Uma carga de 5 toneladas de larvas de camarão, avaliada em mais de R$ 33.264,00, foi apreendida nesta segunda-feira (27) durante fiscalização no nordeste do Pará, levantando suspeitas sobre a regularidade da operação e o destino final do produto.
A abordagem ocorreu na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Gurupi, em Cachoeira do Piriá, região de divisa com o Maranhão.
“Na análise da operação, foi feita a verificação em sistemas, sendo encontradas várias inscrições estaduais vinculadas ao CPF do destinatário, várias delas suspensas, outras inaptas e somente uma ativa com atividade de cultivo de açaí, que não corresponde ao produto transportado”, relatou o coordenador Gustavo Bozola.
A carga foi retida e lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD), no valor de R$ 11.376,29 correspondente ao ICMS e multa.
O Giro do Boi prestou homenagens a Zé Luiz Niemeyer, reconhecido como uma lenda do agronegócio brasileiro. Titular da Fazenda Terra Boa, localizada em Guararapes (SP), Niemeyer é considerado um dos pilares do melhoramento genético no país, dedicando mais de sessenta anos de sua vida à seleção da raça nelore.
Para Niemeyer, a pecuária vai além de números e planilhas. Ele afirma que o sucesso no campo exige uma conexão profunda com a terra e os ciclos da vida, resumindo sua visão em sua frase icônica: “Sem emoção, não se é fazendeiro”.
Confira:
A trajetória de Niemeyer
A trajetória de Zé Luiz Niemeyer está entrelaçada com a história da profissionalização do nelore no Brasil. Sua visão transformou uma fazenda de gado comercial em uma referência global em genética. Sob sua liderança, a Fazenda Terra Boa se destacou como a primeira do Brasil a conquistar os três selos de excelência da Associação Nacional de Criadores de Zebu (ANCP), incluindo o selo de Sustentabilidade.
Niemeyer destaca que a preservação da natureza é um ato de inteligência estratégica e não apenas uma obrigação. Ele defende que o lucro real provém da longevidade da terra, enfatizando a importância de selecionar animais adaptados ao clima do Brasil Central.
Aos 87 anos, o pecuarista celebra a evolução do Brasil, que se transformou no maior exportador de carne do mundo. Ele acredita que o nelore é a “raça mãe” do país e aconselha os jovens a manterem a sensibilidade necessária para apreciar o nascimento de um bezerro ou o vigor de uma lavoura, pois essa sensibilidade é crucial para a eficiência na pecuária.
O Brasil progrediu na pecuária porque os fazendeiros aprenderam a ouvir a ciência, mantendo a essência do negócio. O legado de Zé Luiz Niemeyer reafirma que a pecuária de alta performance se constrói com técnica rigorosa, mas sobrevive e prospera através da emoção e do compromisso com a evolução da raça nelore.
Enquanto os produtores enfrentam uma “tempestade perfeita” com financiamentos elevados e commodities em queda, o campo político entra em cena para angariar apoio para as eleições de outubro.
O agronegócio responde por 25% do PIB brasileiro e quase metade das exportações nacionais, no entanto, sofre com o crescente endividamento e outros problemas estruturais ao longo dos últimos anos. É claro que, em ano de eleição, essas questões começam a ser capitalizadas em uma batalha eleitoral.
Um momento emblemático dessa disputa aconteceu recentemente em Ribeirão Preto, na abertura da 31ª edição da Agrishow. O vice-presidente Geraldo Alckmin subiu ao palco para representar o governo federal, anunciou R$ 10 bilhões em crédito para máquinas agrícolas e prometeu avanços no seguro rural e na renegociação de dívidas para inadimplentes e adimplentes.
Do outro lado, representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o secretário de Agricultura de São Paulo demonstram insatisfação com a lentidão para avançar com propostas concretas. Alguns nomearam o dia como “não anúncio”, alusão ao fato de que o Move Agrícola chegou sem detalhamento suficiente sobre a taxa de juros e os prazos.
O presidente Lula não compareceu ao evento, ausência que pode ser relacionada ao histórico de rusgas entre a organização e o governo federal nos anos anteriores. Com isso, deixou espaço livre para os opositores, que já possuem maior aceitação no meio.
O secretário de São Paulo, Geraldo Melo Filho, foi direto ao tecer críticas e apontar que o produtor opera com margem mínima, quando não negativa, e que os juros cobrados “beiram a extorsão”. Sua conclusão mais grave aponta para uma espécie de reforma agrária silenciosa e às avessas, por expulsão financeira, onde os produtores endividados poderiam perder suas propriedades para bancos e credores.
Esse quadro chega com força total para o cenário das eleições. Afinal, o agro não é apenas um setor econômico, é representativo de um eleitorado forte.
Concentrado justamente onde Lula tem maior dificuldade de conquistar votos, esse público possui poder econômico e capacidade de mobilização, além de historicamente estar distante do PT.
Enquanto o Executivo busca equacionar um caminho entre as demandas, a FPA tem pressionado dentro do Congresso o avanço de pautas vistas como esforço concreto para apaziguar o cenário dos produtores.
PL 5122/2023 propõe o uso do Fundo Social para criar uma linha de crédito emergencial de renegociação de dívidas rurais, com potencial de mobilizar cerca de R$ 30 bilhões. Nas reuniões da frente, esse valor já é tido como insuficiente, mas representaria um primeiro alento para produtores em dificuldade.
O PL 2951/2024, por sua vez, atualiza o marco do seguro rural com a criação de um fundo de catástrofes e tramita em regime de urgência na Câmara.
Para a questão do crédito, os PLs 2564/2025 e 205/2025, buscam garantir o devido processo legal antes de qualquer bloqueio por razões ambientais, preservando o combate ao desmatamento ilegal sem punir quem está regular, já que se tem levantado bastante o debate acerca das resoluções do Conselho Monetário Nacional, que passaram a condicionar o crédito rural à consulta ao sistema Prodes de monitoramento de desmatamento.
Fato é que a crise de endividamento rural não será um problema que se resolverá com os discursos na disputa eleitoral. Exige medidas estruturantes, crédito com juros compatíveis, seguro rural com cobertura real e renegociação de dívidas com regras claras. Mas, em meio ao ano eleitoral, o agronegócio se torna um campo de batalha política relevante e elevará as discussões acerca do tema.
*Fernanda César é gerente de Análise Política Federal e de Bens de Consumo. Atua desde 2017 na BMJ Consultores Associados. É bacharel em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduada em Direito e Relações Governamentais pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O anúncio da saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep para 2026 é um marco: o país cansou de pagar a conta da estabilidade alheia. Após investir bilhões para aumentar sua capacidade de extração, Abu Dhabi não aceita mais produzir menos do que pode apenas para manter o preço do barril elevado conforme os interesses da Arábia Saudita.
A lógica é simples: os Emirados querem vender cada gota possível enquanto o petróleo ainda domina a economia global. Estar na Opep significava manter máquinas paradas por imposição de um “clube” que já não garantia a segurança do país diante das tensões com o Irã.
O fator Trump e o mercado livre
Essa decisão realiza o desejo antigo de Donald Trump: desmantelar o cartel. Sem a união do bloco, o preço do combustível tende a ser ditado pelo mercado, e não por reuniões a portas fechadas. Para Trump, quanto mais petróleo no mercado, melhor para a economia global e menor a inflação.
Brasil: o gigante solitário
Nesse novo cenário, o Brasil brilha. Já produzimos mais que os próprios Emirados e nunca aceitamos as amarras da Opep. Com a fragmentação do grupo, o Brasil se consolida como um porto seguro para investimentos, mostrando que a estratégia de independência , agora adotada pelos árabes, sempre foi o caminho mais lucrativo.
Conclusão
A saída dos Emirados é o início do fim de uma era de monopólios. O mundo caminha para um mercado de “torneiras abertas”, onde quem produz mais e melhor, como Brasil e agora os EAU, dita as regras do jogo.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
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A CNA apresentou ao governo federal um conjunto de propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027, com foco em ampliar o acesso ao crédito, fortalecer o seguro rural e garantir maior previsibilidade orçamentária.
O documento foi entregue pelo presidente da entidade, João Martins, ao ministro da Agricultura, André de Paula, e reúne dez medidas consideradas prioritárias para o próximo ciclo da política agrícola.
Entre os principais pontos defendidos pela CNA estão a necessidade de planejamento plurianual do Plano Safra e a compatibilização entre o orçamento público e o calendário agrícola.
Segundo a entidade, o atual modelo, baseado em previsões anuais, dificulta o planejamento de produtores, cooperativas e instituições financeiras, além de gerar incertezas ao longo do ciclo produtivo.
A CNA também destaca a insuficiência de recursos no Orçamento Geral da União, especialmente em um cenário de juros elevados, que aumenta o custo do crédito subsidiado.
Endividamento e custo de produção preocupam
No documento, a entidade afirma que o setor enfrenta pressão de custos, restrições financeiras e instabilidade climática, o que tem levado produtores a operar com maior endividamento e margens mais reduzidas.
Diante desse cenário, o Plano Safra 2026/27 é apontado como decisivo não apenas para ampliar recursos, mas para reestruturar os instrumentos de política agrícola, com foco em gestão de riscos e acesso efetivo ao crédito.
Seguro rural e orçamento plurianual
A CNA propõe a destinação de R$ 4 bilhões ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da modernização da legislação do setor.
Outro destaque é a defesa de um modelo plurianual para o Plano Safra, com previsão de recursos ao longo de vários anos. A medida, segundo a entidade, permitiria maior previsibilidade, continuidade das políticas e melhor planejamento das atividades produtivas.
Volume de crédito e apoio ao produtor
Entre as propostas, a CNA sugere que o Plano Safra 2026/27 conte com R$ 623 bilhões em crédito rural, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial.
A entidade também defende medidas para apoiar a saúde financeira do produtor, incluindo mecanismos de renegociação de dívidas e ajustes nas regras de enquadramento em programas como Pronaf e Pronamp.
Veja as 10 propostas da CNA para o próximo Plano Safra:
1 – Possibilitar a construção de um novo modelo de Plano Agrícola e Pecuário Plurianual, com direcionamentos para programas prioritários;
2 – Garantir R$ 4 bilhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que prevê a modernização do seguro rural;
3 – Assegurar efetivos R$ 623 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial, com recursos exclusivos do crédito rural tradicional;
4 – Promover medidas de apoio à saúde financeira do produtor rural e apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023;
5 – Atualizar e ampliar os limites de Renda Bruta Agropecuária (RBA) para enquadramento no Pronaf, no Pronamp e nas demais categorias de produtores;
6 – Apoiar e assegurar a aprovação da proposta de nova Lei do Agro (“Lei do Agro 3”);
7 – Promover ajustes no ambiente de negócios do crédito rural, reduzindo burocracias, eliminando extrapolações infralegais e fortalecendo o combate à venda casada;
8 – Nos programas de investimento agropecuário, priorizar o RenovAgro, o PCA e o Proirriga;
9 – Ampliar os fundos garantidores para operações de custeio e investimento agropecuário;
10 – Ampliar os mecanismos de financiamento privado do agro no mercado de capitais.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) definiu nesta terça-feira (28), em reunião na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, uma estratégia para viabilizar a renegociação de dívidas de produtores rurais. O eixo central da proposta é o projeto de lei 5.122/2023, com previsão de uso de fundos constitucionais, recursos do Fundo Social do Pré-Sal e eventual aporte do governo federal.
Segundo o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), o passivo do setor superou o patamar inicialmente estimado. “Hoje, infelizmente, a nossa dívida já não é mais de R$ 30 bilhões. A dívida do produtor passa dos R$ 100 bilhões”, afirmou.
O texto em tramitação no Senado prevê cerca de R$ 30 bilhões do Fundo Social para uma linha especial de renegociação, com juros entre 3,5% e 7,5%. Já a proposta em discussão no governo, de acordo com parlamentares da bancada, gira em torno de R$ 80 bilhões, mas com taxas entre 6% e 12% e parcela relevante dos recursos a juros livres.
Na avaliação da FPA, a diferença entre as duas modelagens está no custo final, no prazo de pagamento e no alcance regional. Os fundos constitucionais tendem a atender produtores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mas não resolvem, sozinhos, a situação de estados do Sul e Sudeste. Parlamentares também citaram que a medida provisória editada em 2025, com R$ 12 bilhões para renegociações, teve acesso restrito por exigências elevadas de enquadramento.
O coordenador institucional da FPA, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), afirmou que a prioridade é restabelecer a capacidade de financiamento do produtor. “Não há por que lançar Plano Safra se o produtor rural não tem como acessar crédito”, disse. Segundo ele, há casos em que o prazo necessário para quitação pode chegar a 15 ou 20 anos, o que exigiria fundo garantidor e regras compatíveis com a renda da atividade.
As conclusões da reunião serão apresentadas ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, ainda nesta terça-feira (28), em Brasília. A bancada pretende discutir se haverá apoio do governo à inclusão do Fundo Social na solução. Sem esse mecanismo, segundo os parlamentares, a renegociação pode ter alcance menor e manter parte dos produtores fora do crédito oficial.
O governo de São Paulo anunciou um pacote robusto de investimentos no valor de R$ 400 milhões, com foco no fortalecimento do setor agropecuário do estado. As medidas visam apoiar a compra de máquinas, reforçar o seguro rural e ampliar a participação das mulheres no campo.
Detalhes do investimento
O pacote inclui novas linhas de crédito, totalizando o maior volume já destinado ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que agora soma R$ 1 bilhão em recursos liberados nesta gestão.
R$ 40 milhões em subvenção para a compra de máquinas agrícolas, com expectativa de viabilizar até 1.000 operações através do programa Protrator.
O produtor terá apoio de até 50% da taxa Selic, com limite de R$ 50.000 por operação.
R$ 100 milhões destinados à subvenção do seguro rural, com expectativa de proteger cerca de R$ 1 bilhão em produção.
O estado cobrirá 30% do valor do seguro, com limite de R$ 25.000 por produtor.
Iniciativas para as mulheres no agro
Outra importante medida é a criação da Câmara Temática das Mulheres do Agro, que visa ampliar a participação feminina no setor, com foco em capacitação, empreendedorismo e sucessão familiar.
O FEAP Mulher receberá um aporte de R$ 25 milhões, o maior desde a criação da linha.
Mais de R$ 50 milhões já foram investidos nessa frente ao longo da gestão.
Elevada oferta de soja em grão brasileiro tem sustentado a liquidez no mercado spot
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Foto: Pixabay
A elevada oferta de soja em grão no Brasil tem sustentado a liquidez no mercado spot. Por outro lado, esse cenário de maior disponibilidade tem evitado que os preços da oleaginosa subam de modo expressivo.
Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo com a demanda firme, a perspectiva de safra recorde mantém o equilíbrio do mercado. Assim, os preços estão relativamente estáveis. No campo, a colheita brasileira alcançou 88,1% da área, com ritmos distintos entre as regiões, de acordo com a Conab.
No Hemisfério Norte, as condições climáticas seguem no radar, aponta o Centro de Pesquisas. Apesar da preocupação com a baixa umidade do solo, previsões de chuvas podem amenizar o cenário. Nos Estados Unidos, a semeadura atingiu 12% da área esperada até 19 de abril, superando tanto o ritmo do ano passado quanto a média dos últimos cinco anos, segundo o USDA.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está em reunião para discutir os impactos da alta do preço do diesel no agronegócio brasileiro e a modernização da Lei do Agro. A alta do combustível, que já ultrapassa 23% em pouco mais de um mês, tem gerado um impacto adicional de bilhões de reais no setor.
Impactos da alta do diesel
Um estudo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) revela como o aumento do preço do diesel afeta diversas culturas. O combustível é essencial para a mecanização agrícola, o que torna sua alta um fator crítico para o custo de produção.
Modernização da Lei do Agro
Durante a reunião, especialistas discutem a necessidade de modernizar a legislação que regula o financiamento no setor. José Ângelo Mazilo Júnior, especialista em finanças do agro, destacou que a proposta visa:
Reduzir a burocracia no acesso ao crédito
Garantir segurança jurídica para os produtores
Facilitar a conexão entre tomadores de crédito e investidores
A nova legislação, que pode ser chamada de Lei do Agro 3, busca aprimorar o sistema de financiamento, promovendo maior transparência e competitividade no mercado.
Desdobramentos e próximos passos
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também deve apresentar suas demandas ao Ministério da Agricultura, contribuindo para o plano safra 2026-2027. A expectativa é que as reformas tragam melhorias significativas para o setor, especialmente em tempos de instabilidade econômica.
Os preços dos fertilizantes dispararam, com aumentos que chegam a 63%, impactando diretamente os custos de produção e a relação de troca do agricultor brasileiro, que enfrenta um dos piores níveis em anos. A escalada nos preços é impulsionada por fatores internacionais, como o conflito no Oriente Médio, e a forte dependência do Brasil em importações.
Aumento nos preços dos fertilizantes
Desde o início da crise, a ureia, um dos principais insumos, já subiu mais de 60%. Outros insumos nitrogenados também seguem essa tendência, pressionando as margens de cultivo, especialmente de milho e soja.
Impacto na relação de troca
Produtores precisam de cerca de 60 sacas de milho para adquirir uma tonelada de ureia.
Esse é um dos piores níveis de troca dos últimos anos.
Decisões dos agricultores
Diante da incerteza e dos preços elevados, muitos agricultores estão adiando decisões importantes. No entanto, o calendário da próxima safra não espera, exigindo que os produtores se adaptem rapidamente a essa nova realidade.
Estratégias para enfrentar a crise
Os especialistas sugerem que os agricultores avaliem suas práticas de cultivo e considerem alternativas mais sustentáveis e estratégicas. A tecnologia disponível permite uma melhor análise do solo e a utilização de insumos de forma mais eficiente.
Pressão sobre o governo
Além disso, há uma crescente pressão sobre o governo para que busque soluções para a crise dos fertilizantes, uma vez que a situação atual não parece ter uma resolução imediata. A falta de diálogo entre o governo e os produtores é um ponto crítico que precisa ser abordado.