terça-feira, junho 30, 2026

News

News

Preço da arroba do boi gordo: mercado segue pressionado com incertezas nas exportações


arroba do boi gordo mercado
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O mercado físico do boi gordo ainda se depara com a tradicional pressão sazonal de oferta. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que o movimento de queda começa a se manifestar em estados que não sentiam seus efeitos, a exemplo de Mato Grosso.

“Em mercados onde a pressão baixista foi mais acentuada em abril o que se evidencia é uma maior acomodação neste momento, com exceção de Minas Gerais, que volta a conviver com mais negócios abaixo da referência média”, ressalta.

Segundo ele, o mercado ainda acompanha com proximidade as questões inerentes às exportações brasileiras, relacionadas a importadores relevantes, como a União Europeia, Estados Unidos e China.

Média da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 349 — ontem: R$ 349,67
  • Goiás: R$ 329,86 — ontem: R$ 330,54
  • Minas Gerais: R$ 330,59 — ontem: R$ 334,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,52 — ontem: R$ 348,86
  • Mato Grosso: R$ 355,27 — ontem: R$ 357,50

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com estabilidade dos preços da carne bovina. O ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes nos próximos dias, em linha com um perfil de consumo menos aquecido durante a segunda quinzena do mês.

“Além disso, a competitividade em relação às proteínas concorrentes segue problemática, em especial na comparação com a carne de frango”, assinalou Iglesias.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: permanece a R$ 21,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 20,00

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 2,24%, sendo negociado a R$ 5,0031 para venda e a R$ 5,0011 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8930 e a máxima de R$ 5,0135.

O post Preço da arroba do boi gordo: mercado segue pressionado com incertezas nas exportações apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Programa Investe+ Aeroportos amplia prazo contratual e viabiliza novos negócios no terminal de Brasília


Programa Investe+ Aeroportos amplia prazo contratual e viabiliza novos negócios no terminal de Brasília

O Aeroporto Internacional de Brasília passou a concentrar uma nova etapa de expansão comercial com apoio do programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). A iniciativa permite contratos mais longos para uso econômico de áreas aeroportuárias e abriu espaço para empreendimentos de lazer, comércio e logística no terminal da capital federal.

Segundo o MPor, o conjunto de projetos soma mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos privados. O principal empreendimento em andamento é um shopping center dentro do complexo aeroportuário, com mais de 60 mil metros quadrados de área construída, mais de 130 lojas, academia de 3 mil metros quadrados, praça de alimentação, dez restaurantes e seis salas de cinema. A inauguração está prevista para segunda-feira (15 de setembro).

De acordo com o ministério, a obra já emprega cerca de 650 trabalhadores e a estimativa é de aproximadamente 2 mil empregos diretos após a abertura. O programa também viabilizou a extensão do prazo de exploração comercial desses ativos até 2067, o que, na avaliação do governo, aumenta a previsibilidade para investimentos de maior porte.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Durante visita às obras nesta quarta-feira (13), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o programa foi estruturado para ampliar negócios no entorno dos aeroportos e diversificar serviços. Já o diretor comercial da Inframerica, Rogério Coimbra, disse que a medida altera o uso tradicional do terminal ao incorporar atividades de convivência e serviços.

O ministério informou ainda que cerca de 60% da receita dos aeroportos brasileiros já vem de atividades comerciais, enquanto 40% têm origem em tarifas aeroportuárias. Para a diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias do MPor, Clarissa Barros, o fortalecimento das receitas acessórias tende a reduzir a pressão de custos sobre as passagens.

Além do shopping, o aeroporto deverá receber um clube com piscina de ondas, com investimento de R$ 450 milhões, e um Centro de Distribuição Logística, estimado em R$ 35 milhões. O projeto inclui ainda viveiro de espécies nativas do Cerrado e cerca de 3 mil mudas para paisagismo.

Pela modelagem apresentada pelo MPor, a ampliação do prazo contratual busca sustentar a diversificação de receitas dos aeroportos e servir de referência para novos projetos comerciais em outros terminais do país. O ministério não detalhou, até o momento, um cronograma nacional de expansão do programa além dos empreendimentos já anunciados.

Fonte: gov.br

O post Programa Investe+ Aeroportos amplia prazo contratual e viabiliza novos negócios no terminal de Brasília apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Decisão da UE ameaça mercado de US$ 1,8 bilhão para o Brasil


A retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia acendeu um alerta no setor agropecuário. A medida, comunicada ao governo brasileiro nesta terça-feira (12/5), pode atingir um mercado que movimentou US$ 1,8 bilhão em 2025, segundo dados da Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Apesar da preocupação, o MAPA e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforçam que as exportações seguem normalmente e que a decisão só passaria a valer a partir de 3 de setembro de 2026.

Segundo a União Europeia, o Brasil ficou fora da atualização da lista por não ter apresentado garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária, conforme informou a agência de notícias France Presse. O tema é sensível porque envolve regras sanitárias, acesso a mercados e a confiança internacional sobre os sistemas de controle de produtos de origem animal.

A decisão foi aprovada no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. Em nota oficial, o Ministério da Agricultura informou que recebeu a notícia “com surpresa” e destacou que, neste momento, os embarques brasileiros continuam ocorrendo normalmente.

O impacto potencial é relevante. A União Europeia é o segundo maior mercado para carnes brasileiras em valor, atrás apenas da China. Em 2025, o bloco comprou 368,1 mil toneladas de produtos brasileiros, com receita de US$ 1,8 bilhão. A carne bovina responde pela maior parte desse valor: foram US$ 1,048 bilhão em vendas e 128 mil toneladas embarcadas ao mercado europeu. O bloco é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, depois de China e Estados Unidos.

A carne de frango também aparece entre os produtos expostos à decisão. Em 2025, as exportações brasileiras de frango para a União Europeia somaram US$ 762 milhões, com volume de 230 mil toneladas. Outros produtos de origem animal, como o mel, também podem ser afetados. No ano passado, as vendas brasileiras de mel ao bloco europeu alcançaram US$ 6 milhões, com embarques de mil toneladas. Segundo a ABPA, o Brasil não exporta carne suína para a União Europeia.

O ponto central da controvérsia está nos antimicrobianos, substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento. Para voltar à lista europeia, o Brasil terá de avançar em uma das frentes apontadas no material: restringir legalmente o uso dos medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

Na avaliação do governo brasileiro, há espaço para reverter a decisão antes que ela produza efeitos comerciais. O MAPA afirmou que tomará “prontamente todas as medidas necessárias” para que o país retorne à lista de autorizados e mantenha o fluxo de vendas ao mercado europeu, destino para o qual o Brasil exporta há 40 anos. O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião marcada para esta quarta-feira (13/5) com autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a medida.

A ABPA também adotou tom de reação técnica. Em posicionamento oficial, a entidade informou que o Brasil, por meio do MAPA e com apoio do setor produtivo privado, prestará os esclarecimentos necessários à União Europeia sobre as diretrizes relacionadas aos antimicrobianos. A associação sustenta que o país cumpre integralmente os requisitos europeus, inclusive os regulamentos ligados ao tema.

A entidade ressaltou ainda que as exportações não estão suspensas. Segundo a ABPA, a lista de países em não conformidade ainda depende de publicação oficial e só entrará em vigor em 3 de setembro. Até lá, o setor pretende demonstrar que os protocolos exigidos pela União Europeia são atendidos pelas empresas brasileiras e fiscalizados pelo órgão oficial.

O setor produtivo também busca reforçar a imagem sanitária do país. Na nota, a ABPA afirma que o Brasil possui estruturas de controle produtivo, rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos. O MAPA, por sua vez, destacou que o Brasil é o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e tem sistema sanitário de qualidade internacional reconhecida.

Mesmo sem suspensão imediata, a decisão pressiona frigoríficos, exportadores, produtores e cadeias ligadas à proteína animal. O risco está na possibilidade de perda ou interrupção de acesso a um mercado de alto valor agregado, especialmente para a carne bovina, que tem na União Europeia um dos principais destinos em receita.

Nos próximos meses, o resultado das tratativas entre Brasil e União Europeia será decisivo para medir o tamanho do impacto. Se a medida for revertida antes de setembro, o efeito tende a ficar restrito à tensão diplomática e sanitária. Caso contrário, o agro brasileiro poderá enfrentar prejuízo em um mercado bilionário, com reflexos comerciais para carnes, produtos de origem animal e para a reputação sanitária do país no comércio internacional.





Source link

News

Boulos defende fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas sem transição


Boulos defende fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas sem transição

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu nesta quarta-feira (13) a aplicação imediata do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal para 40 horas, caso as propostas em análise na Câmara dos Deputados e no Senado sejam aprovadas. A declaração foi feita em audiência pública da comissão especial que discute as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 221/19 e 8/25.

Na audiência, Boulos afirmou que o texto final deveria prever “sem qualquer transição” ou, no máximo, um prazo de 30 a 60 dias para adaptação das empresas. Segundo o ministro, o debate sobre mudança na jornada já ocorre há mais de um ano e meio, o que, na avaliação dele, reduz a necessidade de um período mais longo de implementação.

A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) disse que há articulações no Congresso para flexibilizar pontos centrais das propostas, incluindo mecanismos de compensação a empregadores e prazos maiores de transição. Já o vereador Rick Azevedo (Psol), fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), relatou dificuldades de qualificação profissional e organização da vida pessoal sob o regime 6×1.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Boulos também citou estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), além da experiência da Islândia com escala 4×3, para contestar críticas sobre possível perda de produtividade. Os números desses levantamentos, porém, não foram detalhados no material base da audiência.

Representantes do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) apresentaram pesquisas que relacionam jornadas extensas a adoecimento, mortes e pressão sobre a Previdência Social. Em contraponto, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) questionou a base técnica dos estudos apresentados.

A comissão especial realizará nova audiência na próxima segunda-feira (18), com foco na posição dos empregadores. O debate pode influenciar a redação final das PECs, sobretudo em pontos como prazo de adaptação, manutenção salarial e efeitos sobre custos trabalhistas.

Fonte: camara.leg.br

O post Boulos defende fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas sem transição apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Base do governo critica pedido de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para financiar filme


Base do governo critica pedido de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para financiar filme

Deputados da base do governo criticaram, nesta quarta-feira (13), o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao empresário Daniel Vorcaro para ajudar no financiamento de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O tema foi levado ao plenário em meio à divulgação de mensagens e áudio atribuídos ao senador e à defesa da oposição de que, até o momento, não há irregularidade comprovada na solicitação.

Segundo o conteúdo debatido na sessão, Vorcaro, dono do Banco Master, está preso e é investigado por fraudes financeiras bilionárias. De acordo com informações citadas no debate parlamentar e divulgadas pela imprensa, ao menos R$ 61 milhões teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025. As mesmas reportagens apontam que Flávio Bolsonaro teria solicitado e cobrado os repasses diretamente ao empresário, em mensagens e áudio de setembro de 2025.

O líder da maioria na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), relacionou o episódio à prisão de Vorcaro pela Polícia Federal. Segundo o parlamentar, o áudio de Flávio Bolsonaro teria sido enviado dois dias antes da operação. Na sessão, Chinaglia afirmou que o senador deveria ter rejeitado os recursos caso desconhecesse a situação do empresário.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Já o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que não há, até o momento, elemento que comprove ilegalidade no pedido. Segundo ele, eventuais responsabilidades devem ser apuradas, mas a solicitação, por si só, não configuraria infração. O parlamentar também defendeu investigação para esclarecer os fatos.

Ainda durante o debate, líderes e deputados de diferentes partidos voltaram a defender a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as fraudes atribuídas ao Banco Master e as relações de Vorcaro com agentes públicos. Em vídeo, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de apoio financeiro, mas negou irregularidades.

O caso permanece no campo político e pode avançar para novas apurações no Congresso, caso haja apoio formal para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Até o momento, o material disponível indica controvérsia política, enquanto a definição sobre eventuais desdobramentos legais depende de investigação oficial.

Fonte: camara.leg.br

O post Base do governo critica pedido de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para financiar filme apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

CNA discute com União Europeia exclusão do Brasil de lista para exportação de carnes


CNA discute com União Europeia exclusão do Brasil de lista para exportação de carnes

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que debateu, nesta quarta-feira (13), com a embaixadora da Delegação da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, a exclusão do país da lista de nações reconhecidas pelo bloco como aptas a cumprir as novas regras sobre resistência antimicrobiana. O encontro ocorreu na sede da entidade, em Brasília, e teve como foco o alcance da medida e as alternativas para reversão.

Segundo a CNA, a discussão está relacionada à implementação do Regulamento (UE) 2019/6, que será aplicável a partir de 3 de setembro de 2026. A norma estabelece exigências sanitárias para países exportadores de animais e produtos de origem animal ao mercado europeu, com restrições ao uso de antimicrobianos para fins de crescimento ou ganho de rendimento na pecuária.

Na terça-feira (12), a União Europeia publicou uma atualização da lista de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal ao bloco. Nessa revisão, o Brasil ficou fora do grupo de países reconhecidos, neste momento, como aderentes às exigências sanitárias relacionadas ao tema. A medida abrange carnes, ovos, mel e animais.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Em nota, a CNA afirmou que “a comprovação da capacidade do Brasil de cumprir o regulamento ainda está sujeita a discussões técnicas”. A entidade acrescentou que as partes reafirmaram disposição para manter diálogo técnico e institucional, com o objetivo de preservar previsibilidade nas relações comerciais.

A diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori, disse que as tratativas entre as autoridades sanitárias brasileiras e europeias continuam e tendem a se intensificar nos próximos dias. Segundo ela, a expectativa é que o Brasil apresente os esclarecimentos exigidos para evitar interrupções no fluxo exportador a partir de setembro.

O desdobramento do caso dependerá das discussões técnicas entre o Brasil e a União Europeia nos próximos meses. Até o momento, não foram divulgados pela CNA detalhes adicionais sobre prazos intermediários, volume potencialmente afetado ou eventuais medidas complementares por parte das autoridades brasileiras.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post CNA discute com União Europeia exclusão do Brasil de lista para exportação de carnes apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Boulos defende fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas sem transição na Câmara


Boulos defende fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas sem transição na Câmara

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu nesta quarta-feira (13), em audiência pública na Câmara dos Deputados, que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas entrem em vigor sem fase de transição, ou com adaptação limitada a 30 ou 60 dias. O debate ocorreu na comissão especial que analisa as propostas de emenda à Constituição (PEC 221/19 e PEC 8/25).

Durante a discussão, Boulos afirmou que o texto final não deveria prever prazo prolongado para implementação. Segundo ele, o tema já está em debate há mais de um ano e meio, o que, na avaliação do governo, reduziria a necessidade de postergação para adaptação das empresas.

A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) também criticou alternativas que, segundo ela, poderiam flexibilizar os principais pontos das propostas. Entre os pontos citados estão mecanismos de compensação financeira a empregadores e prazos extensos de transição.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Ao defender a redução da jornada, Boulos mencionou estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), além de citar a experiência da Islândia com escala 4×3. No entanto, os dados numéricos desses levantamentos não foram detalhados durante o material disponibilizado sobre a audiência.

Representantes do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) apresentaram análises sobre a relação entre jornadas extensas, adoecimento e pressão sobre a Previdência Social. Também sustentaram que houve avanço de produtividade e de lucros empresariais sem redução proporcional do tempo de trabalho.

Do outro lado, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) contestou a consistência técnica dos estudos apresentados e afirmou haver preocupação com os efeitos econômicos da mudança. A próxima audiência da comissão está marcada para segunda-feira (18) e deve reunir representantes do setor empregador.

A tramitação segue em fase de debate técnico e político na comissão especial. O impacto regulatório e econômico das mudanças dependerá do texto consolidado das PECs, especialmente sobre prazo de adaptação, manutenção salarial e alcance das novas regras.

Fonte: camara.leg.br

O post Boulos defende fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas sem transição na Câmara apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Mapa apresenta Programa Caminho Verde Brasil em debate sobre agro regenerativo


Mapa apresenta Programa Caminho Verde Brasil em debate sobre agro regenerativo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, nesta terça-feira (12), em São Paulo, de um debate sobre agro regenerativo durante o Summit Brasil de Soluções 2026, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). No painel, o ministério detalhou a estrutura do Programa Caminho Verde Brasil e a estratégia de financiamento voltada à adoção de práticas sustentáveis no campo.

Representando o Mapa, o assessor especial do ministro e coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, Pedro Cunto, participou do painel “Produzir, rastrear, financiar: caminhos para o agro regenerativo”. A discussão reuniu representantes do setor produtivo, investidores e instituições para tratar de rastreabilidade, métricas de produção regenerativa e integração com políticas públicas.

Segundo Cunto, o programa prevê US$ 60 bilhões em 10 anos e adota exigências elevadas de monitoramento para comprovação de sustentabilidade. De acordo com ele, a proposta combina regras ambientais e financiamento vinculado a boas práticas agropecuárias. “Essa é a nova tendência que passará a ser aplicada em todas as linhas de financiamento”, afirmou.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

O coordenador também informou que o ministério trabalha na ampliação da captação de recursos internacionais para o programa. Entre as frentes previstas para o próximo ano, está a entrada de recursos da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), com prioridade para pequenos e médios produtores de três regiões do Cerrado. Esses projetos, segundo o Mapa, deverão incluir iniciativas de economia circular. O texto-base do evento não detalha quais serão essas regiões.

Durante o encontro, a diretora de Natureza e Sociedade do CEBDS, Juliana Lopes, classificou o Caminho Verde Brasil como uma referência em blended finance, modelo que combina capital público ou filantrópico com recursos privados. O CEBDS também lançou a Plataforma NetZero, ferramenta digital voltada à conexão entre projetos sustentáveis, investidores e oportunidades de financiamento.

Coordenado pelo Mapa, o Programa Caminho Verde Brasil tem como meta restaurar 40 milhões de hectares de áreas degradadas para uso em sistemas produtivos sustentáveis.

Do ponto de vista técnico, a discussão reforça o avanço de modelos que associam crédito, monitoramento ambiental e rastreabilidade como critérios para viabilizar investimentos no agro de baixo carbono. A execução e o alcance regional das próximas etapas dependerão do detalhamento operacional e da entrada efetiva desses recursos.

Fonte: gov.br

O post Mapa apresenta Programa Caminho Verde Brasil em debate sobre agro regenerativo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Compass registra lucro líquido de R$ 382,2 milhões no primeiro trimestre de 2026


Compass registra lucro líquido de R$ 382,2 milhões no primeiro trimestre de 2026

A Compass informou nesta quarta-feira (13) lucro líquido de R$ 382,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. No intervalo, o Ebitda somou R$ 1,328 bilhão, com alta anual de 2%, segundo balanço divulgado pela companhia.

De acordo com a Compass, o desempenho operacional foi sustentado por maiores volumes e melhor mix no segmento de distribuição. A empresa também atribuiu o resultado à expansão dos volumes da Edge no mercado on-grid, ao início de novas operações de gás natural liquefeito (GNL) B2B off-grid, da planta de biometano e a otimizações de carga em Marketing & Serviços.

No critério normalizado, que considera o ajuste temporal de cargas antecipadas para manter o impacto financeiro no mesmo período da entrega aos clientes, o Ebitda foi de R$ 1,204 bilhão. Nesse conceito, o avanço foi de 12% na comparação anual.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

A receita operacional líquida totalizou R$ 3,163 bilhões entre janeiro e março, queda de 25% ante igual trimestre de 2025. O balanço divulgado não detalha, no material informado, os fatores específicos para a retração da receita no período.

Já o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 424,6 milhões, aumento de 15% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Segundo a companhia, o movimento foi explicado pelo maior custo da dívida, em um ambiente de taxas de juros mais elevadas, além do aumento do endividamento líquido.

Ao fim de março, a dívida líquida da Compass estava em R$ 11,121 bilhões, crescimento de 6% frente ao encerramento de dezembro de 2025. A alavancagem passou de 2,1 vezes para 2,2 vezes no mesmo intervalo.

Os números indicam avanço operacional em segmentos ligados à distribuição, gás e biometano, mas também mostram pressão financeira maior com juros e endividamento. Para os próximos trimestres, o acompanhamento do comportamento da receita, da alavancagem e da contribuição das novas operações deve ser central para medir a evolução do balanço.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Compass registra lucro líquido de R$ 382,2 milhões no primeiro trimestre de 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Eneva registra lucro líquido de R$ 522,7 milhões no primeiro trimestre de 2026


Eneva registra lucro líquido de R$ 522,7 milhões no primeiro trimestre de 2026

A Eneva encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 522,7 milhões, alta de 36% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando havia registrado R$ 384,4 milhões. Os dados foram divulgados pela companhia nesta quarta-feira (13). No período, a empresa também ampliou a geração bruta de energia para 3.942 gigawatts-hora (GWh), mais de três vezes acima do verificado um ano antes.

Segundo a companhia, o avanço operacional foi influenciado principalmente pelo despacho térmico no mérito ao longo de janeiro a março. Esse movimento elevou a geração das usinas e sustentou parte do crescimento dos indicadores financeiros no trimestre.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 1,69 bilhão, com aumento de 10,7% na comparação anual. Já a Receita Operacional Líquida (ROL) atingiu R$ 4,68 bilhões, avanço de 5,9% frente ao primeiro trimestre de 2025.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

No parque termelétrico a gás próprio, o despacho alcançou 54% no Complexo Parnaíba e 77% em Jaguatirica, conforme a empresa. A Eneva também informou a conclusão dos reparos nas usinas termelétricas (UTEs) Parnaíba V e Pecém II, o que restabeleceu 100% da disponibilidade operacional de ambas até o fim do trimestre.

Na estrutura de capital, a dívida líquida consolidada chegou a R$ 18,5 bilhões, acima dos R$ 14,4 bilhões registrados um ano antes. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 2,77 vezes, ante 2,59 vezes no primeiro trimestre de 2025.

Os números indicam que o desempenho do trimestre foi puxado pela maior utilização do portfólio térmico e pela normalização operacional de ativos relevantes. O efeito prático para os próximos períodos dependerá da manutenção do nível de despacho das usinas e da evolução da alavancagem financeira. A empresa não detalhou, no material informado, projeções adicionais para geração e endividamento ao longo de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Eneva registra lucro líquido de R$ 522,7 milhões no primeiro trimestre de 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link