sexta-feira, junho 26, 2026

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Cotações do milho: safrinha e custos logísticos definirão preços, aponta relatório


Grãos; milho
Foto: Renata Silva/Embrapa

O mercado do milho na Bolsa de Chicago durante a semana foi de pressão, com vislumbres de recuperação em alguns momentos, mas, de forma geral, seguiu defensivo diante da oferta e do avanço da safra dos Estados Unidos.

Já no Brasil, as atenções ficaram voltadas ao clima da safrinha. Estiagem no Centro-Oeste e risco de geadas no Sul mantiveram o mercado sensível, especialmente porque perdas produtivas podem mexer com a disponibilidade regional e com os preços físicos.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o milho spot em Chicago encerrou a semana com alta de 1,93% no período. No Brasil, o contrato da B3 com mesma referência seguiu na mesma direção, fechando a R$ 67,20 por saca (0,60%) na semana.

E agora, o que esperar?

O boletim Grainsights aponta quatro principais pontos de atenção para o mercado do milho na semana que se inicia:

  • Milho safrinha: a atenção deve permanecer nas projeções climáticas para o milho safrinha. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal para o Centro-Oeste, o que deve fazer com que os estoques de água no solo se reduzam em junho em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. “O mercado estará extremamente atento a essas condições. Qualquer resultado negativo deve ter impacto imediato nas cotações”, diz o documento.
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  • Início da semana: com o mercado volátil devido ao clima e sem a referência de Chicago nesta segunda-feira (25) por conta do feriado estadunidense (Memorial Day – Dia da Memória), a agilidade na tomada de decisões será importante para o produtor. Sem a principal bolsa global operando, o mercado interno tende a trabalhar com menor liquidez e maior sensibilidade ao câmbio, prêmios e movimentações regionais, podendo gerar oscilações pontuais nas indicações de compra.
  • Custos logísticos: seguem no radar do milho, altamente sensível ao transporte rodoviário e ao preço dos combustíveis. O destaque da semana é o Boletim Focus divulgado nesta segunda, que elevou a projeção de inflação para 2026 de 4,92% para 5,04%, somando várias semanas de altas consecutivas. “Com combustíveis pressionando os custos ao longo da cadeia, o mercado pode apresentar oportunidades pontuais tanto para venda do milho disponível quanto para travas futuras, exigindo atenção do produtor aos movimentos de preços e frete”, destaca o Grainsights.
  • Macroeconomia e oportunidades: a macroeconomia brasileira inicia a semana sob o impacto de novas revisões do Boletim Focus. No câmbio, o dólar comercial fechou a sexta-feira em alta, a R$ 5,03, devido a tensões externas e à redução do fluxo de capital estrangeiro no país, muito significativo nas últimas semanas. Diante de margens de lucro mais apertadas pela volatilidade de custos, o produtor precisa agir estrategicamente para proteger sua rentabilidade. É fundamental estar atento às oscilações do mercado e, principalmente, aos seus custos de produção”, finaliza o relatório.

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5ª edição do leilão Terra Prometida movimenta R$ 133 milhões em genética nelore


A quinta edição do leilão Terra Prometida, realizada em Porto Nacional, Tocantins, movimentou mais de R$ 133 milhões, consolidando-se como um dos maiores eventos de genética nelore do Brasil.

Destaques do evento

  • Venda de prenhes e aspirações de doadoras de elite.
  • Aspiração da Mira Teparonesa negociada em 30 parcelas de R$ 56.000.
  • Aspiração Angelina Five Paranã valorizada em R$ 12,5 milhões.

Impacto no setor

Os organizadores destacam que as negociações reforçam a aposta dos pecuaristas em genética de alta performance, visando aumentar a produtividade e competitividade da pecuária brasileira.

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Exportações de soja do Brasil avançam em comparação ao mesmo período do ano passado


soja no porto de Paranaguá, portos
Foto: APPA

As exportações brasileiras de soja em grão somaram 11,382 milhões de toneladas em maio, considerando 15 dias úteis do mês, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A receita obtida com os embarques alcançou US$ 4,812 bilhões no período.

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A média diária de exportações foi de 758,853 mil toneladas, enquanto a receita média diária ficou em US$ 320,805 milhões. O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 422,70.

Na comparação com maio de 2025, o desempenho mostrou avanço consistente. A receita média diária cresceu 22,5%, puxada pelo aumento do volume embarcado e pela valorização do produto no mercado internacional. O volume médio diário exportado subiu 13%, enquanto o preço médio da tonelada avançou 8,4%.

O resultado reforça o forte ritmo das exportações do agronegócio brasileiro em 2026, com a soja mantendo posição de destaque na pauta exportadora do país.

As informações são da Safras & Mercado.

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Câmara dos Deputados dos EUA aprova gasolina com 15% de etanol


A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou a liberação da gasolina com 15% de etanol, conhecida como E15, durante todo o ano. Essa decisão pode marcar um novo capítulo para o mercado global de biocombustíveis, pois atualmente a venda do E15 é restrita no verão do hemisfério norte, entre junho e setembro, devido a preocupações ambientais relacionadas à volatilidade do combustível.

Impactos da aprovação

Se o projeto for aprovado no Senado e sancionado, o mercado poderá operar sem restrições, permitindo o uso contínuo do etanol ao longo do ano. Essa medida tem o potencial de fortalecer a demanda por etanol, especialmente nos Estados Unidos, que responde por cerca de 52% da produção mundial de etanol de milho em 2024.

Vantagens para o Brasil

  • A decisão dos EUA ocorre em um momento de alta nos preços do petróleo, que variam entre 90 e 100 dólares.
  • O etanol brasileiro, produzido a partir da cana-de-açúcar, é considerado mais sustentável.
  • A Califórnia, por exemplo, já importa etanol do Brasil, o que pode representar uma vantagem estratégica para o país.
  • O aumento da demanda por milho nos EUA pode beneficiar o Brasil como exportador.
  • O Brasil possui potencial agropecuário significativo e pode atender à demanda mundial por biocombustíveis.

Expectativas futuras

A decisão dos Estados Unidos, se consolidada, poderá beneficiar o Brasil no longo prazo, desde que não haja uma elevação excessiva nos custos de produção. O país precisa de um projeto que priorize a agricultura e a redução de custos para se manter competitivo no mercado global.

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AgroNewsPolítica & Agro

Países discutem solução para combustível fóssil e desmatamento ilegal


As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática.

A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima.

Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano.

A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa.

O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs.

Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia. 

“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni.

Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023.

Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril. 

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo.

“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima”, disse o diplomata André Corrêa do Lago.

Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima.

Sobre o chamado “regime climático”, que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas.

A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa.

“O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira.

A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono. 





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Pesquisador da Embrapa entra no Hall da Fama da Citricultura Brasileira


Pesquisador da Embrapa entra no Hall da Fama da Citricultura Brasileira

O engenheiro-agrônomo Walter dos Santos Soares Filho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura e líder do Programa de Melhoramento Genético de Citros da estatal, recebe nesta terça-feira (26), às 9h45, em Cordeirópolis (SP), o Prêmio GConci 2026 – Hall da Fama da Citricultura Brasileira. A homenagem é concedida pelo Grupo de Consultores em Citros (GConci) a profissionais com contribuição de longo prazo ao setor citrícola.

A premiação ocorre na abertura da 51ª Semana da Citricultura, realizada entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis. Segundo o GConci, associação técnica sem fins lucrativos sediada no município, seus integrantes prestam consultoria direta a mais de 40 milhões de plantas cítricas, volume que representa quase 20% da citricultura brasileira.

Walter Soares atua na Embrapa Mandioca e Fruticultura, na Bahia, desde 1976. Doutor em Agronomia, com concentração em Genética e Melhoramento de Plantas, o pesquisador tem trabalho voltado ao desenvolvimento de variedades porta-enxerto com maior eficiência no uso da água, tolerância à seca e à salinidade e resistência ou tolerância a doenças da cultura.

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Esse tipo de pesquisa tem aplicação direta na produção, porque o porta-enxerto interfere no vigor da planta, na adaptação a diferentes ambientes e na resposta do pomar a estresses hídricos e sanitários. Em um cenário de maior pressão climática e fitossanitária, materiais genéticos mais adaptados podem contribuir para reduzir perdas e ampliar a estabilidade produtiva em diferentes regiões citrícolas.

Soares é o quarto pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a receber o prêmio desde 1997. Antes dele, foram homenageados Eduardo Sanches Stuchi, em 2021, Orlando Sampaio Passos, em 2023, e Eduardo Girardi, em 2024, todos ligados à Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Na programação técnica do evento, Walter Soares e Eduardo Girardi participam na quarta-feira (27), às 10h30, da mesa-redonda “Variedades de citros no Brasil”, dentro da sessão sobre tecnologias para implantação de pomares.

A homenagem reforça a centralidade do melhoramento genético para a citricultura, sobretudo em temas como adaptação climática, manejo de doenças e formação de pomares. O conteúdo técnico apresentado durante a Semana da Citricultura deve ampliar o debate sobre materiais mais adequados às condições de produção no país.

Fonte: embrapa.br

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Chuva deve ultrapassar os 200 mm em algumas regiões do país nesta semana, alerta Inmet


Imagem gerada para IA para o Canal Rural

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período entre 25 de maio e 1º de junho indica contraste climático entre as regiões do país. Enquanto áreas do Norte podem registrar volumes superiores a 200 milímetros de chuva, grande parte do Centro-Oeste, interior do Nordeste e regiões de Minas Gerais devem enfrentar tempo seco e baixa umidade do ar.

Segundo o modelo numérico do Inmet, os maiores acumulados de chuva da semana devem se concentrar entre o Amapá, Roraima, norte do Amazonas e do Pará. Já no Sul e em parte do Sudeste, as pancadas serão mais localizadas e concentradas nos primeiros dias da semana.

Norte terá temporais e acumulados acima de 200 mm

Os estados do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima devem concentrar os maiores volumes de precipitação do país nos próximos dias. Em áreas de Roraima, norte do Amazonas e centro-norte do Pará, especialmente nas regiões do Baixo Amazonas e Marajó, os acumulados podem ultrapassar os 200 mm ao longo da semana.

Nas demais áreas do Amazonas e Pará, a chuva ocorre de forma mais irregular, com volumes de até 80 mm. Já no Acre e no norte de Rondônia, as precipitações tendem a ser mais isoladas.

Por outro lado, a metade sul de Rondônia, o Tocantins e o sudeste paraense devem enfrentar tempo firme e umidade relativa do ar próxima dos 30%.

Nordeste

A chuva continua concentrada na faixa litorânea. O destaque fica para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados podem chegar a 80 mm durante a semana.

Também há previsão de chuva isolada em todo o litoral nordestino, incluindo a Bahia, onde os volumes podem alcançar até 40 mm. Pancadas isoladas também atingem áreas do norte do Piauí e do Ceará.

Enquanto isso, o interior da região, especialmente áreas do Agreste e Sertão, segue sob influência da estiagem típica desta época do ano. No Piauí, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%.

Centro-Oeste

A previsão aponta baixos volumes de chuva ao longo da semana. Mato Grosso do Sul pode registrar pancadas fortes de forma isolada devido à passagem de sistemas frontais pelo Sul do país.

No sul de Goiás, as chuvas ocorrem com menor intensidade. Já em Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal, o tempo firme deve predominar durante toda a semana.

Sudeste

A metade sul da região deve enfrentar pancadas fortes e localmente intensas, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais.

A partir de quarta-feira (27), o tempo firme volta a predominar nessas áreas, acompanhado de queda na umidade relativa do ar, que pode atingir os 30%.

Com isso, as pancadas passam a se concentrar no Espírito Santo, Zona da Mata mineira e Vale do Rio Doce. Já o centro-norte de Minas Gerais deve permanecer sem previsão de chuva ao longo de toda a semana.

Sul

Há previsão de chuva para os três estados, mas os maiores acumulados, de até 50 mm, devem ocorrer entre o norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sul do Paraná.

As instabilidades se concentram nos primeiros dias da semana. Depois disso, um bloqueio atmosférico deve favorecer o retorno do tempo firme na região. Novas áreas de instabilidade voltam a atingir o oeste gaúcho no sábado (30).

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TV Brasil exibe programa sobre combustíveis renováveis nesta segunda-feira


Chevron vende ativos de refino e distribuição na Ásia-Pacífico para a Eneos por US$ 2,17 bilhões

A TV Brasil exibe nesta segunda-feira (25), às 23h, o episódio O futuro dos combustíveis, do programa Caminhos da Reportagem. A edição apresenta iniciativas com biometano, e-metanol, hidrogênio verde e substituição de combustíveis fósseis por alternativas renováveis em diferentes regiões do país. O tema envolve cadeias de energia e biocombustíveis com interface direta com investimentos, indústria e oferta energética.

Segundo a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a reportagem mostra projetos em operação ou em implantação voltados à descarbonização. Um dos destaques é o Porto de Suape, em Pernambuco, onde, de acordo com o diretor de Sustentabilidade e Inovação do complexo, Sóstenes Alcoforado, 39% da energia consumida atualmente já é renovável. A meta informada pela administração é alcançar 50% até agosto ou setembro e 100% no próximo ano.

O programa também apresenta a produção de e-metanol por uma empresa dinamarquesa instalada no complexo portuário. Conforme o representante da European Energy no Brasil, Thiago Arruda, o produto tem a mesma molécula do metanol de origem fóssil, mas é feito a partir de fontes renováveis. A aplicação prevista é no abastecimento marítimo.

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Outro ponto abordado é uma parceria para substituir óleo diesel de usinas térmicas por etanol. A medida amplia o espaço de combustíveis renováveis na matriz energética e dialoga com cadeias já consolidadas no país, como a sucroenergética. A reportagem também cita o biometano, distribuído em Pernambuco e no Ceará, e o avanço do hidrogênio verde, com projetos concentrados no Nordeste, região que reúne ventos persistentes e cerca de 300 dias de sol por ano, segundo informações apresentadas pela produção.

Para o público do agro, o tema é acompanhado de perto porque combustíveis renováveis podem ampliar demanda por biomassa, resíduos, etanol e soluções energéticas ligadas à produção rural. O material divulgado, no entanto, não apresenta estimativas de volume de investimento, capacidade instalada ou impacto econômico detalhado para cada projeto.

A edição vai ao ar às 23h e terá reprise na madrugada de terça-feira (26), às 2h30. O conteúdo também será disponibilizado nas plataformas da emissora. Sem dados adicionais sobre escala produtiva e cronograma dos projetos, a reportagem funciona como panorama inicial sobre tecnologias que avançam na transição energética brasileira.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Durigan defende investimento externo em minerais críticos com regras no Brasil


Durigan defende investimento externo em minerais críticos com regras no Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (25), em São Paulo, que o Brasil está aberto ao investimento estrangeiro em terras raras e minerais críticos, desde que os aportes respeitem a soberania nacional sobre esses recursos. A declaração foi dada após o lançamento do 5º leilão do Eco Invest, programa do Tesouro voltado à atração de capital privado e externo para projetos de sustentabilidade. Segundo o ministro, a estratégia busca ampliar o processamento local e agregar valor às cadeias produtivas no país.

Durigan disse que o governo pretende evitar a exportação de minerais em estado bruto e estimular investimentos em etapas de beneficiamento e desenvolvimento tecnológico dentro do território nacional. De acordo com o ministro, o objetivo é criar condições para que a exploração desses recursos resulte em maior conteúdo industrial e avanço de cadeias associadas.

Nesta etapa do Eco Invest, os setores citados pelo Ministério da Fazenda incluem beneficiamento de minerais críticos, fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, sistemas de baterias, veículos elétricos, química verde, biomateriais, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, além de circularidade de resíduos minerais e industriais.

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Segundo Durigan, o Brasil também trabalha na construção de um arcabouço normativo específico para minerais críticos, além das regras já previstas no Código de Mineração. A proposta, conforme a declaração do ministro, é oferecer segurança jurídica aos investidores e, ao mesmo tempo, preservar o controle nacional sobre os recursos minerais.

Para o setor agropecuário, a menção a fertilizantes verdes e combustíveis verdes coloca o tema no campo da oferta futura de insumos e energia para cadeias produtivas que dependem de custo logístico, mecanização e abastecimento industrial. No entanto, o ministro não detalhou nesta segunda-feira (25) valores por projeto, cronograma regulatório nem metas objetivas de produção ou investimento para cada segmento.

A fala também reforça uma diretriz de política industrial voltada ao processamento interno de matérias-primas, com possível efeito sobre fornecedores, agroindústrias e cadeias ligadas à transição energética.

O avanço dessa estratégia dependerá da regulamentação específica para minerais críticos e da capacidade de converter o Eco Invest em projetos efetivos. Até o momento, as declarações do Ministério da Fazenda indicam a direção da política, mas ainda sem detalhamento completo sobre prazos, volume de recursos e alcance operacional das medidas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Qual é o maior desafio da soja para a próxima safra? Vote na enquete!


Foto: Freepik

O Soja Brasil promove uma enquete para ouvir a opinião do público sobre os principais desafios da soja para a próxima safra. A pergunta é: “Qual é o maior desafio da soja para a próxima safra?”

Os participantes podem escolher entre as opções:

  • Clima irregular
  • Doenças e pragas
  • Entraves internacionais

A votação está disponível no canal do YouTube, onde o público pode participar e contribuir com o debate sobre o cenário da próxima safra.

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O resultado da enquete será acompanhado aqui, no site do Soja Brasil, nesta sexta-feira (29).

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