terça-feira, junho 30, 2026

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Bioinsumos avançam com alerta no solo


A expansão dos bioinsumos reforça a busca da agricultura por alternativas de manejo mais alinhadas à adaptação climática, à eficiência produtiva e à redução de impactos ambientais. Segundo Jacques Dieu, especialista em agricultura regenerativa, o avanço dessa tecnologia precisa ser acompanhado por diagnóstico do solo para evitar perdas de eficiência e riscos no campo.

O tema ganhou destaque no BioSummit 2026, realizado em Campinas, nos dias 6 e 7 de maio, ao apontar os bioinsumos como uma das principais apostas da agricultura diante das mudanças climáticas. No Brasil, a área tratada com esses produtos chegou a 194 milhões de hectares em 2025. Em cinco anos, a adoção passou de 22% para 47%, crescimento que representa quatro vezes a média global.

Os ganhos ambientais também ajudam a explicar esse avanço. Dados apresentados com base em informações da Embrapa indicam que 1 quilo de defensivo químico emite de 20 a 25 quilos de CO₂, enquanto a mesma quantidade de bioinsumo gera de 3 a 5 quilos. A diferença reforça o papel dos produtos biológicos em estratégias de redução da pegada de carbono na produção agropecuária.

Apesar do crescimento, há pontos de atenção. O Brasil registrou 277 produtos biológicos formulados a partir de apenas duas cepas de microrganismos. Essa baixa diversidade funcional aumenta o risco de aplicações redundantes ou incompatíveis com a microbiota nativa do solo, reduzindo o potencial esperado no manejo.

Nesse contexto, a análise da diversidade microbiana passa a ser uma etapa estratégica. A BeCrop®, da Biome Makers Inc., é apresentada como uma ferramenta capaz de mapear a microbiota funcional do solo, identificar grupos ativos, excessos e deficiências na ciclagem de nutrientes, além de apontar patógenos, riscos de doenças e indicadores de estresse abiótico. A tecnologia também permite monitorar o sequestro de carbono e validar práticas regenerativas.

A mensagem central do BioSummit 2026 é que os bioinsumos avançam como caminho para uma agricultura mais biológica, mas seu uso exige dados. Sem diagnóstico, o manejo pode operar abaixo do potencial, enquanto a integração entre biodiversidade microbiana e decisão agronômica tende a ampliar a resiliência climática de forma mensurável.

 





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Krugman avalia visita de Trump à China como movimento de fragilidade geopolítica


Krugman avalia visita de Trump à China como movimento de fragilidade geopolítica

O economista Paul Krugman afirmou, em artigo publicado nesta quinta-feira (14), que a China enxerga o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um “acelerador da decadência americana”. Segundo o Nobel de Economia, a ida de Trump a Pequim ocorre em um contexto de enfraquecimento geopolítico de Washington, após desgaste com aliados históricos e sem resultados consistentes na reindustrialização dos EUA.

Na análise, Krugman atribui essa leitura chinesa a três fatores centrais: a perda de capital diplomático dos Estados Unidos, a dificuldade de recuperação da manufatura americana e o avanço da China em setores considerados estratégicos, como energia limpa e tecnologia. Ele afirma que a manufatura chinesa superou a dos EUA há cerca de 15 anos e que a economia do país asiático já ultrapassa a americana em paridade de poder de compra desde 2015.

O economista também sustenta que a política tarifária adotada por Trump contra Pequim não entregou o efeito prometido sobre a indústria dos Estados Unidos. Segundo Krugman, a resposta chinesa, com medidas como restrições a terras raras, expôs vulnerabilidades da economia americana em cadeias industriais e tecnológicas.

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No campo diplomático, o economista cita atritos do governo Trump com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), além de disputas com aliados europeus e com o Canadá. Para ele, esse movimento reduziu a principal vantagem estratégica dos EUA diante da China: a rede de alianças internacionais.

Após essa argumentação, Krugman avalia que Pequim pode oferecer concessões pontuais para beneficiar Trump politicamente, entre elas compras de soja americana e acordos voltados a executivos que acompanham a viagem. Até o momento, porém, não foram divulgados detalhes sobre o conteúdo das conversas nem confirmação de acordo bilateral fechado.

Do ponto de vista comercial, eventual retomada ou ampliação de compras chinesas de soja dos Estados Unidos pode alterar o fluxo global de demanda e influenciar a competitividade entre origens exportadoras. Sem anúncios oficiais, no entanto, o impacto sobre o mercado agrícola permanece indefinido e depende de desdobramentos formais das negociações.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa e Polícia Federal apreendem 48 toneladas de açúcar sob suspeita de adulteração no Porto de Paranaguá


Mapa e Polícia Federal apreendem 48 toneladas de açúcar sob suspeita de adulteração no Porto de Paranaguá

Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Polícia Federal (PF) apreendeu aproximadamente 48 toneladas de açúcar VHP no corredor de exportação do Porto de Paranaguá, no Paraná, nesta quarta-feira (14). Segundo a fiscalização, a carga apresentou indícios preliminares de contaminação por materiais insolúveis, aparentemente areia, em volume superior ao permitido pela legislação. As amostras foram encaminhadas para confirmação analítica.

De acordo com o Mapa, o teste preliminar foi realizado no momento da coleta e indicou possível desconformidade com os padrões oficiais de qualidade do açúcar. Esse procedimento é usado para verificar a pureza do produto e identificar contaminações ou adulterações.

Após a identificação da suspeita, auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR) coletaram amostras da carga. O material foi enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO), responsável por confirmar se há presença de matéria estranha em nível incompatível com os padrões regulamentares.

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O Mapa informou que a empresa responsável pela carga foi autuada. Como, até o momento, não há rastreabilidade sobre o material misturado ao açúcar, o produto foi enquadrado como risco à defesa agropecuária. Se a irregularidade for confirmada, a carga poderá ser desclassificada, considerada imprópria para consumo e destinada à destruição, conforme prevê a legislação. Também poderão ser aplicadas sanções administrativas e desdobramentos criminais.

A operação faz parte de uma articulação permanente entre PF, autoridades portuárias e Mapa, em andamento desde 2024, para coibir fraudes em cargas de exportação no porto paranaense. O foco inclui granéis agrícolas como soja, farelo de soja e açúcar.

O caso ocorre em um contexto de forte presença brasileira no comércio internacional do produto. Em 2024, o Brasil exportou 38,24 milhões de toneladas de açúcar, com receita superior a US$ 18,6 bilhões, segundo dados oficiais citados pelo ministério.

A confirmação laboratorial será o ponto central para definir o enquadramento final da carga e as medidas administrativas. Em produtos de exportação, esse tipo de fiscalização busca preservar rastreabilidade, conformidade sanitária e atendimento às exigências dos mercados compradores.

Fonte: gov.br

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Juros futuros recuam com queda do dólar, do petróleo e dos Treasuries


Juros futuros recuam com queda do dólar, do petróleo e dos Treasuries

Os juros futuros operam em baixa na manhã desta quinta-feira (14), em linha com a queda do dólar, do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. O mercado acompanha os desdobramentos do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, com atenção aos sinais sobre política externa e ambiente global de risco.

Às 9h15, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para 14,165%, ante 14,210% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 recuava para 13,960%, frente a 14,054%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 cedia para 14,040%, de 14,115% na quarta-feira (13).

O movimento ocorreu em um contexto de enfraquecimento de ativos tradicionalmente ligados à percepção de risco e inflação. O petróleo aprofundava perdas para mais de 1%, enquanto o dólar e os retornos dos Treasuries também recuavam. Em geral, esse conjunto reduz a pressão sobre expectativas inflacionárias e sobre a precificação de juros de prazo mais longo.

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No noticiário internacional, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que Trump e Xi encontraram “um terreno em comum” em relação ao Irã. Segundo Rubio, Pequim reiterou oposição ao desenvolvimento de armas nucleares por Teerã. A sinalização foi incorporada pelos agentes como um fator adicional de monitoramento geopolítico.

No cenário doméstico, notícias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, não mostravam efeito relevante sobre a curva de juros nesta manhã. Na quarta-feira (13), porém, as taxas haviam acelerado alta após a divulgação de um áudio relacionado ao caso.

No curto prazo, a direção dos juros deve seguir condicionada ao comportamento do câmbio, das commodities e dos rendimentos dos Treasuries. Não há, no material disponível, novas projeções divulgadas por analistas ou instituições para a curva nesta sessão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Débora Freire destaca reforma tributária e revisão de despesas em fórum em Nova Iorque


Débora Freire destaca reforma tributária e revisão de despesas em fórum em Nova Iorque

A secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, afirmou, na terça-feira (12), em Nova Iorque, que a reforma tributária sobre o consumo e a institucionalização da revisão de despesas públicas estão entre os principais eixos da política econômica brasileira. A declaração foi feita durante a 2ª edição do Fórum VEJA Insights NY, evento que reuniu representantes do setor público e da iniciativa privada para discutir o cenário econômico do Brasil em 2026.

Durante a participação no fórum, Freire disse que os resultados recentes da economia brasileira decorrem de uma agenda voltada à conciliação entre sustentabilidade fiscal e atividade econômica. Segundo a secretária, a aprovação da reforma tributária sobre o consumo representa a primeira mudança desse tipo em quatro décadas.

Na avaliação da representante da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, a medida tende a elevar a produtividade e a ampliar o potencial de crescimento do país no médio e no longo prazo. De acordo com Freire, esse processo também pode gerar reflexos sobre a arrecadação e sobre o equilíbrio das contas públicas.

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Outro ponto destacado foi a revisão de despesas. A secretária informou que o governo federal mantém um grupo de trabalho permanente para analisar gastos obrigatórios e propor aperfeiçoamentos. Ela citou que, no fim de 2024, houve um ajuste com foco em conter o avanço dessas despesas.

Freire também apresentou indicadores econômicos recentes, como crescimento da atividade, avanço da renda, redução do desemprego e cumprimento do arcabouço fiscal. O evento, no entanto, não detalhou novos números ou séries estatísticas desses indicadores durante a apresentação pública.

Ao abordar o cenário externo, a secretária afirmou que a atual posição econômica do Brasil amplia a capacidade de resposta a turbulências geopolíticas. Segundo ela, o fato de o país ser exportador de petróleo ajuda a reduzir pressões externas sobre a atividade e sobre as exportações.

A exposição da Fazenda no fórum reforçou duas frentes de política econômica: a implementação da reforma tributária e o monitoramento contínuo das despesas obrigatórias. O efeito prático dessas medidas dependerá da regulamentação, da execução fiscal e da evolução do ambiente internacional.

Fonte: gov.br

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Comissão da Câmara aprova projeto que fixa jornada de 30 horas para psicólogos


Comissão da Câmara aprova projeto que fixa jornada de 30 horas para psicólogos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (14), o projeto de lei que estabelece jornada de até 30 horas semanais para psicólogos contratados no setor privado, sem redução salarial. Como a proposta tramita em caráter conclusivo, o texto poderá seguir para análise do Senado Federal, salvo se houver recurso para votação no Plenário da Câmara.

O texto aprovado foi o Projeto de Lei 1.214/2019, apresentado pelas deputadas Erika Kokay (PT-DF) e Natália Bonavides (PT-RN). A proposta altera a Lei 4.119/1962, que regulamenta a profissão de psicólogo no Brasil.

Segundo a Câmara dos Deputados, o parecer aprovado seguiu a recomendação do relator, deputado Helder Salomão (PT-ES), e incorporou ajustes feitos anteriormente pela Comissão de Finanças e Tributação. Para os profissionais contratados pela administração pública sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a adoção da nova jornada dependerá de dotação orçamentária e de autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

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Na prática, a proposta define dois recortes. No setor privado, a limitação da carga semanal valeria sem corte de remuneração. Já no setor público celetista, a aplicação ficaria condicionada ao espaço fiscal e às regras orçamentárias vigentes.

As autoras do projeto afirmaram que a redução da jornada busca preservar a qualidade de vida dos profissionais e dar suporte ao exercício de atividades com elevado desgaste emocional e mental. Não há, no texto divulgado pela Câmara, estimativa consolidada de impacto financeiro para empregadores privados ou para a administração pública.

Para virar lei, a versão final ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados, se houver recurso ao Plenário, e pelo Senado Federal. Até a conclusão da tramitação, as regras atuais de jornada da categoria permanecem em vigor.

Fonte: camara.leg.br

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Conab mantém estimativa da safra 2025/26 em 357,97 milhões de toneladas no 8º levantamento


Conab mantém estimativa da safra 2025/26 em 357,97 milhões de toneladas no 8º levantamento

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve em 357,97 milhões de toneladas a estimativa para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26, segundo o 8º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (14). O volume representa alta de 1,6% sobre a safra 2024/25, quando foram colhidas 352,27 milhões de toneladas. O resultado confirma a perspectiva de recorde, sustentada principalmente pelo desempenho de soja, milho e sorgo.

A soja segue como principal vetor de crescimento. A Conab projeta produção de 180,13 milhões de toneladas, com ajuste positivo de 978 mil toneladas ante a previsão anterior, equivalente a 0,5%. Com 98,3% da área colhida, a oleaginosa deve registrar aumento de 8,6 milhões de toneladas em relação ao ciclo 2024/25, alta de 5%.

No milho, a primeira safra foi estimada em 28,46 milhões de toneladas, avanço de 3,5 milhões de toneladas sobre a temporada anterior. Para o total das três safras, a produção foi projetada em 140,17 milhões de toneladas, a segunda maior da série histórica. Em relação ao levantamento anterior, houve ganho de 600 mil toneladas, ou 0,4%. A segunda safra, já totalmente semeada, deve atingir 108,46 milhões de toneladas, com recuo de 0,6% ante o ciclo passado, refletindo influência climática em estados como Goiás e Minas Gerais, apesar do aumento de 2,1% na área plantada nacional.

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O sorgo foi estimado em 7,6 milhões de toneladas, crescimento de 23,8%. Segundo o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, a expansão está ligada à migração de áreas inicialmente destinadas ao milho para uma cultura com maior tolerância ao déficit hídrico e adaptação a janelas tardias de plantio.

Entre os recuos, o arroz foi projetado em 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,1%, com retração de 13,7% na área plantada. O feijão deve somar 2,90 milhões de toneladas nas três safras, baixa de 5,2%. A Conab informa, porém, que não há risco de desabastecimento no mercado interno. O algodão deve alcançar 3,97 milhões de toneladas de pluma, recuo de 2,6%, e o trigo foi estimado em 6,39 milhões de toneladas, queda de 18,9%, com menor área no Rio Grande do Sul e no Paraná.

Os dados da Conab indicam que o avanço das culturas de verão e do sorgo compensa perdas em arroz, feijão, algodão e trigo na composição total da safra. O comportamento climático nas regiões produtoras e o andamento da colheita da segunda safra de milho devem seguir como fatores centrais para os próximos levantamentos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE aponta alta da desocupação em 15 estados no primeiro trimestre


IBGE aponta alta da desocupação em 15 estados no primeiro trimestre

A taxa de desocupação no Brasil chegou a 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14). Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve aumento do indicador em 15 estados, enquanto 12 permaneceram estatisticamente estáveis.

As maiores taxas de desocupação foram registradas no Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). No outro extremo, os menores percentuais ficaram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).

Entre as maiores altas trimestrais, o Ceará avançou 2,3 pontos percentuais, seguido por Acre (1,8 p.p.), Tocantins (1,6 p.p.) e Mato Grosso do Sul (1,4 p.p.). Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa no IBGE, esse movimento costuma ocorrer no início do ano com o encerramento de postos temporários, principalmente no comércio e em contratos ligados às áreas de educação e saúde no setor público municipal.

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Além da desocupação, a PNAD Contínua mostrou taxa composta de subutilização de 14,3% no país. O Piauí teve o maior nível, com 30,4%, seguido por Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%). A taxa de informalidade nacional ficou em 37,3%, com maior presença no Maranhão (57,6%), Pará (56,5%) e Amazonas (53,2%).

O levantamento também apontou diferenças estruturais no mercado de trabalho. A taxa de desocupação foi de 5,1% entre os homens e 7,3% entre as mulheres. Por cor ou raça, ficou em 4,9% para brancos, 7,6% para pretos e 6,8% para pardos. Entre pessoas com ensino médio incompleto, o índice alcançou 10,8%.

No rendimento, o valor médio real de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.722, acima dos R$ 3.662 do trimestre anterior e dos R$ 3.527 registrados um ano antes.

Os dados indicam que a piora trimestral da desocupação ocorreu em um contexto sazonal, mas com diferenças relevantes entre estados e perfis da população. A próxima divulgação da PNAD Contínua, referente ao trimestre encerrado em junho, está prevista pelo IBGE para quinta-feira (14 de agosto).

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Comissão mista debate nesta quinta-feira (14) reajuste do piso dos professores


Comissão mista debate nesta quinta-feira (14) reajuste do piso dos professores

A comissão mista que analisa a Medida Provisória 1.334/26 realiza, nesta quinta-feira (14), uma audiência pública para discutir o reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica. A reunião está marcada para as 9 horas, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado. A proposta prevê aumento de 5,4% no valor pago para jornada de 40 horas semanais.

Pela medida provisória, o piso passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63. O reajuste nominal é de R$ 262,86 por docente enquadrado na jornada de referência. A discussão ocorre antes da etapa final de tramitação no colegiado.

Segundo o cronograma informado pela comissão, a apresentação do relatório final está prevista para segunda-feira (18). Já a discussão e a votação da matéria estão marcadas para terça-feira (19). Como se trata de medida provisória, o texto precisa avançar dentro do prazo legislativo para manter seus efeitos.

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A audiência foi solicitada pela senadora Professora Dorinha Seabra, do União Brasil de Tocantins, relatora da proposta. De acordo com a parlamentar, o debate busca ampliar a análise do texto e ouvir agentes envolvidos na formulação e na execução das políticas públicas educacionais.

Em justificativa apresentada pela relatora, a audiência deve reunir subsídios técnicos para eventual aperfeiçoamento do texto normativo. A avaliação é que a escuta de representantes do setor pode contribuir para ajustes compatíveis com a realidade dos sistemas de ensino no país.

Até o momento, o material disponibilizado sobre a audiência informa a realização do debate, mas não detalha, nesta versão, a lista completa de convidados no conteúdo-base encaminhado. Esse ponto pode ser relevante para medir o alcance técnico das contribuições antes da votação.

O andamento da MP 1.334/26 nesta semana deve definir se o reajuste seguirá para votação com o texto original ou com alterações sugeridas durante a audiência e no relatório da relatora.

Fonte: camara.leg.br

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Açúcar fecha semana em alta após volatilidade



A trajetória mudou ao longo da semana


A trajetória mudou ao longo da semana
A trajetória mudou ao longo da semana – Foto: Pixabay

O mercado de açúcar e etanol encerrou a semana marcado pela volatilidade externa, com os preços reagindo às oscilações do petróleo e às incertezas sobre a demanda por biocombustíveis. Segundo a StoneX, o contrato NY #11 teve uma semana positiva, apesar dos movimentos bruscos provocados pelas negociações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

No início da semana, o açúcar encontrou sustentação na confirmação de um mix mais voltado ao etanol no começo da safra 2026/27 no Centro-Sul brasileiro. O petróleo Brent em patamares elevados também contribuiu para o movimento de alta, ao reforçar a atratividade do etanol como alternativa à gasolina. Esse cenário deu suporte aos preços do adoçante, já que uma maior destinação da cana para o biocombustível tende a reduzir a oferta relativa de açúcar.

A trajetória mudou ao longo da semana com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã em direção a um memorando de entendimento para a reabertura gradual do Estreito de Ormuz. A expectativa provocou queda expressiva do Brent e da gasolina, reduzindo a paridade do etanol e pressionando o NY #11, que chegou à mínima semanal de 14,57 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira, a valorização do real brasileiro ajudou na recuperação parcial, levando o contrato julho de 2026 a encerrar a semana a 14,69 centavos de dólar por libra-peso.

No etanol, os preços do hidratado no mercado spot também recuaram ao longo da semana, passando de R$ 2,82 por litro para R$ 2,78 por litro na sexta-feira (08). A queda refletiu o mesmo fator que pressionou o açúcar, com o recuo do petróleo e da gasolina associado às expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz.

No campo regulatório, o cancelamento da reunião do CNPE que trataria do aumento temporário da mistura de etanol na gasolina para 32% acrescentou incerteza ao mercado. Sem nova data confirmada, o biocombustível ficou sem o suporte regulatório que já havia sido parcialmente incorporado aos preços, mantendo dúvidas sobre a demanda doméstica.

 





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