sexta-feira, julho 3, 2026

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Nova geração de cana-de-açúcar do CTC é aprovada pela CTNBio


cana-de-açúcar exportações SP
Foto: Governo do Estado de São Paulo

A nova geração de cana-de-açúcar geneticamente modificada desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a VerdPRO2, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

A tecnologia foi desenvolvida para enfrentar a broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas. A broca, presente em quase todos os canaviais do país, provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, afetando produtividade, peso da cana e teor de açúcar.

Já o controle de plantas daninhas demanda mais de R$ 6 bilhões anuais em herbicidas e operações agrícolas. Nesse aspecto, a VerdPRO2 promete simplificar o manejo de invasoras, como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária.

Segundo o CTC, a variedade reduz riscos de fitotoxicidade, oferece maior estabilidade ao longo do ciclo da cultura e contará com mais de 14 produtos.

Chegada ao mercado

Após a conclusão dos trâmites legais, a previsão de chegada da nova geração ao mercado é na safra 2026/27. “A introdução da tecnologia será realizada em proximidade com os clientes, com o intuito de demonstrar seus benefícios e valor no canavial”, informa o CTC.

De acordo com o Centro, essa etapa combina a experimentação com acompanhamento técnico próximo, capturando as necessidades de manejo dos clientes e gerando dados em condições reais de cultivo sobre os benefícios da tecnologia.

A primeira geração da variedade foi lançada pela companhia em 2017 e a atual é considerada fundamental para impulsionar a estratégia do CTC em desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar até 2040.

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Safra de morango avança no Rio Grande do Sul com boa sanidade, diz Emater


Produção de morangos
Foto: Freepik

A cultura do morango apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com produção em andamento nas principais regiões produtoras. Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgado nesta quinta-feira (7), a predominância de dias ensolarados favoreceu a sanidade das lavouras.

A baixa temperatura e a geada observada no dia 28 de abril não causaram prejuízos à emissão de flores, ao pegamento nem ao amadurecimento dos frutos.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita ainda ocorre em pequeno volume e se concentra em lavouras de um ano. Também começaram a ser retirados os primeiros frutos de plantas inseridas em fevereiro e março, oriundas da Espanha. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a menor oferta nesta época está relacionada à genética das plantas e ao período de renovação nos ambientes de cultivo.

Em Pelotas, os produtores estão na fase de implantação das primeiras mudas recebidas, que apresentam desenvolvimento considerado adequado. Além disso, seguem os trabalhos de limpeza de mudas de anos anteriores, reformas de estufas e preparação de novas estruturas. Em Santa Maria, o preparo de canteiros avança tanto para cultivo a campo quanto em bancada, com uso de mudas adquiridas no comércio local e também importadas do Chile.

Na região de Santa Rosa, a cultura está em fase de transplantio de mudas novas, em sua maioria importadas da Patagônia argentina e da Espanha. As plantas remanescentes da safra anterior têm baixa produtividade. Já em Soledade, chuvas e alta nebulosidade prejudicaram o crescimento de mudas recém-transplantadas e de plantas de segunda safra em fase vegetativa e reprodutiva.

O quadro indica que o desempenho da cultura varia conforme as condições regionais de luminosidade e umidade. Onde o tempo firme predominou, houve melhor sanidade e evolução do pomar. Nas áreas com excesso de nebulosidade e chuva, o desenvolvimento ficou mais lento, o que pode influenciar o ritmo de formação das novas áreas.

A tendência de curto prazo, conforme o boletim técnico da Emater/RS-Ascar, é de continuidade da implantação e renovação das lavouras nas principais regiões produtoras. Não há, no informativo, dados de área total cultivada ou de volume estadual de produção para o morango nesta atualização.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Setor de biodiesel diz estar pronto para ampliar mistura e gerar mais empregos


Biodiesel e soja
Imagem gerada por inteligência artificial

Diante da crise internacional envolvendo combustíveis fósseis e da pressão sobre os preços da energia, o setor de biocombustíveis vê uma oportunidade para ampliar a participação do biodiesel e do etanol na matriz energética brasileira. A avaliação é de Donizete Tokarski, diretor-superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), em entrevista ao programa Rural Notícias.

Segundo Tokarski, o setor brasileiro está preparado para atender ao aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil. Atualmente, o percentual é de 15%, com previsão de avanço para 16% e meta de chegar a 20% até 2030.

“O setor está mais do que preparado. Hoje temos capacidade para produzir mais de 16 bilhões de litros de biodiesel por ano”, afirmou.

Durante a entrevista, Tokarski relacionou o cenário geopolítico internacional à importância dos combustíveis renováveis. “O biodiesel vem da terra e não da guerra”, disse, ao comentar os impactos dos conflitos internacionais sobre o petróleo e os combustíveis fósseis.

O dirigente ressaltou, no entanto, que o avanço dos biocombustíveis não deve ser tratado apenas como uma resposta momentânea à crise global, mas como uma política permanente para o país.

Industrialização da soja

Tokarski também defendeu maior industrialização da soja dentro do Brasil. Segundo ele, o país exporta atualmente mais de 100 milhões de toneladas de soja em grão, enquanto poderia ampliar o processamento interno para gerar mais farelo, biodiesel e proteína animal.

“Nós temos que esmagar mais soja aqui no Brasil, aumentar a produção de farelo e, consequentemente, ampliar a produção de carne, que é um produto de maior valor agregado”, afirmou.

De acordo com o diretor da Ubrabio, atualmente existem cerca de 60 indústrias de biodiesel com capacidade ociosa no país, ao mesmo tempo em que o Brasil segue importando diesel fóssil.

“O importante é não importar combustível. Nós produzimos esse combustível aqui, gerando emprego, renda e desenvolvimento no interior do país”, destacou.

Impacto econômico e ambiental

Além do potencial econômico, Tokarski destacou os benefícios ambientais dos biocombustíveis. Segundo ele, o biodiesel contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e melhora a qualidade do ar.

Durante a entrevista, ele também citou um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) que projeta impacto de R$ 403 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até 2030 com o avanço dos biocombustíveis previsto na Lei do Combustível do Futuro.

A legislação estabelece metas de ampliação da participação do biodiesel, etanol, diesel verde e bioquerosene na matriz energética nacional.

“O mundo exige mais alimentos e mais energia. O Brasil está pronto para fornecer energia de baixa emissão de carbono e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, concluiu Tokarski.

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Operação Safra 2025/26 encerra atividades com mais de 15 mil abordagens


Operação Safra 2025/26 encerra atividades com mais de 15 mil abordagens
Foto: Divulgação/Aiba

Com serviços prestados à segurança e logística no campo em 11 municípios do Cerrado baiano, a Operação Safra 2025/26, encerrou suas atividades com resultados positivos na região.

Há 12 anos, por iniciativa da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) com o apoio do governo estadual, e coordenação da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), a operação atua para reduzir o índice de criminalidade e garantir mais segurança às cidades e propriedades rurais no período da safra.

Segundo os dados do relatório da Polícia Militar (PM), apresentados em reunião realizada nesta quarta-feira (6), na sede da associação agrícola, durante a 12ª edição, foram realizadas:

  • Mais de 15 mil abordagens;
  • 3.575 veículos de quatro rodas abordados e um apreendido;
  • 2.383 veículos de duas rodas abordados e quatro apreendidos;
  • 8.773 visitas a propriedades rurais;
  • Prisão de uma pessoa e duas encaminhadas ao DP;
  • 8 armas apreendidas;
  • Apreensão de drogas. 

Duração

A operação foi realizada durante seis meses, entre 1º de outubro de 2025 a 31 de março de 2026, período em que o efetivo policial foi reforçado para levar segurança às áreas urbanas e rurais.

A Aiba cedeu viaturas para contribuir com o trabalho operacional do efetivo policial. Para o comandante do Comando de Polícia Regional do Oeste (CPRO), Cel. Soares, em mais uma edição, a Operação Safra foi sucesso.

Reunião entre Polícia Militar e Aiba sobre encerramento da Operação Safra 2025/26
Foto: Divulgação/Aiba

“É uma operação já consolidada aqui na região, fruto de uma parceria muito importante entre a Polícia Militar do Estado da Bahia e a Aiba por meio dos produtores rurais, um esforço que resulta em mais segurança de toda a região. E hoje prestamos conta do que nós fizemos na operação 2025/26, trazendo os resultados, e quem ganha é toda a sociedade, a região e os produtores”, avaliou o coronel.

Operação Safra Tech

Nesta edição, um dos principais avanços foi a incorporação de novas tecnologias para potencializar as ações de segurança, e por isso reconhecida como Operação Safra Tech. 

A utilização de sistemas de comunicação via satélite, como a implantação de equipamentos Starlink nas viaturas, permitiu maior conectividade em áreas remotas.

Além disso, o monitoramento por câmeras instaladas em pontos estratégicos contribuiu para a ampliação do controle territorial, oferecendo mais agilidade, precisão e capacidade de resposta às equipes em campo, movimento que marca a evolução da iniciativa para um novo patamar.

Diante dos dados apresentados, a diretora executiva da Aiba, Lizane Ferreira, fez uma avaliação da operação, destacando as contribuições tecnológicas e as perspectivas para a próxima edição.

“Um trabalho efetivo, em que a união dos produtores e da Polícia Militar refletiu em mais segurança para a nossa região e principalmente nesses momentos importantes, em que a gente trabalha na perspectiva para que a próxima edição traga mais inovações, mais conectividade para avançar mais. Foi apresentada a proposta de estender a operação por mais dois meses, e diante disso, será feita toda uma avaliação por meio dos relatórios apresentados. Fiquei muito contente com os números e isso mostra que de fato, essa operação foi sucesso e daqui para frente vamos continuar melhorando”, destaca Lizane.

A operação também apoiou o trabalho da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), no controle fitossanitário e no trânsito de fertilizantes e defensivos agrícolas.

Os municípios de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Baianópolis, Cocos, Correntina, Formosa do Rio Preto, Jaborandi, Riachão das Neves, Santa Maria da Vitória e Santa Rita de Cássia, que são destaques na produção de soja, algodão e milho, foram contemplados com a Operação Safra 2025/26.


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CNA lança painel de simulação de tarifas do acordo Mercosul-UE


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou um painel de simulação de tarifas, que visa facilitar o acesso dos produtores rurais às informações sobre o cronograma de redução tarifária negociado entre o Mercosul e a União Europeia. A ferramenta está disponível gratuitamente no portal da CNA.

Funcionalidade do painel

O painel de simulação permite que os produtores verifiquem as tarifas de importação aplicadas aos produtos comercializados entre os dois blocos. Entre as principais funcionalidades, destacam-se:

  • Acesso a informações sobre tarifas e cotas de produtos.
  • Identificação de produtos com tarifas zeradas.
  • Orientações sobre produtos que passam por regime de desgravação.

Acesso à ferramenta

Os produtores podem acessar o painel diretamente no site da CNA. O link para a ferramenta será divulgado nas redes sociais da confederação. O acesso é gratuito e visa simplificar a compreensão dos termos complexos dos acordos comerciais.

Materiais complementares

Além do painel, a CNA disponibiliza uma série de materiais informativos, incluindo:

  • Podcasts sobre o acordo Mercosul-União Europeia.
  • Guias de cotas e tarifas.
  • Notas técnicas para orientar os produtores.

Esses recursos têm como objetivo auxiliar os produtores na tomada de decisão e na coleta de informações antes de iniciar suas operações de exportação para a União Europeia.

Contexto do acordo

O acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio. A CNA continua a oferecer suporte e informações para que os produtores possam se adaptar às novas condições comerciais.

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Trump chama Lula de ‘presidente muito dinâmico’ após reunião


trump e lula - reunião na Casa Branca - 7 de maio
Foto: Ricardo Stuckert/PR

A tão aguardada reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump ocorreu nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, nos Estados Unidos. O encontro, seguido de almoço, teve duração total de três horas e contou com a participação de ministros dos dois países.

Em postagem na Truth Social, a rede social desenvolvida pelo líder estadunidense, Trump chama Lula de “presidente muito dinâmico” e afirma que diversos temas foram discutidos, incluindo comércio e, especificamente, tarifas.

“A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, diz trecho da postagem.

Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). A reunião dos dois líderes foi previamente negociada pelas equipes dos dois países há meses, com a expectativa de tratar, também, de combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos.

Em conversa posterior com a imprensa – que não aconteceu no Salão Oval, como estava previsto – o presidente brasileiro afirmou propôs a Trump a criação de um grupo de trabalho para combater o crime organizado.

“Eu disse para ele [Trump] que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América do Sul, da América Latina, quiçá com todo os países do mundo para a gente criar um grupo forte de combate ao crime organizado”, afirmou.

A fala de Lula remete ao acordo de cooperação mútua feito entre os dois países no mês passado com vistas a combater o tráfico internacional de armas e drogas.

A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas brasileira e estadunidense para viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.

*Com informações da Agência Brasil

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AgroNewsPolítica & Agro

Embrapa reúne especialistas para debater desafios da fruticultura brasileira


Debate on-line discutirá impactos de crises globais, mudanças geopolíticas e desafios tecnológicos sobre cadeias produtivas

A Rede de Socioeconomia da Agricultura da Embrapa (RSA) realiza, na próxima quinta-feira, 14 de maio, das 9h45 às 12h, o debate on-line “Fruticultura brasileira: como crises globais impactam o que chega à sua mesa”, com transmissão ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube. O evento é gratuito e aberto ao público.

O encontro integra a série Debates em Socioeconomia, iniciativa voltada à análise de tendências, gargalos e perspectivas das principais cadeias produtivas do agro brasileiro. A proposta é discutir os impactos das mudanças econômicas, tecnológicas, geopolíticas e ambientais sobre a agricultura nacional.

Segundo o pesquisador Pedro Gama, da Embrapa Semi-Árido (Petrolina-PE) e integrante da RSA, “o debate pretende ampliar a compreensão sobre os principais desafios da fruticultura brasileira e contribuir para a busca de soluções”. Pedro vai moderar as discussões e afirma que o encontro também buscará identificar demandas prioritárias de pesquisa e os principais desafios tecnológicos e estruturais que limitam o desenvolvimento da fruticultura brasileira”, afirma. “Queremos discutir oportunidades para fortalecer a competitividade do setor diante das mudanças no cenário global,” diz. A proposta é contribuir para o fortalecimento das cadeias produtivas por meio da articulação entre pesquisa, inovação, políticas públicas e estratégias de mercado.

Entre os resultados esperados estão a identificação de gargalos estruturais, a definição de prioridades de pesquisa e o mapeamento de oportunidades para ampliar competitividade e sustentabilidade.

A fruticultura será o foco desta edição. O Brasil produz frutas em todas as regiões, mas Nordeste e Sudeste concentram as principais cadeias voltadas à exportação. Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte se destacam na produção de manga, melão, melancia e uva; São Paulo, em limões e limas; e o Espírito Santo, em mamão. Juntos, esses estados respondem por cerca de 77% da receita brasileira com exportação de frutas, que se aproximou de US$ 1,5 bilhão em 2025.

Além da importância econômica, a atividade tem forte impacto social, especialmente no Nordeste, por ser intensiva em mão de obra e importante geradora de emprego e renda. A região do Vale do Submédio São Francisco, por exemplo, tornou-se referência nacional e internacional em produção irrigada de frutas.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um ambiente internacional mais instável. As cadeias de manga e uva vêm sendo afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, tensões geopolíticas, como a Guerra no Irã, e mudanças em acordos internacionais. O cenário reduz a competitividade brasileira, pressiona a rentabilidade de produtores e exportadores e aumenta a incerteza para novos investimentos. Também entram na discussão desafios relacionados a custos logísticos, mudanças climáticas, disponibilidade de mão de obra e adaptação tecnológica.





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Saldo da balança comercial brasileira sobe 43,5% em abril


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Foto: Freepik

A balança comercial brasileira registrou superávit acumulado de US$ 24,782 bilhões de janeiro a abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O resultado foi formado por US$ 116,552 bilhões em exportações e US$ 91,770 bilhões em importações. Na comparação com o mesmo período de 2025, o saldo avançou 43,5%.

O desempenho do quadrimestre foi sustentado por uma expansão mais intensa das vendas externas do que das compras internacionais. No acumulado de 2026, as exportações cresceram 9,2% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Desempenho de cada setor

Entre os setores exportadores, a agropecuária somou US$ 26,39 bilhões, com alta de 6,6%. A indústria extrativa alcançou US$ 29,33 bilhões, avanço de 22,2%. Já a indústria de transformação respondeu por US$ 60,18 bilhões, crescimento de 4,8%.

Pelo lado das importações, a elevação foi mais moderada, de 2,5% no período. As compras do setor agropecuário recuaram 21,4%, para US$ 1,80 bilhão. Na indústria extrativa, houve queda de 5,3%, para US$ 3,86 bilhões. A indústria de transformação, por sua vez, registrou aumento de 3,6%, totalizando US$ 85,49 bilhões.

Na prática, a diferença entre o ritmo de crescimento das exportações e das importações ampliou o saldo positivo da balança. Esse movimento reforça a entrada líquida de divisas no país e indica maior contribuição do comércio exterior para a atividade econômica no início de 2026.

Os dados também mostram que a pauta exportadora seguiu apoiada em diferentes segmentos, com destaque para a indústria extrativa e para o volume negociado pela indústria de transformação.

A Secex não detalhou, nesse recorte divulgado, os produtos e destinos que mais influenciaram o resultado do quadrimestre.

O comportamento da balança nos próximos meses dependerá da continuidade do crescimento das exportações e da trajetória das importações. Até abril, os números oficiais indicam um quadro de saldo comercial mais amplo do que o observado no mesmo período de 2025.

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Exportações de carne de peru crescem 34% no Paraná


Carne de Peru; Paraná
Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (7), aponta que o setor de perus no Paraná encerrou o primeiro trimestre de 2026 com resultados expressivos, registrando um crescimento de 34,1% no volume exportado. É um resultado histórico para o primeiro trimestre.

Ao todo, foram enviadas ao exterior 3.879 toneladas da proteína, o que gerou uma receita cambial de US$ 18,432 milhões, um salto de 199,1% em faturamento na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esse desempenho contribuiu para que a receita cambial nacional do segmento saltasse 124,6%, impulsionada pela valorização do preço médio da carne in natura, que atingiu US$ 3.994,94 por tonelada.

Comparativo

Em relação ao ano anterior, considerando o período em análise, os três estados do Sul tiveram crescimento na exportação de carne de peru (toneladas): Paraná (+34,1%), Santa Catarina (+15,7%) e Rio Grande do Sul (+4,7%). Os principais destinos das exportações brasileiras foram México, Chile, África do Sul, Peru e Guiné Equatorial.

A avicultura de corte paranaense também apresentou sinais de recuperação em abril, com o preço nominal médio do frango vivo atingindo R$ 4,62/kg, uma leve reação de 0,7% frente a março. No entanto, o setor permanece sob vigilância por causa da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que pressiona os custos logísticos e de insumos.

Paralelamente, a bovinocultura de corte passa por um momento de ajuste sazonal, com a arroba cotada a R$ 353,80 na B3, reflexo de uma maior oferta de animais e escalas de abate confortáveis.

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‘Hoje essa conta passa dos R$ 100 bilhões’, diz Lupion sobre dívida rural


Pedro Lupion fala sobre o Plano Safra na FPA
Foto: FPA/divulgação

O cenário para o sojicultor brasileiro ganha contornos mais preocupantes com o agravamento da crise financeira no campo.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, alertou para um “impacto absurdo” em toda a cadeia produtiva, impulsionado pela alta dos custos de produção, dificuldades contratuais e entraves ao crédito rural.

Custos de produção pressionam

Segundo Lupion, o produtor já enfrenta dificuldades severas na compra de fertilizantes e defensivos, incluindo problemas contratuais envolvendo a China. Somado a isso, a alta dos combustíveis encarece o frete, as operações no campo e o uso de máquinas, elevando os custos desde o plantio até a colheita da soja.

“É mais um fator de endividamento do produtor. As planilhas de custo de produção estão cada dia mais díspares e inconsistentes, fazendo com que a dívida só cresça”, afirmou o deputado.

Renegociação preocupa produtores

Um dos principais pontos levantados pela FPA é o valor necessário para renegociar as dívidas do setor. O projeto, que inicialmente previa R$ 30 bilhões aprovados na Câmara, agora já é estimado em R$ 120 bilhões.

Lupion classificou a proposta atual do governo federal como “incipiente” e disse que ela não atende às necessidades do agro. As negociações seguem no Senado, com participação da senadora Tereza Cristina e diálogo com o relator Renan Calheiros.

Seguro rural e crédito travam planejamento

A situação também preocupa pela falta de recursos para a subvenção do seguro rural. Segundo o presidente da FPA, houve vetos do governo que impedem o não contingenciamento dos recursos.

A previsão para os anos de 2024 a 2026, segundo Lupion, é de “zero centavo” para a subvenção, cenário que torna o crédito mais caro e menos acessível ao produtor.

Outro ponto criticado foi o Prodes. Lupion afirmou que as anotações automáticas na matrícula do produtor acontecem antes mesmo da notificação de irregularidades, o que pode travar o acesso ao financiamento bancário de forma inesperada.

Menos investimento em máquinas

A falta de liquidez e o aumento do endividamento já refletem nos investimentos das fazendas. Dados da última Agrishow apontam queda de 22% nas intenções de pedidos de máquinas agrícolas.

Para a FPA, o produtor prioriza a manutenção da safra atual e adia investimentos em renovação de frota e tecnologia. O impacto, segundo a entidade, pode atingir diretamente a produtividade e a rentabilidade do setor nos próximos anos.

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