quarta-feira, julho 1, 2026

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O que o encontro entre Trump e Xi Jinping pode mudar no agro brasileiro ? Entenda o que está em jogo


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Foto: Xinhua/Huang Jingwen

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China nesta quarta-feira (13) pode alterar de forma significativa as relações comerciais entre as duas maiores potências econômicas do planeta.

O encontro com o líder chinês, Xi Jinping, acontece em meio às tentativas de reduzir tensões comerciais entre os dois países e pode mexer diretamente com mercados estratégicos para o agro do Brasil, como soja, milho e carne bovina.

Um dos principais objetivos da viagem é ampliar o espaço dos produtos agropecuários norte-americanos no mercado chinês. Trump já declarou publicamente que pretende “abrir o mercado chinês” para os exportadores dos Estados Unidos, especialmente para produtores rurais, que enfrentam dificuldades após anos de disputa tarifária entre Washington e Pequim.

Entre os setores considerados prioritários pelos norte-americanos estão soja, carne bovina, milho, trigo e carnes de aves. Analistas internacionais apontam que a Casa Branca busca um novo pacote de compras agrícolas chinesas como forma de fortalecer o setor rural dos EUA e impulsionar preços das commodities.

O movimento, porém, entra em rota de colisão com os interesses do agro brasileiro. Atualmente, a China é o principal destino das exportações agropecuárias do Brasil, especialmente de soja e carne bovina.

O país asiático responde por uma parcela significativa da demanda global desses produtos e se tornou ainda mais dependente do Brasil após a guerra comercial iniciada no primeiro mandato de Trump, quando Pequim reduziu compras de produtos agrícolas norte-americanos e ampliou a parceria com fornecedores brasileiros.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou sua posição como principal fornecedor de soja para os chineses. Dados do mercado internacional mostram que a participação dos Estados Unidos nas importações chinesas da oleaginosa caiu fortemente desde 2016, enquanto o Brasil ganhou espaço com preços mais competitivos e aumento da produção.

Apesar disso, especialistas avaliam que uma retomada mais forte das compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA pode reduzir parte da competitividade brasileira no curto prazo, especialmente em momentos de disputa por mercado e definição de preços internacionais. O impacto poderia ser sentido principalmente nas cotações da soja na Bolsa de Chicago e nos fluxos globais de exportação.

Ainda assim, analistas internacionais ponderam que a China dificilmente reduzirá de forma brusca sua dependência do agro brasileiro. Além da competitividade do Brasil, os chineses buscam diversificar fornecedores para garantir segurança alimentar e evitar concentração excessiva em um único parceiro comercial.

Outro ponto observado pelo mercado é que o encontro entre Trump e Xi Jinping vai muito além do agronegócio. As negociações também envolvem temas estratégicos, como tarifas, minerais raros, inteligência artificial, semicondutores, Taiwan e o conflito no Oriente Médio. Por isso, há dúvidas sobre até onde os dois países conseguirão avançar em acordos concretos para o setor agrícola.

*Com informações da agência Reuters

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IPCA sobe 0,67% em abril, com pressão de alimentos, medicamentos e combustíveis


IPCA sobe 0,67% em abril, com pressão de alimentos, medicamentos e combustíveis

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,67% em abril, após alta de 0,88% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (12). Apesar da desaceleração mensal, o índice acumula elevação de 2,60% no primeiro quadrimestre e de 4,39% nos últimos 12 meses. Os principais vetores do mês foram alimentos e bebidas, saúde e cuidados pessoais e combustíveis.

O grupo alimentos e bebidas subiu 1,34% e respondeu por 0,29 ponto percentual do IPCA de abril. Dentro desse segmento, a alimentação no domicílio avançou 1,64%, puxada por cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%). Em sentido oposto, café moído caiu 2,30% e frango em pedaços recuou 2,14%.

Segundo José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, a alta dos alimentos está associada à restrição de oferta em alguns itens e ao aumento de custos logísticos. No caso do leite, ele explicou que o clima mais seco reduz a oferta de pasto e amplia o uso de ração, elevando o custo de produção.

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Em saúde e cuidados pessoais, a variação foi de 1,16%, com destaque para produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização de reajuste de até 3,81% nos medicamentos a partir de terça-feira (1º), e artigos de higiene pessoal (1,57%).

No grupo transportes, houve desaceleração de 1,64% em março para 0,06% em abril. A passagem aérea caiu 14,45%, mas os combustíveis subiram 1,80%. A gasolina, embora tenha desacelerado de 4,59% para 1,86%, foi o subitem de maior impacto individual no índice, com 0,10 ponto percentual.

Regionalmente, Goiânia registrou a maior alta, de 1,12%, influenciada por gasolina e água e esgoto. Brasília teve a menor, de 0,16%, com recuo de passagem aérea e gasolina.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, subiu 0,81% em abril, acumulando 2,70% no ano e 4,11% em 12 meses. O próximo resultado do IPCA, referente a maio, será divulgado pelo IBGE na quinta-feira (12 de junho). Não há, no conteúdo enviado, dados da Pesquisa Mensal de Comércio que sustentem o título sobre crescimento do comércio em março.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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ABIEC e associação chinesa assinam memorando para padronizar nomes de cortes bovinos


ABIEC e associação chinesa assinam memorando para padronizar nomes de cortes bovinos

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a China Meat Association (CMA) assinaram, nesta quarta-feira (13), em Pequim, um memorando de entendimento para harmonizar a nomenclatura dos cortes de carne bovina exportados do Brasil para a China. O objetivo é padronizar os nomes usados nos embarques e na documentação comercial, com referência comum para empresas e entidades dos dois países.

O acordo foi assinado pelo presidente da ABIEC, Roberto Perosa, e pelo presidente da CMA, CHEN Wei, durante agenda institucional na sede da entidade chinesa. Pelo memorando, as associações vão desenvolver e divulgar conjuntamente uma “Lista Unificada de Nomes de Produtos Bovinos”, aplicável aos produtos exportados por estabelecimentos brasileiros habilitados para o mercado chinês.

Segundo o texto do documento, a medida busca reduzir divergências na identificação de cortes similares, simplificar processos comerciais e dar maior uniformidade a contratos, invoices, packing lists, conhecimentos de embarque e documentos aduaneiros.

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A ABIEC informou que o crescimento do número de plantas brasileiras habilitadas a exportar para a China levou ao uso de diferentes nomes e descrições para cortes semelhantes. Isso passou a gerar dificuldades no desembaraço aduaneiro, na documentação comercial, na circulação das mercadorias e nas estatísticas do comércio.

Roberto Perosa afirmou que o alinhamento tende a reduzir contradições nos portos chineses e a dar mais previsibilidade ao exportador brasileiro no momento de rotular os produtos. Ele também disse que o entendimento será enviado às autoridades chinesas para homologação. O prazo para essa etapa não foi informado.

Para CHEN Wei, a assinatura do memorando deve contribuir para padronizar o comércio bilateral de carne bovina e ampliar a cooperação técnica e de padrões entre as entidades.

O memorando também prevê revisões técnicas periódicas da lista padronizada, conforme mudanças de mercado e lançamento de novos produtos. Na prática, a adoção de uma nomenclatura comum tende a reduzir ruídos operacionais e a dar mais previsibilidade aos embarques, desde que o texto seja homologado pelas autoridades competentes.

Fonte: abiec.com.br

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Comissão da Câmara debate alta nos registros de trabalho escravo no Brasil


Comissão da Câmara debate alta nos registros de trabalho escravo no Brasil

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira (13), uma audiência pública para discutir o crescimento dos registros de trabalho escravo no Brasil. O debate foi solicitado pelo deputado Padre João (PT-MG) e está marcado para as 16 horas, no plenário 9.

Segundo a comissão, um dos pontos centrais da audiência será o aumento de 38,3% nos registros de trabalho escravo no país. Também entram na pauta denúncias recentes de violações de direitos humanos em cadeias produtivas agrícolas e os efeitos dessas ocorrências no mercado interno e na imagem do Brasil no exterior.

Foram convidados para o debate a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. A audiência será interativa. A relação completa de convidados não foi detalhada no material disponível, mas a Câmara informa que o público poderá enviar perguntas.

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Outro tema previsto é a repercussão de informação divulgada pelo portal UOL de que o governo dos Estados Unidos teria aberto uma investigação comercial contra o Brasil por suposta prática de “trabalho forçado” na produção ou na importação de bens oriundos de terceiros países produzidos nessas condições.

A comissão também deve analisar material da organização Repórter Brasil sobre possíveis violações trabalhistas e de direitos humanos em lavouras de café no Sul de Minas Gerais, inclusive em propriedades certificadas e integradas a cadeias produtivas que abastecem grandes empresas do setor.

Na avaliação do deputado Padre João, o debate pode contribuir para o fortalecimento de políticas públicas de prevenção, fiscalização e responsabilização. A discussão também envolve a proteção de trabalhadores rurais e a integridade das cadeias produtivas brasileiras, especialmente em segmentos exportadores.

A audiência deve reunir elementos para orientar ações de fiscalização e políticas públicas voltadas ao setor. Como a discussão inclui cadeias agrícolas e possíveis desdobramentos comerciais, o tema tende a ter impacto regulatório e reputacional para o agro brasileiro.

Fonte: camara.leg.br

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Comissões da Câmara realizam audiência pública sobre terapias aplicadas a pessoas neurodivergentes


Comissões da Câmara realizam audiência pública sobre terapias aplicadas a pessoas neurodivergentes

As comissões de Legislação Participativa e de Educação da Câmara dos Deputados promovem, nesta quarta-feira (13), uma audiência pública para discutir neurodivergência e terapias aplicadas a esse público. A reunião está prevista para as 16 horas, no plenário 3, e deve tratar do enquadramento das diferenças neurológicas, do uso de intervenções comportamentais e dos parâmetros técnicos e éticos adotados nesse atendimento.

O debate foi solicitado pelo deputado João Daniel (PT-SE). De acordo com a justificativa apresentada pelo parlamentar, a discussão envolve a forma como diferenças neurológicas têm sido tratadas em ambientes institucionais, inclusive quando são associadas a doença, erro ou incapacidade.

Segundo o material divulgado pela Câmara, a audiência deve abordar terapias que, na avaliação do autor do pedido, tentam impor padrões de comportamento considerados “normais”, com uso de pressão ou práticas que podem gerar sofrimento. A proposta é examinar se essas intervenções respeitam autonomia, saúde emocional e características individuais das pessoas neurodivergentes.

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João Daniel defende que leis e políticas públicas considerem a neurodivergência como parte da diversidade humana. Também sustenta que práticas de atendimento sejam baseadas em evidências científicas, critérios éticos e atuação multidisciplinar. Em nota divulgada pela Câmara, o deputado afirmou que “as intervenções voltadas às pessoas neurodivergentes devem priorizar o apoio individualizado e a remoção de barreiras, e não a negação de modos diversos de perceber, sentir e interagir com o mundo”.

Na prática, o tema pode alcançar áreas como educação, saúde e assistência, uma vez que a audiência reúne duas comissões permanentes da Casa e discute parâmetros para formulação de políticas públicas. O material de divulgação informa que haverá convidados para o debate, mas não detalha, até o momento, a lista completa de participantes.

A audiência pública deve servir como base para ampliar a discussão legislativa sobre protocolos de atendimento, garantias de autonomia e critérios técnicos em terapias dirigidas a pessoas neurodivergentes. Eventuais encaminhamentos dependerão das contribuições apresentadas durante a reunião.

Fonte: camara.leg.br

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Massa de ar polar provoca frio intenso em boa parte do país e mantém risco de geada


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A quarta-feira (13) será marcada pela atuação de uma massa de ar polar em grande parte do país, mantendo o tempo firme no Sul, frio nas primeiras horas do dia e risco de geada em diferentes regiões. Ao mesmo tempo, áreas do Norte e do Nordeste seguem com alerta para chuva forte e temporais.

Sul

O tempo permanece estável sob influência do sistema de alta pressão. O sol aparece entre poucas nuvens e não há previsão de chuva na maior parte dos estados, embora o litoral sul do Rio Grande do Sul ainda possa registrar chuva fraca e isolada devido à circulação marítima.

O amanhecer segue gelado, com mínimas próximas de 1°C em áreas serranas e do interior. Há risco de geada em pontos da Campanha gaúcha, serras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e no sul do Paraná.

A umidade relativa do ar também entra em atenção em áreas do interior catarinense e paranaense, com índices próximos ou abaixo dos 30%. O mar segue agitado em boa parte do litoral da região.

Sudeste

O avanço da umidade ainda provoca chuva fraca e isolada em Minas Gerais, especialmente entre o nordeste, interior e Zona da Mata. Também há possibilidade de pancadas no sul mineiro e em áreas isoladas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte paulista.

Nas demais áreas, o tempo segue firme. A massa de ar frio mantém temperaturas mais baixas no amanhecer em São Paulo, sul de Minas e sul fluminense. Já durante a tarde, o calor ganha força no interior do estado paulista e no norte mineiro.

A umidade relativa do ar volta a preocupar em áreas do interior paulista e no Triângulo Mineiro. O mar continua agitado entre os litorais do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Centro-Oeste

O destaque fica para a chuva entre o norte e noroeste de Mato Grosso, principalmente nas áreas de divisa com o Pará, onde há previsão de pancadas moderadas a fortes ao longo do dia.

Nas demais áreas da região, o tempo permanece firme. Mato Grosso do Sul segue com amanhecer frio e temperaturas agradáveis durante a tarde, enquanto Goiás, Distrito Federal e norte de Mato Grosso voltam a registrar elevação das temperaturas.

A baixa umidade relativa do ar continua preocupando em Goiás, leste de Mato Grosso e extremo leste sul-mato-grossense.

Nordeste

A combinação entre circulação marítima, ondas de leste e um cavado meteorológico mantém a chuva forte entre o Rio Grande do Norte e Sergipe.

Há risco de temporais também no Ceará, Maranhão, Piauí e litoral sul da Bahia. Entre Pernambuco e Paraíba, as instabilidades ganham reforço ao longo do dia.

Já no interior da região, o tempo segue firme e quente. Os ventos podem variar entre 40 e 50 km/h em grande parte do Nordeste.

Norte

A elevada umidade mantém o tempo bastante instável em áreas do Amazonas, Pará, Roraima e Amapá.

Há previsão de chuva moderada a forte e risco de temporais, principalmente em Roraima, norte do Amazonas e grande parte do Pará. Em algumas áreas, o alerta é para acumulados elevados de chuva.

Já Acre, Rondônia, sul do Amazonas e grande parte do Tocantins seguem com tempo firme. As temperaturas continuam elevadas e o abafamento predomina na região.

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Governo publica MP que isenta imposto federal em compras internacionais de até US$ 50


Governo publica MP que isenta imposto federal em compras internacionais de até US$ 50

O governo federal publicou, na noite de terça-feira (12), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória nº 1.357/2026, que altera a tributação simplificada das remessas postais internacionais. A norma permite zerar o imposto de importação nas compras de até US$ 50 e reduzir a cobrança sobre remessas de até US$ 3 mil. Segundo o Palácio do Planalto, a mudança passa a valer nesta quarta-feira (13).

A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto. No mesmo DOU, uma portaria do Ministério da Fazenda confirmou as novas alíquotas e estabeleceu que a redução não gera restituição, compensação ou ressarcimento de valores já recolhidos.

Pelas regras anteriores, compras entre US$ 50,01 e US$ 3 mil estavam sujeitas a imposto de importação de 60%, com dedução de US$ 20 para empresas participantes do programa Remessa Conforme, da Receita Federal. Com a nova portaria, a dedução de US$ 20 é mantida, o que reduz a alíquota efetiva para 30% nesse intervalo.

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De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, que representou o ministro Dario Durigan, a mudança ocorre após avanço no controle do setor e combate a irregularidades nas compras online. Não há, no conteúdo divulgado até o momento, estimativa oficial de renúncia fiscal com a nova medida.

Dados da Receita Federal mostram que a tributação sobre remessas internacionais somou R$ 1,78 bilhão de janeiro a abril de 2026, alta de 25% ante o mesmo período do ano anterior. Em 2025, a arrecadação totalizou R$ 5 bilhões.

No histórico regulatório, o Remessa Conforme foi criado em agosto de 2023. Já a cobrança de 20% sobre compras de até US$ 50 entrou em vigor em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional. Mesmo com a mudança atual no imposto federal, permanece a cobrança de 20% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), definida pelos estados.

Na prática, a alteração reduz o custo tributário das compras internacionais de menor valor e muda a regra para operações intermediárias dentro do Remessa Conforme. O alcance fiscal e comercial da medida deverá ser acompanhado a partir dos próximos dados de arrecadação e adesão ao programa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Petróleo acima dos US$ 100 pressiona juros e inflação


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (13), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o petróleo acima de US$ 104 por barril pressiona juros globais e reacende temores inflacionários após deterioração das negociações entre EUA e Irã.

Wall Street renovou máximas, mas o Ibovespa caiu mais de 1% com abertura da curva doméstica. O real segue resiliente abaixo de R$ 4,90. Hoje, atenção ao CPI dos EUA e ao IPCA de abril no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso encerra etapa da soja com alta produtividade e atenção à qualidade dos grãos



O resultado confirma Mato Grosso como principal referência



Foto: Sheila Flores

Cuiabá foi palco da apresentação dos resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, realizado pelo Imea, Aprosoja MT e Iagro MT. O levantamento percorreu mais de 34 mil quilômetros e realizou 998 avaliações em campo ao longo de 71 dias.

A produção estadual de soja na safra 2025/26 foi estimada em 51,56 milhões de toneladas, com produtividade média de 66,03 sacas por hectare, segundo dados divulgados pelo Imea e pela Aprosoja MT.

O resultado confirma Mato Grosso como principal referência nacional da cultura. A área plantada foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra anterior.

Apesar da produtividade elevada, o ciclo não foi livre de problemas. O Imea apontou déficit hídrico no início do plantio em algumas regiões e excesso de chuvas na fase final, com impacto sobre o peso e a qualidade dos grãos.

 





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AIE amplia projeção de queda da demanda global de petróleo após choque no Estreito de Ormuz


AIE amplia projeção de queda da demanda global de petróleo após choque no Estreito de Ormuz

A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo sua projeção para a demanda global de petróleo em 2026 após o choque de oferta provocado pelo quase fechamento do Estreito de Ormuz. Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira (13), a entidade passou a estimar recuo de 420 mil barris por dia (bpd) no consumo mundial, ante queda de 80 mil bpd prevista anteriormente.

Segundo a AIE, a interrupção do tráfego de petroleiros na região e o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã ampliaram os efeitos sobre a atividade econômica e sobre o abastecimento global de energia. O estreito é uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo.

No segundo trimestre, a agência agora projeta retração de 2,45 milhões de bpd na demanda global, acima da estimativa anterior de 1,5 milhão de bpd. No cenário-base da instituição, os fluxos por Ormuz devem ser retomados gradualmente a partir de junho, com o crescimento da demanda voltando ao terreno positivo apenas em agosto. Depois disso, o consumo tenderia a permanecer próximo aos níveis observados em 2025.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Pelo lado da oferta, a recuperação deve ser mais lenta. A AIE citou danos à infraestrutura, gargalos logísticos e a necessidade de remoção de minas iranianas no estreito antes da normalização das exportações. Com isso, a previsão para a oferta global em 2026 passou de queda de 1,5 milhão de bpd para retração de 3,9 milhões de bpd.

Em abril, a agência estima que a oferta mundial tenha recuado 1,8 milhão de bpd, para 95,1 milhões de bpd. O movimento indica um ajuste simultâneo entre consumo e produção, com reflexos sobre custos de energia, fretes e planejamento de importadores e exportadores.

No cenário técnico traçado pela AIE, a normalização do mercado dependerá da recomposição logística e da segurança da navegação em Ormuz. Enquanto esses fatores não forem restabelecidos, a agência indica manutenção de restrições no fornecimento global de petróleo por vários meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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