quarta-feira, julho 1, 2026

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BNDES aprova R$ 457 milhões em crédito para o Ceará no primeiro trimestre


BNDES aprova R$ 457 milhões em crédito para o Ceará no primeiro trimestre

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 457 milhões em crédito para o Ceará no primeiro trimestre de 2026. O valor representa alta de 65,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando as aprovações somaram R$ 276,1 milhões. Os dados constam no balanço trimestral da instituição, divulgado nesta terça-feira (12).

Segundo o BNDES, os recursos aprovados no estado foram distribuídos entre infraestrutura, agropecuária, indústria e comércio e serviços. A infraestrutura concentrou o maior volume, com R$ 253,2 milhões. Na sequência aparecem comércio e serviços, com R$ 102,2 milhões, indústria, com R$ 58,8 milhões, e agropecuária, com R$ 42,8 milhões.

Um dos destaques do trimestre foi o avanço do crédito para micro, pequenas e médias empresas. Esse grupo respondeu por R$ 314,6 milhões do total aprovado no Ceará, valor 212,4% superior ao registrado em igual intervalo de 2025, quando somou R$ 100,7 milhões.

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No mesmo período, os desembolsos do banco para o estado alcançaram R$ 477,5 milhões. Desde 2023, o volume aprovado para o Ceará chegou a R$ 8,48 bilhões, alta de 108,6% frente aos R$ 4,06 bilhões liberados entre 2019 e 2022. Os desembolsos no mesmo recorte também cresceram, passando de R$ 3,36 bilhões para R$ 5,22 bilhões, avanço de 55,3%.

Em declaração divulgada pelo banco, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os recursos têm sido direcionados para ampliar investimentos, produtividade, infraestrutura e inovação. Ele citou, entre os projetos apoiados no Ceará, a duplicação do Eixão das Águas, ações para redução de alagamentos em Fortaleza e o programa Sertão Vivo.

Os dados indicam ampliação do crédito em setores com efeito direto sobre investimento produtivo e obras estruturantes. No caso da agropecuária, o volume aprovado pode reforçar financiamento a produtores e projetos no semiárido, embora o balanço não detalhe a divisão por cadeia ou município.

No Nordeste, as aprovações do BNDES somaram R$ 3,38 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 98,2% sobre 2025. O desempenho regional e o crescimento das operações com empresas de menor porte sinalizam continuidade da expansão do crédito, desde que o banco mantenha o ritmo de aprovações e desembolsos ao longo do ano.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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União Europeia pedirá informações adicionais ao Brasil sobre produtos de origem animal


União Europeia pedirá informações adicionais ao Brasil sobre produtos de origem animal

A União Europeia (UE) enviará ao Brasil uma lista de informações adicionais sobre questões sanitárias envolvendo a exportação de produtos de origem animal. O pedido ocorre após o bloco retirar o país da lista de fornecedores autorizados a partir de 3 de setembro de 2026. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, o governo brasileiro terá cerca de duas semanas para responder ao bloco para reanálise do caso.

A medida foi discutida em reunião entre o embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, e a Direção-Geral da Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DG Sante). De acordo com Rua, a UE concordou em separar as exigências por tipo de proteína, considerando diferenças de estágio e de sistema de produção.

Na terça-feira (12), o bloco publicou uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal, excluindo o Brasil do grupo de nações consideradas aptas a cumprir as exigências contra o uso de antimicrobianos na pecuária. A decisão passa a valer em 3 de setembro de 2026 e tem como base o Regulamento (UE) 2019/6.

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Pela regra europeia, o Brasil precisará apresentar garantias de que essas substâncias não são utilizadas para fins de crescimento ou de aumento de rendimento. Segundo o governo brasileiro, as informações adicionais a serem solicitadas também envolvem provas de rastreabilidade e segregação da produção destinada ao mercado europeu.

A decisão aprovada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia abrange carnes, ovos, mel e animais. O Brasil exporta cerca de US$ 1,8 bilhão por ano em proteínas para a UE.

Nesta quarta-feira (13), Rua também se reuniu, em Brasília, com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf. Segundo ele, o governo manifestou surpresa com a forma de adoção da medida e pediu prioridade na reanálise.

De acordo com a avaliação do governo brasileiro, a revisão da medida não exigiria nova auditoria da UE no sistema sanitário nacional, mas apenas análise documental. Não há prazo divulgado pelo bloco para concluir a reavaliação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão de Trabalho da Câmara marca eleição para novo presidente nesta quarta-feira


Comissão de Trabalho da Câmara marca eleição para novo presidente nesta quarta-feira

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira (13), às 16 horas, em plenário ainda a ser definido, a eleição para escolher seu novo presidente. A votação foi convocada após a renúncia do deputado Max Lemos (PDT-RJ) ao comando da comissão permanente. O Partido Democrático Trabalhista (PDT) indicou o deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) para o cargo.

A mudança na presidência foi confirmada depois de duas renúncias em comissões permanentes da Câmara dos Deputados. Além de Max Lemos na Comissão de Trabalho, a deputada Delegada Ione (Avante-MG) deixou a presidência da Comissão de Administração e Serviço Público.

No caso da Comissão de Trabalho, a definição do novo presidente é necessária para restabelecer a condução formal das atividades do colegiado, responsável por analisar propostas relacionadas a relações trabalhistas, emprego e temas administrativos vinculados ao mundo do trabalho. A eleição ocorre no mesmo dia do anúncio da vacância, o que mantém o funcionamento institucional da comissão dentro do rito da Casa.

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Segundo a informação divulgada pela Câmara, o PDT apresentou Marcos Tavares como indicado para a presidência. Até o momento, não foram informados outros nomes para a disputa nem detalhes adicionais sobre os motivos da renúncia de Max Lemos.

Na Comissão de Administração e Serviço Público, a eleição para substituir Delegada Ione ainda não teve data marcada. Também não houve divulgação, até esta quarta-feira (13), de indicação formal para a vaga.

A troca no comando das comissões influencia a organização da pauta e a condução dos trabalhos, porque a presidência define encaminhamentos regimentais, sessões e parte da tramitação interna dos debates. Sem a eleição, decisões administrativas do colegiado ficam pendentes.

A expectativa imediata é pela definição do novo comando da Comissão de Trabalho ainda nesta quarta-feira (13). Já na Comissão de Administração e Serviço Público, o próximo passo depende da convocação oficial da eleição pela Câmara dos Deputados.

Fonte: camara.leg.br

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BNDES eleva aprovações de crédito para a Paraíba a R$ 179,5 milhões no 1º trimestre


BNDES eleva aprovações de crédito para a Paraíba a R$ 179,5 milhões no 1º trimestre

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 179,5 milhões em crédito para a Paraíba no primeiro trimestre de 2026. O volume representa alta de 342,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando o total havia somado R$ 40,6 milhões. Os dados integram o balanço trimestral da instituição, divulgado nesta terça-feira (12).

Segundo o BNDES, os recursos aprovados alcançaram diferentes segmentos da economia paraibana. A infraestrutura concentrou a maior parcela, com R$ 91 milhões. Na sequência aparecem comércio e serviços, com R$ 72,3 milhões, agropecuária, com R$ 9,4 milhões, e indústria, com R$ 6,8 milhões.

As micro, pequenas e médias empresas responderam por R$ 150,8 milhões do total aprovado no estado. O valor é 434,2% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025, quando esse grupo havia recebido R$ 28,2 milhões em aprovações.

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Além das aprovações, o banco informou desembolsos de R$ 253,5 milhões para a Paraíba entre janeiro e março de 2026. O montante representa aumento de 107,2% na comparação anual. Desde 2023, o BNDES aprovou R$ 2,73 bilhões e desembolsou R$ 2,32 bilhões no estado.

Em nota, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que a instituição tem ampliado o acesso ao crédito e os investimentos em setores como infraestrutura, inovação, agropecuária e indústria. Segundo ele, desde 2023, cerca de R$ 895 milhões foram aprovados para micro, pequenas e médias empresas na Paraíba.

No Nordeste, as aprovações somaram R$ 3,38 bilhões no primeiro trimestre, alta de 98,2% sobre 2025. Desse total, R$ 623,6 milhões foram destinados à agropecuária e R$ 1,35 bilhão à infraestrutura.

Os números indicam ampliação da oferta de crédito na Paraíba, com concentração em infraestrutura e forte participação das empresas de menor porte. O detalhamento de novos projetos financiados no estado, porém, não foi informado no balanço divulgado pelo banco.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Ensaio aponta cultivares de trigo com maior produtividade no Sul na safra 2025


Ensaio aponta cultivares de trigo com maior produtividade no Sul na safra 2025

O Ensaio de Cultivares de Trigo compilou, na safra 2025, o desempenho produtivo de 30 cultivares testadas a campo no Sul do Brasil. Os experimentos foram conduzidos em nove municípios do Rio Grande do Sul e dois do Paraná, com protocolos definidos pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale para padronizar a comparação entre os materiais.

O trabalho é cooperativo e reuniu dez instituições e empresas: Biotrigo Genética, Coopatrigo, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa), Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), OR Genética de Sementes, Rede Técnica Cooperativa/Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (RTC/CCGL), Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS), Setrem e Unijuí.

Segundo o levantamento, a média de produtividade das cultivares avaliadas variou de 80 a 100 sacas por hectare. No ranking consolidado, a Xiru Capataz ficou em primeiro lugar, com 100 sc/ha. Lançada em 2024 pela Xiru Agrogenética, com base genética da Embrapa, a cultivar apresentou, no processo de avaliação pré-lançamento, rendimento 13% superior às testemunhas, com ganho de 10,9 sc/ha. O material é classificado como Trigo Pão, com força de glúten W 250 e ciclo de 132 dias.

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A cultivar Borak apareceu na sequência, com 99 sc/ha. Também de classe Trigo Pão, com W 255 e ciclo de 135 dias, o material tem resistência à geada na fase vegetativa, sanidade foliar e porte baixo, característica associada a maior suporte de nitrogênio e menor risco de acamamento. A cultivar resulta de parceria entre Embrapa e Cotripal.

De acordo com João Leonardo Pires, pesquisador da Embrapa Trigo, os resultados servem de subsídio para a assistência técnica na indicação de cultivares e também para estudos sobre a interação entre genótipo e ambiente. O material divulgado não detalha, porém, a lista completa das 10 cultivares mais produtivas.

Na sequência do trabalho, a Embrapa informou que mantém duas frentes de melhoramento: a plataforma Nano, com plantas de cerca de 60 centímetros e colmo firme para reduzir acamamento, e a Amplyum, com período de emergência ao espigamento de até 126 dias, ampliando a janela de semeadura. Segundo o pesquisador Ricardo Castro, a meta é combinar rendimento, eficiência no uso de insumos, sanidade e qualidade tecnológica.

Fonte: embrapa.br

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CAE inicia votação de projeto que prevê renegociação de até R$ 180 bilhões em dívidas rurais


CAE inicia votação de projeto que prevê renegociação de até R$ 180 bilhões em dívidas rurais

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado iniciou, na manhã desta quarta-feira (13), a análise do Projeto de Lei 5.122/2023, que destina recursos do Fundo Social do pré-sal ao refinanciamento de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O texto foi negociado entre representantes do agronegócio e o Ministério da Fazenda e recebeu alterações no parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

De acordo com o relatório apresentado no Senado, o projeto pode alcançar cerca de R$ 180 bilhões em dívidas rurais. O valor supera em mais de R$ 100 bilhões a alternativa defendida pelo Ministério da Fazenda nas discussões sobre a proposta, que previa o uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal para a securitização dessas operações.

O parecer do relator amplia o alcance do texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados. Pela nova versão, poderão ser renegociadas dívidas de crédito rural, empréstimos contratados para liquidar operações rurais e Cédulas de Produto Rural (CPR) formalizadas até 31 de dezembro de 2025. Na redação anterior, o limite era junho de 2025.

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As condições previstas para renegociação incluem prazo total de 10 anos para pagamento, com três anos de carência. As taxas de juros propostas são de 3,5% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 5,5% ao ano para produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e 7,5% ao ano para os demais produtores.

O texto também fixa limites financeiros por beneficiário. O teto previsto é de R$ 10 milhões para produtores rurais e de R$ 50 milhões para cooperativas, associações e condomínios rurais.

Na prática, a ampliação do escopo aumenta o número potencial de contratos elegíveis à renegociação. O desfecho da votação na comissão e eventuais mudanças adicionais no texto não foram informados no material disponível até o momento.

A tramitação do projeto deve definir o alcance fiscal e operacional da proposta de refinanciamento. Para produtores, cooperativas e agentes financeiros, o ponto central passa a ser a versão final das regras, especialmente quanto ao volume de recursos, ao universo de dívidas atendidas e às condições efetivas de adesão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja movimenta logística e serviços no eixo agroindustrial de Anápolis



A área prevista para soja em Goiás é de 5,1 milhões de hectares



Foto: Divulgação

Anápolis não é analisada isoladamente nos principais levantamentos de safra, mas está inserida em um eixo logístico e agroindustrial diretamente impactado pelo desempenho da soja goiana. A produção estadual da oleaginosa está estimada em 19,8 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O dado ajuda a dimensionar a movimentação esperada em transporte, armazenagem, revenda de insumos, crédito rural e prestação de serviços. Em cidades com perfil logístico, como Anápolis, o efeito da safra aparece tanto antes quanto depois da porteira.

A área prevista para soja em Goiás é de 5,1 milhões de hectares, com avanço de 4% frente ao ciclo anterior. A expansão confirma a força da cultura na composição da renda agrícola do estado.

Mesmo com bom desempenho produtivo, o produtor segue atento às margens. Fertilizantes, defensivos, frete, juros e câmbio continuam entre os fatores que podem alterar o resultado econômico da safra.





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Vendas no varejo avançam 1,2% no primeiro trimestre de 2026, informa IBGE


Vendas no varejo avançam 1,2% no primeiro trimestre de 2026, informa IBGE

As vendas do comércio varejista cresceram 1,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a variação trimestral mais intensa desde o segundo trimestre de 2024, quando o avanço havia sido de 1,4%.

De acordo com o IBGE, o desempenho do início de 2026 também foi positivo no varejo ampliado, que inclui veículos, material de construção e atacado alimentício. Nesse recorte, as vendas cresceram 1,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Na comparação com o mesmo período de 2025, o varejo restrito registrou expansão de 2,4% no primeiro trimestre deste ano. Já o varejo ampliado teve alta de 1,9% na mesma base de comparação.

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Os números indicam continuidade do movimento de crescimento do consumo no começo de 2026, com desempenho trimestral superior ao observado no fim do ano passado. Como o dado reúne o resultado dos três primeiros meses do ano, ele oferece uma leitura mais ampla da atividade comercial do que a variação isolada de um único mês.

Para o setor produtivo, o avanço do varejo é um indicador relevante porque sinaliza o ritmo da demanda interna e ajuda a medir o fluxo de comercialização de bens no mercado doméstico. No caso do varejo ampliado, a inclusão de segmentos de maior valor, como veículos e materiais de construção, também amplia a leitura sobre consumo e investimento das famílias e empresas.

O IBGE não detalhou, no conteúdo informado, o desempenho por atividade dentro do trimestre, o que limita uma análise mais precisa sobre quais segmentos puxaram o resultado.

Com os dados do primeiro trimestre, o comércio inicia 2026 em patamar superior ao do fim de 2025. Os próximos levantamentos mensais do IBGE serão decisivos para indicar se o crescimento terá continuidade ao longo do segundo trimestre.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PF faz buscas sobre aplicações de R$ 87 milhões da Previdência de Cajamar no Banco Master


PF faz buscas sobre aplicações de R$ 87 milhões da Previdência de Cajamar no Banco Master

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance para investigar supostas irregularidades na gestão de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC), na Grande São Paulo. Segundo a apuração, aplicações financeiras classificadas pela PF como de alto risco foram realizadas entre agosto de 2023 e março de 2024, com destaque para R$ 87 milhões investidos em letras financeiras do Banco Master.

De acordo com a PF, cerca de R$ 112 milhões do patrimônio do regime próprio de previdência social de Cajamar foram direcionados a quatro investimentos considerados suspeitos. Desse total, R$ 87 milhões estariam vinculados ao Banco Master e R$ 20 milhões ao Banco Daycoval.

A investigação aponta, segundo a corporação, indícios de gestão temerária dos recursos públicos previdenciários. Entre os pontos citados estão ausência de análise técnica adequada, deficiência na avaliação de riscos e possível direcionamento das aplicações, especialmente em favor do Banco Master.

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Nesta manhã, policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista. Também foram determinadas medidas cautelares de afastamento de função pública e de indisponibilidade de bens, por decisão da 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Entre os investigados estão Luiz Henrique Miranda Teixeira, ex-diretor-executivo do instituto entre julho de 2023 e dezembro de 2025; Marcelo Ribas de Oliveira, presidente do Comitê de Investimentos e diretor de Benefícios; Milton Marques Dias, diretor administrativo e financeiro e integrante do comitê; e Rafael Petroziello, membro do colegiado que participou das deliberações e assinou autorizações ligadas aos aportes sob apuração.

A reportagem pediu manifestação ao IPSSC, ao Banco Daycoval e às defesas dos investigados. Até a publicação, não havia retorno. Não houve posicionamento informado do Banco Master no conteúdo disponível.

A apuração segue em fase de coleta de provas e análise documental. O foco da investigação é verificar a regularidade técnica das decisões de investimento e a eventual responsabilidade administrativa e criminal dos envolvidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Projeto abre crédito de R$ 563,5 milhões e reforça financiamento agrícola para famílias de baixa renda


Projeto abre crédito de R$ 563,5 milhões e reforça financiamento agrícola para famílias de baixa renda

O Congresso Nacional analisa um projeto de lei que abre crédito suplementar de R$ 563,5 milhões no Orçamento de 2026 para diferentes ministérios e programas federais. Segundo o texto do PLN 12/26, a principal destinação é o atendimento de operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) voltadas a assentados da reforma agrária e agricultores de menor renda. A proposta ainda será examinada pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário do Congresso.

A abertura de crédito suplementar é um mecanismo usado para reforçar dotações já previstas no orçamento. Neste caso, o projeto amplia espaço fiscal para despesas consideradas necessárias ao longo da execução orçamentária de 2026. No recorte agropecuário, o foco está no Pronaf, principal política pública de financiamento da agricultura familiar no país.

Pelo texto, os recursos devem apoiar operações direcionadas a produtores com menor capacidade de renda e acesso a crédito. Na prática, esse tipo de reforço orçamentário pode sustentar linhas de financiamento para custeio, investimento e estruturação produtiva, a depender da regulamentação e da execução financeira posterior. O projeto, porém, não detalha no material divulgado a divisão exata do montante do Pronaf por linha de crédito ou região.

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Além do financiamento agrícola, a proposta também prevê recursos para ações em outras áreas. Entre elas estão operações integradas de combate ao crime organizado, prevenção e repressão à mineração irregular na Bacia do Rio Doce, iniciativas de desenvolvimento alternativo sustentável em territórios vulneráveis ao narcotráfico, conservação de instalações do Ministério das Comunicações, Fundo Setorial do Audiovisual, rotas de integração nacional, bioeconomia, proteção e defesa civil e ampliação do Fundo Geral de Turismo.

O próximo passo é a análise pela Comissão Mista de Orçamento e, depois, pelo Plenário do Congresso Nacional, em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A tramitação definirá se o reforço orçamentário será incorporado à execução de 2026 e em que prazo os recursos poderão ser efetivamente liberados.

Fonte: camara.leg.br

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