domingo, junho 14, 2026

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Estudo mostra avanço de bioinsumos no campo



Alguns bioinsumos comerciais apresentaram controle de até 80% do mofo branco


Alguns bioinsumos comerciais apresentaram controle de até 80% do mofo branco
Alguns bioinsumos comerciais apresentaram controle de até 80% do mofo branco – Foto: Divulgação

A adoção de bioinsumos agrícolas tem avançado no campo e ampliado o debate sobre sua eficácia no controle de pragas e doenças, além de seu potencial na promoção do crescimento das plantas. Segundo Gabriel Medina, professor da Universidade de Brasília, levantamentos de evidências científicas indicam resultados distintos conforme o tipo de produto, a cultura e o alvo biológico avaliado.

Entre os dados reunidos, alguns bioinsumos comerciais apresentaram controle de até 80% do mofo branco, causado por Sclerotinia sclerotiorum. O resultado indica desempenho relevante para uma doença considerada importante na agricultura, especialmente em sistemas produtivos mais suscetíveis ao patógeno. Já os produtos destinados ao controle de doenças foliares, como a mancha-alvo, provocada por Corynespora cassiicola, tiveram desempenho classificado como razoável, com eficácia de até 40%.

Apesar das diferenças entre os resultados, o levantamento aponta que as formulações de bioinsumos foliares vêm sendo aprimoradas a cada ano. Essa evolução abre espaço para ganhos futuros de eficiência, à medida que novos ajustes técnicos sejam incorporados aos produtos disponíveis no mercado.

Também foram identificadas evidências de eficácia para bioinseticidas e bionematicidas, reforçando o avanço desses insumos em diferentes frentes de manejo agrícola. O uso desses produtos se insere em um contexto de busca por alternativas complementares às estratégias convencionais de controle, com aplicação voltada tanto à sanidade das lavouras quanto ao desempenho das plantas.

Um ponto específico citado por Medina envolve a fixação foliar biológica de nitrogênio em milho. Embora exista produto registrado no Brasil com essa finalidade, artigo científico apontou que a cepa de Methylobacterium symbioticum usada comercialmente não possui o aparato genético completo da nitrogenase. Dessa forma, ela não realiza fixação biológica de nitrogênio, embora tenha efeito de promoção de crescimento.

O professor também destaca que Azospirillum brasilense é comercializado corretamente no Brasil como promotor de crescimento. O conjunto das informações mostra que os bioinsumos apresentam resultados promissores, mas com níveis variados de eficácia e necessidade de avaliação técnica conforme a finalidade de uso.

 





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Transição sustentável exige novos incentivos


A adoção de práticas sustentáveis no agronegócio tem avançado, mas ainda em ritmo inferior ao exigido pela urgência climática e pelas novas demandas de competitividade. Segundo Clandio Ruviaro, professor associado, os sistemas agroalimentares respondem por cerca de 31% das emissões globais, chegando a 16 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, o que transforma a sustentabilidade em tema central para a sobrevivência econômica e a resiliência dos negócios.

Apesar da pressão crescente, a transição encontra obstáculos que vão além de tecnologia, crédito ou regulação. Um dos principais entraves está no comportamento humano. Pela ótica da Economia Comportamental, as decisões no campo não seguem apenas critérios racionais, já que produtores e empresas também são influenciados por percepções de risco, experiências anteriores e pela necessidade de proteger resultados imediatos.

Um dos pontos destacados é o viés do presente. A agricultura regenerativa exige investimento, adaptação e aprendizado no curto prazo, enquanto benefícios como recuperação do solo, eficiência produtiva e eventuais prêmios ESG tendem a aparecer mais adiante. Na prática, a segurança da safra atual costuma pesar mais do que ganhos futuros. Por isso, incentivos imediatos, como crédito mais barato, pagamentos por serviços ambientais e mecanismos que tornem a decisão sustentável mais concreta, podem acelerar a mudança.

Também pesa a aversão à perda, associada ao viés do status quo. Alterar um modelo produtivo consolidado é frequentemente visto como risco elevado, sobretudo diante do receio de queda de produtividade, margem ou previsibilidade. Nesse cenário, seguros agrícolas, assistência técnica e projetos-piloto podem reduzir a percepção de risco e permitir testes sem comprometer o negócio.

Outro fator relevante é a forma como a sustentabilidade é apresentada. Quando aparece como custo, obrigação ou sacrifício, tende a gerar resistência. Ao ser enquadrada como oportunidade de inovação, eficiência, acesso a mercados e atração de investimentos, passa a dialogar com a competitividade. Além disso, as normas sociais influenciam decisões no campo. Casos locais de sucesso ajudam a mostrar que práticas de baixo carbono já podem fazer parte de sistemas rentáveis.


 





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El Niño volta ao radar do arroz



Para o setor arrozeiro, a discussão vai além da previsão do tempo


Para o setor arrozeiro, a discussão vai além da previsão do tempo
Para o setor arrozeiro, a discussão vai além da previsão do tempo – Foto: Pixabay

O clima voltou a ocupar espaço central nas discussões do agronegócio, especialmente em cadeias produtivas sensíveis às mudanças no regime de chuvas e temperatura. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, ao tratar dos possíveis efeitos de um novo ciclo de El Niño sobre o mercado de arroz.

Segundo os últimos relatórios climáticos citados na análise, há indicação de possibilidade de formação do fenômeno El Niño no ciclo 2026/27. Apesar disso, o cenário ainda não está definido, já que os principais centros de monitoramento do mundo trabalham com diferentes hipóteses para os próximos meses.

Para o setor arrozeiro, a discussão vai além da previsão do tempo. A eventual confirmação do fenômeno pode ter reflexos sobre diferentes etapas da cadeia, da produção no campo à comercialização. Entre os pontos de atenção estão possíveis impactos na produtividade, na qualidade dos grãos, na logística, nos custos operacionais e no comportamento dos preços no mercado internacional.

No conteúdo apresentado no Pampa Gaúcho, Cardoso destaca que os alertas climáticos recentes precisam ser analisados com cautela por produtores, indústrias e demais agentes da cadeia do arroz. A ideia central é que, mais do que tentar antecipar com precisão o que ocorrerá, o setor deve compreender os riscos envolvidos, identificar oportunidades e se preparar para diferentes cenários.

A orientação reforça a importância do planejamento em um ambiente de incerteza climática. Em situações como essa, a preparação tende a ser decisiva para reduzir perdas, proteger margens e melhorar a capacidade de resposta diante de eventuais mudanças nas condições de mercado.


 





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SRB manifesta preocupação com possíveis restrições da UE à proteína animal do Brasil


União Europeia barra carne bovina brasileira
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) acompanha com preocupação os desdobramentos da exclusão do Brasil da lista dos países aptos a exportar carnes e outros produtos à União
Europeia, a partir de setembro.

As restrições às exportações brasileiras de proteína animal impostas pela União Europeia exigem uma reflexão profunda. Não se trata de buscar culpados, mas de compreender o que ocorreu, identificar eventuais falhas e aprender com o episódio, de forma a evitar situações semelhantes no futuro.

O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sispoa) possui uma longa trajetória
de credibilidade e relevantes serviços prestados à agropecuária brasileira. A modernização
do sistema, com a introdução dos mecanismos de autocontrole pelo setor privado, deve ser
compreendida como um avanço em eficiência, transparência e compartilhamento de
responsabilidades entre o poder público e os agentes econômicos.

No caso da pecuária bovina, o Brasil já conta há muitos anos com o Sistema
Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov), instrumento consolidado de rastreabilidade. Os ajustes necessários para atender às exigências adicionais da União Europeia representavam uma etapa adicional, tecnicamente factível. Justamente por isso,
torna-se ainda mais importante compreender as razões que levaram à atual situação, para
que o país esteja melhor preparado para desafios futuros.

O regulamento estabelecido pela União Europeia em 2019, posteriormente complementado em 2023, determinou que os países exportadores deveriam comprovar equivalência regulatória em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal como condição para acessar o mercado europeu. Como o prazo de implementação sempre esteve previsto para setembro de 2026, torna-se necessário esclarecer por que as etapas requeridas não foram concluídas em tempo hábil. A produção animal brasileira reúne amplos segmentos altamente tecnificados e plenamente capazes de atender a esse tipo de exigência.

A Sociedade Rural Brasileira, como representante dos produtores rurais, considera
fundamental que os fatos sejam devidamente esclarecidos. O objetivo principal deve ser
identificar os pontos que necessitam correção, aperfeiçoar os processos e fortalecer a
capacidade do País de responder às crescentes demandas dos mercados internacionais.

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Exportações de carne suína crescem 9% em maio


As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 129,4 mil toneladas em maio, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado é o maior já registrado para um mês de maio e supera em 9% o volume embarcado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 118,8 mil toneladas.

A receita das exportações alcançou US$ 302,1 milhões, também o melhor desempenho já registrado para meses de maio, resultado 3,8% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, com US$ 291,2 milhões.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, os embarques brasileiros de carne suína chegaram a 661,7 mil toneladas, número 13,1% maior em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 584,8 mil toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 11,9%, com US$ 1,546 bilhão entre janeiro e maio deste ano, frente aos US$ 1,382 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne suína em maio, as Filipinas permaneceram na liderança, com 27,2 mil toneladas embarcadas, volume 3,8% inferior ao registrado em maio de 2025. Em seguida aparecem Japão, com 15,2 mil toneladas (+83,2%), Chile, com 10,9 mil toneladas (-0,1%), China, com 8,9 mil toneladas (-25,9%), México, com 8,6 mil toneladas (+20,4%), Hong Kong, com 8,2 mil toneladas (+13,8%), Argentina, com 5,8 mil toneladas (+13,7%), Uruguai, com 4,7 mil toneladas (+0,3%), Vietnã, com 4,6 mil toneladas (-14,2%) e Singapura, com 4,1 mil toneladas (-50,5%).

No desempenho por estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio (+4,9%), seguida por Rio Grande do Sul, com 32,7 mil toneladas (+19,5%), Paraná, com 18,3 mil toneladas (-4,8%), Mato Grosso, com 4,6 mil toneladas (+52,4%) e Minas Gerais, com 3,7 mil toneladas (+26,5%).

“Os embarques de carne seguem sustentados graças à diversificação de destinos do setor. Observamos expansão relevante em mercados estratégicos de valor agregado, como o Japão, e diversos outros com volumes menores como Geórgia, Costa do Marfim, Coreia do Sul e outros que, somados, influenciaram positivamente o resultado do mês. O fato de registrarmos o melhor mês de maio da história para as exportações de carne suína reforça a solidez da demanda internacional e projeta um ano extremamente positivo para a suinocultura brasileira, com potencial para alcançar novos recordes em volume e receita”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin





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Nutrição influencia desenvolvimento das raízes



Na prática, isso significa que a auxina não depende apenas de aplicações externas


Na prática, isso significa que a auxina não depende apenas de aplicações externas
Na prática, isso significa que a auxina não depende apenas de aplicações externas – Foto: Canva

O desenvolvimento das raízes depende de processos fisiológicos que começam antes da resposta visível da lavoura na parte aérea. Segundo Braitner L. Andrade, estrategista de desenvolvimento de mercado, a produção natural de auxina pela planta está diretamente ligada à presença de triptofano, aminoácido essencial para a formação do ácido indol-3-acético, conhecido como AIA, principal auxina vegetal.

Na prática, isso significa que a auxina não depende apenas de aplicações externas ou de produtos em frasco. Ela é fabricada pela própria planta, desde que existam condições metabólicas para essa síntese. Entre os componentes envolvidos nesse processo, o triptofano ocupa papel central, embora ainda seja pouco lembrado nas discussões de campo sobre crescimento radicular.

Quando se fala em raízes, é comum associar o tema ao fósforo. Em alguns casos, o zinco também entra na análise. No entanto, a formação de raízes laterais, pelos radiculares e a ampliação da capacidade de exploração do solo estão ligadas à disponibilidade de auxina produzida internamente. Sem triptofano suficiente, a planta tende a ter maior dificuldade para produzir auxina em níveis adequados, o que pode limitar a absorção de água e nutrientes.

Essa rota também se conecta à nutrição nitrogenada. A disponibilidade de nitrogênio influencia a síntese de aminoácidos, entre eles o triptofano. Com isso, o nitrogênio disponível pode favorecer a produção de triptofano, que alimenta a rota de auxina e contribui para maior desenvolvimento radicular. O efeito esperado é um sistema mais eficiente na exploração do solo e no aproveitamento nutricional.

O zinco também aparece como elemento relevante nesse processo. Deficiências desse micronutriente são associadas à menor produção de triptofano e à redução da síntese endógena de auxinas. Por isso, alterações no crescimento das raízes podem surgir antes mesmo de sintomas mais evidentes nas folhas, com menor ramificação, crescimento reduzido e menor capacidade de buscar água e nutrientes.

 





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Feira agrícola adota gestão de resíduos



Os resíduos serão separados por fluxo


Os resíduos serão separados por fluxo
Os resíduos serão separados por fluxo – Foto: Divulgação

A gestão ambiental em grandes eventos do agronegócio ganha reforço com a adoção de medidas voltadas à separação, coleta e destinação correta de resíduos. A iniciativa busca reduzir impactos durante todas as etapas de operação, da montagem à desmontagem, com controle técnico e rastreabilidade dos materiais gerados.

A 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada de 8 a 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, terá pela primeira vez um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. A ação terá caráter permanente e prevê a destinação adequada de até 500 toneladas de resíduos sólidos produzidos antes, durante e depois da feira.

O plano foi elaborado pela DX Ambiental e assinado por engenheiro sanitarista e ambiental. A medida envolve mais de 550 expositores e suas montadoras, que deverão seguir regras de segregação na fonte. Durante os dias do evento, equipes farão coletas duas vezes ao dia, às 11h e às 18h, em áreas como praça de alimentação, estandes e espaços de circulação.

Os resíduos serão separados por fluxo, incluindo recicláveis, materiais de construção e demolição, orgânicos, rejeitos e resíduos perigosos. Também haverá pontos de coleta identificados por cores, área exclusiva para armazenamento temporário e documentação oficial para comprovar a destinação final. Garrafas PET e tampinhas plásticas coletadas no complexo serão doadas integralmente ao Instituto do Câncer do Oeste da Bahia.

Segundo a organização, haverá vistorias periódicas em estandes e áreas comuns. Expositores e montadoras que não cumprirem as normas estarão sujeitos a penalidades progressivas. Ao fim do evento, os dados de pesagem, reciclagem, compostagem e aterro serão reunidos no Relatório ESG da Bahia Farm Show 2026, com base em documentos como MTR e CDF.

 





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Pesca de tainha por arrasto de praia é suspensa após limite da cota ser atingido


Pesca de tainha por arrasto de praia é suspensa após limite da cota ser atingido

O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a pesca de tainha (Mugil liza) na modalidade arrasto de praia deve ser suspensa a partir deste domingo (7). Segundo a pasta, a decisão foi adotada depois de o país atingir 90% da cota coletiva autorizada para a temporada de 2026, fixada em 8.168 toneladas. A regra foi estabelecida em portaria conjunta com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

De acordo com o ministério, a suspensão tem caráter preventivo e busca evitar que o volume capturado ultrapasse o limite definido para a modalidade. O acompanhamento da temporada é feito com base nas informações registradas no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha.

A cota total autorizada para 2026 na modalidade arrasto de praia é de 8.168 toneladas. Com o alcance de 90% desse volume, o governo federal acionou o protocolo de interrupção previsto para controlar a captura e manter a operação dentro do teto regulatório.

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A pasta informou ainda que as embarcações que já estão no mar devem realizar o desembarque do pescado em até 24 horas após a captura. Encerrado esse prazo, os pescadores ficam autorizados a retomar apenas a pesca de outras espécies, sem incluir a tainha nessa modalidade.

Segundo o ministério, o procedimento adotado se apoia nos dados informados pelas empresas pesqueiras ao governo, conforme exigência legal de reporte da quantidade retirada do mar. Esses registros são a base para o monitoramento oficial e para a tomada de decisão sobre continuidade ou interrupção da atividade.

Na prática, a medida afeta a operação de pescadores e empresas vinculadas à captura da tainha por arrasto de praia, além de interferir na programação de desembarque e comercialização do pescado. O ministério não informou, no conteúdo divulgado, prazo para eventual reabertura da modalidade nem detalhamento regional do volume já capturado.

Sem nova atualização oficial sobre revisão da cota ou mudança de regra, permanece válida a suspensão da pesca de tainha por arrasto de praia a partir deste domingo (7), com desembarque restrito ao prazo de 24 horas para as embarcações que já estavam em atividade.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Inmet emite alerta de tempestade para o Sul na madrugada de segunda-feira (8)


Inmet emite alerta de tempestade para o Sul na madrugada de segunda-feira (8)

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial para tempestade em parte da região Sul a partir da madrugada de segunda-feira (8), com início previsto às 3h. O aviso alcança principalmente áreas do Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre, além do oeste de Santa Catarina e do sudoeste do Paraná. Segundo o órgão, há previsão de chuva, ventos intensos e possibilidade de queda de granizo.

De acordo com o Inmet, o alerta indica risco de ocorrências associadas ao avanço das instabilidades atmosféricas sobre o Sul do país. O órgão informou a possibilidade de estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos em áreas atingidas. O volume de chuva em milímetros e a velocidade dos ventos não foram detalhados no conteúdo disponível.

No caso do setor agropecuário, o quadro exige atenção de produtores, cooperativas e equipes de campo, especialmente em áreas com lavouras mais sensíveis ao impacto de vento e granizo. Esse tipo de condição pode provocar danos localizados em culturas de inverno, hortaliças, pomares, estruturas rurais e armazenagem, além de dificultar deslocamentos e operações entre propriedades e centros urbanos.

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No Rio Grande do Sul, o alerta se concentra em uma faixa que inclui a região metropolitana de Porto Alegre. Também devem permanecer em atenção municípios do oeste catarinense e do sudoeste paranaense. A orientação técnica, diante de avisos desse tipo, é acompanhar atualizações oficiais de curto prazo, já que a abrangência e a intensidade dos fenômenos podem variar ao longo da madrugada e da manhã.

Além do Sul, o Inmet também indicou perigo potencial de chuvas intensas para a manhã de segunda-feira (8) em áreas do Norte, abrangendo a maior parte de Pará, Amazonas e Amapá, além do sul de Roraima.

O cenário para as próximas horas depende da evolução das instabilidades monitoradas pelo Inmet. Como o aviso disponível não detalha acumulados de chuva nem rajadas previstas por município, a recomendação é acompanhar novos boletins do órgão, da Defesa Civil e dos serviços meteorológicos locais para avaliar efeitos sobre lavouras, pastagens e logística rural.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Operador Nacional do Sistema Elétrico encerra plano emergencial após gerir 1.000 MW de excedentes


Aneel aprova regra inicial para entrada de baterias no sistema elétrico

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou neste domingo (7) o encerramento do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes na rede de distribuição. Segundo o órgão, foi solicitado às distribuidoras o gerenciamento de 1.000 megawatts (MW) entre 10h e 14h. O plano, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), teve caráter emergencial e buscou evitar desequilíbrios no sistema diante do excesso de oferta de energia.

De acordo com o ONS, a operação foi necessária para compensar a combinação entre alta geração de micro e minigeração distribuída e redução da carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) durante o feriado prolongado de Corpus Christi. O órgão informou que as distribuidoras foram avisadas no sábado e executaram manobras para preservar o equilíbrio operacional da rede.

Em nota, o ONS afirmou que também adotou medidas operativas complementares para reduzir a geração no SIN e que manteve coordenação em tempo real com os agentes do setor. O objetivo foi administrar os recursos disponíveis conforme o comportamento da demanda ao longo do período.

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A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras realizaram cortes em usinas conectadas às redes de distribuição, classificadas como Tipo III, seguindo os montantes definidos pelo ONS. A entidade acrescentou que ainda fará uma avaliação técnica para apresentar os impactos e os resultados do acionamento do plano.

Sem balanço técnico consolidado até a publicação desta matéria, ainda não há informação oficial sobre eventuais desdobramentos operacionais ou regulatórios após o encerramento do plano. A avaliação dos impactos dependerá dos dados que vierem a ser divulgados pelo ONS, pela Aneel e pela Abradee.

Fonte: Estadão Conteúdo

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