sábado, julho 4, 2026

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São Paulo firma parceria com União Europeia para adequar agro às novas regras ambientais


Missão técnica europeia foi recebida na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Foto: Secretaria de Agricultura SP

O governo de São Paulo firmou uma parceria com o programa europeu Al-Investe Verde para ampliar ações de rastreabilidade, orientação técnica e apoio aos produtores rurais diante das novas exigências ambientais impostas pela União Europeia para importação de produtos agropecuários.

A cooperação envolve a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA). O objetivo é preparar produtores, cooperativas e cadeias produtivas paulistas para atender aos critérios do Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR, na sigla em inglês).

A nova legislação europeia exige comprovação de que produtos agropecuários não sejam oriundos de áreas desmatadas após dezembro de 2020. Além disso, estabelece regras de rastreabilidade geográfica, conformidade ambiental e transparência das cadeias produtivas.

As regras atingem diretamente sete commodities consideradas estratégicas: soja, carne bovina, café, madeira, borracha, cacau e óleo de palma. Segundo o governo paulista, São Paulo é o único estado brasileiro produtor das sete cadeias contempladas pela regulamentação.

Rotas Rurais será uma das bases da rastreabilidade

Uma das principais ferramentas utilizadas pelo estado será o programa Rotas Rurais, desenvolvido pela Secretaria de Agricultura por meio do IEA. A iniciativa criou um sistema de endereçamento rural digital integrado ao Google Maps, permitindo identificar com precisão a localização das propriedades rurais paulistas.

De acordo com o governo, a ferramenta fortalece a rastreabilidade e a transparência das cadeias produtivas, fatores considerados estratégicos para atender às exigências internacionais.

A coordenadora do programa Rotas Rurais e pesquisadora do IEA, Priscilla Fagundes, afirmou que a parceria amplia a capacidade de atuação da iniciativa.

“O Rotas Rurais criou uma plataforma de rastreabilidade que agora, com o apoio da União Europeia por meio do Al-Invest Verde, permitirá orientar os produtores paulistas para uma produção cada vez mais sustentável e alinhada às novas exigências internacionais”, destacou.

Cooperação prevê capacitação e integração de dados

A parceria também prevê o mapeamento dos municípios mais expostos às exigências do EUDR, integração das Rotas Rurais com outras iniciativas de rastreabilidade e ações de comunicação, capacitação e formação técnica para produtores rurais.

Segundo o secretário executivo de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Alberto Amorim, o objetivo é garantir competitividade ao agro paulista no mercado internacional.

“O Governo de São Paulo está trabalhando para garantir que o produtor rural paulista tenha segurança, previsibilidade e acesso à informação diante das novas exigências internacionais”, afirmou.

O responsável pelo programa Al-Invest Verde, Andrea Monaco, ressaltou que São Paulo ocupa posição estratégica por produzir todas as commodities diretamente impactadas pela regulamentação europeia.

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Ciclone bomba: veja como o fenômeno vai impactar o clima no Brasil nos próximos dias


ciclone chuva tempestade
Foto: Motion Array

Um ciclone extratropical com características de “ciclone bomba” deve se formar nesta quinta-feira (7) na costa da província de Buenos Aires, na Argentina. Apesar da intensidade do sistema, a Climatempo afirma que o fenômeno não terá impacto direto sobre o território brasileiro, já que a formação ocorre sobre o oceano e distante da costa do país.

Mesmo assim, a forte queda de pressão atmosférica na região deve provocar rajadas de vento intensas no centro-sul do Brasil entre quinta-feira e o próximo domingo (10), inclusive sem a presença de chuva, fenômeno conhecido como “rajada seca”.

Segundo a Climatempo, o ciclone se forma junto de uma frente fria que avança entre Argentina, Paraguai, Uruguai e o extremo sul do Brasil. A previsão é de ventos moderados a fortes em estados do Sul, parte do Sudeste e Centro-Oeste.

Rio Grande do Sul terá os ventos mais intensos

A quinta-feira (7) deve concentrar as rajadas mais fortes no Rio Grande do Sul. A previsão indica ventos entre 60 km/h e 80 km/h em várias áreas do estado, com possibilidade de marcas acima dos 90 km/h durante temporais entre a tarde e a noite.

Na sexta-feira (8), as rajadas continuam intensas, especialmente entre a madrugada e a manhã, atingindo regiões como Noroeste, Serra, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre, Costa Doce e litoral gaúcho. Em algumas localidades, os ventos podem variar entre 70 km/h e 90 km/h.

No litoral do Rio Grande do Sul, as rajadas devem continuar durante o fim de semana, ainda com velocidades próximas de 70 km/h.

Ventos também avançam para SC, PR e SP

Santa Catarina, Paraná e o sul de São Paulo também devem registrar vento forte na sexta-feira. As rajadas podem variar entre 50 km/h e 70 km/h, com possibilidade de atingir até 85 km/h em áreas do sul paulista.

A Climatempo alerta que essas rajadas podem ocorrer mesmo sem chuva, devido à diferença de pressão atmosférica causada pelo ciclone na costa argentina.

No sábado (9) e domingo (10), os ventos avançam acompanhando uma massa de ar polar. Mato Grosso do Sul, oeste de São Paulo, sul de Mato Grosso, Rondônia e Acre podem registrar rajadas entre 40 km/h e 50 km/h.

O que é um ciclone bomba?

O termo “ciclone bomba” é utilizado quando a pressão atmosférica no centro do ciclone cai pelo menos 24 hectopascais em 24 horas. Esse processo indica rápida intensificação do sistema.

Apesar do nome, o fenômeno não tem relação com explosões, mas costuma estar associado a ventos fortes e mar agitado.

Rajadas podem causar danos

De acordo com a Climatempo, rajadas entre 60 km/h e 80 km/h podem provocar destelhamentos, queda de galhos de árvores, danos em placas e transtornos em áreas urbanas.

A recomendação é acompanhar os avisos meteorológicos e evitar áreas abertas durante os períodos de vento mais intenso.

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Boi gordo: preço da carcaça bate recorde, segundo Cepea


O peso médio por carcaça foi de surpreendentes 324 quilos, ou seja, 21,6 arrobas por bicho. Foto: Divulgação/Friboi Bela Vista (MS)
O peso médio por carcaça foi de surpreendentes 324 quilos, ou seja, 21,6 arrobas por bicho. Foto: Divulgação/Friboi Bela Vista (MS)

O preço médio da carcaça casada de boi registrou, em abril, o maior valor da série histórica do Cepea, iniciada em 2001, considerando os dados corrigidos pela inflação medida pelo IGP-DI de março de 2026.

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média da carcaça casada bovina ficou em R$ 25,23 por quilo no mês passado, avanço de 3,74% em relação a março e de 9,95% no acumulado do primeiro quadrimestre deste ano.

De acordo com os pesquisadores, a valorização foi impulsionada principalmente pela alta nos cortes do dianteiro e da ponta de agulha. O dianteiro teve aumento de 5% em abril, com média de R$ 22,55/kg, enquanto a ponta de agulha avançou 6,9%, com média à vista de R$ 21,12/kg. Já o traseiro apresentou elevação mais moderada, de 3,8%.

O Cepea destaca ainda que o movimento reflete o repasse da alta do boi gordo para os preços da carne bovina. Esse cenário, segundo o centro de pesquisas, está ligado à oferta limitada de animais prontos para abate e à demanda externa aquecida, especialmente no mercado internacional.

Para os próximos meses, o comportamento do mercado deve depender do ritmo das exportações, da demanda chinesa, da disponibilidade de animais terminados e das condições de reposição do rebanho.

Segundo o Cepea, esses fatores tendem a influenciar os preços ao longo da entressafra e podem manter a carne bovina em patamares elevados, apesar de possíveis ajustes pontuais no curto prazo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Recuperação judicial ou extrajudicial:qual o melhor caminho?


As dificuldades financeiras tiram o sono dos empreendedores e, nos períodos de maior aperto, são frequentes as noites em claro pensando e pesquisando sobre o que fazer. Então, muitos buscam na internet caminhos e esclarecimentos. É aí que se deparam, entre outros, com os conceitos de “recuperação judicial” e “recuperação extrajudicial”. Porém, a dúvida que costuma persistir é: será que algum desses dois caminhos é adequado para a minha realidade? Qual das duas opções faz mais sentido para a situação que estou passando?

Quero, neste texto, trazer explicações básicas sobre esses dois procedimentos e espero que, com isso, o leitor consiga avaliar qual pode ser a melhor opção para o momento que está atravessando.

Importante iniciar esclarecendo que tanto a recuperação judicial quanto a recuperação extrajudicial estão previstas na Lei 11.101/2005. Também é importante dizer que, em ambas, existe atuação do Poder Judiciário. A lei disciplina os dois institutos. Embora o artigo 47 trate expressamente da recuperação judicial, é possível compreender que ambos se inserem na lógica de superação de crise e preservação da atividade econômica.

Gosto de esclarecer esse ponto, o de que ambas são submetidas à Justiça, porque o nome “extrajudicial” leva alguns clientes a imaginarem que não há qualquer intervenção do Judiciário. Existe,  sim, ainda que na recuperação extrajudicial, em muitos casos, essa atuação se concentre mais na fase de homologação do plano negociado e na verificação do cumprimento dos requisitos legais. O diferencial é que, na recuperação judicial, praticamente todo o trâmite relevante se desenvolve perante o Judiciário, enquanto, na extrajudicial, o núcleo da negociação costuma acontecer fora do processo. A própria Lei 11.101/2005 prevê a homologação judicial do plano de recuperação extrajudicial.

Na recuperação judicial, o devedor prepara os documentos exigidos em lei, apresenta suas justificativas, reúne documentos e evidências, organiza a relação de credores, seu patrimônio e as demais informações necessárias, e formula o pedido ao juiz. Se o magistrado entender que os requisitos foram preenchidos, defere o processamento da recuperação judicial, momento em que ela efetivamente se inicia. A partir daí, passam a incidir os efeitos legais próprios desse deferimento, inclusive a suspensão, nos termos da lei, do curso da prescrição e de diversas ações e execuções, ressalvadas as exceções legais. Depois disso, vem a fase de apresentação do plano de recuperação e o trabalho para buscar sua aprovação pelos credores. Se o plano não alcançar a aprovação ordinária, ainda pode haver, em determinadas hipóteses legais, a concessão judicial da recuperação mesmo sem a aprovação integral exigida, hipótese normalmente associada ao chamado cram down.

Como se observa, na recuperação judicial o trâmite é prioritariamente “dentro” do Poder Judiciário. Não digo “totalmente” porque parte considerável do trabalho também é feita fora do processo, como a preparação documental, o relacionamento com o administrador judicial e as tratativas com credores. Ainda assim, na recuperação judicial, a influência e a intervenção do Poder Judiciário são bastante relevantes.

Por outro lado, na recuperação extrajudicial o trâmite é bastante diferente, e a intervenção do Poder Judiciário tende a ocorrer mais ao final , principalmente para verificar o cumprimento dos requisitos legais e homologar o plano negociado. Assim, o devedor faz um levantamento de seu endividamento e do perfil dos credores, escolhe quais dívidas pretende incluir no plano de recuperação extrajudicial, apresenta as condições de pagamento a esses credores e, somente depois dessa etapa negocial, leva a proposta ao Judiciário para homologação.

Uma das ferramentas que mais dão poder ao devedor na recuperação judicial é o cram down, tão relevante quanto o stay period. Em linhas gerais, trata-se da possibilidade de o juiz conceder a recuperação judicial mesmo sem a aprovação ordinária do plano pela assembleia, desde que preenchidos os requisitos legais. Na prática, isso impede que, em determinadas hipóteses, a resistência de uma minoria inviabilize, por si só, a aprovação judicial do plano.

Na recuperação extrajudicial existe também um mecanismo com certa semelhança. Não se trata propriamente do cram down da recuperação judicial, porque a estrutura legal é outra. Ainda assim, não é exagero dizer que há proximidade, sobretudo nos efeitos: se preenchidos os requisitos legais e alcançado o quórum exigido, o juiz poderá homologar o plano de recuperação extrajudicial e ele produzirá efeitos também em relação aos credores dissidentes abrangidos pelo plano.

Quando, em outros textos, afirmo que a recuperação extrajudicial é mais adequada ao produtor rural e ao empresário que ainda possuem capacidade de negociação diante dos credores, é justamente porque, em regra, a construção desse caminho exige uma articulação mais direta do devedor, sem contar, desde o início, com a mesma estrutura de proteção processual típica da recuperação judicial. Por isso, o timing para organizar uma recuperação extrajudicial é tão relevante. Se demorar demais, o devedor pode perder justamente a capacidade de negociação que faria esse caminho ser viável.

Em resumo, a recuperação judicial costuma fazer mais sentido quando a crise já exige uma atuação coletiva mais intensa, com maior intervenção judicial e necessidade de reorganizar o passivo em ambiente processual . Já a recuperação extrajudicial tende a ser mais indicada quando ainda existe organização mínima, capacidade real de negociação e possibilidade de construir um acordo antes de levá-lo à homologação judicial.

Por isso, a pergunta correta não é simplesmente se a recuperação judicial é melhor do que a extrajudicial, ou o contrário. A pergunta correta é outra: qual desses instrumentos se ajusta melhor ao estágio da crise, ao perfil da dívida e à capacidade real de negociação do devedor? É essa análise, feita com antecedência e estratégia, que normalmente separa uma medida útil de uma iniciativa tardia ou inadequada.

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Terras raras: o Brasil pode estar diante da decisão econômica mais estratégica em décadas


terras raras
Foto: Peggy Greb/Serviço de Pesquisa Agrícola do USDA

O Brasil talvez tenha tomado uma das decisões mais estratégicas das últimas décadas, embora boa parte da população ainda não tenha percebido a dimensão disso.

A Câmara dos Deputados aprovou o marco regulatório dos minerais críticos e estratégicos, conhecidos como “terras raras”. A proposta segue agora para o Senado, onde o país deve consolidar uma normatização que garanta segurança jurídica e, acima de tudo, soberania sobre esses recursos em solo nacional.

Estamos falando de elementos fundamentais para o coração da tecnologia moderna: de semicondutores para Inteligência Artificial a sistemas de defesa e baterias de carros elétricos. Em outras palavras: quem dominar essa cadeia terá as rédeas da economia global.

O Brasil ocupa posição privilegiada nessa disputa, possuindo a segunda maior reserva do planeta. O que mais me chama atenção é que chegamos novamente diante de uma escolha histórica. Durante décadas, exportamos riqueza bruta e importamos tecnologia pronta. Sempre fomos eficientes em extrair; nem sempre fomos capazes de transformar.

Por isso, o ponto central deste novo marco não deve ser apenas a exploração. O foco precisa estar no beneficiamento dentro do território brasileiro. Extrair minério gera receita; industrializar gera riqueza estrutural e empregos qualificados.

As terras raras deixaram de ser apenas um tema econômico para se tornarem questão de segurança nacional. O sucesso desta política será medido pela nossa capacidade de transformar recursos naturais em inteligência industrial.

O verdadeiro valor dessas reservas não está apenas debaixo da terra. Está na capacidade que teremos de construir o futuro e a nossa independência a partir delas.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Câmara aprova fundo de até R$ 5 bilhões para minerais críticos


Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6), em votação simbólica, o texto base do projeto de Lei (PL) 2780/24, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais são os minerais críticos e estratégicos do país.

Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.

Os deputados aprovaram um texto substitutivo apresentado pelo relator, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Os congressistas analisam agora destaques para alterar trechos do projeto.

O comitê criado pelo projeto será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

Pela proposta, o comitê será responsável por analisar e homologar a mudança de controle societário, direta ou indireta, de mineradoras que atuam em áreas com minerais críticos e estratégicos.

Fundo

A proposta aprovada cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões.

O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao CMCE.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Soberania

Durante a discussão da proposta, um dos pontos polêmicos foi a soberania do país sobre a exploração e beneficiamento desses minerais, considerados estratégicos para o país.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que faltou ao projeto elementos para assegurar o desenvolvimento do país, inclusive com a criação de uma empresa estatal responsável por garantir a agregação de valor na exploração desses minerais.

“É preciso que a soberania nacional e os interesses nacionais estejam muito concretos na lei”, criticou a deputada ao apontar que a proposta não estabelece regras claras sobre os percentuais de participação de capital estrangeiro na exploração desses minerais.

“A lei precisa deixar claro até onde o capital estrangeiro pode ou não intervir nos interesses brasileiros. Estamos tratando aqui de uma área absolutamente estratégica para o desenvolvimento no século XXI”, afirmou.

Segundo ela, o texto não estabelece percentuais sobre o limite do capital estrangeiro.

Atualmente há apenas uma mina de terras raras em operação no país: a Serra Verde, em Minaçu, em Goiás, que funciona desde 2024. A mineradora foi comprada pela norte-americana USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões.

A compra foi questionada por deputados do Psol, que pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a anulação da venda da Serra Verde. A compra também foi criticada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que afirmou que a iniciativa do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, avança sobre temas de competência da União.

O deputado Arnaldo Jardim defendeu que o projeto assegura que a exploração e a transformação desses minerais dentro do Brasil preserva a soberania.

Segundo ele, o texto limita as vendas do minério bruto. O objetivo é que o país não seja apenas exportador de matéria-prima e passe a atuar no desenvolvimento tecnológico.

“Consolida-se, assim, um marco legal robusto para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e estratégicos, condição essencial para que o Brasil aproveite a janela de oportunidade global aberta pela transição energética”, argumentou.

Após o debate, o relator incluiu no texto a previsão de realização de consulta e o consentimento prévio, livre e informado aos povos e comunidades tradicionais e povos indígenas diretamente ou indiretamente afetados por projetos extrativos, povos e comunidades tradicionais e povos indígenas afetados direta ou indiretamente por projetos extrativos, em referência à Convenção n 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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Ciclone e frente fria provocam chuva e ventos fortes e colocam região do país em alerta


Imagens geradas por IA para o Canal Rural

A atuação de uma frente fria e a formação de um ciclone extratropical deixam o tempo instável no Sul do Brasil nesta quinta-feira (7), com risco de temporais, vento forte e granizo no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, áreas do Nordeste e Norte seguem com chuva intensa, e o tempo seco predomina em parte do Centro-Oeste e interior do Sudeste.

Sul

O Rio Grande do Sul concentra os maiores volumes de chuva do país nesta quinta-feira. A combinação entre frente fria, ciclone extratropical e transporte de umidade favorece temporais no sul, Campanha, oeste, Missões e região central do estado. Há risco de granizo, acumulados elevados e rajadas de vento que podem chegar aos 90 km/h.

Em Santa Catarina e Paraná, o tempo segue firme em boa parte do dia, mas a aproximação da frente fria aumenta as condições para chuva forte entre a noite e a madrugada de sexta-feira, principalmente no oeste e sudoeste paranaense. O mar fica agitado no litoral gaúcho e sul catarinense.

Sudeste

A circulação de ventos marítimos provoca chuva fraca a moderada no litoral do Espírito Santo, Rio de Janeiro e áreas do leste de Minas Gerais. Em alguns momentos, as pancadas podem ganhar força ao longo do dia.

No interior da região, o tempo permanece firme, com temperaturas elevadas durante a tarde. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% em áreas do interior paulista e Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

O tempo segue estável na maior parte do Centro-Oeste devido à atuação de uma massa de ar seco. Apenas áreas do extremo norte e noroeste de Mato Grosso devem registrar pancadas moderadas a fortes.

As temperaturas continuam elevadas e a umidade do ar permanece baixa em Mato Grosso do Sul, Goiás e parte de Mato Grosso. Entre a noite e a madrugada de sexta-feira, a frente fria avança sobre o sul de Mato Grosso do Sul e aumenta o risco de chuva forte e trovoadas.

Nordeste

A chuva segue frequente no litoral entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia por causa da circulação de ventos marítimos e dos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs).

Há risco de temporais no litoral do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, além da faixa entre Salvador e Porto Seguro. Nas demais áreas do interior nordestino, o tempo segue mais firme e quente.

Norte

A elevada umidade mantém o tempo carregado em grande parte da Região Norte. Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima devem ter chuva moderada a forte ao longo do dia.

Os maiores riscos de temporais ficam concentrados no Amapá, norte e oeste do Pará, além do sul de Roraima e áreas do Amazonas. O Amapá segue em alerta para acumulados elevados de chuva

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EUA e Irã sinalizam acordo e petróleo cai 8%


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (7), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a queda de quase 8% do petróleo, com expectativa de acordo entre EUA e Irã, derrubou Treasuries e impulsionou bolsas em NY, com Nasdaq renovando recordes.

No Brasil, Ibovespa subiu 0,50% a 187 mil pontos, sustentado por Vale e varejo, enquanto o dólar fechou em leve alta a R$ 4,92 após leilão de swap reverso do BC. Hoje, foco na produção industrial e balança comercial no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Minas inicia a etapa mais importante do ano para o produtor rural


Minas Gerais iniciou, em 1º de maio, a etapa anual de Atualização de Rebanhos, uma das ações mais estratégicas para a defesa do agronegócio no estado. Coordenada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a campanha é obrigatória e segue até 30 de junho, conforme estabelece a Portaria nº 2.227/2023. Durante a campanha, os produtores rurais devem informar os dados de todos os animais das propriedades, independentemente do tamanho das criações. O descumprimento do prazo impede a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para a comercialização e a movimentação dos animais.

A gerente de defesa sanitária animal do IMA, Izabella Hergot, destaca que a participação dos produtores é determinante para a efetividade das ações sanitárias. “A atualização dentro do prazo  garante a regularidade das propriedades e a continuidade das atividades pecuárias”, afirma. Segundo a gerente, essas informações são essenciais para orientar as estratégias de vigilância sanitária, uma vez que “os dados permitem ao IMA acompanhar a distribuição dos rebanhos e atuar de forma mais precisa na prevenção e no controle de doenças”.

Atualização vai além dos bovinos

Os dados do IMA evidenciam a dimensão e a diversidade das criações no estado: cerca de 166 milhões de aves e ovos férteis, 24 milhões de bovinos, 4 milhões de suínos, 655 mil equídeos, 31 mil caprinos, 15 mil ovinos, além de 2.490 cadastros de aquicultura. 

A atualização de rebanhos não se restringe aos bovinos. Também devem ser declarados os bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos, suínos, aves, abelhas e animais aquáticos. Essa abordagem é fundamental para o monitoramento sanitário integrado, considerando que diferentes espécies podem ser afetadas por doenças com potencial de gerar impactos relevantes para a agropecuária.

30 anos livre de febre aftosa

“Desde que deixamos de vacinar os rebanhos contra febre aftosa, foi necessário estabelecer um período específico para a atualização dos rebanhos”, explica Izabella. Minas Gerais conquistou, em 2023, o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação, representando maior segurança para os consumidores e o fortalecimento da agropecuária e da economia do estado. A manutenção desse status depende de ações contínuas de vigilância sanitária e da atuação integrada entre o poder público e o setor produtivo, sendo a atualização anual de rebanhos uma das principais estratégias nesse processo. 

Como atualizar

O produtor rural pode atualizar seus rebanhos presencialmente, no escritório seccional do IMA onde a propriedade está cadastrada, ou por meio do Portal do Produtor, de forma simples e rápida. Para auxiliar os produtores, o IMA disponibilizou um tutorial completo em vídeo. A gerente ressalta que a possibilidade de atualização remota amplia o acesso ao serviço e representa um avanço na modernização do órgão.

Durante o procedimento, deve ser informado, para cada espécie, o número de animais por faixa etária e sexo, além dos registros de nascimentos e óbitos desde a última atualização. “Outra informação importante a ser declarada é a vacinação contra a raiva, doença de alta letalidade que só pode ser controlada por meio da imunização”, reforça Izabella.  

Jornalista responsável: Stéphani Sales – Ascom/IMA

Foto: Divulgação/IMA





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AgroNewsPolítica & Agro

Frio de inverno pode chegar ao Sudeste em poucos dias


Uma nova frente fria deve avançar sobre o Sudeste do Brasil no próximo fim de semana, provocando chuva e queda nas temperaturas em parte da região, segundo informações do Meteored.

De acordo com a previsão, um ciclone extratropical deve se formar nesta quinta-feira (7) entre Argentina e Uruguai, dando origem ao sistema frontal que avançará inicialmente pelo Sul do Brasil com condições para chuvas intensas e tempestades.

O sistema será alimentado por um rio atmosférico vindo da Amazônia, o que deve intensificar o risco de tempo severo na Região Sul entre quinta-feira (7) e sexta-feira (8).

No sábado (9), a frente fria deve se afastar do Sul e passar a influenciar o tempo em áreas do Sudeste do Brasil. Ao longo da semana, a maior parte do Sudeste deve registrar tempo estável, com pouca nebulosidade e possibilidade de chuvas fracas apenas em áreas litorâneas.

A mudança nas condições climáticas está prevista para o fim de semana, quando o sistema frontal deve atingir o estado de São Paulo a partir de sábado (9). Durante a manhã, são esperadas chuvas fracas a moderadas no sul paulista.

Ao longo da tarde, a nebulosidade aumenta e as chuvas se espalham pelo estado, alcançando todo o território à noite e podendo atingir também áreas do Triângulo Mineiro no fim do dia.

Há previsão de pancadas mais intensas e temporais isolados em São Paulo, principalmente a partir da tarde.

No domingo (10), a frente fria deve avançar em direção ao norte, influenciando áreas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com ocorrência de chuvas moderadas e episódios pontuais de maior intensidade.

Pela manhã, as precipitações devem se concentrar em São Paulo e no sul e leste de Minas Gerais, avançando durante a tarde para o território fluminense e regiões centrais mineiras. Até o fim do domingo, o sistema deve se afastar do continente, com redução das instabilidades, que tendem a se concentrar no litoral do Rio de Janeiro. Após a passagem da frente fria, as temperaturas devem cair em parte do Sudeste.

Na noite de sábado (9), o ar frio começa a atuar no sul de São Paulo, com temperaturas entre 14°C e 17°C, padrão também esperado em áreas elevadas de Minas Gerais e na Região Serrana do Rio de Janeiro.

No domingo (10), a manhã deve ser fria em São Paulo, no sul mineiro e em parte do Rio de Janeiro, com mínimas abaixo de 16°C e podendo chegar a valores entre 10°C e 12°C em pontos isolados.

Durante a tarde, as temperaturas permanecem mais baixas, especialmente em São Paulo, onde as máximas não devem ultrapassar 20°C em grande parte do estado. Nas capitais, a previsão indica mínima de 12°C e máxima de 20°C em São Paulo, 20°C e 28°C no Rio de Janeiro e 16°C e 28°C em Belo Horizonte.

 





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