sábado, junho 27, 2026

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Brasil já preencheu 55,4% da cota de carne bovina para a China em 2026


ABIEC e ApexBrasil levam Brazilian Beef Connect ao México

As exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China consumiram 55,4% da cota anual disponível ao país em 2026 até abril, segundo dados do Ministério do Comércio da China e da Administração Geral das Alfândegas da China, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. No primeiro quadrimestre, o Brasil embarcou 612.868 toneladas e respondeu por 56,9% das importações chinesas no período.

A cota anual brasileira para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas. Com o volume já embarcado entre janeiro e abril, o país ultrapassou a metade do limite em apenas quatro meses e segue como principal fornecedor de carne bovina in natura ao mercado chinês.

Os dados também mostram desaceleração nas compras chinesas ao longo do quadrimestre. Em janeiro, a China importou 366,4 mil toneladas do produto. Em abril, esse volume caiu para 208,7 mil toneladas. No acumulado do ano, as importações chinesas somaram 1,08 milhão de toneladas, o equivalente a 40,1% da cota global de 2,688 milhões de toneladas.

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Entre os concorrentes do Brasil, a Austrália aparece como o país mais próximo de esgotar seu limite anual. Os australianos embarcaram 143.419 toneladas entre janeiro e abril e já utilizaram 69,96% da cota de 2026. A Argentina preencheu 34,58% de seu limite anual, enquanto Uruguai e Nova Zelândia utilizaram 18,61% e 18,23%, respectivamente.

Os Estados Unidos tiveram presença reduzida nesse mercado no período. O país embarcou 685 toneladas de carne bovina in natura para a China entre janeiro e abril, o que corresponde a 0,42% da cota disponível.

Os números indicam que, mesmo com a redução gradual das importações chinesas no quadrimestre, a carne bovina brasileira manteve participação elevada no mercado. Para a cadeia pecuária, o acompanhamento do ritmo de uso da cota e do comportamento da demanda chinesa é um fator relevante para exportações, planejamento comercial e fluxo dos frigoríficos habilitados.

Até o momento, os dados disponíveis mostram manutenção da liderança brasileira nas compras chinesas de carne bovina in natura. A evolução da demanda da China nos próximos meses e o ritmo de preenchimento das cotas dos principais fornecedores serão determinantes para o desempenho das exportações ao longo de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Secretaria da Agricultura repassa R$ 10,5 milhões a 112 projetos no Rio Grande do Sul


Câmara aprova acesso de cooperativas a fundos regionais de desenvolvimento

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) informou que repassou R$ 10,5 milhões para 112 projetos da Consulta Popular até domingo (18). Segundo a pasta, os recursos foram destinados a municípios gaúchos e integram a execução de propostas aprovadas no processo participativo estadual. No acumulado, a secretaria soma 247 propostas empenhadas, com total de R$ 28,8 milhões.

De acordo com a Seapi, o montante de R$ 28,8 milhões inclui projetos de ciclos anteriores cujos convênios foram assinados até maio de 2026. Os processos são conduzidos pela Divisão de Convênios e Prestação de Contas, vinculada ao Departamento de Finanças e Execução Orçamentária da secretaria.

A pasta informou que está entre os órgãos estaduais com maior número de projetos e de recursos empenhados dentro da Consulta Popular. O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, afirmou que a continuidade da execução reflete a participação dos municípios no processo. A secretaria, no entanto, não detalhou no material divulgado a distribuição dos valores por município nem os tipos de projetos já contemplados.

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No ciclo 2026/2027, a etapa de envio de propostas foi encerrada em sábado (17), com 2.408 sugestões registradas pela população gaúcha no portal digital da Consulta Popular. O volume representa alta de 75% em relação ao ciclo anterior, que somou 1.376 propostas. Desse total atual, 225 sugestões foram direcionadas à área da Agricultura.

As propostas apresentadas agora passam por análise técnica antes da formação dos Cadernos de Demandas Elegíveis em cada região. A próxima fase prevê Assembleias Intermediárias entre terça-feira (27) e 14 de junho, quando serão definidas as propostas que seguirão para a cédula de votação regional.

No ciclo anterior, a Consulta Popular teve mais de 277 mil votantes e resultou na entrega de 431 planos de trabalho. Atualmente, o governo estadual informa ter 934 convênios ativos vinculados ao processo, com mais de R$ 127 milhões previstos em orçamento.

Criada em 1998, a Consulta Popular é um mecanismo de definição regional de prioridades para aplicação de recursos públicos. No caso da agricultura, a execução dos convênios depende da análise técnica e da formalização dos planos de trabalho, que detalham cronograma e uso dos recursos. Sem a divulgação individualizada dos projetos já atendidos, ainda não é possível dimensionar com precisão os efeitos operacionais por cadeia produtiva ou município.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Frente fria avança pelo Brasil, derruba temperaturas e provoca chuva forte


Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A atuação de uma nova massa de ar polar nesta quinta-feira (21) mantém o tempo mais frio no Sul do Brasil e favorece a formação de geadas em áreas produtoras. Ao mesmo tempo, a passagem de uma frente fria pelo oceano aumenta as instabilidades no Sudeste, com risco de temporais entre São Paulo e Rio de Janeiro.

No Norte, a combinação entre calor e alta umidade segue favorecendo pancadas intensas de chuva, enquanto áreas do Centro-Oeste e interior do Nordeste continuam sob alerta para baixa umidade do ar.

Sul

A nova massa de ar polar associada a um sistema de alta pressão favorece o tempo estável em grande parte da Região Sul. Ainda assim, o litoral do Paraná pode registrar chuva fraca a moderada por causa da circulação marítima e da influência de um cavado meteorológico em médios níveis da atmosfera.

A nebulosidade permanece mais intensa no litoral e leste da região e em boa parte do Rio Grande do Sul. Já nas demais áreas, o sol aparece com mais frequência.

As temperaturas seguem baixas, com possibilidade de marcas negativas no Rio Grande do Sul. Há chance de geada em áreas de serra, Campanha Gaúcha, metade oeste do estado, interior de Santa Catarina e regiões do sul e sudoeste do Paraná. As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no litoral, e o mar continua agitado devido à atuação de um ciclone extratropical no oceano.

Sudeste

A frente fria que avança pelo oceano favorece a formação de instabilidades no Sudeste. Desde cedo, há previsão de chuva fraca a moderada no sul, litoral e leste de São Paulo e Rio de Janeiro, além de áreas do Espírito Santo e do sul e leste de Minas Gerais.

Ao longo da tarde, as pancadas ganham força e podem ocorrer com intensidade moderada a forte em áreas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste paulista. Há risco de temporais entre a Baixada Santista e a região metropolitana do Rio de Janeiro.

No oeste de Minas Gerais, a chuva ocorre de forma mais isolada e fraca, enquanto o restante da região segue com tempo firme e sol entre poucas nuvens.

O avanço da massa de ar polar reduz as temperaturas no centro-sul paulista, sul de Minas Gerais e Espírito Santo, mantendo o tempo frio e úmido. No norte mineiro, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%.

Centro-Oeste

O tempo segue mais estável em grande parte do Centro-Oeste. Apenas o extremo norte de Mato Grosso e áreas isoladas do sul e leste de Goiás e sudeste mato-grossense podem registrar chuva fraca e passageira.

As temperaturas sobem durante a tarde, mas o dia ainda deve ser mais agradável em Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Mato Grosso.

No extremo nordeste de Goiás, a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30%. Já no oeste de Mato Grosso, as rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h.

Nordeste

A circulação de umidade mantém condições para chuva em parte do litoral nordestino. Pela manhã, há previsão de chuva fraca no Recôncavo Baiano e litoral norte da Bahia, além de pancadas em Alagoas e Sergipe.

Ao longo do dia, as pancadas ganham intensidade no litoral sul de Alagoas, Sergipe, litoral norte da Bahia e região de Salvador. Já no Maranhão e Ceará, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece chuva moderada a forte.

Nas demais áreas, o tempo segue firme e quente. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30% em áreas da Bahia, Piauí, Ceará, Maranhão, Pernambuco e Paraíba.

Norte

A combinação entre calor, elevada umidade e circulação de ventos mantém o risco de pancadas fortes e temporais em grande parte da Região Norte. Os maiores volumes de chuva são esperados em Roraima, Amapá, Amazonas e Pará.

O alerta é maior para áreas do extremo norte do Amazonas e sul de Roraima, onde a situação é considerada de perigo.

Já no Acre, Rondônia, sul do Amazonas e Tocantins, o tempo tende a ficar mais estável. Mesmo assim, as temperaturas seguem elevadas e o tempo abafado predomina durante a tarde.

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Possível acordo entre EUA e Irã faz preço do dólar cair


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que sinais de acordo entre EUA e Irã derrubaram o petróleo em 6% e ofuscaram a ata hawkish do Fed.

O Ibovespa subiu 1,77% aos 177 mil pontos e o dólar recuou a R$ 5,00. Hoje, PMIs europeus e dados de emprego nos EUA definem o tom dos mercados.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

As bolsas europeias operavam majoritariamente em alta na manhã desta quinta-feira (21), enquanto o petróleo devolvia parte dos ganhos da madrugada em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 7h, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,36%, aos 622,55 pontos. O movimento ocorre em um ambiente de desaceleração da atividade econômica na Europa e de maior volatilidade nos preços de energia.

No mesmo horário, o petróleo Brent recuava cerca de 0,9%, após ter avançado durante a madrugada. O mercado reagia a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feitas na quarta-feira (20), de que as negociações com o Irã estariam em fase final. Ao mesmo tempo, Trump afirmou que o país poderá sofrer “outro grande golpe” caso não haja acordo com Washington para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Entre os principais mercados da região, às 7h15, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,04%, Paris avançava 0,39% e Frankfurt ganhava 0,52%. Milão, Madri e Lisboa registravam altas de 0,36%, 0,08% e 0,33%, respectivamente.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Os dados de atividade reforçaram o quadro de cautela. O índice de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro caiu para 47,5 em maio, segundo levantamento preliminar, atingindo o menor nível em 31 meses. No Reino Unido, o PMI recuou para 48,5, abaixo da marca de 50, que separa expansão de retração.

Diante da pressão nos preços de energia, a Comissão Europeia revisou suas estimativas para a zona do euro. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi reduzida de 1,2% para 0,9%, enquanto a inflação prevista subiu de 1,9% para 3%. A meta oficial do Banco Central Europeu (BCE) é de 2%.

Para o setor agropecuário, oscilações no petróleo e na inflação internacional são acompanhadas por seu efeito potencial sobre combustíveis, frete e custos logísticos. O conteúdo disponível, no entanto, não detalha impactos específicos por cadeia produtiva.

O mercado segue atento à evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã e aos próximos indicadores de atividade e inflação na Europa. Sem novas definições geopolíticas, a tendência de curto prazo é de manutenção da volatilidade no petróleo e nos ativos europeus.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Sistema FAEP avalia modelo de incentivo à suinocultura do MS


Suinocultores do Mato Grosso do Sul (MS) podem obter incentivos financeiros com base no cumprimento de protocolos de sustentabilidade, produção, biossegurança e bem-estar animal. A bonificação acontece por meio do programa Leitão Vida, executado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do MS (Semadesc). Detalhes foram apresentados na reunião da Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, nesta segunda-feira (18), com o objetivo de analisar a possibilidade de implementação de iniciativa similar no Paraná.

“Nosso Estado é destaque na produção de suínos, com cerca de 1 milhão de matrizes. É necessário pensarmos em políticas que valorizem o suinocultor, que o incentivem a elevar os padrões de produção e que disponibilizem recursos para investir em infraestrutura e inovação”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Atualmente, o Paraná é vice-líder na produção de suínos no Brasil, com 12,9 milhões de animais abatidos em 2025, equivalente a 21% dos abates no país.

Deborah de Geus, presidente da Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, diz que a reunião abriu portas para estudar a viabilidade técnica e prática do modelo sul-mato-grossense e entender como ele contribui para o desenvolvimento rural.

“Vemos que o produtor utiliza essa verba para melhorar a própria atividade. Assim ele consegue se desenvolver e conquistar melhores resultados”, pontua.

Leitão Vida

Para participar do programa, o suinocultor precisa cumprir uma série de requisitos classificados em seis pilares: sustentabilidade social, sustentabilidade econômica, sustentabilidade ambiental, biossegurança, bem-estar animal e produção.

De modo geral, quanto mais critérios o produtor preencher, maior será a bonificação que ele receberá por cada animal abatido. A verificação do cumprimento dos protocolos é feita por meio de auditorias nas propriedades rurais. O procedimento fica sob responsabilidade da Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), que emite os atestados de nível de qualificação.

“O auditor faz a visita in loco, entra na granja, sempre respeitando o ciclo de visitas. O produtor acompanha a auditoria, e o responsável técnico também pode participar”, explica Renato Leandro Spera, presidente da Asumas.

Lucas Ingold, diretor executivo da associação, diz que o incentivo tem o intuito de elevar o patamar da atividade pecuária no Estado.

“Os produtores têm se empenhado em aprimorar seu status sanitário, governança e requisitos ambientais”, relata.

Rômulo Gouveia, representante da Semadesc, celebra os frutos da ampla adesão ao Leitão Vida.

“O programa está aí há 30 anos, provando que os produtores estão, de fato, sempre buscando implementar melhorias”, afirma.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores devem estar atentos ao prazo de emissão do CCIR



Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais está disponível para preenchimento no site


Foto: Divulgação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alerta os produtores rurais para o prazo de preenchimento e emissão do Certificado de Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR), que está disponível no site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O prazo para quitar a Taxa de Serviços Cadastrais, que valida o CCIR de 2026, começou na terça (19) e termina no dia 17 de junho. O pagamento é obrigatório e o valor varia conforme o tamanho e a localização das terras. Após a data limite serão aplicados multa e juros.

O CCIR 2026 substitui o documento do ano anterior e com ele é possível transferir, arrendar, hipotecar, desmembrar ou partilhar o imóvel rural, além de dar acesso ao produtor ao crédito rural.

A CNA orienta que a emissão do CCIR garante aos proprietários a conformidade cadastral do imóvel e por isso é importante estar com o certificado atualizado no ano corrente.

Para obter a emissão do documento, é necessário pagar a taxa de serviço cadastral, por meio de pix, cartão de crédito ou boleto bancário.





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Projeto promete acelerar soluções de transição energética a partir da agricultura


Canola
Foto: Bruno Laviola/Embrapa

Cinco unidades de pesquisa da Embrapa integram capacidades para desenvolver soluções científicas que ampliem a contribuição da agricultura brasileira na descarbonização da economia.

O desafio central é investir em ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para transformar biomassa e resíduos agroindustriais em energia, combustíveis renováveis e insumos de base biológica, com ganhos ambientais e competitividade.

Essa estratégia liderada pela Embrapa Agroenergia, faz parte do projeto “Centro temático para desenvolvimento de soluções integradas voltadas à transição energética a partir da agricultura” o Bioinova, que conta com aporte de R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para modernizar o parque de equipamentos e fortalecer a infraestrutura.

A iniciativa, com duração de 36 meses, visa alcançar 10 metas voltadas à geração de tecnologias para produção sustentável de energia e materiais renováveis.

Segundo o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola,
o Bioinova é estratégico pela integração de competências de cinco unidades para enfrentamento de desafios reais da transição energética. Além das 10 metas técnicas, o
projeto prevê modernizar e ampliar a infraestrutura multiusuária da Empresa.

“Com isso, vamos aumentar a nossa capacidade de gerar evidências, qualificar processos e acelerar a entrega de soluções em rotas como combustível sustentável de aviação (SAF, sigla em inglês), biohidrogênio, biometano, etanol e em tecnologias associadas ao desenvolvimento
de matérias-primas e bioinsumos”, diz.

Sustentabilidade

Laviola explica que o Bioinova trabalha com uma lógica integrada de economia circular em
biorrefinarias tropicais. A ideia é aproveitar resíduos da própria cadeia de biocombustíveis
para reduzir emissões na produção das biomassas desenvolvidas no projeto.

“Essas biomassas, por sua vez, podem gerar novos biocombustíveis e bioprodutos mais
sustentáveis, buscando reduzir emissões e ampliar a sustentabilidade em toda a cadeia”, complementa.

O líder do projeto e pesquisador da Embrapa Agroenergia Guy de Capdeville pontua que,
para o alcance das metas, o Bioinova atuará em diferentes frentes para ampliar as matérias-primas e rotas de conversão e produzir bioinsumos para nutrição, bioestimulação e controle de pragas de interesse energético.

Para isso, o projeto vai contemplar áreas sujeitas a estresses abióticos, seca e salinidade e ferramentas de sustentabilidade, inteligência e biotecnologia avançada, além da viabilidade econômica de tudo isso.

Atuação em rede

O Bioinova vai mobilizar grande parte das equipes técnicas das cinco unidades da Embrapa
envolvidas. “O Bioinova foi concebido para acelerar soluções integradas e aplicáveis, conectando o campo às rotas tecnológicas de biocombustíveis e bioprodutos. Além de gerar resultados científicos e tecnológicos, o projeto fortalece a infraestrutura necessária para responder aos desafios atuais e futuros da transição energética”, destaca Capdeville.

Metas voltadas a geração de tecnologia

Entre as principais frentes previstas no projeto, destacam-se o desenvolvimento de:

  1. Canola tropicalizada para ampliar a oferta sustentável de óleo e apoiar rotas para biodiesel, diesel renovável e combustível sustentável de aviação (SAF);
  2. Três bioinsumos a partir de resíduos agroindustriais, contribuindo para redução de emissões e maior eficiência produtiva;
  3. Microbiomas semiartificiais (engenharia de microbiomas) e de um processo agropecuário para produção sustentável de biomassa voltado à bioenergia em áreas marginais sujeitas a estresses hídrico e salino;
  4. Composto derivado de lignina (a partir de resíduos agroindustriais) para uso agrícola;
  5. Processos para produção de etanol a partir de matérias-primas amiláceas, ampliando alternativas e diversificação;
  6. Processos para produção de biohidrogênio e biometano via biodigestão, visando aumentar a disponibilidade de energia para pequenas e médias propriedades;
  7. Processo para obtenção de hidrocarbonetos utilizáveis como SAF a partir de óleos, incluindo canola e macaúba;
  8. Avaliação de sustentabilidade ambiental e econômica, inventários e modelagem para estimar impactos das tecnologias desenvolvidas no projeto;
  9. Implementação de uma plataforma multifuncional com biologia integrativa, inteligência artificial e biotecnologias para acelerar soluções em culturas energéticas e microrganismos voltados a bioinsumos;
  10. Obtenção de extratos biocidas de baixa emissão voltados ao controle de nematoides em cultivos associados à bioenergia.
macaúba
Foto: Simone Favaro/Embrapa

Modernização e ganhos

Além das entregas técnicas, o Bioinova prevê aquisição e atualização de equipamentos
estratégicos para ampliar a capacidade experimental e analítica, apoiar rotas de conversão
e aumentar a robustez das evidências de desempenho e sustentabilidade.

A infraestrutura terá caráter multiusuário, ampliando o alcance institucional e a capacidade de atender demandas de projetos internos, parcerias e cooperação técnico-científica.

Para viabilizar os trabalhos, Capdeville adianta que a contratação de pessoal também está
entre as previsões do projeto. “Pelo menos 30 outros profissionais, de graduação e pós-
graduação e cientistas já formados estarão entre as contratações”, reforça.

Além de aporte para manutenção de infraestrutura já existente, serão disponibilizados
recursos para pesquisas em campo e para compra e manutenção de equipamentos.

“Sabemos o quanto é importante trabalharmos com garantias tanto para aquisição quanto
para manutenção ao longo de três anos de projeto. Trata-se de um projeto amplo, que foca
não apenas na infraestrutura da Embrapa, mas também de parceiros”, destaca o
pesquisador.

Laviola conta que a atualização da infraestrutura é decisiva para reduzir o tempo
de desenvolvimento, qualificar resultados e acelerar a conexão com o setor produtivo.

Energia, baixo carbono e competitividade

A expectativa é ampliar o portfólio de soluções da Embrapa em biocombustíveis avançados
(incluindo SAF), biogás e biometano, bioinsumos e novas matérias-primas, de forma a
contribuir para a descarbonização de cadeias agroenergéticas; diversificar fontes
renováveis e reduzir riscos de suprimento; com maior competitividade e previsibilidade para
investimentos em rotas industriais, além de apoio técnico e científico a políticas públicas e
estratégias setoriais.

“Ao final, esperamos entregar um conjunto consistente de processos e tecnologias, com
evidências de desempenho e sustentabilidade. Tais informações nos permitirão apoiar decisões de investimento, formular políticas públicas, aprimorar cadeias produtivas e ampliar o papel da agricultura na oferta de energia renovável e de baixo carbono”, conclui Capdeville.

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AgroNewsPolítica & Agro

Vale dos Vinhedos se prepara para Temporada de Inverno 2026 como principal destino enoturístico do Brasil


Com a projeção de mais de 1,26 milhão de desembarques nos aeroportos gaúchos entre junho e agosto de 2026 — um crescimento estimado de 18,7% em relação ao mesmo período do ano anterior —, o Vale dos Vinhedos se prepara para viver mais uma intensa temporada de inverno, consolidando seu posicionamento como principal destino de enoturismo do Brasil. Inserido no movimento de recuperação e fortalecimento do turismo gaúcho apresentado pelo Governo do Estado durante o lançamento oficial da Temporada de Inverno 2026, o território reforça sua vocação para receber visitantes em experiências que unem vinho, gastronomia, paisagem, cultura e hospitalidade. A expectativa é de que mais de 120 mil pessoas passem pelo Vale dos Vinhedos entre os meses de junho, julho e agosto, impulsionando a ocupação hoteleira e o fluxo turístico na região.

Dados oficiais do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (SEGH) embasam a expectativa positiva para a temporada de inverno no Vale dos Vinhedos. Os meios de hospedagem localizados no território já registram taxa média de reservas próxima de 61% nos finais de semana do período, enquanto a expectativa do setor é superar os 80% de ocupação ao longo da temporada de 2026, refletindo o aquecimento da procura pelo destino durante a estação. “O Vale dos Vinhedos hoje é um destino completo, preparado para receber diferentes perfis de visitantes. Temos uma diversidade muito grande de experiências que integram vinho, gastronomia, cultura, paisagem, hospitalidade e bem-estar. O visitante consegue viver o território de muitas formas diferentes, e isso faz com que o Vale permaneça atrativo em todas as épocas do ano, especialmente no inverno”, destaca o presidente da Aprovale, André Larentis.

Reconhecido como o destino do vinho brasileiro, o Vale dos Vinhedos vive o inverno de forma particular. É a estação em que o território revela outra atmosfera: os vinhedos adormecidos, o frio característico da Serra Gaúcha, o vinho servido ao redor da mesa, as experiências mais intimistas e a gastronomia de conforto transformam o destino em um convite à permanência. Mais do que um roteiro de vinícolas, o Vale oferece ao visitante um território completo, onde diferentes formas de viver o vinho convivem em uma mesma paisagem.

Ao longo dos últimos anos, o Vale dos Vinhedos ampliou sua oferta turística e consolidou uma diversidade de experiências capaz de atender diferentes perfis de visitantes — dos apreciadores iniciantes aos consumidores mais especializados. Degustações técnicas, harmonizações simples e complexas, piqueniques entre vinhedos, wine bars, experiências ao ar livre, jantares autorais, cursos, passeios culturais, hospedagens de charme, trilhas, espaços contemplativos e experiências ligadas ao bem-estar convivem com a tradição das cantinas familiares e das grandes vinícolas do território. Entre as novidades que reforçam essa nova fase do destino está a recém-inaugurada Ciclovia Vale dos Vinhedos, um pleito histórico da comunidade e da Aprovale construído ao longo de mais de 20 anos de mobilização. A obra amplia a conexão do visitante com a paisagem, qualifica a mobilidade e fortalece a proposta de um turismo mais contemplativo, seguro e integrado ao território.

“O Vale dos Vinhedos é um território vivo, que evoluiu junto com o enoturismo brasileiro, sendo referência para outras regiões produtoras. Hoje oferecemos uma experiência muito mais ampla, madura e diversa, capaz de integrar vinho, cultura, paisagem, gastronomia e acolhimento em todas as épocas do ano. O inverno potencializa isso porque convida o visitante a viver o território com mais tempo, profundidade e conexão”, destaca o presidente da Aprovale, André Larentis.

Primeira Denominação de Origem de vinhos e espumantes do Brasil, o Vale dos Vinhedos reúne empreendimentos dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, formando um dos territórios enoturísticos mais reconhecidos da América Latina. Mais do que origem geográfica, o Vale se consolidou como um território moldado pelo vinho — pela cultura construída ao redor dele, pelas relações que sustentam sua identidade e pelas experiências que nascem desse encontro entre tradição e contemporaneidade.

A expectativa positiva para a temporada acompanha também o movimento percebido pelo setor turístico regional. O fortalecimento da malha aérea, a retomada da imagem do Rio Grande do Sul como destino turístico e, principalmente, do enoturismo, e a ampliação do interesse internacional pelo Estado refletem diretamente no fluxo esperado para a Serra Gaúcha e para o Vale dos Vinhedos, que historicamente concentra parte importante da demanda turística durante o inverno.

Como os grandes vinhos, o Vale dos Vinhedos encontrou na maturidade a sua melhor expressão — e chega ao inverno de 2026 reafirmando sua posição como um dos destinos mais completos, autênticos e desejados do turismo brasileiro.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Queda da ureia ainda não anima compradores


Os preços da ureia seguem em queda nos portos brasileiros, refletindo o enfraquecimento da demanda global e os impactos logísticos provocados pelo conflito no Oriente Médio. A avaliação é de Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, que aponta um movimento de retração nas cotações nas últimas quatro semanas.

Segundo o analista, a ureia acumula desvalorização de 14% no período, com indicações de preços abaixo de US$ 700 por tonelada. “Pela quarta semana consecutiva, os preços da ureia recuaram nos portos brasileiros. Esse movimento baixista recente está diretamente associado a uma demanda significativamente enfraquecida em diversos países, incluindo o Brasil”, afirma Tomás Pernías.

Apesar da retração recente, as cotações ainda permanecem em patamar elevado quando comparadas ao período anterior ao conflito no Oriente Médio. De acordo com a análise da StoneX, os preços seguem cerca de 43% acima dos níveis observados antes do agravamento das tensões na região.

Para Pernías, a queda recente ainda não foi suficiente para neutralizar os impactos provocados pela alta registrada após o início do conflito. “Esse cenário evidencia que a correção recente ainda está longe de compensar o forte impacto altista provocado pelo conflito”, destaca.

O mercado global de nitrogenados também continua pressionado por restrições na oferta e dificuldades logísticas. Segundo o analista, o fechamento praticamente total do Estreito de Ormuz segue afetando o fluxo internacional do produto. “Correções mais profundas, por sua vez, tendem a ser limitadas pelas atuais condições do mercado global de nitrogenados. A oferta segue restrita, uma vez que o Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado, enquanto os entraves logísticos associados ao conflito continuam afetando o fluxo global do produto”, explica.

Mesmo com a redução nas cotações, o volume de negociações internacionais permanece limitado. De acordo com a análise, as relações de troca continuam entre as mais desfavoráveis dos últimos anos, reduzindo o interesse dos compradores em ampliar aquisições neste momento.

A postura mais cautelosa dos consumidores também reflete os preços ainda elevados no mercado internacional. “Além disso, os elevados níveis de preços ainda observados têm levado os compradores a adotar uma postura defensiva, marcada por cautela e pela preferência em adiar decisões de compra”, afirma Pernías.

No Brasil, o adiamento das compras ainda é considerado viável no curto prazo, já que o pico sazonal de demanda por nitrogenados ocorre tradicionalmente no segundo semestre. Ainda assim, o analista alerta que essa estratégia não poderá ser mantida indefinidamente.

Segundo a StoneX, a tendência é de retorno gradual dos compradores ao mercado nos próximos meses, seja para recomposição de estoques ou para garantir insumos destinados às próximas aplicações agrícolas. “Dessa forma, por enquanto, a recente queda das cotações ainda não configurou o cenário esperado pelos compradores que optaram por postergar suas negociações desde o início do conflito no Oriente Médio”, conclui Tomás Pernías.





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