segunda-feira, julho 6, 2026

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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento


ureia
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

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Produção de soja e milho no Paraná deve alcançar 39,1 milhões de toneladas


Deral projeta soja em 21,7 milhões de toneladas e milho em 21,3 milhões no Paraná

A produção de grãos no Paraná deve atingir 39,1 milhões de toneladas, segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

A soja tem estimativa de 21,7 milhões de toneladas, enquanto a área plantada chega a 5,75 milhões de hectares. O volume supera o ciclo anterior, mesmo com ajuste em relação ao mês passado.

“A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, teremos pequenos ajustes de área e de produção, principalmente do milho, por causa das condições de clima, mas não haverá grandes mudanças desses números que já estão postos”, disse Edmar Gervasio, analista do Deral.

“No caso da soja, as 21,7 milhões de toneladas já é uma pequena alta se a gente comparar ao ciclo anterior, mesmo com uma redução de área de plantio. Podemos considerar uma produção excelente”, acrescentou.

Milho mantém projeção

A primeira safra de milho foi encerrada com 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra tem estimativa de 17,4 milhões de toneladas, com área de 2,9 milhões de hectares.

A falta de chuva nas últimas semanas afetou o desenvolvimento das lavouras, mas a retomada das precipitações mantém a projeção de produção.

Batata e tomate

A batata da primeira safra foi colhida. A segunda safra tem 97% da área plantada e 33% colhida. A colheita deve seguir pelos próximos dois meses.

O tomate da primeira safra tem 85% da colheita concluída. Na segunda safra, 36% da área foi colhida e 14% ainda será semeada. “A qualidade dos tomates é em torno de 90% boa. E as áreas de plantio estão estáveis”, descreve Andrade.

Fruticultura e mercado

O boletim do Deral também apresenta dados da fruticultura. O kiwi registrou Valor Bruto de Produção de R$ 20,7 milhões, com destaque para municípios do Sul do estado.

O preço médio ao produtor em 2025 foi de R$ 11,89 por quilo, acima do registrado no ciclo anterior.

Proteínas animais

O Paraná mantém participação nas exportações de carne de frango. No primeiro trimestre de 2026, o estado exportou US$ 1,088 bilhão, com aumento de 7,7% em volume e 5% em faturamento.

A produção de ovos férteis para incubação chegou a 270,4 milhões de dúzias em 2025, alta de 5,5%.

Na pecuária leiteira, o cenário é de queda de margens devido à alta nos custos de nutrição e ao aumento das importações. A relação de troca com insumos, como milho e farelo de soja, impacta a atividade. Em março de 2025, com o litro do leite sendo comercializado a R$ 2,81, o produtor precisava de 27,7 litros para adquirir uma saca de milho (R$ 77,90), sinalizando maior custo de produção.

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AgroNewsPolítica & Agro

Consultoria vê risco em esperar alta forte da soja


O mercado de soja atravessa um momento de equilíbrio delicado, com forças de sustentação ligadas à demanda industrial e pressões vindas da ampla oferta física. Segundo análise da TF Agroeconômica, a recomendação de curto prazo ao produtor é aproveitar repiques para vender, evitando manter 100% da produção à espera de uma alta mais forte.

A leitura da consultoria indica que o mercado brasileiro segue lateralizado, com suporte próximo de R$ 120 por saca e resistência na faixa de R$ 123 a R$ 124. A alta recente perdeu força, e o cenário atual sugere risco de perda de oportunidade para quem posterga vendas esperando um rompimento mais consistente. Por isso, a estratégia indicada é negociar em lotes, de forma escalonada, principalmente quando os preços se aproximarem da região de resistência.

No mercado internacional, Chicago tenta retomar uma tendência de alta após romper o canal de baixa e lateralidade, mas ainda sem confirmação forte. O contrato julho trabalha com suporte ao redor de 1.160 cents por bushel e resistência entre 1.200 e 1.220 cents. A movimentação segue congestionada, refletindo um ambiente de transição, sem excesso de oferta global, mas com estoques confortáveis no curto prazo.

Entre os fatores positivos, a demanda por óleo de soja aparece como principal driver. O uso do óleo para biodiesel nos Estados Unidos atingiu o maior nível desde julho de 2025 e representa 44% da matriz de biocombustíveis, sustentando grão, farelo e óleo. As margens elevadas de esmagamento também dão suporte, com expectativa de forte processamento nos EUA e a melhor média mensal no Brasil desde agosto de 2024.

Do lado negativo, a safra brasileira acima de 180 milhões de toneladas limita altas mais agressivas. A queda dos prêmios na América do Sul pressiona o preço interno, enquanto o clima favorável nos EUA e na Argentina reduz riscos produtivos. A demanda chinesa, embora presente, segue moderada.

Para hedge, a orientação é avaliar travas em Chicago, dólar e prêmio. Entre os sinais de alerta estão queda do petróleo, aumento forte do plantio nos EUA, continuidade da pressão nos prêmios e redução no ritmo de compras da China. O resultado é um mercado lateral, com leve viés de baixa no Brasil, em que vender nas altas tende a ser mais prudente do que apostar em rompimento.

 





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Frente fria provoca temporais e chuva de até 100 mm em regiões do país, diz Inmet


A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que os maiores volumes de chuva no Brasil devem se concentrar entre os dias 4 e 11 de maio nas regiões Norte, Nordeste e Sul. Já a faixa central do país deve manter padrão de tempo seco ao longo da semana.

Norte

Na região Norte, Amazonas, Pará e Amapá concentram os maiores acumulados. Em pontos dessas áreas, a chuva pode ultrapassar 100 mm em sete dias.

Os maiores volumes são esperados no centro e sul do Amazonas, no sul do Amapá e em áreas do Pará, com destaque para o norte do arquipélago do Marajó e o sudoeste do estado.

Nas demais localidades da região, a chuva ocorre de forma mais irregular, com acumulados abaixo de 60 mm.

Nordeste

No Nordeste, o destaque é para o norte do Maranhão e do Piauí, além do litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Nessas áreas, os acumulados podem superar 80 mm ao longo da semana. Já nas demais faixas do litoral norte e leste, a previsão indica chuvas mais fracas, com volumes abaixo de 40 mm.

No interior da região, o tempo segue firme, sem previsão de chuva e com baixos índices de umidade.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a chuva deve ocorrer de forma irregular, com acumulados de até 40 mm no noroeste de Mato Grosso e no sul de Mato Grosso do Sul.

Nas demais áreas, incluindo Goiás e Distrito Federal, o predomínio será de tempo estável, com pouca chance de chuva ao longo da semana.

Sudeste

No Sudeste, a semana será marcada por tempo estável e pouca nebulosidade na maior parte dos estados.

Há possibilidade de chuvas fracas e isoladas apenas no sul de São Paulo e em áreas do litoral da região, com baixos acumulados.

Sul

Na região Sul, a passagem de uma frente fria deve provocar mudança no tempo, principalmente nos últimos dias da semana.

Há previsão de temporais, com chuva intensa, rajadas de vento, descargas elétricas e possibilidade de granizo.

Em Santa Catarina, os acumulados podem chegar a 80 mm em sete dias. No Rio Grande do Sul e no Paraná, os volumes não devem ultrapassar 60 mm, com exceção do extremo sul gaúcho, onde a chuva pode atingir até 100 mm.

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue sem tendência forte no curto prazo



A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques


A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques
A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques – Foto: Nadia Borges

O mercado de milho mantém comportamento indefinido, com sinais distintos entre as cotações internacionais e o ambiente doméstico. Segundo análise da TF Agroeconômica, Chicago segue lateralizado, com viés levemente altista, enquanto no Brasil a pressão de oferta ainda limita uma reação mais consistente dos preços.

Na CBOT, o contrato julho de 2026 trabalha dentro de uma faixa técnica entre 460 e 480 cents por bushel. O teste da resistência próxima de 480 cents é considerado um ponto decisivo. Um rompimento desse nível poderia abrir espaço para novas altas, enquanto uma falha tende a devolver o mercado ao movimento de consolidação. O suporte de curto prazo permanece ao redor de 460 cents por bushel, reforçando a leitura de um mercado sem tendência forte neste momento.

Entre os fatores de sustentação estão as chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que podem atrasar o plantio em três a quatro dias, a compra de cerca de 6 mil contratos por fundos e o risco de estresse hídrico em regiões importantes da safrinha brasileira. A queda dos estoques de etanol nos Estados Unidos, mesmo com produção levemente menor, também indica demanda ainda consistente. Além disso, riscos geopolíticos seguem adicionando prêmio ao mercado global de grãos.

No sentido contrário, a queda das primas FOB argentinas sinaliza maior agressividade exportadora, em um contexto de boa oferta na América do Sul. No Brasil, o avanço da colheita da safra de verão, estoques elevados em algumas regiões e maior presença de produtores nas vendas reforçam a pressão baixista. A demanda por etanol nos Estados Unidos tem leitura neutra a levemente negativa, diante da queda na produção.

A principal orientação da TF Agroeconômica para produtores é aproveitar repiques, especialmente em caso de rompimento da resistência em Chicago, para fixar preços. A consultoria recomenda evitar a retenção de grandes volumes, já que o risco predominante no Brasil ainda é de baixa, com a safrinha como principal fator de atenção. Para compradores e indústrias, as quedas podem abrir oportunidades, mas compras agressivas no topo do canal em Chicago exigem cautela.

 





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Com compradores retraídos, milho tem negociações limitadas


milho
Foto: Sandra Brito/Embrapa

O mercado do milho brasileiro segue com aquisições apenas pontuais nas principais regiões do país, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores ainda relatam que, compradores priorizam utilizar quantidades em estoque enquanto vendedores seguram parte das vendas, preocupados com a irregularidade do clima. Esses fatores tem travado as negociações.

As cotações do cereal em maior parte tem tido ajustes leves, apesar de ocorrer variações conforme a região:

  • São Paulo: valorização sustentada pela restrição de vendedores
  • Sul e Centro-Oeste: quedas nos preços foram registradas, impactados pelo avanço de colheita no Sul e os trabalhos de campo voltados para a soja no Centro-Oeste.

Apesar desse cenário, há pressão por parte dos produtores para avançar com as vendas nas próximas semanas, diante do progresso da colheita em algumas regiões.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Preço da soja se mantém no final de abril, aponta Cepea


Soja brasileira

As últimas semanas no mercado da soja foram marcadas por preços firmes. Apesar da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, as cotações se mantiveram sustentadas pela forte demanda, tanto no mercado interno quanto externo.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os conflitos no Oriente Médio e a valorização do petróleo tem reforçado essa constância no mercado. Com os preços do diesel em alta, a procura pelo biodiesel tem aumentado e consequentemente o interesse pelo óleo de soja também.

Em relação às lavouras, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a colheita atingiu 92,1% da área, com variações entre regiões. No Sul do país, o ritmo é mais lento: Santa Catarina registra 71% e o Rio Grande do Sul, 69%, ambos abaixo dos índices observados no ano passado.

Enquanto isso, no Matopiba o ritmo é heterogêneo e em Tocantis a colheita está próxima ao fim, com 98% da área colhida. Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior. No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025.

Colheita internacional

Na Argentina, chuvas tem atrapalhado a colheita, o que forçou uma pausa por período indeterminado na região.

Enquanto nos EUA, a chuva chegou como notícia boa e trouxe alívio, apesar de limitar as atividades. Mesmo dessa forma, a semeadura chegou a 23% da área projetada para a safra 2026/27, até 26 de abril, quantidade superior ao ano passado e da média dos últimos 5 anos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Feijão carioca sobe no fim de abril, mas média mensal fica abaixo de março


feijão-carioca
Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O mercado de feijão carioca teve comportamentos distintos ao longo de abril, segundo dados do indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgados nesta segunda-feira (4).

Na primeira quinzena, os preços recuaram com dificuldade de repasse ao varejo. Na segunda metade do mês, a menor oferta de lotes e a recomposição de estoques sustentaram alta nas principais praças.

Preços na última semana de abril

Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), o feijão carioca de notas 9 ou superior avançou 9,46% no Paraná, nas praças de Curitiba, Castro e Ponta Grossa.

Em Itapeva (SP), a alta foi de 8,87%, seguida por noroeste de Minas, com 7%, e Nordeste do Rio Grande do Sul, com 6,71%. Em Itapeva, a cotação chegou a R$ 395,43 por saca, o maior valor entre as regiões acompanhadas.

No caso do feijão carioca de notas 8 e 8,50, a reação foi mais intensa em parte das praças. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba registrou valorização de 23,87% no mesmo intervalo. Também houve alta em Sorriso (MT), de 7,85%, em Curitiba (PR), de 7,35%, em Itapeva (SP), de 6,49%, e no noroeste de Minas, de 6,18%.

Apesar da recuperação no fim do mês, a média de abril do carioca de maior qualidade ficou 2,84% abaixo da de março. Ainda assim, permaneceu 25,8% acima de abril de 2025 e acumula alta de 43,9% em 2026. Para os padrões 8 e 8,50, a média mensal caiu 2,2% ante março, mas segue 34,8% acima da de um ano antes, com avanço de 40,1% no ano.

Cenário distinto para o feijão preto

No feijão preto tipo 1, o movimento foi diferente. A média de abril recuou 8,03% frente a março, pressionada pela maior oferta e pela proximidade da nova colheita.

Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), houve altas pontuais de 2,28% em Itapeva (SP), 1,91% na Metade Sul do Paraná e 1% no Oeste Catarinense. Em Curitiba (PR), porém, houve queda de 1,01%, com liquidez moderada.

Os dados do Cepea/CNA indicam que o mercado do feijão carioca encerrou abril mais ajustado, com disputa por lotes de melhor qualidade e migração de demanda para padrões intermediários. Já no feijão preto, a expectativa de entrada da nova safra e a maior disponibilidade mantêm o mercado pressionado no curto prazo. O levantamento divulgado não informa porta-voz nominal das instituições.

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Friboi abre 62 vagas em programa de liderança com oportunidades em vários estados


Friboi, da JBS
Foto: JBS

A Friboi, da JBS, abriu inscrições para um programa de formação de lideranças nas áreas de produção e manutenção industrial. Ao todo, são 62 vagas distribuídas em unidades da empresa em diferentes estados do país.

No estado de São Paulo, há quatro oportunidades nas cidades de Lins e Barretos. Também há vagas na Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rondônia. As inscrições podem ser feitas até 22 de maio de 2026 no portal de carreiras da companhia.

O programa é voltado a profissionais com até dois anos de formação em nível superior. A jornada de desenvolvimento tem duração de 18 meses, sendo 12 meses de atuação prática e seis meses em regime de supervisão compartilhada. Ao final do ciclo, há possibilidade de efetivação em posições de liderança.

A capacitação segue o modelo 70-20-10, com foco em aprendizado prático. Nesse formato, 70% do desenvolvimento ocorre no dia a dia das operações, com atividades como job rotation; 20% envolve troca de experiências com equipes e lideranças; e 10% corresponde a treinamentos estruturados e workshops.

Para as vagas na área de produção, a empresa busca profissionais formados em cursos como Engenharia (Alimentos, Agronômica ou Produção), Zootecnia, Medicina Veterinária e Gestão Industrial. Já para manutenção, as oportunidades são voltadas a graduados em Engenharia Elétrica, Mecânica, Mecatrônica, Química, Automação ou áreas relacionadas à manutenção industrial.

Segundo o diretor de recursos humanos da Friboi, Wanderson Costa, o programa tem como objetivo preparar profissionais para assumir funções estratégicas dentro da empresa. “Buscamos desenvolver talentos com potencial de liderança, alinhados às demandas do setor e às transformações da indústria”, afirmou.

O processo seletivo inclui seis etapas, com testes, avaliações técnicas voltadas a desafios de produção e manutenção, além de entrevistas com comitês locais e corporativos.

O setor de proteína animal tem papel relevante na economia brasileira. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos indicam que a indústria de alimentos emprega cerca de 10,6 milhões de pessoas no país, o equivalente a 10,3% da força de trabalho.

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Novo Desenrola inclui renegociação de dívidas de produtores rurais


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (4) que o governo federal iniciará na terça-feira (5) uma mobilização de 90 dias para renegociação de dívidas da população por meio do Novo Desenrola. De acordo com o ministro, o Desenrola Famílias terá desconto médio de 65% e juros de até 1,99% ao mês. O anúncio foi feito durante o lançamento oficial do programa.

Segundo Durigan, o Novo Desenrola terá quatro linhas de renegociação: Desenrola Famílias, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), empresas e dívidas rurais voltadas à agricultura familiar. O programa é destinado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos.

No caso das famílias, a renegociação abrange dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos. Conforme o Ministério da Fazenda, os débitos renegociados poderão ser pagos em até quatro anos.

O ministro detalhou ainda que dívidas de cartão de crédito e cheque especial terão desconto mínimo de 40% para atrasos entre 90 e 120 dias. Esse abatimento pode chegar a 90% quando a dívida tiver maturidade entre um e dois anos. A lógica apresentada pelo governo é ajustar passivos considerados de difícil pagamento a condições mais compatíveis com a renda do devedor.

Outro ponto anunciado foi o bloqueio do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de quem aderir ao programa para uso em apostas on-line por 12 meses. Segundo Durigan, a medida busca restringir novas despesas em bets durante o período de reorganização financeira.

Na prática, o programa combina redução de principal, limitação de juros e parcelamento mais longo. O efeito esperado pelo governo é ampliar a capacidade de quitação e permitir a regularização cadastral de consumidores inadimplentes. Não foram detalhados, no lançamento, números de público potencial por linha nem o volume total estimado de dívidas a ser renegociado.

A execução do Novo Desenrola começará nesta terça-feira (5), com foco inicial na adesão dos devedores e na operacionalização das quatro frentes anunciadas. O alcance efetivo do programa dependerá da participação das instituições credoras e da demanda dos beneficiários ao longo dos 90 dias de mobilização.

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