segunda-feira, julho 6, 2026

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Fenasoja terá fóruns sobre suinocultura, brucelose e tuberculose


A Fenasoja, que ocorre de 1º a 10 de maio em Santa Rosa, terá um dia dedicado à sanidade animal, com a realização de dois fóruns na quarta-feira (6/5): o 2º Fórum Estadual de Sanidade Suína, às 10h, e o 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina, às 14h. Os encontros são organizados pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) e pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa). 

Sanidade Suína

A segunda edição do Fórum Estadual de Sanidade Suína tratará da biosseguridade na suinocultura. A programação vai abordar estratégias de prevenção de doenças, redução de riscos sanitários, proteção dos rebanhos e fortalecimento das ações integradas entre o setor produtivo e o Serviço Veterinário Oficial. 

“O evento será um espaço de diálogo técnico e institucional, reunindo especialistas, gestores, produtores e representantes da cadeia suinícola para discutir desafios atuais e boas práticas voltadas à manutenção do status sanitário da suinocultura gaúcha”, detalha a fiscal estadual agropecuária Gabriela Cavagni, do Programa de Sanidade Suídea do Rio Grande do Sul. 

A realização do Fórum durante a Fenasoja amplia o alcance das discussões, fortalece a integração entre cadeias produtivas e valoriza a sanidade animal como tema estratégico dentro do contexto do agronegócio, facilitando a participação dos diferentes atores envolvidos na suinocultura. “Além disso, temos a localização estratégica da cidade de Santa Rosa, numa região que reúne municípios com as maiores populações suínas do estado”, complementa Gabriela.

Brucelose e Tuberculose Bovina

O 1º Fórum Estadual de Brucelose e Tuberculose Bovina vai discutir a importância da prevenção e do controle dessas enfermidades. A programação contará com palestras com experiência nas suas áreas, com a visão da Indústria de Laticínios, do produtor rural, do Fundo de Apoio – Fundesa, e do Serviço Veterinário Oficial Estadual.

“Santa Rosa está inserida numa das principais regiões produtoras de leite do estado, e sediar o Fórum na Fenasoja tem como finalidade de mobilizar e sensibilizar a cadeia de produção em relação ao tema”, explica a fiscal estadual agropecuária Ana Cláudia Groff, do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal da Seapi.





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Café despenca no fechamento e mercado reage à safra brasileira e alívio na…


Queda do petróleo e avanço da colheita no Brasil pressionam cotações e travam comercialização no campo

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O mercado futuro do café encerrou esta sexta-feira(17), com forte queda nas bolsas internacionais, refletindo mudanças importantes no cenário global e brasileiro.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica fechou em baixa acentuada. O contrato julho/26 encerrou cotado a 284,80 cents/lb, com queda de 560 pontos. O setembro/26 terminou em 273,50 cents/lb, com recuo de 385 pontos. Já o dezembro/26 fechou em 266,20 cents/lb, com baixa de 275 pontos.

Na ICE Europa, o robusta também registrou perdas expressivas. O contrato maio/26 encerrou em US$ 3.412 por tonelada, com baixa de 62 pontos. O julho/26 fechou em US$ 3.282 por tonelada, com recuo de 65 pontos. O setembro/26 terminou cotado a US$ 3.220 por tonelada, com queda de 58 pontos. O novembro/26 encerrou em US$ 3.158 por tonelada, com baixa de 62 pontos.

O movimento do dia foi influenciado por uma combinação de fatores. No cenário externo, a reabertura do Estreito de Ormuz provocou queda de cerca de 10% nos preços do petróleo, reduzindo custos logísticos e retirando suporte das commodities agrícolas. Além disso, o mercado passou a enxergar menor risco de restrição na oferta global, o que contribuiu para a pressão sobre os preços.

Do lado brasileiro, o avanço da safra ganha cada vez mais peso na formação das cotações. Com a colheita em andamento, cresce a expectativa de aumento da oferta no curto prazo, o que já vem sendo precificado pelas bolsas internacionais.

No entanto, no mercado interno, a reação não é automática. O ritmo de comercialização segue moderado, com produtores adotando postura cautelosa diante da volatilidade recente e dos níveis atuais de preços. A queda nas bolsas nem sempre se traduz na mesma intensidade no físico, especialmente neste momento de transição de safra.

Outro fator que permanece no radar é o câmbio, que continua influenciando diretamente a competitividade das exportações brasileiras. A combinação entre dólar mais fraco em alguns momentos e pressão externa contribui para um ambiente mais desafiador na formação de preços.

O fechamento desta sexta-feira reforça um cenário de ajuste no mercado de café. A redução das preocupações com a oferta global, somada à entrada da safra brasileira e à queda do petróleo, amplia a pressão sobre as cotações.

O momento exige atenção redobrada. A volatilidade segue elevada e o avanço da colheita, combinado com fatores externos, pode continuar influenciando o mercado nas próximas semanas, exigindo estratégia na hora de comercializar.
 





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Comitiva argentina reforça laços culturais e comerciais durante a Fenasoja 2026


A Fenasoja 2026 não é apenas uma vitrine de inovação, cultura e agronegócio — também se consolida como um importante espaço de integração internacional. Nesta edição histórica, que celebra os 60 anos da feira, Santa Rosa recebe a visita de uma comitiva argentina com o objetivo de fortalecer relações e ampliar conexões entre os países vizinhos.

A delegação participa da feira para conhecer a estrutura, acompanhar a programação e também divulgar a tradicional Festa do Imigrante, realizada na cidade de Oberá, na Argentina. A comitiva é composta por membros da comissão organizadora do evento, representantes da imprensa e autoridades locais, evidenciando o caráter institucional e cultural da visita.

Mais do que um intercâmbio simbólico, o encontro abre portas para oportunidades concretas. A aproximação contribui para o fortalecimento dos laços de irmandade entre os municípios, além de incentivar relações comerciais e parcerias regionais, especialmente no contexto do Mercosul.

Essa integração também se reflete em outros momentos importantes da programação. Representantes argentinos já confirmaram presença no Soy Summit, que ocorre no dia 30 de abril, ampliando o debate com uma perspectiva internacional e oportunizando discussões transfronteiriças sobre a cadeia produtiva da soja.

Outro destaque será a realização, no dia 8 de maio, às 8h30, da Audiência Pública da Comissão de Integração Fronteiriça do Parlamento do Mercosul (Parlasul), no espaço da Etnia Italiana. O encontro reunirá representantes do Brasil e da Argentina em um diálogo estratégico sobre temas essenciais para o desenvolvimento das regiões de fronteira.

Essa conexão internacional não é recente. Segundo a Assessoria de Relações Internacionais, trata-se de uma parceria construída ao longo de mais de duas décadas, com atuação direta da comissão do Mercosul na promoção e manutenção desse relacionamento entre Santa Rosa e cidades argentinas.

A proximidade com o país vizinho também reforça o protagonismo de Santa Rosa no cenário regional. Hoje, o município é visto como referência, tanto pela sua organização quanto pelo desenvolvimento econômico e cultural, sendo inspiração para cidades da Argentina.

Para as próximas edições da feira, a tendência é de continuidade desse vínculo já consolidado. Mais do que expandir, o foco está em manter e fortalecer uma parceria que, ao longo dos anos, tem gerado resultados positivos para ambos os lados.

A Fenasoja 2026 celebra seus 60 anos com uma edição histórica, que acontece de 1º a 10 de maio no Parque de Exposições, em Santa Rosa, com entrada gratuita para o público.





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Safrinha perde força em estados-chave



A equipe técnica da consultoria esteve em dois estados


A equipe técnica da consultoria esteve em dois estados
A equipe técnica da consultoria esteve em dois estados – Foto: Nadia Borges

A irregularidade das chuvas em abril reduziu o potencial produtivo do milho safrinha em parte das principais regiões produtoras do país, embora o quadro geral ainda não indique perdas severas. Segundo avaliação preliminar da Veeries, baseada em visitas de campo, dados de satélite e informações regionais, as lavouras do Paraná e de Mato Grosso do Sul sentiram os efeitos de um período de pouca umidade em fases consideradas críticas do desenvolvimento.

A equipe técnica da consultoria esteve nos dois estados na semana passada para uma leitura antecipada das condições das lavouras. Os primeiros dados indicam que algumas áreas foram afetadas, o que diminui as chances de a safrinha superar o desempenho do ciclo anterior, 2024/25. Em determinadas regiões, os resultados podem ficar ligeiramente abaixo dos observados na temporada passada.

Apesar disso, a avaliação não aponta um cenário ruim. A leitura é de uma safra sem surpresa positiva nos dois estados, mas ainda com desempenho dentro de uma faixa considerada razoável. No restante do país, as condições são melhores em parte importante de Mato Grosso, especialmente no Médio-Norte, Norte e Oeste, onde dados de satélite e relatos de campo mostram bom desenvolvimento das lavouras.

Por outro lado, a falta de chuva na segunda metade de abril comprometeu o potencial da safrinha no Sudeste e no Leste de Mato Grosso, além de áreas de Goiás e Minas Gerais. A Veeries informou que as estimativas serão ajustadas nos próximos roteiros de Crop Tour, alguns exclusivos e outros em parceria com tradings. O próximo levantamento está previsto para começar em 4 de maio, no Médio-Norte mato-grossense.

 





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Variedade Santa Rosa conectou o Brasil através da produção de soja


Marco histórico na expansão da soja enquanto produto comercial, a variedade Santa Rosa, conectou diferentes regiões do país e o Brasil ao mundo. Lançada em 1966, durante a 1ª Feira Nacional da Soja (Fenasoja), em Santa Rosa (RS), a cultivar é considerada a primeira soja genuinamente brasileira de importância comercial. Desde então importantes avanços científicos e tecnológicos foram registrados e, atualmente, o Brasil lidera a produção mundial de soja, com projeção de produção de 179,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo a Conab.

Inicialmente, o cultivo enfrentou dificuldades de adaptação, principalmente climáticas, sendo que até os anos 1960, havia uma dependência de cultivares importadas dos Estados Unidos. Como resposta a esses desafios, em 1966, ocorre o lançamento da cultivar Santa Rosa, durante a Fenasoja. Com isso, a cultivar e a feira, comemoram, em 2026, 60 anos de história.

Essa importância será reconhecida durante a feira deste ano, com a inauguração de um monumento em homenagem à cultivar. O ato ocorre no dia 4 de maio, às 17h, no Parque de Exposições de Santa Rosa, município oficialmente reconhecido como Berço Nacional da Soja.

Desde seu lançamento em 1966, outros avanços genéticos e resultados a campo foram observados. A ciência e a produtividade, com o surgimento de novas cultivares, permitiram um salto de 1000 quilos por hectare, para uma média de 4000 quilos por hectare, fazendo com que a cadeia da soja seja responsável por aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O caso da família Daltrozo é um exemplo da conexão e dos avanços iniciados com a cultivar e que depois passaram por avanços. Quando nos anos 1970, os irmãos Daltrozo – sendo eles Osvaldo, Wilson, Luiz Carlos e Darci – saíram de Cruz Alta, município gaúcho a 141 quilômetros de Santa Rosa, levando consigo as sementes que permitiram que a família se tornasse uma das pioneiras na produção de soja na região de Primavera do Leste, no Mato Grosso. Hoje, segundo Lucas Daltrozo, neto de Wilson, a família segue o legado de resiliência, que levou a cultivar Santa Rosa à região, e de outras pessoas que abriram fronteiras agrícolas e contribuíram para que o Brasil se tornasse o maior produtor de soja do mundo. Atualmente, seguem cultivando soja em Primavera do Leste, um dos principais municípios produtores do país.

A partir dos anos 1970, o avanço da pesquisa agropecuária no Brasil, com a criação da Embrapa, permitiu o surgimento de variedades de soja adaptadas ao clima de diferentes regiões. Isso abriu caminho para a expansão da cultura em diferentes regiões, oportunizando que famílias como a Daltrozo, por exemplo, ampliassem os horizontes agrícolas no Cerrado.

Com o tempo, novas cultivares trouxeram mais produtividade e resistência a doenças. Nos anos 1990, surgiram variedades mais resistentes a doenças, como o cancro-da-haste. Já nos anos 2000, os avanços permitiram que diferentes regiões adotassem a segunda safra, com melhores resultados.

A partir de 2010, as tecnologias avançaram ainda mais, com plantas resistentes a pragas e doenças. Hoje, as cultivares mais modernas combinam alta produtividade, estabilidade e adaptação a diferentes regiões do país.





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Emater/RS-Ascar apresenta estimativa da safra de soja e milho para a região de Santa Rosa


Santa Rosa, reconhecida como Berço Nacional da Soja, sedia nos próximos dez dias (1º a 10/05) a edição da Fenasoja que comemora os 60 anos do evento, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson. Integrando a programação da feira, foi realizado na manhã desta sexta-feira (1º/05) o ato que marca o Encerramento Nacional da Colheita da Soja, com a presença do vice-governador Gabriel Souza e diversas autoridades, oportunidade em que a Emater/RS-Ascar apresentou os dados relativos à segunda Estimativa da Safra 2025-2026 para a soja e o milho. Na região de Santa Rosa a colheita da soja já chegou a 77% do total cultivado, e no caso do milho esse percentual chega a 94%.

Os números, apresentados pelo presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, mostram que na estimativa atual a área de produção de soja na regional é de 784.008 hectares. A produtividade esperada atualmente é de 2.350 kg/ha, com expectativa de colher 1.842.419 toneladas. “A safra de verão da soja, um importante componente da agricultura regional, demonstra sensibilidade às condições climáticas. Os dados revelam um cenário desafiador”, destacou o presidente.

Os trabalhos de colheita já alcançaram 77% da área cultivada na região, como mostra o último Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (30/04). Outros 14% estão em maturação, 8% em enchimento de grãos e 1% em floração. Fatores como a distribuição das chuvas, manejo e tipo de solo influenciam na variabilidade produtiva, com registros que vão de 1.200 a 4.200 kg/ha até o momento. “É importante ressaltar a heterogeneidade regional, com variações significativas, especialmente em função da escassez de chuvas, que impacta diretamente o desempenho das lavouras”, observou Baldissera.

No milho a produção deve ser 66.822 toneladas maior do que fora previsto inicialmente. No plantio era esperada a colheita de 1.133.008 toneladas e agora a projeção é de 1.199.830 toneladas. A área também foi revisada para cima, tendo sido registrados 12.703 hectares a mais, quando comparados os 137.501 ha da primeira estimativa com os 150.204 ha de agora. A produtividade média indicada pela estimativa atual é de 7.988 kg/ha, menos 3,1% do que os 8.240 kg/ha iniciais. “O milho tem demonstrado maior estabilidade na produção, especialmente quando cultivado dentro da janela adequada e com práticas de manejo apropriadas”, afirmou.

A colheita do milho já foi concluída em 94% das áreas plantadas na região, restando pequenas parcelas em floração (1%), enchimento de grãos (4%) e maturação (1%). As chuvas ocorridas recentemente favoreceram o desenvolvimento das lavouras, e não há registros relevantes de pragas ou doenças. Porém, há preocupação com a possibilidade de geadas precoces interferirem na finalização do ciclo. “Há uma preocupação constante com os eventos climáticos, e a possibilidade de geadas precoces pode interferir na fase final das lavouras”, alertou o presidente.

No Estado a área plantada com soja, pela estimativa, é de 6.624.988 hectares, com produtividade de 2.871 kg/ha e produção de 19.017.426 toneladas. A área do milho estimada no RS é de 803.019 hectares, com produtividade de 7.424 kg/ha, que devem resultar em uma produção final de 5.961.639 toneladas do cereal.

“A redução na produção e seus impactos financeiros são notáveis, com perdas expressivas, o que reforça a necessidade de avaliar a vulnerabilidade climática e avançar em políticas públicas voltadas à irrigação, manejo e conservação do solo e da água”, concluiu Baldissera.





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Agrishow encerra edição com queda de 22% em negócios



Evento soma R$ 11,4 bi em intenções de negócios



Foto: Redação Agrishow

A Agrishow divulgou nesta sexta-feira (1º) o balanço final de sua 31ª edição, com R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios nos setores de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem. O resultado representa uma queda de 22% em relação ao ano anterior.

Ao longo dos cinco dias, o evento reuniu 197 mil visitantes, volume semelhante ao registrado na edição anterior. No último dia, feriado de 1º de maio, a organização antecipou a abertura dos portões para as 7h30 para atender à demanda de público.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, os números refletem o cenário atual do setor. Na quarta-feira (29), o presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, informou queda de 19,9% nas vendas internas de máquinas e equipamentos agrícolas no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. “Este cenário é decorrente da alta taxa de juros, variação cambial e preço desfavorável das commodities”, diz Estevão.

O presidente da Agrishow, João Marchesan, destacou a continuidade dos investimentos no setor apesar do momento. “A Agrishow demonstra, mais uma vez, a competência e resiliência dos agricultores e fabricantes de máquinas agrícolas do Brasil. Muito embora nós estejamos vivendo, há três anos, um mercado desfavorável, continuamos investindo no que há de melhor para a agricultura tropical no Brasil. E para tanto, acreditamos que este país e o futuro dele vem do agronegócio. E não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, afirma João Marchesan.





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Como o mercado de soja fechou o mês de abril? Ritmo lento dita negócios; saiba mais


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou o mês de abril com preços estáveis e baixo volume de negociações, refletindo um período de cautela por parte dos produtores. Ao longo do mês, as vendas foram pontuais, com foco no encerramento da colheita e na expectativa por condições mais favoráveis de comercialização.

Entre os principais fatores que influenciam a formação de preços, o cenário foi misto. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros apresentaram leve valorização, enquanto no Brasil o câmbio atuou de forma negativa, com a queda do dólar frente ao real pressionando os preços internos.

Preços no Brasil

No mercado físico, houve pequenas variações nas cotações. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00. Já em Cascavel (PR), o avanço foi de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Rondonópolis (MT) os preços passaram de R$ 108,00 para R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), a cotação saiu de R$ 130,00 para R$ 131,00.

Contratos futuros de soja

Os contratos futuros com vencimento em julho, os mais negociados em Chicago, acumularam alta de 0,75% no mês, sendo cotados a US$ 11,95 por bushel no dia 30. O suporte veio, principalmente, da valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio e de sinais de retomada na demanda norte-americana.

Soja em Chicago

No cenário internacional, o mercado acompanha expectativas envolvendo os Estados Unidos e a China, com possíveis acordos comerciais que possam impulsionar as exportações da oleaginosa. Ainda assim, o ambiente segue pressionado pela ampla oferta global, com destaque para a safra recorde brasileira, boa produção na Argentina e perspectivas positivas para o plantio americano.

Câmbio

Internamente, o câmbio segue como fator limitante. O dólar operou abaixo de R$ 5,00 no fim de abril, sendo cotado a R$ 4,997 no dia 30, acumulando queda de 3,5% no mês. A entrada de capital estrangeiro, atraído pelos juros elevados no Brasil, contribuiu para a valorização do real e impactou negativamente a competitividade das exportações.

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Mercado do milho foca na safrinha


Os preços do milho se mantiveram estáveis no mercado brasileiro na última semana de abril, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, referente ao período de 24 a 30 de abril. No Rio Grande do Sul, as principais praças seguiram com valores de R$ 57,00 por saca, enquanto nas demais regiões do país as cotações variaram entre R$ 52,00 e R$ 63,00.

Com o avanço da colheita da safra de verão, que atingiu 62% da área, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento, o mercado passa a concentrar atenção na segunda safra, cujo plantio já foi concluído. Nesse cenário, as condições climáticas têm gerado preocupação, com registro de tempo quente e seco em diferentes regiões produtoras, o que pode resultar em uma colheita inferior à do ciclo anterior.

No lado da demanda, o ritmo segue moderado. Consumidores têm priorizado o uso de estoques, o que reduz a pressão por novas compras. A expectativa de estoques de passagem mais elevados para o próximo ano também contribui para a postura cautelosa, com agentes aguardando possíveis recuos nos preços nas próximas semanas.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a safrinha apresentava, no fim de abril, 26,1% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 44,4% em floração, 29,2% em enchimento de grãos e 0,3% em maturação.

No comércio exterior, os embarques brasileiros registraram avanço no período. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, nos primeiros 16 dias úteis de abril, foram exportadas 443.081 toneladas de milho, com aumento de 210,5% na média diária em relação a abril do ano anterior. Apesar do crescimento no volume, o preço médio recuou 6,5%, passando de US$ 272,00 por tonelada em abril de 2025 para US$ 254,30 em abril de 2026.





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91ª Expozebu consagra 44 campeões em 12 raças zebuínas


Expozebu 2026 define grandes campeões de 12 raças zebuínas
Foto: Divulgação/ABCZ

A 91ª Expozebu definiu, na manhã deste sábado (2), os grandes campeões das principais raças zebuínas do país. Ao todo, 44 animais foram consagrados entre campeões e reservados, em um dos momentos mais aguardados da programação do evento, realizado em Uberaba (MG).

Os resultados abrangem raças de corte e leite, com destaque para nelore, gir, guzerá, brahman e tabapuã, entre outras. A avaliação leva em conta critérios como padrão racial, conformação, funcionalidade e características produtivas.

Destaques entre as principais raças

Na raça brahman, MS Terra Verde 1911 FIV foi eleita Grande Campeã, enquanto MR Assu 1737 levou o título entre os machos.

No nelore, principal raça de corte do país, Courchevel FIV CBA conquistou o título de Grande Campeã. Já Stallone FIV Sausalito foi o Grande Campeão.

Entre os animais de aptidão leiteira, o gir leiteiro teve como campeões Betina FIV Irmãos Chiari (fêmea) e Teórico FIV (macho). No guzerá, os títulos principais ficaram com Patna FIV El Giza e Oriente FIV LBN.

Seleção genética e diversidade

O indubrasil teve domínio de um único expositor, com todos os títulos principais conquistados por animais da Fazenda Induberaba.

Na raça tabapuã, Origem FIV TJG foi a Grande Campeã, e Getúlio FIV de Tabapuã venceu entre os machos.

Os julgamentos também premiaram animais das raças gir dupla aptidão, guzerá leiteiro, sindi, nelore mocho e nelore pelagens, reforçando a diversidade genética e o avanço da seleção no rebanho brasileiro.

Onde consultar os resultados

A lista completa dos campeões e dos julgamentos da 91ª Expozebu está disponível no site oficial do evento.

A feira é realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), com apoio de instituições públicas e privadas ligadas ao agronegócio.

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