domingo, junho 14, 2026

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Operador Nacional do Sistema Elétrico encerra plano emergencial após gerir 1.000 MW de excedentes


Aneel aprova regra inicial para entrada de baterias no sistema elétrico

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou neste domingo (7) o encerramento do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes na rede de distribuição. Segundo o órgão, foi solicitado às distribuidoras o gerenciamento de 1.000 megawatts (MW) entre 10h e 14h. O plano, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), teve caráter emergencial e buscou evitar desequilíbrios no sistema diante do excesso de oferta de energia.

De acordo com o ONS, a operação foi necessária para compensar a combinação entre alta geração de micro e minigeração distribuída e redução da carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) durante o feriado prolongado de Corpus Christi. O órgão informou que as distribuidoras foram avisadas no sábado e executaram manobras para preservar o equilíbrio operacional da rede.

Em nota, o ONS afirmou que também adotou medidas operativas complementares para reduzir a geração no SIN e que manteve coordenação em tempo real com os agentes do setor. O objetivo foi administrar os recursos disponíveis conforme o comportamento da demanda ao longo do período.

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A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras realizaram cortes em usinas conectadas às redes de distribuição, classificadas como Tipo III, seguindo os montantes definidos pelo ONS. A entidade acrescentou que ainda fará uma avaliação técnica para apresentar os impactos e os resultados do acionamento do plano.

Sem balanço técnico consolidado até a publicação desta matéria, ainda não há informação oficial sobre eventuais desdobramentos operacionais ou regulatórios após o encerramento do plano. A avaliação dos impactos dependerá dos dados que vierem a ser divulgados pelo ONS, pela Aneel e pela Abradee.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Falta pouco para a cerimônia do Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26; saiba como acompanhar


soja
Foto: Pixabay/Divulgação

A cidade de Campo Grande recebe, no dia 18 de junho, às 19h, a cerimônia do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26. O encontro será realizado dentro da programação do Fiap 2026 e vai anunciar os produtores e pesquisadores homenageados desta edição

A premiação reconhece profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da cadeia da soja no Brasil, destacando produtores rurais e pesquisadores ligados ao setor. Os vencedores foram definidos em duas categorias: uma por votação popular e outra por avaliação de júri técnico.

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O evento contará com transmissão ao vivo a partir das 18h, no horário de Mato Grosso do Sul. Para acompanhar, basta ativar o lembrete no link divulgado pela organização. Confira:

A realização do FIAP 2026 é da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização da Famasul. O evento tem patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, além de apoio da Abiec, do Governo de Mato Grosso do Sul e da Massey Ferguson. A linha aérea oficial é a Azul.

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AgroNewsPolítica & Agro

Projeto transforma resíduos têxteis em bolsas


Iniciativa transforma resíduos têxteis em bolsas produzidas por mulheres da comunidade de Uberaba, unindo sustentabilidade, capacitação e geração de renda

O Ubyciclo, projeto desenvolvido com apoio do Grupo UbyAgro, realizou em 2025 sua primeira turma de capacitação em Uberaba. A iniciativa reaproveita uniformes que seriam descartados e transforma resíduos têxteis em bolsas produzidas por mulheres da comunidade, com foco em sustentabilidade, geração de renda e inclusão social.

Ubyciclo vai além da capacitação técnica

O projeto vai além da formação técnica em costura. Durante a trilha de capacitação, as participantes desenvolvem habilidades ligadas ao empreendedorismo, autoconhecimento e gestão do próprio negócio.

Segundo a entrevistada, as mulheres aprendem sobre finanças, vendas, marketing, redes sociais e habilidades práticas de reaproveitamento têxtil. Após a formação, elas têm a oportunidade de produzir peças sustentáveis com tecido reciclado, oriundo dos uniformes reaproveitados do Grupo UbyAgro.

“O mais importante é que o projeto fortalece a autoestima, a autonomia e a perspectiva de futuro dessas mulheres”, afirmou.

Sustentabilidade no agro envolve impacto ambiental e social

Na avaliação da entrevistada, a sustentabilidade no agronegócio precisa ser vista de forma mais ampla, envolvendo impacto ambiental, social e econômico. No caso do Ubyciclo, resíduos que seriam descartados passam a ser convertidos em oportunidade de trabalho, renda e inclusão.

“A sustentabilidade no agro precisa ser vista de forma mais ampla, envolvendo impacto ambiental, social e econômico. No Ubyciclo, mostramos que resíduos podem se transformar em oportunidades, renda e inclusão social”, declarou.

A iniciativa também amplia a visão de responsabilidade ambiental dentro do agronegócio. Ao reaproveitar uniformes, o projeto reduz resíduos têxteis e, ao mesmo tempo, gera impacto positivo na vida das participantes.

Primeira turma capacitou 13 mulheres em Uberaba

Em 2025, o Ubyciclo realizou sua primeira turma com 13 mulheres da comunidade. A iniciativa contou com o apoio de 17 mentoras e voluntárias do Grupo UbyAgro e somou mais de 60 horas de capacitação.

Além da formação, o projeto reaproveitou mais de 500 quilos de resíduos têxteis, reduzindo o descarte e promovendo economia circular. A turma também registrou NPS de 100%, indicador apresentado como reflexo da satisfação das participantes.

Hoje, os produtos confeccionados fazem parte da loja do Ubyciclo, transformando resíduos em bolsas sustentáveis carregadas de propósito e impacto social.

Projeto fortalece protagonismo feminino

O Ubyciclo também busca fortalecer o protagonismo feminino. Segundo a entrevistada, o projeto cria oportunidades reais para que mulheres desenvolvam autonomia financeira, confiança e voz ativa dentro de suas comunidades.

Muitas participantes, conforme o relato, chegaram inseguras e desacreditadas do próprio potencial. Ao longo da jornada, passaram a enxergar novas possibilidades para suas vidas.

“O que mais me marcou foi a transformação emocional e o brilho nos olhos das participantes ao perceberem o próprio potencial e o potencial de fazer parte daquele projeto”, afirmou a entrevistada.

As pesquisas de satisfação também indicaram esse impacto. Uma das alunas relatou que o Ubyciclo foi “um divisor de águas” em sua vida. Outra destacou a oportunidade, a convivência e o aprendizado proporcionados pelo projeto.

Para a entrevistada, esse resultado mostra que o impacto vai além da costura ou da geração de renda. “Ele também alcança a autoestima, o pertencimento e a esperança”, declarou.

Empresas do agro podem se inspirar no modelo

O Ubyciclo nasceu como um projeto piloto, mas já foi estruturado com potencial de expansão. A proposta é ampliar o número de mulheres impactadas, formar novas turmas de capacitação e criar mais oportunidades de geração de renda por meio da economia circular.

A entrevistada também destacou que o projeto está sendo preparado para inserção em leis federais de incentivo, o que pode permitir a busca por patrocinadores e empresas parceiras interessadas em investir em iniciativas de impacto social. “Com certeza, o Ubyciclo mostra que é possível unir sustentabilidade, impacto social e propósito de forma prática e viável dentro das empresas”, afirmou.

 





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Piauí avança no comércio exterior em maio e tem soja como líder em mais de 80% das exportações


Grão de soja
Foto: Pixabay

A Balança Comercial do Piauí registrou, em maio de 2026, desempenho positivo no comércio exterior, com forte participação do agronegócio e liderança absoluta da soja na pauta de exportações.

No mês, o estado exportou US$ 109,8 milhões (R$ 563 milhões) e importou US$ 10,6 milhões (R$ 54,3 milhões), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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Desempenho do período

As exportações piauienses apresentaram queda de 15,7% em relação a maio de 2025 e recuo de 10,9% na comparação com abril de 2026. Apesar disso, o comércio exterior segue fortemente sustentado pelo agronegócio.

As importações também registraram redução expressiva, com queda de 75% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No acumulado de 2026, o estado exportou US$ 371,4 milhões, abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o total chegou a US$ 444,4 milhões.

Soja domina pauta exportadora

A soja segue como principal produto exportado pelo Piauí, respondendo por 83,9% das vendas externas e movimentando US$ 92,1 milhões em maio.

Na sequência aparecem outras gorduras e óleos animais e vegetais (US$ 4,5 milhões), farelo de soja e derivados (US$ 4,1 milhões), medicamentos e produtos farmacêuticos (US$ 2,7 milhões), minério de ferro (US$ 2,6 milhões) e mel natural (US$ 1,7 milhão).

Principais destinos

A China continua sendo o principal destino das exportações piauienses, concentrando 65,6% das vendas externas. Em seguida aparecem Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito.

Produção no Cerrado piauiense

Os municípios que mais contribuíram para o resultado foram Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí, Bom Jesus, Corrente e Monte Alegre do Piauí, reforçando o papel estratégico da região dos Cerrados na economia estadual.

A produção agrícola segue em expansão, impulsionada pelo avanço de novas culturas, pela agroindústria e por políticas de incentivo à produtividade, logística e sustentabilidade.

Visão do governo

O secretário do Desenvolvimento Econômico, Deusval Lacerda de Moraes, destacou o potencial competitivo do estado e o papel das políticas públicas no fortalecimento do setor produtivo.

“Salienta-se, por oportuno, que a produção agrícola do Cerrado piauiense busca permanentemente a evolução e o aprimoramento do ecossistema do agronegócio e também a expansão de novas culturas e da agroindústria, que contam com relevante apoio do governo Rafael Fonteles”, afirmou.

Os dados são do governo do estado do Piauí.

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Piauí avança no comércio exterior em maio e tem soja como líder em mais de 80% das exportações


Grão de soja
Foto: Pixabay

A Balança Comercial do Piauí registrou, em maio de 2026, desempenho positivo no comércio exterior, com forte participação do agronegócio e liderança absoluta da soja na pauta de exportações.

No mês, o estado exportou US$ 109,8 milhões (R$ 563 milhões) e importou US$ 10,6 milhões (R$ 54,3 milhões), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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Desempenho do período

As exportações piauienses apresentaram queda de 15,7% em relação a maio de 2025 e recuo de 10,9% na comparação com abril de 2026. Apesar disso, o comércio exterior segue fortemente sustentado pelo agronegócio.

As importações também registraram redução expressiva, com queda de 75% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No acumulado de 2026, o estado exportou US$ 371,4 milhões, abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o total chegou a US$ 444,4 milhões.

Soja domina pauta exportadora

A soja segue como principal produto exportado pelo Piauí, respondendo por 83,9% das vendas externas e movimentando US$ 92,1 milhões em maio.

Na sequência aparecem outras gorduras e óleos animais e vegetais (US$ 4,5 milhões), farelo de soja e derivados (US$ 4,1 milhões), medicamentos e produtos farmacêuticos (US$ 2,7 milhões), minério de ferro (US$ 2,6 milhões) e mel natural (US$ 1,7 milhão).

Principais destinos

A China continua sendo o principal destino das exportações piauienses, concentrando 65,6% das vendas externas. Em seguida aparecem Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito.

Produção no Cerrado piauiense

Os municípios que mais contribuíram para o resultado foram Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí, Bom Jesus, Corrente e Monte Alegre do Piauí, reforçando o papel estratégico da região dos Cerrados na economia estadual.

A produção agrícola segue em expansão, impulsionada pelo avanço de novas culturas, pela agroindústria e por políticas de incentivo à produtividade, logística e sustentabilidade.

Visão do governo

O secretário do Desenvolvimento Econômico, Deusval Lacerda de Moraes, destacou o potencial competitivo do estado e o papel das políticas públicas no fortalecimento do setor produtivo.

“Salienta-se, por oportuno, que a produção agrícola do Cerrado piauiense busca permanentemente a evolução e o aprimoramento do ecossistema do agronegócio e também a expansão de novas culturas e da agroindústria, que contam com relevante apoio do governo Rafael Fonteles”, afirmou.

Os dados são do governo do estado do Piauí.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz confirma alta produtividade no RS



Arroz fecha ciclo com queda no preço da saca



Foto: Divulgação

A colheita do arroz foi concluída no Rio Grande do Sul, confirmando os elevados índices de produtividade e a qualidade dos grãos obtidos na safra 2025/26. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. Apesar do desempenho registrado no campo, o cenário pós-colheita segue desafiador para os produtores devido aos preços praticados abaixo dos custos de produção e às dificuldades de comercialização provocadas pela elevada oferta do cereal. A área cultivada no Estado alcançou 891.908 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a liquidez reduzida do mercado tem limitado o poder de negociação dos rizicultores. Ao mesmo tempo, a valorização de insumos considerados estratégicos, especialmente os fertilizantes, tem deteriorado a relação de troca e aumentado a cautela dos produtores em relação aos investimentos para a próxima safra. Na região administrativa da entidade em Bagé, os agricultores de São Borja aproveitam o período de tempo seco para intensificar os trabalhos de preparo das áreas destinadas ao próximo ciclo produtivo. Em São Gabriel, parte das áreas colhidas está sendo utilizada para pastejo animal, enquanto outras recebem a implantação de azevém como estratégia de integração entre lavoura e pecuária.

No mercado, o valor médio da saca de 50 quilos apresentou nova retração. Conforme levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar, a cotação média caiu 0,95% em comparação à semana anterior, passando de R$ 58,66 para R$ 58,10.





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Brasil busca acordo para evitar tarifa adicional de 25% dos EUA


bandeiras dos EUA e do Brasil
Imagem gerado por IA para o Canal Rural

O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos para evitar a adoção de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras. A medida foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) após uma investigação que apontou supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.

Segundo a avaliação do governo, ainda existe espaço para um acordo que seja mais vantajoso para ambos os países do que a imposição da sobretaxa. Entre os argumentos apresentados pelo Brasil está o fato de os Estados Unidos manterem superávit comercial na relação bilateral, além da baixa tarifa média aplicada pelo país aos produtos norte-americanos, atualmente estimada em 2,7%.

A recomendação do USTR foi divulgada na última semana e tem como base a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Entre os pontos citados pelo órgão norte-americano está o Pix, que teria prejudicado empresas de pagamento dos EUA. O governo brasileiro, por sua vez, rejeitou os argumentos e classificou a iniciativa como uma tentativa de interferência em assuntos internos, além de enxergar um componente de protecionismo comercial.

Prazo

O Brasil trabalha agora com o prazo de 15 de julho para buscar uma solução negociada. A data foi estabelecida pelo USTR para uma definição sobre o caso, embora ainda exista a possibilidade de prorrogação.

Os negociadores brasileiros ganharam mais tempo após o fim do prazo inicial de 30 dias estabelecido depois do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado em Washington no mês passado.

Desafios nas conversas

Entre os principais obstáculos para um entendimento está o fato de os Estados Unidos conduzirem simultaneamente diversas negociações tarifárias com outros países, além de estarem envolvidos em conflitos internacionais no Oriente Médio.

O governo brasileiro também avalia a possibilidade de um novo encontro entre Lula e Trump durante a reunião do G7, prevista para ocorrer entre os dias 15 e 17 de junho, na França. Até o momento, porém, não há confirmação de uma reunião bilateral.

Outra dificuldade apontada por integrantes do governo é a amplitude das demandas norte-americanas, que frequentemente envolvem temas além da área comercial. O Brasil, entretanto, busca concentrar as negociações exclusivamente em questões tarifárias e comerciais, descartando a inclusão de temas como terras raras e reafirmando que o Pix não fará parte de qualquer acordo.

Tarifa global é vista como difícil de reverter

Enquanto busca evitar a sobretaxa de 25%, o governo considera pouco provável conseguir negociar a tarifa adicional de 10% a 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a cerca de 60 países sob a justificativa de combate ao trabalho análogo à escravidão.

Na avaliação brasileira, essa cobrança tem caráter mais amplo e foi estruturada para substituir o chamado “tarifaço” anterior, derrubado pela Suprema Corte norte-americana. A medida atinge não apenas o Brasil, mas também parceiros históricos dos EUA, como Japão, União Europeia, Canadá, Índia e Argentina.

Diante desse cenário, o governo aposta na continuidade das negociações para preservar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado norte-americano e evitar impactos sobre o comércio bilateral.

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Carreta carregada com soja pega fogo na BR-392, em Rio Grande (RS)


Carreta de soja pega fogo em rodovia de Rio Grande
Divulgação 3º Batalhão de Bombeiros Militar (3º BBM)

Uma carreta carregada com soja foi atingida por um incêndio na manhã deste domingo (7) na BR-392, em Rio Grande (RS). O fogo mobilizou equipes do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (3º BBM) de Rio Grande, que trabalharam para controlar as chamas e evitar que o incêndio se espalhasse.

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O incêndio atingiu a parte traseira do veículo de carga. Apesar da gravidade da ocorrência, ninguém ficou ferido.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma coluna de fumaça e a atuação das equipes de emergência no combate às chamas. As causas do incêndio ainda são desconhecidas e deverão ser investigadas nos próximos dias.

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Faep cobra envio de dados para tentar reverter suspensão da UE às carnes brasileiras


China reconhece Brasil como livre de febre aftosa

O Sistema Faep, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), criticou neste sábado (7) a decisão da União Europeia (UE) de suspender as importações de carne bovina do Brasil a partir de 3 de setembro. Em posicionamento oficial, a entidade afirmou que o veto não reflete a estrutura sanitária do país e do Paraná e cobrou do governo federal o envio urgente das informações exigidas pelo bloco europeu.

Segundo a Faep, o Brasil e o Paraná têm reconhecimento internacional como áreas livres de febre aftosa sem vacinação e contam com organização sanitária consolidada na cadeia pecuária. A federação sustenta que esses elementos não foram considerados de forma compatível pela UE na decisão de bloquear as compras.

A restrição europeia alcança bovinos, aves, equídeos, peixes da aquicultura, mel e tripas. De acordo com comunicado da Comissão Europeia, assinado pela presidente Ursula von der Leyen, as informações apresentadas pelo Brasil foram consideradas insuficientes para comprovar o cumprimento das regras do bloco sobre uso de antimicrobianos, como antibióticos, na produção animal.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No recorte econômico, os embarques desses produtos para a UE somaram US$ 1,8 bilhão em 2025, dentro de um total de US$ 49,8 bilhões exportados pelo agronegócio brasileiro ao bloco, conforme os dados informados no conteúdo de referência. A decisão, portanto, atinge uma pauta relevante para frigoríficos, exportadores e produtores integrados às cadeias de proteína animal.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que mantém negociações diplomáticas para tentar reverter a medida. As tratativas recentes ocorreram durante reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

Entidades setoriais apresentaram leitura semelhante sobre a origem do impasse. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmaram que a decisão não aponta desconformidade sanitária no campo, mas uma divergência burocrática ligada à validação dos processos oficiais de fiscalização conduzidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O desdobramento dependerá do envio das informações técnicas requeridas pela UE e do avanço das negociações diplomáticas nas próximas semanas. Até o momento, não foram detalhados no material disponível quais documentos adicionais o bloco europeu ainda exige para revisar a suspensão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Resseguro ganha protagonismo no agro diante da escalada do risco climático e da pressão sobre o crédito rural


Com perdas bilionárias provocadas por eventos extremos, mecanismo se consolida como peça-chave para garantir estabilidade ao seguro rural, proteger produtores e sustentar o financiamento do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro vive um paradoxo. Ao mesmo tempo em que sustenta parte relevante do crescimento econômico do país, também se tornou um dos setores mais expostos à volatilidade climática, às oscilações geopolíticas e ao aumento da imprevisibilidade financeira. Secas prolongadas, excesso de chuvas, ondas de calor, granizo e eventos extremos passaram a pressionar não apenas a produtividade no campo, mas também o acesso ao crédito, a estabilidade das cadeias produtivas e a segurança financeira de produtores e investidores.

Nesse cenário, o seguro rural ganhou protagonismo como instrumento de proteção econômica. Mas por trás dele existe uma estrutura menos visível, embora essencial para o funcionamento de toda a engrenagem: o resseguro.

Responsável por diluir riscos de grande escala e garantir capacidade financeira às seguradoras, o resseguro se tornou peça estratégica para a sustentabilidade do seguro rural no Brasil. Sem ele, a capacidade de cobertura diante de perdas severas seria significativamente menor, especialmente em um ambiente marcado pela intensificação dos eventos climáticos.

Na prática, o resseguro funciona como uma camada adicional de proteção para o sistema. Ao assumir parte dos riscos das seguradoras, ele permite que o mercado continue operando mesmo diante de sinistros de alta severidade ou de perdas concentradas em determinadas regiões agrícolas. Isso garante estabilidade não apenas para o produtor rural, mas para toda a cadeia de financiamento do agro.

A importância desse mecanismo cresce em um momento em que o crédito privado ganha espaço no financiamento agrícola brasileiro. Com a redução relativa da participação do crédito subsidiado e o avanço de instrumentos privados de financiamento, aumenta também a necessidade de mecanismos capazes de reduzir a percepção de risco sobre a atividade agropecuária.

Para bancos, fundos de investimento, tradings e demais agentes financeiros, o seguro rural passou a ser visto como um elemento de proteção patrimonial e previsibilidade operacional. E o resseguro é justamente o que dá sustentação financeira para que essas apólices existam em larga escala.

“O agronegócio brasileiro opera hoje em um ambiente de risco muito mais complexo do que há alguns anos. Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a impactar diretamente produtividade, crédito e previsibilidade financeira no campo. Nesse contexto, o resseguro tem um papel estratégico porque é ele que garante capacidade ao sistema segurador para absorver perdas de grande escala e manter o seguro rural funcionando. Sem resseguro, o custo da proteção tende a aumentar e a capacidade de cobertura diminui justamente quando o produtor mais precisa”, afirma Rafaela Barreda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber).

Os dados mostram o tamanho desse desafio.  Um estudo do  Centro Internacional Celso Furtado (CICEF) informam que chuvas e secas extremas causam desastres, matam gente e provocam perdas anuais de aproximadamente R$ 110 bilhões por ano ao PIB brasileiro. Ao mesmo tempo, a área coberta pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural caiu para pouco mais de 3% em 2025. Isso reforça a importância de fortalecer mecanismos privados de proteção e ampliar a participação do resseguro como ferramenta de estabilidade para o agro e para o sistema financeiro.

Além da proteção individual ao produtor, o sistema ajuda a evitar efeitos em cascata na economia. Quebras de safra severas impactam renda, capacidade de pagamento, renegociação de dívidas, preços de alimentos, exportações e arrecadação. Em um setor altamente integrado ao PIB brasileiro e à balança comercial, a gestão de risco deixou de ser apenas uma preocupação operacional e passou a ocupar espaço estratégico na estabilidade econômica.

A pressão climática também mudou a lógica do mercado. Historicamente, o seguro rural no Brasil ainda possui baixa penetração quando comparado a mercados mais maduros, mas a sucessão de perdas nos últimos anos elevou a percepção de risco entre produtores e instituições financeiras. Ao mesmo tempo, ampliou o desafio técnico para seguradoras e resseguradoras, que passaram a revisar modelos atuariais, monitoramento climático e critérios de precificação.

Esse novo ambiente exige maior sofisticação na análise de risco e maior integração entre tecnologia, dados meteorológicos, inteligência territorial e instrumentos financeiros. O resseguro, nesse contexto, não atua apenas como suporte financeiro, mas como um agente que contribui para o amadurecimento da própria cultura de gestão de risco no agronegócio.

O debate ganha ainda mais relevância diante da crescente preocupação global com segurança alimentar e mudanças climáticas. O Brasil ocupa posição estratégica como fornecedor mundial de alimentos, fibras e energia renovável. Garantir mecanismos capazes de dar estabilidade à produção agrícola passou a ser também uma discussão sobre competitividade internacional.

Mais do que uma proteção contratual, o resseguro se consolida como um dos pilares invisíveis da resiliência do agro brasileiro. Em um ambiente marcado por imprevisibilidade climática e maior pressão sobre custos e produtividade, sua função deixa de ser apenas técnica e passa a ocupar um papel estrutural na sustentação econômica do campo.





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