153 GWh, na maior taxa desde junho de 2024. Segundo a EPE, temperaturas mais elevadas e a ocorrência de onda de calor podem ter ampliado o uso de equipamentos de climatização. A empresa também informou que o ciclo de faturamento de algumas distribuidoras pode ter influenciado o resultado.

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O consumo comercial avançou 5,6%, para 9.584 GWh, maior valor mensal da série histórica iniciada em 2004. A EPE relaciona o desempenho à atividade econômica, às temperaturas elevadas e à vigência da bandeira tarifária verde.

Na indústria, a demanda subiu 1,4%, alcançando 16.905 GWh. Dos 37 setores monitorados, 22 ampliaram o consumo. Entre os dez mais eletrointensivos, oito registraram alta. Fabricação de Produtos Alimentícios teve avanço de 4,6%, equivalente a 107 GWh, enquanto Extração de Minerais Metálicos cresceu 7,4%, com 95 GWh. Em sentido oposto, Metalurgia recuou 1,0% e Papel e Celulose caiu 2,4%.

No ambiente de contratação, o mercado livre respondeu por 44,9% do consumo nacional, com 22.261 GWh, alta de 4,5% em relação a abril de 2025. O número de consumidores nesse segmento aumentou 22,5%. Já o mercado regulado representou 55,1% do total, com 27.331 GWh e crescimento de 3,1%.

A EPE informou que, desde a abertura do mercado livre para todos os consumidores do grupo A, em janeiro de 2024, mais de 47 mil unidades migraram para esse modelo. Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) referente a abril de 2026, há previsão de mais de 10 mil migrações ao longo deste ano. Para cadeias agroindustriais e consumidores de alta tensão, o avanço desse movimento mantém a energia no centro do planejamento de custos, embora o relatório não detalhe recortes específicos do setor rural.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Abertura nacional da colheita de milho reúne mais de mil produtores em Mato Grosso


Na quarta-feira, o Canal Rural transmitiu a abertura nacional da colheita de milho segunda safra, diretamente de Querência, Mato Grosso. O evento reuniu mais de 1.000 produtores, lideranças e autoridades para discutir o futuro de uma cadeia produtiva que fortalece o protagonismo do Estado na produção de etanol, bioenergia e desenvolvimento econômico.

Expectativas de colheita

Nesta safra, Mato Grosso deve colher mais de 53 milhões de toneladas de milho, de acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (IMEIA). A produtividade é considerada positiva, com uma área cultivada de aproximadamente 7,4 milhões de hectares, apresentando um leve incremento em relação ao ano anterior.

Importância da cultura do milho

A cultura do milho é extremamente relevante para o estado, com uma média projetada de 120 sacas por hectare. O histórico desde os anos 2000 mostra que os produtores aprenderam a cultivar milho, otimizando recursos e aumentando a produção.

Desafios e oportunidades

Apesar de um cenário de preços pressionados e custos elevados, a expectativa de boa produtividade renova a confiança dos produtores. O evento também abordou a verticalização da cadeia do milho, com a crescente importância das usinas de etanol de milho.

Discussões sobre o futuro do agro

Fora do campo, painéis reuniram especialistas e lideranças para debater temas como crédito rural, competitividade e inovação. As discussões reforçaram o papel do milho como uma das principais forças do agronegócio nacional e motor da economia brasileira.

A abertura nacional da colheita do milho destacou a capacidade do campo de produzir com tecnologia, eficiência e sustentabilidade, evidenciando a grandeza de Mato Grosso e seu potencial como maior fonte de proteína do mundo.

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8º Festival do Queijo Artesanal de Minas acontece até 6 de junho


O 8º Festival do Queijo Artesanal de Minas Gerais está em andamento no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, e vai até o dia 6 de junho. O evento reúne produtores de diversas regiões do estado, como Triângulo Mineiro, Vale do Jequitinhonha, Serra Geral e Vale do Suaçuí, que apresentam suas delícias aos visitantes.

Expectativa de vendas e público

A expectativa de vendas para esta edição do festival é de meio milhão de reais, com cerca de 21.000 pessoas previstas para visitar o evento. Os expositores estão otimistas, com alguns, como um queijeiro de Lagoa da Prata, esperando faturar mais de R$ 20.000 ao longo da feira.

Variedade de queijos

  • Queijos premiados, como os de um queijeiro de Diamantina, que trouxe três variedades reconhecidas em competições.
  • Variedades de queijos incluem meia cura, Minas padrão, maturado e tipo grana, com diferentes períodos de maturação.
  • Os queijos são produzidos a partir de leite de vacas da raça A2, que proporciona maior digestibilidade e sabor.

Importância do evento

O festival não só celebra a cultura do queijo em Minas Gerais, mas também impulsiona a economia local, ajudando os produtores a expandirem seus negócios e a comercializarem seus produtos em grandes redes de supermercados. O evento é considerado um dos patrimônios culturais do estado, refletindo a resiliência dos produtores diante de desafios do setor.

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Enchente no sudeste da China causa 22 mortes e milhares de desabrigados


Uma grande enchente atingiu o sudeste da China nos últimos dias, resultando em 22 mortes e milhares de pessoas desabrigadas. O volume de chuva impressionante ultrapassou 1000 mm em poucos dias, segundo o Serviço Meteorológico Chinês, quebrando recordes de precipitação na região.

Impactos da enchente

As chuvas intensas, que ocorreram entre os dias 18 e 22 de maio, causaram danos significativos em diversas localidades. A cidade de Yangtze, por exemplo, registrou 1500 mm de chuva em 48 horas. Esse volume é mais do que o dobro do que foi registrado em algumas áreas do Brasil durante enchentes recentes.

Relação com fenômenos climáticos

A situação climática na China pode estar relacionada ao fenômeno El Niño, que tem causado chuvas volumosas no sul do país e condições secas no centro e norte. Especialistas alertam que a intensidade das chuvas pode ser um indicativo de mudanças climáticas mais severas.

Desdobramentos e previsões

Embora a enchente tenha causado estragos, as principais áreas produtoras de grãos da China estão localizadas no nordeste do país, o que pode minimizar os impactos no setor agrícola. No entanto, a situação requer monitoramento contínuo, uma vez que o fenômeno El Niño pode influenciar o clima nos próximos meses.

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AgroNewsPolítica & Agro

Entenda como o PIB Verde pode transformar o agro brasileiro


No Dia Mundial do Meio Ambiente, o debate sobre o chamado PIB Verde avança no Brasil, impulsionado pela restauração florestal, pelos mercados de carbono e pela bioeconomia. Estudos apontam potencial de R$ 776 bilhões em movimentação econômica e geração de até 2,5 milhões de empregos, em um cenário que reposiciona os ativos ambientais como parte da estratégia de crescimento do país.

A economia da natureza começa a ocupar espaço nos debates sobre competitividade, desenvolvimento regional e geração de renda. O movimento é puxado pela valorização de ativos ambientais, pela expansão dos mercados de carbono e pelo avanço de modelos produtivos de baixo carbono.

Estudos do Fórum Econômico Mundial estimam que a transição para uma economia positiva para a natureza pode movimentar US$ 10,1 trilhões por ano e gerar cerca de 395 milhões de empregos no mundo até 2030. No Brasil, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura avalia que o país tem condições de liderar esse novo ciclo econômico, com base no fortalecimento do chamado PIB Verde.

O conceito considera a geração de riqueza associada à conservação ambiental, aos serviços ecossistêmicos e à produção de baixo carbono, com impactos diretos para pessoas, territórios e economias locais.

“A natureza não é apenas patrimônio ambiental, mas também representa uma infraestrutura econômica e social, essencial para o bem-estar das pessoas. Neste cenário, o Brasil reúne ativos estratégicos para liderar a nova economia verde: grande disponibilidade de recursos naturais, matriz energética relativamente limpa, produção agropecuária robusta e diversa, e crescente capacidade técnica em soluções baseadas na natureza”, afirma Karen Oliveira, cofacilitadora da Coalizão Brasil.

A restauração florestal deixou de ser tratada apenas como ação ambiental e passou a entrar na agenda de fundos de investimento, bancos de desenvolvimento e empresas. A lógica é transformar áreas degradadas em ativos naturais de alto valor, com capacidade de gerar renda, remover carbono da atmosfera e criar empregos verdes.

Um estudo da Coalizão Brasil e de organizações parceiras mostrou que a restauração de ecossistemas pode gerar até 2,5 milhões de empregos diretos no país até 2030, além de atrair capital de longo prazo.

No Cerrado, iniciativas apoiadas pela Corporação Financeira Internacional (IFC), do Grupo Banco Mundial, buscam restaurar 280 mil hectares de terras degradadas. O projeto tem potencial para gerar 1.800 empregos verdes, sendo 800 deles diretos em manejo sustentável, beneficiando regiões rurais onde as oportunidades são mais escassas.

A relevância econômica das florestas também aparece em escala global. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o setor florestal emprega diretamente cerca de 42 milhões de pessoas e movimenta bilhões de dólares em produtos que vão além da madeira, como alimentos e medicamentos.

O efeito multiplicador amplia esse impacto: de acordo com a FAO, para cada 100 empregos criados no setor florestal, outros 73 são gerados na economia em geral, em áreas como construção, energia e turismo.

Nesse contexto, a preservação e o manejo sustentável das florestas passam a ser também uma estratégia econômica. Ao desbloquear o valor dos ativos naturais, o país pode criar caminhos de prosperidade que conciliem proteção ambiental, trabalho digno e inclusão produtiva.

No agronegócio, a sustentabilidade também ganha peso nas relações comerciais. O acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia, que entrou em vigor de forma provisória no início de maio, é apontado como exemplo recente de como critérios ambientais deixaram de ser apenas diferencial competitivo.

A tendência global é exigir rastreabilidade das cadeias produtivas e comprovação de que a produção está dissociada do desmatamento. Para o setor agropecuário brasileiro, isso representa uma oportunidade de ampliar mercados, mas também impõe a necessidade de adaptação, governança e comprovação de práticas sustentáveis.

 





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‘Vazio sanitário bem caprichado reduz drasticamente as perdas causadas pela ferrugem asiática’, alerta pesquisadora da Embrapa


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Foto: Embrapa Soja

O vazio sanitário da soja já está em andamento no Brasil e marca o início de um período obrigatório sem plantas vivas da cultura no campo. Em São Paulo, a Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) deu início na última segunda-feira (1º) ao primeiro dos três períodos estabelecidos no estado.

A pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Soja, Claudine Seixas, explica que a medida consiste em pelo menos 90 dias na entressafra sem a presença de soja no campo.

“Então não podemos semear e também precisamos eliminar, caso tenha alguma planta que a gente chama de voluntária ou soja tiguera, aquela que nasceu de grãos que caíram durante a colheita. Essas plantas precisam ser eliminadas”, afirma.

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Segundo ela, a principal razão da medida é o controle da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura. ”O fungo que causa a ferrugem asiática precisa da planta viva para sobreviver. Ao eliminar a soja, nós eliminamos o principal hospedeiro desse fungo e esperamos atrasar a ocorrência da doença durante a safra”, explica. Claudine destaca ainda que o atraso na infecção reduz o número de aplicações de defensivos e diminui o risco de perdas na produtividade.

A especialista reforça que o cumprimento rigoroso do vazio sanitário é fundamental para o manejo da ferrugem asiática. “Quando o vazio sanitário é realizado de forma adequada, o controle da doença começa antes mesmo do plantio da nova safra. Essa medida contribui para reduzir a presença do fungo no campo, diminuindo a necessidade de aplicações de fungicidas e as perdas provocadas por uma doença extremamente severa”, afirma.

Periodo do vazio sanitário por estado

Em São Paulo e em outros estados, os períodos de vazio sanitário e semeadura variam conforme o calendário oficial. No Acre, por exemplo, o vazio sanitário ocorre de 22 de junho a 20 de setembro de 2026, com semeadura entre 21 de setembro de 2026 e 8 de janeiro de 2027. Já em Mato Grosso, o período vai de 8 de junho a 6 de setembro de 2026, seguido da semeadura entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.

Outros estados também seguem calendários específicos, como Goiás, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, que concentram o vazio sanitário entre junho e setembro de 2026, com a semeadura iniciando logo em seguida, entre setembro e outubro, a depender da região.

A medida tem como objetivo reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática durante o período de entressafra, contribuindo para uma safra mais segura e com menor risco fitossanitário.

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São João de Campina Grande movimenta R$ 800 milhões e impulsiona agronegócio


A festa de São João em Campina Grande, na Paraíba, movimenta anualmente cerca de R$ 800 milhões e impacta diretamente o agronegócio e a agricultura familiar, especialmente no cultivo de milho. O evento, que dura 33 dias, também impulsiona setores como turismo, hotelaria, gastronomia e artesanato.

Impacto econômico da festa

O São João é um evento que gera uma cadeia produtiva significativa, envolvendo:

  • Hotelaria
  • Turismo
  • Bares e restaurantes
  • Gastronomia
  • Produtores rurais

Preparativos no campo

A preparação para a festa começa seis meses antes, com o cultivo de diversos produtos, incluindo:

  • 250 toneladas de milho
  • 220 toneladas de macaxeira
  • 150 toneladas de batata-doce
  • 80 toneladas de carne de bode

Cultura do milho e tradições

O milho é fundamental para a produção de pratos típicos como munguzá, pamonha e canjica. A festa também é marcada pela tradição do maior bolo de milho do mundo, que utiliza 6.000 ovos, impactando a produção local.

Geração de emprego e renda

A festa gera emprego e renda, beneficiando especialmente os produtores rurais e comerciantes de alimentos. A agricultura familiar é fomentada através de barracas que comercializam produtos locais.

Convite para a festa

O evento ainda conta com 31 dias de festividades, e a rede hoteleira está preparada para receber turistas de todo o Brasil. A festa promete ser uma experiência rica em cultura e tradição nordestina.

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