terça-feira, julho 7, 2026

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Produtor endividado pode ficar sem socorro?


O endividamento rural passou a ocupar lugar central nas discussões sobre a continuidade da atividade agropecuária, diante da combinação de juros elevados, aumento dos custos de produção, queda de rentabilidade, oscilações de preços e frustrações de safra. A avaliação é de Tobias Marini de Salles Luz, advogado e sócio-fundador da banca LCB Advogados, para quem o Projeto de Lei 5.122/2023, conhecido como PL da Securitização, parte de uma premissa correta, mas ainda precisa ser ajustado para funcionar de forma efetiva.

A proposta autoriza o uso de recursos do Fundo Social para criar uma linha especial de financiamento destinada à quitação de débitos rurais ligados a atividades prejudicadas por eventos climáticos adversos. O texto inclui parcelas vencidas ou a vencer de crédito rural, operações renegociadas ou não, empréstimos usados para amortização ou liquidação de dívidas e Cédulas de Produto Rural emitidas até 30 de junho de 2025.

Entre os pontos positivos estão prazo de dez anos para pagamento, três anos de carência, juros entre 3,5% e 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor, e vedação à exigência de garantias adicionais além das usuais no crédito rural. O projeto também prevê que a contratação da linha não impeça novas operações nem leve o produtor a cadastros restritivos.

A principal crítica está no § 8º do art. 2º, que estabelece filtros de acesso ao programa. O dispositivo exige enquadramento municipal em critérios como calamidade, atraso de dívidas ou perdas apuradas por médias locais, além de comprovação individual de perdas em duas ou mais safras de ao menos 30% da produção.

Para o advogado, esse modelo pode excluir produtores endividados que perderam renda sem registrar quebra de produção, como arrozeiros do norte do Paraná e integrantes da cadeia do leite. A proposta defendida é excluir o § 8º, preservando os demais pontos do projeto. Na avaliação, critérios excessivamente estatísticos e territoriais podem transformar uma solução ampla em um programa restrito, incapaz de reorganizar o passivo rural de quem precisa.

 





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Safra menor expõe fragilidade no setor de arroz



O novo ciclo é cercado por incertezas


O novo ciclo é cercado por incertezas
O novo ciclo é cercado por incertezas – Foto: Nadia Borges

A safra de arroz 2025/26 no Rio Grande do Sul começa sob um cenário de cautela, marcado por ajustes na área plantada e maior atenção às condições de mercado. As informações são de Marcos Massoni, gerente de logística. A redução de 13% na área cultivada indica um movimento estratégico dos produtores diante de um ambiente econômico mais desafiador, com crédito restrito, juros elevados e impacto da queda do dólar sobre a rentabilidade.

O novo ciclo é cercado por incertezas que influenciam diretamente as decisões no campo. Há indicativos de manutenção ou até nova retração da área plantada, refletindo o aumento do endividamento e os preços considerados ainda baixos. Nesse contexto, muitos produtores optam por segurar a produção, aguardando melhores oportunidades de comercialização.

O ritmo mais lento da colheita também contribui para esse comportamento. As exportações mais intensas no início da safra reduziram a pressão por vendas imediatas, enquanto a soja surge como alternativa de geração de caixa no curto prazo, garantindo maior flexibilidade ao produtor na gestão do arroz.

No mercado externo, as exportações seguem essenciais para o equilíbrio dos estoques e sustentação dos preços. Ainda assim, os custos de produção permanecem elevados, com destaque para os fertilizantes, pressionados por fatores globais como conflitos internacionais e encarecimento de insumos energéticos.

A variação do dólar tem efeito direto sobre o setor, ao mesmo tempo em que reduz custos de insumos importados e limita a competitividade das exportações. Dados recentes apontam produção de 11,1 milhões de toneladas, com área de 1,53 milhão de hectares. O cenário reforça a necessidade de planejamento e leitura estratégica para equilibrar custos e aproveitar oportunidades.

 





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Nova safra de mandioca apresenta mudanças no cultivo



Produtores adotam novas variedades de mandioca



Foto: Canva

No Rio Grande do Sul, as lavouras de mandioca avançam para fases decisivas do ciclo produtivo, com início da colheita em algumas regiões.

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23), na região administrativa de Santa Maria, a maior parte das áreas está em fase de enchimento das raízes tuberosas e maturação, etapa que define o rendimento final da cultura. Em algumas propriedades, a colheita e a comercialização já começaram, com produção direcionada principalmente a mercados locais e feiras. De acordo com o relatório, “a produção tem sido destinada principalmente a mercados locais e feiras, contribuindo para a geração de renda aos produtores”.

No aspecto fitossanitário, há registros de antracnose, doença que afeta a parte aérea das plantas. Conforme a Emater/RS-Ascar, “há registros de incidência de antracnose, doença que afeta predominantemente a parte aérea das plantas”.

Na região de Soledade, a cultura está em início de colheita, embora parte das áreas ainda não tenha atingido o ponto ideal. O desenvolvimento das raízes apresenta atraso em relação ao esperado. Tradicionalmente, a variedade Vassourinha é a mais cultivada, mas nesta safra houve mudança no perfil de plantio.

Segundo o levantamento, “a escassez de mudas levou os produtores à adoção de outras variedades”. Em Mato Leitão, essas novas cultivares vêm sendo bem aceitas pelos consumidores, indicando adaptação ao mercado.





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safra de uva entra na etapa pós-colheita



Colheita de uva avança para fase de vinificação



Foto: Divulgação

No Rio Grande do Sul, a safra de uva avança para a fase pós-colheita em diferentes regiões, com atividades voltadas ao manejo dos vinhedos e à vinificação. 

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (23), na região administrativa de Caxias do Sul, produtores realizam coleta de amostras de solo para correção da fertilidade, especialmente em áreas que registraram produção acima da média. Embora a colheita das uvas destinadas à vinificação já tenha sido concluída, ainda há variedades de mesa em fase de colheita, com destaque para a Itália. De acordo com o relatório, “o preço recebido pelo produtor de uvas de mesa varia de R$ 7,50 a R$ 12,00/kg”.

Na região de Soledade, a colheita foi finalizada e a produção segue para a etapa de processamento. Os vinhos coloniais elaborados a partir de uvas americanas estão em fase de vinificação em cantinas artesanais. Segundo a Emater/RS-Ascar, “os destaques da safra foram a boa sanidade e o elevado grau Brix, que se destacaram pela alta qualidade das uvas, além da expressiva produtividade”.

O cenário indica transição do campo para a indústria, com continuidade das atividades ligadas ao processamento e à comercialização da produção.





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Banco público domina dívida rural em MG


A presença dominante da Caixa Econômica Federal no passivo do Grupo Agro Cerealli, em Coromandel, no cerrado mineiro, dá o tom da recuperação judicial e coloca o crédito rural público no centro da reestruturação. As informações são de Rafael Fonseca Nogueira, Head de NPL & Recuperação de Crédito.

O grupo, formado pelos produtores Silvio C. S. e Romualdo S., responsáveis pela Fazenda Arcos São João, apresentou dívida total de R$ 40,8 milhões. Desse montante, R$ 29,5 milhões estão concentrados na Caixa, distribuídos em 19 contratos de crédito rural, incluindo Pronamp, FCO, custeio e investimento. O banco responde sozinho por 72% do passivo informado.

Essa concentração altera o peso das negociações. Em uma recuperação judicial na qual um banco público detém mais de metade da dívida, a dinâmica tende a ser diferente daquela observada em casos pulverizados entre bancos privados, cooperativas e fornecedores. A Caixa chega ao processo com poder relevante na formação de maioria e com influência direta sobre os rumos da assembleia geral de credores.

O pedido foi protocolado em 27 de janeiro de 2026 como tutela cautelar antecedente, mecanismo que permite suspender execuções por 60 dias para mediação antes do pedido formal de recuperação. O deferimento ocorreu em 13 de abril de 2026, com Inocêncio de Paula Sociedade de Advogados nomeado administrador judicial.

Além da Caixa, o quadro financeiro inclui a DLL, braço financeiro do Rabobank, como segundo maior credor, com R$ 3,8 milhões em financiamentos de máquinas. O crédito cooperativo também aparece na composição do passivo, com Sicredi Planalto, credor de R$ 2,6 milhões, e Unicred Evolução, com R$ 600 mil.

A lista ainda traz a Louis Dreyfus como credora em processo judicial de R$ 1,3 milhão e a Agrolend com CPR-F, instrumento usado para antecipar receita futura da lavoura. Com o deferimento da RJ, o processo deve avançar para a publicação do Quadro Geral de Credores, habilitação dos créditos, apresentação do plano em até 60 dias e assembleia, etapa em que a posição da Caixa será determinante.

 





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Exportações de grãos despencam


As exportações de grãos da Ucrânia registraram queda relevante ao longo do atual ano comercial, refletindo mudanças no cenário produtivo e logístico do país. O desempenho mais fraco ocorre em um contexto de pressões externas e ajustes de mercado, com impactos diretos sobre o ritmo de embarques e a formação de preços.

Durante os primeiros nove meses do ciclo, os embarques ucranianos ficaram 22% abaixo do volume registrado no mesmo período do ano anterior, segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos EUA. A análise aponta que o recuo está ligado a uma combinação de fatores, com destaque para os efeitos da guerra com a Rússia, que continua concentrada no território ucraniano.

De acordo com o órgão, os ataques à infraestrutura, incluindo ferrovias, portos e a rede elétrica, reduziram a capacidade de escoamento em determinados momentos, dificultando o transporte entre as áreas de produção e os terminais de exportação.

Outro ponto relevante foi o comportamento dos preços internacionais. Desde o início do ano comercial 2025-26, as cotações dos grãos ficaram abaixo das registradas no ciclo anterior, cenário associado à maior produção global estimada e ao aumento dos estoques finais. Nesse ambiente, produtores ucranianos passaram a reter parte da produção, favorecidos pela ampliação da capacidade de armazenagem nas propriedades desde o início do conflito.

A entidade também destaca que as quotas de importação adotadas pela União Europeia contribuíram para redirecionar os embarques a mercados tradicionais, o que resultou em preços menos atrativos aos agricultores.

Para o próximo ciclo, a perspectiva é de recuperação. A projeção indica avanço significativo nas exportações, com destaque para a cevada, que pode crescer 133%, além de aumentos de 26% no milho e 19% no trigo. A produção total também tende a subir, impulsionada por rendimentos acima da média, favorecidos pelas condições climáticas positivas nesta primavera.

 





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Piora das pastagens tende a pressionar arroba do boi para menos de R$ 350 em maio


boi gordo
Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo apresentou contundente queda dos preços ao longo desta semana, indica a consultoria Safras & Mercado.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da empresa, muitos frigoríficos passaram a sinalizar para um posicionamento mais confortável das escalas de abate e começaram a testar níveis mais baixos de preço nas principais praças de produção e comercialização.

“A sazonalidade é fator importante nesta estratégia, considerando a maior saída de animais durante o segundo trimestre, período em que tipicamente a qualidade das pastagens declinam e o pecuarista perde capacidade de retenção, aumentando a necessidade de negociação”, pontua.

De acordo com Iglesias, a progressão da cota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,1 milhão de toneladas (com excedente taxado em 55%), é outro elemento de grande importância a ser mencionado, com a perspectiva de esgotamento entre os meses de junho e julho.

O analista ressalta que para a próxima semana e ao longo do mês de maio, esses fatores devem incentivar a indústria a tentativas de compra abaixo de R$ 350 na praça-base São Paulo, levando a reduções em outros estados também.

Variação do preço da arroba na semana

Na sexta-feira (24), a referência média para a arroba do boi foi cotada da seguinte forma nas principais praças de comercialização do país:

  • São Paulo: R$ 362,08, contra R$ 368,33 há uma semana (-1,7%);
  • Goiás: R$ 344,64, ante R$ 355,89 (-3,1%);
  • Minas Gerais: R$ 352,27, contra R$ 357,65 (-1,58%);
  • Mato Grosso do Sul: R$ 352,77, ante R$ 359,66 (-1,9%);
  • Mato Grosso: R$ 362,91, contra R$ 364,05 (-0,31%).

Exportações de carne bovina

carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 942,105 milhões em abril até o momento (12 dias úteis), com média diária de US$ 78,508 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 153,353 mil toneladas, com média diária de 12,779 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.143,4.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 5,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 22,1% no preço médio.

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Embrapa leva capacitação sobre palmeiras e participa de feira de sementes no Amazonas


Crédito: Foto: Maria José Tupinambá | Embrapa

A Embrapa Amazônia Ocidental promove, nos dias 29 e 30 de abril, uma agenda técnica no Alto Solimões (AM) voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo sustentável. A programação inclui o curso “Cultura do açaí e outras palmeiras nativas” e a participação na I Feira de Troca de Sementes e Mudas da região.

O curso será ministrado pelo pesquisador Edson Barcelos e tem como foco o manejo e o plantio de espécies como açaí, buriti e bacaba. A proposta é orientar produtores sobre técnicas que garantam sustentabilidade, preservação das florestas nativas e geração de renda. A atividade também busca fortalecer a segurança alimentar nas comunidades locais.

A capacitação é direcionada a agricultores familiares, técnicos, estudantes e demais interessados. Em Benjamin Constant, o encontro ocorre no dia 29, no auditório da prefeitura, com apoio de instituições como o MDA, a Funai e o Idam. Em Tabatinga, no dia 30, a formação será realizada na comunidade Umariaçu II, com parceria de órgãos locais e da Adaf.

Paralelamente, a Embrapa participa da I Feira de Troca de Sementes e Mudas do Alto Solimões, em Benjamin Constant, dentro do projeto “Mãos Guardiãs”. A iniciativa incentiva o intercâmbio de sementes crioulas e mudas de fruteiras nativas, como o cupuaçu, com foco na conservação da biodiversidade e no fortalecimento da produção local.

Segundo a pesquisadora Aparecida Claret, a ação estimula o policultivo e a formação de “guardiões de sementes”, ampliando a diversidade produtiva e contribuindo para a geração de renda em comunidades indígenas e tradicionais da região.

Os interessados em participar da edição em Benjamin Constant podem obter informações sobre inscrições diretamente na sede da prefeitura ou com a Semap.

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Diesel pode bater recorde histórico em 2026


O consumo de combustíveis no país deve seguir em expansão em 2026, impulsionado principalmente pelas atividades produtivas e pelo transporte de cargas. A projeção indica crescimento tanto no diesel quanto nos biocombustíveis, em linha com o ritmo da economia.

Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B deve atingir 70,8 milhões de m³ em 2026, avanço de 1,9% na comparação anual. O desempenho é sustentado pela evolução da colheita agrícola, aumento das exportações e maior movimentação no transporte rodoviário. A análise aponta que, apesar de um início de ano mais fraco, com recuo de 1,7% no primeiro bimestre, a tendência é de recuperação ao longo dos meses, apoiada pela retomada do fluxo logístico.

“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, realça o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

O crescimento deve ser mais intenso nas regiões Sudeste e Sul, impulsionado pela indústria e pela produção agrícola, enquanto o Centro-Oeste deve avançar de forma mais moderada. Na oferta, a produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, o que deve reduzir as importações para 17,2 milhões de m³ no ano, com leve queda de 0,6%.

No segmento de biocombustíveis, a expansão é mais significativa. A demanda por biodiesel deve alcançar 10,4 milhões de m³, alta de 7,2%, refletindo a ampliação da mistura para B15 e o aquecimento econômico. O óleo de soja segue como principal insumo, com participação crescente. Em um cenário alternativo com adoção do B16, o volume pode chegar a 10,76 milhões de m³.


 





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Silagem mal feita pode virar prejuízo na seca; especialista lista cuidados


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

O Giro do Boi da última sexta-feira (24) trouxe orientações do zootecnista Edson Poppi, um dos maiores especialistas em silagem do Brasil. Com a aproximação da estação seca, o silo torna-se o “seguro de vida” da fazenda. No entanto, Poppi alerta que falhas nos procedimentos de ensilagem podem gerar perdas nutricionais e sanitárias que o produtor perceberá somente meses depois.

O segredo para evitar esse prejuízo está no rigor técnico antes, durante e após o fechamento da trincheira, garantindo que o alimento conservado mantenha o potencial de produção de carne e leite. De acordo com Edson Poppi, o ar é o inimigo número um da silagem. A ausência de oxigênio é fundamental para a fermentação correta e a preservação dos nutrientes.

Confira:

Cuidados na colheita

Poppi informa que o erro na silagem muitas vezes começa antes mesmo da colheita, na falta de asseio das estruturas de armazenamento. Colher no “olhômetro” é um convite ao prejuízo. O teor de umidade define o sucesso da fermentação e a aceitação pelo gado. Para medir a matéria seca (MS) diariamente durante a colheita, o especialista recomenda a utilização do teste do micro-ondas ou air fryer.

Para o sorgo, o ideal é cerca de 30% de MS; para o milho, o ponto ótimo fica entre 35% e 37% de MS. É aconselhável ter sempre um agrônomo ou zootecnista responsável acompanhando o processo para ajustes em tempo real. A silagem deve ser tratada como uma obra de engenharia nutricional e um silo mal feito pode resultar em problemas sérios, como acidose e queda na produtividade.

Um material bem conservado garante a rentabilidade na seca. O especialista enfatiza: “O capricho na execução hoje evita o descarte de comida e dinheiro amanhã”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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