quarta-feira, julho 1, 2026

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Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta, com recuo do petróleo e recuperação em Seul


Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta, com recuo do petróleo e recuperação em Seul

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta quarta-feira (13) em sua maioria no campo positivo, em um ambiente de recuo do petróleo e atenção às tratativas internacionais envolvendo Estados Unidos, Irã e China. O principal destaque foi a Coreia do Sul, onde o índice Kospi avançou 2,63% e atingiu 7.844,01 pontos, após recuperar parte das perdas da sessão anterior.

Em Seul, o movimento ocorreu depois de o Kospi ter caído 2,29% no pregão anterior. Segundo o material de origem, parte do mercado voltou às compras após declarações de um integrante graduado do governo sobre eventual redistribuição de lucros extraordinários de inteligência artificial (IA) das empresas. O impacto efetivo dessas falas, porém, ainda é incerto.

Nas demais praças da região, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,84%, para 63.272,11 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,15%, a 26.388,44 pontos. Na China continental, o Xangai Composto ganhou 0,67%, para 4.242,57 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve alta de 1,55%, a 2.949,07 pontos. Na contramão, o Taiex, de Taiwan, recuou 1,25%, a 41.374,50 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,46%, para 8.630,40 pontos.

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No mercado de energia, o petróleo voltou a cair durante a madrugada, interrompendo três sessões seguidas de alta. O recuo ocorreu mesmo com a continuidade do impasse nas negociações relacionadas ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega nesta quarta-feira (13) à China para reunião com o líder chinês, Xi Jinping. Segundo o conteúdo informado, a pauta inclui o tema Irã e assuntos comerciais.

Para agentes de mercado, o desempenho das bolsas asiáticas e do petróleo ajuda a compor o cenário externo acompanhado por exportadores, importadores e investidores em commodities. O material de origem, no entanto, não informa efeitos diretos sobre produtos agrícolas nem identifica nominalmente analistas ou instituições consultadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho segunda safra concentra preocupação com janela de plantio e custos em Mato Grosso



O resultado final ainda depende do comportamento das chuvas



Foto: Nadia Borges

O milho segunda safra passou a concentrar as atenções em Mato Grosso após o encerramento da soja. Segundo o Sistema Famato, com base em informações do Imea, o excesso de chuvas em fevereiro dificultou a colheita da soja e atrasou o plantio do milho em parte das áreas.

O Imea estimou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal. Esse atraso aumenta a exposição das lavouras a riscos climáticos nas fases finais do ciclo.

A projeção atual indica 7,39 milhões de hectares plantados com milho segunda safra em Mato Grosso, produtividade média de 116,6 sacas por hectare e produção prevista de 51,72 milhões de toneladas.

O resultado final ainda depende do comportamento das chuvas. A fase de desenvolvimento e enchimento de grãos será decisiva para confirmar ou revisar o potencial produtivo estimado.

A preocupação também é econômica. Para a safra 2026/27, o custo total do milho foi projetado em R$ 7.303,96 por hectare, alta de 8,59%, o que reforça a necessidade de gestão mais rigorosa da relação entre custo, produtividade e preço de venda.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Exportações brasileiras para UE podem aumentar em US$1 bi já este ano com…


Logotipo Reuters

BARCELONA, 17 Abr (Reuters) – O governo brasileiro estima que as exportações brasileiras para a União Europeia podem crescer US$1 bilhão já este ano com a entrada em vigor do acordo comercial entre a UE e o Mercosul, disse nesta sexta-feira o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir André Müller. 

O acordo entrará em vigor provisoriamente a partir de primeiro de maio, e 543 produtos terão as tarifas retiradas imediatamente, explicou Müller após encontro de empresários brasileiros e espanhóis com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Barcelona.

“Só com os 543 produtos que vão sair imediatamente a desgravação, com a tarifa imediatamente indo para zero, pode dar um ganho de US$1 bilhão já este ano, que se somariam aos já U$50 bilhões de exportação que o Brasil já tem (para a União Europeia)”, afirmou. 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou também após o encontro que produtos como milho, etanol, arroz e proteínas suína e de aves começam a ter imediatamente cotas com tarifa zero, o que beneficia diretamente o Brasil, grande exportador desses produtos. 

“Precisamos estar com o setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, disse Rosa.

(Reportagem de Michael Susin, texto de Lisandra Paraguassu; edição de Pedro Fonseca)

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AgroNewsPolítica & Agro

Norte de Mato Grosso confirma força na soja, mas qualidade segue no radar



Sinop está diretamente ligada à dinâmica da oleaginosa



Foto: Divulgação

Sinop acompanha os reflexos de uma safra estadual de soja marcada por produtividade elevada em Mato Grosso. O levantamento da Aprosoja MT e do Imea confirmou produção estimada em 51,56 milhões de toneladas no ciclo 2025/26.

Como cidade-polo do norte mato-grossense, Sinop está diretamente ligada à dinâmica da oleaginosa. A região concentra produtores, revendas, armazéns, transportadoras e empresas de apoio técnico.

O levantamento de campo percorreu todas as regiões do estado, com mais de 34 mil quilômetros vistoriados. A metodologia buscou reunir informações diretamente nas lavouras para reduzir incertezas sobre produtividade e qualidade.

O bom desempenho produtivo não elimina pontos de atenção. O Imea identificou desafios climáticos ao longo do ciclo, incluindo déficit hídrico no início do plantio e chuvas em excesso na fase final.





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AgroNewsPolítica & Agro

Nova tabela de alimentação para tilápias reduz custos


A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) desenvolveu uma tecnologia que pode promover uma economia de até 7% no custo de alimentação das tilápias cultivadas em tanques-rede. Esse é o principal resultado da pesquisa que está sendo divulgada por meio do novo Comunicado Técnico, já disponível gratuitamente. O estudo valida, para o Tocantins, uma tabela de alimentação específica para a tilápia-do-nilo criada em tanques-rede — condição predominante na piscicultura do estado. O lançamento oficial da tecnologia será na Agrotins, próxima quinta-feira (14), 10h, durante a VII Reunião Técnica – Produção de Peixes em Tanques-Rede nos Reservatórios do Tocantins. O evento acontecerá no Pavilhão da Pesca e Aquicultura.

“É uma tecnologia que valida, pela primeira vez para as condições do Tocantins, uma tabela de alimentação específica para a engorda da tilápia em tanques-rede. Até então, os produtores utilizavam tabelas desenvolvidas para outras regiões, como os reservatórios de Serra da Mesa e Cana Brava, em Goiás”, destaca a pesquisadora Ana Paula Oeda, líder da pesquisa.

A validação demonstrou que é possível reduzir em 10% a quantidade de ração fornecida, sem comprometer o crescimento, a sobrevivência e o rendimento de carcaça dos peixes. Além do aumento na eficiência de utilização de ração (insumo mais caro em uma piscicultura), há redução do impacto ambiental e aumento da rentabilidade da atividade. O documento também fortalece a cadeia produtiva da tilápia no Tocantins, oferecendo orientações práticas aos piscicultores sobre boas práticas de alimentação.

A ração representa até 80% dos custos na engorda de tilápias, e pequenos ajustes podem reduzir significativamente o gasto do produtor, sem comprometer o desempenho dos peixes.

A pesquisadora ressalta, no entanto, que a tabela ainda precisa ser validada em outros estados. “A tecnologia pode ser aplicada em regiões com condições ambientais e sistemas produtivos semelhantes aos do Tocantins. No entanto, recomenda-se que a tabela seja ajustada e validada localmente, pois fatores como qualidade da água, manejo e densidade de estocagem podem influenciar o consumo e utilização da ração e o crescimento dos peixes”, ressalta.

Pesquisadores testaram, no reservatório de Lajeado, uma adaptação da tabela tradicionalmente usada na região de Serra da Mesa, comparando o manejo usual com outro que reduziu em 10% a taxa de alimentação semanal. Os resultados comprovaram que a redução não comprometeu o crescimento nem a conversão alimentar dos peixes. Mantendo-se o desempenho zootécnico, o manejo otimizado diminuiu o custo final de produção: um peixe que sairia por R$ 7,00/kg, com o novo protocolo, pode chegar a R$ 6,51/kg.

A tabela validada apresenta, semana a semana, as recomendações para produtores que trabalham com peixes entre 190 g e acima de 1 kg. O documento define número de refeições diárias (quatro), taxa de alimentação (baseada no percentual da biomassa), nível de proteína das rações (32%) e granulometria dos pellets (de 4–6 mm, passando para 6–8 mm conforme o crescimento). A publicação também traz exemplos práticos de cálculo da quantidade diária de ração a partir da biomassa do viveiro — facilitando a adoção do manejo proposto.

Nos estudos conduzidos pela Embrapa, os peixes passaram de 210 g para 936 g em 119 dias, com conversão alimentar média de 1,7 e taxa de sobrevivência de 97%. Esses indicadores reforçam a segurança técnica da tabela para as condições ambientais do Tocantins.

Segundo Oeda, não basta o produtor apenas adotar os dados da tabela para obter economia nas despesas com ração na criação de tilápias. “É fundamental também evitar sobras de ração nos tanques-rede; utilizar comedouros; fixar horários de alimentação; realizar biometrias periódicas para acompanhar o crescimento dos peixes e, por fim, armazenar a ração em condições adequadas”, ressalta a pesquisadora. Todas essas recomendações estão descritas no Comunicado Técnico.

Apesar de ter produzido apenas 700 toneladas de tilápia em 2024 — reflexo da recente regulamentação dos tanques-rede no estado — o Tocantins possui um enorme potencial: a capacidade de suporte estimada é de 290 mil toneladas por ano. A validação de uma tabela alimentar regionalizada representa um passo importante para impulsionar o setor, reduzindo custos e aumentando a competitividade dos produtores locais.





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Evento da Embrapa debate aplicação da Lei de Inovação e papel dos NITs


Evento da Embrapa debate aplicação da Lei de Inovação e papel dos NITs

A segunda edição do Café com Negócios reuniu, na quarta-feira (6), pesquisadores, técnicos, gestores e estudantes para discutir a aplicação prática da Lei de Inovação nas Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs). O debate foi realizado no auditório da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza (CE), com participação do procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU), Tarcísio Bessa.

O encontro tratou dos mecanismos legais que permitem às ICTs ampliar a cooperação com empresas e gerar receitas com inovação. Entre os instrumentos citados estão contratos de licenciamento, cessão de direitos sobre criações e contratação com exclusividade, desde que observadas as regras previstas na legislação.

A Lei de Inovação foi instituída pela Lei nº 10.973/2004. Depois, o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da Lei nº 13.243/2016 e do Decreto nº 9.283/2018, alterou regras para reduzir entraves administrativos e dar mais segurança jurídica às parcerias entre instituições públicas de pesquisa e o setor privado.

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Segundo Bessa, ainda há barreiras para que essas possibilidades sejam usadas de forma mais ampla. De acordo com o procurador federal da AGU, o desafio não é apenas jurídico, mas também institucional. “Ainda há desafios a serem vencidos, principalmente a questão cultural, traduzida no modo como muitas instituições públicas conduzem os processos de inovação”, afirmou.

Durante a palestra, ele também destacou a distância entre a produção científica e a chegada de produtos ao mercado. Nesse contexto, os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) foram apontados como estruturas centrais para gerir propriedade intelectual, coordenar parcerias, acompanhar contratos e administrar receitas de royalties.

A avaliação apresentada no evento é que NITs bem estruturados tendem a aumentar a eficiência da transferência de tecnologia, ao conectar pesquisadores, demandas produtivas e exigências legais. Na Embrapa Agroindústria Tropical, o núcleo está em processo de estruturação.

A discussão reforçou que o avanço da inovação nas ICTs depende da combinação entre instrumentos legais, organização institucional e interação com o setor privado. Sem essa base, a legislação tende a ter alcance limitado na transformação de pesquisa em tecnologia aplicada.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa apresenta restauração no Cerrado e ILPF a delegação internacional em Brasília


Embrapa apresenta restauração no Cerrado e ILPF a delegação internacional em Brasília

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Cerrados apresentaram, na última quinta-feira (7), estratégias de manejo integrado da paisagem no Cerrado e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) a cerca de 60 participantes do Folur Livestock Sector Dialogue, em Brasília. O encontro ocorreu entre segunda-feira (5) e quinta-feira (8) e reuniu representantes de governos, instituições financeiras, setor privado e equipes técnicas de projetos internacionais.

O evento faz parte do Programa de Impacto nos Sistemas Alimentares, Uso da Terra e Restauração (Folur), plataforma global liderada pelo Banco Mundial e financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês). A iniciativa atua em 27 países e busca acelerar ações em cadeias de valor de oito commodities, entre elas pecuária, soja, milho, café e trigo.

Na apresentação sobre o Cerrado, o pesquisador Felipe Ribeiro, da Embrapa Cerrados, detalhou ações de recuperação de áreas degradadas, recomposição de vegetação nativa e uso da plataforma WebAmbiente para diagnóstico, planejamento e monitoramento. Segundo ele, a proposta é integrar ciências de plantas, animais e recursos naturais para restaurar a funcionalidade do ecossistema agrícola e ampliar serviços ecossistêmicos, como regulação da água, conservação da biodiversidade e sequestro de carbono.

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Na vitrine tecnológica da unidade, os pesquisadores Roberto Guimarães Jr., Karina Pulrolnik e Júlio Reis mostraram resultados de sistemas ILPF. De acordo com a Embrapa, esses modelos já são adotados em pelo menos 17 milhões de hectares no Brasil. Os estudos apresentados indicam ganhos em produtividade animal e de grãos, melhoria das condições físicas do solo, maior ciclagem de nutrientes, redução de pragas e melhor balanço de carbono.

Reis também apresentou análises econômicas de propriedades de Mato Grosso ao longo de sete anos. Os dados mostraram que sistemas integrados tiveram produtividade superior e maior retorno econômico, especialmente pela diversificação de produtos e pela inclusão do componente florestal.

Para Peter Umunay, líder temático global para sistemas alimentares e uso da terra no GEF e gestor do Folur, a experiência brasileira pode subsidiar adaptações em outros países. Segundo ele, o intercâmbio técnico busca identificar parcerias para ampliar o uso de soluções baseadas em pesquisa, políticas públicas e inovação em paisagens produtivas.

Fonte: embrapa.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Algodão avança em vendas, mas Mato Grosso reduz área da safra 2025/26



Algodão exige planejamento financeiro mais seletivo.



Foto: Canva

O algodão também entra no radar de Sinop e do norte de Mato Grosso. Segundo boletim do Imea divulgado pelo Sistema Famato, a comercialização da safra 2025/26 avançou em abril e alcançou 68,89% da produção estimada.

O avanço foi impulsionado por um cenário mais favorável no mercado internacional. As cotações da fibra na Bolsa de Nova York estimularam produtores a negociar volumes maiores da produção.

Apesar da melhora comercial, o Imea reduziu a estimativa de área destinada ao algodão em Mato Grosso para 1,38 milhão de hectares, recuo de 11,11% em relação à safra 2024/25.

A produção de algodão em caroço foi projetada em 6,14 milhões de toneladas, queda de 16,04% frente ao ciclo anterior. A redução está associada à rentabilidade mais apertada e aos elevados custos de produção.

Para regiões produtoras e polos de serviços como Sinop, o algodão exige planejamento financeiro mais seletivo. A escolha de áreas mais produtivas, a negociação antecipada e o monitoramento climático serão determinantes para preservar margens.





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MSCI inclui ação ordinária do Itaú Unibanco em índice de mercados emergentes


MSCI inclui ação ordinária do Itaú Unibanco em índice de mercados emergentes

A MSCI anunciou, nesta terça-feira (12), os resultados da revisão de maio de 2026 de seus índices globais. Entre as mudanças, a ação ordinária do Itaú Unibanco foi incluída no MSCI Emerging Markets Index, referência acompanhada por investidores internacionais e gestores de fundos com exposição a mercados emergentes.

Segundo o comunicado da MSCI, a ação ordinária do Itaú Unibanco está entre as três maiores adições ao índice de mercados emergentes quando considerado o critério de capitalização total de mercado das companhias. Também entram na mesma revisão a Yangtze Optical Fibre and Cable Joint Stock Limited Company A (HK-C) e a Sichuan Biokin Pharmaceutical A (HK-C).

A revisão faz parte do rebalanceamento periódico promovido pela empresa americana, que fornece ferramentas de suporte a decisões de investimento, incluindo índices de ações usados como parâmetro por fundos passivos e ativos. Nesses processos, a MSCI atualiza a composição dos indicadores com base em critérios como valor de mercado, liquidez e estrutura acionária.

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No conjunto dos índices MSCI Global Standard, a revisão de maio prevê 49 adições e 101 exclusões no MSCI All Country World Index (ACWI), índice que reúne ações de mercados desenvolvidos e emergentes. Todas as alterações anunciadas serão implementadas a partir do fechamento de sexta-feira (29).

Do ponto de vista operacional, inclusões em índices internacionais costumam ser acompanhadas de ajustes de carteira por fundos que replicam esses benchmarks. O efeito financeiro específico sobre o papel do Itaú Unibanco, porém, não foi detalhado no comunicado da MSCI, e não há estimativa informada no material divulgado sobre volume potencial de fluxo para a ação.

Com a implementação no fim de maio, o mercado deve acompanhar os ajustes técnicos de portfólio ligados à nova composição dos índices da MSCI, especialmente em ativos com maior peso relativo nas revisões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Abit critica decisão do governo de zerar imposto sobre compras internacionais de até US$ 50


Abit critica decisão do governo de zerar imposto sobre compras internacionais de até US$ 50

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) divulgou, nesta terça-feira (12), uma nota de repúdio à decisão do governo federal de zerar o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida no mercado como “taxa das blusinhas”. Segundo a entidade, a mudança altera a concorrência entre produtos importados e nacionais no segmento de menor valor.

Na nota, a Abit afirma ter “profunda preocupação” com a decisão e diz que a medida favorece plataformas estrangeiras em um mercado em que grande parte dos itens é vendida abaixo desse teto. De acordo com a associação, cerca de 80% das peças de vestuário comercializadas no Brasil têm valor inferior a US$ 50.

A entidade sustenta que empresas brasileiras da indústria e do varejo operam sob uma estrutura de custos composta por carga tributária, juros reais elevados e exigências trabalhistas, ambientais e regulatórias. Para a Abit, o fim da cobrança sobre encomendas internacionais amplia a desigualdade competitiva em relação aos importados vendidos por comércio eletrônico.

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Em outro trecho da manifestação, a associação afirma que fabricantes estrangeiros já contam com subsídios em seus países de origem e que a retirada da tarifa brasileira aumenta essa vantagem no acesso ao mercado nacional. A entidade também relaciona a decisão a possíveis efeitos sobre investimento produtivo e emprego formal na cadeia têxtil e de confecção.

No campo fiscal, a Abit informa que o governo federal arrecadou R$ 1,78 bilhão com encomendas internacionais nos quatro primeiros meses de 2026. Com base nesse dado, a associação projeta impacto negativo sobre a arrecadação pública caso a desoneração seja mantida.

Até o momento, o conteúdo disponível não detalha o instrumento legal da mudança nem o prazo de vigência da medida. A partir da posição divulgada pela Abit, o tema deve seguir em debate entre indústria, varejo e governo, especialmente pelos efeitos tributários e concorrenciais sobre o setor.

Fonte: Estadão Conteúdo

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