segunda-feira, junho 29, 2026

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Tupanciretã debate fortalecimento das agroindústrias familiares em seminário regional



Evento abordou regularização e fortalecimento das agroindústrias familiares no RS



Foto: Divulgação

O fortalecimento das agroindústrias familiares e a ampliação do número de empreendimentos no meio rural foram tema do Seminário Regional das Agroindústrias, realizado nesta quinta-feira (14/05), em Tupanciretã. O evento reuniu agricultores familiares, técnicos e especialistas no auditório da Câmara Municipal de Vereadores. A programação foi voltada à orientação sobre todas as etapas de implantação e funcionamento de uma agroindústria familiar, desde a construção e legalização até estratégias de comercialização e geração de renda.

Atualmente, 13 agroindústrias do município são atendidas pelo Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), coordenado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e executado no Rio Grande do Sul pela Emater/RS-Ascar.

O primeiro painel, conduzido pela Emater/RS-Ascar, abordou o processo de regularização e os caminhos para inserção dos produtos no mercado. Na sequência, representantes da SDR, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e proprietários de agroindústrias discutiram estratégias de comercialização, canais de venda, participação em feiras e experiências locais.

O seminário também destacou o agroturismo como alternativa de diversificação e aumento da renda das famílias rurais. O tema foi debatido por representantes da Secretaria Municipal de Turismo e Lazer de Tupanciretã e por empreendedores do setor de Ijuí.

O Seminário Regional das Agroindústrias foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Tupanciretã, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Lazer, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Associação de Agricultores e Agroindústrias Familiares de Tupanciretã (Agrotupan).

Assessoria de Comunicação da Emater/RS-Ascar ? Regional de Santa Maria

Jornalista Cleuza Noal Brutti

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Juros americanos ligam o ímã de dólares


Fed mantém juros nos EUA e cita Oriente Médio como fator de incerteza
Imagem feita com IA

Nos últimos meses, o debate econômico no Brasil parece resumido a uma eterna queda de braço política. De um lado, acusa-se o governo de gastar demais. De outro, critica-se o Banco Central pelos juros altos.

Embora a responsabilidade fiscal doméstica seja vital, focar apenas no cenário interno é um erro. Explicar a recente desvalorização do Real apenas por Brasília é olhar para a gota d’água e ignorar o oceano.

A verdade sobre o dólar alto está bem longe do Brasil. Ela nasce em Nova York e se espalha por um planeta afogado em dívidas.

O Ímã do Dinheiro Global: entenda por que a alta dos juros nos Estados Unidos suga os dólares de países como o Brasil, forçando a desvalorização do Real

Para entender a raiz do problema, precisamos olhar para as chamadas Treasuries de 10 anos. Esses papéis são os títulos da dívida pública do governo dos Estados Unidos.

Considerados o investimento mais seguro do mundo, esses títulos viram sua rentabilidade disparar para a faixa de 4,60%. Esse é o maior patamar registrado desde 2007.

Quando o governo americano decide pagar mais juros, um magnetismo financeiro global entra em ação. O mecanismo por trás disso é puramente matemático.

Imagine um investidor estrangeiro que mantém seu dinheiro no Brasil, correndo os riscos naturais de um mercado emergente. De repente, a maior potência econômica do planeta oferece um retorno historicamente alto e garantido em dólares.

O resultado é imediato. O capital internacional arruma as malas e viaja de volta para a segurança da economia americana.

A Debandada do Agro: além do efeito dos juros, a forte queda no preço das commodities agrícolas faz o investidor abandonar os grãos e correr para os papéis de curto prazo mais fortes.

Para piorar esse cenário de fuga, presenciamos uma forte queda no preço das commodities agrícolas. Percebendo a perda de fôlego desse mercado, os investidores deixam os contratos de grãos e alimentos para trás e correm exatamente em busca de papéis mais fortes e seguros.

Como consequência direta dessa dupla debandada, há muito menos dólares circulando no mercado brasileiro. Pela lei da oferta e da procura, a moeda americana encarece e o Real desvaloriza.

A Bomba-Relógio de US$ 350 Trilhões: o planeta nunca esteve tão endividado, e o custo para manter essa montanha de compromissos viva disparou.

A situação ganha contornos dramáticos quando adicionamos o ingrediente mais perigoso da atualidade: o endividamento global. O planeta acumula hoje uma dívida astronômica na casa dos US$ 350 trilhões.

Esse valor equivale a assustadores 310% de tudo o que a humanidade consegue produzir em um ano. Nós nunca estivemos tão alavancados financeiramente.

Para entender onde está o perigo, precisamos olhar a anatomia exata desse endividamento. O bolo é liderado pelos Governos, com cerca de US$ 106 trilhões, seguidos de perto pelas empresas não financeiras, que respondem por cerca de US$ 100 trilhões.

As famílias globais carregam cerca de US$ 65 trilhões em compromissos, enquanto o Setor financeiro responde pelo restante desse total. Essa expansão recente tem motores muito claros e potentes: os Estados Unidos, a China e a Europa.

O grande risco reside no custo de manutenção de todas essas fatias juntas. Governos, corporações e cidadãos mundiais contraíram grande parte dessas dívidas quando os juros globais estavam perto de zero.

Agora, com o referencial americano na casa de 4,60%, a “rolagem” das dívidas se tornará proibitivamente cara para todos os setores. Rolar a dívida significa renovar os empréstimos antigos que estão vencendo hoje.

O dinheiro de estados, corporações e indivíduos que deveria ir para investimentos, infraestrutura e consumo muda de rota. Ele passa a ser drenado exclusivamente para o pagamento desses juros mais altos.

O Choque de Realidade: a desvalorização cambial não é culpa do debate partidário doméstico, mas sim de uma força gravitacional macroeconômica.

Portanto, quando testemunhamos que o Real perdeu valor frente ao dólar neste momento, estamos diante de um choque de realidade sistêmico. Trata-se de uma força gravitacional da macroeconomia.

Esse movimento é provocado pelo encarecimento do crédito no epicentro do capitalismo financeiro. Ele é amplificado pelo pânico de um mercado global superendividado em todas as suas esferas.

Reduzir a flutuação do câmbio atual a meras declarações políticas ou picuinhas partidárias locais é um equívoco didático. O Brasil não está isolado do resto do mundo.

O Real está apanhando não porque o cenário interno mudou drasticamente de ontem para hoje. A moeda sofre porque o mundo inteiro está recalculando a rota para se proteger de uma tempestade global que começou lá fora.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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UE endurece regras e canetas emagrecedoras abrem nova frente para o agro; ASSISTA


Agro no cenário atual de suspensão da União Europeia e aumento no uso de canetas emagrecedoras
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A suspensão das exportações brasileiras de carne bovina, aves, equinos e mel para a União Europeia dominou os debates do novo episódio do videocast Radar Rural. A medida, anunciada pelo bloco europeu e prevista para entrar em vigor em setembro, levantou preocupações no setor produtivo e reacendeu discussões sobre protecionismo comercial.

O episódio também detalha o adiamento das regras do Prodes para o crédito rural e mostra como a nova fase do Desenrola Rural pode garantir o fôlego financeiro necessário para a Safra 2026/27. Outro destaque é o crescimento global do uso de canetas emagrecedoras e o impacto no agronegócio.

Confira o episódio completo:

Brasil já proibiu antimicrobianos criticados pela UE

Durante o episódio, foi lembrado que o Brasil publicou, no fim de abril, uma portaria que proíbe o uso de antimicrobianos considerados relevantes para a saúde humana e animal como melhoradores de desempenho na pecuária.

Também foi destacado que medicamentos veterinários utilizados para tratamento de doenças seguem protocolos sanitários e exigem período de carência antes do abate dos animais.

A estimativa é de que as restrições possam provocar prejuízos bilionários às exportações brasileiras caso avancem, mas entidades do setor e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) trabalham para reverter a medida.

Desenrola Rural ganha nova etapa

Outro tema debatido foi a nova fase do Desenrola Rural, incluída no pacote do Desenrola Brasil 2.0. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou ao Canal Rural que o objetivo é ampliar a renegociação de dívidas de produtores rurais antes do lançamento do Plano Safra 2026/27.

Cerca de 500 mil agricultores e trabalhadores rurais renegociaram débitos na primeira fase da iniciativa. Grande parte das dívidas ficava abaixo de R$ 10 mil. Além disso, a expectativa do governo é recuperar aproximadamente 200 mil produtores até o próximo Plano Safra.

Apesar da ampliação do programa, especialistas em crédito rural avaliam que as medidas ajudam momentaneamente, mas não resolvem o problema estrutural do endividamento no campo.

Exigências do Prodes para crédito rural são adiadas

O episódio também abordou o adiamento das exigências ambientais ligadas ao Prodes para concessão de crédito rural na Amazônia Legal.

Desde abril, bancos passaram a enfrentar dificuldades para validar informações de monitoramento ambiental por satélite exigidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O problema gerou uma série de falsos positivos envolvendo áreas rurais.

Com isso, o governo decidiu escalonar a obrigatoriedade da checagem ambiental entre 2027 e 2028, conforme o tamanho das propriedades rurais.

Canetas emagrecedoras impactam o agro

Na reta final do programa, o Radar Rural discutiu os impactos das chamadas canetas emagrecedoras no agronegócio mundial.

Nesse cenário, um estudo da Cogo Inteligência em Agronegócio projeta crescimento no consumo global desses medicamentos até 2030, impulsionado pela quebra de patentes e aumento da oferta.

A avaliação é que o movimento pode abrir oportunidades para o Brasil ampliar exportações de proteínas animais e também elevar a demanda por milho e farelo de soja, principais insumos da ração animal.

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Menor safra 26/27 pode aliviar estoque de suco



Redução da oferta brasileira tende a limitar parte da pressão


Foto: Canva

A safra 2026/27 de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro está projetada em 255,2 milhões de caixas de 40,8 kg, volume 13% inferior ao da temporada anterior, de acordo com a primeira estimativa do Fundecitrus divulgada neste mês. Segundo o Cepea, em termos de mercado, a redução da oferta brasileira tende a limitar parte da pressão observada sobre os estoques globais de suco de laranja ao longo da safra 2025/26.

Apesar disso, analistas do Cepea ressaltam que o potencial de recuperação das cotações internacionais dependerá menos do ajuste produtivo isoladamente e mais da capacidade de retomada da demanda nos principais mercados consumidores. Isso porque o setor entra em 2026/27 em uma conjuntura bastante distinta daquela observada durante o choque de escassez de 2024, quando a forte restrição de oferta elevou rapidamente os preços internacionais em um ambiente de estoques de suco extremamente baixos.

Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, na atual temporada, o mercado voltou a operar com maior disponibilidade relativa de produto, recomposição parcial dos estoques globais e demanda mais cautelosa, especialmente nos mercados maduros. Nesse contexto, a sensibilidade dos preços internacionais às oscilações da oferta tende a ser menor do que a observada no período anterior. 





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Embarques voltam a crescer com demanda chilena



Cenário evidencia o excelente papel desempenhado pelo Brasil


Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de ovos voltaram a crescer em abril, interrompendo dois meses de desaceleração. O avanço foi impulsionado pelo Chile, que registrou o primeiro caso de gripe aviária em granja comercial e importou volume recorde de toda a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), tornando-se o destino de 84% dos embarques nacionais de ovos in natura. 

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que o Brasil exportou 2,31 mil toneladas de ovos in natura e processados em abril, volume 24% superior ao registrado em março/26, mas 47% inferior ao de abril/25. Do total embarcado, 1,64 mil toneladas correspondem a ovos in natura, avanço de 53% em comparação ao mês anterior. Já os ovos processados somaram cerca de 668 toneladas, queda de 16% em relação a março. 

De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário evidencia o excelente papel desempenhado pelo Brasil no fornecimento de ovos para países que enfrentam surtos de gripe aviária, assim como observado em 2025, com o aumento gradual dos envios aos Estados Unidos. Como o Brasil sustenta o status de livre da doença, mantém um alto potencial para atender à demanda externa.





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Crédito rural terá fiscalização rígida: entenda o que muda


Resolução CMN nº 5.267/2025 amplia o controle sobre a aplicação dos recursos e combina documentação com monitoramento por satélite.

A fiscalização do crédito rural no Brasil mudou com a entrada em vigor da Resolução CMN nº 5.267/2025, em 1º de março de 2026. Segundo Frederico Franco, gerente e especialista em GRC e Auditoria na Kassy Consultoria, a norma busca combater fraudes e desvios de finalidade que se tornaram recorrentes no setor.

Fiscalização do crédito rural entra em nova fase

A resolução representa uma mudança estrutural na forma como bancos e produtores terão de comprovar o uso dos recursos contratados. O foco está em impedir que valores liberados para custeio, compra de máquinas, aquisição de gado ou melhorias na lavoura sejam utilizados para outras finalidades.

No material, Franco aponta que a prática irregular era conhecida no mercado, mas difícil de comprovar. Agora, segundo ele, “essa era a realidade. Agora mudou”.

Satélite mostra a lavoura, mas não comprova tudo

Um dos pontos centrais da nova regra é que o monitoramento por satélite não será suficiente para validar toda a operação. A tecnologia permite identificar se houve plantio, mas não comprova, sozinha, a compra de gado, insumos ou equipamentos.

“O satélite fiscaliza o que é visível; a documentação fiscaliza o que é invisível”, resume Franco. Conforme o especialista, os investimentos menos visíveis concentram parte relevante dos desvios, como operações declaradas para compra de animais ou insumos sem comprovação integral do destino do dinheiro.

Bancos devem exigir notas e comprovantes

Com a nova exigência, os bancos terão de implementar um sistema de monitoramento contínuo mais rigoroso. A comprovação documental passa a ter papel central, com notas fiscais, recibos e comprovantes de investimento para cada gasto informado.

Segundo o texto, “o banco vai exigir comprovação de cada real gasto”. A documentação deverá ser cruzada com imagens de satélite para verificar a coerência entre o crédito contratado e a atividade desenvolvida na propriedade.

Na prática, operações para compra de gado, aquisição de insumos ou manutenção de equipamentos deverão estar acompanhadas dos respectivos documentos. “Não é mais aquele ‘confio na sua palavra’”, afirma Franco.

Produtor regular tende a ser beneficiado

Para quem aplica o crédito rural corretamente, a avaliação apresentada no material é positiva. A redução de fraudes tende a diminuir prejuízos para os bancos, evitar desperdício de dinheiro público e reduzir distorções que prejudicam produtores que seguem as regras.

Franco também relaciona a mudança a um ambiente de maior rastreabilidade no agro. De acordo com ele, a resolução está alinhada ao Acordo Mercosul-União Europeia, que exige rastreabilidade total dos produtos exportados.

Novo normal no campo

A fiscalização do crédito rural passa a depender da combinação entre imagens de satélite e documentação financeira. O novo modelo amplia o controle sobre a destinação dos recursos e reduz o espaço para desvios de finalidade.

Na síntese de Franco, o setor entra em um “novo normal”, no qual documentação e satélite trabalham juntos para acompanhar a aplicação do crédito rural.





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Demanda por soja segue no foco do mercado


Os mercados agrícolas internacionais abriram a sessão sob pressão, em um ambiente marcado por ajustes técnicos, realização de lucros e atenção renovada ao fluxo de demanda por grãos. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago registraram quedas acentuadas na véspera, após vendas maciças de milho, soja e trigo por fundos, movimento que ganhou força depois que as cotações alcançaram importantes níveis de resistência técnica.

Na soja, a compra feita pela China de um carregamento brasileiro para entrega em julho reforçou a competitividade da América do Sul frente à oferta dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o USDA anunciou vendas privadas de 252 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos, com 132 mil toneladas da nova safra, voltadas principalmente ao México. Apesar disso, as vendas semanais de exportação norte-americanas seguiram fracas, somando 102,1 mil toneladas da safra antiga e 80,8 mil toneladas da nova safra.

O comportamento dos fundos também influenciou a direção dos preços. Após o último relatório do USDA e a aproximação das resistências técnicas, investidores passaram a realizar lucros, ampliando a pressão baixista. No farelo de soja, as vendas nos Estados Unidos foram consideradas fortes, enquanto os prêmios na Argentina e na Europa permaneceram firmes.

No campo político e comercial, a declaração do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, de que a questão da soja estaria resolvida indicou que o acordo existente com a China é, por ora, o único compromisso em vigor. O mercado havia antecipado possíveis novos anúncios de compras agrícolas após o encontro entre Trump e Xi, inclusive de soja de safras mais antigas.

As projeções de oferta sul-americana também pesaram sobre o cenário. O Brasil elevou sua estimativa de produção de soja em 2026 para 180,1 milhões de toneladas e a de milho para 140,2 milhões. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário ajustou a previsão da soja para 50 milhões de toneladas e a do milho para 68 milhões. No milho argentino, os prêmios de exportação recuaram 4 centavos, refletindo maior pressão de oferta regional.

 





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El Niño deve durar pelo menos 9 meses e afetar todo o ciclo da soja 26/27


Boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), publicado na quinta-feira (14), comprovou o aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial pelos últimos seis meses seguidos, configuando o El Niño.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, reforça que o fenômeno deve iniciar sua atuação em junho deste ano e durar, ao menos, até fevereiro de 2027, compreendendo toda a safra 2026/27 de soja.

“A NOAA mostra que ainda existe uma chance de 37% de, no final do ano, o fenômeno virar um Super El Niño”, ressalta.

Segundo o especialista, o produtor precisará ter muita atenção no período seco, para o risco de focos de incêndio e, principalmente, cautela na semeadura, visto que são previstas ondas de calor intensas na primavera, com atrasos na chuva.

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Conab inicia processo de transformação institucional para ampliar atividades


Conab
Foto: Divulgação/Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aprovou nesta semana a sua autodeclaração como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).

A medida representa a primeira etapa de um processo institucional que visa ampliar a capacidade da entidade de transformar conhecimento em soluções reais para o abastecimento e para a gestão de estoques públicos.

Além disso, a pretenção também é a de aumentar a logística agrícola, a inteligência agropecuária do país e a formulação e operacionalização de políticas públicas agrárias.

Caracterização aprovada em lei

Prevista na Lei nº 10.973/2004 e regulamentada pelo Decreto nº 9.283/2018, a caracterização como ICT contempla órgãos públicos que executam atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), incluindo estudos técnicos, produção de conhecimento científico e desenvolvimento de soluções voltadas a produtos, serviços e processos.

O enquadramento institucional está alinhado às atribuições já previstas no Estatuto Social da Conab, que incluem o desenvolvimento de pesquisas sobre agropecuária nacional, estudos de oferta e demanda e ações de intercâmbio com universidades, centros de pesquisa e organismos internacionais ligados ao setor de abastecimento.

De acordo com comunicado da Companhia, nesta nova fase, além de fortalecer instrumentos relacionados a projetos de PD&I, a instituição também passa a se lançar em um ecossistema de inovação robusto que possibilita parcerias e trocas com universidades, institutos federais e centros de pesquisa de excelência, acesso a editais e linhas de financiamento nacionais e internacionais – como Finep, CNPq, Capes, Embrapii – e fundos setoriais destinados a projetos estratégicos de inovação.

O objetivo é trazer mais agilidade administrativa e segurança jurídica na celebração de instrumentos de cooperação técnica, como é o caso da consagração de Termos de Execução Descentralizada (TEDs), Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) e demais instrumentos.

Agora, a próxima etapa prevê a consolidação da Política de Inovação da Conab, prevista
para julho deste ano. Em seguida, a instituição deverá avançar na criação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), estrutura voltada à gestão de projetos e instrumentos de PD&I, com previsão de implementação até o fim de 2026.

Com essa última etapa, a Conab afirma que já será possível a submissão de projetos, captação de recursos e a execução das ações de PD&I junto a fundações credenciadas pela estatal.

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