sexta-feira, julho 3, 2026

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Ciclone bomba se forma na Argentina, mas não afeta o Brasil


Um ciclone bomba se forma na costa da Argentina entre hoje e domingo, mas não terá influência direta sobre o Brasil. As rajadas de vento intensas e a instabilidade climática devem afetar principalmente a região sul do país.

Impactos do ciclone bomba

Embora o ciclone bomba não passe sobre nenhum estado brasileiro, a frente fria associada a ele pode trazer temporais e riscos de queda de granizo. As áreas mais afetadas incluem:

  • Santa Catarina
  • Paraná
  • Mato Grosso do Sul

Essas regiões podem registrar chuvas volumosas, com acumulados de até 100 mm nos próximos cinco dias, beneficiando o desenvolvimento do milho da segunda safra.

Previsão do tempo

O meteorologista Artur Miller destaca que, enquanto a região sul enfrenta instabilidades, o centro do Brasil continua com calor e tempo seco. A expectativa é que a chuva avance para essa área apenas na próxima semana, trazendo:

  • 15 a 20 mm em São Paulo e Triângulo Mineiro
  • Chuvas volumosas no Pará, que podem prejudicar trabalhos em campo

Risco de geada

Com a chegada do frio, há risco de geada em algumas regiões, especialmente no extremo sul de Mato Grosso do Sul. As mínimas podem ficar abaixo dos 10ºC, enquanto as máximas devem retornar aos 30ºC na metade da semana seguinte.

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Chuvas no Pará aliviam calor e beneficiam lavouras de cacau


As chuvas previstas para os próximos dias no Pará devem trazer alívio para as lavouras de cacau, especialmente na região de Altamira. A previsão indica volumes significativos de precipitação, que podem beneficiar a umidade do solo e melhorar as condições para o cultivo.

Previsão de chuvas

De acordo com as informações meteorológicas, nos próximos cinco dias, a chuva será mais concentrada no centro-norte do estado, com volumes entre 30 e 40 mm. É um período considerado menos chuvoso, o que permite que os produtores avancem com os trabalhos em campo.

Impacto nas lavouras

A partir do dia 18 de maio, as chuvas devem se intensificar, podendo ultrapassar 100 a 150 mm em cinco dias, o que pode prejudicar os trabalhos em campo. Para a região de Altamira, a previsão é de que, até o final do mês, os volumes de chuva cheguem a pelo menos 200 mm, ajudando a manter a umidade do solo e a aliviar o calor nas lavouras de cacau.

Tendências futuras

A tendência para o mês de junho é de que as chuvas se mantenham na faixa de 80 a 100 mm em 30 dias. No entanto, conforme se avança para julho e agosto, a quantidade de chuvas deve diminuir. Os próximos dois meses são considerados promissores para a agricultura na região, com boas chuvas previstas.

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Valor exportado em abril pelo Brasil foi recorde para qualquer mês da série histórica


Porto de Paranaguá, importações
Fonte: Appa/divulgação

O valor exportado pelo Brasil em abril de 2026, de US$ 34,1 bilhões, foi o recorde para qualquer mês da série histórica, conforme afirmou nesta quinta-feira (7) o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão. Ou seja, foi o maior valor em vendas brasileiras para o exterior em um único mês da história.

“Trata-se de um valor inédito não só para o mês de abril, mas para qualquer mês da série histórica, com um aumento de 14,3% em relação ao valor do mesmo mês do ano passado, que somou 29,9 bilhões de dólares, e esse aumento foi impulsionado por um crescimento de 6,9% nos preços e da mesma forma de 6,9% no volume exportado”, afirmou.

Ele afirmou que o valor de importação, de US$ 23,6 bilhões, foi recorde para o mês de abril. Assim como também foram recordes o superávit comercial do mês e a corrente de comércio.

Sobre as exportações para os Estados Unidos, Brandão afirmou que há queda contínua desde agosto do ano passado, mas há uma indicação de melhora, com o valor passando de US$ 3 bilhões.

“Ainda observamos redução da exportação, mas ele vem se recuperando, o comércio vem se recuperando ao longo dos meses, nesse ano, superamos aqui 3 bilhões de dólares após vários meses, desde o final do ano passado, abaixo desse patamar, superamos 3 bilhões de dólares de exportação”, completou Brandão.

Exportação de petróleo

O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior afirmou também nesta quinta-feira que a exportação de petróleo bruto do Brasil teve uma queda por conta da volatilidade do mercado e não por conta do imposto de exportação criado pelo governo para financiar uma redução no preço do diesel, diante da alta de preço internacional pela guerra no Irã.

“É possível que observemos esse aumento de novo no mês seguinte, no mês de maio, que estamos agora. Então acredito que não seja possível atribuir uma questão do imposto de exportação de petróleo bruto”, afirmou Brandão.

Segundo ele, mesmo com o imposto, o Brasil segue competitivo no mercado internacional e as exportações devem voltar a crescer em maio.

“Por mais que tenha decrescido a exportação, o imposto de exportação de petróleo bruto, o Brasil é muito competitivo, o Brasil produz a um custo muito barato e a demanda externa é grande”, completou.

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Câmara aprova projeto que cria política nacional de minerais críticos e fundo de R$ 5 bilhões


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira um projeto que estabelece a política nacional de minerais críticos e estratégicos, criando um fundo garantidor para estimular projetos e créditos tributários de R$ 5 bilhões para o processamento de minérios no Brasil.

Detalhes do projeto

A proposta foi aprovada em votação simbólica e agora segue para o Senado. O relator, deputado Arnaldo Jardim, acatou mais de 40 emendas parlamentares, e o projeto contou com o apoio do governo e parte da oposição.

Principais mudanças

  • Prazo de caducidade de concessões de direito mineral estendido de 5 para 10 anos.
  • Criação de um fundo garantidor da atividade mineral com aporte de R$ 2 bilhões da União.
  • Instituição de um conselho especial para supervisionar a política nacional de minerais.

Objetivos e desdobramentos

O projeto visa garantir mais competitividade e segurança jurídica na exploração de minerais críticos e terras raras no país, que representam uma reserva importante ainda a ser explorada. A proposta agora será analisada no Senado, onde o senador Renan Calheiros é o nome mais cotado para assumir a relatoria.

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Mercado do boi gordo inicia maio com ajustes e demanda aquecida


O mercado do boi gordo inicia o mês de maio com ajustes de preços, após registrar máximas em abril. A analista da Datagro, Beatriz Bianque, destaca que a oferta de animais terminados está ganhando atração, especialmente com a transição das águas para a seca.

Ajustes de preços e oferta

O início de maio traz correções nos preços, refletindo a oferta de animais a pasto. Algumas regiões, como Bahia, Minas Gerais e Goiás, já apresentam redução nos volumes de chuva, impactando as escalas de produção.

Demanda interna e externa

A demanda interna se mantém razoável, mas enfrenta desafios devido à diminuição do poder de compra da população. Por outro lado, o mercado externo está aquecido, especialmente com a corrida pelo preenchimento da cota chinesa.

  • Cerca de 953.000 toneladas de carne foram embarcadas para a China em abril, representando 48% do volume total.
  • As importações dos Estados Unidos estão aumentando, impulsionadas pela Barbecue Season e eventos como a Copa do Mundo.
  • O Brasil também tem exportado grandes volumes para outros países.

Apesar das incertezas, o cenário para o mercado do boi gordo apresenta perspectivas positivas, com a expectativa de que a demanda externa continue a crescer.

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Lula e Trump discutem terras raras, crime organizado e tarifas


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quinta-feira com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro, que durou cerca de três horas, foi considerado por Lula como muito produtivo.

Trump recebeu Lula com honras, incluindo tapete vermelho e um forte aperto de mão. Durante a coletiva de imprensa após a reunião, Lula destacou os principais tópicos discutidos.

Exploração de terras raras

Um dos assuntos centrais foi a exploração das terras raras no Brasil. Lula afirmou que está aberto a receber investimentos de qualquer país, mantendo a soberania nacional. Ele declarou:

  • “30% do nosso território não temos obrigação de compartilhar com quem queira fazer investimento no Brasil.”
  • “Queremos fazer parceria com empresas americanas, chinesas, alemãs, japonesas, francesas, ou quem quiser participar conosco.”

Combate ao crime organizado

Lula também apresentou alternativas ao combate ao crime organizado, enfatizando a necessidade de oferecer alternativas econômicas aos países que cultivam drogas. Ele argumentou que:

  • “Para fazer com que os países deixem de plantar drogas, é preciso criar alternativas econômicas.”

Tarifas comerciais

Sobre as tarifas cobradas pelos Estados Unidos, Lula mencionou que ainda existem divergências na relação comercial entre os dois países. Ele sugeriu a formação de um grupo de trabalho para discutir as tarifas, afirmando:

  • “Vamos permitir que os ministros de comércio apresentem uma proposta em 30 dias.”

Questão do Pix

Por fim, Lula comentou sobre uma possível ameaça de Trump ao sistema de pagamentos brasileiro, o Pix. Embora Trump não tenha abordado o tema, Lula expressou esperança de que o assunto seja discutido em futuras reuniões.

O encontro foi avaliado como positivo, com ambos os líderes reconhecendo a importância do diálogo para resolver questões pendentes e fortalecer as relações entre Brasil e Estados Unidos.

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AgroNewsPolítica & Agro

Lar Legal Rural entrega 20 títulos de propriedade em Flor do Sertão


Com garantia de segurança jurídica para famílias rurais, o campo ganha dignidade no Extremo Oeste Catarinense

O município de Flor do Sertão, no Extremo Oeste catarinense, viveu um momento de emoção com a entrega de mais 20 títulos de propriedade rural por meio do Programa Lar Legal Rural, iniciativa do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A cerimônia ocorreu na Prefeitura Municipal e reuniu autoridades, lideranças do setor agropecuário e famílias beneficiadas pela regularização fundiária.

A ação é resultado de uma parceria do TJSC com a Prefeitura Municipal, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaesc) e o Programa Solo Seguro Favela. O objetivo é promover a regularização de imóveis rurais e garantir a entrega definitiva das matrículas aos proprietários.

Com o documento em mãos, os agricultores passam a contar com segurança jurídica sobre as propriedades e também têm acesso facilitado a financiamentos, crédito rural, investimentos e demais políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da atividade agrícola.

DIGNIDADE PARA QUEM VIVE DA TERRA

Durante a solenidade, o juiz Pedro Cruz Gabriel, destacou a relevância social do programa e a emoção de acompanhar a entrega das escrituras às famílias agricultoras. Segundo o magistrado, o Lar Legal Rural representa muito mais do que um documento oficial e também ressaltou a importância econômica e social da agricultura para a região. “O Oeste catarinense é conhecido por ser uma potência no âmbito rural e muitas vezes esse direito agora passa a ser percebido. É um momento de alegria e júbilo poder acompanhar a entrega desse direito de propriedade que não só acolhe a parte do trabalho, mas também os núcleos familiares, onde se cria os filhos e se desenvolve a alegria do viver”, completou.

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

O coordenador estadual do Programa Lar Legal, desembargador Selso de Oliveira, enfatizou que o objetivo do Tribunal de Justiça é justamente facilitar o acesso da população à regularização documental das propriedades rurais. “A ideia do Tribunal de Justiça é participar, ajudar, auxiliar para que com menos burocracia se consiga resolver essa situação que o pessoal tanto quer e tanto depende”, destacou o desembargador.

O programa é desenvolvido em diversas regiões de Santa Catarina e atende especialmente famílias que possuem contratos antigos de compra e venda, áreas herdadas ou propriedades sem matrícula individualizada, situação bastante comum no interior do Estado.

LEGADO PARA AS FUTURAS GERAÇÕES

Para o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, a articulação institucional tem sido decisiva para dar uma resposta a essa demanda antiga do setor. “Quando há integração entre as entidades e o Judiciário, o processo avança com mais consistência e credibilidade. Isso permite tirar do papel soluções que por muito tempo ficaram travadas e levar segurança jurídica, de fato, ao produtor rural”.

Representando a Faesc, o vice-presidente de Secretaria da entidade, Enori Barbieri, destacou a importância da parceria firmada entre as instituições para garantir resultados efetivos aos agricultores catarinenses. Segundo ele, a cooperação estabelecida representa uma medida eficaz para enfrentar a demanda no meio rural catarinense e o suporte do Poder Judiciário é um diferencial para a execução do programa e para garantir segurança jurídica às famílias beneficiadas. Assim é possível transformar em realidade uma solução aguardada há muitos anos por produtores rurais de diversas regiões do Estado.

“Tem pessoas esperando há muitos anos um programa que pudesse traduzir e introduzir aquela propriedade que tem papel de compra e venda ou de herança em seu nome, para poder deixar um legado para os seus filhos”, afirmou Barbieri.

O dirigente também ressaltou a missão de levar informação aos produtores rurais que ainda enfrentam problemas de documentação. “Fico muito feliz como coordenador de divulgação. Quero que todos os produtores de Santa Catarina que não detêm matrícula possam saber que existe um programa para resolver o seu problema”, disse.

DÉCADAS DE ESPERA 

Entre as histórias que emocionaram o público durante a entrega dos títulos esteve a da família Dall’Agnol. A filha do agricultor Amantino Dall’Agnol, Ida Dall’Agnol, contou que a família aguardava há mais de meio século pela regularização da propriedade.

“Meu pai Amantino já está com 83 anos. São 53 anos desde que adquiriram essa propriedade em Flor do Sertão. Foi uma compra feita pelos irmãos dele, mas até então não tinha escritura”, relatou.

Segundo Ida, a área surgiu a partir do desmembramento de outras propriedades, mas nunca recebeu matrícula própria, o que impediu a formalização do imóvel durante décadas. 

“São 55 anos de luta e de espera, é uma grande conquista para nossa família. Meu pai já não trabalha mais na propriedade, até porque não tem mais condições, mas é um sonho realizar isso enquanto ele ainda está aqui para curtir a escritura”, afirmou emocionada.

A entrega dos títulos representa, para muitas famílias do campo, o encerramento de uma longa espera e o início de uma nova etapa, com acesso pleno aos direitos garantidos pela posse legal da terra.

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A filha do agricultor Amantino Dall’Agnol, Ida Dall’Agnol, contou que a família aguardava há mais de meio século pela regularização da propriedade. (Foto: Bruna Roman/MBComunicação)

A entrega dos títulos representa, para muitas famílias do campo, o encerramento de uma longa espera e o início de uma nova etapa, com acesso pleno aos direitos garantidos pela posse legal da terra. (Foto: Bruna Roman/MBComunicação)

A filha do agricultor Amantino Dall’Agnol, Ida Dall’Agnol, contou que a família aguardava há mais de meio século pela regularização da propriedade. (Foto: Bruna Roman/MBComunicação)

O município de Flor do Sertão, no Extremo Oeste catarinense, viveu um momento de emoção com a entrega de mais 20 títulos de propriedade rural por meio do Programa Lar Legal Rural. (Foto: Bruna Roman/MBComunicação)





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Preços do boi gordo: cotação em Mato Grosso segue à frente da paulista


boi gordo preço em alta
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo voltou a conviver com tentativas de compra em níveis mais baixos no decorrer desta quinta-feira (7).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento é mais evidente em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, estados em que o posicionamento das escalas de abate entre a indústria frigorífica é mais confortável.

“O desgaste das pastagens em Minas Gerais e em Goiás resulta na menor capacidade de retenção entre os pecuaristas, o que traz um ambiente de maior disponibilidade de gado para abate”, contextualiza.

Iglesias pontua que em Mato Grosso a melhor condição das pastagens possibilita que os pecuaristas do estado cadenciem o ritmo das negociações, fazendo com que os preços encontrem maior sustentação, situação que colocou as negociações no estado em patamar superior ao de São Paulo.

“A progressão da cota chinesa é outro elemento importante a ser considerado no curtíssimo prazo, com o consenso que o limite de 1,1 milhão de toneladas tende a se esgotar em meados de junho”, assinalou.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 352 — ontem: R$ 352,83
  • Goiás: R$ 334,11 — ontem: R$ 338,79
  • Minas Gerais: R$ 339,41 — ontem: R$ 339,06
  • Mato Grosso do Sul: R$ 349,09 — ontem: R$ 348,52
  • Mato Grosso: R$ 355,88 — ontem: R$ 355,00

Mercado atacadista

Os preços da carne bovina voltaram a cair no mercado atacadista. Mesmo em um ambiente pautado por boa demanda, a leitura inicial é que os valores estavam bastante elevados, afetando os níveis de consumo no mercado doméstico.

“Desta forma, o que se evidenciou foi o recuo das indicações dos cortes com osso e dos cortes desossados. Ao mesmo tempo, a competitividade em relação às proteínas concorrentes ainda é problemática, em especial se comparado à carne de frango, que conta com preços mais atrativos”, destaca Iglesias.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo, queda de R$ 0,50;
  • Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo, redução de R$ 1,50;
  • Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo, diminuição de R$ 1,00.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações


preço soja cotação saca
Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Nova geração de cana-de-açúcar do CTC é aprovada pela CTNBio


cana-de-açúcar exportações SP
Foto: Governo do Estado de São Paulo

A nova geração de cana-de-açúcar geneticamente modificada desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a VerdPRO2, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

A tecnologia foi desenvolvida para enfrentar a broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas. A broca, presente em quase todos os canaviais do país, provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, afetando produtividade, peso da cana e teor de açúcar.

Já o controle de plantas daninhas demanda mais de R$ 6 bilhões anuais em herbicidas e operações agrícolas. Nesse aspecto, a VerdPRO2 promete simplificar o manejo de invasoras, como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária.

Segundo o CTC, a variedade reduz riscos de fitotoxicidade, oferece maior estabilidade ao longo do ciclo da cultura e contará com mais de 14 produtos.

Chegada ao mercado

Após a conclusão dos trâmites legais, a previsão de chegada da nova geração ao mercado é na safra 2026/27. “A introdução da tecnologia será realizada em proximidade com os clientes, com o intuito de demonstrar seus benefícios e valor no canavial”, informa o CTC.

De acordo com o Centro, essa etapa combina a experimentação com acompanhamento técnico próximo, capturando as necessidades de manejo dos clientes e gerando dados em condições reais de cultivo sobre os benefícios da tecnologia.

A primeira geração da variedade foi lançada pela companhia em 2017 e a atual é considerada fundamental para impulsionar a estratégia do CTC em desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar até 2040.

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