domingo, julho 5, 2026

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Michelin lança pneus agrícolas em meio a debate acalorado sobre dumping no Brasil


pneus agrícolas Michelin
Participação da Michelin na 31ª Agrishow. Foto: Divulgação

A Michelin apresentou dois novos pneus na 31ª Agrishow, o Michelin X Works Z2 e o Works D2, desenvolvidos para aplicações de uso misto e condições severas, mas também se posicionou sobre um tema que tem gerado debates acalorados no setor: o aumento da importação de produtos indianos.

O assunto ganhou mais um capítulo no último dia 15, quando a Circular nº 30, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), não adotou o pedido de medida antidumping provisória movido pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), estendendo o prazo de investigação para até 18 meses.

A indústria nacional quer limitar a importação de pneus agrícolas da Índia, impondo uma tarifa antidumping, assim como já ocorre com o produto chinês que desembarca no Brasil, que, dependendo do modelo, sofre encargo de até US$ 3.028,62 por tonelada (veja mais detalhes na tabela abaixo).

pneus chineses
Foto: Reprodução

O pedido de antidumping da Anip considera o período de julho de 2019 a junho de 2024, intervalo em que o Brasil importou da Índia 43.105 toneladas de pneus agrícolas, o equivalente a 215,5 mil unidades, considerando que são produtos voltados, majoritariamente, para tratores pequenos e médios.

Isonomia concorrencial

O diretor comercial para pneus de carga, urbanos e longa distância da Michelin, Ruy Ferreira, ressalta que aproximadamente 50% dos pneus importados que chegam ao país desembarcam com preço FOB abaixo do custo da matéria-prima no Brasil. “Apenas este fator claramente já configura um dumping. O que queremos do governo é isonomia concorrencial.”

Ferreira pontua que se não for possível aumentar o imposto para a entrada do pneu importado, deve-se, ao menos, ser adotada isenção tributária na compra da matéria-prima para a indústria nacional.

“No primeiro trimestre deste ano, falando apenas de pneus de caminhões, o mercado se compôs de 70% de pneus importados e apenas 30% de nacionais, levando em consideração que a indústria de pneus é estratégica para o Brasil. Por trás dela há uma indústria de produção de seringueiras em que alguns produtores já pensam seriamente se mantém os seringais em pé ou transformam em outra cultura. Em dez anos, se as condições mudam, estaremos em uma situação de déficit [de matéria-prima]”, diz.

Em nota enviada à reportagem, a Anip destaca que as importações vêm se intensificando de forma significativa nos últimos anos, alcançando atualmente seus maiores níveis, com preços progressivamente menores, cenário que evidencia o agravamento de práticas de dumping.

Outro lado

A Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip) contesta a ação que visa impor tarifas antidumping aos pneus vindos da Índia. Procurado pela reportagem, o presidente da entidade, Ricardo Alípio da Costa, ressaltou que do ponto de vista técnico e jurídico, dizer que pneus que chegam ao Brasil com preço FOB abaixo do custo da matéria-prima nacional não é argumento adequado para caracterizar dumping.

“O comércio internacional funciona justamente com base em diferenças de custo entre países. Existem mercados com acesso a matérias-primas mais baratas, energia mais competitiva, maior escala de produção e, muitas vezes, cadeias produtivas integradas. Então é perfeitamente possível e legítimo que um produto importado chegue ao Brasil com preço inferior ao custo de produção local, sem que isso represente qualquer prática desleal”, destaca.

Para Costa, o ponto central da discussão é outro. “Dumping só existe quando há venda para exportação abaixo do valor praticado no próprio país de origem, e isso exige uma investigação técnica aprofundada. Não pode ser presumido a partir de uma comparação com o custo da indústria brasileira”, considera.

Segundo o presidente da Abidip, o pedido de investigação antidumping da Anip em relação ao produto indiano se limita a definir pneus agrícolas por tamanho ou código tarifário, desconsiderando a sua engenharia, aplicação, pressão de uso, velocidade e tipo de terreno.

“Quando esses parâmetros são ignorados, o antidumping deixa de cumprir sua função legítima de defesa comercial e passa a atuar como uma reserva artificial de mercado”, finaliza.

Novos pneus da Michelin

Os pneus Michelin X Works Z2 e Michelin X Works D2 foram desenvolvidos para operações relacionadas ao transporte de cana-de-açúcar, madeira, construção e ambientes abrasivos.

De acordo com a companhia, o modelo Work D2 proporciona até 25% mais quilometragem (em comparação ao modelo anterior), em terrenos agressivos. “Já no modelo Michelin X Works Z2 é possível chegar a 10% mais de quilometragem. O acréscimo de até 800 kg de carga por eixo geminado, em ambas as ofertas, também é uma evolução”, destaca a Michelin.

Outro diferencial é o design em V dos sulcos, no modelo Works D2, e a tecnologia
Redan, no Works Z2, atributos que geram menor retenção de pedras e perfurações, preservando a carcaça.

Durante a 31ª Agrishow, a empresa também mostrou que o Michelin AXIOBIB 2, pneu agrícola premium específico para tratores de alta potência, passa agora a ser fabricado no Brasil.

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Produção de morango cresce no Brasil, mas clima e pulgão-da-raiz desafiam safra


Morango
Morango. Foto: Cristina Tordin/Embrapa

A cultura do morango no Brasil mantém trajetória de crescimento em 2026, com produção nacional estimada em cerca de 200 mil toneladas, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O avanço de 2,6%, na comparação com o ano passado, reflete ganhos contínuos de produtividade e maior tecnificação, especialmente em polos tradicionais como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Apesar desse cenário positivo, o cultivo ainda enfrenta desafios relevantes, sobretudo relacionados às condições climáticas. Episódios de calor fora de época têm impactado o desenvolvimento das lavouras e o calendário produtivo.

De forma geral, o plantio do morangueiro em parte das regiões produtivas do Brasil ocorre entre meados de abril e o fim de maio, período considerado ideal para garantir bom enraizamento e desenvolvimento das plantas. Alterações nesse padrão, provocadas pelo clima, podem comprometer o desempenho da safra.

Pulgão-da-raiz

Neste contexto, mesmo com a evolução tecnológica e produtiva, o manejo fitossanitário segue como ponto crítico para a sustentabilidade da cultura. Entre as principais ameaças está o pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale), considerado uma praga de difícil controle por atuar de forma subterrânea e frequentemente ser diagnosticada de forma tardia.

O inseto suga a seiva das raízes, provocando amarelamento, redução do vigor e paralisação do crescimento das plantas, podendo levá-las à morte em casos mais severos. A infestação tende a ser mais agressiva em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico.

Ameaça e controle

A população do inseto é composta predominantemente por fêmeas e, tanto as formas jovens quanto adultas, alimentam-se continuamente, removendo fluidos das plantas e injetando toxinas, o que intensifica os danos ao sistema radicular e compromete o desenvolvimento da plantação.

O gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, reforça que, além dos prejuízos causados pela sucção da seiva, o pulgão-da-raiz também atua como vetor do vírus conhecido como mosqueado-do-morangueiro, ampliando significativamente as perdas na produção.

“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação. O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita”, explica o profissional.

Como ressalta Kagi, o avanço da cultura do morango no Brasil está diretamente ligado à adoção de boas práticas de manejo, por isso é essencial que o produtor esteja atento ao uso correto e seguro de defensivos.

“O crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”, conclui.

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Acordo entre Mercosul e União Europeia deve impulsionar exportações do agro brasileiro


A entrada em vigor das regras comerciais do acordo entre Mercosul e União Europeia deve trazer impactos significativos para as exportações do agro brasileiro. Especialistas afirmam que, embora os efeitos imediatos sejam pontuais, há um potencial de ganhos de competitividade em segmentos específicos.

Impacto das tarifas

De acordo com Bruno Capuzi, pesquisador do Insper, apenas uma pequena parcela das exportações brasileiras terá tarifas zeradas imediatamente. Atualmente, cerca de 70% das exportações para a União Europeia já não enfrentam tarifas de importação, devido à necessidade de produtos que não possuem oferta local suficiente.

  • Produtos como café verde e alguns itens de soja já estão isentos de tarifas.
  • Menos de 3% das exportações brasileiras terão tarifas zeradas a partir do dia 1º de setembro.
  • Esses produtos representam uma exportação estimada de cerca de 700 milhões de dólares até 2025.

Setores beneficiados

Os setores que devem sentir um ganho de competitividade imediato incluem:

  • Óleo essencial de laranja, com quase 40% das importações da União Europeia provenientes do Brasil.
  • Farinha de carne e ração para animais, com participação relevante nas importações europeias.
  • Produtos de origem florestal e óleos vegetais, como o óleo de milho.
  • Vinhos, com um terço das vendas brasileiras destinadas à União Europeia.

Perspectivas futuras

Embora o acordo não deva impactar grandemente a economia brasileira no curto prazo, a redução e eliminação tarifária para produtos específicos pode resultar em um aumento significativo nas margens para os produtores. A expectativa é que o acordo consolide a posição do Brasil nos mercados onde já atua, além de abrir novas oportunidades no futuro.

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Acordo Mercosul-União Europeia promete benefícios à agroindústria brasileira


A entrada em vigor do acordo provisório entre o Mercosul e a União Europeia marca um novo capítulo para a agroindústria brasileira, especialmente para produtos de alto valor agregado. O acordo promete reduzir tarifas e abrir mercados, beneficiando setores que antes enfrentavam barreiras comerciais.

Impactos positivos do acordo

O acordo traz benefícios significativos para a agropecuária brasileira, permitindo que produtos como frutas e café solúvel sejam exportados com tarifas reduzidas. Os principais impactos incluem:

  • Frutas como uva e mesa, que enfrentavam tarifas de 14%, agora têm tarifa zero.
  • O café solúvel também se beneficia com a eliminação de tarifas.
  • O acordo possibilita a exportação de farelo de soja e óleo, agregando valor aos produtos.

Oportunidades de mercado

Com a abertura do mercado europeu, a agroindústria brasileira poderá competir em igualdade com grandes concorrentes globais. O comentarista Miguel Daúd destaca que:

  • 95% dos produtos brasileiros estão liberados com taxa zero.
  • O mercado europeu pode se focar em produtos brasileiros de qualidade e competitivos.
  • O acordo poderá ajudar a combater a inflação no Brasil, oferecendo preços melhores.

Desafios e perspectivas

Apesar das oportunidades, o acordo também traz desafios, como a concorrência com produtos europeus. No entanto, a expectativa é que o Brasil consiga se destacar com produtos regionais de qualidade. O acompanhamento do desenvolvimento do acordo será crucial para entender seu impacto a longo prazo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Combustível marítimo recua após trégua



A reversão ocorreu após o anúncio de uma trégua mediada por Trump


A reversão ocorreu após o anúncio de uma trégua mediada por Trump
A reversão ocorreu após o anúncio de uma trégua mediada por Trump – Foto: Pixabay

Os preços do combustível marítimo voltaram a recuar após semanas de volatilidade, em movimento ligado à redução das tensões no Golfo Pérsico. Segundo a AMR Business Intelligence, a escalada começou após o início da guerra na região, em 28 de fevereiro de 2026, quando o mercado passou a incorporar riscos geopolíticos.

Antes do conflito, o combustível de baixo teor de enxofre era negociado a US$ 580 por tonelada métrica. Com o avanço da insegurança regional, o produto chegou a US$ 1.823 no início de abril. O combustível de alto teor de enxofre registrou alta e encostou em US$ 770 por tonelada métrica no fim de março.

A reversão ocorreu após o anúncio de uma trégua mediada por Trump. A pausa nos confrontos, prevista inicialmente para durar duas semanas, foi depois prorrogada por tempo indeterminado. O novo cenário esfriou tensões na região e teve efeito quase imediato sobre os preços, que começaram a devolver parte da alta acumulada.

Em 27 de abril, as cotações indicavam alívio para os custos logísticos. O combustível de baixo teor de enxofre havia recuado para US$ 1.116 por tonelada métrica, enquanto o produto de alto teor caiu para US$ 681. Apesar da queda, os valores ainda permaneciam acima dos níveis observados antes da guerra.

O movimento sinaliza resposta positiva do mercado à perspectiva de estabilidade prolongada no Golfo Pérsico. Depois da escalada provocada pela guerra, a trégua reduziu parte da incerteza e permitiu uma correção relevante nos preços. As informações foram divulgadas no perfil oficial da consultoria na rede social LinkedIn.

 





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Agrishow 2023: governo de SP entrega certificados do Selo Agro SP


A Agrishow 2023, realizada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, movimentou o setor agropecuário e registrou uma intenção de negócios 22% menor em relação ao ano anterior, totalizando aproximadamente R$ 4,4 bilhões em negociações. O evento contou com a presença de cerca de 197.000 visitantes e destacou a cautela dos produtores diante do cenário atual.

Entrega de certificados do Selo Agro SP

Durante a feira, o governo de São Paulo entregou novos certificados do Selo Agro SP, uma iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento que reconhece a qualidade, a origem e o cumprimento de normas sanitárias e técnicas dos produtos agropecuários do estado.

Certificações e categorias

  • Foram concedidos 10 selos a produtores paulistas em quatro categorias: artesanal, cafés, café campeão e propriedades livres de brucelose e tuberculose.
  • Cada selo possui legislação e processo de certificação específicos.
  • O Selo Agro SP já certificou 155 estabelecimentos desde sua criação em 2025.

Depoimentos de produtores

Produtores como Ademar, de Caconde, e uma empresária de Tabapuã destacaram a importância do selo para agregar valor e abrir mercados, além de fortalecer a agricultura familiar e as rotas turísticas que promovem a gastronomia no campo.

Impacto nas propriedades

O programa do Selo Agro SP tem um impacto significativo nas propriedades, permitindo que os produtores atinjam mercados formais e melhorem suas condições de venda. A regularização e a certificação são vistas como caminhos para transformar a vida dos agricultores.

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Acordo Mercosul-União Europeia entra em vigor e beneficia agro brasileiro


O acordo Mercosul-União Europeia, que entrou em vigor de forma provisória, cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e promete transformar as relações comerciais brasileiras, especialmente no setor agropecuário, que será um dos principais beneficiados.

Implementação gradual do acordo

O acordo, que levou 26 anos para ser assinado, terá sua implementação de forma gradual. A União Europeia se comprometeu a eliminar cerca de 95% das tarifas para produtos do Mercosul em até 10 anos, enquanto o Mercosul fará o mesmo para aproximadamente 91% dos produtos europeus em um prazo que pode chegar a 15 anos.

Benefícios imediatos para o agro brasileiro

No primeiro ano de vigência, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros exportados para a Europa terão tarifa zero. Entre os setores que se beneficiarão estão:

  • Frutas
  • Carnes
  • Café
  • Etanol
  • Açúcar
  • Soja

Reações e expectativas

A diretora de relações internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Suem Mouri, destacou que o acordo melhora a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu, embora as exigências sanitárias permaneçam inalteradas. A CNA continuará a apoiar os produtores na adaptação às novas condições de mercado.

Além disso, estima-se que o acordo deve injetar cerca de 7 bilhões de dólares no setor agropecuário brasileiro, ampliando o acesso dos produtos agrícolas ao mercado europeu.

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Conselho Nacional de Justiça lança manual para quantificar danos ambientais


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou um manual para quantificar danos ambientais complexos e padronizar decisões judiciais, buscando elevar o padrão de responsabilidade no setor. A iniciativa surge em um contexto de crescente preocupação com desastres ambientais e a necessidade de decisões mais técnicas e consistentes.

Objetivos do manual

  • Orientar juízes na pontificação de danos ambientais.
  • Propor métodos e comparações para decisões mais técnicas.
  • Tratar de impactos socioambientais de forma mais eficaz.

Críticas e considerações

Juristas criticam a utilização do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), argumentando que ele não deve impor uma decisão indenizatória automática, especialmente quando a recomposição vegetal é monitorável. O professor de direito ambiental, Pedro Prutini Mendes, destaca a importância de não transformar a responsabilidade ambiental em injustiça.

Aspectos jurídicos relevantes

  • As pretensões ambientais não prescrevem, segundo o STF.
  • A solidariedade na responsabilidade pela reparação dos danos deve ser tratada com cautela.
  • A hierarquia de reparação prioriza a recomposição no local ao invés da indenização.

O manual também enfatiza que a responsabilidade ambiental não deve ser vista como um atalho para resolver dificuldades de prova, evitando distorções econômicas, especialmente em cadeias complexas do agronegócio.

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Brasil é reconhecido entre os 100 melhores produtores de azeite do mundo


O Brasil foi classificado entre os 100 melhores produtores de azeite do mundo, um reconhecimento que se deve à alta qualidade do produto, ao frescor e às condições climáticas favoráveis ao cultivo de oliveiras. A produção nacional vive um momento promissor, com a expectativa de alcançar 1 milhão de litros em 2026, superando os 640 mil litros registrados em 2023.

Reconhecimento internacional

O azeite brasileiro tem conquistado prêmios em competições internacionais, como o concurso realizado em Córdoba, na Espanha. O produtor João Roberto da Costa, conhecido como Bob, destacou que o azeite Sabiá já recebeu 177 premiações internacionais, evidenciando a qualidade superior do produto brasileiro.

Práticas sustentáveis

A sustentabilidade é uma preocupação central na produção de azeite no Brasil. O pomar do Sabiá, localizado no Rio Grande do Sul, é 100% sustentável, utilizando energia solar e técnicas de reaproveitamento de água. Além disso, a produção adota práticas orgânicas, com 95% do manejo livre de produtos químicos.

Desafios e oportunidades

Apesar de representar menos de 1% do consumo nacional, o azeite brasileiro se destaca pela qualidade. O país é o segundo maior importador de azeite do mundo, com 99% dos produtos disponíveis no mercado sendo importados. A olivicultura no Brasil é uma atividade recente, iniciada em 2008, e enfrenta desafios climáticos que podem impactar a produção.

Mercado internacional

O azeite brasileiro tem se destacado em competições internacionais, como um recente concurso no Japão, onde o azeite Sabiá ficou em segundo lugar. Este reconhecimento reforça a posição do Brasil no mercado global de azeites de alta qualidade.

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Frente fria avança e aumenta risco de geadas no Sul do Brasil


Uma nova frente fria avança sobre a região Sul do Brasil, aumentando o risco de geadas na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense. Enquanto isso, o Centro-Oeste enfrenta temperaturas elevadas, com registros próximos a 35ºC em Cuiabá.

Risco de geadas no Sul

O avanço do ar frio traz a possibilidade de geadas nesta terça-feira, especialmente nas áreas montanhosas do Sul. As temperaturas devem cair significativamente, com mínimas previstas de 15ºC no Rio Grande do Sul e 20ºC em São Paulo.

Calor intenso no Centro-Oeste

Em contraste, o Centro-Oeste do Brasil experimenta um calor intenso, com temperaturas que podem alcançar até 35ºC em Cuiabá. A umidade relativa do ar está baixa, o que pode agravar a sensação de calor.

Previsão para os próximos dias

  • Nova frente fria deve avançar de sexta para sábado, trazendo chuvas e temporais para a região Sul.
  • Uma massa de ar polar mais intensa está prevista, podendo derrubar as temperaturas em toda a região.
  • Risco de geadas também é esperado em áreas de São Paulo, especialmente nas divisas com o Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

O clima deve se manter instável, com a expectativa de que as temperaturas subam gradativamente após a passagem da frente fria, mas com novos pulsos de ar frio previstos para o mês de maio.

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