sábado, junho 13, 2026

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Como planejar a próxima safra de trigo?


O planejamento da próxima safra de trigo exige uma série de decisões que vão além da escolha das sementes e da definição da data de plantio. A análise do histórico das áreas, a organização da rotação de culturas, o manejo adequado do solo, a seleção de cultivares adaptadas às condições climáticas e ao sistema produtivo, além da definição das estratégias de uso de insumos e comercialização, são fatores apontados como essenciais para reduzir riscos e aumentar a eficiência da produção.

Entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, produtores das principais regiões tritícolas do Sul do Brasil, como Paraná e Rio Grande do Sul, deverão considerar tanto a variabilidade climática quanto os custos de produção no planejamento da cultura. O trigo segue desempenhando papel importante nos sistemas agrícolas, especialmente na rotação com soja e milho safrinha, contribuindo para o controle de plantas daninhas, pragas e doenças, além de favorecer a estabilidade produtiva das propriedades.

O planejamento antecipado também permite ao produtor avaliar a viabilidade de cada área destinada ao cereal. A análise do histórico das lavouras, da ocorrência de doenças, da presença de plantas daninhas de difícil controle e dos resultados de produtividade de anos anteriores auxilia na identificação dos talhões com maior potencial produtivo e menor exposição a riscos.

Outro aspecto considerado estratégico é a avaliação das condições físicas e químicas do solo. A realização de análises atualizadas, a verificação de possíveis camadas compactadas, problemas de drenagem e a necessidade de correção da fertilidade são etapas que contribuem para a definição de um manejo mais eficiente e alinhado às exigências da cultura.

A logística da propriedade também influencia diretamente o desempenho da safra. A disponibilidade de máquinas para semeadura e colheita, a capacidade de armazenamento e secagem dos grãos e a compatibilização do calendário agrícola com as culturas subsequentes são fatores que precisam ser considerados antes da implantação do trigo.

A rotação de culturas aparece como um dos pilares para o sucesso da atividade. Sistemas que alternam trigo com soja, milho ou pastagens ajudam a melhorar a fertilidade do solo, reduzir a incidência de doenças e contribuir para o manejo de plantas daninhas. Em contrapartida, sucessões repetidas de gramíneas podem aumentar a pressão de patógenos e comprometer o desempenho das lavouras.

A escolha das cultivares também ocupa posição central no planejamento. Características como ciclo de desenvolvimento, resistência a doenças, exigência nutricional e qualidade industrial devem ser consideradas conforme as condições de cada região e o nível tecnológico adotado na propriedade. A diversificação de materiais genéticos é apontada como uma estratégia para reduzir riscos produtivos.

A definição da época de semeadura deve seguir as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), buscando sincronizar as fases mais sensíveis da cultura com períodos de menor risco de geadas severas e excesso de chuvas. O planejamento adequado da janela de plantio também contribui para evitar impactos sobre a implantação da cultura de verão subsequente.

No manejo da fertilidade, especialistas recomendam que a correção da acidez, a adubação e eventuais intervenções para melhoria da estrutura do solo sejam definidas com antecedência. A utilização de análises de solo permite ajustar as doses de nutrientes conforme o potencial produtivo esperado e as características de cada área.

O planejamento dos insumos também é apontado como uma medida importante para reduzir custos e garantir maior eficiência operacional. A aquisição antecipada de sementes certificadas, fertilizantes e defensivos possibilita melhores condições de negociação e reduz riscos de falta de produtos durante a implantação da lavoura.

Além dos aspectos técnicos, a organização financeira da atividade ganha relevância em um cenário de custos elevados e volatilidade de preços. O levantamento detalhado dos custos de produção, a avaliação de seguros agrícolas e a definição de estratégias de comercialização são medidas que podem contribuir para maior segurança econômica ao produtor.

O trigo também deve ser encarado como parte de um sistema produtivo integrado. O manejo adotado na cultura influencia diretamente o desempenho das lavouras seguintes, tornando fundamental o registro das operações realizadas e o acompanhamento técnico ao longo de todo o ciclo.

A adoção dessas práticas, aliada ao monitoramento constante das condições de mercado e do clima, pode aumentar a estabilidade da produção, otimizar o uso de recursos e reduzir a exposição dos produtores aos riscos inerentes à atividade agrícola. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Café, leite e crédito impulsionam expansão das cooperativas em Minas Gerais


Cooperativas
Foto gerada por IA.

Mesmo diante de juros elevados, instabilidade financeira e desafios climáticos, o cooperativismo em Minas Gerais avançou em ritmo muito superior ao da economia estadual em 2025. Segundo dados do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, as cooperativas movimentaram R$ 184 bilhões no período, crescimento de 16,6% em relação ao ano anterior — quase 12 vezes acima da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, que cresceu 1,4%.

Os números serão apresentados nesta quarta-feira (10), durante o seminário de lançamento do anuário, considerado o principal censo anual do setor no estado.

Atualmente, o cooperativismo responde por 15,9% do PIB mineiro, estimado em R$ 1,1 trilhão. O setor reúne 788 cooperativas, 4,2 milhões de cooperados e 64,1 mil empregados diretos em Minas Gerais.

Entre os segmentos do cooperativismo, o ramo agropecuário foi um dos grandes destaques de 2025. As cooperativas ligadas ao agro movimentaram R$ 66,8 bilhões, alta de 26,7% em relação ao ano anterior. O avanço representou mais da metade de todo o crescimento econômico registrado pelo cooperativismo mineiro no período.

O setor agropecuário também lidera em número de cooperativas no estado. São 196 organizações, o equivalente a uma em cada quatro cooperativas mineiras. Juntas, elas reúnem 228,8 mil cooperados e geram 21,3 mil empregos diretos.

Cooperativismo agropecuário amplia peso no agro mineiro

Os dados mostram a força crescente das cooperativas no agronegócio de Minas Gerais. Em 2025, o ramo cooperativista agropecuário passou a representar 26,5% do PIB do agronegócio mineiro.

De cada R$ 100 movimentados pelo cooperativismo no estado, aproximadamente R$ 36 vieram diretamente das cooperativas agropecuárias, de acordo com o levantamento.

Em cinco anos, a movimentação econômica do segmento quase dobrou, passando de R$ 36 bilhões em 2021 para R$ 66,8 bilhões em 2025 — avanço de 85,6%.

Além da expansão financeira, o setor também teve forte impacto na geração de empregos. Somente em 2025, as cooperativas agropecuárias criaram 1.010 novos postos de trabalho, o equivalente a 36% de todas as vagas abertas pelo cooperativismo mineiro no período.

Café e leite reforçam protagonismo das cooperativas

As cooperativas também consolidaram presença estratégica em cadeias relevantes do agro mineiro, especialmente no café e no leite.

Segundo o levantamento, 63,6% do café produzido em Minas Gerais passou por cooperativas mineiras em 2025. Em nível nacional, isso significa que, a cada 100 xícaras de café produzidas no Brasil, 29 passaram por cooperativas do estado.

Na cadeia leiteira, as cooperativas responderam por 18,3% da produção mineira e por 5,1% da produção nacional.

Crédito cooperativo fortalece produtores rurais

Outro destaque do levantamento foi o desempenho das cooperativas de crédito, que seguem ampliando presença no interior e fortalecendo o financiamento ao agro.

O ramo movimentou R$ 93,4 bilhões em 2025, alta de 12,3% sobre o ano anterior. As cooperativas financeiras repassaram R$ 14,4 bilhões em crédito rural para pequenos e médios produtores mineiros, crescimento de 5,8% em relação a 2024.

Atualmente, as cooperativas de crédito estão presentes em 84,4% dos municípios mineiros e são a única instituição financeira com atendimento físico em 84 cidades do estado.

Cooperativismo cresce acima da média e amplia geração de renda

O levantamento também mostra avanço na geração de empregos e renda. As cooperativas mineiras criaram quase 2,8 mil vagas em um ano, crescimento de 4,6% — desempenho três vezes superior à média estadual.

O salário médio pago pelas cooperativas chegou a R$ 4.059,97, valor 36,2% maior que a média do setor privado em Minas Gerais.

As mulheres também ampliaram participação no setor. Elas representam 54,9% do quadro funcional das cooperativas mineiras e ocuparam seis em cada dez novas vagas criadas em 2025.

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Como evitar perdas no feijão em fase reprodutiva


O manejo do feijão durante o estádio reprodutivo é considerado decisivo para preservar o potencial produtivo da lavoura e reduzir os impactos provocados pelo estresse térmico e hídrico. Nesse período, que se estende desde a emissão dos primeiros botões florais até a maturação das vagens, a cultura apresenta elevada sensibilidade às variações de temperatura e disponibilidade de água no solo.

Especialistas destacam que o principal objetivo do manejo nessa fase é manter a temperatura foliar e do dossel dentro de níveis adequados, além de garantir oferta de água suficiente para as plantas sem provocar encharcamento. Entre as estratégias recomendadas estão o ajuste da irrigação, a manutenção da cobertura do solo com palhada, o equilíbrio nutricional e, em situações específicas, o uso de reguladores de crescimento e bioestimulantes sob orientação técnica.

O estádio reprodutivo compreende as fases de florescimento, formação de vagens, enchimento de grãos e maturação fisiológica. Durante esse período, o feijoeiro aumenta significativamente a demanda por água e nutrientes, tornando-se mais vulnerável a eventos climáticos adversos. Mesmo episódios de curta duração de calor excessivo ou deficiência hídrica podem comprometer o pegamento das flores e o enchimento dos grãos.

A sensibilidade da cultura está relacionada a processos fisiológicos fundamentais, como a formação do pólen, a fecundação das flores, o desenvolvimento das vagens e o transporte de açúcares produzidos pela fotossíntese. Quando submetida a altas temperaturas ou à falta de água, a planta reduz sua atividade fotossintética, apresenta menor viabilidade do pólen e aumenta a ocorrência de abortamento de flores e vagens.

Entre os principais prejuízos observados em campo estão a queda de flores antes da formação das vagens, o abortamento de estruturas reprodutivas jovens, a formação de grãos mal desenvolvidos e a redução do período de enchimento dos grãos. Além disso, oscilações bruscas entre períodos secos e excesso de umidade podem favorecer o surgimento de doenças.

Para minimizar o estresse hídrico, o planejamento da época de plantio é apontado como uma das medidas mais importantes. O objetivo é fazer com que as fases de florescimento e enchimento de grãos coincidam com períodos de menor risco de estiagem prolongada ou ondas de calor. A escolha de cultivares adequadas e o escalonamento das semeaduras também ajudam a reduzir a exposição das lavouras aos eventos climáticos.

Nas áreas irrigadas, o monitoramento constante da umidade do solo permite ajustar as lâminas de água de forma mais eficiente. A recomendação é trabalhar com irrigações mais frequentes e volumes moderados, mantendo a umidade próxima à capacidade de campo e evitando tanto o déficit quanto o excesso de água. O encharcamento, segundo os especialistas, também representa uma forma de estresse hídrico, pois reduz a oxigenação das raízes e favorece problemas sanitários.

A cobertura do solo com palhada é outra prática considerada estratégica. Além de reduzir a evaporação da água, a palhada ajuda a diminuir a temperatura da superfície do solo, melhora a infiltração da água e favorece a atividade biológica. Em sistemas de plantio direto e rotação de culturas, esse benefício tende a ser ainda mais evidente.

O controle das plantas daninhas também ganha importância no período reprodutivo. A competição por água, nutrientes e luz pode agravar os efeitos da seca e reduzir ainda mais a capacidade produtiva do feijoeiro. Por isso, especialistas recomendam que o manejo das invasoras seja realizado antes do florescimento.

No caso do estresse térmico, algumas medidas podem contribuir para amenizar os efeitos das altas temperaturas. A manutenção da cobertura vegetal, o manejo adequado da densidade de plantas e a escolha de cultivares mais tolerantes ao calor ajudam a reduzir a temperatura do ambiente ao redor da cultura e a preservar o desenvolvimento das plantas.

A nutrição equilibrada também desempenha papel importante na tolerância aos estresses. Nutrientes como potássio, cálcio e boro participam diretamente de processos ligados ao florescimento, formação das vagens e regulação hídrica. Micronutrientes associados aos mecanismos antioxidantes das plantas também contribuem para reduzir os danos provocados pelas condições adversas.

Embora bioestimulantes e reguladores de crescimento possam ser utilizados em algumas situações para auxiliar no pegamento das flores e no vigor das plantas, especialistas ressaltam que esses produtos devem ser empregados apenas com recomendação técnica. Eles não substituem práticas fundamentais como irrigação adequada, escolha correta da época de plantio e manejo eficiente do solo.

O acompanhamento constante das condições climáticas, da umidade do solo e do desenvolvimento das plantas é considerado essencial para a tomada de decisões. A combinação entre planejamento, monitoramento e manejo integrado permite reduzir perdas e aumentar a capacidade do feijoeiro de enfrentar períodos de calor e déficit hídrico durante as fases mais sensíveis do ciclo produtivo.

Para as safras entre 2025 e 2026, marcadas por cenários de elevada variabilidade climática, especialistas reforçam que a integração entre plantio direto, rotação de culturas, escolha de cultivares adaptadas, manejo nutricional e monitoramento climático deverá ser cada vez mais importante para preservar a produtividade das lavouras de feijão. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Como garantir raízes saudáveis no arroz irrigado


O desenvolvimento de um sistema radicular eficiente é um dos fatores que mais influenciam a produtividade do arroz irrigado nas áreas de várzea do Sul do Brasil. A avaliação destaca que raízes profundas e bem distribuídas aumentam o aproveitamento de nutrientes, melhoram a tolerância a períodos de déficit hídrico, reduzem riscos de acamamento e favorecem a recuperação das plantas após situações de estresse.

Segundo a análise, garantir um bom enraizamento depende de uma série de decisões adotadas antes e durante o ciclo da cultura, envolvendo preparo do solo, correção da acidez, manejo da fertilidade, controle da lâmina de água e escolha adequada das cultivares.

O estudo ressalta que o arroz irrigado possui sistema radicular fibroso e apresenta elevada sensibilidade à compactação do solo e à falta de oxigenação nas raízes. Por isso, práticas como preparo inadequado do terreno, excesso de água, semeadura em condições desfavoráveis e adubação desbalanceada podem limitar o crescimento radicular e comprometer o potencial produtivo da lavoura.

Nas principais regiões produtoras do Sul do país, predominam solos de várzea com tendência à compactação e problemas de drenagem. De acordo com a análise, essas condições podem restringir o aprofundamento das raízes e concentrar o sistema radicular nas camadas superficiais do solo, aumentando a vulnerabilidade da cultura a oscilações na irrigação e ao aproveitamento inadequado dos nutrientes.

O documento explica que o sistema radicular do arroz possui aerênquima, tecido responsável pelo transporte de oxigênio da parte aérea para as raízes, característica que permite o desenvolvimento em áreas alagadas. No entanto, a tolerância ao excesso de água possui limites. Lâminas muito profundas ou solos com baixa porosidade podem reduzir a renovação das raízes finas e dificultar a absorção de nutrientes.

Outro ponto destacado é a influência do preparo do solo sobre o crescimento radicular. A repetição constante do preparo na mesma profundidade favorece a formação de camadas compactadas, conhecidas como “pé de grade” ou “pé de arado”, que funcionam como barreiras ao desenvolvimento das raízes. Já práticas de descompactação, quando tecnicamente recomendadas, podem ampliar o volume de solo explorado pela cultura.

O manejo da água também exerce papel fundamental. Conforme a análise, nas primeiras semanas após a semeadura ou emergência das plantas, o ideal é manter o solo úmido, mas sem alagamento permanente, favorecendo a aeração e o aprofundamento do sistema radicular. O alagamento precoce tende a concentrar as raízes nas camadas superficiais.

A fertilidade do solo é outro fator considerado estratégico para o bom enraizamento. Solos com elevada acidez e presença de alumínio tóxico apresentam raízes mais curtas e com menor capacidade de absorção. Nesse contexto, a correção química do solo, realizada com antecedência e baseada em análises laboratoriais, é apontada como uma das medidas mais importantes para ampliar o desenvolvimento radicular.

A análise também destaca a importância de nutrientes como fósforo, potássio e nitrogênio. O fósforo contribui para a formação de raízes jovens, enquanto o potássio auxilia na regulação osmótica e na resistência a estresses. Já o nitrogênio deve ser manejado de forma equilibrada, uma vez que aplicações excessivas podem estimular o crescimento da parte aérea em detrimento das raízes.

Entre as recomendações para favorecer o desenvolvimento radicular estão a avaliação prévia das condições físicas e químicas do solo, o planejamento da correção da acidez, a redução do tráfego de máquinas em condições inadequadas de umidade, a semeadura em ambiente favorável e o manejo gradual da lâmina de água após a emergência das plantas.

O estudo alerta que sistemas radiculares pouco desenvolvidos tornam a lavoura mais suscetível a falhas na irrigação, reduzem a capacidade de absorção de nutrientes, aumentam o risco de acamamento e dificultam a recuperação das plantas diante de situações adversas.

Segundo a análise, o monitoramento constante do desenvolvimento das raízes por meio de avaliações em trincheiras ou pequenas escavações pode auxiliar os produtores na identificação de problemas e na adoção de medidas corretivas ao longo do ciclo da cultura. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Fazenda pede apoio do Congresso para conter pautas com impacto fiscal, incluindo dívidas rurais


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na noite desta terça-feira (9) que pediu apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a condução de pautas no Congresso com impacto fiscal relevante. Entre os temas citados está o projeto de renegociação das dívidas rurais. A reunião ocorreu no início da tarde, em Brasília, em meio ao debate sobre responsabilidade fiscal e tramitação de propostas no Legislativo.

Ao deixar a sede do Ministério da Fazenda, Durigan disse a jornalistas que apresentou a Alcolumbre indicadores da economia brasileira e manifestou preocupação com projetos de lei e propostas de emenda à Constituição em análise no Congresso. Segundo o ministro, a equipe econômica busca preservar a responsabilidade fiscal diante do cenário internacional e da necessidade de coordenação entre Executivo e Legislativo.

Entre as propostas mencionadas por Durigan estão a renegociação das dívidas rurais, projetos que instituem pisos salariais nacionais para diferentes categorias profissionais e a ampliação da imunidade tributária para entidades religiosas. O ministro não detalhou os números envolvidos, o custo estimado de cada medida nem os textos específicos em tramitação.

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No caso do setor agropecuário, a renegociação de dívidas rurais tem efeito direto sobre produtores que enfrentam dificuldades financeiras e dependem de alongamento de passivos ou reestruturação de crédito. Ao mesmo tempo, a discussão fiscal influencia juros, disponibilidade de recursos e previsibilidade para o crédito rural, pontos acompanhados por produtores, cooperativas e agentes financeiros.

Durigan afirmou que pautas apresentadas inclusive por parlamentares da base aliada podem gerar pressão adicional sobre a economia se não houver avaliação do impacto nas contas públicas. Ele também citou a necessidade de diálogo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, sobre a tramitação dessas matérias.

Até o momento, o Ministério da Fazenda não apresentou estimativas públicas consolidadas sobre o efeito fiscal das propostas mencionadas. Sem esse detalhamento, o alcance prático para o setor rural dependerá do avanço dos textos no Congresso e da eventual definição de critérios, prazos e condições para medidas como a renegociação das dívidas rurais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Transição energética reúne propostas sobre metas, subsídios e biocombustíveis em debate na Câmara


Transição energética reúne propostas sobre metas, subsídios e biocombustíveis em debate na Câmara

Especialistas convidados para um seminário promovido por comissões da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9) apresentaram propostas para a transição energética no Brasil. Entre os pontos defendidos estão metas anuais, prazos vinculantes e fundos voltados à chamada justiça climática. O debate também abordou subsídios aos combustíveis fósseis, tarifa de energia e investimentos em eletricidade renovável e biocombustíveis.

No encontro, representantes de entidades ambientais e do setor regulatório discutiram instrumentos para reduzir a dependência de petróleo, carvão e gás natural. A coordenadora de projetos do Instituto ClimaInfo, Carolina Marçal, afirmou que o país precisa alinhar o discurso climático com as decisões sobre expansão da indústria fóssil, incluindo áreas de exploração na Margem Equatorial.

O analista do WWF Brasil, Ricardo Fuji, citou estimativa de risco de emissão de 446 milhões de toneladas de CO2 associada à exploração de petróleo na foz do rio Amazonas. Segundo ele, parte dos investimentos poderia ser direcionada à geração de eletricidade renovável e a biocombustíveis, tema de interesse direto para cadeias produtivas ligadas à agroenergia.

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O seminário também tratou do efeito geopolítico sobre os derivados de petróleo. De acordo com a organização 350.org Brasil, nos primeiros 50 dias da atual guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a indústria petrolífera lucrou US$ 150 bilhões. No debate, participantes relacionaram a volatilidade internacional ao custo de vida e à pressão sobre tarifas energéticas.

O diretor da 350.org Brasil, João Cerqueira, defendeu a aprovação do Projeto de Lei (PL) 219/25, que proíbe novos subsídios ao carvão, e a rejeição do PL 1371/25, que mantém esses incentivos até 2050. Representando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Leandro Moreira mencionou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 100/26, sobre responsabilidade tarifária.

Para o setor agropecuário, o debate ganha relevância porque energia, combustíveis e biocombustíveis influenciam custos operacionais, logística e processamento industrial. O seminário, porém, não detalhou estimativas específicas de impacto para produtores rurais, cooperativas ou agroindústrias.

As discussões indicam que a transição energética deve avançar junto com regras sobre subsídios, financiamento e planejamento industrial. Sem definições finais sobre os projetos em tramitação, ainda não há base técnica suficiente para mensurar efeitos objetivos no curto prazo sobre o setor agropecuário.

Fonte: camara.leg.br

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Acordos do Mercosul com Singapura e EFTA avançam na Câmara


Dólar sobe no Brasil com petróleo em alta e tarifas dos EUA no radar

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, destacou nesta terça-feira a aprovação de dois acordos comerciais envolvendo o Mercosul: um com Singapura e outro com a Associação Europeia de Livre Comércio, formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Segundo Motta, as medidas reduzem a burocracia nas relações internacionais e podem ampliar o acesso do Brasil a mercados externos. A manifestação foi feita por meio das redes sociais do parlamentar.

Na publicação, Motta afirmou que o papel do Legislativo é construir condições para ampliar a segurança jurídica e abrir mercados de maior valor para o Brasil. Na declaração, o presidente da Câmara citou diretamente o agro, além da indústria e dos serviços, como setores potencialmente alcançados pelos acordos.

Os entendimentos mencionados envolvem o Mercosul e dois blocos ou parceiros com perfil relevante no comércio internacional. No caso da EFTA, o acordo reúne quatro países europeus: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Já Singapura é um centro logístico e comercial estratégico na Ásia, com peso nas cadeias globais de distribuição.

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Do ponto de vista técnico, acordos comerciais desse tipo costumam tratar de regras tarifárias, facilitação de comércio, padronização de procedimentos e redução de entraves administrativos. Quando aprovados e implementados, podem alterar condições de acesso a mercados, com efeitos sobre exportadores, agroindústrias, tradings e cadeias produtivas voltadas ao comércio exterior.

No caso do agronegócio, a abertura de mercados e a simplificação regulatória podem ter relação direta com a competitividade de produtos brasileiros. No entanto, o material fornecido não detalha quais itens agropecuários seriam alcançados, quais cronogramas de implementação estão previstos nem quais condições específicas ainda dependem de etapas posteriores.

Também não foram informados, no conteúdo disponível, números de comércio, estimativas de impacto econômico ou o estágio completo de tramitação dos acordos após a aprovação mencionada por Motta.

Sem o detalhamento técnico dos textos aprovados, ainda não é possível mensurar de forma precisa os efeitos para cada cadeia do agronegócio. O avanço legislativo, porém, recoloca o tema da ampliação de mercados externos no centro da agenda comercial brasileira.

Fonte: camara.leg.br

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Polícia investiga suposta fraude em financiamentos rurais e bloqueia R$ 141,7 milhões em bens


Polícia
Foto: divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (9), a Operação Terra Falsa, com o objetivo de apurar um suposto esquema de fraudes na obtenção de financiamentos rurais junto a uma instituição financeira privada.

Policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Tocantins, em Palmas.

As investigações apontam que um ex-funcionário do banco teria inserido informações falsas nos sistemas internos da instituição, possibilitando a concessão irregular de créditos milionários.

Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de bens de oito investigados, incluindo imóveis, fazendas, veículos, ativos financeiros, aplicações e outros bens sujeitos a registro, até os montantes aproximados de R$ 141,7 milhões e US$ 400 mil.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de obtenção de financiamento mediante fraude, de lavagem de dinheiro e de associação criminosa.

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Confederação Nacional da Agricultura manifesta apoio à PEC do trabalho flexível


carteira de trabalho e previdência social
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) manifestou, nesta terça-feira (9), apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), apresentada como alternativa ao projeto que prevê o fim da escala 6×1.

Segundo o documento, a nova proposta permitiria ao trabalhador ajustar a jornada de acordo com necessidades pessoais e profissionais, mantendo direitos da CLT, como 13º salário, férias, FGTS e aviso prévio.

De acordo com vídeo gravado pelo vice-presidente de secretaria da CNA, Marcelo Bertoni, o texto moderniza as relações de trabalho e impede que temas estruturais, como a mudança no modelo de jornada, seja discutida em ano eleitoral sem que todas as partes envolvidas sejam ouvidas.

“O país precisa de uma legislação que acompanhe a realidade do trabalho contemporâneo, que é diversa, dinâmica e não cabe em um modelo único e rígido. A PEC 12/2026, em discussão no Senado, permite mais flexibilidade na organização da jornada e também amplia a possibilidade de escolha do trabalhador sobre como melhorar, organizar o seu tempo e a sua rotina, respeitando as diferentes realidades de cada atividade”, declara.

A manifestação vem inclusa no âmbito de carta aberta assinada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em conjunto com a CNA, Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Nacional do Transporte (CNT), como outras associações, federações, sindicatos patronais e entidades empresariais.

Confira a carta na íntegra

“Uma carta para o Brasil que acorda cedo

A vida não bate ponto do mesmo jeito todos os dias. Tem mês que o movimento bomba e o trabalhador consegue tirar uma boa comissão. Tem mês que a coisa aperta e é preciso correr atrás de um extra para fechar as contas.

Tem dia que o filho fica doente, que é necessário sair mais cedo para levar o pai ao médico ou para ver a apresentação da filha na escola. Quem está na luta sabe: a vida real não cabe numa caixinha fechada.

Hoje, o Senado Federal analisa a PEC 12, do Trabalho Flexível. Mais que uma alteração na Constituição, ela é a chance de finalmente colocar a decisão na mão de quem move este país: você, trabalhador brasileiro.

Quer trabalhar menos horas por dia para conseguir estudar ou cuidar dos filhos? Você pode. Quer trabalhar mais em dezembro, quando o movimento está lá em cima, para entrar o ano sem dívida? Também dá.

E tudo isso com os direitos da CLT garantidos, como 13º salário, férias, 1/3 de férias, FGTS, aviso prévio e etc. É o melhor dos dois mundos: a proteção da CLT com o benefício de decidir sobre a própria vida.

Mas existe outra proposta em votação que quer fazer exatamente o contrário: impor a mesma escala engessada para todo mundo, como se o Brasil real funcionasse em “tamanho único”.

O garçom, que vive da taxa adicional de serviço, não quer uma lei que tire seus melhores dias de trabalho. O vendedor, que conta com a comissão, precisa de tempo para vender, não de uma folga obrigatória. O Microempreendedor Individual (MEI), que tem apenas um empregado, ficará sem ele mais um dia na semana.

Toda essa rigidez aumenta o custo dos produtos e serviços e, no fim, quem paga a conta é o trabalhador brasileiro: no preço da marmita, nas compras do supermercado, na tarifa do ônibus, no valor do condomínio…

Por isso, os abaixo assinados, que representam mais de 40 milhões de empregos, quase 90% do PIB brasileiro, bilhões de reais em investimentos, exportações, e que estão presentes em todos os cantos do Brasil, pedem:

Senhoras Senadoras e Senhores Senadores, votem pela modernização do trabalho. Votem pela PEC 12, a do Trabalho Flexível, e deixem o brasileiro escolher o seu próprio caminho.”

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Projeto que suspende demarcação de terra indígena no Paraná avança na Câmara


Projeto que suspende demarcação de terra indígena no Paraná avança na Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (9), o Projeto de Decreto Legislativo 1041/18, que susta o processo de demarcação da terra indígena Tekoha Guasu Guavirá, no Paraná. A área envolve os municípios de Altônia, Guaíra e Terra Roxa. A proposta ainda será analisada por outras comissões da Casa antes de eventual votação em Plenário.

O parecer favorável foi apresentado pelo relator, deputado Tião Medeiros (PP-PR), ao projeto de autoria do deputado Sergio Souza (MDB-PR). Segundo o relator, o procedimento conduzido pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) desrespeita a Lei 14.701/23, conhecida como Lei do Marco Temporal.

A norma condiciona a demarcação de terras indígenas à comprovação de invasão na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. No parecer, Medeiros também citou decisões do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que, segundo o texto, apontaram falhas no laudo antropológico e determinaram a paralisação de procedimentos relacionados à área.

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O tema permanece em disputa jurídica. O Congresso Nacional aprovou a Lei do Marco Temporal em setembro de 2023, poucos dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar o critério inconstitucional. Depois da derrubada de vetos presidenciais, a lei entrou em vigor, mas continua sendo questionada no STF.

Na tramitação da Câmara, o projeto ainda será examinado pelas comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Só depois seguirá para análise do Plenário.

Para o setor rural, a discussão tem caráter regulatório e fundiário. Isso ocorre porque a definição sobre a área pode alterar o enquadramento jurídico de imóveis e atividades desenvolvidas na região. O texto aprovado, porém, ainda não produz efeito definitivo, já que depende das próximas etapas legislativas.

Até a conclusão da tramitação e eventual deliberação final, não há definição legislativa sobre a suspensão do processo de demarcação. O desfecho também seguirá condicionado ao andamento das ações sobre o marco temporal no STF.

Fonte: camara.leg.br

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