quarta-feira, julho 1, 2026

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PF faz buscas sobre aplicações de R$ 87 milhões da Previdência de Cajamar no Banco Master


PF faz buscas sobre aplicações de R$ 87 milhões da Previdência de Cajamar no Banco Master

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance para investigar supostas irregularidades na gestão de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), na Grande São Paulo. Segundo a apuração, aplicações financeiras classificadas pela PF como de alto risco foram realizadas entre agosto de 2023 e março de 2024, com destaque para R$ 87 milhões investidos em letras financeiras do Banco Master.

De acordo com a PF, cerca de R$ 112 milhões do patrimônio do regime próprio de previdência social de Cajamar foram direcionados a quatro investimentos considerados suspeitos. Desse total, R$ 87 milhões estariam vinculados ao Banco Master e R$ 20 milhões ao Banco Daycoval.

A investigação aponta, segundo a corporação, indícios de gestão temerária dos recursos públicos previdenciários. Entre os pontos citados estão ausência de análise técnica adequada, deficiência na avaliação de riscos e possível direcionamento das aplicações, especialmente em favor do Banco Master.

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Nesta manhã, policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista. Também foram determinadas medidas cautelares de afastamento de função pública e de indisponibilidade de bens, por decisão da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Entre os investigados estão Luiz Henrique Miranda Teixeira, ex-diretor-executivo do instituto entre julho de 2023 e dezembro de 2025; Marcelo Ribas de Oliveira, presidente do Comitê de Investimentos e diretor de Benefícios; Milton Marques Dias, diretor administrativo e financeiro e integrante do comitê; e Rafael Petroziello, membro do colegiado que participou das deliberações e assinou autorizações ligadas aos aportes sob apuração.

A reportagem pediu manifestação ao IPSSC, ao Banco Daycoval e às defesas dos investigados. Até a publicação, não havia retorno. Não houve posicionamento informado do Banco Master no conteúdo disponível.

A apuração segue em fase de coleta de provas e análise documental. O foco da investigação é verificar a regularidade técnica das decisões de investimento e a eventual responsabilidade administrativa e criminal dos envolvidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Projeto abre crédito de R$ 563,5 milhões e reforça financiamento agrícola para famílias de baixa renda


Projeto abre crédito de R$ 563,5 milhões e reforça financiamento agrícola para famílias de baixa renda

O Congresso Nacional analisa um projeto de lei que abre crédito suplementar de R$ 563,5 milhões no Orçamento de 2026 para diferentes ministérios e programas federais. Segundo o texto do PLN 12/26, a principal destinação é o atendimento de operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) voltadas a assentados da reforma agrária e agricultores de menor renda. A proposta ainda será examinada pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário do Congresso.

A abertura de crédito suplementar é um mecanismo usado para reforçar dotações já previstas no orçamento. Neste caso, o projeto amplia espaço fiscal para despesas consideradas necessárias ao longo da execução orçamentária de 2026. No recorte agropecuário, o foco está no Pronaf, principal política pública de financiamento da agricultura familiar no país.

Pelo texto, os recursos devem apoiar operações direcionadas a produtores com menor capacidade de renda e acesso a crédito. Na prática, esse tipo de reforço orçamentário pode sustentar linhas de financiamento para custeio, investimento e estruturação produtiva, a depender da regulamentação e da execução financeira posterior. O projeto, porém, não detalha no material divulgado a divisão exata do montante do Pronaf por linha de crédito ou região.

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Além do financiamento agrícola, a proposta também prevê recursos para ações em outras áreas. Entre elas estão operações integradas de combate ao crime organizado, prevenção e repressão à mineração irregular na Bacia do Rio Doce, iniciativas de desenvolvimento alternativo sustentável em territórios vulneráveis ao narcotráfico, conservação de instalações do Ministério das Comunicações, Fundo Setorial do Audiovisual, rotas de integração nacional, bioeconomia, proteção e defesa civil e ampliação do Fundo Geral de Turismo.

O próximo passo é a análise pela Comissão Mista de Orçamento e, depois, pelo Plenário do Congresso Nacional, em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A tramitação definirá se o reforço orçamentário será incorporado à execução de 2026 e em que prazo os recursos poderão ser efetivamente liberados.

Fonte: camara.leg.br

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FriGol registra lucro líquido de R$ 11,1 milhões no primeiro trimestre de 2026


FriGol registra lucro líquido de R$ 11,1 milhões no primeiro trimestre de 2026

A FriGol encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 11,1 milhões, ante R$ 1 milhão no mesmo intervalo de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (13) e mostram avanço também na receita e no Ebitda, em um período marcado por baixa oferta de bovinos, valorização da arroba e volatilidade no mercado externo.

A receita bruta da companhia somou R$ 1,05 bilhão entre janeiro e março, alta de 3,2% na comparação anual. A receita líquida cresceu 2,8%, para R$ 999,2 milhões. Já o Ebitda atingiu R$ 33,3 milhões, avanço de 242% sobre igual trimestre de 2025, com margem de 3,3%.

Segundo o CEO da FriGol, Luciano Pascon, o resultado ocorreu apesar da sazonalidade típica do primeiro trimestre, da volatilidade externa e da baixa oferta de gado, que elevou o valor da arroba bovina. A empresa abateu 136,6 mil bovinos no período, volume 14% menor na comparação anual, reflexo do atual ciclo pecuário brasileiro.

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No mercado doméstico, a participação na receita bruta subiu de 49% para 54% em um ano. A empresa informou crescimento de 13% nas vendas de produtos de maior valor agregado, como as linhas Chef, Angus, BBQ Secrets e Açougue Completo, além da expansão em atacarejos por meio de unidades em lojas do Assaí Atacadista e do Atacadão.

As exportações responderam por 46% da receita bruta, abaixo dos 51% de um ano antes. A China permaneceu como principal destino, com 64,8% da receita externa, embora a empresa tenha relatado impacto de cotas impostas pelas autoridades chinesas. Em contrapartida, houve avanço da diversificação geográfica: países do Sudeste Asiático, como Indonésia e Filipinas, elevaram em 255% o volume exportado na comparação anual.

A FriGol encerrou março com caixa de R$ 415,4 milhões, alta de 80% em relação ao primeiro trimestre de 2025, e alavancagem de 1,7 vez dívida líquida/Ebitda. Segundo a companhia, as parcerias operacionais em Rondônia e o início dos embarques aos Estados Unidos, registrados em abril, devem aparecer com maior intensidade no próximo balanço trimestral.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Produção industrial avança em 15 de 18 locais pesquisados em março, diz IBGE


Produção industrial avança em 15 de 18 locais pesquisados em março, diz IBGE

A produção industrial cresceu em 15 dos 18 locais pesquisados em março de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (13). No resultado nacional, a indústria avançou 4,3% na mesma base de comparação. O instituto destacou que março de 2026 teve 22 dias úteis, ante 19 dias úteis em março do ano anterior.

Entre os maiores avanços na comparação anual, Pernambuco liderou com alta de 35%, seguido por Espírito Santo, com 22,5%, e Mato Grosso do Sul, com 12,3%. Também registraram crescimento Rio Grande do Sul (11%), Região Nordeste (9,9%), Mato Grosso (8,3%), Goiás (8,1%) e Rio de Janeiro (7,4%).

Na sequência, apareceram Amazonas (4,1%), Pará (3,7%), Paraná (2,9%) e São Paulo (2,2%). Santa Catarina e Minas Gerais tiveram variação positiva de 0,3% cada, enquanto o Ceará avançou 0,1%.

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No sentido contrário, três locais apresentaram retração frente a março de 2025. O Maranhão recuou 12,7%, o Rio Grande do Norte caiu 5,1% e a Bahia teve perda de 3,4%.

Segundo o IBGE, a diferença no número de dias úteis entre os períodos comparados é um fator relevante para a leitura do desempenho de março. Esse efeito de calendário tende a influenciar o volume produzido e, por isso, deve ser considerado na análise dos resultados regionais.

Os dados indicam disseminação do crescimento industrial no País, mas com intensidade desigual entre os parques produtivos. Na prática, o quadro mostra uma expansão mais espalhada regionalmente, embora parte do avanço anual esteja associada à base de comparação e ao calendário.

A leitura técnica do resultado dependerá da continuidade desse movimento nos próximos meses, especialmente em séries sem efeito de calendário mais favorável. O IBGE não detalhou, no material informado, os segmentos industriais que mais contribuíram para o desempenho de cada local.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Governo tomará medidas para reverter decisão da UE sobre carne do Brasil


União Europeia
Imagem produzida por inteligência artificial

O governo brasileiro buscará reverter a decisão da União Europeia de excluir o país da lista de exportadores de proteínas animais e derivados por uso de antimocrobianos, informaram o Ministério da Agricultura (Mapa), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores, em nota conjunta.

“O governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”, disseram as pastas na nota.

A União Europeia (UE) publicou nesta terça-feira (12) uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco, excluindo o Brasil do grupo de nações que cumprem as exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária. A medida, validada pelos Estados membros, estabelece quais países poderão continuar acessando o mercado europeu a partir de 3 de setembro de 2026, com base no regulamento (UE) 2019/6. O Brasil precisará fornecer garantias sobre a não utilização dessas substâncias para fins de crescimento ou rendimento, segundo a decisão sanitária europeia.

O governo brasileiro afirmou ainda que “recebeu com surpresa” a notícia da retirada do país da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia. “A decisão decorre do resultado da votação realizada hoje no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Vale ressaltar que, no momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente”, explicaram os ministérios.

O governo disse ainda que o chefe da delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião agendada para esta quarta (13) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.

“Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu”, concluíram as pastas na nota conjunta.

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MPor propõe regulamentação da reforma tributária para ampliar incentivo à aviação regional


MPor propõe regulamentação da reforma tributária para ampliar incentivo à aviação regional

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apresentou uma proposta de regulamentação da Lei Complementar 214, de 2025, para ampliar a aplicação dos benefícios tributários ao setor aéreo com foco na aviação regional. A medida prevê que o acesso à redução de 40% sobre o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) seja avaliado com base na malha aérea total operada por cada companhia.

Pelo modelo defendido pela pasta, serão enquadradas como empresas aéreas regionais as companhias que destinarem mais de 50% da oferta de assentos a rotas regionais. Segundo o ministério, esse critério busca refletir a estrutura operacional do setor, em que voos de menor demanda dependem do desempenho de rotas mais rentáveis para se manterem ativos.

A apuração será feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com base em dados operacionais oficiais. Nesses casos, o benefício tributário poderá incidir sobre bilhetes com origem ou destino em localidades consideradas prioritárias, como a Amazônia Legal e centros regionais definidos por critérios técnicos.

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O Ministério de Portos e Aeroportos argumenta que a proposta responde ao avanço dos custos operacionais no novo sistema tributário e tenta adaptar a regulamentação à lógica de rede da aviação. “A iniciativa de olhar a malha aérea como um todo é uma resposta proativa ao desafio de regionalização”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, em nota oficial. O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, disse que a medida busca “equacionar os impactos da reforma tributária sobre o setor aéreo”.

Os dados apresentados pela pasta sustentam o diagnóstico. Em 2025, o Brasil registrou 1.764 rotas domésticas ativas, o menor nível desde 2012. Hoje, 163 dos 504 aeroportos públicos do país recebem voos regulares. A média nacional é de 0,47 passagem aérea por habitante ao ano. Além disso, as três maiores empresas concentram mais de 99% da operação doméstica.

A proposta está em debate com o Ministério da Fazenda e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Segundo o MPor, o objetivo é viabilizar a regulamentação sem reabrir a Lei Complementar 214. Não foram informados, até o momento, prazos oficiais para conclusão da análise interministerial.

Fonte: gov.br

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Pesquisa Genial/Quaest mostra que 46% veem piora da economia em 12 meses


Pesquisa Genial/Quaest mostra que 46% veem piora da economia em 12 meses

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que 46% dos brasileiros avaliam que a economia piorou nos últimos 12 meses. O resultado ainda é superior aos 22% que dizem ter havido melhora, embora represente recuo ante abril, quando esse índice era de 50%. Outros 29% afirmam que o cenário permaneceu igual.

O levantamento foi realizado entre quinta-feira (8) e domingo (11), com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03598/2026.

Entre os indicadores de percepção, a inflação dos alimentos aparece como um dos principais fatores de pressão. Segundo a pesquisa, 69% disseram que os preços nos mercados subiram no último mês. Apenas 8% perceberam queda, enquanto 21% relataram estabilidade.

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A leitura sobre renda e consumo acompanha esse movimento. Para 69% dos entrevistados, o poder de compra hoje é menor do que há um ano. Apenas 11% afirmaram conseguir comprar mais com a renda atual, e 19% disseram que a capacidade de consumo não mudou. Na comparação entre renda e custo de vida, 33% informaram que os ganhos não aumentaram no período, enquanto 25% disseram que a renda subiu abaixo das despesas.

No mercado de trabalho, 51% avaliam que está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano. Outros 38% enxergam melhora nesse quadro.

A pesquisa também mediu a percepção sobre a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Para 67%, não houve benefício direto. Entre os 30% que relataram algum efeito positivo, 45% disseram não notar diferença relevante na renda mensal.

Apesar da avaliação negativa sobre o presente, a expectativa para os próximos 12 meses é menos desfavorável: 40% acreditam em melhora da economia, 27% projetam piora e 28% esperam estabilidade.

Fonte: Estadão Conteúdo

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JBS registra lucro líquido de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026


JBS registra lucro líquido de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026

A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 221 milhões, resultado 56% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Em balanço divulgado nesta terça-feira (12), após o fechamento do mercado, a companhia informou receita líquida de US$ 21,61 bilhões, alta de 11% na comparação anual, enquanto o Ebitda ajustado somou US$ 1,13 bilhão, com recuo de 25,8%.

Além da queda no lucro, a margem Ebitda recuou de 7,8% para 5,2%, baixa de 2,6 pontos percentuais. O lucro por ação passou de US$ 0,47 para US$ 0,21, e o lucro operacional ajustado caiu 48%, para US$ 516 milhões.

Segundo a companhia, a principal pressão sobre o resultado veio da operação de bovinos nos Estados Unidos. O ciclo pecuário no país elevou o custo do gado em um ambiente de oferta restrita. “O trimestre foi particularmente pressionado pela operação de carne bovina nos Estados Unidos”, afirmou o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni.

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Mesmo com esse cenário, a receita da operação de carne bovina nos Estados Unidos cresceu 11,6%, para US$ 7,17 bilhões. Nas demais unidades, também houve avanço. A Seara registrou receita líquida de US$ 2,38 bilhões, alta de 10,6%, com margem Ebitda de 15,5%. Já a JBS Brasil alcançou receita recorde para um primeiro trimestre, de US$ 3,79 bilhões, avanço de 19,5%, sustentado pela demanda internacional.

No caixa, o fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 1,47 bilhão, ante consumo de US$ 917,5 milhões em igual intervalo de 2025. A empresa atribuiu o resultado à sazonalidade do primeiro trimestre, à maior necessidade de capital de giro e ao aumento dos investimentos, que somaram US$ 566 milhões, mais que o dobro em relação a um ano antes.

A alavancagem encerrou março em 2,77 vezes dívida líquida/Ebitda, acima de 1,99 vez um ano antes. A dívida líquida totalizou US$ 17,86 bilhões. De acordo com o CFO global da JBS, Guilherme Cavalcanti, o consumo maior de caixa também refletiu mais de US$ 300 milhões adicionais em investimentos de crescimento e a postergação de pagamentos de gado e suínos de dezembro para janeiro. Segundo a companhia, o indicador segue dentro da meta de longo prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Milho reforça demanda por armazenagem e planejamento no centro de Goiás



Anápolis, pela posição estratégica no estado, tende a sentir os reflexos do volume



Foto: Canva

O milho tem papel relevante no planejamento da safra em Goiás e, por consequência, no eixo de Anápolis. A primeira safra estadual tem produção estimada em 1,5 milhão de toneladas, conforme a Seapa.

A cultura atende diferentes mercados. Além do consumo direto nas propriedades, o cereal abastece cadeias de proteína animal e indústrias de processamento, segmentos que dependem de oferta regular e preços competitivos.

A logística será um dos pontos de atenção. Em anos de safra cheia, a disputa por armazéns, caminhões e janela de escoamento pode influenciar custos e prazos de entrega.

Anápolis, pela posição estratégica no estado, tende a sentir os reflexos do volume produzido em diferentes regiões goianas. A cidade funciona como ponto de passagem, apoio e articulação comercial para parte da produção agrícola.

 





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O que o encontro entre Trump e Xi Jinping pode mudar no agro brasileiro ? Entenda o que está em jogo


Donald Trump, Xi Jinping, China, EUA, tarifas
Foto: Xinhua/Huang Jingwen

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China nesta quarta-feira (13) pode alterar de forma significativa as relações comerciais entre as duas maiores potências econômicas do planeta.

O encontro com o líder chinês, Xi Jinping, acontece em meio às tentativas de reduzir tensões comerciais entre os dois países e pode mexer diretamente com mercados estratégicos para o agro do Brasil, como soja, milho e carne bovina.

Um dos principais objetivos da viagem é ampliar o espaço dos produtos agropecuários norte-americanos no mercado chinês. Trump já declarou publicamente que pretende “abrir o mercado chinês” para os exportadores dos Estados Unidos, especialmente para produtores rurais, que enfrentam dificuldades após anos de disputa tarifária entre Washington e Pequim.

Entre os setores considerados prioritários pelos norte-americanos estão soja, carne bovina, milho, trigo e carnes de aves. Analistas internacionais apontam que a Casa Branca busca um novo pacote de compras agrícolas chinesas como forma de fortalecer o setor rural dos EUA e impulsionar preços das commodities.

O movimento, porém, entra em rota de colisão com os interesses do agro brasileiro. Atualmente, a China é o principal destino das exportações agropecuárias do Brasil, especialmente de soja e carne bovina.

O país asiático responde por uma parcela significativa da demanda global desses produtos e se tornou ainda mais dependente do Brasil após a guerra comercial iniciada no primeiro mandato de Trump, quando Pequim reduziu compras de produtos agrícolas norte-americanos e ampliou a parceria com fornecedores brasileiros.

Nos últimos anos, o Brasil consolidou sua posição como principal fornecedor de soja para os chineses. Dados do mercado internacional mostram que a participação dos Estados Unidos nas importações chinesas da oleaginosa caiu fortemente desde 2016, enquanto o Brasil ganhou espaço com preços mais competitivos e aumento da produção.

Apesar disso, especialistas avaliam que uma retomada mais forte das compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA pode reduzir parte da competitividade brasileira no curto prazo, especialmente em momentos de disputa por mercado e definição de preços internacionais. O impacto poderia ser sentido principalmente nas cotações da soja na Bolsa de Chicago e nos fluxos globais de exportação.

Ainda assim, analistas internacionais ponderam que a China dificilmente reduzirá de forma brusca sua dependência do agro brasileiro. Além da competitividade do Brasil, os chineses buscam diversificar fornecedores para garantir segurança alimentar e evitar concentração excessiva em um único parceiro comercial.

Outro ponto observado pelo mercado é que o encontro entre Trump e Xi Jinping vai muito além do agronegócio. As negociações também envolvem temas estratégicos, como tarifas, minerais raros, inteligência artificial, semicondutores, Taiwan e o conflito no Oriente Médio. Por isso, há dúvidas sobre até onde os dois países conseguirão avançar em acordos concretos para o setor agrícola.

*Com informações da agência Reuters

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