quarta-feira, julho 1, 2026

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Produção industrial da zona do euro avança 0,2% em março, informa Eurostat


Produção industrial da zona do euro avança 0,2% em março, informa Eurostat

A produção industrial da zona do euro subiu 0,2% em março ante fevereiro, segundo levantamento divulgado pela Eurostat, agência oficial de estatísticas da União Europeia, nesta quarta-feira (13). O resultado ficou ligeiramente acima da projeção de analistas consultados pela FactSet, que esperavam avanço de 0,1% no período. Na comparação anual, porém, a atividade industrial do bloco recuou 2,1%.

O dado mensal indica continuidade de um movimento moderado de recuperação, depois de fevereiro também ter registrado alta de 0,2% na série revisada. Antes da atualização, os números do mês anterior eram diferentes. Com a revisão, a Eurostat também passou a apontar queda anual de 0,8% em fevereiro.

Apesar do avanço na margem, o desempenho de março mostrou enfraquecimento na comparação com o mesmo mês de 2025. O recuo anual de 2,1% ficou pior do que o consenso da FactSet, que projetava baixa de 1,9%. Isso indica que, embora tenha havido melhora pontual entre fevereiro e março, a indústria da zona do euro ainda opera abaixo do nível observado há um ano.

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A diferença entre a leitura mensal e o resultado anual ajuda a dimensionar o cenário. O crescimento de 0,2% sugere estabilidade de curto prazo, enquanto a retração de 2,1% reforça que a recuperação do setor permanece limitada. A Eurostat não detalhou, no conteúdo informado, quais segmentos industriais tiveram maior influência sobre o resultado consolidado.

Para mercados exportadores e cadeias ligadas a bens industriais, o dado sinaliza demanda ainda contida no bloco europeu. Isso tende a manter atenção sobre os próximos indicadores de atividade, especialmente porque a base anual segue negativa mesmo após dois meses consecutivos de alta na margem.

O resultado de março mostra melhora pontual da indústria da zona do euro, mas sem reverter a fraqueza acumulada em 12 meses. Os próximos levantamentos da Eurostat serão determinantes para indicar se o bloco entrou em trajetória de recuperação mais consistente ou se o avanço mensal segue restrito.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PIB da zona do euro cresce 0,1% no 1º trimestre e Eurostat confirma revisão


PIB da zona do euro cresce 0,1% no 1º trimestre e Eurostat confirma revisão

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, segundo revisão divulgada pela Eurostat nesta quarta-feira (13). Na comparação com o mesmo período do ano passado, a expansão foi de 0,8%. Os números confirmam a leitura preliminar e ficaram alinhados às projeções de analistas compiladas pela FactSet.

A atualização mantém inalterado o quadro já indicado na primeira estimativa da agência de estatísticas da União Europeia. O resultado trimestral mostra avanço limitado da atividade econômica do bloco entre janeiro e março, enquanto a taxa anual indica crescimento moderado em base de comparação mais longa.

Como a revisão confirmou os dados preliminares, o mercado passa a trabalhar com menor incerteza sobre o desempenho da economia europeia no início de 2026. Em indicadores de atividade, a confirmação estatística é relevante porque reduz a probabilidade de ajustes expressivos no diagnóstico sobre consumo, investimento e produção no bloco.

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A zona do euro reúne algumas das principais economias da Europa e é referência para decisões de comércio, câmbio, juros e fluxo internacional de capitais. Por isso, a confirmação de crescimento de 0,1% no trimestre e de 0,8% em 12 meses serve como base para análises sobre o ritmo da demanda regional e a condução da política monetária europeia.

Para o Brasil e para o agronegócio, o dado é acompanhado como sinal do ambiente econômico externo, especialmente em cadeias com exposição ao mercado europeu. No entanto, o dado divulgado nesta quarta-feira (13) não detalha, por si só, efeitos setoriais imediatos sobre commodities agrícolas, proteína animal ou balança comercial. Também não há, no material informado, abertura por país ou segmento produtivo.

Com a revisão confirmada, o foco do mercado tende a se deslocar para os próximos indicadores de inflação, consumo e indústria na Europa, que devem ajudar a medir se o crescimento do bloco ganhará tração ao longo de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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**Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta com recuo do petróleo e recuperação em Seul**


**Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta com recuo do petróleo e recuperação em Seul**

As bolsas asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira (13) majoritariamente em alta, em um pregão marcado pela queda do petróleo e pela recuperação do mercado sul-coreano. O avanço ocorreu mesmo com a continuidade do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, fator que segue no radar dos investidores por seu potencial de afetar energia, inflação e fluxo global de capitais.

O principal destaque do dia foi o índice Kospi, da Coreia do Sul, que subiu 2,63% em Seul, aos 7.844,01 pontos. O resultado reverteu a queda de 2,29% registrada na terça-feira (12), quando declarações de um integrante graduado do governo sobre eventual redistribuição de lucros extraordinários de empresas de inteligência artificial pressionaram os papéis. Segundo analistas citados pela Associated Press, parte dos investidores recomprou ações após avaliar que o efeito prático das declarações ainda é incerto.

Nas demais praças, o Nikkei avançou 0,84% em Tóquio, para 63.272,11 pontos, e o Hang Seng teve alta de 0,15% em Hong Kong, aos 26.388,44 pontos. Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,67%, a 4.242,57 pontos, enquanto o Shenzhen Composto ganhou 1,55%, para 2.949,07 pontos. Em sentido oposto, o Taiex caiu 1,25% em Taiwan, aos 41.374,50 pontos, e o S&P/ASX 200 recuou 0,46% em Sydney, a 8.630,40 pontos.

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No mercado de energia, o petróleo interrompeu uma sequência de três altas e voltou a cair durante a madrugada, em movimento atribuído à correção técnica. Ainda assim, o cenário geopolítico segue pressionado, já que as conversas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã permanecem estagnadas.

Para o ambiente econômico, a combinação entre petróleo mais fraco e bolsas em alta tende a reduzir parte da aversão ao risco no curto prazo. Isso pode influenciar custos de energia, frete e insumos dependentes de combustíveis, além de afetar o humor dos mercados ligados a comércio exterior e commodities.

A atenção do mercado permanece voltada para a reunião desta quarta-feira (13) entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Segundo a Associated Press, o encontro deve incluir discussões sobre Irã e comércio, temas com potencial de repercussão sobre câmbio, energia e fluxo internacional de investimentos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta, com recuo do petróleo e recuperação em Seul


Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta, com recuo do petróleo e recuperação em Seul

As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta quarta-feira (13) em sua maioria no campo positivo, em um ambiente de recuo do petróleo e atenção às tratativas internacionais envolvendo Estados Unidos, Irã e China. O principal destaque foi a Coreia do Sul, onde o índice Kospi avançou 2,63% e atingiu 7.844,01 pontos, após recuperar parte das perdas da sessão anterior.

Em Seul, o movimento ocorreu depois de o Kospi ter caído 2,29% no pregão anterior. Segundo o material de origem, parte do mercado voltou às compras após declarações de um integrante graduado do governo sobre eventual redistribuição de lucros extraordinários de inteligência artificial (IA) das empresas. O impacto efetivo dessas falas, porém, ainda é incerto.

Nas demais praças da região, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,84%, para 63.272,11 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,15%, a 26.388,44 pontos. Na China continental, o Xangai Composto ganhou 0,67%, para 4.242,57 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve alta de 1,55%, a 2.949,07 pontos. Na contramão, o Taiex, de Taiwan, recuou 1,25%, a 41.374,50 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,46%, para 8.630,40 pontos.

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No mercado de energia, o petróleo voltou a cair durante a madrugada, interrompendo três sessões seguidas de alta. O recuo ocorreu mesmo com a continuidade do impasse nas negociações relacionadas ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega nesta quarta-feira (13) à China para reunião com o líder chinês, Xi Jinping. Segundo o conteúdo informado, a pauta inclui o tema Irã e assuntos comerciais.

Para agentes de mercado, o desempenho das bolsas asiáticas e do petróleo ajuda a compor o cenário externo acompanhado por exportadores, importadores e investidores em commodities. O material de origem, no entanto, não informa efeitos diretos sobre produtos agrícolas nem identifica nominalmente analistas ou instituições consultadas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho segunda safra concentra preocupação com janela de plantio e custos em Mato Grosso



O resultado final ainda depende do comportamento das chuvas



Foto: Nadia Borges

O milho segunda safra passou a concentrar as atenções em Mato Grosso após o encerramento da soja. Segundo o Sistema Famato, com base em informações do Imea, o excesso de chuvas em fevereiro dificultou a colheita da soja e atrasou o plantio do milho em parte das áreas.

O Imea estimou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal. Esse atraso aumenta a exposição das lavouras a riscos climáticos nas fases finais do ciclo.

A projeção atual indica 7,39 milhões de hectares plantados com milho segunda safra em Mato Grosso, produtividade média de 116,6 sacas por hectare e produção prevista de 51,72 milhões de toneladas.

O resultado final ainda depende do comportamento das chuvas. A fase de desenvolvimento e enchimento de grãos será decisiva para confirmar ou revisar o potencial produtivo estimado.

A preocupação também é econômica. Para a safra 2026/27, o custo total do milho foi projetado em R$ 7.303,96 por hectare, alta de 8,59%, o que reforça a necessidade de gestão mais rigorosa da relação entre custo, produtividade e preço de venda.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Exportações brasileiras para UE podem aumentar em US$1 bi já este ano com…


Logotipo Reuters

BARCELONA, 17 Abr (Reuters) – O governo brasileiro estima que as exportações brasileiras para a União Europeia podem crescer US$1 bilhão já este ano com a entrada em vigor do acordo comercial entre a UE e o Mercosul, disse nesta sexta-feira o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir André Müller. 

O acordo entrará em vigor provisoriamente a partir de primeiro de maio, e 543 produtos terão as tarifas retiradas imediatamente, explicou Müller após encontro de empresários brasileiros e espanhóis com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Barcelona.

“Só com os 543 produtos que vão sair imediatamente a desgravação, com a tarifa imediatamente indo para zero, pode dar um ganho de US$1 bilhão já este ano, que se somariam aos já U$50 bilhões de exportação que o Brasil já tem (para a União Europeia)”, afirmou. 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou também após o encontro que produtos como milho, etanol, arroz e proteínas suína e de aves começam a ter imediatamente cotas com tarifa zero, o que beneficia diretamente o Brasil, grande exportador desses produtos. 

“Precisamos estar com o setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, disse Rosa.

(Reportagem de Michael Susin, texto de Lisandra Paraguassu; edição de Pedro Fonseca)

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AgroNewsPolítica & Agro

Norte de Mato Grosso confirma força na soja, mas qualidade segue no radar



Sinop está diretamente ligada à dinâmica da oleaginosa



Foto: Divulgação

Sinop acompanha os reflexos de uma safra estadual de soja marcada por produtividade elevada em Mato Grosso. O levantamento da Aprosoja MT e do Imea confirmou produção estimada em 51,56 milhões de toneladas no ciclo 2025/26.

Como cidade-polo do norte mato-grossense, Sinop está diretamente ligada à dinâmica da oleaginosa. A região concentra produtores, revendas, armazéns, transportadoras e empresas de apoio técnico.

O levantamento de campo percorreu todas as regiões do estado, com mais de 34 mil quilômetros vistoriados. A metodologia buscou reunir informações diretamente nas lavouras para reduzir incertezas sobre produtividade e qualidade.

O bom desempenho produtivo não elimina pontos de atenção. O Imea identificou desafios climáticos ao longo do ciclo, incluindo déficit hídrico no início do plantio e chuvas em excesso na fase final.





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AgroNewsPolítica & Agro

Nova tabela de alimentação para tilápias reduz custos


A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) desenvolveu uma tecnologia que pode promover uma economia de até 7% no custo de alimentação das tilápias cultivadas em tanques-rede. Esse é o principal resultado da pesquisa que está sendo divulgada por meio do novo Comunicado Técnico, já disponível gratuitamente. O estudo valida, para o Tocantins, uma tabela de alimentação específica para a tilápia-do-nilo criada em tanques-rede — condição predominante na piscicultura do estado. O lançamento oficial da tecnologia será na Agrotins, próxima quinta-feira (14), 10h, durante a VII Reunião Técnica – Produção de Peixes em Tanques-Rede nos Reservatórios do Tocantins. O evento acontecerá no Pavilhão da Pesca e Aquicultura.

“É uma tecnologia que valida, pela primeira vez para as condições do Tocantins, uma tabela de alimentação específica para a engorda da tilápia em tanques-rede. Até então, os produtores utilizavam tabelas desenvolvidas para outras regiões, como os reservatórios de Serra da Mesa e Cana Brava, em Goiás”, destaca a pesquisadora Ana Paula Oeda, líder da pesquisa.

A validação demonstrou que é possível reduzir em 10% a quantidade de ração fornecida, sem comprometer o crescimento, a sobrevivência e o rendimento de carcaça dos peixes. Além do aumento na eficiência de utilização de ração (insumo mais caro em uma piscicultura), há redução do impacto ambiental e aumento da rentabilidade da atividade. O documento também fortalece a cadeia produtiva da tilápia no Tocantins, oferecendo orientações práticas aos piscicultores sobre boas práticas de alimentação.

A ração representa até 80% dos custos na engorda de tilápias, e pequenos ajustes podem reduzir significativamente o gasto do produtor, sem comprometer o desempenho dos peixes.

A pesquisadora ressalta, no entanto, que a tabela ainda precisa ser validada em outros estados. “A tecnologia pode ser aplicada em regiões com condições ambientais e sistemas produtivos semelhantes aos do Tocantins. No entanto, recomenda-se que a tabela seja ajustada e validada localmente, pois fatores como qualidade da água, manejo e densidade de estocagem podem influenciar o consumo e utilização da ração e o crescimento dos peixes”, ressalta.

Pesquisadores testaram, no reservatório de Lajeado, uma adaptação da tabela tradicionalmente usada na região de Serra da Mesa, comparando o manejo usual com outro que reduziu em 10% a taxa de alimentação semanal. Os resultados comprovaram que a redução não comprometeu o crescimento nem a conversão alimentar dos peixes. Mantendo-se o desempenho zootécnico, o manejo otimizado diminuiu o custo final de produção: um peixe que sairia por R$ 7,00/kg, com o novo protocolo, pode chegar a R$ 6,51/kg.

A tabela validada apresenta, semana a semana, as recomendações para produtores que trabalham com peixes entre 190 g e acima de 1 kg. O documento define número de refeições diárias (quatro), taxa de alimentação (baseada no percentual da biomassa), nível de proteína das rações (32%) e granulometria dos pellets (de 4–6 mm, passando para 6–8 mm conforme o crescimento). A publicação também traz exemplos práticos de cálculo da quantidade diária de ração a partir da biomassa do viveiro — facilitando a adoção do manejo proposto.

Nos estudos conduzidos pela Embrapa, os peixes passaram de 210 g para 936 g em 119 dias, com conversão alimentar média de 1,7 e taxa de sobrevivência de 97%. Esses indicadores reforçam a segurança técnica da tabela para as condições ambientais do Tocantins.

Segundo Oeda, não basta o produtor apenas adotar os dados da tabela para obter economia nas despesas com ração na criação de tilápias. “É fundamental também evitar sobras de ração nos tanques-rede; utilizar comedouros; fixar horários de alimentação; realizar biometrias periódicas para acompanhar o crescimento dos peixes e, por fim, armazenar a ração em condições adequadas”, ressalta a pesquisadora. Todas essas recomendações estão descritas no Comunicado Técnico.

Apesar de ter produzido apenas 700 toneladas de tilápia em 2024 — reflexo da recente regulamentação dos tanques-rede no estado — o Tocantins possui um enorme potencial: a capacidade de suporte estimada é de 290 mil toneladas por ano. A validação de uma tabela alimentar regionalizada representa um passo importante para impulsionar o setor, reduzindo custos e aumentando a competitividade dos produtores locais.





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Evento da Embrapa debate aplicação da Lei de Inovação e papel dos NITs


Evento da Embrapa debate aplicação da Lei de Inovação e papel dos NITs

A segunda edição do Café com Negócios reuniu, na quarta-feira (6), pesquisadores, técnicos, gestores e estudantes para discutir a aplicação prática da Lei de Inovação nas Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTs). O debate foi realizado no auditório da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza (CE), com participação do procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU), Tarcísio Bessa.

O encontro tratou dos mecanismos legais que permitem às ICTs ampliar a cooperação com empresas e gerar receitas com inovação. Entre os instrumentos citados estão contratos de licenciamento, cessão de direitos sobre criações e contratação com exclusividade, desde que observadas as regras previstas na legislação.

A Lei de Inovação foi instituída pela Lei nº 10.973/2004. Depois, o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da Lei nº 13.243/2016 e do Decreto nº 9.283/2018, alterou regras para reduzir entraves administrativos e dar mais segurança jurídica às parcerias entre instituições públicas de pesquisa e o setor privado.

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Segundo Bessa, ainda há barreiras para que essas possibilidades sejam usadas de forma mais ampla. De acordo com o procurador federal da AGU, o desafio não é apenas jurídico, mas também institucional. “Ainda há desafios a serem vencidos, principalmente a questão cultural, traduzida no modo como muitas instituições públicas conduzem os processos de inovação”, afirmou.

Durante a palestra, ele também destacou a distância entre a produção científica e a chegada de produtos ao mercado. Nesse contexto, os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) foram apontados como estruturas centrais para gerir propriedade intelectual, coordenar parcerias, acompanhar contratos e administrar receitas de royalties.

A avaliação apresentada no evento é que NITs bem estruturados tendem a aumentar a eficiência da transferência de tecnologia, ao conectar pesquisadores, demandas produtivas e exigências legais. Na Embrapa Agroindústria Tropical, o núcleo está em processo de estruturação.

A discussão reforçou que o avanço da inovação nas ICTs depende da combinação entre instrumentos legais, organização institucional e interação com o setor privado. Sem essa base, a legislação tende a ter alcance limitado na transformação de pesquisa em tecnologia aplicada.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa apresenta restauração no Cerrado e ILPF a delegação internacional em Brasília


Embrapa apresenta restauração no Cerrado e ILPF a delegação internacional em Brasília

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Cerrados apresentaram, na última quinta-feira (7), estratégias de manejo integrado da paisagem no Cerrado e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) a cerca de 60 participantes do Folur Livestock Sector Dialogue, em Brasília. O encontro ocorreu entre segunda-feira (5) e quinta-feira (8) e reuniu representantes de governos, instituições financeiras, setor privado e equipes técnicas de projetos internacionais.

O evento faz parte do Programa de Impacto nos Sistemas Alimentares, Uso da Terra e Restauração (Folur), plataforma global liderada pelo Banco Mundial e financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês). A iniciativa atua em 27 países e busca acelerar ações em cadeias de valor de oito commodities, entre elas pecuária, soja, milho, café e trigo.

Na apresentação sobre o Cerrado, o pesquisador Felipe Ribeiro, da Embrapa Cerrados, detalhou ações de recuperação de áreas degradadas, recomposição de vegetação nativa e uso da plataforma WebAmbiente para diagnóstico, planejamento e monitoramento. Segundo ele, a proposta é integrar ciências de plantas, animais e recursos naturais para restaurar a funcionalidade do ecossistema agrícola e ampliar serviços ecossistêmicos, como regulação da água, conservação da biodiversidade e sequestro de carbono.

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Na vitrine tecnológica da unidade, os pesquisadores Roberto Guimarães Jr., Karina Pulrolnik e Júlio Reis mostraram resultados de sistemas ILPF. De acordo com a Embrapa, esses modelos já são adotados em pelo menos 17 milhões de hectares no Brasil. Os estudos apresentados indicam ganhos em produtividade animal e de grãos, melhoria das condições físicas do solo, maior ciclagem de nutrientes, redução de pragas e melhor balanço de carbono.

Reis também apresentou análises econômicas de propriedades de Mato Grosso ao longo de sete anos. Os dados mostraram que sistemas integrados tiveram produtividade superior e maior retorno econômico, especialmente pela diversificação de produtos e pela inclusão do componente florestal.

Para Peter Umunay, líder temático global para sistemas alimentares e uso da terra no GEF e gestor do Folur, a experiência brasileira pode subsidiar adaptações em outros países. Segundo ele, o intercâmbio técnico busca identificar parcerias para ampliar o uso de soluções baseadas em pesquisa, políticas públicas e inovação em paisagens produtivas.

Fonte: embrapa.br

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