domingo, julho 5, 2026

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Cooperativas de SC faturam R$ 105,7 bi em 2025, alta de 15,8%


Cooperativas de Santa Catarina faturam R$ 105,7 bilhões em 2025, diz Sistema Ocesc
Foto gerada por IA.

As cooperativas de Santa Catarina faturaram R$ 105,7 bilhões em 2025, avanço de 15,8% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sistema OCESC. Os dados foram divulgados em entrevista coletiva e teve como base levantamento realizado junto a 236 cooperativas do Estado. Em nota, representantes do Sistema OCESC destacaram que o ritmo de crescimento foi três vezes superior ao da alta de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período.

O desempenho também se refletiu nas sobras (equivalentes ao lucro no modelo cooperativista), que cresceram 30,8% e somaram R$ 7,3 bilhões. Os recursos serão destinados a investimentos, fundos estatutários e distribuição entre os associados.

Em 2025, mais de 370 mil pessoas ingressaram em cooperativas, elevando o total para 5,08 milhões de associados, o equivalente a 61% da população catarinense. “Somos o Estado mais cooperativista do Brasil”, afirmou o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta, durante a apresentação dos dados em Florianópolis, segundo a nota.

Crédito supera 4 milhões de associados

O ramo de crédito lidera em número de cooperados, com mais de 4 milhões de associados, seguido pelas cooperativas de infraestrutura (469 mil), consumo (467 mil) e agropecuária (84,9 mil). Ao todo, o sistema emprega diretamente 109,7 mil pessoas, após a criação de 7.301 vagas em 2025, um crescimento de 15,8% no quadro funcional.

A carga tributária também aumentou. As cooperativas recolheram R$ 4,4 bilhões em impostos sobre a receita bruta no ano passado, alta de 12,9% na comparação anual.

Agro lidera receitas e empregos

O ramo agropecuário manteve a liderança dentro do cooperativismo catarinense, respondendo por 60% das receitas totais e 62% dos empregos diretos. As 45 cooperativas do segmento somaram R$ 63 bilhões em faturamento, crescimento de 10%, e geraram mais de 4 mil novas vagas, totalizando 68 mil postos de trabalho.

No comércio exterior, as cooperativas agropecuárias exportaram US$ 2,18 bilhões, o equivalente a 17,9% das exportações do Estado e 38,9% dos embarques de aves e suínos. Entre os principais produtos estão cereais, proteínas animais, fertilizantes, lácteos e frutas. Os investimentos também seguem robustos. Em 2025, o setor aplicou R$ 1,34 bilhão em ampliação e modernização industrial. Para 2026, estão previstos aportes de R$ 1,53 bilhão.

O segmento de crédito registrou receitas de R$ 28,7 bilhões, alta de 36% em relação a 2024, mantendo-se como o segundo maior em faturamento. Já o ramo de saúde alcançou R$ 7,7 bilhões em receitas (+10%) e criou 800 empregos, totalizando 13,7 mil trabalhadores. As cooperativas de infraestrutura, focadas principalmente na distribuição de energia elétrica, somaram R$ 2,2 bilhões em receitas (+9%) e atendem cerca de 469 mil associados. Outros segmentos reuniram 475 mil cooperados e faturaram R$ 3,8 bilhões.

No acumulado de seis anos, as receitas do sistema cooperativista catarinense mais que dobraram, com alta de 126%, passando de R$ 46,8 bilhões em 2020 para R$ 105,7 bilhões em 2025. O desempenho reforça o papel do setor como um dos principais motores da economia estadual, especialmente nas cadeias do agronegócio, que respondem por cerca de 30% do PIB de Santa Catarina e 70% das exportações.

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Leilão de arroz é considerado um sucesso e Federarroz defende novo edital


leilão de arroz Conab
Foto: Paulo Rossi/ Divulgação

O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de arroz, realizado nesta terça-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), teve 103,405 mil toneladas comercializadas, dentro de uma oferta total de 350,785 mil toneladas.

O resultado do certame foi avaliado como positivo pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). A principal demanda ocorreu na Fronteira Oeste, que negociou integralmente o volume disponibilizado, de 57,505 mil toneladas.

Segundo a Conab, também foram vendidas 20,9 mil toneladas no lote que reuniu Campanha, Região Central e Planície Costeira Externa, além de 25 mil toneladas de Santa Catarina.

Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o leilão teve resultado favorável por contribuir para o escoamento.

“A leitura da Federarroz é que o leilão foi muito bom. A Fronteira Oeste vendeu todo o lote. Tivemos um excedente de oferta para a Campanha, Região Central e Litoral Norte, que não utilizaram todo o volume. Mas, no total, o leilão foi um sucesso”, considera.

Mercado estava estagnado

O dirigente reforça que a ação auxilia em um momento em que o mercado estava parado. “Vendemos mais de 100 mil toneladas, juntamente com as 25 mil toneladas de Santa Catarina, e isso vai ajudar no escoamento dessas regiões que são as maiores produtoras do Brasil em um momento em que o mercado estava bem estagnado”, afirmou.

A avaliação da entidade é de que o resultado confirmou a utilidade do Pepro, mas também mostrou a necessidade de ajustes na distribuição regional dos volumes. O entendimento é que parte da oferta que não teve aproveitamento em determinadas regiões poderia ser direcionada para áreas com maior procura pelo mecanismo.

Nunes reforça que a Federarroz espera a publicação de um novo edital para permitir esse remanejamento. “Esperamos ainda ter um segundo edital para que possamos repassar mais um volume que sobrou na região da Campanha, Região Central e Litoral Norte para a Fronteira Oeste”, destacou.

Segundo ele, a expectativa é de que no próximo edital a Zona Sul e Planície Costeira Interna devam participar do leilão devido ao andamento do mercado nas regiões.

O Pepro é um instrumento da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) utilizado para apoiar a comercialização em momentos de diferença entre o preço de mercado e o preço mínimo.

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Etanol tem a menor média de preços em quase dois anos, segundo Cepea


etanol
Foto: Freepik

Os preços do etanol hidratado registrados em abril, primeiro mês da safra 2026/27, atingiram as menores médias desde junho de 2024. O fator que mais influencia nesse recuo é o aumento de oferta, causado pelos avanços de moagem, acelerados pelo baixo volume de chuvas.

Pesquisadores do Cepea relatam que as quantidades do combustível negociadas com as usinas foram pontuais, em pequenos volumes. Além disso, distribuidoras estiveram ausentes das compras.

Apesar das adversidades, o etanol comercializado em São Paulo em abril teve aumento de 75,1% no comparativo mensal, e de 24,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

As incertezas acerca do setor preocupam agentes consultados pelo centro de estudos. Os baixos valores tanto do etanol, como do açúcar brasileiro tem colocado em alerta o desempenho da safra.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do boi cai em São Paulo


A Scot Consultoria informou, em análise divulgada nesta segunda-feira (4) no informativo “Tem Boi na Linha”, queda nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo a consultoria, o aumento da oferta contribuiu para a melhora das escalas de abate e pressionou os preços, com recuo de R$ 5,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 2,00 por arroba para a novilha, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis.

De acordo com a Scot Consultoria, as escalas de abate estavam, em média, em 10 dias, indicando maior conforto para a indústria frigorífica no curto prazo.

No mercado atacadista de carne com osso, a consultoria aponta que as vendas no varejo foram fracas na última semana de abril, o que reduziu os pedidos de reposição no atacado. A expectativa de aumento na demanda antes do feriado de 1º de maio não se confirmou, uma vez que o varejo ainda operava com estoques elevados.

Com isso, as cotações das carcaças casadas recuaram. Segundo a Scot Consultoria, a carcaça do boi capão registrou queda de 0,4%, equivalente a R$ 0,10 por quilo, enquanto a do boi inteiro caiu 2,1%, ou R$ 0,50 por quilo.

Entre as fêmeas, a carcaça da vaca teve recuo de 1,5%, ou R$ 0,35 por quilo, e a da novilha caiu 1,1%, equivalente a R$ 0,25 por quilo. Para os próximos dias, a expectativa da consultoria é de melhora nas vendas e maior firmeza nas cotações.

No segmento de proteínas alternativas, a Scot Consultoria destaca alta nos preços. A cotação do frango médio subiu 2,7%, ou R$ 0,18 por quilo, enquanto o suíno especial registrou valorização de 3,3%, equivalente a R$ 0,30 por quilo.

No mercado futuro, o contrato do boi gordo com vencimento em abril de 2026 foi liquidado no último dia útil do mês, na B3. Segundo o indicador da bolsa, a arroba foi cotada a R$ 356,15. Já o indicador do Cepea encerrou o período em R$ 358,16 por arroba, enquanto o indicador da Scot Consultoria ficou em R$ 361,38 por arroba.





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Colheita de soja da safra 2025/26 atinge 94,7%, aponta Conab


colheita soja Bahia
Colheita de soja. Foto: Agência Marca Studio Criativo

A colheita de soja safra 2025/26 no Brasil atingia, até a última sexta-feira (1), 94,7% da área semeada, avanço de 2,6 pontos porcentuais em comparação com a semana anterior.

No comparativo com igual período da safra 2024/25, quando 97,7% da área já havia sido retirada, os trabalhos estão atrasados em 3 pontos porcentuais. Já em relação à média dos últimos cinco anos, há leve atraso, ante 95,1%.

Os números foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

Entre os estados que semeiam soja, a colheita já foi concluída em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e em São Paulo. Paraná lidera os trabalhos de campo com 99% da área colhida. Na sequência, Piauí conta com 98% da área retirada e Bahia com 95%. Rio Grande do Sul, com o ciclo tardio da oleaginosa, tem 78% da área colhida.

Colheita do milho também avança

A colheita do milho verão 2025/26, por sua vez, atingia 66,7% da área no país, avanço de 4,7 pontos porcentuais em comparação com semana anterior, disse a Conab. Em igual intervalo da temporada passada, 73,3% da área já havia sido colhida. Os trabalhos atuais estão, portanto, atrasados em 6,6 pontos porcentuais.

Em relação à média dos últimos cinco anos, de 70,3%, também há atraso na colheita do cereal. São Paulo já concluiu a retirada do cereal do campo.

Entre os principais produtores, o Paraná alcançou 98% da colheita, Santa Catarina tem 99% da área colhida e o Rio Grande do Sul já retirou 94% do cereal das lavouras.

Arroz, feijão e safra de inverno

A Conab informou ainda que a colheita do arroz 2025/26 alcançava, até sexta-feira, 90,7% da área, avanço de 2,4 pontos porcentuais na comparação com a semana anterior. Em relação a igual período da safra 2024/25, os trabalhos de campo estão adiantados em 1,8 ponto porcentual.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 84,3%, os trabalhos de campo também estão adiantados. O principal produtor, o Rio Grande do Sul, colheu 93% da área.

Por fim, a colheita de feijão alcançava 91,8% da área plantada na última sexta-feira, avanço de 7,7 pontos porcentuais em uma semana.

Os trabalhos de campo estão 0,9 ponto porcentual adiantados em relação à temporada passada e 0,5 ponto porcentual atrás da média de cinco anos, de 92,3%. Apenas Piauí (68%) ainda conclui a colheita do grão.

Entre as culturas de inverno, a Conab informou que a safra de trigo começou a ser cultivada no País, com 9,9% da área semeada. Em comparação com a temporada passada, quando 13,1% da área estava semeada, há atraso de 3,2 pontos porcentuais, bem como ante a média de cinco anos.

Goiás (65%), Minas Gerais (80%), São Paulo (10%), Mato Grosso do Sul (30%) e Paraná (5%) já iniciaram o plantio do cereal.

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AgroNewsPolítica & Agro

Petróleo dispara após Irã negar passagem de navios dos EUA por Ormuz


A Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), a informação divulgada pelos Estados Unidos de que navios comerciais com bandeira norte-americana teriam atravessado o Estreito de Ormuz com escolta militar. “Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas, e as alegações das autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, informou o órgão, em comunicado. As informações foram divulgada pela Agência Brasil.

Horas antes, o Comando Central dos Estados Unidos havia afirmado que embarcações de guerra atravessaram o estreito acompanhando dois navios comerciais como parte de um plano anunciado pelo ex-presidente Donald Trump para restabelecer o fluxo comercial na região. “Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”, diz o comunicado.

Segundo as autoridades norte-americanas, a operação envolve navios de guerra com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares mobilizados no Oriente Médio. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou um mapa com uma nova área de controle marítimo sobre o estreito, indicando a criação de duas linhas de segurança que funcionariam como “novas fronteiras de controle”.

De acordo com as informações divulgadas pela Agência Brasil, em meio à divergência de versões sobre a navegação no Estreito de Ormuz, rota por onde circula parcela significativa do petróleo mundial, o preço do barril do petróleo Brent subiu 5% nesta segunda-feira, superando US$ 114.

Ao comentar o plano, Donald Trump afirmou que qualquer interferência no tráfego marítimo será respondida. “Essa interferência terá, infelizmente, de ser combatida com firmeza”, disse em rede social.

Autoridades iranianas sustentam que a reabertura do Estreito de Ormuz depende de negociação para encerrar o conflito na região, incluindo a frente no Líbano.

O major-general Ali Abdollahi orientou embarcações a evitarem a travessia sem coordenação com as forças iranianas. “a se absterem de qualquer tentativa de passar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação com as Forças Armadas [do Irã] estacionadas lá para não colocar em risco sua segurança”.

Há relatos de ataques a dois navios comerciais no estreito nas últimas 24 horas. A Marinha iraniana afirma ter impedido a passagem de embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel e diz ter atingido um navio de guerra norte-americano no Golfo de Omã. Os militares dos Estados Unidos negam qualquer dano.





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Cepea: preço do açúcar se mantém firme na última semana de abril


cubos de açúcar
Foto: Pixabay

O mercado do açúcar brasileiro ficou marcado por baixas expressivas no todo do mês de abril. Apesar disso, a última semana do período conseguiu manter os preços firmes.

Pesquisadores do Cepea relatam que a liquidez baixa tem influenciado no recuo das cotações, visto que compradores seguem afastados no aguardo de preços ainda melhores. Já os vendedores seguem resistentes às pressões de demanda.

Destaque também para a predominância de açúcares mais escuros nas negociações, reforçando que o ritmo da safra 2026/27 ainda não chegou em seu estado pleno, o que tem limitado a qualidade e a oferta da mercadoria.

Mercado Exterior

De acordo com o centro de pesquisas, as cotações na bolsa de Nova York apresentaram crescentes na semana passada, o que pode influenciar no mercado interno nos próximos dias.

Além disso, um fator importante que pode impactar a alta de preços internacionais é a valorização do petróleo, o que encarece os custos de energia em escala global. A alta do petróleo também deve influenciar o direcionamento da cana-de-açúcar brasileira para a produção de etanol, reduzindo a oferta do adoçante.

*Sob supervisão Beatriz Gunther

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Boi gordo inicia maio com mercado travado e queda pontual de preços


Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja
Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja

O mercado do boi gordo iniciou o mês de maio em ritmo lento, marcado por baixa liquidez e postura cautelosa entre compradores e vendedores. Segundo análise do Cepea, muitos frigoríficos ainda não abriram preços, à espera de maior definição sobre oferta e demanda ao longo da semana.

Em importantes praças pecuárias, como Rio Verde (GO), Cáceres (MT) e Sorriso (MT), a estratégia predominante foi de cautela. Parte das indústrias optou por não divulgar valores, monitorando o comportamento do mercado antes de avançar nas negociações.

Já em Dourados (MS), houve recuo pontual de R$ 5 na arroba do boi gordo, com negócios registrados entre R$ 340 e R$ 350. As escalas de abate na região variam de 7 a 11 dias.

Em Rondônia, o cenário é de disputa. De um lado, frigoríficos pressionam por preços menores; de outro, pecuaristas seguram a oferta, tentando sustentar as cotações. Os negócios giram entre R$ 325 e R$ 330 para o boi macho.

Em Cuiabá (MT), parte das indústrias saiu das compras de machos e passou a priorizar fêmeas, que apresentam preços mais competitivos. Enquanto o boi gordo segue na faixa de R$ 350, as fêmeas são negociadas entre R$ 320 e R$ 325.

No Norte de Minas, a queda na qualidade das pastagens, causada pela estiagem e pelas temperaturas mais elevadas, começa a impactar o mercado. Com menor capacidade de retenção, produtores aumentam a oferta de animais.

As escalas de abate na região ganharam fôlego e avançaram para até 12 dias.

No Rio Grande do Sul, o mercado apresenta maior firmeza. As chuvas recentes ajudaram a manter as pastagens, o que limita a oferta de animais para abate.

As escalas seguem curtas, em torno de até quatro dias, enquanto os preços variam entre R$ 22,63 e R$ 25,30 por quilo de carcaça.

Consumo enfraquece e pressiona atacado

No atacado da carne bovina, especialmente na Grande São Paulo, o consumo mostra sinais de enfraquecimento. Após a alta registrada no último mês, o consumidor final tem dificuldade para acompanhar os preços.

Com isso, a carcaça casada do boi registrou leve queda de 0,11% no início de maio, sendo negociada, em média, a R$ 25,52 o quilo à vista.

O início do mês indica um mercado ainda em ajuste, com agentes testando preços e avaliando o comportamento das pastagens e do consumo.

A tendência, segundo o Cepea, é de atenção redobrada nos próximos dias, à medida que o mercado busca maior equilíbrio entre oferta e demanda.

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Inspeções de soja para exportação nos EUA caem quase 30%, aponta USDA


USDA registra queda de 29,5% nas inspeções de soja para exportação nos EUA

O volume de soja inspecionado para exportação nos Estados Unidos caiu 29,5% na semana encerrada em quarta-feira (30), totalizando 450.145 toneladas.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório semanal de inspeção de embarques. No mesmo período, milho e trigo registraram aumento nas inspeções.

Segundo o USDA, o milho somou 2,03 milhões de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 22,4% frente à semana anterior. Já o trigo alcançou 434.204 toneladas, avanço de 17,4% na mesma comparação.

O relatório indica, portanto, comportamento distinto entre os principais grãos embarcados pelos Estados Unidos no fechamento de abril. Enquanto milho e trigo ganharam ritmo semanal nos portos, a soja apresentou desaceleração nas inspeções, dado que serve como referência para o fluxo efetivo de exportações.

No acumulado do ano comercial, o milho mantém desempenho acima do registrado no ciclo anterior. As inspeções do cereal estão 30,5% superiores às observadas no mesmo período do ano passado. No caso do trigo, o avanço acumulado é de 12%.

A soja segue em direção oposta. De acordo com o USDA, o volume inspecionado no ano comercial está 23,5% abaixo do verificado em igual intervalo da temporada passada. Esse resultado mostra perda de ritmo nos embarques do grão norte-americano ao longo do ciclo atual.

O ano-safra considerado pelo USDA começa em 1º de junho de 2025 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja. O relatório não detalha, neste recorte, os destinos das cargas nem os fatores específicos para a variação semanal por produto.

Os dados reforçam que o monitoramento semanal das inspeções segue relevante para medir a competitividade dos grãos dos Estados Unidos no mercado externo. Nas próximas divulgações, a atenção deve permanecer sobre a soja, diante do recuo semanal e da defasagem acumulada no ano comercial.

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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de morango deve chegar a 200 mil toneladas


A safra de morango no Brasil deve avançar em 2026 e alcançar cerca de 200 mil toneladas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento estimado de 2,6% reflete ganhos de produtividade e maior tecnificação, mas o clima irregular e o pulgão-da-raiz exigem atenção redobrada no campo.

A cultura do morango mantém trajetória de crescimento no Brasil em 2026. De acordo com levantamento do IBGE, a produção nacional deve atingir cerca de 200 mil toneladas, impulsionada por ganhos contínuos de produtividade. O avanço ocorre especialmente em polos tradicionais da cultura, como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Nessas regiões, a maior adoção de tecnologia tem contribuído para melhorar o desempenho das lavouras.

Apesar do cenário positivo, a expansão da cultura depende de manejo técnico constante. O morangueiro é sensível a variações climáticas e a problemas fitossanitários, o que exige planejamento desde o plantio até a colheita. Entre os principais desafios da safra de morango estão os episódios de calor fora de época. Essas condições têm impactado o desenvolvimento das plantas e podem alterar o calendário produtivo em algumas regiões.

De forma geral, o plantio do morangueiro em parte das áreas produtoras do país ocorre entre meados de abril e o fim de maio. Esse período é considerado ideal para garantir bom enraizamento e desenvolvimento das plantas.

Quando o clima altera esse padrão, o desempenho da safra pode ser comprometido. O risco aumenta em lavouras já expostas ao estresse hídrico ou com falhas no manejo.

Pulgão-da-raiz preocupa produtores de morango

Mesmo com o avanço tecnológico, o manejo fitossanitário segue como ponto crítico para a sustentabilidade da cultura. Entre as principais ameaças está o pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale). A praga é considerada de difícil controle porque atua de forma subterrânea e costuma ser identificada tardiamente. O inseto suga a seiva das raízes, provoca amarelamento, reduz o vigor das plantas e pode paralisar o crescimento.

Em casos mais severos, a infestação pode levar as plantas à morte. O problema tende a ser mais agressivo em períodos de seca, quando o campo já enfrenta estresse hídrico. A população do inseto é formada predominantemente por fêmeas. Tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam continuamente, removendo fluidos das plantas e injetando toxinas, o que intensifica os danos ao sistema radicular.

O gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, alerta que o pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus conhecido como mosqueado-do-morangueiro, ampliando as perdas na produção.

“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação. O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, explica.

Segundo Kagi, o crescimento da cultura precisa caminhar junto com boas práticas de manejo e uso correto de defensivos.

“O crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”, conclui.

 





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