domingo, junho 14, 2026

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Conab apresenta PAA e SocioBio Mais a povos e comunidades tradicionais em Rondônia


Conab apresenta PAA e SocioBio Mais a povos e comunidades tradicionais em Rondônia

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou, em Rondônia, instrumentos de apoio à produção e à comercialização de alimentos de povos originários e comunidades tradicionais durante o 6º Encontro da Rede dos Povos e Comunidades Tradicionais de Rondônia. A agenda ocorreu de quarta-feira (3) a domingo (7), na Comunidade Quilombola Santo Antônio do Guaporé. Entre os temas centrais estiveram o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade e do Extrativismo (SocioBio Mais).

Segundo a Conab, o encontro reuniu povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, seringueiros, agricultores familiares e representantes de organizações sociais e parceiros regionais. Durante a programação, o superintendente regional em Rondônia, Rosemberg Alves Pereira, explicou o funcionamento das compras governamentais de alimentos e de outras ações de apoio à produção local.

No caso do PAA, a estatal destacou a modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), por meio da qual a produção de agricultores familiares organizados em cooperativas e associações pode ser adquirida com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Os alimentos são destinados à rede socioassistencial e a equipamentos públicos de segurança alimentar, como restaurantes populares, cozinhas comunitárias e alimentação escolar.

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Para o setor produtivo, a medida cria um canal institucional de comercialização e pode ampliar a previsibilidade de venda para grupos com menor acesso ao mercado privado. No caso das comunidades tradicionais, o alcance da política depende de organização coletiva, documentação e condições operacionais para entrega, pontos que não foram detalhados pela Conab no material divulgado.

Outro instrumento apresentado foi o SocioBio Mais, voltado ao extrativismo. De acordo com a companhia, o programa prevê subvenção direta quando a venda ocorre abaixo do preço mínimo fixado pelo governo federal. Atualmente, o mecanismo contempla 17 produtos extrativistas, entre eles castanha-do-brasil, açaí, babaçu, borracha extrativa, pequi, piaçava, pinhão, umbu e pirarucu de manejo.

A Conab informou ainda que dificuldades de infraestrutura, como acesso limitado à internet, seguem entre os entraves para ampliar a execução das políticas em territórios tradicionais.

Do ponto de vista técnico, a efetividade dessas políticas em Rondônia depende da capacidade de acesso das comunidades aos programas, da estrutura de comercialização e da superação de barreiras logísticas e digitais. Sem esses elementos, o alcance econômico das medidas tende a permanecer limitado, mesmo com instrumentos já disponíveis.

Fonte: gov.br

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IPC-S acelera a 0,64% na 1ª quadrissemana de junho, informa FGV


IPC-S acelera a 0,64% na 1ª quadrissemana de junho, informa FGV

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou para 0,64% na primeira quadrissemana de junho, após fechar maio em 0,60%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (8). Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,61%. Entre os oito grupos pesquisados, cinco registraram avanço, com destaque para Alimentação, cuja variação passou de 1,29% para 1,57%.

Segundo a FGV, a aceleração do IPC-S foi influenciada principalmente pela alta de alimentos e pela menor intensidade de queda em alguns grupos. Além de Alimentação, avançaram Transportes, de -0,71% para -0,61%, Comunicação, de 0,09% para 0,14%, Educação, Leitura e Recreação, de 0,20% para 0,25%, e Saúde e Cuidados Pessoais, de 0,47% para 0,49%.

Na direção oposta, perderam força Habitação, de 1,18% para 1,00%, Vestuário, de 0,99% para 0,78%, e Despesas Diversas, de 1,38% para 1,30%.

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Entre as maiores pressões de alta, a FGV destacou batata-inglesa, cuja variação passou de 45,17% para 47,60%, tomate, de 15,42% para 17,17%, tarifa de eletricidade residencial, de 4,00% para 3,07%, serviços bancários, de 2,35% para 2,11%, e condomínio residencial, de 1,73% para 1,47%.

Já os principais alívios vieram de gasolina, de -2,01% para -1,98%, etanol, de -6,90% para -7,02%, café em pó, de -3,29% para -3,42%, tarifa de ônibus urbano, de -0,93% para -0,91%, e aparelho telefônico celular, de -1,05% para -1,13%.

Para o setor agropecuário, a leitura mostra continuidade da pressão em alimentos in natura, com destaque para hortaliças e tubérculos, enquanto combustíveis seguem em queda no varejo. O material divulgado não detalha recortes regionais nem a participação individual de cada item no índice geral.

O resultado da primeira quadrissemana de junho indica que alimentos seguem como componente central da inflação ao consumidor no curto prazo. Novas leituras da FGV serão necessárias para confirmar se a pressão observada em produtos como batata-inglesa e tomate terá continuidade ao longo do mês.

Fonte: Estadão Conteúdo

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A engrenagem do privilégio: como a elite política blinda o próprio poder


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O sentimento de que o Brasil está condenado a patinar no mesmo lugar não é apenas uma percepção política. É uma conclusão que encontra respaldo nas regras de financiamento eleitoral e nas sucessivas mudanças legislativas aprovadas ao longo dos últimos anos.

Enquanto o cidadão comum enfrenta uma estrutura tributária complexa, multas elevadas e pouca margem para erros, a classe política construiu mecanismos que reduzem seus próprios riscos e ampliam suas vantagens competitivas.

Quem já está no poder recebe mais recursos para continuar no poder

O Fundo Eleitoral de R$ 4,96 bilhões é um dos exemplos mais visíveis dessa dinâmica. Como a maior parte dos recursos públicos é distribuída de acordo com o tamanho das bancadas já eleitas, os maiores partidos entram na disputa com ampla vantagem financeira decorrente dos critérios atuais de distribuição.

Na prática, o modelo concentra recursos, fortalece estruturas já consolidadas e dificulta o surgimento de novas lideranças. A renovação política deixa de depender apenas da qualidade das propostas e passa a enfrentar uma barreira financeira significativa.

Mas o Fundo Eleitoral é apenas uma parte da engrenagem.

Ao longo de todo o ano, os partidos também recebem recursos do Fundo Partidário, que supera R$ 1 bilhão por ano e financia a manutenção permanente de suas estruturas políticas.

Somam-se a isso o tempo gratuito de rádio e televisão custeado indiretamente pelo contribuinte, os gabinetes parlamentares, assessorias, verbas de funcionamento, passagens, estruturas administrativas e o crescente volume de recursos movimentados por meio das emendas parlamentares.

O resultado é um sistema que não financia apenas eleições. Ele financia a manutenção contínua da própria estrutura política.

A renovação política torna-se mais difícil quando a disputa começa desigual

Os defensores desse modelo argumentam que esse é o custo da democracia. E, de fato, toda democracia possui custos institucionais.

A questão central, porém, é outra: qual é a relação entre o custo e a entrega?

O Brasil destina bilhões de reais todos os anos para financiar partidos, campanhas e estruturas políticas permanentes. Em contrapartida, a população continua convivendo com serviços públicos deficientes, baixa eficiência administrativa, crescimento econômico insuficiente e uma percepção crescente de distanciamento entre representantes e representados.

A pergunta que muitos brasileiros fazem não é quanto custa a democracia.

A pergunta é se o resultado entregue está à altura da conta apresentada.

As regras parecem rígidas para o cidadão e flexíveis para quem as escreve

O mesmo fenômeno pode ser observado nas sucessivas mudanças das regras eleitorais. A chamada “PEC da Anistia” e outras iniciativas semelhantes aliviaram punições e ampliaram condições de renegociação para partidos políticos.

Enquanto empresas e cidadãos enfrentam cobranças rigorosas quando descumprem obrigações legais, partidos conseguem negociar multas, parcelar débitos por longos períodos e obter condições que dificilmente seriam oferecidas ao contribuinte comum.

Isso produz uma sensação de assimetria institucional. Para quem está fora da política, as regras costumam ser rígidas. Para quem participa diretamente da elaboração dessas regras, elas frequentemente se mostram mais flexíveis.

Ao mesmo tempo, a política também mudou de linguagem. A disputa por ideias e projetos de longo prazo passou a conviver com uma competição permanente por atenção nas redes sociais.

O incentivo deixou de ser apenas convencer o eleitor. Em muitos casos, tornou-se necessário produzir conteúdo capaz de gerar engajamento instantâneo. O vídeo viral, a polêmica do dia e a frase de efeito passaram a ocupar espaço crescente no debate público.

O problema é que a lógica do algoritmo recompensa a visibilidade imediata, não necessariamente a qualidade das propostas.

Quando os incentivos favorecem a permanência, a mudança deixa de ser prioridade

O resultado é um sistema que produz fortes incentivos para sua própria preservação. Recursos concentrados, regras frequentemente ajustadas pelos próprios beneficiários e uma comunicação cada vez mais orientada pela busca de atenção formam uma engrenagem difícil de romper.

Não se trata de afirmar que não existam políticos sérios ou projetos legítimos. Eles existem e são indispensáveis para qualquer democracia.

Trata-se de reconhecer que os mecanismos atuais favorecem quem já ocupa espaço dentro da estrutura e tornam a renovação mais difícil do que deveria ser.

Enquanto a chave do cofre público e a caneta das leis permanecerem sob controle daqueles que participam diretamente desse arranjo, a discussão sobre renovação política continuará esbarrando em uma pergunta simples:

Quem fiscaliza, de fato, os interesses de quem escreve as próprias regras?

O debate sobre a democracia não deve se limitar ao seu custo, mas também à qualidade dos resultados que ela entrega.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Sociedade Rural Brasileira cobra esclarecimentos sobre veto da UE à carne brasileira


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) afirmou neste domingo (7) que é necessário esclarecer por que o Brasil foi retirado da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para a União Europeia (UE) a partir de setembro de 2026. Em nota, a entidade defendeu uma análise detalhada do processo de adequação às regras europeias para identificar falhas e evitar novos entraves ao acesso de mercados internacionais.

Segundo a SRB, o episódio deve ser examinado com foco técnico e regulatório, sem direcionar a discussão à busca por responsáveis. A avaliação da entidade é que o ponto central está em compreender por que o Brasil não concluiu, dentro do prazo previsto, o atendimento integral às exigências estabelecidas pelo bloco europeu.

A restrição está relacionada a um regulamento aprovado pela UE em 2019 e complementado em 2023. A norma exige dos países exportadores a comprovação de equivalência regulatória nas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. De acordo com o conteúdo divulgado, o prazo de adequação sempre esteve fixado para setembro de 2026.

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Na nota, a SRB afirmou que o país reúne condições técnicas para atender a essas exigências. A entidade citou o histórico do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal e os mecanismos de autocontrole do setor privado como instrumentos que ampliaram a eficiência e a transparência da fiscalização. No caso da pecuária bovina, mencionou ainda a experiência do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov), usado para rastreabilidade em mercados que exigem esse tipo de controle.

Para a organização, as adaptações adicionais requeridas pela UE eram tecnicamente viáveis. Por isso, considera necessário identificar quais etapas não avançaram no cronograma previsto. A entidade também avaliou que o caso deve servir para aperfeiçoar procedimentos e reforçar a capacidade brasileira de responder a exigências regulatórias mais rigorosas no comércio internacional.

Até o momento, o conteúdo disponível não detalha o volume potencialmente afetado nas exportações nem apresenta manifestação técnica adicional das autoridades brasileiras sobre os pontos específicos pendentes.

O caso passa a exigir acompanhamento das tratativas regulatórias entre Brasil e União Europeia, sobretudo nas exigências sanitárias e de equivalência normativa. Sem informação oficial complementar sobre prazos, medidas corretivas e escopo exato da restrição, não é possível projetar, neste momento, o alcance comercial efetivo da decisão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Área de cevada deve cair mais de 30% no RS



El Niño preocupa produtores de cevada gaúchos



Foto: Pixabay

A área cultivada com cevada no Rio Grande do Sul deverá apresentar redução superior a 30% na safra de 2026, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. A implantação da cultura está em fase inicial, enquanto produtores avaliam os riscos climáticos previstos para o próximo ciclo.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a retração na área plantada está relacionada principalmente à maior percepção de risco associada à possível atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera. O cenário tem reduzido o interesse dos agricultores pela cultura, mesmo com a oferta de contratos de integração por parte da indústria cervejeira.

Apesar da perspectiva de diminuição da área cultivada, as lavouras já implantadas apresentam bom desenvolvimento. Conforme a entidade, as condições iniciais são consideradas satisfatórias, com adequada emergência das plantas e crescimento vegetativo dentro do esperado para o período.

A área total destinada à cevada em 2026 ainda está sendo levantada pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Estado cultivou 32.010 hectares, alcançando produtividade média de 3.622 quilos por hectare.

Na região administrativa de Erechim, principal polo produtor da cultura no Rio Grande do Sul, a previsão é de que a área cultivada fique abaixo de 6 mil hectares em 2026. O volume representa uma redução superior a 35% em comparação com a safra anterior e reforça a tendência estadual de retração diante das incertezas climáticas para o ciclo produtivo.

No mercado, a cevada destinada à indústria de malte está sendo comercializada, em média, por R$ 80,00 a saca de 60 quilos na região de Erechim, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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União Europeia confirma veto a carnes e produtos de origem animal do Brasil


União Europeia confirma veto a carnes e produtos de origem animal do Brasil

A União Europeia (UE) confirmou na sexta-feira (5) o veto à importação de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil a partir de 3 de setembro de 2026. A decisão foi publicada em documento assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e atinge bovinos, equídeos, aves, aquicultura, mel e tripas. O bloco afirma não ter recebido garantias suficientes de que o país cumpre as exigências sanitárias previstas no regulamento europeu sobre antimicrobianos.

Segundo o texto publicado no Jornal Oficial da União Europeia, o Brasil não apresentou informações que assegurem a implementação de medidas necessárias para atender ao artigo 3º do Regulamento Delegado (UE) 2023/905. Por isso, essas categorias foram retiradas da lista de países e produtos autorizados a exportar ao bloco.

Em maio, a UE já havia excluído o Brasil da relação de países aptos a embarcar esses produtos. A exigência central é que o país comprove capacidade de assegurar que as proteínas exportadas não foram produzidas com o uso de antimicrobianos vetados pela legislação europeia, incluindo antibióticos utilizados como promotores de crescimento.

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De acordo com o conteúdo informado, as exigências envolvem segregação da produção, protocolos privados de controle e fiscalização oficial. Na prática, produtores e indústria precisam comprovar a não utilização dos produtos especificados, enquanto o poder público deve garantir rastreabilidade e verificação do cumprimento das normas.

O Brasil exporta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas para a UE. O dado indica relevância comercial da medida para cadeias como bovinocultura, avicultura, aquicultura e segmentos industriais ligados ao processamento de produtos de origem animal.

No fim de maio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou informações adicionais ao bloco e realizou reunião técnica com a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DG Santé), segundo apuração do Estadão. Parte da documentação foi entregue, e outra remessa ainda estava em preparação, sem prazo informado. Procurados, o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) não haviam se manifestado até a publicação do texto.

O caso mantém a pauta sanitária no centro das negociações entre Brasil e UE. Sem manifestação oficial brasileira até o momento e sem prazo divulgado para eventual revisão da decisão, o cenário depende do envio de garantias técnicas aceitas pelo bloco europeu sobre fiscalização e conformidade no uso de antimicrobianos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Semana começa com ciclone e chuva forte em algumas regiões do país


Imagens geradas por IA para o Canal Rural

A formação de um ciclone extratropical no oceano, associada a uma área de baixa pressão e a um cavado meteorológico em médios níveis da atmosfera, muda o tempo no Sul do Brasil nesta segunda-feira (8).

O sistema favorece o retorno da chuva ao Rio Grande do Sul e espalha instabilidades também por Santa Catarina e Paraná, com risco de temporais, rajadas de vento e eventual queda de granizo em algumas áreas.

Enquanto o Sul concentra as condições mais severas, o restante do país segue com contrastes típicos desta época do ano: tempo firme e seco em parte do Sudeste e Centro-Oeste, chuva persistente no litoral do Nordeste e pancadas típicas de calor na Região Norte.

Sul

O Rio Grande do Sul será o estado mais impactado pelas instabilidades. A chuva ganha força desde as primeiras horas do dia nas regiões oeste, sudoeste, sul, Campanha, centro-sul, Vales, Costa Doce e litoral gaúcho.

As pancadas podem ocorrer com moderada a forte intensidade, acompanhadas por ventos mais intensos e risco de temporais isolados. Há possibilidade de chuva volumosa e eventual queda de granizo, principalmente em áreas do interior, Missões, Oeste e centro do estado.

Ao longo da tarde e da noite, as instabilidades avançam para a metade norte do Rio Grande do Sul e também alcançam o oeste e interior de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná.

Com o aumento da nebulosidade e da chuva, as temperaturas ficam mais agradáveis em grande parte da Região Sul. Apenas o extremo norte paranaense deve registrar calor mais intenso.

Sudeste

O tempo permanece estável em praticamente toda a Região Sudeste. O sol aparece entre poucas nuvens em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, sem previsão de chuva significativa.

No litoral do Espírito Santo, a circulação marítima ainda favorece chuva fraca e passageira em alguns momentos do dia.

As temperaturas seguem mais amenas no centro-sul paulista, sul de Minas Gerais e em parte do Rio de Janeiro. Já no norte de São Paulo, Triângulo Mineiro e norte mineiro, o calor aumenta e a umidade relativa do ar continua baixa.

Na capital paulista, há chance de nevoeiro durante a madrugada. Ao longo do dia, o sol predomina entre poucas nuvens e a máxima pode chegar aos 25°C.

Centro-Oeste

A chuva volta a Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira por influência da baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai.

As instabilidades começam a se formar entre o fim da manhã e a tarde no extremo oeste, sul e sudoeste do estado, avançando gradualmente para outras áreas do sul sul-mato-grossense. As pancadas podem ocorrer com moderada a forte intensidade.

Em Mato Grosso, pancadas isoladas também podem atingir áreas do sudoeste, oeste e noroeste do estado por causa da combinação entre calor e umidade.

Nas demais áreas do Centro-Oeste, o tempo segue firme, com temperaturas elevadas e baixos índices de umidade relativa do ar, principalmente em Goiás e no interior de Mato Grosso.

Nordeste

A chuva continua concentrada na faixa litorânea do Nordeste. Entre o litoral do Rio Grande do Norte e Alagoas, a circulação marítima favorece pancadas fracas a moderadas, com possibilidade de chuva mais intensa em alguns momentos, especialmente no litoral pernambucano e no norte de Alagoas.

Na costa norte, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém condições para chuva no Maranhão, Piauí e Ceará. Em áreas do oeste e norte desses estados, as pancadas podem ganhar força ao longo do dia.

No interior nordestino, o tempo segue mais seco e quente, com destaque para a baixa umidade no oeste da Bahia e em áreas do centro-sul do Maranhão e do Piauí.

Norte

A região Norte continua sob influência do calor e da elevada umidade. O padrão favorece pancadas de chuva entre a tarde e a noite em Roraima, Amapá, Amazonas e grande parte do Pará.

Há risco de chuva moderada a forte e temporais isolados acompanhados de raios nessas áreas.

No Acre e no norte e oeste de Rondônia, a chuva ocorre de maneira mais fraca. Já em Tocantins e no sul e leste do Pará, o tempo permanece firme.

Mesmo com as pancadas, o calor segue predominando e o tempo continua abafado em grande parte da região.

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Dados sobre emprego nos EUA e dólar fazem perspectivas sobre juros mudarem


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o payroll forte nos EUA reprecificou o ciclo de juros global e derrubou o Ibovespa a 169 mil pontos, menor nível desde janeiro.

O dólar fechou a R$ 5,15 e a aposta majoritária para o Copom virou manutenção da Selic em 14,50%. Esta semana, CPI americano, decisão do BCE e IPCA doméstico podem confirmar o cenário ou virar o jogo.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Frente fria avança pelo Sul e mantém risco de temporais nesta segunda-feira


Frente fria deve levar chuva ao Rio Grande do Sul na próxima semana

A semana começa com avanço de uma frente fria sobre o Sul do Brasil e previsão de temporais nesta segunda-feira (8), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta abrange praticamente todo o Rio Grande do Sul, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre, além de áreas de Santa Catarina e do Paraná. Há previsão de chuva forte, rajadas de vento e possibilidade de granizo isolado.

De acordo com o Inmet, as instabilidades atingem cidades gaúchas como Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas e Uruguaiana. Na capital gaúcha, a previsão indica tempo encoberto ao longo da semana, com temperatura mínima de 14°C.

Em Santa Catarina, a chuva deve avançar ainda nesta segunda-feira (8) pelo oeste e interior do estado, alcançando municípios como Chapecó, Concórdia, Xanxerê e Lages. No Paraná, o maior risco se concentra no oeste, sudoeste e sul, com destaque para Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Pato Branco. Em Curitiba, a previsão também é de instabilidade, com temperatura máxima de 16°C.

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O órgão não informou, no conteúdo disponível, acumulados de chuva em milímetros por município ou região. Ainda assim, a combinação entre precipitação, vento e granizo exige atenção em áreas agrícolas e pecuárias, sobretudo em operações de campo, deslocamento de máquinas, manejo de animais e transporte de insumos e produção.

Além do Sul, o Inmet prevê perigo potencial de chuvas intensas para a manhã desta segunda-feira (8) em grande parte do Pará e do Amazonas, no Amapá e no sul de Roraima. No Sudeste, São Paulo deve registrar mínima de 9°C na terça-feira (9), enquanto Belo Horizonte pode ter 11°C. No Centro-Oeste, Brasília deve marcar 11°C nesta segunda-feira (8) e 13°C na terça-feira (9), com muitas nuvens entre quarta-feira (10) e sexta-feira (12).

O cenário indica continuidade da instabilidade no Sul ao longo da semana, com queda de temperatura em parte do país. Como o material disponível não detalha volumes de chuva nem duração dos eventos por microrregião, o monitoramento das atualizações do Inmet permanece como referência para o planejamento das atividades no campo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Estudo mostra avanço de bioinsumos no campo



Alguns bioinsumos comerciais apresentaram controle de até 80% do mofo branco


Alguns bioinsumos comerciais apresentaram controle de até 80% do mofo branco
Alguns bioinsumos comerciais apresentaram controle de até 80% do mofo branco – Foto: Divulgação

A adoção de bioinsumos agrícolas tem avançado no campo e ampliado o debate sobre sua eficácia no controle de pragas e doenças, além de seu potencial na promoção do crescimento das plantas. Segundo Gabriel Medina, professor da Universidade de Brasília, levantamentos de evidências científicas indicam resultados distintos conforme o tipo de produto, a cultura e o alvo biológico avaliado.

Entre os dados reunidos, alguns bioinsumos comerciais apresentaram controle de até 80% do mofo branco, causado por Sclerotinia sclerotiorum. O resultado indica desempenho relevante para uma doença considerada importante na agricultura, especialmente em sistemas produtivos mais suscetíveis ao patógeno. Já os produtos destinados ao controle de doenças foliares, como a mancha-alvo, provocada por Corynespora cassiicola, tiveram desempenho classificado como razoável, com eficácia de até 40%.

Apesar das diferenças entre os resultados, o levantamento aponta que as formulações de bioinsumos foliares vêm sendo aprimoradas a cada ano. Essa evolução abre espaço para ganhos futuros de eficiência, à medida que novos ajustes técnicos sejam incorporados aos produtos disponíveis no mercado.

Também foram identificadas evidências de eficácia para bioinseticidas e bionematicidas, reforçando o avanço desses insumos em diferentes frentes de manejo agrícola. O uso desses produtos se insere em um contexto de busca por alternativas complementares às estratégias convencionais de controle, com aplicação voltada tanto à sanidade das lavouras quanto ao desempenho das plantas.

Um ponto específico citado por Medina envolve a fixação foliar biológica de nitrogênio em milho. Embora exista produto registrado no Brasil com essa finalidade, artigo científico apontou que a cepa de Methylobacterium symbioticum usada comercialmente não possui o aparato genético completo da nitrogenase. Dessa forma, ela não realiza fixação biológica de nitrogênio, embora tenha efeito de promoção de crescimento.

O professor também destaca que Azospirillum brasilense é comercializado corretamente no Brasil como promotor de crescimento. O conjunto das informações mostra que os bioinsumos apresentam resultados promissores, mas com níveis variados de eficácia e necessidade de avaliação técnica conforme a finalidade de uso.

 





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