sábado, junho 27, 2026

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Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica


Embrapa Pecuária Sul abre edital para bolsas de iniciação científica e tecnológica

A Embrapa Pecuária Sul abriu edital para selecionar bolsistas de Iniciação Científica e Iniciação Tecnológica para o período 2026/2027, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs). As inscrições podem ser feitas entre terça-feira (20) e quinta-feira (29). As atividades serão presenciais, com carga de 20 horas semanais e duração de 12 meses.

Segundo o edital, os estudantes selecionados atuarão em projetos de pesquisa científica e inovação tecnológica ligados às áreas de atuação da Embrapa Pecuária Sul. As atividades serão desenvolvidas em Bagé, no Rio Grande do Sul, e na Estação Experimental de Lages, em Santa Catarina, conforme a temática escolhida pelo candidato.

A seleção contempla bolsas de Iniciação Científica (IC) e Iniciação Tecnológica e Inovação (ITI), modalidades voltadas à formação de estudantes de graduação em atividades de pesquisa aplicada. O número de vagas imediatas não foi informado no conteúdo disponibilizado. De acordo com a Embrapa, os candidatos classificados inicialmente ficarão em cadastro reserva e poderão ser convocados conforme a disponibilidade de cotas e a ordem de classificação prevista no edital.

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A pesquisadora Vivian Timpani, coordenadora da Comissão Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica da Embrapa, afirmou que a participação dos bolsistas reforça as atividades conduzidas pelo centro de pesquisa. Segundo ela, a formação desses estudantes integra o compromisso institucional da empresa com a qualificação de profissionais que podem atuar posteriormente em pesquisa e no mercado de trabalho.

Para o setor agropecuário, a abertura de bolsas em uma unidade voltada à pecuária amplia a base de formação técnica em pesquisa aplicada, desenvolvimento de tecnologia e inovação. Esse tipo de iniciativa tem relação direta com a geração de conhecimento para sistemas produtivos, manejo, sustentabilidade e competitividade das cadeias pecuárias, ainda que o edital não detalhe, no material divulgado, as linhas específicas de pesquisa contempladas nesta seleção.

O resultado final do processo seletivo será divulgado a partir de segunda-feira (29 de junho de 2026) na página eletrônica da Embrapa Pecuária Sul. As informações sobre requisitos, documentação e inscrições estão disponíveis no edital publicado pela unidade.

Fonte: embrapa.br

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Caravana técnica discute uso de biológicos para otimizar adubação fosfatada


Caravana técnica discute uso de biológicos para otimizar adubação fosfatada

O Grupo Cogny e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizam entre maio e julho a Caravana Solo Vivo, Fósforo Ativo, com eventos em regiões agrícolas do Brasil e também no Paraguai. A proposta é apresentar resultados e orientações técnicas sobre o uso de solubilizadores de fósforo no manejo nutricional das lavouras, em um momento de pressão sobre os preços dos fertilizantes fosfatados.

Segundo as instituições, a primeira rodada ocorreu entre os dias 11 e 15 de maio, com palestras em Ciudad del Este, no Paraguai, Cascavel e Ponta Grossa, no Paraná, Dourados, em Mato Grosso do Sul, e Itapetininga, em São Paulo. A programação teve participação da pesquisadora Flávia Santos, da Embrapa Milho e Sorgo.

O foco técnico dos encontros é o uso de produtos biológicos formulados com microrganismos solubilizadores de fosfato, como SolubPhos e BiomaPhos, desenvolvidos em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo. De acordo com a pesquisadora, a tecnologia pode ampliar a eficiência no aproveitamento do fósforo já presente no solo, principalmente em áreas com disponibilidade alta ou muito alta do nutriente, desde que haja monitoramento do sistema solo-planta.

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Flávia Santos afirmou que o manejo sustentável da adubação fosfatada depende de diagnóstico técnico e acompanhamento constante, para evitar redução de produtividade. Ela também relacionou o uso dessas ferramentas à adoção de sistemas conservacionistas, como plantio direto e sistemas integrados.

Christiane Paiva, também pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo, informou que os microrganismos utilizados foram isolados de solos brasileiros e atuam na região das raízes, favorecendo a absorção de fósforo e o desenvolvimento radicular. Segundo ela, a proposta é incorporar essa alternativa como ferramenta complementar no manejo nutricional.

As próximas etapas da caravana estão previstas para Mato Grosso: Sinop e Lucas do Rio Verde na segunda-feira (26), Primavera do Leste na terça-feira (27) e Campo Novo do Parecis na quarta-feira (28). O material divulgado não informa número de participantes, área atendida nem resultados consolidados em escala comercial.

A discussão sobre eficiência no uso de fósforo ganha espaço em um cenário de custos elevados com fertilizantes e busca por maior aproveitamento dos nutrientes no solo. A adoção dessas tecnologias, no entanto, depende de recomendação agronômica, análise de solo e validação conforme as condições de cada área de produção.

Fonte: embrapa.br

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Juros futuros sobem com avanço do petróleo e tensão entre Estados Unidos e Irã


Juros futuros caem com recuo do petróleo e alívio externo

Os juros futuros avançavam na manhã desta quinta-feira (21), com maior pressão nos contratos longos, em um movimento de inclinação da curva. O mercado reagia à alta do petróleo, ao avanço do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, em meio às incertezas sobre um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O principal fator técnico citado no mercado é o aumento do temor inflacionário diante de um choque de energia.

Às 9h10 desta quinta-feira (21), a taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia a 14,095%, ante 14,057% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 avançava a 14,005%, de 13,912%. Já o contrato para janeiro de 2031 marcava 14,145%, acima dos 14,076% registrados na quarta-feira (20).

O movimento indica maior pressão na parte longa da curva, em sintonia com a valorização do petróleo no exterior e com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Em geral, esse ambiente leva investidores a exigir retorno maior em prazos mais longos, especialmente quando crescem as dúvidas sobre inflação global e custo de energia.

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No caso brasileiro, a leitura do mercado é de que um petróleo mais caro pode pressionar combustíveis, fretes e outros custos ligados à economia real. Para o setor agropecuário, esse tipo de movimento é acompanhado com atenção porque energia, diesel, transporte e financiamento estão entre os componentes relevantes do custo de produção e de comercialização.

Os dados disponíveis no material de origem não informam a variação percentual do petróleo, do dólar ou dos Treasuries no mesmo horário, o que limita uma comparação mais detalhada entre os ativos. Também não há, até o momento citado, indicação de mudança formal na política monetária brasileira, mas a abertura da curva mostra piora na percepção de risco e inflação de curto e médio prazos.

No curto prazo, a direção dos juros deve seguir sensível ao comportamento do petróleo, do câmbio e das taxas americanas. Sem novas informações sobre a negociação entre Estados Unidos e Irã ou sobre o repasse do choque de energia à inflação, o cenário permanece condicionado aos ativos externos e à reprecificação de risco nos mercados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara pode votar programa para estimular indústria de fertilizantes


Atraso na compra de fertilizantes eleva risco para a safra de soja 2026/27

O Plenário da Câmara dos Deputados tem sessão marcada para esta quinta-feira (21), às 11 horas, com oito propostas na pauta. Entre elas está o Projeto de Lei 699/23, do Senado, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). A pauta também reúne textos sobre seguro rural, regulação com impacto sobre a agropecuária e medidas ligadas ao mercado de combustíveis.

Segundo a pauta divulgada pela Câmara, o PL 699/23 prevê redução de impostos para empresas que invistam na produção nacional de fertilizantes e de insumos usados pelo setor. O texto tem como objetivo reduzir a dependência brasileira de produtos importados, um ponto relevante para cadeias agrícolas com forte exposição ao custo de adubos. O relator, deputado Júnior Ferrari (PSD-PA), apresentou substitutivo favorável à aprovação.

Outra proposta com efeito direto sobre o campo é o PL 2951/24, também originado no Senado. O projeto altera normas do seguro rural e busca ampliar a proteção do produtor diante de perdas associadas a clima, pragas, doenças e outros eventos da atividade agropecuária. O parecer do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) recomenda a aprovação na forma de substitutivo.

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Na mesma sessão, os deputados podem analisar o PL 5900/25, de autoria do próprio Lupion e de outros 10 parlamentares. O texto torna obrigatória a análise prévia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para edição de norma federal com impacto sobre espécies vegetais, animais, aquícolas, florestais ou organismos usados em atividades produtivas. A relatoria está com o deputado Pezenti (MDB-SC).

Também consta da pauta o PLP 114/26, que vincula arrecadação extraordinária obtida com alta no preço do barril de petróleo exportado a medidas de estabilização dos combustíveis. Embora o texto não trate diretamente da produção agropecuária, o tema tem relação com custos logísticos e operacionais no campo. A Câmara informou ainda que a sessão ocorrerá após a reunião do Congresso Nacional.

A definição sobre votação e eventual aprovação das propostas depende da deliberação do Plenário nesta quinta-feira (21). Se avançarem, os textos podem afetar custos de insumos, instrumentos de proteção ao produtor e exigências regulatórias para cadeias agropecuárias. O alcance prático de cada medida dependerá da redação final aprovada pelos deputados.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Aprosoja MT fortalece ações de prevenção e combate aos incêndios junto aos produtores rurais


Com a chegada do período de estiagem em Mato Grosso e o aumento do risco de incêndios florestais, produtores rurais de diferentes regiões do estado reforçam ações preventivas dentro das propriedades e destacam o compromisso do setor com a preservação ambiental e o combate às queimadas. Em meio aos desafios enfrentados durante os meses mais secos do ano, agricultores têm investido em estrutura, treinamento de equipes e atuação conjunta entre propriedades vizinhas para impedir que o fogo cause prejuízos ambientais e econômicos.

 

Em Mato Grosso, estado que reúne os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, o cenário climático exige atenção redobrada durante o período seco. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o estado registra elevados índices de focos de calor anualmente, reforçando a necessidade de ações preventivas permanentes. Nesse contexto, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem intensificado o trabalho de orientação e conscientização junto aos produtores rurais, incentivando medidas de prevenção e fortalecendo iniciativas regionais de combate aos incêndios.

 

Vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da entidade, Nathan Belusso, explica que o produtor rural é um dos maiores interessados na preservação das áreas produtivas e ambientais, já que o fogo representa prejuízos diretos ao solo, às lavouras, às estruturas das propriedades e aos recursos naturais. “O produtor rural tende a proteger as suas florestas, as suas plantações e toda a sua área produtiva, afinal de contas, aquele é o seu ganha-pão e o fogo destrói tudo. O produtor depende da terra para produzir e preservar a qualidade do solo é fundamental para garantir produtividade e sustentabilidade”, destacou.

 

Segundo Nathan, além das perdas ambientais, os incêndios podem comprometer áreas agrícolas inteiras, atingir maquinários, cercas, pastagens e reduzir a fertilidade do solo. “Quando uma área agrícola é atingida pelo fogo, há perda de matéria orgânica e de fertilizantes já aplicados. Muitas vezes o produtor leva anos para recuperar a qualidade daquela área novamente”, explicou.

 

Ele também ressalta que os produtores rurais costumam ser os primeiros a atuar no combate aos incêndios, especialmente em regiões mais distantes dos centros urbanos. “O produtor faz o primeiro combate e atua como uma importante linha de defesa contra os incêndios. Muitas vezes é essa ação rápida que impede que o fogo tome grandes proporções”, afirmou.

 

Para fortalecer esse trabalho, a Aprosoja MT tem incentivado a formação de grupos regionais de apoio entre produtores vizinhos, além de treinamentos e orientações técnicas voltadas à prevenção e ao combate inicial às chamas. “Quando ocorre um incêndio, os produtores da região se mobilizam com caminhões-pipa, tanques de água, grades e maquinários para auxiliar no combate. Esse trabalho conjunto é muito importante para evitar que o fogo avance para outras áreas”, ressaltou Nathan.

 

Na prática, produtores rurais de diferentes regiões do estado relatam que a prevenção tem feito parte da rotina dentro das propriedades. Associado do núcleo de Primavera do Leste, Júlio César Bravin afirma que mantém uma série de medidas preventivas durante as operações agrícolas, especialmente no período de colheita. “Durante a colheita, todas as propriedades contam com caminhão-pipa acompanhando as máquinas, além de equipamentos de apoio e monitoramento constante. Caso aconteça algum foco de incêndio, conseguimos controlar rapidamente”, relatou.

 

Bravin também destaca que mantém cuidados específicos em áreas próximas às redes de alta tensão e reforça que preservar o meio ambiente faz parte da responsabilidade do produtor rural. “Essas ações reforçam o compromisso do produtor com a preservação da fauna, da flora, do solo e das nascentes”, afirmou.

 

Também em Primavera do Leste, o produtor Amauri Segatto relata que intensificou os investimentos em prevenção após enfrentar incêndios em anos anteriores. Hoje, a propriedade conta com brigada interna treinada, tanques de água e monitoramento constante das áreas de risco. “A gente trabalha continuamente na prevenção e no combate rápido aos focos de incêndio para proteger tanto as áreas produtivas quanto as áreas de vegetação”, destacou.

 

Em Nova Mutum, o associado Jairo Carneiro explica que mantém equipes e estruturas de prontidão durante o período mais crítico da estiagem. Segundo ele, entre as principais medidas adotadas estão a construção de aceiros, manutenção de comboios de combate e equipes preparadas para atuação imediata. “Todo ano fazemos aceiros na propriedade e também internos para prevenir a dispersão do fogo. Mantemos equipes de prontidão justamente para agir rapidamente caso necessário”, explicou.

 

Já em Rondonópolis, o produtor Jorge Augusto Salles reforça que o cuidado com o solo é uma prioridade para quem vive da produção rural. “O maior ativo do produtor é o solo. É nele que está todo o investimento, dedicação e trabalho desenvolvido ao longo dos anos”, afirmou. Ele destaca ainda que práticas como a manutenção da palhada de cobertura são fundamentais para garantir produtividade, conservação da umidade e sustentabilidade no campo. Além das ações individuais dentro das propriedades, Jorge ressalta que a união entre produtores vizinhos também tem sido essencial para fortalecer o combate aos incêndios nas regiões produtoras.

 

Com ações preventivas, investimentos em estrutura e mobilização conjunta entre produtores, o setor produtivo mato-grossense reforça o compromisso com a preservação ambiental e com a construção de uma produção cada vez mais sustentável. Em um estado marcado pela força do agronegócio e pela riqueza ambiental, produtores rurais seguem atuando diariamente para proteger o campo, o solo e os recursos naturais que garantem a produção de alimentos e o desenvolvimento de Mato Grosso.





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Missão do Mapa à China reforça diálogo sobre comércio agropecuário e fertilizantes


Missão do Mapa à China reforça diálogo sobre comércio agropecuário e fertilizantes

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, encerrou nesta quarta-feira (20), em Pequim, a missão oficial à China com reuniões no Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e no Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA). As agendas trataram de comércio agropecuário, fertilizantes, cooperação técnica e ampliação da parceria bilateral. Não houve, porém, anúncio de novos acordos comerciais ou abertura imediata de mercado no material divulgado.

Nas reuniões, a delegação brasileira destacou o peso da China no agronegócio nacional. Segundo o vice-ministro do Comércio da China, Jiang Chenghua, o Brasil é o principal fornecedor chinês de carne, soja, algodão, açúcar e frango. O dado reforça a centralidade do mercado chinês para as exportações brasileiras, embora o comunicado não apresente números atualizados de volume ou valor negociado.

No encontro com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA), os dois lados discutiram cooperação em agricultura, inovação, energia, segurança alimentar e modernização agrícola. A parte brasileira também apresentou programas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como o Plano ABC+, voltado à adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono, e o Programa Nacional de Bioinsumos. Também foram citadas ações de pesquisa e transferência de tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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Do ponto de vista setorial, a agenda é relevante porque a China concentra uma parcela expressiva da demanda externa de produtos agropecuários brasileiros e também tem papel estratégico no debate sobre insumos, investimentos e tecnologia. Fertilizantes, infraestrutura e melhoramento de sementes estiveram entre os temas mencionados nas conversas.

A delegação brasileira ainda reiterou a importância da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) como mecanismo de coordenação entre os dois países. Integraram a missão representantes das áreas de comércio internacional, defesa agropecuária, negociações não tarifárias e adidância agrícola.

A missão terminou com sinalização de continuidade do diálogo técnico e institucional entre Brasil e China. Como não foram detalhados prazos, metas ou medidas operacionais, os efeitos práticos sobre comércio, investimentos ou cooperação dependerão de desdobramentos posteriores e de eventuais anúncios oficiais.

Fonte: gov.br

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Safra de café 2026 pode chegar a 66,7 milhões de sacas, estima Conab


Safra de café 2026 pode chegar a 66,7 milhões de sacas, estima Conab

A produção brasileira de café está estimada em 66,7 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2026, segundo o 2º Levantamento da Safra de Café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (21). Se confirmada ao fim do ciclo, a colheita será recorde na série histórica da estatal. O volume representa alta de 18% sobre 2025 e supera em 5,74% o resultado de 2020, até então o maior já registrado.

A Conab projeta aumento de 3,9% na área total destinada à cafeicultura, para 2,34 milhões de hectares. Desse total, 1,94 milhão de hectares estão em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional foi estimada em 34,4 sacas por hectare, avanço de 13% na comparação anual.

No café arábica, a produção deve alcançar 45,8 milhões de sacas, alta de 28% sobre a safra anterior. Segundo a Conab, o resultado reflete o atual ciclo de bienalidade positiva, a maior área em produção e condições climáticas favoráveis. Para o conilon, a estimativa é de 20,9 milhões de sacas, aumento de 0,8%. Nesse caso, a expansão da área produtiva, calculada em 388,22 mil hectares, compensa a queda de 3,5% na produtividade média, prevista em 53,9 sacas por hectare.

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Entre os estados, Minas Gerais deve colher 33,4 milhões de sacas, alta de 29,8%. No Espírito Santo, a produção total foi estimada em 18 milhões de sacas, avanço de 3%, com crescimento do arábica e recuo de 4,2% no conilon. Na Bahia, a safra pode chegar a 4,7 milhões de sacas, alta de 5,9%. Em São Paulo, a previsão é de 5,9 milhões de sacas, aumento de 24,6%. Rondônia, com produção exclusiva de conilon, deve alcançar 2,8 milhões de sacas, elevação de 19,4%.

No mercado, o Brasil exportou 11,5 milhões de sacas entre janeiro e abril de 2026, queda de 22,5% ante igual período de 2025, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A Conab relaciona o recuo ao baixo nível dos estoques internos após safras mais limitadas e embarques aquecidos nos últimos anos. No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima produção mundial de 178,8 milhões de sacas no ciclo 2025/26, alta de 2%, enquanto a demanda deve crescer 1,3%, para 173,9 milhões de sacas.

A estimativa de safra maior amplia a oferta interna ao longo de 2026 e pode favorecer a recuperação dos embarques no segundo semestre, segundo a avaliação apresentada pela Conab. Ainda assim, o comportamento dos preços seguirá condicionado ao ritmo da colheita, ao nível dos estoques remanescentes e à evolução da demanda internacional.

Fonte: gov.br

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Rio Grande do Sul declara 29,86% do rebanho e mantém prazo até 30 de junho


Rio Grande do Sul declara 29,86% do rebanho e mantém prazo até 30 de junho

O Rio Grande do Sul havia recebido, até esta quinta-feira (21), 103 mil Declarações Anuais de Rebanho, o equivalente a 29,86% das 358 mil entregas esperadas em 2026, segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O prazo para envio começou em abril e termina em 30 de junho. A medida é obrigatória para todos os produtores rurais do estado que detenham animais de produção.

A declaração é uma exigência ligada ao sistema de defesa agropecuária e reúne informações sobre o rebanho e a situação cadastral das propriedades. De acordo com a Seapi, 9,95% das declarações entregues até agora foram feitas pelo canal Produtor Online.

No recorte regional, a Supervisão Regional de Palmeira das Missões apresenta o maior índice de entrega, com 37,37% das declarações esperadas. Já a Supervisão Regional de Alegrete registra a maior participação do canal digital, com 33,07% dos envios feitos pelo Produtor Online. Em nível municipal, Vanini é, até o momento, o único município com 100% das declarações concluídas.

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O preenchimento pode ser feito pela internet, em módulo específico no Produtor Online, ou de forma presencial nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária. Também há formulários em PDF para preenchimento. Segundo a secretaria, o produtor precisa informar dados de identificação da propriedade e características da exploração pecuária, incluindo área total em hectares, atividade principal e formulários específicos para cada espécie criada, como bovinos, suínos, aves, equinos, peixes e abelhas.

A obrigação não se restringe a quem já tem cadastro ativo no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA). Produtores que possuem animais de produção e ainda não estão cadastrados também devem realizar a declaração anual. Em 2025, a adesão foi de 89,17%, avanço de 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

A atualização dos dados do rebanho é usada pelo serviço oficial de defesa agropecuária para controle sanitário e planejamento das ações no estado. A orientação da Seapi é que o produtor faça a entrega dentro do prazo para manter a regularidade cadastral. Mais informações estão disponíveis no endereço oficial www.agricultura.rs.gov.br/declaracao.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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CNA debate ações para fortalecer sindicatos de produtores rurais


CNA debate ações para fortalecer sindicatos de produtores rurais

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu-se nesta quarta-feira (20), em Brasília, com representantes das Federações de Agricultura e Pecuária Estaduais para discutir ações voltadas ao fortalecimento dos sindicatos de produtores rurais. Segundo a entidade, a proposta inclui a elaboração de um diagnóstico estruturado do sistema sindical rural, com foco nas diferenças regionais e na atuação dos sindicatos nos municípios.

Durante o encontro, o vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, afirmou que a discussão está centrada na representatividade e na atuação sindical em nível local. De acordo com ele, a construção de diretrizes deve considerar as particularidades de cada estado e município.

Na reunião, Miranda disse que a CNA pretende ouvir os sindicatos para mapear demandas e diferenças operacionais entre as regiões. Segundo a entidade, o sistema sindical rural apresenta estruturas distintas no país, o que exige medidas adaptadas à realidade local.

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A CNA informou que o diagnóstico será coordenado pela Coordenação de Relacionamento da confederação, em parceria com as federações estaduais e com apoio técnico do Instituto CNA. O coordenador de Relacionamento, Rafael Costa, afirmou que o levantamento deve servir de base para ações de modernização e capacitação dos sindicatos rurais.

Entre os pontos citados pela entidade estão capacitação de lideranças, prestação de serviços aos produtores e aprimoramento da gestão sindical. O vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, também defendeu que o plano considere as diferenças entre os estados, com atenção aos sindicatos de menor estrutura.

A discussão tem relação direta com a organização institucional do setor agropecuário, já que os sindicatos rurais atuam na interlocução de demandas locais, no apoio a produtores e na articulação com federações e confederação. A CNA, no entanto, não informou no material divulgado prazo para conclusão do diagnóstico nem metas quantitativas para a implementação das ações.

O encaminhamento técnico da reunião é a elaboração de um diagnóstico para orientar medidas de capacitação e gestão sindical. Sem cronograma detalhado ou indicadores divulgados até o momento, os próximos desdobramentos dependerão da consolidação desse levantamento junto às federações estaduais e aos sindicatos rurais.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Brasil já preencheu 55,4% da cota de carne bovina para a China em 2026


ABIEC e ApexBrasil levam Brazilian Beef Connect ao México

As exportações brasileiras de carne bovina in natura para a China consumiram 55,4% da cota anual disponível ao país em 2026 até abril, segundo dados do Ministério do Comércio da China e da Administração Geral das Alfândegas da China, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. No primeiro quadrimestre, o Brasil embarcou 612.868 toneladas e respondeu por 56,9% das importações chinesas no período.

A cota anual brasileira para 2026 é de 1,106 milhão de toneladas. Com o volume já embarcado entre janeiro e abril, o país ultrapassou a metade do limite em apenas quatro meses e segue como principal fornecedor de carne bovina in natura ao mercado chinês.

Os dados também mostram desaceleração nas compras chinesas ao longo do quadrimestre. Em janeiro, a China importou 366,4 mil toneladas do produto. Em abril, esse volume caiu para 208,7 mil toneladas. No acumulado do ano, as importações chinesas somaram 1,08 milhão de toneladas, o equivalente a 40,1% da cota global de 2,688 milhões de toneladas.

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Entre os concorrentes do Brasil, a Austrália aparece como o país mais próximo de esgotar seu limite anual. Os australianos embarcaram 143.419 toneladas entre janeiro e abril e já utilizaram 69,96% da cota de 2026. A Argentina preencheu 34,58% de seu limite anual, enquanto Uruguai e Nova Zelândia utilizaram 18,61% e 18,23%, respectivamente.

Os Estados Unidos tiveram presença reduzida nesse mercado no período. O país embarcou 685 toneladas de carne bovina in natura para a China entre janeiro e abril, o que corresponde a 0,42% da cota disponível.

Os números indicam que, mesmo com a redução gradual das importações chinesas no quadrimestre, a carne bovina brasileira manteve participação elevada no mercado. Para a cadeia pecuária, o acompanhamento do ritmo de uso da cota e do comportamento da demanda chinesa é um fator relevante para exportações, planejamento comercial e fluxo dos frigoríficos habilitados.

Até o momento, os dados disponíveis mostram manutenção da liderança brasileira nas compras chinesas de carne bovina in natura. A evolução da demanda da China nos próximos meses e o ritmo de preenchimento das cotas dos principais fornecedores serão determinantes para o desempenho das exportações ao longo de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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