sábado, junho 13, 2026

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Comissão mista é instalada para analisar MP sobre piso mínimo do frete


Custos operacionais mantêm fretes agropecuários em patamar elevado

Foi instalada nesta terça-feira (9) a comissão mista do Congresso Nacional que vai analisar a Medida Provisória (MP) 1343/26, voltada ao cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário. O texto, editado em março, cria mecanismos para ampliar a fiscalização da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A medida precisa ser votada até quarta-feira (16 de julho) para não perder a validade.

A comissão terá como vice-presidente o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). A relatoria ficará com o deputado Zé Trovão (PL-SC), e a revisão com o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN). A presidência do colegiado caberá ao Senado Federal, mas o nome ainda não havia sido indicado pelas lideranças até a instalação da comissão.

A MP torna obrigatório o registro de todas as operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Pelo texto, o código deverá reunir informações como origem e destino da carga, nome do contratante, identificação do transportador e valor do frete. O sistema também deverá bloquear a emissão do CIOT quando o contrato registrar pagamento inferior ao piso mínimo definido em lei.

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A proposta ainda amplia as punições para empresas e contratantes que descumprirem as regras. Entre as sanções previstas estão multas mais altas, suspensão temporária e, em caso de reincidência, cancelamento do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC). As penalidades também podem alcançar responsáveis por anúncios de fretes com valores abaixo do permitido.

Para o setor agropecuário, o tema tem relação direta com o custo logístico, já que o transporte rodoviário é a principal via de escoamento de grãos, fertilizantes, proteína animal e insumos no país. O conteúdo disponível, no entanto, não informa valores de multas nem detalha eventuais efeitos tarifários por cadeia produtiva.

A análise da comissão será a etapa inicial da tramitação no Congresso Nacional. Até a votação final, o setor deverá acompanhar se o texto será mantido ou alterado, especialmente nos pontos ligados à fiscalização eletrônica, às sanções e à execução do piso mínimo no transporte rodoviário de cargas.

Fonte: camara.leg.br

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FAO promove no Rio Grande do Sul treinamento sobre resistência a carrapaticidas


FAO promove no Rio Grande do Sul treinamento sobre resistência a carrapaticidas

O Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Saúde Animal Desidério Finamor (IPVDF), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), sedia de domingo (8) a quinta-feira (12), em Eldorado do Sul (RS), um treinamento internacional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre resistência a carrapaticidas. A atividade reúne especialistas de sete países para harmonizar técnicas de diagnóstico e fortalecer uma rede internacional de laboratórios.

Participam da capacitação representantes do Brasil, México, Uruguai, Equador, Panamá, Uganda e da ilha de Guadalupe, território francês no Caribe. Segundo a FAO, a iniciativa faz parte de um programa global iniciado em 2021 para padronizar protocolos laboratoriais, unificar procedimentos e gerar dados comparáveis sobre a distribuição e a intensidade da resistência dos carrapatos aos carrapaticidas em diferentes regiões.

A programação combina atividades teóricas e práticas. Os participantes acompanham métodos de diagnóstico de resistência, rotinas de controle de qualidade e boas práticas laboratoriais nos laboratórios do IPVDF. Também está prevista visita a uma propriedade da região para coleta de amostras de carrapatos.

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De acordo com o diretor do IPVDF, José Reck, o treinamento busca integrar governos e laboratórios na padronização das ações de diagnóstico e de comunicação sobre o controle de carrapatos. Já o pesquisador do Laboratório de Parasitologia do IPVDF, Guilherme Klafke, informou que a escolha do instituto está ligada à atuação de mais de 50 anos na área e à participação do centro no grupo de trabalho da FAO responsável pela harmonização das técnicas.

O tema tem efeito direto sobre a pecuária, porque a resistência reduz a eficiência dos produtos usados no controle do parasita e pode elevar custos de manejo, perdas produtivas e necessidade de monitoramento sanitário. Nesse contexto, a padronização dos testes pode ampliar a confiabilidade dos diagnósticos e orientar decisões técnicas mais ajustadas nas propriedades.

Além dos participantes estrangeiros, o treinamento reúne profissionais da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pecuária Sul, da Embrapa Gado de Corte e do Instituto Biológico de São Paulo. Uma segunda etapa da capacitação está prevista para setembro, novamente em Eldorado do Sul.

A proposta da FAO é que cada continente conte com um laboratório de referência para apoiar capacitação, pesquisa e desenvolvimento de estratégias de diagnóstico e controle. No Rio Grande do Sul, o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Estado do Rio Grande do Sul (Fundesa) também viabiliza ao IPVDF a oferta, sem custos aos produtores rurais, de testes de resistência a carrapaticidas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Ciclone e frente fria provocam chuva forte e risco de geada em algumas regiões do país


Frio e geada em um ambiente de serra
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A atuação de um ciclone extratropical no oceano e a formação de novas áreas de instabilidade mantêm o tempo carregado em parte do Brasil nesta quarta-feira (10), com previsão de chuva forte, temporais isolados e risco de geada em áreas do Sul, segundo a Climatempo.

Sul

O ciclone se afasta mais para o oceano, mas a combinação entre uma frente fria, uma área de baixa pressão no interior do continente e o transporte de umidade da Amazônia mantém o tempo instável, principalmente no Paraná. O oeste e a faixa norte do estado devem registrar chuva moderada a forte ao longo do dia, com risco de temporais isolados, especialmente no oeste e na metade norte paranaense.

A instabilidade também avança sobre o norte e a metade oeste de Santa Catarina, onde a chuva pode ocorrer com moderada a forte intensidade. O céu segue bastante encoberto entre Santa Catarina, Paraná e o norte do Rio Grande do Sul, mantendo as temperaturas mais amenas. Há possibilidade de geada entre a Serra Gaúcha e a Serra Catarinense.

Sudeste

A nebulosidade aumenta e a chuva volta a ganhar força em São Paulo. De acordo com a Climatempo, a passagem de uma frente fria no oceano, aliada a um cavado meteorológico e a uma nova área de baixa pressão, favorece pancadas moderadas a fortes em diversas áreas do estado.

As primeiras chuvas devem atingir o oeste, sudoeste, sul e interior paulista ainda pela manhã, avançando para outras regiões ao longo do dia. Há chance de temporais isolados no oeste e sudoeste do estado. Também pode chover no extremo sul de Minas Gerais. Já nas demais áreas do Sudeste, o tempo permanece firme, com sol entre nuvens.

As temperaturas ficam mais baixas no centro-sul paulista e no sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, enquanto o calor segue predominando nas demais áreas. A umidade relativa do ar continua baixa no norte de São Paulo, Triângulo Mineiro e norte mineiro, com índices abaixo dos 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h também podem ocorrer nessas regiões.

Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul concentra as áreas de maior instabilidade. A chuva atua desde cedo no sul e sudoeste do estado e deve se espalhar pela metade sul sul-mato-grossense ao longo do dia, com pancadas moderadas a fortes, trovoadas e possibilidade de temporais isolados.

Segundo a Climatempo, a atuação de um cavado atmosférico, de uma área de baixa pressão e do Jato de Baixos Níveis favorece o avanço das instabilidades na região. Em Mato Grosso, há previsão de aumento da chuva no oeste e noroeste do estado. Já Goiás e o Distrito Federal seguem com tempo firme.

As temperaturas continuam elevadas na maior parte do Centro-Oeste, mantendo a sensação de abafamento, enquanto o centro-sul de Mato Grosso do Sul deve ter temperaturas mais amenas. A umidade do ar segue baixa em Goiás, leste de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com índices abaixo dos 30%. As rajadas de vento podem variar entre 40 e 50 km/h.

Nordeste

A circulação marítima mantém a chuva sobre o litoral entre Alagoas e o Rio Grande do Norte. As pancadas começam mais fracas pela manhã e ganham intensidade ao longo do dia, avançando também para áreas do leste de Pernambuco e de Alagoas.

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue favorecendo pancadas moderadas a fortes na metade norte do Maranhão e do Piauí, além de grande parte do Ceará. Há risco de temporais no litoral do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e no litoral norte de Pernambuco.

No interior da região, o tempo continua seco e quente, com baixos índices de umidade, especialmente no centro-oeste da Bahia e na metade sul do Maranhão e do Piauí, onde a umidade pode ficar abaixo dos 30%.

Norte

O padrão típico amazônico segue predominando, com calor, alta umidade e pancadas de chuva entre a tarde e a noite. As instabilidades atingem Roraima, Amapá, Amazonas, norte e oeste do Pará, além de Rondônia e Acre.

Há risco de temporais no norte e litoral do Amapá, em Roraima, no oeste e litoral do Pará, oeste de Rondônia e em diversas áreas do Amazonas. Já no Tocantins e no restante do Pará, o tempo segue mais firme.

As temperaturas continuam elevadas em toda a região, mantendo a sensação de abafamento. No Tocantins, a umidade relativa do ar também pode ficar abaixo dos 30%.

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CNA defende uso eficiente da água e pagamento por serviços ambientais no campo


CNA defende uso eficiente da água e pagamento por serviços ambientais no campo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, nesta terça-feira (9), durante o 2º Encontro do Programa Produtor de Água, em Brasília, que o uso eficiente dos recursos hídricos e a valorização dos serviços ambientais são pontos centrais para a produção agropecuária. O evento foi promovido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e reuniu representantes de diferentes setores para discutir conservação da água e mecanismos de pagamento por serviços ambientais.

Durante o painel sobre a importância do Programa Produtor de Água para os usuários de recursos hídricos, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Filho, afirmou que a água é um insumo essencial para a produção de alimentos e biocombustíveis e para a permanência do produtor rural na atividade. Segundo ele, a disponibilidade hídrica influencia diretamente o desempenho das lavouras, especialmente em cenários de janelas curtas de plantio.

Nelson Filho também destacou que cerca de 90% da água utilizada pelos produtores rurais tem origem nas chuvas. Nesse contexto, o manejo adequado e o armazenamento do recurso passam a ser fatores técnicos relevantes para reduzir perdas produtivas em períodos de menor oferta hídrica. A avaliação apresentada no encontro é de que o planejamento do uso da água precisa ocorrer ao longo de todo o ano, com foco em conservação e eficiência.

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Criado em 2001 pela ANA, o Programa Produtor de Água foi citado pela CNA como instrumento para incentivar práticas sustentáveis nas propriedades e ampliar mecanismos de pagamento por serviços ambientais. A entidade defendeu que esses instrumentos podem reconhecer ações de conservação já adotadas no meio rural e associá-las a ganhos de eficiência produtiva.

No debate, a CNA também relacionou o tema à produtividade do agro brasileiro. Segundo a entidade, o aumento da produção sem expansão significativa de área tem sido apoiado por intensificação e verticalização dos processos produtivos. O conteúdo apresentado no evento, porém, não detalhou valores, metas ou novos prazos para expansão dos pagamentos por serviços ambientais.

O encontro reforçou a relação entre gestão hídrica, produção agropecuária e conservação ambiental. Sem divulgação, até o momento, de novas medidas operacionais ou números adicionais sobre adesão ao programa, o avanço dessa agenda dependerá do detalhamento de mecanismos de incentivo e da aplicação prática das políticas nas propriedades rurais.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Mudança de tom de Trump provoca queda do petróleo


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (10), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a reversão do tom de Trump sobre o Irã desfez o alívio da manhã e devolveu volatilidade aos mercados.

O petróleo caiu 2,97% a US$ 91,45, o dólar fechou estável a R$ 5,17 e o Ibovespa subiu 0,68% aos 169 mil pontos. Juros longos flertaram com 15% e o Tesouro reduziu oferta ao mínimo. Hoje, o CPI dos EUA chega com projeção de 4,2% e pode mover câmbio e bolsa em qualquer direção.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Durigan apoia autonomia do Banco Central, mas pede cautela com PEC 65


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na noite desta terça-feira (9) que apoia o fortalecimento do Banco Central (BC) por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que trata da autonomia orçamentária e financeira da autoridade monetária. Ao mesmo tempo, ele declarou que é preciso cuidado com o conteúdo da proposta para evitar a inclusão de dispositivos que possam alterar o alcance original do texto.

A declaração foi dada no momento em que a PEC 65 aparece como primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (10). Segundo Durigan, o objetivo é preservar um modelo que amplie a capacidade de gestão do BC sem abrir espaço para mudanças consideradas inadequadas pela equipe econômica.

Mais cedo nesta terça-feira (9), conforme noticiado pelo Broadcast, a área econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a trabalhar em uma alternativa à proposta em tramitação. A ideia, segundo a informação disponível, seria manter o Banco Central como autarquia, mas com maior autonomia para administrar os próprios recursos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou ao Broadcast que a matéria será votada e que não há previsão de retirada da pauta. O relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), também descartou mudanças no parecer. Apesar disso, Durigan afirmou que ainda pretende conversar novamente com o relator para tentar ajustar o texto antes da votação.

A discussão tem alcance macroeconômico porque envolve a estrutura institucional do BC, órgão responsável pela condução da política monetária, supervisão financeira e gestão de instrumentos que influenciam juros e liquidez. Para o setor agropecuário, esses fatores têm relação com custo do crédito, financiamento de safra, câmbio e formação de preços em cadeias exportadoras. No entanto, até o momento, não foram detalhadas medidas específicas da PEC com efeito direto e imediato sobre linhas de crédito rural ou políticas setoriais.

O avanço da PEC 65 no Senado deve definir se a proposta seguirá com o texto atual ou se haverá espaço para uma alternativa formulada pela equipe econômica. Com as informações disponíveis, o impacto prático para o setor agropecuário dependerá do desenho final da regra e de eventuais desdobramentos sobre juros, crédito e ambiente institucional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Área industrial deve abrigar megaprojeto de SAF



A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP


A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP
A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP – Foto: Divulgação

A produção de combustível sustentável de aviação a partir do etanol deve ganhar um novo projeto de grande escala no Brasil. A iniciativa busca aproveitar a competitividade da cadeia nacional de matérias-primas renováveis e a infraestrutura logística disponível em uma das principais regiões industriais do país.

A JetBio anunciou a obtenção dos direitos exclusivos sobre uma área em Paulínia, no interior de São Paulo, para desenvolver aquela que pretende ser a maior unidade do mundo de SAF produzido pela rota Alcohol-to-Jet, conhecida como AtJ. O empreendimento ficará em uma região estratégica da cadeia brasileira de etanol, com acesso a rodovias, ferrovias, dutovias e portos.

Segundo a companhia, a localização deve permitir o suprimento competitivo de etanol de baixa intensidade de carbono, produzido a partir de resíduos, milho de segunda safra e cana-de-açúcar. A previsão é tomar a decisão final de investimento no primeiro trimestre de 2027, com início da produção em 2030.

A planta utilizará tecnologia de processo AtJ da Honeywell UOP. O projeto aposta na base agrícola brasileira, na maturidade da indústria de etanol de baixo carbono e no ambiente regulatório voltado às energias renováveis para estabelecer uma plataforma de referência global na produção de AtJ-SAF.

O CEO da JetBio, Will Moore, avaliou que o Brasil reúne matérias-primas, infraestrutura, conhecimento técnico e condições regulatórias para liderar a produção de combustível sustentável de aviação. Já Bruce Rastetter, fundador e presidente do conselho da Summit Agricultural Group, relacionou o avanço do projeto à demanda por fornecimento confiável e em larga escala de combustível de aviação de baixo carbono.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi segue equilibrado no país


O mercado do boi gordo iniciou a terça-feira (9) em equilíbrio nas praças paulistas, conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria. Os negócios ocorreram em ritmo moderado, com frigoríficos realizando compras apenas para manutenção das escalas de abate e produtores ofertando lotes de forma controlada. Apesar disso, a queda das temperaturas acendeu um alerta no setor, já que o clima mais frio pode estimular o aumento da oferta de animais para comercialização.

Segundo a consultoria, o bom desempenho das exportações e o consumo interno aquecido não foram suficientes para acelerar as compras por parte das indústrias. O cenário foi descrito como equilibrado, sem pressão para alterações nos preços. Dessa forma, as cotações permaneceram estáveis em São Paulo, enquanto as escalas de abate seguiram, em média, para oito dias.

Em Goiás, o comportamento do mercado foi diferente. A demanda mais firme levou frigoríficos a elevarem as ofertas para garantir o abastecimento das escalas. Na região de Goiânia, o preço do boi gordo avançou R$ 2,00 por arroba, enquanto as cotações das fêmeas registraram aumento de R$ 3,00 por arroba. Já na região Sul do estado, a novilha teve valorização de R$ 2,00 por arroba, enquanto os preços do boi gordo e da vaca permaneceram estáveis.

Ainda em Goiás, a cotação do chamado “boi China” também apresentou alta em relação ao dia anterior, com valorização de R$ 5,00 por arroba, refletindo o interesse do mercado exportador.

No comércio internacional, os embarques de carne bovina in natura mantiveram desempenho positivo. De acordo com a análise da Scot Consultoria, nos primeiros quatro dias úteis de junho foram exportadas 62,6 mil toneladas do produto, com média diária de 15,6 mil toneladas. O volume representa crescimento de 29,8% em comparação ao embarcado por dia no mesmo período de junho de 2025.

O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6,6 mil, avanço de 20,9% na comparação anual. Com a combinação de maiores embarques e valorização do produto, junho de 2026 já alcançou 31,4% do faturamento total obtido com as exportações de carne bovina durante todo o mês de junho do ano passado, mesmo com menos de um quarto dos dias úteis transcorridos.





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AgroNewsPolítica & Agro

Como planejar a próxima safra de trigo?


O planejamento da próxima safra de trigo exige uma série de decisões que vão além da escolha das sementes e da definição da data de plantio. A análise do histórico das áreas, a organização da rotação de culturas, o manejo adequado do solo, a seleção de cultivares adaptadas às condições climáticas e ao sistema produtivo, além da definição das estratégias de uso de insumos e comercialização, são fatores apontados como essenciais para reduzir riscos e aumentar a eficiência da produção.

Entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, produtores das principais regiões tritícolas do Sul do Brasil, como Paraná e Rio Grande do Sul, deverão considerar tanto a variabilidade climática quanto os custos de produção no planejamento da cultura. O trigo segue desempenhando papel importante nos sistemas agrícolas, especialmente na rotação com soja e milho safrinha, contribuindo para o controle de plantas daninhas, pragas e doenças, além de favorecer a estabilidade produtiva das propriedades.

O planejamento antecipado também permite ao produtor avaliar a viabilidade de cada área destinada ao cereal. A análise do histórico das lavouras, da ocorrência de doenças, da presença de plantas daninhas de difícil controle e dos resultados de produtividade de anos anteriores auxilia na identificação dos talhões com maior potencial produtivo e menor exposição a riscos.

Outro aspecto considerado estratégico é a avaliação das condições físicas e químicas do solo. A realização de análises atualizadas, a verificação de possíveis camadas compactadas, problemas de drenagem e a necessidade de correção da fertilidade são etapas que contribuem para a definição de um manejo mais eficiente e alinhado às exigências da cultura.

A logística da propriedade também influencia diretamente o desempenho da safra. A disponibilidade de máquinas para semeadura e colheita, a capacidade de armazenamento e secagem dos grãos e a compatibilização do calendário agrícola com as culturas subsequentes são fatores que precisam ser considerados antes da implantação do trigo.

A rotação de culturas aparece como um dos pilares para o sucesso da atividade. Sistemas que alternam trigo com soja, milho ou pastagens ajudam a melhorar a fertilidade do solo, reduzir a incidência de doenças e contribuir para o manejo de plantas daninhas. Em contrapartida, sucessões repetidas de gramíneas podem aumentar a pressão de patógenos e comprometer o desempenho das lavouras.

A escolha das cultivares também ocupa posição central no planejamento. Características como ciclo de desenvolvimento, resistência a doenças, exigência nutricional e qualidade industrial devem ser consideradas conforme as condições de cada região e o nível tecnológico adotado na propriedade. A diversificação de materiais genéticos é apontada como uma estratégia para reduzir riscos produtivos.

A definição da época de semeadura deve seguir as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), buscando sincronizar as fases mais sensíveis da cultura com períodos de menor risco de geadas severas e excesso de chuvas. O planejamento adequado da janela de plantio também contribui para evitar impactos sobre a implantação da cultura de verão subsequente.

No manejo da fertilidade, especialistas recomendam que a correção da acidez, a adubação e eventuais intervenções para melhoria da estrutura do solo sejam definidas com antecedência. A utilização de análises de solo permite ajustar as doses de nutrientes conforme o potencial produtivo esperado e as características de cada área.

O planejamento dos insumos também é apontado como uma medida importante para reduzir custos e garantir maior eficiência operacional. A aquisição antecipada de sementes certificadas, fertilizantes e defensivos possibilita melhores condições de negociação e reduz riscos de falta de produtos durante a implantação da lavoura.

Além dos aspectos técnicos, a organização financeira da atividade ganha relevância em um cenário de custos elevados e volatilidade de preços. O levantamento detalhado dos custos de produção, a avaliação de seguros agrícolas e a definição de estratégias de comercialização são medidas que podem contribuir para maior segurança econômica ao produtor.

O trigo também deve ser encarado como parte de um sistema produtivo integrado. O manejo adotado na cultura influencia diretamente o desempenho das lavouras seguintes, tornando fundamental o registro das operações realizadas e o acompanhamento técnico ao longo de todo o ciclo.

A adoção dessas práticas, aliada ao monitoramento constante das condições de mercado e do clima, pode aumentar a estabilidade da produção, otimizar o uso de recursos e reduzir a exposição dos produtores aos riscos inerentes à atividade agrícola. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Café, leite e crédito impulsionam expansão das cooperativas em Minas Gerais


Cooperativas
Foto gerada por IA.

Mesmo diante de juros elevados, instabilidade financeira e desafios climáticos, o cooperativismo em Minas Gerais avançou em ritmo muito superior ao da economia estadual em 2025. Segundo dados do Anuário do Cooperativismo Mineiro 2026, as cooperativas movimentaram R$ 184 bilhões no período, crescimento de 16,6% em relação ao ano anterior — quase 12 vezes acima da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais, que cresceu 1,4%.

Os números serão apresentados nesta quarta-feira (10), durante o seminário de lançamento do anuário, considerado o principal censo anual do setor no estado.

Atualmente, o cooperativismo responde por 15,9% do PIB mineiro, estimado em R$ 1,1 trilhão. O setor reúne 788 cooperativas, 4,2 milhões de cooperados e 64,1 mil empregados diretos em Minas Gerais.

Entre os segmentos do cooperativismo, o ramo agropecuário foi um dos grandes destaques de 2025. As cooperativas ligadas ao agro movimentaram R$ 66,8 bilhões, alta de 26,7% em relação ao ano anterior. O avanço representou mais da metade de todo o crescimento econômico registrado pelo cooperativismo mineiro no período.

O setor agropecuário também lidera em número de cooperativas no estado. São 196 organizações, o equivalente a uma em cada quatro cooperativas mineiras. Juntas, elas reúnem 228,8 mil cooperados e geram 21,3 mil empregos diretos.

Cooperativismo agropecuário amplia peso no agro mineiro

Os dados mostram a força crescente das cooperativas no agronegócio de Minas Gerais. Em 2025, o ramo cooperativista agropecuário passou a representar 26,5% do PIB do agronegócio mineiro.

De cada R$ 100 movimentados pelo cooperativismo no estado, aproximadamente R$ 36 vieram diretamente das cooperativas agropecuárias, de acordo com o levantamento.

Em cinco anos, a movimentação econômica do segmento quase dobrou, passando de R$ 36 bilhões em 2021 para R$ 66,8 bilhões em 2025 — avanço de 85,6%.

Além da expansão financeira, o setor também teve forte impacto na geração de empregos. Somente em 2025, as cooperativas agropecuárias criaram 1.010 novos postos de trabalho, o equivalente a 36% de todas as vagas abertas pelo cooperativismo mineiro no período.

Café e leite reforçam protagonismo das cooperativas

As cooperativas também consolidaram presença estratégica em cadeias relevantes do agro mineiro, especialmente no café e no leite.

Segundo o levantamento, 63,6% do café produzido em Minas Gerais passou por cooperativas mineiras em 2025. Em nível nacional, isso significa que, a cada 100 xícaras de café produzidas no Brasil, 29 passaram por cooperativas do estado.

Na cadeia leiteira, as cooperativas responderam por 18,3% da produção mineira e por 5,1% da produção nacional.

Crédito cooperativo fortalece produtores rurais

Outro destaque do levantamento foi o desempenho das cooperativas de crédito, que seguem ampliando presença no interior e fortalecendo o financiamento ao agro.

O ramo movimentou R$ 93,4 bilhões em 2025, alta de 12,3% sobre o ano anterior. As cooperativas financeiras repassaram R$ 14,4 bilhões em crédito rural para pequenos e médios produtores mineiros, crescimento de 5,8% em relação a 2024.

Atualmente, as cooperativas de crédito estão presentes em 84,4% dos municípios mineiros e são a única instituição financeira com atendimento físico em 84 cidades do estado.

Cooperativismo cresce acima da média e amplia geração de renda

O levantamento também mostra avanço na geração de empregos e renda. As cooperativas mineiras criaram quase 2,8 mil vagas em um ano, crescimento de 4,6% — desempenho três vezes superior à média estadual.

O salário médio pago pelas cooperativas chegou a R$ 4.059,97, valor 36,2% maior que a média do setor privado em Minas Gerais.

As mulheres também ampliaram participação no setor. Elas representam 54,9% do quadro funcional das cooperativas mineiras e ocuparam seis em cada dez novas vagas criadas em 2025.

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