sábado, junho 27, 2026

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Frio perde força, mas risco de geada ainda preocupa o Sul


Segundo análise divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a  previsão do tempo para esta sexta-feira (22) indica continuidade das chuvas na Região Norte e em áreas do litoral do Sudeste. No Nordeste, a expectativa é de chuva fraca em áreas costeiras, principalmente no Maranhão e na Bahia. Já na Região Sul, o destaque segue sendo o frio, com possibilidade de geada pontual na Serra Catarinense.

Para o sábado (23), o INMET prevê intensificação das pancadas de chuva no sul de São Paulo. No Sul do país, as temperaturas começam a subir gradualmente, mas ainda há risco de geada no norte do Rio Grande do Sul e na Serra de Santa Catarina. Na Região Norte, as chuvas continuam mais concentradas em Roraima, Amapá e no norte do Pará e do Amazonas.

Na Região Norte, a sexta-feira (22) será marcada por pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas em grande parte dos estados. Os maiores volumes são esperados no Amapá, Roraima, centro-norte do Amazonas e noroeste do Pará, onde os acumulados podem ultrapassar 70 milímetros. No Acre, Tocantins e Rondônia, a chance de chuva é menor. As temperaturas variam entre 18°C em Rio Branco e 35°C em Palmas.

No sábado (23), o cenário permanece semelhante na Região Norte, com chuva e trovoadas em áreas do Amazonas, Amapá, oeste e nordeste do Pará e Roraima. Em algumas localidades do Amazonas, os volumes podem novamente superar 70 milímetros. A mínima prevista segue em 18°C em Rio Branco, enquanto a máxima pode atingir 37°C em Palmas. A umidade relativa do ar deve cair para cerca de 30% durante a tarde em áreas do Tocantins.

Na Região Nordeste, a previsão para sexta-feira (22) e sábado (23) indica manhãs mais frias, especialmente no sul e sudeste da Bahia, com temperaturas próximas de 15°C. Já no sertão da Paraíba e de Pernambuco, os termômetros podem chegar a 36°C. Na sexta-feira, há possibilidade de chuva no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas. No sábado, a previsão aponta chuva isolada em toda a faixa litorânea da região.

No Centro-Oeste, a sexta-feira (22) terá nebulosidade variável e baixa chance de chuva no Distrito Federal, em Mato Grosso, Goiás e no norte do Mato Grosso do Sul. No sul sul-mato-grossense, podem ocorrer pancadas isoladas com trovoadas a partir da tarde. As máximas devem chegar a 36°C no norte de Goiás e de Mato Grosso, enquanto as mínimas ficam próximas de 12°C no sul de Mato Grosso do Sul.

Para o sábado (23), a previsão aponta aumento das condições para pancadas de chuva e trovoadas em todo o Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, principalmente entre a tarde e a noite. Em Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue com variação de nebulosidade. As temperaturas máximas permanecem elevadas no norte mato-grossense e noroeste goiano, podendo atingir 36°C.

Na Região Sudeste, a sexta-feira (22) terá possibilidade de chuva isolada no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Também há previsão de pancadas de chuva no nordeste de Minas Gerais e norte capixaba durante a tarde. As máximas podem chegar a 32°C no norte mineiro, enquanto as mínimas ficam em torno de 12°C no sul de Minas e no Vale do Paraíba.

No sábado (23), as chuvas devem ganhar força no centro-sul e litoral de São Paulo, com acumulados que podem atingir 60 milímetros. No Rio de Janeiro, norte do Espírito Santo e extremo nordeste de Minas Gerais, a previsão é de chuva isolada. As temperaturas máximas podem alcançar 32°C no Triângulo Mineiro e no noroeste paulista.

Na Região Sul, o Rio Grande do Sul segue sem previsão de chuva nesta sexta-feira (22). O frio se intensifica durante a madrugada e o amanhecer, com possibilidade de geada no extremo sul gaúcho e nas áreas de divisa com Santa Catarina. As mínimas podem chegar a 0°C. A partir da tarde, áreas de instabilidade favorecem temporais entre Paraná e Santa Catarina. No norte paranaense, as máximas podem atingir 18°C.

No sábado (23), a chuva continua em parte da Região Sul, principalmente entre o litoral do Paraná e de Santa Catarina. As temperaturas mínimas seguem próximas de 0°C nas serras catarinense e gaúcha, enquanto as máximas podem chegar a 20°C no oeste do Rio Grande do Sul.





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Futuros de café recuam com pressão da nova safra



Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações


Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações
Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações – Foto: Divulgação

Os futuros de café seguiram pressionados na última semana, em um cenário combinado de câmbio desfavorável, expectativa de avanço da colheita brasileira e sinais de maior oferta global. Segundo a StoneX, o ambiente macroeconômico foi negativo para as commodities agrícolas, com o dólar americano voltando a se fortalecer no mercado internacional e o avanço do Dollar Index pressionando moedas emergentes. No Brasil, o real encerrou a semana cotado a R$ 5,08 por dólar, com valorização de 3,5% da moeda americana, no pior nível das últimas semanas.

Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações, especialmente do café arábica. Entre os fundamentos, a perspectiva de aceleração de uma safra recorde no Brasil permaneceu como o principal fator de baixa para os preços. O mercado também acompanhou as atualizações das exportações brasileiras em abril e novas estimativas do USDA, que reforçaram parcialmente a expectativa de produção global mais elevada no ano.

Apesar da pressão predominante, alguns fatores ainda mantêm cautela entre os agentes. Os estoques certificados seguem em níveis reduzidos, enquanto as atualizações das projeções para o El Niño continuam no radar, com potencial para oferecer algum suporte às cotações caso tragam riscos adicionais ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do café arábica encerrou a semana a 266,9 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,9% no período e novo fundo em cerca de um ano e meio. Já o contrato equivalente do café robusta terminou a semana cotado a US$ 3.365 por tonelada na bolsa de Londres, recuo de 1,4%.

 





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Goiás regista a maior safra de cana-de-açúcar dos últimos 10 anos


Goiás alcançou o segundo lugar no ranking nacional de produção de cana-de-açúcar, conforme dados do 4º levantamento da safra 2025/26 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. O estado registrou a maior safra dos últimos dez anos, com produção estimada em 80,1 milhões de toneladas, volume 2% superior ao ciclo anterior. As informações foram divulgadas na edição de maio do informativo Agro em Dados publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás.

Segundo o levantamento, o avanço foi impulsionado pelo crescimento de 6,3% da área plantada, que ultrapassou 1 milhão de hectares cultivados, além dos investimentos em tecnologia, manejo agrícola e eficiência produtiva. O desempenho consolidou Goiás entre os principais polos do setor sucroenergético nacional.

Os dados apresentados pela Companhia Nacional de Abastecimento mostram que, na última década, Goiás registrou crescimento acima da média nacional no setor. Enquanto a produção brasileira avançou 2,4% no período, o estado teve alta de 18,5%. A produtividade das lavouras goianas cresceu 10,7%, frente ao avanço de 3,5% observado no país. Já a área colhida no estado aumentou 7,1%, enquanto o cenário nacional registrou retração de 1%.

O relatório também aponta que Goiás ampliou sua participação na agroindustrialização da cana-de-açúcar e na produção de derivados. O Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador que mede o potencial de produção de açúcar e etanol a partir da cana, alcançou 10,7 milhões de toneladas, colocando o estado na segunda posição nacional. Na produção de açúcar cristal, Goiás atingiu 3 milhões de toneladas e assumiu o terceiro lugar no ranking brasileiro.

Na produção de etanol de cana, o estado aparece em segundo lugar no país, com 4,5 bilhões de litros produzidos, volume equivalente a 16,7% da produção nacional. O resultado reforça a relevância do setor sucroenergético goiano para o abastecimento interno e para o mercado de biocombustíveis.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o setor também mantém presença significativa no comércio exterior. Dados do painel de Comércio Exterior da Plataforma Aroeira mostram que o açúcar de cana representou 91,7% do valor exportado pelo segmento em 2025. O complexo sucroalcooleiro goiano alcançou 58 destinos internacionais, com embarques de açúcar para 55 países e de álcool etílico para 10 mercados.

A estimativa inicial para a safra 2026/27 aponta produção de 79,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em Goiás. A área destinada à colheita deve permanecer acima de 1 milhão de hectares, enquanto a produtividade média é estimada em 77,7 toneladas por hectare.

Com expectativa de estabilidade na área plantada, produtividade e produção, Goiás deve seguir entre os principais produtores de cana-de-açúcar do Brasil, mantendo participação relevante no setor sucroenergético nacional.





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Trump participa de posse de Kevin Warsh no comando do Federal Reserve


Bolsas de Nova York abrem em queda após reunião entre Trump e Xi sem novos acordos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa nesta sexta-feira (22), às 12h no horário de Brasília, da cerimônia de posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve, o banco central norte-americano. A informação consta na agenda divulgada pela Casa Branca. O ato marca formalmente a transição no comando da autoridade monetária dos Estados Unidos após o fim do mandato de Jerome Powell.

Warsh foi aprovado pelo Senado dos Estados Unidos no dia 13 de maio para um mandato de quatro anos à frente do Federal Reserve. Indicado por Trump em janeiro, ele assume o posto após o encerramento do mandato de Powell na última sexta-feira. Desde então, Powell permaneceu na chefia da instituição em caráter temporário, como presidente pro tempore nomeado pelo conselho do banco central.

A troca de comando ocorre em um momento de atenção do mercado financeiro internacional sobre a condução da política monetária dos Estados Unidos. O Federal Reserve tem papel central na definição da taxa básica de juros da maior economia do mundo e suas decisões costumam influenciar o comportamento do dólar, dos títulos do Tesouro norte-americano e das cotações globais de ativos.

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Para o agronegócio, esse ambiente é relevante porque oscilações nos juros e na moeda norte-americana costumam afetar o fluxo financeiro internacional e a formação de preços de commodities negociadas em dólar, como soja, milho, café e algodão. O conteúdo disponível, no entanto, não informa quais serão as diretrizes de Warsh para juros, inflação ou balanço do banco central após a posse.

Warsh chega ao comando da instituição sob questionamentos sobre o grau de autonomia do Federal Reserve em relação à Casa Branca. Até o momento, o material de referência não traz declarações do novo presidente nem sinalizações formais sobre mudanças imediatas na estratégia da autoridade monetária.

A posse desta sexta-feira (22) formaliza a mudança institucional no Federal Reserve, mas o efeito prático sobre os mercados dependerá das próximas comunicações oficiais do banco central e das decisões de política monetária a partir da nova gestão. Sem essas indicações, não há base técnica para projetar alterações imediatas no cenário econômico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa debate regulação de novas tecnologias agrícolas com representantes da Corteva


Mapa debate regulação de novas tecnologias agrícolas com representantes da Corteva

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o ministro em exercício, Cleber Soares, se reuniu nesta quarta-feira (20), em Brasília, com representantes da Corteva Agriscience para discutir inovação no campo, insumos biológicos e desafios regulatórios para a aprovação de novas tecnologias agrícolas. Segundo a pasta, o encontro também incluiu temas ligados ao comércio internacional de commodities e à competitividade da agropecuária brasileira.

De acordo com o Mapa, a reunião abordou pontos ligados à produção agrícola e ao avanço de soluções tecnológicas voltadas ao campo, com destaque para biotecnologia e insumos biológicos. Entre os temas citados pela pasta estão os entraves regulatórios para aprovação de novas tecnologias, especialmente eventos genéticos direcionados às culturas de soja e milho, duas das principais cadeias produtivas do país.

No setor agropecuário, a tramitação regulatória de novas tecnologias é acompanhada de perto por produtores, indústrias de insumos e empresas de sementes, porque pode influenciar o ritmo de adoção de materiais com características agronômicas específicas, manejo fitossanitário e ganhos de eficiência produtiva. No entanto, o comunicado oficial não detalha quais processos regulatórios foram discutidos, nem informa prazos, medidas concretas ou eventuais encaminhamentos após a reunião.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Segundo o ministério, Cleber Soares destacou a importância do diálogo entre o setor público e o setor produtivo para ampliar o ambiente de inovação e fortalecer a interlocução internacional. A agenda também mencionou o papel do Brasil no desenvolvimento de soluções sustentáveis para a agricultura, sobretudo em áreas relacionadas à biotecnologia e aos insumos biológicos.

Participaram do encontro a vice-presidente Global de Assuntos Externos da Corteva, Shona Sabnis, o diretor de Relações Institucionais da empresa para a América Latina, Augusto de Moraes, além da assessora da Secretaria-Executiva do Mapa, Andrea Parrilla, e da chefe de gabinete Erika Santos.

A discussão reforça a centralidade do marco regulatório para a incorporação de novas tecnologias no campo. Sem detalhamento oficial sobre propostas, cronograma ou decisões, ainda não há base para projetar mudanças operacionais imediatas para produtores ou para a cadeia de insumos.

Fonte: gov.br

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‘Romantismo’ do governo freará produtividade, diz Tirso Meirelles sobre fim da escala 6×1


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Foto: Agência Brasil

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, acredita que o governo federal tem agido apenas com “romantismo” na política de derrubada da escala de trabalho 6×1.

“Não estão preocupados com a produtividade, com a saúde do trabalhador, com o transporte do trabalhador, com os problemas todos que ele tem para chegar ao trabalho. Não se trata simplesmente de mudar a carga de trabalho de uma forma abrupta”, considera.

Segundo ele, caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional, os impactos para a economia do país podem ser ainda mais significativos do que os sentidos durante a pandemia de Covid-19.

“Na época da pandemia, nós perdemos 3,2% do produto interno bruto. Agora, se nós fizermos dessa forma que o governo federal está querendo, nós vamos perder 7%. Então, é muito significativo e a responsabilidade de toda essa mudança, ainda como já temos uma reforma tributária em andamento, é muito realmente complexo”, ressalta.

Meirelles ressalta que a Faesp tem se articulado com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para demonstrar que o país está em um momento que se deve olhar a longo prazo.

“Nós somos a favor e existem várias profissões que já são 5×2 [cinco dias trabalhados e dois de folga], mas temos que fazer um trabalho [de longo prazo para essa conquista]. Por exemplo, nos Estados Unidos, demorou 15 anos para realmente se diminuir a carga de trabalho, mas lá se continuou com a jornada de trabalho de 44 [horas], porque se puder trabalhar mais por uma necessidade, o trabalhador norte-americano pode assim fazer”, advoga.

Por fim, o presidente da Faesp diz que é importante que o governo deixe a política de lado e pense no trabalhador e no setor produtivo para que, em sua opinião, não haja aumento de desemprego ou de situações de informalidade.

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Durigan defende renegociação focada em inadimplentes do agro


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (21), em entrevista à CNN Brasil, que o agronegócio enfrenta aumento da inadimplência, mas defendeu que eventuais medidas de renegociação fiquem concentradas nos produtores com dificuldades efetivas de pagamento. Segundo ele, ampliar o alcance para dívidas adimplentes pode gerar restrição de crédito e prejudicar o próprio setor.

Na entrevista, Durigan disse que a inadimplência no agronegócio, historicamente em torno de 2%, está em 6%. O dado foi apresentado por ele como indicativo de deterioração nas condições financeiras de parte dos produtores, embora tenha ressaltado que 94% das operações do agro seguem “em dia”.

A declaração ocorre em meio à discussão, no Congresso Nacional, de propostas para renegociação de dívidas rurais. Segundo Durigan, o texto em debate no Senado não deve incluir “toda e qualquer dívida agrícola”, inclusive contratos adimplentes ou de agentes que não necessitam de reestruturação. Na avaliação do secretário-executivo, uma formulação ampla poderia transferir custo ao sistema financeiro e reduzir a oferta de crédito ao campo.

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Ele também criticou a hipótese de limitar juros do crédito agropecuário de forma generalizada, em patamares como 10% ou 12%, afirmando que isso poderia levar instituições financeiras a restringirem concessões. A argumentação do Ministério da Fazenda é de que mudanças em prazo, carência e regras operacionais podem ser discutidas, desde que direcionadas aos casos de inadimplência e preservando a capacidade de financiamento do setor.

Durigan afirmou ainda que há espaço para reconstrução do projeto em discussão com o Congresso e com representantes do agro. Sobre garantias, mencionou a possibilidade de debate sobre um fundo garantidor, especialmente para arrendatários que têm dificuldade de apresentar garantias reais. Segundo ele, no entanto, não se trata de medida imediata, devido ao quadro fiscal do país.

O conteúdo da proposta em análise no Senado, os critérios de elegibilidade e os prazos de eventual renegociação não foram detalhados na entrevista.

A discussão sobre dívidas rurais deve continuar nas próximas semanas entre Fazenda, Congresso e representantes do setor. Até que haja definição sobre alcance, custo fiscal e regras operacionais, permanece em aberto o formato final de uma eventual renegociação e seus efeitos sobre o crédito agropecuário.

Fonte: Estadão Conteúdo

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El Niño deve impactar a região da Bahia com estiagem e calor


O fenômeno climático El Niño está de volta e deve afetar a região da Bahia, trazendo preocupações sobre a disponibilidade de água e as condições climáticas nos próximos meses. Especialistas alertam que a previsão é de chuvas abaixo da média e calor excessivo, o que pode impactar a agricultura local.

Previsões climáticas para a Bahia

De acordo com as análises, o El Niño deve continuar a aquecer as águas do Pacífico Equatorial, o que pode resultar em:

  • Chuvas abaixo da média na Bahia, especialmente entre setembro e outubro.
  • Calor excessivo na região, com temperaturas elevadas.
  • Possibilidade de estiagem, afetando a agricultura e a disponibilidade de água.

Impactos esperados

Os impactos do El Niño não se restringem apenas à Bahia, mas podem afetar todo o Brasil e outras regiões do mundo. Para a Bahia, as previsões indicam:

  • Chuvas que devem começar a normalizar apenas em novembro.
  • Necessidade de cautela por parte dos produtores rurais na escolha de sementes.
  • Valorização do uso de poços artesianos devido à escassez de água.

Os agricultores devem se preparar para um cenário desafiador, com a expectativa de um fenômeno que pode ser classificado como forte a moderado, trazendo consequências significativas para a produção agrícola e a gestão de recursos hídricos na região.

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Café deve ser a terceira principal cultura no VBP em 2026, aponta CNA


O café deve se consolidar como a terceira principal cultura no valor bruto da produção (VBP) agropecuária brasileira até 2026, segundo estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A receita bruta do café é projetada para alcançar R$ 111,7 bilhões, superando a cana-de-açúcar e ocupando uma posição de destaque entre as lavouras do país.

Projeções de receita

A receita bruta do café foi estimada em R$ 66 bilhões, ocupando atualmente o quarto lugar no ranking das principais lavouras brasileiras. A expectativa é que o faturamento bruto do café Arábica atinja R$ 87,6 bilhões, representando 78% do total do setor cafeiro nacional. Já a receita do café Conilon é estimada em R$ 24,2 bilhões, refletindo uma retração em relação ao ano anterior.

Fatores de crescimento e desafios

  • O crescimento de 5,1% no VBP do café é impulsionado pela expansão esperada de 23% na produção.
  • A queda de 15% nos preços reais na comparação anual impacta negativamente a receita do Conilon.
  • A recomposição dos estoques mundiais e a expectativa de uma safra cheia no Brasil são fatores que influenciam os preços.

Essas projeções são baseadas nos preços médios recebidos pelos produtores de janeiro a abril e nas expectativas de produção para o ano corrente.

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Produção de café no Brasil pode alcançar 66,7 milhões de sacas em 2026


A produção brasileira de café deve alcançar um recorde de quase 67 milhões de sacas de 60 kg em 2026, representando um crescimento de 18% em comparação com o ano anterior. Os dados são do segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Dados da produção

  • Produção estimada: 66,7 milhões de sacas
  • Crescimento em relação a 2025: 18%
  • Aumento em relação ao levantamento anterior: 0,8% (510 mil sacas)
  • Recorde anterior: 63 milhões de sacas em 2020

Exportações de carne bovina

As exportações brasileiras de carne bovina para a China também apresentaram crescimento, com 55,4% da cota anual já consumida no primeiro quadrimestre de 2026. O Brasil embarcou quase 613 toneladas de carne bovina em natura entre janeiro e abril, mantendo a liderança entre os fornecedores ao mercado chinês.

Produção de cana-de-açúcar

Estimativas da Canaplan projetam moagem entre 631 e 639 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/2027, com produtividade média de 77 toneladas por hectare e produção de açúcar em torno de 40 milhões de toneladas. Esse cenário é impactado por pressão climática e custos elevados.

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